Foi na antiga Sé – Colegiada onde jaz o Primógénito da Casa Real de Bragança, que o Chéfe da Casa Real Portuguêsa, apresentou o desenho da Medalha Oficial Comemorativa do Casamento de sua filha, a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra.
O Casamento de D. Maria Francisca de Herédia e Bragança com o Dr. Duarte de Sousa Araújo Martins, terá lugar na Real Basílica de Mafra, no dia 7 de Outubro de 2023 e o estudo da Medalha Oficial Comemorativa do enlace apresenta numa das faces, o monograma dos noivos composto pelas letras “F” de Francisca e“D” de Duarte estando o “F” encimado por uma Coroa estilizada de Infanta. Por cima do conjunto estão os nomes; “Francisca e Duarte” e por baixo a palavra “Casamento”.
Na outra face da medalha estão os brasões de família da noiva e do noivo e o meio encimando ambos r uma Coroa ou Coronel “Ducal” correspondente ao título pelo qual serão conhecidos o de “Duques de Coimbra”.
Por cima dos brasões pode-se ler: “Real Basílica de Mafra” e em baixo dos mesmos a data do Casamento; “7 de Outubro de 2023”.
Medalha Oficial do Casamento
O desenho das armas dos noivos que serão executadas em alto relevo, é de Mathieu Chaine, Artista -Heráldico Oficial do Conselho Heráldico da Fundação Histórico – Cultural Oureana tendo sido elaborado graciosamente pelo mesmo assim que foi noticíado o enlace.
O desenho final para a cunhagem, o trabalho de execução, abertura de cunhos estampagem e polimento da medalha biface com 60mm de diâmetro em bronze, é uma edição da Medalhistica Lusatenas de Coimbra. A Lusatenas é a Medalhistica Oficial da Casa Real, está a celebrar 50 anos da sua fundação. Fundada em 1972 por Fernando Simões Ribeiro, falecido em 2018, a firma de renome mundial continua hoje a cargo de seu filho, António Ribeiro que doou o espólio de seu pai à Fundação.
Desenho de Mathieu Chaine
S.A.R. Dom Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém
S.A.R. O Duque de Bragança e sua comitiva com o Grão MagistérioS.M.O.M. S.A.E. Fra’ John Dunlap Príncipe e Grão MestreS.M.O.M. H.E. Fra’ Emmanuel Rousseau Chanceler Mor S.M.O.M. H.E. Riccardo Paternò di Montecupo Hospitalário MorS.M.O.M. H.E. Fra’ Alessandro de Franciscis TreasoureiroS.M.O.M. H.E. Fabrizio Colonna
Na semana em que se celebra a Festa de São João Baptista e aniversário do nascimento de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Sua Alteza Real, D. Duarte, Duque de Bragança, acompanhado de uma comitiva composta por membros da Cúria, Chancelaria e Delegação Canadiana da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Confraria do Santo Condestável, foi recebido oficialmente pelo Príncipe e Grão-Mestre da Soberana Ordem Militar e Hospitalária de São João de Malta, Sua Alteza Eminentíssima Frá John Dunlap, no Palácio Magistral do Governo do Estado situado na Via dei Condotti, em Roma, Itália.
Frá Dunlap, de nacionalidade Canadiana, foi eleito 81º Soberano Chefe de Estado e Grão – Mestre da Ordem de Malta, no passado dia 3 de Maio de 2023, sendo Grã-Cruz da Ordem de São Miguel da Ala, há quase 20 anos, sendo membro da Delegação Canadiana da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala.
Durante a audiência que antecedeu a Sessão Solene, Sua Alteza Eminentíssima, o Príncipe escutou atentamente o relatório das diversas actividades humanitárias que a Real Irmandade e a Real Confraria têm vindo a desenvolver em diversas partes do mundo e particularmente com os desalojados e vítimas do presente conflicto na Ucrânia. Ficou ainda a conhecer as actividade desenvolvidas pela Real Confraria que honra São Nuno, um Santo da Ordem de Malta, já que tal como seu pai D. Gonçalo e irmão D. Pedro, foi Prior da Ordem de São João, no Crato, em Portugal.
Depois da audiência o Senhor D. Duarte foi apresentado aos membros do Governo da Ordem, seguindo-se uma troca protocolar de insígnias. O Duque de Bragança promoveu o Príncipe a Grã-Cruz com Colar da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e concedeu-lhe a Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Frá Dunlap retribuiu com a Grã-Cruz da Ordem pro Merito Melitensi em Classe Especial ao Chefe da Casa Real Portuguesa.
Depois de cumpridas as formalidades da visita oficial do Chefe da Casa Real Portuguesa e sua comitiva à sede de Governo da Ordem, seguiu-se um almoço oferecido pelo Grão-Mestre, durante o qual, Frá John Dunlap brindou ao Chefe e à Casa Real Portuguesa, suas Ordens Dinásticas e instituições sob o seu Alto Patronato.
A visita terminou com uma oração na Capela da Ordem onde foram invocados os Santos da mesma e entre eles, São Frei Nuno, ocorrendo uma troca de lembranças entre os dois Príncipes.
Frá John Dunlap também recebeu o diploma de Condestável-Mor Honorário Grã-Colar por ter aceite renovar o Patronato à Real Confraria do Santo Condestável sediada na Botica de São João da Fundação Oureana no Castelo de Ourém, Patronato que havia sido previamente conferido pelo falecido Príncipe e Grão-Mestre Frá Matthew Festing.
Fotos: Soberana Ordem Militar e Hospitalária de São João de Malta / Real Confraria do Santo Condestável
É com triste pesar que se tomou conhcimento da notícia da morte do Sr. António Rodrigues Vieira (Bragança), grande benemérito Ouriense e amigo da Fundação Oureana e do seu fundador John Mathias Haffert.
Recordamos que o Sr. Vieira foi Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias e Solicitador, tendo sido o responsável principal pela 2ª restauração da Sociedade Filarmónica Ouriense, a criação da Associação Recreativa e de Propaganda de Ourém, a construcção da Escola Primária.
Foi o Sr. Vieira quem elaborou os primeiros Estatutos da Fundação Oureana apresentados à Notária de Ourém, a 11 de Agosto de 1995, tendo sido Membro do Conselho Fiscal desta instituição, de 1995 a 1997, e depois, nomeado Conselheiro da Direcção.
Defensor da história e cultura Ouriense, foi também defensor do restauro do Castelo de Ourém, dinamizador turístico e apoiante desde o início do Restaurante e Programa Medieval, tendo contribuído também para a realização de vários eventos e para a criação do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado. Patrocinou a edição de CD’s e a publicação de vários livros sobre a história da sua amada Sociedade Filarmónica Ouriense, quer da sua autoria ou co-autoria.
Foi o Solicitador Ouriense António Rodrigues Vieira (Bragança) quem elaborou os primeiros Estatutos da Fundação Oureana apresentados à Notária de Ourém, a 11 de Agosto de 1995.
Recebeu muitas merecidas homenagens municipais e estrangeiras e entre elas, a Medalha do Descobridor do Brasil Pedro Álvares Cabral. Recebeu o grau de Cavaleiro Honorário na Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Comendador Honorário na Ordem de São Miguel da Ala, honras conferidas por D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém por reconhecidos serviços à cultura, ao velho burgo Ouriense e à Casa Real.
Católico devoto e praticante, era amigo e colaborador do Pároco Padre Carlos Querido da Silva, participando sempre activamente nas celebrações religiosas da Paróquia tendo estado em Ourém ainda no passado fim de semana para assitir à Procissão da Festa de Corpo de Deus.
O Sr. Vieira, mais conhecido pela alcunha “Bragança” pelo facto de também ter trabalhado na Fundação da Casa de Bragança, faleceu na sua casa em Lisboa, a 16 de Junho de 2023, aos 97 anos.
Com reconcida gratidão pelo seu contributo para a preservação do património Ouriense, físico e imemorial, o Executivo da Fundação Oureana, em nome do seu Presidente do Conselho de Curadores, D. Duarte de Bragança e Presidente da Direcção, Carlos Evaristo e demais membros dos órgãos, envia as mais sentidas condolências e união de orações, aos filhos, netos, familiares e amigos do falecido.
O funeral do Sr. António Rodrigues Vieira terá lugar, em Ourém (Castelo) no dia 17 de Junho de 2023, com velório e Missa na Igreja Paróquia (Antiga Sé Colegiada) a partir das 17 horas.
Com data de 25 de Março de 2023, aniversário da entrada da Vidente de Fátima no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, foi celebrado entre a Fundação Histórico-Cultural Oureana e o Carmelo de Coimbra / Memorial e Arquivo Irmã Lúcia, o Protocolo Irmã Lúcia de apoio ao Arquivo que irá divulgar e estudar a vida e obra, e preservar o espólio e escritos, da última testemunha das Aparições de Nossa Senhora do Rosário em Fátima.
Protocolo Patrocina Compra de Equipamentos e Mobiliário para o Arquivo Irmã Lúcia
No documento assinado pela Prioresa do Carmelo de Coimbra; Irmã Ana Sofia Maria e da Trindade OCD em representação da Comunidade Carmelita de Coimbra; por Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente Vitalício da Direcção da Fundação Histórico Cultural Oureana (A Fundação para a Pesquisa Religiosa) e testemunhado por Carlos Miguel Leal Mendes Cardoso, membro do Grupo de Trabalho do Arquivo Irmã Lúcia e pela Técnica de Conservação de Relíquias Responsável e Co-Fundadora da Regalis Lipsanotheca e Apostolado de Relíquias I.C.H.R. (International Crusade for Holy Relics), Margarida Evaristo; ambas as partes comprometem-se a cooperar para a prossecução de projectos, que visem a salvaguarda e a difusão da missão, obra e legado da Irmã Lúcia, recorrendo a Fundação criada pelo grande Apóstolo de Fátima, John Mathias Haffert, aos Benfeitores Subsidiários e Parceiros Protocolares da O.C.I.C. (Ourém Castle Information Centre Protocol Partners) para a angariação de fundos para realizar estes projectos.
Constitui objecto deste Protocolo de Cooperação a realização de um conjunto de acções que visam apoiar o Carmelo de Coimbra na conservação do espólio, mormente com a aquisição de mobiliário especializado e equipamentos electrónicos e informáticos.
Através do Protocolo Irmã Lúcia, a Fundação irá ainda colaborar na conservação do património, na realização de exposições permanentes, temporárias, temáticas ou aniversárias, e ainda, na edição de publicações e material de divulgação e que inclui desde já, a tradução para língua inglesa da Memoriae, publicação periódica do Memorial e Arquivo Irmã Lúcia, assim como demais publicações necessárias ao funcionamento e divulgação do Memorial e Arquivo Irmã Lúcia.
Conservação de Património e Cedência de Relíquias das Aparições e dos Pastorinhos para Exposições
Carlos Miguel L.M. Cardoso
A Fundação Oureana também cederá da vasta colecção de relíquias da Regalis Lipsanotheca, relíquias genuinas das Aparições de 1917 e dos Videntes de Fátima, entre outros objectos; históricos e manuscritos da Vidente, a título de empréstimo para figurarem em Exposições permanentes, temporárias e aniversárias no Memorial e Arquivo da Irmã Lúcia ou para uso em publicações de estudo.
Exposições, palestras, conferências e edições de outros trabalhos esporádicos promocionais estão a ser projectados de acordo com o Protocolo Irmã Lúcia com o objectivo de dar a conhecer a vida e obra da Vidente de Fátima e Carmelita e para a promoção de turismo religioso com o incentivo de atrair peregrinos e estudiosos de Fátima ao Memorial Irmã Lúcia para apoio do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra e sua Comunidade.
“Justificação é a longa Historia de Colaboração na Divulgação da Mensagem de Fátima”
Na justificação apresentada por Carlos Evaristo em Assembleia Geral da Fundação Oureana, a 6 de Janeiro de 2023 e aprovada a 19 de Março, o Presidente da Direcção considerou que “a Irmã Lúcia, foi amiga e colaboradora de John Mathias Haffert, Fundador da Fundação Oureana, sendo por isso considerada Co-Fundadora do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima, Fundado em 1947 por John Mathias Haffert e pelo Monsenhor Harold Colgan e hoje conhecido por Apostolado Mundial de Fátima, e que tal como a Madre Teresa de Calcutá, a Vidente de Fátima era devota das Sagradas Relíquias. Foi, não só Benfeitora do Exército Azul, mas também Madrinha e Benfeitora do Apostolado de Relíquias Sagradas I.C.H.R. Por isso a maior justificação para este Protocolo é a longa história de colaboração na Divulgação da Mensagem de Fátima. “
Carlos Evaristo, a Prioresa Irmã Ana Sofia Maria e da Trindade OCD e Margarida Evaristo
O Apostolado Internacional de Relíquias fundado em 1988 está sedeado desde 2000, na Regalis Lipsanotheca (Capela / Museu de Relíquias) da Fundação Oureana no Castelo de Ourém, onde existe a Colecção Irmã Lúcia composta por Relíquias, artefactos e documentos históricos relacionados com a Vidente de Fátima, os Pastorinhos e as Aparições.
Recorda-se que o Presidente da Direcção da Fundação Oureana, serviu de intérprete e tradutor para a Irmã Lúcia, durante a visita ao Carmelo de Coimbra, de vários Cardeais e outras entidades da Igreja Católica e a editora da Fundação Oureana, a Regina Mundi Press, já publicou, a título gratuito, e com o patrocínio da Fundação D. Manuel II, várias obras da autoria da Irmã Lúcia, incluindo a versão, em língua inglesa, da Biografia; A Pathway under the gaze of Mary, da autoria do Carmelo de Coimbra e uma edição do Exército Azul Americano (Apostolado Mundial de Fátima).
Em 2001, o Co-Fundador da Fundação Oureana, a Fundação para a Pesquisa Religiosa, Phillip James Kronzer, havia patrocinado obras de restauro do muro exterior e da fachada do Convento de Santa Teresa e seguidamente, a Fundação promoveu, no Carmelo, uma palestra sobre o Santo Sudário com o título; A Paixão de Cristo e Barbet Revisto, apresentada pelo Presidente do Centro para a Pesquisa Religiosa da Fundação, o Prof. Dr. Frederick T. Zugibe, entretanto falecido.
D. Duarte de Bragança, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação e amigo de longa data de John Haffert e da Irmã Lúcia, considerou que “a Fundação como tem por objecto, de acordo com os seus Estatutos; a prossecução de acções de ordem social e religioso e foi criada para que se possa demonstrar os dois mil anos de história e Cultura de Portugal, com especial realce para o Castelo de Ourém e acontecimentos religiosos de Fátima, que tornaram Fátima na Capital Mundial Mariana, pode por isso, desenvolver actividades em lugares com laços religiosos e históricos. Assim sendo, justifica-se o Protocolo com o Carmelo de Coimbra que herdou o espólio pessoal, arquivo documental e relíquias da falecida Vidente de Fátima Irmã Lúcia, a mesma que foi nossa amiga, amiga e colaboradora de John Haffert e Madrinha da Fundação.”
Exposição no Memorial Irmã Lúcia
Para Carlos Evaristo “foi muito o que a comunidade Carmelita já conseguiu fazer praticamente sozinha, tendo construído de raiz um espaço museológico denominado Memorial Irmã Lúcia, as instalações do Arquivo Irmã Lúcia e a edição da biografia oficial da Vidente “Um Caminho sob o olhar de Maria” e ainda, a publicação “Memoriae”. Agora assumimos a responsabilidade de ajudar as Irmãs a concretizar estes e outros projectos futuros para divulgar a vida e obra da Irmã Lúcia e salvaguardar, conservar e estudar o seu espólio, para perpetuar o seu legado pela Paz do Mundo e Salvação das Almas na continuação do grande apostolado que iniciou e manteve durante décadas no silêncio e anonimato do Carmelo. Humildemente assumimos a nossa obrigação de apoiar esta obra com uma profunda gratidão à Irmã Lúcia por todo o que ela fez e deixou como legado.”
Prémio Irmã Lúcia
Simulacrum da Irmã Lúcia na Regalis Lipsanothecada Fundação Oureana
Já em 1995, a Fundação Oureana, na pessoa do seu Fundador, John Haffert, institui o Prémio Irmã Lúcia para reconhecer o trabalho de pessoas, ou instituições, no Apostolado de Fátima, prémio esse que é entregue com um busto da Vidente. O primeiro exemplar do busto, da autoria do artista Fatimense Abílio Oliveira, foi oferecido à Irmã Lúcia por Haffert e Evaristo, num encontro que teve lugar no Carmelo, em Coimbra, pelo 50º aniversário da entrada da Vidente de Fátima para o Carmelo. Através do Protocolo Irmã Lúcia as atribuições futuras do Prémio serão entregues conjuntamente pela Fundação e o Carmelo de Coimbra.
Vista Exterior do Edifício do Arquivo Irmã LúciaOs dois blocos de 20 Estantes Compactas do Arquivo já instaladas no Arquivo Irmã Lúcia
Concluído o Patrocínio das Estantes Compactas para o Arquivo
Na primeira fase do Protocolo, já concluída, a tradução para a língua inglesa da primeira edição da publicação Memoriae que vai agora ser impressa e distribuída exclusivamente pelo Exército Azul (E.U.A.) em acordo já assumido por David Carollo, Presidente do referido apostolado e membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana.
Dave Carollo com a Prioresa Irmã Ana Sofia, o Bispo Joseph Perry e Carlos Evaristo
A Fundação também já conseguiu angariar o patrocínio total para as 20 estantes compactas para Arquivo e Reserva Museológica já instaladas no novo edifício do Arquivo Irmã Lúcia. “
É importante explicar”, segundo Carlos Evaristo, “que todos os fundos angariados vieram directamente da conta dos parceiros protocolares norte americanos para a conta do Carmelo de Coimbra.”
Numa reunião com a Madre Prioresa do Carmelo, Carlos e Margarida Evaristo apresentaram o Tenente Coronel Stephen Michael Cortes-Besinaiz, o Parceiro Protocolar Coordenador do Projecto nos Estados Unidos, juntamente com o recém-falecido Vice-Coordenador, Coronel John Thoma e o Secretário e Contabilista Hung Quoc Nguyen.
Concluída a Tradução para língua Inglêsa da revista “Memoriae”
Stephen Besinaiz, Pedro Renato Ferreira, António Ponces de Carvalho, a Prioresa Irmã Ana Sofia, Carlos Evaristo, Hung Nguyen e John Thoma
Para além dos Benfeitores e Voluntários já referidos, são Parceiros Protocolares do Projecto os Mecenas; Theodore Howard Jacobsen, Christopher, Andrew Campbell Martins St. Victor-de Pinho, Michael David Witter, Scott Wallace Stucky, Will Roseman e Darryl Blatzer.
Stephen Besinaiz, Hung Nguyen e a Prioresa Irmã Ana Sofia com o Relicário agora exposto contendo Sangue da Irmã Lúcia
Patrocínio de Relicários para Conservação de Relíquias Insignes
Durante as visitas ao Carmelo de Coimbra de Delegações dos Executivos do Exército Azul, da Fundação Oureana e dos Representantes dos Parceiros Protocolares O.C.I.C. dos E.U.A., foi oferecido às Irmãs Carmelitas de Coimbra um conjunto de Relicários preparados por Carlos e Margarida Evaristo para conservação e veneração das Relíquias Insignes da Irmã Lúcia de Primeira Classe da Comunidade, tendo na ocasião, António Ponces de Carvalho, da Escola Superior de Educação João de Deus, se comprometido com o apoio técnico escpecializado para os vários projectos e Pedro Renato Ferreira, assumido o patrocínio da segurança dos edifícios e a digitalização de alguns dos fundos do arquivo da Vidente de Fátima, trabalhos que serão efectuados por fases, por uma equipa especializada dirigida pelo Grupo de Trabalho do Arquivo Irmã Lúcia, criado pelo Carmelo de Coimbra para esse efeito, com o acompanhamento de José João Loureiro, Membro do referido Grupo.
É com triste pesar que se divulga a notícia do falecimento esta manhã de Patrícia Margaret Haffert, co-fundadora da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
A viúva de John Mathias Haffert faleceu, de morte natural, aos 91 anos de idade, na sua casa em Washington, New Jersey, localizada no Santuário de Fátima, sede do Apostolado “Exército Azul” que seu marido havia fundado em 1947.
Patrícia que nasceu na Inglaterra em 1931, era devota de Nossa Senhora de Fátima e militante da mensagem de Fátima desde há mais de 60 anos quando se havia tornado Secretária de John Haffert e mais tarde colaboradora e co-autora de vários livros.
Tornou-se segunda esposa de John Haffert já na década de 1970 após o fundador do Exército Azul se ter tornado viúvo. Apoiou desde então todas as suas iniciativas incluindo o programa do Restaurante Medieval e a criação da Fundação Oureana e manteve-se ao lado do marido como força inspiradora até ao seu falecimento a 31 de Outubro de 2001.
John e Patrícia Haffert com a Madre Teresa de Calcutá.
Conheceu e conviveu com muitas figuras da Igreja Católica desde Papas, à vidente de Fátima Irmã Lúcia e a Madre Teresa de Calcutá. Recebeu várias homenagens e era membros das Ordens dinásticas da Casa Real Portuguesa; da Rainha Santa Isabel, de São Miguel da Ala e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Nos últimos anos e depois de ter deixado a vice-presidência do Conselho de Curadores da Fundação Oureana, Patrícia Haffert retirou-se para uma pequena casa que havia construído no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Nova Jersey.
Em 2016 havia consignado a imagem milagrosa da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Exército Azul e desde então Nos últimos anos e depois de ter deixado a vice-presidência do Conselho de Curadores da Fundação Oureana, Patrícia Haffert retirou-se para uma pequena casa que havia construído no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Nova Jersey, passando a ser figura frequente durante as Missas e a recitação do terço do rosário.
Encontrando-se debilitada e acamada em casa após o regresso de uma breve estadia no Hospital e depois de ter sobrevivido à Covid 19, Patrícia Haffert veio a faleceu esta noite de morte natural e após as exéquias fúnebres que terão lugar no Santuário em data ainda por anunciar, será sepultada junto ao marido no cemitério privado do mesmo Santuário.
Em Ourém haverá uma Missa de Funeral Indulgenciada na Sexta-Feira, dia 10 de Junho de 2022, Festa do Anjo de Portugal,pelas 17:30 horas.
Relíquias de Patrícia Haffert serão posteriormente colocadas no Cenotáfio Memorial da Família localizado na Regalis Lipsanotheca.
O Casal Haffert com o Bispo SullivanD. Duarte de Bragança, D. Manuel António Mendes dos Santos e David Carollo com Patrícia Margaret Haffert.
Requiem aeternam dona eis, Domine. Et lux perpetua luceat eis. Fidelium animae, per misericordiam Dei, requiescant in pace. Amen
AUTORIZAÇÃO CONCEDIDA PARA NOVA ILUMINAÇÃO EXTERIOR NO CASTELO EM TERRENO DA FUNDAÇÃO
O Castelo de Ourém está de novo iluminado todas as noites graças à instalação de novos holofotes exteriores e ao Acordo de Parceria e Colaboração celebrado entre o Município e a Fundação Oureana.
A Fundação Histórico – Cultural Oureana, atendendo à necessidade de haver iluminação exterior no Castelo de Ourém e isto após as importantes obras de requalificação, veio em resposta a um pedido da Câmara Municipal de Ourém para se realizar trabalhos de infraestruturas para instalação da referida iluminação adjudicados à ACA; Engenharia Construcção, autorizou por despacho Nº A-211/2021 da Direcção, de 26 de Outubro de 2021, a instalação de novos holofotes exteriores e a realização de trabalhos no terreno junto ao Torreão Poente, propriedade da Fundação e inscrito na Matriz da Conservatória do Registo Predial desde 1970, sob o artigo nº 10051.
É facto que os terrenos que circundam os torreões do Castelo de ambos os lados e que do lado do Torreão Poente vão desde a Casa Alta até “ao fosso do Castelo”, também referido em documentos como “a pingadeira do telhado dos torreões”, são propriedade da Fundação desde 1995.
“Anteriormente este terreno pertenceu ao Fundador da Fundação, John Mathias Haffert”, explicou o Presidente da Direcção Carlos, Evaristo, “que o adquiriu, na década de 1960, do Século XX, para preservar o Castelo da descaracterização, pois à época, construções novas eram autorizadas junto ao Castelo e havia até um projecto de instalar um solar junto ao torreão poente encomendado por um anterior proprietário sueco, dono da fábrica das caixas registadoras “Sveda”. Quando John Haffert soube disso enviou um logo advogado ter com o proprietário e comprou a Casa Alta e o referido terreno.” Mais tarde, Haffert adquiriu os terrenos ao lado do outro torreão onde está situada hoje a Casa de Velório da Fundação, colocada gratuitamente ao uso da Paróquia através de um Protocolo com a Junta de Freguesia, celebrado há 9 anos e com encargos patrocinados pela Fundação.
A presente autorização para a instalação da nova iluminação do Castelo foi concedida dentro dos termos do Acordo de Parceria e Colaboração celebrado entre a Fundação Histórico – Cultural Oureana e a Câmara Municipal de Ourém, a 26 de Setembro de 2020, e desta forma, substitui uma outra “Autorização para Instalação de Holofotes de Iluminação”, (holofotes que foram removidos recentemente com as obras) que vigorava há já várias décadas, tendo sido emitida pelo então Procurador Joseph Howard Braun, em representação de John Mathias Haffert, Fundador da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
(Fotos: Luís Albuquerque – Presidente da Câmara Municipal de Ourém)
Gregory Harding Keller; Padre e inventor que popularizou a Bengala Doce de Natal lançou Elvis Presley
Poucos conhecem a história de Gregory Harding Keller, um Padre e inventor do Arkansas, que não só ajudou a criar a maquina que industrializou o fabrico das populares bengalas ou bastões doces de Natal, mas que também ajudou a lançar a carreira de Elvis Presley, tendo mais tarde expulsado o Rei do Rock n’ Roll da sua Paróquia por causa das freiras considerarem o seu comportamento indecente.
As Origens do popular Doce de Natal
A história da bengala ou bastão doce de Natal é um pouco obscura. Reza a lenda, que o doce começou a ser confecionado no ano de 1600 sob a forma de um simples palito de açúcar branco.
Há quem afirme que a bengala doce ganhou seu gancho para tornar mais fácil pendurar nas árvores de Natal outros dizem que foi quando um mestre de coral do Século XVII na Catedral de Colônia, na Alemanha, convenceu um fabricante de doces local a dobrar os palitos ou varas de açúcar na forma de um cajado de pastor, para assim divertir crianças inquietas durante a Missa de Natal.
Mas para o Pesquisador de assuntos Religiosos da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, “o formato de bengala ou bastão foi criado para relembrar o báculo episcopal de São Nicolau dado que os doces eram originalmente oferecidos às crianças alemãs anualmente a 6 de Dezembro, pela Festa desse Santo.”
“No Século XVI, os Europeus decoravam as árvores com velas, fruta, nozes, biscoitos, correntes de papel e velas para relembrar o antigo costume pagão do deus do Inverno “Ermansul” ou “Widikin” que era uma abeto.”
A industria da cana-de-doce transformou-se quando surgiu a ideia de adicionar hortelã-pimenta com açúcar para fazer as chamadas “balas de hortelã-pimenta” sendo que as icônicas listras vermelhas e brancas surgiram mais tarde.
Nos Estados Unidos, bastões doces brancos, confecionados à mão foram registrados como marca patente pela primeira vez em 1847. Em 1919, Bob McCormack iniciou a McCormack’s Famous Candy Co. em Albany, Geórgia, e começou também a fabricar e vender bastões doces. A empresa, mais tarde conhecida como Bob’s Candy Co. e depois Bob’s Candies, ficou conhecida como sendo ao maior fabricante de doces listrados do mundo. Bob’s Starlight Mints, Peppermint Candy Balls e Sweet Stripes ainda são produzidos hoje.
O Padre Gregory Harding Keller
De Inventor a Padre
O processo de modelagem de bengalas doces era trabalhoso porque era feito à mão, mas isto até que o cunhado de Robert McCormack, um inventor chamado Gregory Harding Keller, interveio para tornar o processo mais rápido e eficiente.
Foi em 1919, em Albany, Geórgia, que Robert McCormack começou a fazer bastões doce para as crianças locais consumirem pelo Natal. Sua empresa, originalmente chamada de Famous Candy Company e depois Mills-McCormack Candy Company e mais tarde Bob’s Candies, tornou-se na principal produtora mundial desses doces natalícios.
A fabricação das bengalas doces inicialmente exigia mão de obra significativa que limitava as quantidades de produção; as bengalas tinham que ser dobradas manualmente à medida que saíam da linha de montagem para criar sua forma curva e antes de arrefecerem. A quebra geralmente ultrapassava 20%, um desperdício significativo que tornava-o um rebuçado caro de produzir.
O cunhado de McCormack, Gregory Harding Keller, era na altura um Seminarista em Roma que passava os verões a trabalhar na fábrica de doces da família. Sendo inventor, desenhou e construiu uma máquina para torcer o doce em espirais de várias cores e cortar o mesmo em tiras do mesmo tamanho e peso.
Keller estudava para o Sacerdócio no Pontifício Colégio Norte-Americano em Roma e foi ordenado pelo Cardeal Basilio Pompilj na Basílica de São João de Latrão em Roma, a 17 de Março de 1919.
Em 1952, o Padre Keller regressou à fabrica da família e patenteou a maquina que inventou. Depois, em 1957, inventou uma outra maquina, para cortar directamente o doce em forma de cajado ou bastão. Sua invenção que se popularizou em todo o mundo ficou conhecida como a Keller Machine ou Máquina Keller.
Registo da Patente aprovada a 18 de Outubro de 1960
Bee McCormack, filha de Bob McCormack e sobrinha do Padre Keller, afirmou que: “Não existia tal coisa na indústria de doces. Era feito por lojinhas que faziam doces artesanais e os vendiam em potes. Não havia indústria de doces de Natal até à chegada da Keller Machine.”
O Padre Keller aposentou-se em 1960 mas nunca deixou de criar máquinas. Era o seu hobby preferido. Tinha patentes registadas para máquinas de decorar doces, empacotar amendoins salgados e fazer sanduíches de biscoito de manteiga de amendoim. Em 1970, o Padre Keller registou outra patente, esta para uma máquina de sortimento de palitos para ajudar a preencher uma caixa ou pote sortido de vários sabores ou cores de doces em palito.
The Keller Machine foi um sucesso tão grande que o Padre Keller em 1974 foi convidado a ser participante no popular programa de Televisão “What’s My Line?”
Quando faleceu a família descobriu que todo o dinheiro dos royalties que o Padre Keller devia de receber das suas invenções, ele doou para instituições de caridade.
Professor e Pároco
Como Sacerdote o Padre Keller ficou incardinado na Diocese de Little Rock que ficava ao lado da Diocese de Memphis e foi lá que se tornou Professor e passou a ensinar durante quatro anos no Seminário de Saint John e no Liceu do Sagrado Coração de Jesus.
O Padre Keller foi também Pároco Associado e mais tarde Pároco da Igreja de Saint Mary’s. Helena era um pequeno e próspero centro de comércio do Delta com um Liceu e Salão Paroquial na Igreja de Saint Mary, o melhor lugar na cidade para se realizar os bailes dos jovens de liceu.
O Clube Católico, como era conhecido na década de 1950, era o baile regular do Salão Paroquial da Igreja de Saint Mary’s. O mesmo espaço também servia de Ginásio para o Liceu do Sagrado Coração de Jesus, uma antiga Academia de ensino secundário dirigida pelas Irmãs de Caridade de Nazaré e que se manteve activo até 1962.
O Clube Católico estava aberto a todos os jovens, de todas as religiões, pois o salão também servia de Centro Comunitário para a Cidade de Helena por ser o maior edifício do gênero à época. Organizações cívicas, escolas e outros grupos locais também frequentemente alugavam o clube à Paróquia para organizar os seus banquetes, reuniões, concertos e danças.
E foi ao Clube Católico de Helena, a cerca de 100 Quilômetros Sudoeste de Memphis, que um jovem chamado Elvis Aaron Presley veio em 1954 procurar um lugar para se apresentar ao público pela primeira vez como cantor…
Livro de Ano de Elvis Presley
O Padre que lançou a Carreira de Elvis mas que o expulsou da Paróquia
O Padre Keller não só ficou famoso por ter lançado o Rei do Rock n’ Roll mas também infame por ter expulso Elvis Presley do Salão Paroquial de Saint Mary, dedicado a Nossa Senhora de Fátima, depois do jovem cantor após um show para o Catholic Club em 1955 ter autografado a coxa de uma jovem fã com um marcador.
Foi um amigo de Elvis Presley, de nome Sonny Payne, que o convidou para actuar no Salão Paroquial do Clube Católico de Helena para assim o jovem cantor se apresentar ao público em 1954. Payne era Paroquiano de Saint Mary’s e o responsável por apresentar os espectáculos do Clube Católico. Elvis Presley foi ter com o responsável por agendar os eventos do Clube e depois foi pedir autorização para actuar ao Pároco, o Padre Gregory Keller.
Elvis Presly em 1954
Durante um ensaio, o Padre Keller escutou Elvis Presley e contente com o que ouviu autorizou que Payne o contractasse para cantar a sua música de estilo Gospel no “Catholic Club”.
Elvis estreou-se no Salão em 1954 e depois disso ganhou tanta popularidade que voltou a actuar no mesmo local por mais três vezes até que o Pároco lhe dizer para nunca mais voltar!
No total Elvis Presley actuou quatro vezes no Clube Católico do Salão Paroquial de Helena entre 1954 e 1955 quando o seu estilo de música começou a tornar-se “Rock”, algo imoral para as Irmãs da Academia do Sagrado Coração de Jesus que proibiram os alunos de assistirem aos concertos do jovem de Memphis por acharem o seu girar de ancas algo sedutor e imoral.
Muito antes de suas aparições na televisão nacional em 1956, as primeiras actuações de Elvis Presley, não ficaram oficialmente documentadas mas de acordo com um artigo de 23 de Janeiro de 2005 no Arkansas Democrat-Gazette, bem como no site http://www.elvisconcerts.com e no livro “Elvis: Day by Day”, Presley actuou no Catholic Club entre 1954 e 1955; a 2 de Dezembro de 1954; 13 de Janeiro de 1955; 8 de Março de 1955; e 14 de Dezembro de 1955.
Elvis a actuar com Banda em 1954
Tanto o Padre Keller como o jovem apresentador Sonny Payne afirmaram que a primeira impressão que tiveram de Elvis Presley, não foi boa.
“Ele estava com uma camisa velha e rota. Tinha um charuto na boca e usava calças de ganga gastas.” Foi Payne que disse a Elvis para fazer um teste para o Agente de Talento Coronel Tom Parker, que achou que: “‘Ele não é assim tão mau.”
Elvis foi contractado a 15 Dólares por três horas de atuação, o que era muito dinheiro na época mas foram Payne e Parker que lhe emprestaram 7,50 Dólares de adiantamento para ele poder pagar a taxa de actuação ao Estado porque não tinha dinheiro. Elvis prometeu pagar de volta a Payne e ao Coronel após o concerto, o que ele fez.
Casal dança no Catholic Club
No entanto, a segunda vez que Elvis actuiu no Catholic Club, Payne e Parker voltaram a adietar o dinheiro para a taxa mas não receberam o dinheiro de volta. E foi a última vez que a dupla marcou um concerto em Helena para a futura super estrela
Payne disse que Presley perguntou se ele poderia pagá-los de volta mais tarde, mas que ele nunca o fez. “Antes de ele ir para o Exército, eu liguei e ele disse: ‘Oh pá, eu vou-te entregar o dinheiro quando regressar, mas depois de duas ou três tentativas eu disse: ‘Bem, esqueça mas é isso’.”
A Câmara de Comércio de Helena que soube da dívida entrou em contacto com a empresa que hoje gere o património de Elvis Presley e Graceland apresentou Payne com um cheque de 15 Dólares no banquete anual da Câmara em Fevereiro de 2005. Foi uma vergonha para o amigo de Elvis já com 80 anos receber o dinheiro mas Payne finalmente conseguiu o seu empréstimo de volta ao fim de 60 anos. Já se o Coronel Tom Parker recebeu ou não a sua parte do empréstimo é mistério, mas o facto é que tornou-se Manager de Elvis e manteve esse cargo até à sua morte.
Sobre o incidente que levou o Padre Gregory Keller a expulsar Elvis Presley do Clube Católico, algumas testemunhas contemporâneas ainda vivas afirmam que o problema não foi o cantor autografar a coxa da jovem estudante mas o facto que quando ela levantou a saia viu-se que não tinha calcinhas.
O Padre Keller terá diro a Presley: “Você é uma vergonha para a masculinidade e não volte mais”.
Billie Jo Moore, uma ex-estudante residente de Helena, recordou a sua experiência com Elvis Presley numa entrevista que deu em 2005. Moore lembrava-se de ter visto Presley actuar no Clube Católico umas duas vezes. A primeira vez foi com amigas e elas tiveram que se sentar nas arquibancadas porque todas as cadeiras do chão estavam cheias. “As jovens de todas as escolas do condado foram lá“; afirmou.
Jesuítas lançaram avisos sobre Elvis
Elvis Presley também chamou a atenção dos Jesuítas, que na edição da sua revista Americana de 23 de Junho de 1956; avisavam: “Cuidado com Elvis Presley”. O Editor da revista Jesuíta citava vários jornais de todo o país que achavam que Presley era “problemático”. Um jornal descrevia a sua actuação em Wisconsin como um “strip-tease de roupa vestida, não apenas sugestivo, mas absolutamente obsceno.”
Embora a maior parte do mundo nunca tenha ouvido falar de Elvis Presley até 1956, quando ele se apresentou pela primeira vez na televisão nacional, muitas cidades do sul, como Helena, já conheciam a sua música e o seu estilo.
Elvis com a sua Professora primária
De acordo com http://www.Elvisconcerts.com, Elvis realizou mais de 250 espectáculos entre Julho de 1954 e Dezembro de 1955, e principalmente no Tennessee, Texas, Mississippi, Louisiana e Arkansas. Mas Presley actuou também em lugares distantes como Novo México, Flórida, Ohio e Vermont.
Para além do Catholic Club em Helena, onde se estreou Presley tocou em muitos locais no Arkansas, incluindo Bono, Camden, El Dorado, Forrest City, Hope, Leachville, Little Rock, Pine Bluff, Newport e Texarkana. Em alguns casos, como no Catholic Club, Presley actuou duas vezes ou mais.
Armantine Keller
A história da passagem de Elvis Presley pela Paróquia Católica de Santa Maria em Helena e do seu lançamento no Salão de Nossa Senhora de Fátima pelo Padre Gregory Keller foi algo confirmado pela falecida Armantine Keller, viúva de um primo do Sacerdote, em entrevista gravada por Carlos Evaristo em 1998.
Mais tarde, a história foi também recordada por outra testemunha contemporânea, o antigo Pároco Coadjutor da Igreja de Santa Maria e Diretor do Liceu com salão dedicado a Nossa Senhora de Fátima onde Elvis Presley se estreou como cantor, a 2 de Dezembro de 1954.
De visita a Fátima, o Sacerdote jantou com um grupo de Peregrinos da Paróquia de Saint Mary’s no Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, a 21 de Setembro de 2002, altura em que deu uma entrevista gravada a Carlos Evaristo e recebeu um exemplar do CD comemorativo do Elvisfest 2002 com a Canção “The Miracle of the Rosary” interpretada por Elvis Presley e Lee Denson.
Presley e Denson tocaram juntos no palco, pela primeira vez, no Baile de Finalistas do Catholic Club, a 2 de Dezembro de 1954, no Salão Paroquial que havia sido dedicado a Nossa Senhora de Fátima e tinha uma imagem na Igreja de Santa Maria ao lado.
Carlos Evaristo entrevistou o Pároco de Saint Mary’s a 21 de Setembro de 2002
Elvis Presley nunca mais se esqueceu dessa primeira oportunidade que o Pároco da Igreja ofereceu ao artista pois foi essa actuação que o lançou na sua carreira artística. Todos os anos até falecer, o Rei do Rock n’ Roll enviava uma donativo anónimo de 10, 000 Dólares à Diocese por ocasião da Festa de Nossa Senhora de Fátima.
Durante a entrevista ao Pároco da Igreja que lançou a carreira de Elvis Presley, o Padre confirmou, o que o Capelão do Cantor no Exército já havia revelado numa outra entrevista gravada em 1998, nomeadamente que o Rei do Rock n’ Roll nunca se esqueceu do facto do Padre Gregory Kelly e a Paróquia o terem lançado na sua carreira. Todos os anos até falecer enviava um donativo de 10,000 Dólares à Diocese em agradecimento. A princípio, era menos dinheiro e seguia como um donativo anónimo mas certo ano quando a quantia ultrapassou 10, 000 Dólares, o Bispo foi investigar e descobriu de que era Elvis Presley o generoso benfeitor anónimo da Diocese. A Diocese agradeceu a Elvis a sua generosidade numa carta oficial e a partir de então, Elvis passou a enviar o donativo em forma de cheque pessoal que chegava pelo Natal acompanhado de um cartão de Boas Festas assinado por ele e pelo seu Manager, o Coronel Tom Parker.
O Padre Gregory Keller aposentou-se em 1960, aos 65 anos de idade e viveu na Casa Paroquial até falecer a 1 de Setembro de 1979.
Com oito diplomas de doutoramentos, o “Dr. Keller” que queria ficar conhecido pelas suas invenções, ficou para a história como o Padre que lançou a carreira do Rei do Rock n’ Roll e que o expulsou da sua Paróquia.
Monsenhor General Thaddeus F. Malanowski mostra uma foto no livro tirada com Elvis no seu livro de memórias.
Poucos conhecem a história do Monsenhor Thaddeus F. Malanowski, mais conhecido por “Padre Ted” ou “Tio Ted”.
Era devoto de Nossa Senhora de Fátima, Capelão do Exército Azul e Capelão Honorário da Fundação Oureana. Mas era também conhecido na altas esferas do Exército Americano por ter sido Brigadeiro-General Vice-Chefe dos Capelães do Exército dos Estados Unidos, o primeiro Americano de ascendência Polaca, a ocupar essa posição e a pessoa que ensinou Elvis Presley a rezar o terço, tendo feito dele um crente nas Aparições de Nossa Senhora em Fátima…
Monumento ao General Thaddeus Kosciuszko
O eterno “Padre Ted”
O Monsenhor Malanowski nasceu em 30 de Novembro de 1922, um dos 14 filhos de Thomas e Sophie (Goscienski) Malanowski, uma casal de Polacos que emigraram para os Estados Unidos. “Tadeu” foi assim baptizado em homenagem ao famoso General Polaco e patriota Americano Thaddeus Kosciuszko, fundador do prestigiado Colégio Militar de West Point. É irónico que “Ted” como era conhecido pelos amigos, se iria tornar também num General, e o primeiro General Americano de ascendência Polaca.
Nativo da Paróquia do Santo Nome de Jesus de Stamford Conneticut, o Padre Ted foi ordenado Sacerdote Católico Diocesano da Arquidiocese de Hartford a 15 de Maio de 1947, tendo-se consagrado dois dias antes a Nossa Senhora de Fátima. Ficou incardinado na Diocese de Norwich quando essa foi criada em 1953 e serviu em sua Paróquia natal na Igreja do Santo Nome de Jesus em Stamford, antes de se tornar Capelão do Exército e após sua aposentadoria do ministério ativo.
Elvis não era Católico mas assistia a Missas do “Uncle Ted“
Como Capelão serviu o Exército dos Estados Unidos por mais de vinte e cinco anos tendo sido comissionado como Oficial do Exército em 1949.
Durante a Guerra Fria, entre 1951 a 1954, serviu na NATO como membro da 43ª Divisão de Infantaria e foi destacado para várias bases dos Americanos durante duas décadas tendo passado também pelos Açores e parado em Lisboa para visitar o Santuário de Nossa Senhora de Fátima.
No seu cargo de Vice-Chefe dos Capelães do Exército Americano conheceu muitas celebridades Católicas que actuavam para os militares nos teatros de guerra tais como Bob Hope e Bing Crosby. Conheceu também muitas personagens Católicas conhecidas como Apóstolos de Fátima que promoviam o uso do Rosário e Escapulário entre os Militares; o Arcebispo Fulton J. Sheen, o Padre Patrick Peyton, a Madre Teresa de Calcutá e os fundadores do Exército Azul; o Monsenhor Harold Colgan e John Mathias Haffert.
Em plena Guerra Fria, foi nomeado para o Quartel-General do Exército dos Estados Unidos na Europa situado na Alemanha Ocidental sendo depois nomeado Vice-Chefe dos Capelães com o posto de Brigadeiro-General, cargo que ocupou até sua aposentadoria em 1978.
Elvis Presley e o Padre Ted na Base Americana na Alemanha
O Director Espiritual de Elvis
O “Padre Ted” começou a servir como Capelão Assistente de Posto em Fort Benning, Geórgia e, em 1956, foi designado para a 3ª Divisão Blindada em Fort Knox, onde ainda jovem padre conheceu um jovem recruta de nome Elvis Presley que já havia começado a ganhar fama internacional como cantor de Rock n’ Roll.
Não tardou que a divisão “C” do Comando de Combate fosse enviada para a Europa, permitindo assim que o Padre Ted e Elvis se conhecessem melhor e se tornassem amigos.
Nas suas memórias o Tio Ted como era conhecido pelos Militares não Católicos, escreveu; “Um dia Elvis Presley entrou no meu escritório na Capela da base na Alemanha. Perguntou-me se eu conhecia o Padre em Memphis, Tennessee, que visitava sua mãe todos os dias no Hospital antes de sua morte. A familia de Elvis era Batista e os Capelães Protestantes estavam atrás dele para cantar no coral. Mas acho que ele procurou- me para falar sobre a sua mãe.”
Durante a reunião Elvis abriu a sua carteira e mostrou ao Capelão uma foto do túmulo de sua mãe em Memphis e sob a qual havia colocado uma enorme estátua do Sagrado Coração de Jesus.
“Isso levou-me a crer que sua mãe poderia ter morrido Católica, tendo sido batizada no Hospital pelo Capelão. Elvis não frequentava a igreja, mas acredito que ele queria se conectar com sua mãe dessa maneira e aprender mais sobre o que uma vez foi a Fé dela.”
Para confortar Elvis no seu luto, o Capelão Malanowski começou por dar ao cantor alguns panfletos do Exército Azul que recomendavam o uso do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo pelos militares e a recitação do Terço do Rosário. Elvis apreendeu mesmo a rezar o terço e por vezes juntava-se aos outros Militares Católicos em momentos de oração. Mas apreendeu também, segundo John Haffert, a história das Aparições de Fátima sendo crente na sua veracidade, afirmando “É maravilhosos como Deus faz destes Milagres.”
O “Tio Ted”e as Devoções predilectas de Elvis
Elvis, que estava já no topo da fama internacional, era segundo o “Uncle Ted”; um jovem bonito, caloroso, de coração aberto e amado pelas tropas.” Elvis era devoto mas levava a sério a sua missão como soldado e trabalhou duro durante o tempo que esteve no exército.”
Um fim de semana, Elvis convidou o “Tio Ted” para conhecer seu pai Vernon Presley e seu tio Walter que juntamente com alguns membros da sua banda vieram para o visitar na Alemanha. Elvis alugou o último andar de um hotel local, onde ele e os membros de sua banda tocaram alguns números em privado para o amigo Capelão.
O Padre Malanowski ficou na unidade de Elvis até 1960, quando retornou aos Estados Unidos para participar em Cursos de Formação da Companhia para Capelães em Fort Slocum, Nova York, mas nunca deixou de manter contacto com o Rei do Rock n’ Roll dando-lhe conselhos nos problemas da vida e direcção espiritual até à morte do cantor em 1977.
É de recordar que outro assunto Católico que fascinou Elvis Presley desde esses tempos com o “Tio Ted” na Alemanha, era a Santa Síndone ou o Santo Sudário de Turim. Este é o alegado lençol que e amortalhou o corpo de Cristo do Túmulo e no qual ficou miraculosamente impresso, a imagem do Crucificado.
Quando Elvis morreu de enfarte na casa de banho da sua casa, vítima de um enfarte provado por excesso de medicação, foi descoberto que pouco antes de falecer havia estado a ler um livro sobre essa Sagrada Relíquia da Cristandade, e ao que se diz, oferecido por um Capelão Católico seu amigo, muito provavelmente o “Tio Ted”.
Em 2002 pelo 25º Aniversário da morte de Elvis Presley, o Presidente da Direcção da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, contactou o Monsenhor Ted Malanowski a fim de ver a sua disponibilidade para vir a Fátima celebrar uma Missa durante a qual seria apresentado ao público o tema “The Miracle of the Rosary” de Nossa Senhora de Fátima que Elvis havia gravado em 1971. O Monsenhor Malanowski não podia comparecer por motivos de agenda mas em conversa com o Capelão da Fundação Oureana, John Guilbert Mariani manifestou o seu apoio à iniciativa de se celebrar uma Missa na Igreja Paroquial de Fátima pelos artistas do mundo inteiro. Em defesa da iniciativa que veio a ser criticada por alguns grupos Católicos, o Padre Ted relembrou que em Memphis, terra natal de Elvis, todos os anos pelo aniversário da sua morte, são celebradas Missas Memorias em várias Igrejas tal como a Igreja Católica de São Paulo. Malanowski explicou que as Missas em vez de serem por alma do falecido que não era Católico, são celebradas em acção de graças a Deus pela vida e dotes musicais do artista que partilhou os mesmos com todos nós.
Promoção do Padre Ted a Brigadeiro – Generalem 1974
Promoções e Distinções
O Padre Ted estudou no U.S. Army War College e depois formou-se no Command and General Staff College, em Fort Leavenworth, Kansas. Seu treino avançado levou a muitas missões e promoções no exterior até 1973, quando regressou ao USAREUR e ao Quartel-General do Sétimo Exército como Vice-Capelão e Capelão Delegado do Chefe da Arquidiocese para os Serviços Militares, o Cardeal Terence Cooke.
No mesmo ano o Padre Ted foi nomeado Prelado de Sua Santidade o Papa Paulo VI com o título de Monsenhor.
A 22 de Janeiro de 1974, foi nomeado pelo Presidente Richard Nixon para ser o cargo de Vice-Chefe dos Capelães do Exército com o posto de Brigadeiro-General. A cerimônia de promoção teve lugar em Heidelberg, na Alemanha, e foi presidida pelo General Michael S. Davison, Comandante-em-Chefe do Exército dos EUA na Europa e do Sétimo Exército.
Entre as muitas distinções que recebeu conta-se a Legião do Mérito, a Medalha de Serviços Distintos do Exército, a Medalha de Serviços Meritórios e a Medalha de Comenda do Exército com dois conjuntos de folhas de carvalho.
No Ano Santo 2000, o Monsenhor Ted foi proposto por John Haffert, ao abrigo do Protocolo Regina Mundi 2000, para membro e Capelão Honorário da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, uma das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa. Nessa altura foi também nomeado Capelão Honorário da Fundação Oureana.
Trabalho Apostólico e Missionário
O Padre Ted também era conhecido por ser um apóstolo de Nossa Senhora de Fátima e pelo seu zelo Missionário. Fez grandes contribuições para o Hattian Health Foundation, tendo feito parte do Conselho de Administração da Haitian Health Foundation desde 1985 até seu falecimento.
O Padre Malanowski no Haiti junto a uma das casas que construiu
Construiu com o seu dinheiro uma Capela e várias residências para os pobres no Haiti e ajudou muitas outras organizações de assistência social a operarem nas missões.
Devoto de Nossa Senhora e da Divina Misericórdia, o Monsenhor foi nomeado Capelão do movimento Cavaleiros de Colombo para o Conselho de Santo Agostinho nº 41 da Shippan Avenue em Stamford Connecticut, onde serviu fielmente seus camaradas por mais de uma década.
O Monsenhor Malanowski em conversa com São João Paulo II
Sendo Polaco de ascendência o Monsenhor Ted Malanowski tinha uma especial devoção para com a Virgem Santa Maria, a Mensagem de Fátima, a Divina Misericórdia e pelo Papa Polaco São João Paulo II que conheceu pessoalmente e com quem correspondia e aconselhava em assuntos de ordem militar e particularmente durante a revolução do movimento “Solidariedade” liderado pelo Lech Walesa.
Defensor de causas humanitárias, e opositor do aborto e da eutanásia, apoiou através de Eduardo James Moran e Mary Mc Carthy, o movimento pela vida Português chefiado por Carlos Evaristo durante a campanha do primeiro referendo em 1998. Juntou-se assim à Santa Madre Teresa, à Vidente de Fátima Irmã Lúcia e a John Haffert.
Neste campo liderou vários movimentos pela vida incluindo aquele que defendia que a jovem Terri Schindler Schiavo que ficou em estado vegetativo após uma paragem cardíaca, devia de ser mantida viva contra a decição do marido de desligar as maquinas que a mantinha viva.
Terri Schiavo e a mãe
Durante a longa batalha legal travada entre o marido e os pais de Terri, o Monsenhor Ted Malanowski foi nomeado Capelão da paciente pelo Tribunal tendo dedicado uma boa parte da sua biografia “Sacrifice for God and Country” ao tema do verdadeiro valor da vida humana. Terri acabou por falecer de complicações respiratórias em 2005.
O Monsenhor foi lider do movimento Terri Schiavo
A autobiografia do Monsenhor Malanowski, publicada em 2007, fala de um Padre e Capelão Militar que ascendeu ao posto de Brigadeiro-General do Exército dos EUA, reflectindo sobre suas experiências como Sacerdote e Soldado Cristão. Fala também dos seus deveres Sacerdotais para além do Serviço Militar que inclui relatos do trabalho e apoio Missionário.
O Monsenhor Ted Malanowski conheceu vários Presidentes dos EUA, líderes espirituais como Martin Luther King e Malcom X e altas figuras da Igreja Católica como São João Paulo II, a Santa dos Pobres Madre Teresa de Calcutá, o Papa Pio XII, o Cardeal Cooke, o Cardeal Spellman e até a Mística Alemã Venerável Teresa Neumann. Ficará porém conhecido mais conhecido nos Estados Unidos da América por ter sido Capelão de Elivis Presley durante o tempo em que o cantor cumpriu o serviço militar nos Estados Unidos e na Alemanha.
O Padre Ted como foi sempre tratado pelos amigos celebrou o 70º aniversário de sua ordenação sacerdotal, a 28 de Maio de 2017 na Igreja do Santo Nome de Jesus.
O Monsenhor Ted com seu irmãos
Monsenhor Thaddeus F. Malanowski viveu seus últimos anos desde 2009 na Catherine Dennis Keefe Queen of the Clergy Residence, uma Lar para Sacerdotes em Stamford.
Faleceu Santamente a 23 de Janeiro de 2020 rodeado por sua família. Tinha 97 anos.
Foi sepultado no cemitério de São João de Darien. Em Ourém a Fundação Oureana vai dedicar um Cenotáfio Memorial em sua honra recordando a sua devoção a Nossa Senhora de Fátima a sua dedicação ao próximo, o seu espirito de apostolado e de Missão e a sua acção em prol dos valores da vida.
Sua Alteza Real o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio concedeu, a título póstumo, o grau de Cavaleiro Grã-Cruz com Colar ao Monsenhor Thaddeus F. Malanowski com o título Capela-mor Honorário da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala da Arquidiocese Militar das Forças Armados dos EUA.
José Alberto Ribeiro (ao centro) com as entidades convidadas para examinarem a espada do Rei D. Miguel I.
Está de parabéns o Dr. José Alberto Ribeiro, Director do Palácio Nacional da Ajuda por ter conseguido adquirir para a DGPC um importante conjunto de peças históricas que farão parte da Colecção do Tesouro Real do Palácio Nacional da Ajuda.
Carlos Evaristo examina a espada do Rei D. Miguel I.
Para José Alberto Ribeiro: “o conjunto adquirido pela DGPC é constituído por quatro peças que pertenceram ao Rei D. Miguel I, considerando a proveniência deste relevante conjunto de obras, o seu contexto histórico e inquestionável qualidade artística, entende-se que esta aquisição contribui para a valorização das colecções do Património Nacional e, em particular, do acervo do PNA.”
Espada de Ouro do Rei D. Miguel I.
Para José Alberto Ribeiro: “Ressalta deste lote a Espada de ouro de D. Miguel I, uma obra de inquestionável singularidade, qualidade estética e artística, que em muito enriquecerá o Tesouro Real e a sua futura exposição na ala poente do Palácio da Ajuda.”
D. Afonso de Bragança com a espada do seu antepassado.
O Perito Carlos Evaristo, Presidente da Fundação Oureana, Pareceria Protocolar do Palácio Nacional da Ajuda, ao examinar a peça disse: “verifica-se que esta espada foi a que foi feita em Toledo em 1824 e que está referida pela Infanta D. Filipa de Bragança, tia de D. Duarte Pio, em correspondência pessoal existente.”
D. Afonso de Bragança examina a espada de D. Miguel I.
A mesma arma fez parte do lote de peças do espólio de D. Miguel I, depositado no Banco de Portugal em 1834 e posteriormente reclamado pelos seus herdeiros num processo que se arrastou por cerca de cem anos. Só em 1943 viria a ser realizado um leilão privado entre os dois ramos herdeiros visando os bens depositados.
A espada de D. Miguel I foi fabricada em Toledo em 1824 conforme a inscrição que se pode ver na lâmina.
Sua Alteza Real D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, em representação de seu pai, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, também teve a oportunidade de examinar a referida espada histórica a convite do Director do Palácio Nacional da Ajuda e na presença do Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, do Director de Relações Públicas, Bruno de Castro e demais elementos das Fundações Oureana e D. Manuel II.
O Director do Palácio Nacional da Ajuda explicou os termos da aquisição da peça aos convidados.