Capelão Geral da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala veio a Fátima para aprovar resoluções, discutir a Reforma da Ordem e apelar ao “Perdão de São Miguel”

D. Manuel António Mendes dos Santos assinou a Acta de Tomada de Posse como 2º Chanceler-Mor da Associação

O Capelão Geral da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, o Bispo Dom Manuel António Mendes dos Santos, reuniu esta segunda-feira em Fátima com o Secretario Geral da Mesa da Federação R.I.S.M.A. para aprovar resoluções do Capítulo Geral que teve lugar em Santiago de Compostela no passado dia 8 de Maio.

Quis também o Bispo de São Tomé e Príncipe discutir a Reforma da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e os vários projectos em curso para este Ano Jubilar proclamado pelo Papa Francisco que incluem a criação de novas Associações complementares.

Desde 2001 que a Real Ordem de São Miguel da Ala está Canonicamente Erecta na Igreja Católica como Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala. A mesma era desde 1848 uma Ordem Dinástica ou Condecoração da Casa Real Portuguesa conferida pelos descendentes de D. Miguel I na Chefia da Casa desde o fim das Ordens Monásticas Militares. A Ordem está aprovada hoje por duas Arquidioceses e cinco Dioceses que mantêm Delegações Oficiais NIHIL OBSTAT em 17 países do Mundo incluindo Portugal. Duas Arquidioceses Castrenses e três Comunidades Monásticas da Ordem mantêm a mesma reconhecida pela Santa Sé como sendo Militar e Monástica.

Em Portugal as Associações Diocesanas têm reconhecimento ao abrigo da Concordata mesmo que não tenham actividade económica no país, o que é caso da R.I.S.M.A. cujos fundos provenientes de quotas, joias e donativos são inteiramente recolhidos na conta da Diocese de São Tomé e Príncipe. Estas Associações são representadas internacionalmente pelos Capelães e pelos Juízes que são os responsáveis da Mesa da Federação R.I.S.M.A., espiritualmente sedeada em Alcobaça, a sede histórica da Ordem fundada por D. Afonso Henriques e aprovada em 1171 pelo Papa Alexandre III.

Fátima foi o local escolhido para esta reunião de trabalho, não só por ser terra de Nossa Senhora e de sua mensagem de Paz para a humanidade, mas também por ser a terra sagrada das aparições da Rainha de Portugal e de São Miguel como Anjo de Portugal e da Paz, em 1916 e 1917. Por isso, segundo o Secretário Episcopal, Carlos Evaristo, “É sempre um local predilecto para reunir, invocar e pedir a ajuda da Mãe do Céu e do Príncipe das Milícias celestes para mediar os vários assuntos importantes que há por resolver.”

A Arquidiocese de Santiago de Compostela é uma das 8 Sedes Canónicas da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala.

Reforma da Ordem Dinástica, Real Irmandade; Denominação e Símbolos

Um dos mais importantes assuntos em mão é a Reforma da Ordem e Real Irmandade de São Miguel da Ala anunciada o ano passado. Esta Reforma tem como principal objectivo rever os Estatutos e implementar o uso estandardizado de uma denominação social, nova e mais actual, sem com isso querer renunciar às denominações antigas e históricas.

Assim sendo a Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala na sociedade passaria a ser conhecida por “Real Irmandade da Ordem da Asa de São Miguel” no Português corrente e quando traduzido para outras línguas.

Para além da mudança no nome haverá também uma homologação dos símbolos e um regulamento que determina quem os pode usar dentro da Federação R.I.S.M.A., os Cargos Representativos para além de alterações aos hábitos, diplomas, Insígnias e a criação de um novo grau; o de Grã-Cruz com o Colar da Real Irmandade conferido em várias categorias.

O novo colar, assim como o novo símbolo já estão registados como marcas patentes e em uso desde Setembro de 2021.

Registo e uso de Marcas e Criação de novas Associações de Direito Civil

A Reforma é de facto algo que já está a ser preparada há mais de uma década e levou à criação de novas associações de direito civil em vários países para assim complementarem as Delegações das associações religiosas como instituições sem fins lucrativos locais que podem servir de intermediárias para recolha de donativos para as Dioceses com Delegações, fornecendo assim recibos legais aos doadores que são deduzíveis no IRS.

É o caso da recém criada associação Americana; “Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House” que vai ajudar a Delegação da R.I.S.M.A. da Diocese de São Tomé e Príncipe dos Estados Unidos a fornecer recibos aos seus membros dado que não beneficiam da Associação 501 3C “Real Ordem de São Miguel da Ala” que complementa exclusivamente a Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala Castrense da Arquidiocese para os Serviços Militares dos E.U.A..

Indulgências a lucrar e o Encerramento do Ano Jubilar

A R.I.S.M.A. que está a celebrar o Ano Jubilar Indulgenciado dos 850 anos da Ordem de São Miguel da Ala proclamado em 2021 pelo Papa Francisco através de dois Decretos emitidos pela Santa Sé a 25 de Março, tem celebrações agendadas em todas as Dioceses de Erecção Canónica e locais onde se encontram Delegações R.I.S.M.A..

O Encerramento Oficial do Jubileu terá lugar com uma Missa Solene Capitular Internacional em Alcobaça, a 29 de Setembro de 2022, depois das cerimónias já realizadas em Estocolmo, Suécia; Braga, Coimbra, Fátima e Santarém, Portugal; Oseira e Santiago de Compostela, Espanha; e Washington e New Jersey, E.U.A..

JUBILEU

850º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA REAL ORDEM DE SÃO MIGUEL DA ALA

20º ANIVERSÁRIO DA REAL IRMANDADE DA ORDEM DE SÃO MIGUEL DA ALA

ANO JUBILAR

(8 DE MAIO DE 2021 – 29 DE SETEMBRO DE 2022)

DECRETO

(Tradução)

Prot. 446/21/I

A Penitenciaria Apostólica, em virtude das faculdades especificamente outorgadas pelo Santíssimo Padre em Cristo Nosso Senhor, pela Divina Providência Papa Francisco;

Aos Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais, aos Beatíssimos e Reverendíssimos Patriarcas, aos Excelentíssimos e Reverendíssimos Arcebispos e Bispos Protectores ou Capelães, aos Membros das Ordens Dinásticas da Casa Real de Portugal;

Gentilmente Concede que nos dias 8 de Maio, 10 de Junho e 24 a 29 de Setembro de 2021, pelos Oitocentos e Cinquenta anos desde que o Rei D. Afonso Henriques fundou a Real Ordem Monástica Dinástica e Militar de São Miguel da Ala, Canonicamente Aprovada pela Bula do Papa Alexandre III no ano MCLXXVII (1177), e no Vigésimo Aniversário da Erecção Canónica da Real Irmandade de São Miguel da Ala, que após a Celebração do Santo Sacrifício, seja Dada a Bênção Papal, com Indulgência Plenária anexa, nas condições usuais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice);

A Sua Alteza Real D. Duarte Pio, Duque de Bragança, Conde de Ourém, Afilhado Baptismal do Servo de Deus Papa Pio XII e da Rainha D. Amelia d’Orléans e Bragança, a todos e individualmente Membros da Casa Real de Portugal; aos Capelães, ao Conselho, aos Chanceleres e Juizes da Real Irmandade, aos Confrades Professos e Honorários (Membros), e também a todos os Bispos, Cónegos e Presbíteros, Diáconos, Religiosos e Religiosas, aos associados de todas as Irmandades e a todos os fiéis presentes que participem nas Cerimónias Sagradas com espírito penitente e animados pela caridade;

Os fiéis que com devoção receberem a Bênção Papal, embora impedidos por circunstâncias razoáveis, não podendo assistir fisicamente aos Ritos Sagrados, desde que assistam com piedosa intenção durante os mesmos Ritos por meio da Televisão e da Rádio, poderão igualmente ganhar Indulgência Plenária, de acordo com as regras da lei.

Este Decreto é válido para o Ano do Jubileu, sem prejuízo de qualquer disposição em contrário.

Dado em Roma, no Palácio da Penitenciaria Apostólica,

Aos 25 dias de Março, do Ano da Encarnação do Senhor MMXXI (2021)

(Assinaturas)

Cardeal Mauro Piacenza – Penitenciario Mor                        Christophorus Nykiel – Regente

(No 375º Aniversário da Aclamação e Coroação da Virgem Santa Maria Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal)

BEATISSIMO PADRE

(Tradução)

Prot. 447/21/I

D. Manuel Antonio Mendes dos Santos, C.F.M. Bispo de São Tomé e Príncipe, Capelão Geral da Casa Real Portuguesa, juntamente com Sua Alteza Real Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, Conde de Ourém, Grão-Mestre das Ordens Dinásticas da Casa Real de Portugal, os Membros da mesma Casa Real, com os Eminentissimos Cardeais, os Beatíssimos Patriarcas, os Excelentíssimos Arcebispos e Bispos Protectores, os Capelães e os Membros das mesmas Ordens Dinásticas;

Com grande alegria chamam à atenção de Vossa Santidade, que em 8 de Maio, 10 de Junho, 24 a 29 de Setembro de 2021, e nos demais feriados até 29 de Setembro de 2022, celebraremos os Oitocentos e Cinquenta anos da Real Ordem Monástica Dinástica e Militar de São Miguel da Ala, fundada pelo Rei Dom Afonso Henriques e aprovada em 1177 por Bula do Papa Alexandre III, sendo o Vigésimo Aniversário da Erecção da Real Irmandade de São Miguel da Ala.

Que, para que este duplo acontecimento seja dignamente acolhido, através de uma adequada Catequese e dos meios de santificação, principalmente o Sacramento da Santíssima Eucaristia juntamente com o da Penitência, nos fazem esperar uma vida mais perfeita, formada pelos frutos da Fé, Esperança e Caridade, segundo o espírito evangélico.

Para este fim, muito pode contribuir o dom das Indulgências, que com esta petição imploramos com confiança a Vossa Santidade, visível, princípio e fundamento da Comunhão e unidade de Católicos em Deus, etc.

Dia 25 de Março de 2021

A Penitenciaria Apostólica, por Mandato do Santíssimo Nosso Senhor Papa Francisco, Concede de bom grado um Ano Jubilar, com uma Indulgência Plenária anexada nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) a lucrarem todos e Membros individuais da Casa Real Portuguesa, os Eminentes e Excelentes Prelados (Bispos) Capelães, todos os Membros Professos e Honorários das Ordens já referidas e todos os fiéis piedosos, verdadeiramente penitentes e movidos pela caridade, que também pode ser aplicado, a título de sufrágio, às almas dos fiéis do Purgatório, se o Santuário, determinado na súplica, (nomeadamente o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça – Sede Espiritual da Ordem desde 1171 -, no Santuário do Santíssimo Milagre de Santarém, nas Igrejas Paroquias de Fátima e de Ourém, na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém em Portugal – Sede do Secretariado da Real Irmandade de São Miguel da Ala -, no Santuário de Santiago de Compostela, no Mosteiro de Santa Maria de Osera em Espanha, no Santuário de São Miguel no Monte Gargano, Itália e em todos os outros Santuários dedicados a São Miguel Arcanjo) que forem visitados em peregrinação, e se lá estiverem presentes em celebrações sagradas, ou pelo menos por um tempo apropriado, pela fidelidade à vocação Cristã, devem derramar humildes orações, concluindo com o Pai Nosso, o Símbolo da Fé (o Credo), com invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e a São Miguel Arcanjo.

Os piedosos Membros que estão doentes, impedidos por idade, ou por outro motivo grave, podem obter uma Indulgência Plenária, detestando todo pecado, com o desejo de cumprir, quando lhes for possível, as três condições habituais, participarão espiritualmente nas celebrações Jubilares, oferecendo orações e sofrimentos a Deus, que é Misericordioso, por intercessão da Virgem Santa Maria.

Para que este acesso à obtenção da Graça Divina por meio das Chaves da Igreja seja mais facilmente realizado por meio da Caridade Pastoral, esta Penitenciaria exorta os Capelães das citadas Ordens a oferecerem-se com espírito voluntário e generoso à Celebração do Sacramento da Penitência e a administrar o Sacramento com frequência da Sagrada Comunhão aos enfermos.

O presente será válido por todo o Ano Jubilar.

Não obstante qualquer disposição em contrário.

(Assinaturas)

Cardeal Mauro Piacenza – Penitenciario Mor              Christophorus Nykiel – Regente

D. Manuel António Mendes dos Santos rezou esta manhã em Fátima pelos membros da R.I.S.M.A.

Acções judiciais prejudiciais à R.I.S.M.A. e alerta para a possibilidade de Interdições Canónicas

Como a Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala da Diocese de São Tomé e Príncipe é a única Associação que tem Delegação em Portugal a operar com o “Nihil Obstat”, é ela que tem pago todas as despesas judiciais de acções movidas por um grupo de pessoas que se dizem representar uma associação civil também denominada de Ordem de São Miguel da Ala.

Os membros deste grupo, segundo D. Manuel António, têm vindo a atacar, não só a Real Irmandade, como o Duque de Bragança e várias pessoas e organizações que são completamente inocentes.

Uma vez que somente as obras sociais da Diocese como o orfanato “Casa dos Pequeninos” é que beneficiam em 100 por cento das receitas da actividade da Real Irmandade (como também dos acordos de licenciamento das marcas cedidas pelo Duque de Bragança a produtores que fornecem insígnia, capas e bordados aos membros), são os pobres, que acabam por pagar a factura desta guerra à semelhança das outras.

D. Manuel António Mendes dos Santos considera que o Duque de Bragança tem sido o principal alvo dos ataques judiciais que só servem para manifestar vinganças pessoais e políticas com grave prejuízo para os pobres.

Que é a Diocese de São Tomé e Príncipe e nenhuma outra pessoa ou organização que recebe receitas das actividades R.I.S.M.A. em Portugal, foi um facto comprovado em sede de Justiça num dos muitos processos que acabaram por ver os símbolos antigos registados a favor de D. Duarte Pio, como Grão-Mestre Nato da Ordem Dinástica reconhecido pela Santa Sé no Decreto Apostólico que Proclamou o Ano Jubilar dos 850 anos da Ordem e os 20 anos da Real Irmandade.

Segundo o Capelão-Geral; “Há mais de 15 anos que dinheiro angariado pela R.I.S.M.A. para as obras sociais da Diocese de São Tomé e Príncipe, tem sido usado nestes processos judiciais para se pagar custas processuais e honorários dos advogados que defendem o Duque de Bragança e outras pessoas e associações atacadas, prejudicando os pobres.”

O ano passado a Cúria da R.I.S.M.A. para complementar as Indulgências dadas pelo Santo Padre, decretou um Perdão Geral a todos os que têm vindo a atacar as actividades da R.I.S.M.A. e a perseguir os inocentes.

O chamado “Perdão de São Miguel” procura assim, não só perdoar mas integrar na Real Irmandade, todos aqueles que verdadeiramente arrependidos, querem ser acolhidos de baixo da Asa protectora do Arcanjo e assim fazer parte desta Milícia que propaga devoção ao Anjo de Portugal e da Paz.

Para D. Manuel António, “as únicas pessoas prejudicadas com estas acções judiciais contínuas são os pobres”. E como tirar o pão aos pobres é um pecado que brada ao Céu, a Cúria da R.I.S.M.A. (os Bispos e Capelães) relembraram recentemente que acções que maquinam contra a Igreja com prejuízo para com os pobres poderão levar à aplicação de interdições canónicas graves previstas nos Cânones 1368, 1369, 1373 (3), e 1374 do Código de Direito Canónico contra todos os responsáveis, os membros, representantes e clero que apoia ou faça parte de um grupo.

Mas para D. Manuel António a Igreja é sinónimo de Misericórdia e seria melhor chegar-se a um acordo de paz do que lançar interdições canónicas e excomunhões.

Com a finalidade de se chegar a um acordo que ponha fim a estas batalhas legais vai ter início de 10 a 19 de Junho, uma novena de oração a São Miguel, Anjo de Portugal e da Paz e pede-se a todos os membros da R.I.S.M.A. e aos devotos de São Miguel que participem com as suas orações.

30 de Maio de 2022

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Duque de Bragança promove campanha de angariação de fundos para apoiar vitimas do conflicto na Ucrânia

O Duque de Bragança em Kiev com os Bispos Católicos protectores da R.I.S.M.A. Ucrânia

NOTÍCIA – Fundos angariados para ajuda às vítimas do conflicto foram enviados directamente por Membros da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala: R.I.S.M.A. dos Estados Unidos e de Inglaterra, como também pelas instituições parceiras, para as Dioceses na Ucrânia com Delegações R.I.S.M.A.. Estas ficaram encarregues da distribuição dos bens e o uso dos fundos na reconstrução e reparação de edifícios destruídos nas Dioceses.

Uma boa parte do dinheiro irá mesmo ser empregue em obras urgentes de reconstrução nas instalações monásticas da R.I.S.M.A. na zona de Bucha, perto de Kiev, instalações que o Duque de Bragança havia inaugurado com as autoridades diocesanas pouco antes do início do conflicto. Os edifícios que foram agora danificados, serviram de refúgio a muitos civis durante os bombardeamentos em Março e neles morreram cinco Confrades da Real Irmandade e uma mãe com uma criança que estavam entre os refugiados.

Salvos por milagre de São Miguel, na opinião do Dr. Oleg Jarouz foi o próprio Delegado da R.I.S.M.A na Ucrânia, assim como seu afilhado e a esposa do mesmo, todos residentes na zona de Bucha. Os três Confrades acabaram de entrar na cozinha para jantar e estavam a rezar ao Arcanjo quando uma bomba caiu destruindo totalmente as restantes divisões da casa. Seguidamente os sobreviventes deslocaram-se para Kiev onde alugaram um apartamento e assim escaparam ao massacre que teve lugar na região alguns dias depois.

Em Portugal, esta campanha de angariação contou com o apoio das Fundações D. Manuel II e Oureana, assim como da Real Confraria do Santo Condestável e Real Guarda de Honra que forneceram principalmente bens de primeira necessidade, comprados ou recebidos de doação para o efeito, por benfeitores e empresas. Entre os bens distribuídos, contam-se medicamentos, vestuário e agasalhos e bens de primeira necessidade, leite e brinquedos.

São até agora doze benfeitores que já contribuíram monetariamente com donativos que totalizam 100, 000 Euros. Entre eles estão o Col. Stephen Besinaiz, o Col. John Thoma, o Capitão Justin Carpentier, a Dama Catherine Stevenson, o Prof. Moritz Hunzinger, o Oficial Peter Hunng Mguyen, a Dama Vi Thi Hupngke, o Col. William Boswell, o Col. do Kentucky Stephen Breu, o Prof. Michael Hesemann, Martin Braybrooks e Simon Wintle.

Para o Duque de Bragança, “o apoio às vítimas de guerra é muito importante e urgente, não só para o povo que sofre no local de conficto, como para os refugiados”. 

D. Duarte de Bragança referiu ainda que se vai manter esta linha de apoio aberta por forma a continuar a apoiar as vítimas e que já há mais confrades comprometidos a ajudarem. As famílias de Raul e Maria Sepúlveda e José António e Maria Antonieta da Cunha Coutinho por exemplo, já se comprometeram com um contributo de apoio no total de 15, 000 €, pessoalmente, e através da Fundação Spes et Gaudis e da Associação da Família Cunha Coutinho.

D. Duarte nas instalações da R.I.S.M.A. em Bucha.

A Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala está hoje sob a protecção de oito Dioceses Católicas com Delegações em 17 países, nomeadamente na Alemanha, na Austrália, no Brasil, no Canadá, na Croácia, na Espanha, nos Estados Unidos da América, na França, na Itália, no Líbano, em Malta, na Rússia, na Ucrânia, na Hungria, em São Tomé e Príncipe, na Suíça e na Suécia.

Para o Secretário Geral da Federação R.I.S.M.A. Carlos Evaristo, “A Real Irmandade tem actualmente cerca de 2,500 membros, duas unidades de membros Militares nas Arquidioceses para serviços militares na América do Norte e na Europa, e três Comunidades Monásticas com irmãos religiosos professos da Ordem; no Brasil, em Espanha e na Ucrânia.

O Secretário Episcopal e Chanceler em Exercício referiu ainda que “Vários foram os Confrades Ucranianos refugiados em Portugal e na Alemanha que foram assistidos monetariamente e acolhidos por outros membros. Destaca-se entres os membros da Real Irmandade que se prontificaram logo para a ajudarem a recolher e a alimentar refugiados; Maria Filomena de Castro no Porto, Michael Hesemann na Baviera e David Alves Pereira em Ourém .”

São Miguel da Ala, é a Ordem Dinástica da Casa Real Portuguesa mais antiga que celebra este ano 850 anos da sua fundação e os 20 anos da Erecção Canónica como Real Irmandade tendo recebido do Papa Francisco uma Bula de Indulgências conferida por Decreto e ainda outro Decreto que proclama um Ano Jubilar.

A Ordem medieval que era Militar e Monástica, foi fundada por D. Afonso Henriques e aprovada pelo Papa Alexandre III em 1177. É hoje uma instituição dinástica que através da Real Irmandade apoia maioritariamente obras caritativas na Diocese de São Tomé e Príncipe para além de outras causas humanitárias e culturais das dioceses da Federação R.I.S.M.A.

FONTES: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/duque-de-braganca-no-apoio-as-vitimas-1009754

https://www.reallisboa.pt/ral/index.php/component/content/article/10-noticias/163-duque-de-braganca-no-apoio-as-vitimas-do-conflito-na-ucrania?Itemid=101&fbclid=IwAR0iApK6HdunE6H6Ej-meJ3BrXBpCPSerE5-6bJVgKSUP6fBSehHzIwimlY

27 de Abril de 2022

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Message of the Duke of Bragança to the Rector and Board of the National Pedagogical Dragomanov University

His Magnificence The Honorable Rector and President of the Senate
Academician Univ.-Prof. Dr. phil. habil. Dr. phil. h.c. mult. Viktor Andrushchenko
National Pedagogical Dragomanov University

President of the Association of Rectors of Pedagogical Universities in Europe
Corresponding Member of the National Academy of Sciences of Ukraine
Honored Scientist and Technician of Ukraine
Grand Officer of the Royal Portuguese Order of Saint Michael of the Wing
Pyrogova Str. 9

01601 Kyiv, Ukraine

Lisbon, Portugal, 9. March 2022

Your Magnificence,

Dear President and Rector Professor Dr. Andrushchenko and Vice-Rector Ihor Vetov

As an Honorary Professor of your Faculty of History, and on behalf of the Royal House of Portugal, I would like to convey that I deeply regret the current situation in the Ukraine.

It is with profound sorrow that  I convey my deepest condolences to all for the loss of lives in your country and for the sufferings endured by the people.

I also express my concern for our great National Pedagogical Dragomanov University.


In union of prayers,

D. Duarte de Bragança

(TRADUÇÃO)

Sua Magnificência O Excelentíssimo Reitor e Presidente do Senado
Académico Univ.-Prof. Dr. fil. habilidoso Dr. phil. h.c. multa Viktor Andrushchenko
Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov
Presidente da Associação de Reitores de Universidades Pedagógicas da Europa
Membro Correspondente da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia
Honrado Cientista e Técnico da Ucrânia
Grande Oficial da Real Ordem Portuguesa de São Miguel da Ala
Pyrogova Str. 9
01601 Kiev, Ucrânia

Lisboa, Portugal, 9 de Março de 2022

Sua Magnificência,
Caro Presidente e Reitor Professor Dr. Andrushchenko e Vice-Reitor Ihor Vetov

Como Professor Honorário da sua Faculdade de História, e em nome da Casa Real de Portugal, gostaria de transmitir que lamento profundamente a situação atual na Ucrânia.

É com profundo pesar que apresento a todos as minhas mais sentidas condolências pela perda de vidas no vosso país e pelos sofrimentos endurecidos pelo povo.

Também expresso minha preocupação por nossa grande Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.

Em união de orações,

D. Duarte de Bragança

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Fundação recorda Capelão que ensinou Elvis Presley a rezar o terço e fez dele um crente nas Aparições de Nossa Senhora de Fátima

Monsenhor General Thaddeus F. Malanowski mostra uma foto no livro tirada com Elvis no seu livro de memórias.

Poucos conhecem a história do Monsenhor Thaddeus F. Malanowski, mais conhecido por “Padre Ted” ou “Tio Ted”.

Era devoto de Nossa Senhora de Fátima, Capelão do Exército Azul e Capelão Honorário da Fundação Oureana. Mas era também conhecido na altas esferas do Exército Americano por ter sido Brigadeiro-General Vice-Chefe dos Capelães do Exército dos Estados Unidos, o primeiro Americano de ascendência Polaca, a ocupar essa posição e a pessoa que ensinou Elvis Presley a rezar o terço, tendo feito dele um crente nas Aparições de Nossa Senhora em Fátima…

Monumento ao General Thaddeus Kosciuszko

O eterno “Padre Ted”

O Monsenhor Malanowski nasceu em 30 de Novembro de 1922, um dos 14 filhos de Thomas e Sophie (Goscienski) Malanowski, uma casal de Polacos que emigraram para os Estados Unidos. “Tadeu” foi assim baptizado em homenagem ao famoso General Polaco e patriota Americano Thaddeus Kosciuszko, fundador do prestigiado Colégio Militar de West Point. É irónico que “Ted” como era conhecido pelos amigos, se iria tornar também num General, e o primeiro General Americano de ascendência Polaca.

Nativo da Paróquia do Santo Nome de Jesus de Stamford Conneticut, o Padre Ted foi ordenado Sacerdote Católico Diocesano da Arquidiocese de Hartford a 15 de Maio de 1947, tendo-se consagrado dois dias antes a Nossa Senhora de Fátima. Ficou incardinado na Diocese de Norwich quando essa foi criada em 1953 e serviu em sua Paróquia natal na Igreja do Santo Nome de Jesus em Stamford, antes de se tornar Capelão do Exército e após sua aposentadoria do ministério ativo.

Elvis não era Católico mas assistia a Missas do “Uncle Ted

Como Capelão serviu o Exército dos Estados Unidos por mais de vinte e cinco anos tendo sido comissionado como Oficial do Exército em 1949.

Durante a Guerra Fria, entre 1951 a 1954, serviu na NATO como membro da 43ª Divisão de Infantaria e foi destacado para várias bases dos Americanos durante duas décadas tendo passado também pelos Açores e parado em Lisboa para visitar o Santuário de Nossa Senhora de Fátima.

No seu cargo de Vice-Chefe dos Capelães do Exército Americano conheceu muitas celebridades Católicas que actuavam para os militares nos teatros de guerra tais como Bob Hope e Bing Crosby. Conheceu também muitas personagens Católicas conhecidas como Apóstolos de Fátima que promoviam o uso do Rosário e Escapulário entre os Militares; o Arcebispo Fulton J. Sheen, o Padre Patrick Peyton, a Madre Teresa de Calcutá e os fundadores do Exército Azul; o Monsenhor Harold Colgan e John Mathias Haffert.

Em plena Guerra Fria, foi nomeado para o Quartel-General do Exército dos Estados Unidos na Europa situado na Alemanha Ocidental sendo depois nomeado Vice-Chefe dos Capelães com o posto de Brigadeiro-General, cargo que ocupou até sua aposentadoria em 1978.

Elvis Presley e o Padre Ted na Base Americana na Alemanha

O Director Espiritual de Elvis

O “Padre Ted” começou a servir como Capelão Assistente de Posto em Fort Benning, Geórgia e, em 1956, foi designado para a 3ª Divisão Blindada em Fort Knox, onde ainda jovem padre conheceu um jovem recruta de nome Elvis Presley que já havia começado a ganhar fama internacional como cantor de Rock n’ Roll.

Não tardou que a divisão “C” do Comando de Combate fosse enviada para a Europa, permitindo assim que o Padre Ted e Elvis se conhecessem melhor e se tornassem amigos.

Nas suas memórias o Tio Ted como era conhecido pelos Militares não Católicos, escreveu; “Um dia Elvis Presley entrou no meu escritório na Capela da base na Alemanha. Perguntou-me se eu conhecia o Padre em Memphis, Tennessee, que visitava sua mãe todos os dias no Hospital antes de sua morte. A familia de Elvis era Batista e os Capelães Protestantes estavam atrás dele para cantar no coral. Mas acho que ele procurou- me para falar sobre a sua mãe.”

Durante a reunião Elvis abriu a sua carteira e mostrou ao Capelão uma foto do túmulo de sua mãe em Memphis e sob a qual havia colocado uma enorme estátua do Sagrado Coração de Jesus.

“Isso levou-me a crer que sua mãe poderia ter morrido Católica, tendo sido batizada no Hospital pelo Capelão. Elvis não frequentava a igreja, mas acredito que ele queria se conectar com sua mãe dessa maneira e aprender mais sobre o que uma vez foi a Fé dela.”

Para confortar Elvis no seu luto, o Capelão Malanowski começou por dar ao cantor alguns panfletos do Exército Azul que recomendavam o uso do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo pelos militares e a recitação do Terço do Rosário. Elvis apreendeu mesmo a rezar o terço e por vezes juntava-se aos outros Militares Católicos em momentos de oração. Mas apreendeu também, segundo John Haffert, a história das Aparições de Fátima sendo crente na sua veracidade, afirmando “É maravilhosos como Deus faz destes Milagres.”

O “Tio Ted”e as Devoções predilectas de Elvis

Elvis, que estava já no topo da fama internacional, era segundo o “Uncle Ted”; um jovem bonito, caloroso, de coração aberto e amado pelas tropas.” Elvis era devoto mas levava a sério a sua missão como soldado e trabalhou duro durante o tempo que esteve no exército.”

Um fim de semana, Elvis convidou o “Tio Ted” para conhecer seu pai Vernon Presley e seu tio Walter que juntamente com alguns membros da sua banda vieram para o visitar na Alemanha. Elvis alugou o último andar de um hotel local, onde ele e os membros de sua banda tocaram alguns números em privado para o amigo Capelão.

O Padre Malanowski ficou na unidade de Elvis até 1960, quando retornou aos Estados Unidos para participar em Cursos de Formação da Companhia para Capelães em Fort Slocum, Nova York, mas nunca deixou de manter contacto com o Rei do Rock n’ Roll dando-lhe conselhos nos problemas da vida e direcção espiritual até à morte do cantor em 1977.

É de recordar que outro assunto Católico que fascinou Elvis Presley desde esses tempos com o “Tio Ted” na Alemanha, era a Santa Síndone ou o Santo Sudário de Turim. Este é o alegado lençol que e amortalhou o corpo de Cristo do Túmulo e no qual ficou miraculosamente impresso, a imagem do Crucificado.

Quando Elvis morreu de enfarte na casa de banho da sua casa, vítima de um enfarte provado por excesso de medicação, foi descoberto que pouco antes de falecer havia estado a ler um livro sobre essa Sagrada Relíquia da Cristandade, e ao que se diz, oferecido por um Capelão Católico seu amigo, muito provavelmente o “Tio Ted”.

Em 2002 pelo 25º Aniversário da morte de Elvis Presley, o Presidente da Direcção da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, contactou o Monsenhor Ted Malanowski a fim de ver a sua disponibilidade para vir a Fátima celebrar uma Missa durante a qual seria apresentado ao público o tema “The Miracle of the Rosary” de Nossa Senhora de Fátima que Elvis havia gravado em 1971. O Monsenhor Malanowski não podia comparecer por motivos de agenda mas em conversa com o Capelão da Fundação Oureana, John Guilbert Mariani manifestou o seu apoio à iniciativa de se celebrar uma Missa na Igreja Paroquial de Fátima pelos artistas do mundo inteiro. Em defesa da iniciativa que veio a ser criticada por alguns grupos Católicos, o Padre Ted relembrou que em Memphis, terra natal de Elvis, todos os anos pelo aniversário da sua morte, são celebradas Missas Memorias em várias Igrejas tal como a Igreja Católica de São Paulo. Malanowski explicou que as Missas em vez de serem por alma do falecido que não era Católico, são celebradas em acção de graças a Deus pela vida e dotes musicais do artista que partilhou os mesmos com todos nós.

Promoção do Padre Ted a Brigadeiro – General em 1974

Promoções e Distinções

O Padre Ted estudou no U.S. Army War College e depois formou-se no Command and General Staff College, em Fort Leavenworth, Kansas. Seu treino avançado levou a muitas missões e promoções no exterior até 1973, quando regressou ao USAREUR e ao Quartel-General do Sétimo Exército como Vice-Capelão e Capelão Delegado do Chefe da Arquidiocese para os Serviços Militares, o Cardeal Terence Cooke.

No mesmo ano o Padre Ted foi nomeado Prelado de Sua Santidade o Papa Paulo VI com o título de Monsenhor.

A 22 de Janeiro de 1974, foi nomeado pelo Presidente Richard Nixon para ser o cargo de Vice-Chefe dos Capelães do Exército com o posto de Brigadeiro-General. A cerimônia de promoção teve lugar em Heidelberg, na Alemanha, e foi presidida pelo General Michael S. Davison, Comandante-em-Chefe do Exército dos EUA na Europa e do Sétimo Exército.

Entre as muitas distinções que recebeu conta-se a Legião do Mérito, a Medalha de Serviços Distintos do Exército, a Medalha de Serviços Meritórios e a Medalha de Comenda do Exército com dois conjuntos de folhas de carvalho.

No Ano Santo 2000, o Monsenhor Ted foi proposto por John Haffert, ao abrigo do Protocolo Regina Mundi 2000, para membro e Capelão Honorário da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, uma das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa. Nessa altura foi também nomeado Capelão Honorário da Fundação Oureana.

Trabalho Apostólico e Missionário

O Padre Ted também era conhecido por ser um apóstolo de Nossa Senhora de Fátima e pelo seu zelo Missionário. Fez grandes contribuições para o Hattian Health Foundation, tendo feito parte do Conselho de Administração da Haitian Health Foundation desde 1985 até seu falecimento.

O Padre Malanowski no Haiti junto a uma das casas que construiu

Construiu com o seu dinheiro uma Capela e várias residências para os pobres no Haiti e ajudou muitas outras organizações de assistência social a operarem nas missões.

Devoto de Nossa Senhora e da Divina Misericórdia, o Monsenhor foi nomeado Capelão do movimento Cavaleiros de Colombo para o Conselho de Santo Agostinho nº 41 da Shippan Avenue em Stamford Connecticut, onde serviu fielmente seus camaradas por mais de uma década.

O Monsenhor Malanowski em conversa com São João Paulo II

Sendo Polaco de ascendência o Monsenhor Ted Malanowski tinha uma especial devoção para com a Virgem Santa Maria, a Mensagem de Fátima, a Divina Misericórdia e pelo Papa Polaco São João Paulo II que conheceu pessoalmente e com quem correspondia e aconselhava em assuntos de ordem militar e particularmente durante a revolução do movimento “Solidariedade” liderado pelo Lech Walesa.

Defensor de causas humanitárias, e opositor do aborto e da eutanásia, apoiou através de Eduardo James Moran e Mary Mc Carthy, o movimento pela vida Português chefiado por Carlos Evaristo durante a campanha do primeiro referendo em 1998. Juntou-se assim à Santa Madre Teresa, à Vidente de Fátima Irmã Lúcia e a John Haffert.

Neste campo liderou vários movimentos pela vida incluindo aquele que defendia que a jovem Terri Schindler Schiavo que ficou em estado vegetativo após uma paragem cardíaca, devia de ser mantida viva contra a decição do marido de desligar as maquinas que a mantinha viva.

Terri Schiavo e a mãe

Durante a longa batalha legal travada entre o marido e os pais de Terri, o Monsenhor Ted Malanowski foi nomeado Capelão da paciente pelo Tribunal tendo dedicado uma boa parte da sua biografia “Sacrifice for God and Country” ao tema do verdadeiro valor da vida humana. Terri acabou por falecer de complicações respiratórias em 2005.

O Monsenhor foi lider do movimento Terri Schiavo

A autobiografia do Monsenhor Malanowski, publicada em 2007, fala de um Padre e Capelão Militar que ascendeu ao posto de Brigadeiro-General do Exército dos EUA, reflectindo sobre suas experiências como Sacerdote e Soldado Cristão. Fala também dos seus deveres Sacerdotais para além do Serviço Militar que inclui relatos do trabalho e apoio Missionário.

O Monsenhor Ted Malanowski conheceu vários Presidentes dos EUA, líderes espirituais como Martin Luther King e Malcom X e altas figuras da Igreja Católica como São João Paulo II, a Santa dos Pobres Madre Teresa de Calcutá, o Papa Pio XII, o Cardeal Cooke, o Cardeal Spellman e até a Mística Alemã Venerável Teresa Neumann. Ficará porém conhecido mais conhecido nos Estados Unidos da América por ter sido Capelão de Elivis Presley durante o tempo em que o cantor cumpriu o serviço militar nos Estados Unidos e na Alemanha.

O Padre Ted como foi sempre tratado pelos amigos celebrou o 70º aniversário de sua ordenação sacerdotal, a 28 de Maio de 2017 na Igreja do Santo Nome de Jesus.

O Monsenhor Ted com seu irmãos

Monsenhor Thaddeus F. Malanowski viveu seus últimos anos desde 2009 na Catherine Dennis Keefe Queen of the Clergy Residence, uma Lar para Sacerdotes em Stamford.

Faleceu Santamente a 23 de Janeiro de 2020 rodeado por sua família. Tinha 97 anos.

Foi sepultado no cemitério de São João de Darien. Em Ourém a Fundação Oureana vai dedicar um
Cenotáfio Memorial em sua honra recordando a sua devoção a Nossa Senhora de Fátima a sua dedicação ao próximo, o seu espirito de apostolado e de Missão e a sua acção em prol dos valores da vida.

Sua Alteza Real o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio concedeu, a título póstumo, o grau de Cavaleiro Grã-Cruz com Colar ao Monsenhor Thaddeus F. Malanowski com o título Capela-mor Honorário da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala da Arquidiocese Militar das Forças Armados dos EUA.

23 de Janeiro de 2020

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DGPC adquiriu peças do Rei D. Miguel I para o Tesouro Real do Palácio Nacional da Ajuda

José Alberto Ribeiro (ao centro) com as entidades convidadas para examinarem a espada do Rei D. Miguel I.

Está de parabéns o Dr. José Alberto Ribeiro, Director do Palácio Nacional da Ajuda por ter conseguido adquirir para a DGPC um importante conjunto de peças históricas que farão parte da Colecção do Tesouro Real do Palácio Nacional da Ajuda.

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Carlos Evaristo examina a espada do Rei D. Miguel I.

Para José Alberto Ribeiro: “o conjunto adquirido pela DGPC é constituído por quatro peças que pertenceram ao Rei D. Miguel I, considerando a proveniência deste relevante conjunto de obras, o seu contexto histórico e inquestionável qualidade artística, entende-se que esta aquisição contribui para a valorização das colecções do Património Nacional e, em particular, do acervo do PNA.”

Espada de Ouro do Rei D. Miguel I.

Para José Alberto Ribeiro: “Ressalta deste lote a Espada de ouro de D. Miguel I, uma obra de inquestionável singularidade, qualidade estética e artística, que em muito enriquecerá o Tesouro Real e a sua futura exposição na ala poente do Palácio da Ajuda.”

D. Afonso de Bragança com a espada do seu antepassado.

O Perito Carlos Evaristo, Presidente da Fundação Oureana, Pareceria Protocolar do Palácio Nacional da Ajuda, ao examinar a peça disse: “verifica-se que esta espada foi a que foi feita em Toledo em 1824 e que está referida pela Infanta D. Filipa de Bragança, tia de D. Duarte Pio, em correspondência pessoal existente.”

D. Afonso de Bragança examina a espada de D. Miguel I.

A mesma arma fez parte do lote de peças do espólio de D. Miguel I, depositado no Banco de Portugal em 1834 e posteriormente reclamado pelos seus herdeiros num processo que se arrastou por cerca de cem anos. Só em 1943 viria a ser realizado um leilão privado entre os dois ramos herdeiros visando os bens depositados.

A espada de D. Miguel I foi fabricada em Toledo em 1824 conforme a inscrição que se pode ver na lâmina.

Sua Alteza Real D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, em representação de seu pai, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, também teve a oportunidade de examinar a referida espada histórica a convite do Director do Palácio Nacional da Ajuda e na presença do Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, do Director de Relações Públicas, Bruno de Castro e demais elementos das Fundações Oureana e D. Manuel II.

O Director do Palácio Nacional da Ajuda explicou os termos da aquisição da peça aos convidados.

FONTE: #patrimoniocultural#DGPC#PNA

FOTOS: Arquivo da Fundação Oureana – Direitos Reservados

19 de Julho de 2019

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Carlos Evaristo; O primeiro Súbdito de Sua Majestade, de nacionalidade Luso-Canadiana que pode usar Brasão de Armas e Bandeira em Flâmula; Honras Concedidas pelo Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia, em nome da Rainha Isabel II

Por Humberto Nuno de Oliveira

Carlos Evaristo, Baron Baillie de Plean, Luís Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, George Alexander Way, Barão de Plean e Xerife de Dundee e o Revº Joseph John Morrow, Lord Lyon Rei de Armas da Escócia durante uma Sessão Solene no Castelo de Ourém.

O Presidente da Direção da Fundação Histórico-Cultural Oureana, Carlos Evaristo, tornou-se no primeiro Súbdito de Sua Majestade de nacionalidade Luso-Canadiana a quem foi concedida uma Carta de Armas pelo Lord Lyon Rei de Armas da Escócia em nome da Rainha Isabel II, e com direito ao uso de uma Bandeira em Flâmula (Pennon)[1].

Estas honras pertencem ao conceito tradicional de “Gentry” (Gente de boa posição social que especificamente formam a classe social de Nobres que fica logo abaixo da Nobreza Titulada do Reino em posição de nascimento) estatuto de Nobreza concedido pela Soberana do Reino Unido e dos Reinos do Canadá, Austrália, Nova Zelândia etc. através do Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia e Chefe Cerimonial de Estado do Reino da Escócia, actualmente o Revº. Dr. Joseph John Morrow.

O Mandato (Warrant) que ordena aos Heraldistas e Artistas Heráldicos da Corte do Lord Lyon (o Tribunal Heráldico da Escócia) a elaboração de Carta Patente, foi por ele assinado na sessão do Tribunal do dia 15 de Dezembro de 2020. A Carta Patente em si tem a forma de um Pergaminho de Concessão Real completo com iluminuras pintadas à mão e Selo Real pendente em prata com as Armas do Reino, afixado explicitamente e legalmente em nome de Sua Majestade a Rainha Isabel II.

Embora a partir do momento em que o Mandato é assinado, o agraciado possa legalmente fazer uso das Armas e Bandeira em Flâmula a que tem direito, sem impedimentos legais, o processo de elaboração do “Grant” (Concessão) da Carta de Armas em pergaminho é moroso pois segue uma tradição milenar. Neste caso concreto o processo que demora cera de um ano atrasou-se ainda mais devido ao fecho de todos os departamentos do Tribunal por causa do confinamento obrigatório dos funcionários decretado pelo Governo da Escócia durante a presente Pandemia Covid 19.


[1] Uma Bandeira em Flâmula constitui um tipo de bandeira, em que a dimensão do lado da tralha é superior à do lado do batente. A sua forma do galhardete pode ser triangular simples, triangular farpada (cauda de andorinha) ou trapezoidal e era, tradicionalmente, usada pelo cavaleiro na sua lança.

Coroa do Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia.

O Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia

O Meritíssimo Lord Lyon King of Arms (Rei de Armas), é o Chefe da denominada Corte do Lord Lyon, um verdadeiro Tribunal sedeado na Escócia com a responsabilidade de regular toda a heráldica naquele país, em nome da Rainha Isabel II. Cabendo-lhe o registo das [É ele quem regista as] Armas de Família tradicionais, a emissão de novas Concessões de Armas (Grants) e a regulação do uso de títulos de Nobreza servindo ainda como Juiz do Tribunal Heráldico, o mais antigo do mundo e que ainda funciona diariamente.

O Meritíssimo Lord Lyon, Rei de Armas Escócia o Reverendo Cónego Dr. Joseph John Morrow CBE (Comendador da Excelentíssima Ordem do Império Britânico), KStJ (Cavaleiro de Graça e Justiça da Venerabilíssima Ordem do Hospital de São João de Jerusalém), QC (Conselheiro da Rainha), LLD (Doutor em Leis), DL (Deputy Lieutenant), FRSE (Fellowship of the Royal Society of Edinburgh), foi nomeado para o cargo por Sua Majestade a Rainha Isabel II, a 17 de Janeiro de 2014 e tomou posse com Juramento perante o Lord Presidente do Tribunal de Sessão, a 27 de Fevereiro de 2014.

Membro da Faculdade e Ordem de Advogados, foi nomeado Presidente do Tribunal de Saúde Mental da Escócia em 2008. Anteriormente, foi Comissário de Sua Majestade para a Comissão de Bem-Estar Mental da Escócia (1999 -2006) e Juiz do Tribunal de Primeira Instância (Câmara de Imigração e Asilo) (2002-2013).

Foi Presidente dos Tribunais de Necessidades Adicionais de Apoio para a Escócia (2010-2014) e em 2009, foi nomeado Vice-Lord Tenente da a cidade de Dundee e foi Deputado Lord Provost.

Como religioso da Igreja Anglicana, é titular da Capela do Castelo de Glamis, ex-Chanceler da Diocese de Brechin, Cónego Honorário da Catedral de São Paulo, Dundee, e Chanceler da Diocese Unida de Moray, Ross e Caithness.

Morrow foi nomeado Coronel de dois Esquadrões (Cidade de Dundee e Highland), uma sub-unidade da Real Reserva de Sinalização do Exército com base em Dundee e Aberdeen.

O Lord Lyon é igualmente responsável por supervisionar todo o Cerimonial de Estado na Escócia e quem guarda as chaves dos Castelos na Escócia entregando-as à Rainha quando chega ao Reino da Escócia. É também quem em nome da Monarca reconhece os Chefes de Clãs após a devida diligência, concedendo e registando os padrões novos para os Tartãs de Clã. É também quem em nome da Monarca processa a Concessão de novas Armas a pessoas ou organizações tidas como “dignas” sendo a autoridade que confirma Pedigrees comprovados e reivindicações de Armas existentes. O Registro Público de Todas as Armas e Rolamentos da Escócia é onde o Lord Lyon regista todos as Concessões de Armas da Escócia, registo que foi iniciado em 1672 e que em 2022 comemora 350 anos de existência.

O Lord Lyon sendo o responsável pelas cerimónias do Estado Escocês, é comparável ao Earl Marshall na Inglaterra, sendo dos poucos indivíduos na Escócia oficialmente autorizado a usar o Lion Rampant, a Bandeira Real da Escócia. Usa também um Bastão de Marechal, Colar de Estado, uma corrente com 40 elos de ouro com o direito a usar uma Coroa[1].


[1] Em 2003, foi feita uma nova Coroa para Lord Lyon, inspirada na Coroa Real Escocesa, porém tem arcos removíveis que serão removidos nas Coroações dos Monarcas para evitar qualquer indício do crime de lesa-majestade.

A Corte ou Tribunal do Lord Lyon

O Tribunal é um órgão público e as taxas para a Concessão de Armas são pagas ao Tesouro de Sua Majestade. Chefiado pelo Lord Lyon, o Tribunal possui jurisdição criminal em questões heráldicas, e encontra-se totalmente integrado no sistema judiciário da Escócia (embora não sujeito à disciplina do Lord Presidente do Tribunal de Sessão), incluindo um procurador dedicado, conhecido na Escócia como Procurador Fiscal.

Os outros oficiais do Tribunal são o Escrivão e Guardião dos Registos (Lyon Clerk and Keeper of the Records) e o Procurador Fiscal. Nele se incluí o Lyon Macer (Portador do Maço) que é um mensageiro de armas sénior. O Lyon Macer aparece quando o Tribunal está reunido em público e quando as proclamações são feitas pelo Lorde Lyon.

Dele fazem parte, ainda, os Arautos e Passavantes, conhecidos colectivamente como Oficiais de Armas de Sua Majestade, no entanto não são oficiais da Corte do Lord Lyon possuindo, todavia direitos de audiência perante o Lord Lyon. Desempenham muitas funções cerimoniais na Escócia, como em ocasiões oficiais e reais e as relacionadas com a vida pública Escocesa como, por exemplo, presidir à eleição de um Chefe de Clã. Actuam como consultores profissionais nos domínios da heráldica e genealogia, como advogados ou agentes legais para o público e podem comparecer representando os seus clientes no Tribunal do Lord Lyon (ou mesmo no Tribunal Inglês de Cavalaria) peticionando a concessão de novas Armas. Actualmente, existem três Arautos de Armas e três Passavantes de Armas efectivos. Pontualmente outras pessoas podem ser nomeadas temporariamente ou em reconhecimento do seu trabalho, sendo denominados Arautos (2) ou Passavantes (3) de Armas Extraordinários.

Os processos para concessão de Brasões de Armas são apresentados ao Tribunal do Lord Lyon, sendo ele o único Juiz. Os recursos do Tribunal do Lord Lyon podem ser feitos ao Tribunal da Sessão em Edimburgo, mas não há apelo possível se o Lord Lyon se recusar conceder um Brasão de Armas, visto que esta não é uma função meramente judicial, mas um exercício de sua função Ministerial que provém dos poderes de representação da Monarca. Mas um recurso por meio de revisão judicial poderá ser aceite se for demonstrado que o Lord Lyon agiu de forma incorrecta.

Concessão de Padrão de Tartã

Padrão do Tartã concedido a Carlos Evaristo, a 4 de Outubro de 2018.

Na Escócia o uso do Kilt é uma tradição milenar e o Tartã é o padrão quadriculado de estampas, composto de linhas diferentes e cores variadas que identificam os Clãs, famílias e indivíduos que podem usar um kilt (em gaélico Escocês: fèileadh). O kilt é uma peça do tipo saia, sem bifurcação, pela altura do joelho, com pregas e que tem origem no traje tradicional de homens e crianças gaélicas das Terras Altas da Escócia. Os Tartãs foram registrados pela primeira vez no Século XVI e fazem hoje parte dos Direitos Legais Hereditários dos Chefes registados pela Corte do Lord Lyon. O uso indevido de Tartãs e Brasões de Armas são um crime punível em todo o Reino Unido e tratado como uma infração de evasão fiscal. É de referir que no Reino da Escócia o Duque de Bragança, D. Duarte Pio, também tem um Tartã de família, igual em padrão e cores ao que havia sido atribuído e usava Sua Majestade El Rei D. Manuel II.

O Lord Lyon Rei de Armas da Escócia a ser Condecorado por Sua Majestade a Rainha Isabel II.

A concessão de um Tartã foi de facto o primeiro Privilégio Escocês concedido a Carlos Evaristo, a 4 de Outubro de 2018 e pedido à Scottish Tartans Authority (Autoridade Escocesa dos Tartãs) por membros amigos e admiradores do Priorado da Escócia da Venerável Ordem de São João. O desenho do Tartã de Carlos Evaristo, concebido a 26 de Setembro de 2018, é da autoria do conhecido desenhador Escocês Brian Wilton que se inspirou nas cores do Brasão de Armas que estava então em estudo.

Nomeação de Baron Baillie de Plean

A 8 de Janeiro de 2019, Carlos Evaristo havia sido nomeado “Baron Baillie” (Barão Bailio) de Plean, um Cargo e Título Vitalício antigo, de origem Feudal, hoje puramente Cerimonial mas ainda Representativo do Baronato situado no Condado de Stirling, na Escócia, cujo Barão é Sua Excelência, o Muito Honrado, George Alexander Way, Barão de Plean, Passavante Carrick e Xerife de Sua Majestade em Dundee.

A versão das Armas de Carlos Evaristo como “Muito Honrado Barão Bailio de Plean” desenhadas pelo Desenhador Heráldico Mathieu Chaine são encimadas pelo Capuz de Barão Bailio.

Por Timbre as Armas têm um Wyvern (Um Dragão alado ou Serpe bípede com uma cauda terminando em uma ponta em forma de diamante ou flecha), sentado resguardante de asas adossadas verde, lampassado e armado de vermelho, coleirado com uma coroa de ouro (“Crest Coronet” ou Coronel de Armas Nobres), segurando na sua garra dextra uma asa de anjo (São Miguel) presa por uma corrente terminada por uma folha de ácer (do Canadá) em ouro.
A Coroa do Reino da Escócia é Guardada pelo Lord Lyon da Escócia.

O Barão Bailio era na Idade Média um Oficial Cívico do Governo local da Escócia e um Magistrado Menor do Tribunal a quem os Nobres de um Condado ou Baronato, na sua ausência, confiavam a defesa dos Senhorios, Castelos e bens, e ainda, a Representação Legal e os Poderes do Nobre.

É um Título e Cargo Vitalício desde o tempo do Rei Robert I, the Bruce (1274 – 1329) e neste caso implica a Representação Oficial do Barão e Xerife de Sua Majestade em Dundee e incluí o Privilégio de presidir à Corte do Barão na sua ausência.

Na Escócia, o titular de um Baronato Feudal tem implicitamente, uma Corte Baronial e o Presidente da Corte do Barão é o Barão Bailio que é assistido na sua função por um Oficial Chefe chamado de Barão Sargento (ou Barão Oficial).

O cargo é semelhante ao de Vice-Presidente de Câmara em Representação Oficial e em Exercício de Funções de Presidente. Até há pouco, eram os Barões Bailios que nomeavam os Condestáveis em Edimburgo, Leith e Perth.

A Insígnia de um Barão Bailio é um Capuz de Justiça, cercado por dois guardas de trança e geralmente nas cores do Baronato em questão. Usam também em Cerimónias Oficiais, Robe vermelho de Juiz com colarinho de pele branca decorado com arminho e outros distintivos e pingentes relevantes para o Baronato que serve. O Brasão Heráldico de um Barão Bailio é encimado por esse Capuz de Justiça ou por um “Boné de Manutenção” achatado preto ou da Cor de Libre do Baronato dobrado de Argento enfiado da cor do mesmo, e cercado de duas guardas de trança do Metal de Libre do Baronato.

Embora o Sistema Feudal da Escócia tenha sido abolido por Decreto de 28 de Novembro de 2004, o Executivo Escocês na Seção 63(1) da Lei, Artigo Nº 4, visa “preservar a dignidade do Barão e os direitos heráldicos dos Barões” e, assim sendo, a abolição do Sistema Feudal, não teve nenhum efeito adverso sobre os títulos de Baronato em si, ou dos seus Barões Bailios, mas os títulos são agora uma herança feudal incorpórea – então Baronatos Escoceses que eram Baronatos Escoceses prescritivos por posse, não estão mais ligados às terras – no entanto, permanecendo o único grau genuíno de Título de Nobreza do Reino Unido que pode ser doado, comprado e vendido. Hoje ainda existem também Bailios nos Concelhos locais Escoceses, sendo a posição mais um Título de Cortesia para os nomeados.

Foi o Lord Lyon quem apresentou as Chaves do Castelo ao novo Governador do Castelo Edinburgo o Major General Alastair Bruce, (descendente directo do Rei Robert I “the Bruce”) nomeado por Sua Majestade, a Rainha Isabel II.

O Cargo de Barão Bailio de Plean encontrava-se vago desde o falecimento do último Barão Bailio, o Artista Heráldico Romilly Squire of Rubislaw.

Porém a nomeação de Carlos Evaristo para o cargo só foi possível pelo facto do mesmo ser um Súbdito de Sua Majestade a Rainha Isabel II, Soberana do Reino Unido e do Canadá e do mesmo ser conhecedor profundo da Heráldica e Nobreza do Reino Unido. O seu conhecimento profundo da história do Canadá já havia sido reconhecido pela I.O.D.E. (Imperial Order of the Daughters of the Empire) ao atribuirem a sua Condecoração máxima a Carlos Evaristo, a 24 de Maio de 1983, pelas notas mais altas em História quando ainda frequentava o 8º Ano de escolaridade. Carlos Evaristo é também Oficial do 78º Regimento Escocês Fraser Highlanders do Canadá, uma Associação de Recriação Histórica Militar ligada ao Departamento de História do Exército Canadiano e com Delegações (Garrisons) nas Fortalezas históricos em todo o Canadá. É Coronel Honorário do mesmo Regimento 78ª, S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança.

Carlos Evaristo é Oficial do Regimento 78º Fraser Highlanders do Canadá, unidade de recriação histórica militar.

A Carta Patente de nomeação de Carlos Evaristo como Barão Bailio de Plean foi assinada perante Notário por Sua Excelência George Alexander Way, Barão de Plean, Passavante Carrick e Xerife de Sua Majestade em Dundee e os documentos legais que validam o Cargo perante o Tribunal do Lord Lyon, Certificados e Apostilados pelo Secretário Principal de Estado de Negócios Estrangeiros e de Assuntos do Commonwealth de Sua Majestade na Escócia, Michael Gaffey e a Concessão Registada nos Livros de Conselho e Sessão de Estado, a 20 de Junho de 2019.

De visita ao Castelo de Ourém, o Barão de Plean e Xerife de Dundee George Way, entregou a Carta Patente de Nomeação Apostilada a Carlos Evaristo seu “Baron Baillie” pela mão do Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte, Duque de Bragança e com o Meritíssimo Revº Juiz Dr. Joseph Morrow, Lord Lyon da Escócia a assistir.

Concessão de Brasão de Armas e Pennon (Bandeira em Flâmula)

Os súbditos da Monarca Isabel II, dos seus outros Reinos com domicílio na Inglaterra, País de Gales ou Irlanda do Norte que pretendam uma Concessão de Armas terão que apresentar o seu pedido ao College of Arms em Londres, os domiciliados na República da Irlanda devem procurar o Chief Herald of Ireland, em Dublin. Os cidadãos da Commonwealth, em particular aqueles de ascendência Escocesa, podem solicitar a mesma honra ao Lord Lyon, com excepção dos súbditos da África do Sul, Canadá e Malta, países do Commonwealth que também possuem as suas próprias Autoridades Heráldicas por também terem a Rainha Isabel II como Chefe de Estado.

O Lord Lyon em Traje de Juiz.

Evidentemente, os cidadãos de países estrangeiros, não Súbditos da Rainha Isabel II, não possuem o direito de solicitar a Concessão de Brasão de Armas. A Concessão de Armas, não é como uma Condecoração de uma Ordem do Reino Unido ou Investidura na mesma, eventualmente conferindo o uso do Título de Sir (Senhor = Dom), honras pessoais conferidas pela Monarca, vitalícias e não transmissíveis aos descendentes. A Concessão de Armas no Reino Unido assim como nos outros 15 Reinos e 54 Domínios onde a Rainha Isabel II é Soberana, é considerada uma Honra de Nobreza Menor Hereditária da “Gentry” (Gente de boa posição social que especificamente formam a classe social de Nobres que fica logo abaixo da Nobreza Titulada do Reino em posição de nascimento) sendo que estas honras, uma vez concedidas pela Coroa a um Súbdito, tornam-se legalmente e perpetuamente num bem de Família.

Uma Petição para o Lord Lyon conceder uma Carta de Brasão de Armas em nome da Monarca, processa-se nos termos da Lei do Rei de Armas de 1672 e obriga a que a pessoa contemplada seja um Súbdito do(s) Reino(s) da Soberana e reconhecida pela Monarca como sendo uma “pessoa virtuosa e merecedora”.

Nem todas as pessoas podem pedir ou ser propostas para tal concessão, pois esta honra, tal como os Títulos de Nobreza do Reino Unido é também um reconhecimento de carreira, de mérito, acções e feitos extraordinários que requer que a pessoa tenha ascendência Escocesa, domicílio fiscal na Escócia, exerça um Cargo ou tenha Honras concedidas e registadas na Corte do Lord Lyon na Escócia ou então possua propriedade e bens no Reino da Escócia.

Armas do Lord Lyon:

WARRANT (MANDATO) DE CONCESSÃO ASSINADO PELO LORD LYON

A Justificação Legal para a Concessão de Armas e Bandeira em Flâmula a um Luso-Canadiano, e neste caso Carlos Evaristo, foi um Processo Judicial que deu entrada no Tribunal de Edimburgo, no dia 17 de Novembro de 2020, mas só depois do Heraldista Chefe de Sua Majestade no Canadá, Claire Boudreau ter transferido a Jurisdição de Concessão neste caso ao Lord Lyon. Por triste coincidência a Heraldista Chefe do Canadá que havia transferido a jurisdição deste caso ao Lord Lyon em 2019, veio a falecer de cancro no mesmo dia em que a petição deu entrada no Tribunal Escocês.

Claire Boudreau (1965 – 2020)
Heraldista Chefe de Sua Majestade no Canadá

Aprovada a concessão na Sessão de Tribunal presidida pelo Lord Lyon, a 15 de Dezembro de 2020, o mesmo deliberou “o Reconhecimento do Mérito de Carlos Evaristo e o Elevado Contributo do Agraciado para a Sociedade”, algo que já havia sido previamente Confirmado pela Heraldista Chefe do Canadá, Ordenando o Lyon Clerk a proceder ao Registo Oficial da Concessão publicada em Diário do Governo e à preparação do Pergaminho Oficial com iluminura e Selo Real de prata pendente.

O Despacho do Tribunal reconhece “o Trabalho Meritório de Carlos Evaristo como Perito, Pesquisador, Arqueólogo, Director de Museus, Autor, Músico e Compositor, Membro Fundador do Instituto de Arqueologia Sacra da Igreja Católica Romana, Presidente e Co-Fundador da Fundação Oureana e do Centro para a Pesquisa Religiosa no Castelo de Ourém, em Portugal e Director do Santuário de Relíquias Regalis Lipsanotheca, Membro do Corpo Diplomático Credenciado junto do Ministério da Administração Interna da República Portuguesa, Conselheiro Diplomático e Cônsul Honorário nomeado pelo Governo da República Federativa do Brasil, sendo Cavaleiro Grã-Cruz de Ordens da Casa Real Portuguesa e de outras.”

Justificou assim o Lord Lyon “O Merecimento das Honras pedidas pelo facto de Carlos Evaristo,ser um Súbdito Leal e Dedicado de Sua Majestade a Rainha Isabel II como Cidadão do Canadá” e “Tendo a Heraldista Chefe do Canadá por certas Causas Boas e Importantes cedido a Jurisdição na questão da Concessão de Insígnias Arsenais, a Sua Senhoria o Lord Lyon e isto por verificar que já havia sido Concedido ao mesmo (Carlos Evaristo), em 2018, um Tartã e que o mesmo, é, desde 2019, Barão Baillie de Plean no Condado de Stirlingshire por Comissão concedida pelo Exmo. George Alexander Way, Barão de Plean, de Sua Majestade Britânica Xerife de Dundee”. É de referir também que Carlos Evaristo hoje faz parte de um Clã Escocês.

Carlos Evaristo e António Costa em nome da Fundação Oureana receberam o Meritíssimo
Revº Dr. Joseph Morrow, Lord Lyon da Escócia no Castelo de Ourém.

Carlos Evaristo conhecido por este nome profissional e legal, possui outros apelidos legais e de família alternativos, devido à dupla nacionalidade e duplos registos de nascimento, Canadiano e Português. A Concessão “Reconhece e Confirma” ainda que tendo o mesmo nascido em London, Ontário, no Canadá, e Casado Catolicamente em 1988, com Maria Margarida Martins Justino Evaristo, e sendo eles pais de três filhos, a Concessão é Hereditária e Familiar podendo cada um dos membros descendentes da família apresentar as variações habituais das mesmas Armas para Registo no Tribunal do Lord Lyon.

A Concessão de Armas e Bandeira em Flâmula a um Súbdito Luso-Canadiano por parte do Lord Lyon em nome da Rainha Isabel II, é algo inédito nos Reinos da qual é Soberana, embora outros países do Commonwealth que são Repúblicas com Heraldistas Chefes de Estado reconhecidos pelos países membros, como é o caso de Malta, tenham já conferido posteriormente Armas a dois Portugueses. Mas igualmente inédito é a nomeação de uma Luso-Canadiano como Barão Bailio da Escócia assim como a transferência de Jurisdição por parte da Heraldista Chefe do Canadá.

No Canadá ainda vigora a Nickle Resolution que é uma Resolução de Lei que foi passada pelo Parlamento em 1917 e que se mantém em vigor até aos nossos dias, proibindo aos Súbditos desse Domínio de receberem Títulos de Nobreza ou de serem Investidos Cavaleiros com título de “Sir” pelo Soberano do Reino Unido e Canadá.

Hoje, uma Concessão de um Brasão de Armas pela Chief Heraldic Officer de Canadá, em nome da Soberana, é a única distinção social de Nobreza Menor conferida actualmente na Monarquia Canadiana aos Súbditos, sendo que a Ordem do Canadá, também criada para especificamente distinguir Canadianos, não é conferida nos tradicionais graus de Cavalaria pelo facto de apesar do Canadá ser uma Monarquia, é um Domínio em vez de um Reino.

Armas conferidas a Carlos Evaristo pelo Lord Lyon.

No texto da Carta Patente pode-se ler; “Nós, Joseph John Morrow, Comendador da Excelentíssima Ordem do Império Britânico, um dos Conselheiros de Sua Majestade, Erudito na Lei, Doutor em Leis, Lord Lyon, Rei d’ Armas, envia saudação: Considerando que Nós temos Projectado e Cumprido por Estes Presentes Atribuímos, Ratificamos e Confirmamos ao Requerente e seus Descendentes com as devidas e congruentes diferenças que possam ser matriculadas separadamente para eles, os seguintes elementos heráldicos; “Partido em pala púrpura e verde cinco flores de lis, dois, um e dois, ouro. Encimando o escudo um elmo condizente com o seu grau com um virol e paquife à destra púrpura forrado de ouro e à sinistra verde forrado de ouro em Timbre um Wyvern (Dragão alado de duas patas também conhecido por Serpe) sentado resguardante de asas adossadas verde, lampassada e armada de vermelho, coleirado com uma coroa de ouro (Crest Coronet” ou Coronel de Armas Nobres), segurando na sua garra dextra uma asa de anjo (São Miguel) presa por uma corrente terminada por uma folha de ácer (do Canadá) tudo de ouro, sobreposto ao timbre, num listel de prata, forrado de púrpura ondulado, em letras de negro, maiúsculas, “SPEM RENOVAT SANGUINE SUO”. (A esperança é renovada pelo seu Sangue). Uma Bandeira em Flâmula de 120 centímetros reproduz as Armas e o respectivo lema, o uso da flâmula sendo limitada ao Requerente e seus Herdeiros e Sucessores. A Carta de Concessão de Brasão de Armas é também a primeira passada pelo Lord Lyon a fazer referência a Isabel II como Rainha do Canadá. No texto pode-se ler “Em Testemunho do que subscrevemos estes presentes e o Selo do nosso ofício está afixado aqui em Edimburgo, Reinando Nossa Senhora Soberana Elizabeth II, pela Graça de Deus, do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, do Canadá e de Seus outros Reinos e Territórios, Rainha, Chefe da Commonwealth, Defensora da Fé e no Ano de Nosso Senhor Dois mil e vinte.”

O Barão Bailio de Plean Carlos Evaristo, com o Barão de Plean e Xerife de Dundee George Alexander Way, o Bispo Dom Manuel António Mendes dos Santos e o Meritíssimo e Revº Lord Lyon da Escócia Dr. Joseph Morrow, (que também é Cónego da Igreja Anglicana) junto ao Altar de Nossa Senhora da Nazaré, de Loreto (Itália) e de Walsingham (Inglaterra) na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.

O Lord Lyon e o Barão de Plean visitaram Portugal em Setembro de 2019, altura em que se encontraram no Castelo de Ourém com Sua Alteza Real o Duque de Bragança, e juntamente, descerraram uma placa comemorativa da visita.

O Barão de Plean e Xerife de Dundee, o Meritíssimo Revº Dr. Joseph Morrow, Lord Lyon da Escócia e o Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte, Duque de Bragança, depois de ter sido descerrada a Placa Comemorativa da visita ao Castelo de Ourém.

Placa Comemorativa da visita do Lord Lyon e do Barão de Plean ao Castelo de Ourém.

O Armígerado Escocês

Ser Armígerado Escocês hoje é sinónimo do título de Cavaleiro dentro da ordem de precedência na Escócia, e é uma Dignidade Social no Reino Unido e nos outros Reinos e territórios do Commonwealth onde a Monarca é a Rainha Isabel II e com grau de equivalência reconhecido em todos os Reinos e organismos oficiais de Nobreza.

As Cartas Patentes dos Armígerados Escoceses nunca incluirão o título de Cavaleiro porque evidenciam que o indivíduo é um “Escudeiro” ou “Cavaleiro” no sentido mais estrito da definição. Um Armígerado Escocês é, de facto, um Cavaleiro ou uma Dama, a menos que possua um posto superior, de Comendador, Grande Oficial, Grã-Cruz, etc.

O Lord Lyon da Escócia é Membro Honorário das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e Capelão Honorário Anglicano da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala sendo que o Patrono Honorário da Delegação R.I.S.M.A. no Reino Unido era, até ao seu falecimento em 2014, Arthur Valerian Wellesley, Duque de Wellington e Duque da Vitória em Portugal.

Sem Armas legalmente concedidas e registadas no Reino Unido, é praticamente impossível provar a Condição Nobiliárquica de alguém e por isso tecnicamente, uma Concessão de Brasão de Armas, conferida pelo Lord Lyon ou por outro Heraldista Chefe de um Reino, em nome da Monarca, é uma verdadeira Carta Patente de Nobreza Hereditária própria dos Nobres que não possuem um Titulo Ancestral do Reino, também referida como um “Diploma de Nobreza”.

Por meio da Concessão ou Matrícula de Armas Concedida pela Coroa, a Soberana, através do Tribunal do Lord Lyon, Rei de Armas e do Warrant (Mandato), Ordena a sua inscrição no Registo Público de Todas as Armas do Reino. Deste modo o nome do agraciado é inscrito no Livro de todos os Nobres da Nobreza da Escócia e do Reino Unido que é mantido pela Corte do Lord Lyon há 350 anos, sendo o Registo de Nobreza mais antigo e continuo do Mundo!

Carlos Evaristo é assim um Armígerado Escocês com Direito Hereditário Legal e Famíliar a usar Armas, o que é a principal indicação de Nobreza, um Estatuto reconhecido aos Armígerados Escoceses como membros da Nobreza desse Reino.

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É o Lord Lyon quem guarda a Coroa e Insígnia de Sua Majestade a Rainha Isabel II como Monarca da Escócia.
Insígnias do Reino da Escócia; Coroa, Ceptro, Espada de Estado e a Pedra da Coroação que é uma Relíquia Sagrada.

Por Humberto Nuno de Oliveira (Presidente da Academia Falarística de Portugal)

Heraldista – Chefe do Colégio Heráldico da Fundação Oureana

15 de Dezembro de 2020

Em 2022 a Corte do Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia comemora 350 anos de existência.

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IMPRENSA – Dom Duarte de Bragança na Festa de Reis da Fundação Oureana

Por Mário Rui Fonseca

Dom Duarte de Bragança na Festa de Reis da Fundação Oureana. Foto: CMO

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, esteve presente, conjuntamente com o Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, João Moura, na XII Festa de Reis da Fundação Oureana, evento que decorreu este domingo, dia 5 de janeiro, no Restaurante Medieval da Vila Medieval de Ourém.

Esta iniciativa, que para além do tradicional almoço, teve ainda a Missa da Solenidade da Epifania e a Benção dos Reis, contou com a presença de Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém.

A Fundação Oureana é uma instituição criada por John Haffert (Fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e grande amigo da Irmã Lúcia), que nos anos 40 se fixou em Ourém e tem procurado promover o seu património histórico.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Fonte: https://www.mediotejo.net/ourem-dom-duarte-de-braganca-na-festa-de-reis-da-fundacao-oureana/?fbclid=IwAR2IfVnz3nPnWqOCRXc3aToESxD399ggfYY5X_6uJ7uryFoUDdxZlmF7veU

5 de Janeiro de 2020

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Carlos Evaristo evoca a descoberta e o reconhecimento do valor histórico das ruínas da Sinagoga de Ourém

OURÉM: Os Mistérios da Sinagoga que esta semana inspira o Festival judaico

Os vestígios de uma antiga sinagoga em Ourém começaram a ser referidos por historiadores locais há cerca de 30 anos e chegaram a estar incluídos nos roteiros turísticos. O atual executivo municipal decidiu agora apostar no seu estudo, expropriando o terreno para fins públicos de investigação e dedicando o Festival de Setembro deste ano à diáspora e cultura judaica. Mas há mais dúvidas que certezas em torno destas ruínas, bem como da comunidade que a usaria, na antiga vila medieval.

São dois arcos ogivais incrustados num edifício em ruínas, que poderão fazer ter feito parte de uma antiga sinagoga. Os vestígios encontram-se por trás da Pousada Conde de Ourém e são há muito conhecidos de historiadores e instituições locais, mas não existem referências históricas sólidas da sua existência na vila medieval.

Em tempos, alertou o historiador e blogger Carlos Gomes ao mediotejo.net, o Turismo chegou a ter uma brochura em que estes arcos vinham mencionados, mas o património foi completamente esquecido nas rotas turísticas, sem qualquer tipo de promoção.

Na sua segunda edição, o Festival de Setembro decidiu apostar na cultura judaica. Questionado a respeito da escolha deste tema, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, explicou ao mediotejo.net ter-se devido à identificação recente de “uma antiga sinagoga em ruínas”, tendo-se decidido avançar na sua promoção e estudo. Na reunião camarária de 2 de setembro, sexta-feira, todo o elenco votou favoravelmente a expropriação do terreno para fins públicos.

Edifício em ruínas evidencia a existência prévia de dois arcos em ogiva. Terá sido uma antiga sinagoga? Foto: mediotejo.net

Para Paulo Fonseca, esta será uma forma de fomentar a “valorização patrimonial” da vila e o turismo judaico. “Tínhamos indicação histórica da existência de uma sinagoga”, explicou, e quer-se agora apostar neste novo factor de atratividade, que conta com o apoio da Fundação Oureana.

Mas, apesar de serem recentes na memória do atual executivo municipal, estes vestígios foram descobertos por Carlos Evaristo, Presidente da Fundação Oureana, há perto de 30 anos. Arqueólogo de formação, o responsável contou ao mediotejo.net que se apercebeu da importância das ruínas quando começaram a fazer as obras no antigo Hospital (do outro lado da mesma rua), para o converter na Pousada. As marcações e os movimentos de terras fizeram cair o estuque do edifício degradado próximo, que formava aparentemente uma porta quadrada, e surgiram os arcos.

“Ando a lutar por isto há mais de 25 anos”, comenta Carlos Evaristo, mas na época, inícios dos anos 90, reconhece que não foi levado a sério. Ainda assim, procurou consultar comunidades judaicas e a associação dos sefarditas nos EUA, em busca de apoios para a investigação, e adquirir o imóvel. Mas os proprietários, narra Carlos Evaristo, nunca quiseram vender. O projeto foi morrendo e caiu no esquecimento coletivo.

“Fui fortemente criticado porque diziam que não havia indícios de judiarias em Ourém”, explica. Segundo o arqueólogo, eram necessárias 10 famílias para que a comunidade fosse considerada uma judiaria e em Ourém (saliente-se, a comunidade que vivia junto ao Castelo) só existiriam sete. Pessoas que foram apadrinhadas por D. Afonso, IV Conde de Ourém (1400-1460), ao tornar-se senhor das judiarias, que estiveram ligadas, afirma Carlos Evaristo, à construção da Colegiada e ao Paço dos Condes (estrutura anexa ao Castelo medieval). “Sabemos que [D.Afonso] esteve envolvido na Sinagoga de Tomar e que albergava judeus foragidos de Castela”, relata, devido à perseguição pelos Reis Católicos. “Os judeus sentiam-se tão protegidos por ele que construíram a cripta, inspirada na sinagoga de Tomar”, relata.

Mas a existência desta comunidade judaica terá sido curta. No reinado de D. Manuel I (1495-1521), o Rei mandou expulsar os judeus e muitos foram obrigados a converter-se ao cristianismo (os chamados cristãos-novos). Uma das ações do reino foi destruir e/ou esconder os símbolos religiosos, sendo essa a razão, aponta Carlos Evaristo, para o segundo arco ogival estar emparedado (o primeiro é uma porta).

Carlos Evaristo está convicto da existência de uma judiaria, ainda que com poucas famílias, em Ourém. Um dos seus argumentos é uma antiga Botica (um dispensário ou farmácia) na entrada secundária da vila medieval. Num velho edifício em ruínas, encontrou vestígios de loiças ligadas a estas antigas farmácias e plantas que não são naturais de Ourém. Conhecedora de especiarias e ervas medicinais, terá sido a comunidade judaica fugida de Castela a trazer aquelas espécies. “No século XVII haviam Cristãos-Novos com a profissão de ‘Idiotas’ que eram barbeiros, sangradores, curandeiros e boticários”, adianta.

Num velho edifício em ruínas, Carlos Evaristo encontrou artefatos de uma antiga farmácia. Reconstruiu o espaço e criou um museu com os seus achados na vila medieval de Ourém. Foto: mediotejo.net

No local, o arqueólogo reconstruiu o edifício e criou um museu com os seus achados na vila medieval. Um dos elementos mais interessantes é uma pedra esculpida com a Cruz de Cristo, que afirma ter encontrado perto dos vestígios da sinagoga, onde por trás descobriu uma estrela de David.

Num pedra com a Cruz de Cristo, Carlos Evaristo descobriu por trás a estrela de David. Foto: mediotejo.net

A Fundação Oureana é uma instituição criada por John Haffert (fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e grande amigo da Irmã Lúcia), que nos anos 40 se fixou na vila e procurou promover o seu património histórico. Presidente da instituição, Carlos Evaristo mostra-se satisfeito por a Câmara de Ourém ter finalmente decidido apostar na sinagoga.

Já Carlos Gomes refere que a sinagoga terá sido destruída no terremoto de 1755, e novamente nas invasões francesas, razão pela qual ambos os arcos ficaram totalmente escondidos. Indica inclusive dois livros que mencionam a existência da sinagoga e de uma comunidade judaica em Ourém: o “Olho de Vidro”, novela de Camilo Castelo Branco, e “Ourém – Três contributos para a sua história”, editado pelo município em 1988.

O historiador reflete sobre a importância dos judeus em Ourém e Portugal: “Os judeus constituíam uma comunidade, vivendo no burgo medieval, e integrada com êxito entre a população de cristãos-velhos. Hoje nada a distingue. São os Oliveiras, que há muito em Ourém, os Silvas, Pereiras, castelões, etc”.

Já o Professor universitário Paulo Mendes Pinto, especialista em Ciência das Religiões e coordenador do projeto “Dicionário Histórico dos Sefarditas Portugueses”, mostra algumas reticências em comentar os vestígios, uma vez que desconhece o local e as suas características. “Há indícios de uma comunidade medieval” em Ourém, referiu ao mediotejo.net, e até processos de pessoas levadas ao Tribunal do Santo Ofício por “judaísmo”. Pelo que “é plausível que tenha havido” uma comunidade judaica na localidade, constata.

Há características que só podem ser identificadas conhecendo os vestígios pessoalmente, frisa o especialista. “O espaço de Tomar não levanta dúvida nenhuma”, afirma, uma vez que há vários documentos e inscrições que atestam ser aquela uma antiga sinagoga. Já em Castelo de Vide, comenta, é apenas um armário onde se guardaria a Torá. “Há coisas muitos variadas”, explica.

Não havendo estudos aprofundados em torno dos vestígios de Ourém, coloca dúvidas. “Na Península Ibérica, todos os espaços de antigas sinagogas não tinham essas portas”, refere. Além disso, “muitas das casas do século XV tinham uma porta grande e uma pequena”.

O mediotejo.net contactou a Rede de Judiarias de Portugal para pedir um comentário sobre o Festival de Setembro e a sinagoga de Ourém, mas a instituição informou que não tinha conhecimento nem dos vestígios nem da iniciativa.

Fundação Rothschild quer estudar vestígios judaicos

Durante reunião camarária de 2 de Setembro foi aprovada a expropriação para interesse público do imóvel onde se encontram vestígios de uma antiga sinagoga. Foto: mediotejo.net

Durante a reunião de 2 de setembro, no momento da votação da expropriação, um morador da vila medieval, David Pereira, veio em nome da Fundação Rothschild apresentar a disponibilidade da instituição para estudar os vestígios. “É apenas uma proposta que ainda terá que ser discutida”, explicou ao mediotejo.net.

Paulo Fonseca manteve a mesma postura, referindo que ainda é uma questão a ser analisada.

O nome Rothschild é de origem alemã e está associado a uma das mais poderosas famílias da revolução industrial, tendo no século XIX chegado a alcançar a maior fortuna privada do mundo e o título de Barão no Reino Unido. É neste país que a Fundação Rothschild está atualmente sediada, apesar de haver braços da família espalhados por toda a Europa, dedicada à filantropia e caridade. Considerada uma autêntica dinastia, os Rothschild estiveram também ligados ao movimento sionista que promoveu a criação do Estado de Israel.

Festival de Setembro traz Rodrigo Leão

Em 2014 a Fundação Casa de Bragança, na ocasião presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, passou a gestão do Castelo de Ourém para o município, procurando-se assim apostar na sua promoção. Foi ainda anunciada uma requalificação do Castelo, que está ainda a aguardar investimento comunitário. Das iniciativas nascidas deste protocolo está o Festival de Setembro.

O cabeça de cartaz deste ano é o compositor Rodrigo Leão, que vai atuar no palco do Castelo de Ourém às 21h30 de 11 de Setembro, domingo. Mas o Festival vai decorrer ao longo do fim-de-semana, com uma conferência sobre a herança judaica a decorrer às 15h30 de dia 10, sábado, na Galeria da vila medieval, e os Melech Mechaya e Pás de Probléme a atuarem a partir das 22 horas. Música sefardita, gastronomia, o lançamento do livro “Inquisição em Ourém”, ou mostras de cinema com documentários são outras das propostas, todas gratuitas.

Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

9 de Setembro de 2016

FONTE: https://www.mediotejo.net/ourem-os-misterios-da-sinagoga-que-esta-semana-inspira-o-festival-judaico-cvideo/

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA FUNDAÇÃO OUREANA: Embora as ruínas do edifício em questão tivessem tido uso até à década de 1980 para arrumos e armazenagem de ferramentas de um carpinteiro local, até 1995 um dos arcos dos portais estava tapado com reboco como algumas fotos evidenciam. O facto é que só quando parte do reboco caiu aquando das medições feitas para construção da Pousada, é que se deu conta do achado; uma fachada com dois portais antigos em arco juntos. Foi então que Carlos Evaristo identificou a ruina como sendo de uma antiga Sinagoga e através do seu compadre John Mathias Haffert contactou a Fundação do Barão Rothschild nos Estados Unidos da América.

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Família Real Portuguesa visitou Exposição no Palácio Nacional da Ajuda

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança, visitou a exposição temporária “D. Maria II. De Princesa Brasileira a Rainha de Portugal (1819 – 1853)”, acompanhado de sua mulher D. Isabel, dos filhos e dos primos.

A visita guiada à exposição patente na Galeria de Pintura Rei D. Luís I do Palácio da Ajuda, foi conduzida pelo Dr. José Alberto Ribeiro, Director do Monumento, que explicou aos Duques de Bragança e seus filhos D. Afonso, Príncipe da Beira e D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, a história das peças expostas que incluem a Coroa Real, o Ceptro e o Trono mandados fazer para a Coroação da Rainha D. Maria II.

É de recordar que as Fundações D. Manuel II e Oureana mantêm Protocolos com o Palácio Nacional da Ajuda para conservação, consulta e divulgação de património.   

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27 de Outubro de 2021

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Real Confraria e Real Guarda de Honra celebram Festa do seu Patrono na Igreja do Santo Condestável em Lisboa

Mural do Altar Mor da Igreja

A Real Confraria do Santo Condestável juntamente com a Real Guarda de Honra, voltaram a celebrar a Festa do seu patrono na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com investiduras de novos Confrades, Missa Solene com Veneração de Relíquia Insigne e um Jantar de Convívio / Capítulo Geral.

Alguns Membros do Conselho da Real Confraria com os novos Confrades e elementos da Real Guarda de Honra

A Festa litúrgica de São Nuno de Santa Maria celebrada pela Real Confraria do Santo Condestável e a Real Guarda de Honra, teve lugar na Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, Lisboa, com início às 18:30 Horas, altura em que se realizaram as Investiduras de novos Confrades na Cripta da Igreja junto ao túmulo de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

A cerimónia este ano foi presidida por Sua Alteza Real Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, Condestável-Mor Honorário e Patrono em representação de seu pai, Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, que não pode estar presente por se encontrar, à mesma hora, a assistir à Missa de Exéquias Fúnebres de Sua Exª Rev.ma D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau, Timor Leste que teve lugar no Mosteiro dos Jerónimos.

Presentes este ano nas cerimónias estiveram os Condestáveis Fundadores José António e Maria Antonieta da Cunha Coutinho juntamente Maria Margarida Evaristo, o Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira, e o Alcaide para Ourém e Coordenador da Acção Social “Peacemakers” David Alves Pereira. No total participaram 35 Confrades e uma Delegação de 6 elementos da Real Guarda de Honra, comandados nesta ocasião pela Comandante em Exercício, Dama Guarda de Honra Maria Filomena de Castro.

Investiduras de Novos Confrades e Promoções

Os Confrades investidos nesta ocasião foram Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, José Tomé Chasqueira Boavida, Nuno Ricardo Gonçalves Pereira Candeias e D. António Albuquerque de Sousa Lara admitido no grau de Alcaide.

Os Confrades estrangeiros honorários admitidos nesta ocasião foram dois espanhóis: o Alferes de Navio José Luis Barceló e sua mulher Maria del Pilar Vicente, Cavaleiro e Dama Honorários da Casa Real Portuguesa e ainda um Irlandês; William Smyth.

Foi promovido a Alcaide o Confrade Mário Neves, que tem sido incansável na promoção do Culto de São Nuno e igualmente promovido a Alcaide e Adjunto do Condestável-Mor para Lisboa, o Confrade João Pedro Antunes de Ascensão Teixeira, que tal como sua irmã, Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, foi baptizado naquela igreja onde se encontra o túmulo oficial de São Nuno.

Todos os novos Confrades foram dispensados da imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo pelo facto de já terem sido investidos há vários anos com o mesmo por um Sacerdote.

No uso da palavra o Condestável-Mór Fundador Carlos Evaristo informou que este ano o Revº. Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. Capelão Mór Fundador da Real Confraria e Vice-Postulador Emérito, não pode estar presente pelo facto de ter sido recentemente internado no hospital devido a uma intoxicação alimentar. Carlos Evaristo recordou que foram também investidos este ano como Confrades Professos; Leonardo Pereira Rodrigues, Hernani Luis de Carvalho e Rui Salazar de Lucena e Mello e como Confrades estrangeiros, Professos e Honorários; Simon Andrew Robert Appleby-Wintle, Thomas Joseph Serafin, André Ladislau Olegario Jaross, Eugénio Emiliano Arciuszkiewicz, Anton Tkachuk, Eugenio Magnarin, Franco Vassallo de Ferrari di Brignano e Fernando Diago de la Presentación.

José António da Cunha Coutinho, D. Afonso de Bragança, Carlos Evaristo, Mário Neves e David Alves Pereira
A Promoção a Alcaide do Confrade Mário Neves
O momento da Investidura do Alcaide D. António de Sousa Lara
O Alcaide Mário Neves agradece a promoção
A imposição do Hábito ao Alcaide D. António de Sousa Lara
Alferes de Navio José Luis Barceló
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A imposição do Hábito ao Alferes de Navio José Luis Barceló
A Imposição do Hábito à Confradesa Maria de Lurdes pela Dama Condestável Fundadora Margarida Evaristo
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes

A Investidura da Confradesa Maria del Pilar Vicente
A Imposição do Habito ao Confrade José Tomé Chasqueira Boavida pelo Alcaide David Pereira
O Confrade José Tomé Chasqueira Boavida cumprimenta o Condestável-Mor Fundador Carlos Evaristo
O Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira preside ao Capítulo Geral com o Adjunto, Alcaide João Pedro Teixeira e o Alcaide e Coordenador da Acção Social David Alves Pereira

Missa Solene presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa

Durante a homilia D. Manuel Clemente relembrou como o Santo Condestável antes das batalhas se preocupava se o inimigo teria comida suficiente e enviava mantimentos caso não tivessem, algo que mostrava a humanidade e generosidade de São Nuno como Comandante.

Depois da Comunhão foi colocada uma Coroa de Flores junto ao túmulo de São Nuno localizado debaixo do altar-mor e recitada uma oração, composta pelo Infante D. Pedro, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

Depois do Coro ter cantado o Hino do Santo Condestável, terminada a Missa, foi dada a bênção final por D. Manuel Clemente e depois, ficou exposta no altar para veneração, a Relíquia Insigne do fémur de São Nuno, oferecida à Paróquia há 70 anos pelo então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

Início do Cortejo litúrgico
O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa relembra o 70º Aniversário da Igreja do Santo Condestável
Sua Alteza Real o Príncipe da Beira D. Afonso de Bragança
Os Membros do Conselho da Real Confraria e Maria Castro, a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
Os Membros do Conselho da Real Confraria e a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
O Coro da Paróquia
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
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Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
O Cardeal Patriarca de Lisboa invoca o Santo Condestável durante a Oração
A Relíquia Insigne do Fémur de São Nuno de Santa Maria
Carlos Evaristo venera a Relíquia Insigne do Santo Condestável

Jantar de Convívio

Após a solene celebração litúrgica em honra de São Nuno de Santa Maria, seguiu-se um jantar de confraternização e o Capítulo Geral dos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável e dos Membros da Real Guarda de Honra. Presidiu à Sessão o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Condestável-Mor acompanhado de seu filho, o Príncipe da Beira o Senhor Dom Afonso de Bragança.

Presentes este ano em representação da Delegação Norte Americana da Real Confraria, estiveram os Confrades James e Jean Dudek que há mais de 20 anos promovem a devoção a São Nuno nos Estados Unidos da América no contexto da Mensagem de Fátima.

Agradecimentos Especiais

Antes de terminar o Capítulo Geral o Chefe da Casa Real Portuguesa deu as boas vindas aos novos confrades e agradeceu a presença de todos e particularmente os que vieram de longe. Agradeceu também à organização na pessoa do Alcaide João Pedro Teixeira, que organizou o protocolo da Missa e o jantar, e ao Confrade Armando Mendes que há mais de 30 anos colabora com o Apostolado de São Nuno e das Sagradas Relíquias.

No uso da palavra, Carlos Evaristo agradeceu a presença de todos os Confrades e relembrou os que não podiam estar presente e ainda os que faleceram recentemente. Agradeceu também a Filomena Maria Castro e aos membros da Real Guarda de Honra que deram brilho à homenagem a São Nuno e à Igreja do Santo Condestável no dia do seu 70º Aniversário.

Carlos Evaristo anunciou o encerramento do Centro de São Nuno da Real Confraria em Fátima, que durante muitos anos foi mantido pelos Confrades Brenda e Martin Cleary. O Centro não só acolhia peregrinos devotos em Fátima como também ajudava a angariar fundos para as obras sociais da Diocese de São Tomé e Príncipe. Carlos Evaristo agradeceu também a presença de Mário Pontes, José Manuel e Inês Rodrigues, sobrinhos da saudosa fadista Amália Rodrigues, que foi grande devota do Santo Condestável e à Delegação de Évora da Real Confraria e Real Guarda de Honra chefiada por Ricardo Maria Louro. Presente também esteve Roman von Ruppe, o Confrade responsável em Portugal pela obra social, Mary’s Meals.

Seguidamente o Senhor D. Afonso de Bragança investiu o Revº Padre Mário Cabral de Timor Leste como Capelão Honorário da Real Confraria do Santo Condestável e nomeou o Confrade William Smyth como Organista da Real Confraria e da Real Lipsanotheca.

A Festa de São Nuno terminou com a entrega de um donativo extraordinário de 100.00€ para a Obra do Caldeirão pela Confradessa Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes e a oferta do livro “O Exército e Nuno Álvares Pereira” pelo Alcaide Mário Neves, destinado à Biblioteca Condestabriana.

O Alferes José Barceló também entregou uma Relíquia Insigne de um lenço ensanguentado de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes de Orleans y Borbón, adquirida pela Fundação Oureana para a Real Lipsanotheca em Ourém. A Relíquia que chegou acompanhada de Madrid pelos Alferes e sua mulher era da Rainha de Espanha parente do Senhor D. Duarte de Bragança que morreu com fama de Santidade em Madrid, a 26 de Junho de 1878.

Carlos Evaristo e D. Afonso de Bragança agradeceram a Maria de Castro por ter representado o Comando Geral
D. Duarte de Bragança em conversa com membros da Família Mendes e o Confrade William Smyth
O Alferes José Barceló entrega uma Relíquia Insigne de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes

6 de Novembro de 2021

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