Fundação Oureana recebe Relíquia de São Carlo Acutis para a sua Capela (Regalis Lipsanotheca)

A Arquidiocese de Assis concedeu uma relíquia de primeira classe (cinco cabelos) de São Carlo Acutis, à Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico – Cultural Oureana.

Dada a importância “sacra” que têm as relíquias de primeira classe, a relíquia do mais jovem Santo da Igreja teve de ser pessoalmente recolhida no Santuário della Spogliazione em Assis, Itália, por não ser permitido expedir relíquias de primeira classe pelo correio ou enviar por transportadora.

Exposição de Milagres Eucarísticos criada pelo Jovem Santo

Foi o Fundador do Apostolado de Relíquias Sagradas e da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Carlos Evaristo, que foi pessoalmente incumbido pelo Conselho de Curadores da Fundação a ir recolher a Sagrada Relíquia ao Santuário onde se encontra o corpo do santo. Evaristo conheceu pessoalmente Acutis em Abril do ano de 2006, depois do jovem ter contactado a Fundação por e-mail para pedir informações sobre o Santíssimo Milagre de Santarém para um projeto / exposição sobre Milagres Eucarísticos que estava a preparar.

Carlo Acutis, nascido a 3 de Maio de 1991, e então com apenas 15 anos de idade, viajou até Portugal com um amigo e encontrou-se brevemente com Evaristo, que havia criado e Curador do espaço museológico do Santuário que lhe deu alguns livros e uma medalha cunhada em 1997 pela Medalhistica Lusatenas, partilhando também com o jovem alguns dados inéditos para o seu projeto tais como a data precisa do primeiro milagre eucarístico ocorrido em Santarém; 16 de Fevereiro de 1247.

A exposição sobre os Milagres Eucarísticos criada por Carlo Acutis já deu a volta ao mundo e está editada em livro. Atualmente está patente no Salão anexo ao Santuário que guarda seu corpo e é composta por painéis de lona tipo “mupi”, impressos com o seu trabalho, havendo dois deles dedicados aos Milagres Eucarísticos em Portugal; um sobre a Comunhão Milagrosa do Anjo de Portugal dada aos Pastorinhos de Fátima em 1917 e outro sobre o Santíssimo Milagre de Santarém que reproduz fotografias e documentação fornecida ao jovem Santo pela Fundação e a Reitoria do Santuário aquando da visita em 2006, apenas seis meses antes de vir a falecer de uma leucemia fulminante, a 12 de Outubro de 2006.

Simulacrum de São Carlo Acutis não é o seu Corpo Incorrupto

Depois da entrega da Relíquia, Carlos Evaristo foi rezar diante do altar que conserva os restos mortais de São Carlo Acutis exumados da sepultura em 2019 e expostos num Simulacrum que recria o seu corpo no momento da morte.

A beleza da máscara que cobre a cabeça do santo, à semelhança da máscara que cobre a caveira de São Padre Pio, é feita de silicone com milhares de cabelos individualmente inseridos na cabeça a fim de dar um aspecto real. As luvas de silicone que cobrem as mãos dessecadas e descoloridas pela decomposição completam o aspecto realístico deste Simulacrum cujo aspeto já levou muita gente a circular erradamente na internet a falsa notícia de que o corpo do Santo está incorrupto.

Esses boatos infundados da incorrupção do corpo de São Carlo Acutis surgiram após o Arcebispo de Assis-Nocera-Umbria-Gualdo-Tadino, D. Domenico Sorrentino, ter dito a 1 de Outubro de 2020, por ocasião da primeira exibição pública do corpo; “Hoje Carlo regressa de certa forma visível, com a beleza da sua presença entre os anjos e santos”.

As suas palavras foram mal interpretadas e levaram o Prelado a esclarecer num comunicado no dia seguinte que: “Não é verdade que o corpo de São Carlos foi encontrado incorrupto! Na altura da exumação no cemitério de Assis, que teve lugar a 23 de Janeiro de 2019, tendo em vista a transferência para o Santuário, foi encontrado no estado normal de transformação. Devido ao seu estado de decomposição, e como o sepultamento não durou muitos anos, o corpo, embora transformado, mas com as várias partes ainda em seu estado anatômico, foi tratado com as técnicas de conservação e integração geralmente utilizadas para expor com dignidade, para a veneração dos fiéis, os corpos dos beatos e santos. Uma operação realizada com arte e amor, a reconstrução facial com máscara de silicone foi particularmente bem-sucedida. Com cuidado especial, foi possível recuperar a preciosa relíquia do coração, que atualmente está exposta na Catedral de São Rufino em Assis.”

Oratório de São Carlo Acutis na Basilica de São Rufino em Assis que guarda o Coração do jovem.

Já na Abadia de São Pedro, também em Assis, pode-se venerar outra relíquia insigne do Pericárdio (tecido que envolve o coração) de São Carlo Acutis.

A 1 hora e 45 minutos de distância de Assis, na Basílica de Nossa Senhora em Loreto, pode-se venerar outra relíquia de São Carlo Acutis de igual natureza à que foi concedida à Regalis Lipsanotheca e que é muito venerada pelos peregrinos da Santa Casa que lá se venera.

Veneração de Relíquia por D. Duarte de Bragança em San Marino

A primeira veneração pública da relíquia concedida Fundação Oureana teve lugar na Igreja do Mosteiro de São Francisco na República de San Marino onde o Dr. Carlos Evaristo se encontrou com o Patrono da Fundação S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança e com S.A.R. D. Dinis, Duque do Porto para promover a exposição da mesma durante a Adoração do Santíssimo Sacramento que antecedeu a uma Missa de Ação de Graças.

A Missa foi celebrada pelo Rev.do Don Marco Mazzanti, SdB Reitor da Basílica de San Marino que no final deu a bênção com a relíquia e a deu a venerar a todos os presentes.

Encontro com a Madre Maria Gloria Rivas

Seguidamente, o Reitor e os membros da comitiva Portuguesa foram convidados pelas Monjas da Adoração Perpétua a tomarem um chá no claustro onde também ofereceram produtos naturais confeccionados pelas mesmas e livros da autoria da Madre Maria Gloria Rivas que muito agradeceu terem trazido a relíquia de São Carlo Acutis à Igreja pois a própria havia conhecido o Santo em vida quando morava em Milão tendo mesmo inspirado o jovem a iniciar o projeto sobre os Santuários de Milagres Eucarísticos começando por Portugal e o Santíssimo Milagre de Santarém.

Veneração da Relíquia na Regalis Lipsanotheca

Já em Portugal, a relíquia de São Carlo Acutis, foi recebida pelos membros da Fundação e venerada após uma Missa de Ação de Graças celebrada no primeiro Domingo de Advento pelo Capelão Padre Vitor Sousa, tendo sido posteriormente colocada no Altar dos Santos Patronos da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado das Relíquias no armário relicário localizado por detrás de um painel a óleo pintado pela autoria de Zinaida Loghin.

A imagem do painel reproduz a fotografia do jovem tirada em Santarém aquando da sua visita e encontro com o Presidente da Fundação Oureana em 2006.

A teca com a relíquia de São Carlos Acutis está exposta num relicário patrocinado pelo Prof. Moritz Hunzinger e oferecido à Regalis Lipsanotheca.

ORAÇÃO A SÃO CARLO ACUTIS

Ó Deus, nosso Pai,
Obrigado por nos teres dado Carlo,
modelo de vida para os jovens, e mensagem
de amor para todos. Tu fizeste com que
se apaixonasse pelo teu Filho Jesus, fazendo
da Eucaristia a sua “rodovia para o Céu”.
Tu lhe deste Maria, como mãe amadíssima,
e fizeste dele com o Rosário um cantor
da sua ternura. Aceita a sua oração por nós.
Olha especialmente para os pobres,
que ele amou e socorreu.
[Concede também a mim, pela sua intercessão,
a graça de que eu preciso…]
E torna plena a nossa alegria,
colocando Carlo entre os santos
da tua igreja universal, para que o seu sorriso
resplandeça ainda para nós
para a glória do teu nome.

Amen

Pater, Ave, Gloria

Imprimatur + Domenico Sorrentino
Bispo de Assis Nocera Umbra Gualdo Tadino Foligno

Fotos: Fundação Oureana

30 de Novembro de 2025

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Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas

Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas

Ourém, 7 de dezembro de 2025 – O Papa Leão XIV atendeu o pedido do Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedendo uma Bula de Indulgência Plenária através da Penitenciária Apostólica. O Jubileu assinala o 25.º aniversário do milagre que permitiu a canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, os 25 anos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e os 30 anos da Fundação Histórico-Cultural Oureana e da sua Regalis Lipsanotheca. Terá início a 8 de dezembro de 2025 e prolongar-se-á até 6 de novembro de 2026.

O milagre de Ourém: Na noite de 7 para 8 de dezembro de 2000, Guilhermina de Jesus, Mestre Pasteleira em Ourém, recuperou a visão no olho esquerdo após uma grave queimadura causada por óleo a ferver, sofrida em 29 de setembro desse ano no Castelo de Ourém. A cura surgiu após uma novena ao Beato Nuno, iniciada a 6 de novembro, e ocorreu sem qualquer explicação médica. Investigada pelo Vaticano, foi reconhecida como o milagre decisivo para a canonização pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009 — tornando Nuno Álvares Pereira o oitavo santo português. O caso foi relatado por Carlos Evaristo, filho de Guilhermina e diretor da Fundação Oureana.

Período e condições: Para obter a indulgência plenária, os fiéis devem cumprir as condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa — e visitar um dos locais jubilares designados: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Vila Viçosa), o Mosteiro de Alcobaça (sede espiritual da Ordem de São Miguel desde 1171), a Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, ou as Igrejas Paroquiais de Nossa Senhora da Misericórdia (Ourém) e do Santo Condestável (Lisboa). Os fiéis devem ainda concluir com orações piedosas, incluindo o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Virgem Maria, aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a São Nuno. A indulgência é aplicável às almas do Purgatório. Idosos, doentes e impossibilitados podem obtê-la mediante união espiritual às celebrações, oferecendo os seus sofrimentos a Deus.

Beneficiários: O decreto destina-se aos membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, à Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, à Real Confraria do Santo Condestável, à Fundação Oureana e ao Apostolado das Santas Relíquias, bem como a todos os fiéis que participem nas celebrações jubilares. A graça estende-se igualmente a idosos, doentes e seus cuidadores.

Contexto: Este Jubileu insere-se no Ano Santo 2025, proclamado pelo Papa Francisco através da bula “Spes non confundit” e iniciado a 24 de dezembro de 2024. Após a morte de Francisco em abril de 2025, o cardeal americano Robert Prevost foi eleito Papa a 8 de maio, tomando o nome Leão XIV, e tem dado continuidade às celebrações jubilares. São Nuno de Santa Maria (1360-1431), o Santo Condestável e herói de Aljubarrota, abandonou a glória militar e a riqueza para se fazer frade carmelita em Lisboa. O seu processo de canonização, iniciado logo após a morte, arrastou-se durante séculos até ser concluído graças ao milagre de Ourém.

7 de Dezembro de 2025

FONTE: Real Beira Litoral

https://www.pontoradar.com/artigos/papa-leao-xiv-concede-jubileu-extraordinario-a-organizacoes-catolicas-portuguesas/?fbclid=IwY2xjawOi_vxleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeKux_GiPuCHIm3xoyRMMgx6RS1M5QLylERDEy_sA5hhN06vHR4EKApGv5Cy8_aem_szPcKF9F2ACXXY732bICRA

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Papa Leão XIV concede Jubileu pelo 25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno, o 25º Aniversário da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel e o 30º Aniversário da Fundação Oureana e sua Regalis Lipsanotheca

Sua Santidade o Papa Leão XIV, a pedido do Capelão Geral e Patrono Eclesiástico Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedeu uma Bula de Indulgência Plenária por ocasião do 25º aniversário do milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido na Paróquia de Ourém, a 8 de Dezembro de 2000), pelo 25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e pelo 30º Aniversário da Fundação Oureana / 35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal (Regalis Lipsanotheca).

O Decreto destina-se:

– Aos Membros da Federação de Reais Irmandades Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa;

– Aos Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;

– Aos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;

– Aos Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Santas Relíquias (I.C.H.R. – Regalis Lipsanotheca);

– Aos Fieis presentes nas Celebrações Jubilares;

– Aos Idosos e Doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves;

Concede um JUBILEU de 8 DE DEZEMBRO DE 2025 a 6 DE NOVEMBRO DE 2026

POR OCASIÃO DO

25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;

30º da Fundação Histórico – Cultural Oureana  (Fundação Para A Pesquisa Religiosa);

35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal;

25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;

25º Aniversário da Regalis Luipsanotheca.

LOCAIS DESIGNADOS NA PETIÇÃO

Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa; Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Sede Espiritual da Ordem de São Miguel da Ala desde 1171); Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana no Castelo de Ourém (Sede Espiritual da Real Confraria do Santo Condestável, do Apostolado de Relíquias I.C.H.R. e da Federação das Reais irmandades), Igrejas Paroquias de Nossa Senhora da Misericórdia de Ourém e do Santo Condestável em Lisboa e outros lugares de celebração escolhidos pela Cúria da Federação durante o Jubileu.

DECRETO

Prot. N.º 02892/2025-1299/25/1

(Tradução do Latim)

A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, para aumentar a religião e a salvação das almas dos fiéis, em virtude das faculdades que lhe foram concedidas de modo muito especial pelo Santíssimo em Cristo, Pai e Nosso Senhor, Dom LEÃO XIV, Por Divina Providência, Papa, Ministro da nossa Fé e Alegria, Atento ao pedido recentemente feito por Sua Excelência o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., Bispo Emérito da ilha de São Tomé e Príncipe, que voluntariamente intercede pela; Federação das Reais Confrarias e das Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real de Portugal, juntamente com os Irmãos da Federação das Reais Irmandades da Ordem do Arcanjo São Miguel; os Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira; os Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Sagradas Relíquias, Por ocasião das celebrações especiais que se realizarão de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026, em particular os Jubileus pertinentes à referida Federação, pela imensa Misericórdia de Deus e pelos tesouros celestiais da Igreja,  Concede graciosamente uma Indulgência Plenária, a ser obtida nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos membros e fiéis cristãos que estejam verdadeiramente penitentes e compelidos pela caridade, a qual poderão também aplicar às almas dos fiéis detidos no Purgatório, por sufrágio, se, unidos de coração aos fins espirituais do Jubileu Ordinário do ano de 2025, visitarem qualquer templo jubilar devidamente determinado em forma de peregrinação e aí participarem devotamente dos ritos jubilares e circunstâncias especiais, como as mencionadas nas cartas de súplica já apresentadas, ou pelo menos, durante um período de tempo adequado, dedicam-se a reflexões piedosas, orações ou outras obras de piedade cristã para glória de Deus e pela paz e harmonia dos povos, dirigem orações piedosas a Deus contra as aberrações de hoje, concluindo com a Oração do Senhor, o Credo da Fé e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, Mãe da Misericórdia, aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira. Os idosos, os doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves, poderão obter uma indulgência plenária, tendo concebido a detestação de cada pecado e a intenção de conceder, quando possível, as três condições habituais, se se tiverem unido espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo as suas orações e as suas dores ou os inconvenientes das suas próprias vidas a Deus misericordioso, consolando-se nas suas tribulações. Por conseguinte, para que o acesso ao perdão divino pelas chaves da Igreja seja facilitado para a caridade pastoral, esta Penitenciária solicita encarecidamente que os sacerdotes dotados das faculdades apropriadas para receberem confissões, com espírito pronto, generoso e misericordioso, se apresentem para a celebração da Penitência.

O presente será válido apenas para esta ocasião.

Sem prejuízo de quem agir de outra forma.

Dado em Roma, nas instalações da Penitenciária Apostólica, no dia 8 de Dezembro, na Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, no ano da Encarnação do Senhor de 2005.

Por ordem do Emmi

+ Christophorus Forephus Nytiel

Bispo Tit. Velicuri, Regente

Oficial

7 de Dezembro de 2025

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Duques de Bragança e Príncipe da Beira percorrem Rota dos chás pelo Oriente em antecipação da assinatura do “Protocolo Rainha Catarina de Bragança”

Os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira percorrem a rota dos chás por vários países do Oriente em antecipação da assinatura do Protocolo rainha D. Catarina de Bragança, um Protocolo que vai ser celebrado entre a London Tea Exchange e as Fundações Oureana e D. Manuel II.

O Protocolo pretende estudar e promover a história, tradição e cultura do chá desde que foi introduzido na sociedade Portuguesa e o papel que tem tido no mundo após sua introdução na Corte Inglesa aquando da chegada da Infanta D. Catarina de Bragança a Plymouth a 13 de Maio de 1661 para o seu casamento com o Rei Carlos II de Inglaterra.

A primeira etapa da viagem dos membros da Família Real Portuguesa e Comitiva pelo Oriente passou pelo Dubai onde foram recebidos pelo anfitrião Sheikh Aliur Rahman OBE dono da London Tea Exchange.

Na companhia de várias entidades e membros da realeza dos países de acolhimento; Os Senhores D. Duarte, D. Isabel e D. Afonso de Bragança puderam participar em diversas cerimónias de apresentação e degustação de chás tradicionais e raros, alguns deles custando um milhão de euros por quilo!

As primeiras provas de Chás produzidos pelo London Tea Exchange tiveram lugar no passado dia 6, Festa de São Nuno, (Fundador da Casa de Bragança) no Salão Nobre do famoso Raffles, um hotel de luxo histórico no Dubai, que tem vindo a acolher a realeza há mais de 150 anos.

A London Tea Exchange foi fundada pelo Rei Carlos II de Inglaterra, marido da Rainha D. Catarina de Bragança, a Infanta Portuguesa que introduziu o costume da hora do chá nesse reino e que a partir de Londres se espalhou para todo o mundo. 

Chamava-se então o London Tea Auction pois os primeiros chás eram raros, produzidos e exportados do Oriente exclusivamente pelos portugueses e depois leiloados.

Durante a visita o Senhor Duque de Bragança na qualidade de Grão-Mestre Nato das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, reconheceu alguns feitos extraordinários a algumas pessoas ligadas a este projeto do chã condecorando-os “motu proprio” com a Ordem do Arcanjo São Miguel.

As várias recepções organizadas pelo London Tea Exchange em conjunto com as autoridades locais organizaram para acolhimento dos Patronos e membros desta especial comitiva, demonstrações de danças e músicas tradicionais como também degustação das iguarias regionais.

As danças tradicionais apresentadas são uma forma de expressão cultural e que misturam várias influências do Médio Oriente e da Índia.

Algumas mostras da música têm um papel cultural e religioso nestas regiões e foram interpretadas por cantores, coros e grupos de recriação tradicional.

O Sheik Aliur adquiriu a antiquíssima Casa de Chás London Tea Auction, que renomeou de London Tea Exchange.

A London Tea Exchange hoje oferece uma das mais amplas seleções de chás premium de origem única do mundo. A mesma mantem relações de longa data com cada propriedade produtora de chá e desenvolve uma cooperação de confiança que se estende por mais de uma década. O amplo portfólio de mais de 300 variedades de chás premium e raros é proveniente diretamente de vinte países diferentes e inclui alguns dos chás mais raros do mundo, muitos dos quais são exclusivos da London Tea Exchange. Muitos destes chás são extremamente raros e cobiçados por apreciadores de chá de todo o planeta.

A London Tea Exchange é uma marca eticamente responsável que obtém todos os chás seguindo princípios de comércio justos, garantindo que todos os jardins de chá dos quais fornecem os produtos ofereçam boas condições de trabalho, salários justos e apoiem a comunidade local de alguma forma. Todas as embalagens fos seus produtos são recicláveis ​​ou biodegradáveis ​​e, sempre que possível, evitam o transporte aéreo de produtos para minimizar a pegada de carbono. Pelo seu trabalho em prol de um mundo melhor o Sheik foi condecorado com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II.

Segundo o Director do Departamento Cultural da Fundação Oureana, Armando Calado, “esta viagem dos Duques de Bragança e do Príncipe da Beira pelo Oriente pretende relembrar a importância que o chá teve e tem na sociedade e a diferença que faz na vida de tantas pessoas e também o quão importante foi o papel da Rainha D. Catarina de Bragança na sua divulgação.”

A viagem pelo mundo dos chás seguiu para o Dubai e depois para a Índia e o Bangladesh, países onde o Sheik levou a comitiva a conhecer as diversas plantações e centros de confecção de Chá da sua empresa e onde foi implementado o “International Fair Pay Charter” da Fundação London Tea Exchange uma Carta de Princípios assinada com o apoio das Nações Unidas e que conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa em memória da Rainha D. Catarina de Bragança.

O programa da visita também consistiu em reunir com vários grupos de investimento, em conversações com o mesmo propósito de sensibilizar os empresários da indústria do Chá a pagarem um preço justo aos trabalhadores que trabalham nos campos de cultivo e centros de produção de chá.

Na Universidade Daffodi, cujo Reitor é Embaixador de Sylhet, o local em que os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira estiveram, a comitiva pôde visitar algumas as obras sociais realizadas em escolas como a Guardians (organização ligada à Fundação CAP- Community Against Povery) e a própria Universidade de Daffodil onde foi criada uma bolsa de estudos com o nome do Senhor Duque de Bragança.

A viagem pela Rota dos Chás continuará com viagens futuras por outros países ligados ao mundo do Chá e isto após a cerimónia em Portugal de apresentação do Protocolo Rainha D. Catarina de Bragança com assinatura prevista para Janeiro de 2026 por ocasião do tradicional Jantar ou Almoço de Reis.

13 de Novembro de 2025

TEXTO E FOTOS: Fundação Histórico – Cultural Oureana / Armando Calado / London Tea Exchange

Rainha D. Catarina de Bragança ( Vila Viçosa, 25 de Novembro de 1638 – Lisboa, 31 de Dezembro de 1705)

D. Catarina de Bragança provocou uma autêntica revolução na vida social, implantando na Corte novos hábitos, alguns dos quais que ainda se mantêm actualmente.

O “chá das 5” foi um costume que levou de Portugal para terras britânicas. Deste modo, muitos são os que pensam, erradamente, que é uma tradição tipicamente britânica. O consumo de laranjas, o uso do garfo para comer, a introdução da saia curta (na época, era pouco acima do tornozelo) e o hábito de vestir roupa masculina para montar a cavalo também foram costumes levados para Inglaterra pela portuguesa. Por fim, foi pela sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra.

Face a isto, ainda hoje é amplamente reconhecida, admirada e homenageada, ao ponto de a sua popularidade ter-se estendido até aos Estados Unidos, onde um dos bairros de Nova Iorque foi baptizado com o nome “Queens”, em sua memória.

No Parque Tejo, em Lisboa, existe uma estátua da Rainha D. Catarina de Bragança que é uma réplica de outra construída nos EUA pela Associação Friends of Queen Catherine, construída pela pintora e escultura norte-americana Audrey Flack.

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Fundação Oureana celebra 30 anos da sua criação e 55 anos do “Restaurante Medieval” com 150 convidados vindos de 25 países

150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.

Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”

Alto Patronato

As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.

Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.

O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.

Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025

Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.

O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines Group LLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House. (Ver artigo)

Reinauguração da Botica de São João

Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)

Memorial ao Colombo

Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo,  pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”

“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)

Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.

Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.

No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida. 

Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha. 

Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.

Assinatura de Protocolos

Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.

Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)

A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes. 

Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural. 

Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e  seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.

Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.

Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.

26 de Setembro de 2025

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Pintura oferecida pelo Duque de Bragança e Real Irmandade à Abadia de Casamari, é testemunho de Fé e Coragem do Artista

A Abadia Cisterciense de Casamari, sede espiritual na Itália da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel, recebeu hoje, uma tela representando a “Deposição da Cruz”. A obra doada ao Mosteiro histórico em nome de Sua Alteza Real Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, e da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel será um legado do artista plástico que luta desde a infância contra uma doença incapacitante.

O quadro a óleo oferecido à Comunidade de Monges é da autoria do artista plástico e membro da Ordem Dinástica; Michael Lemma, que diz se ter inspirado na famosa representação do tema do Mestre Caravaggio.

A vida do jovem Michael Lemma é marcada por uma longa doença enfrentada desde a infância. São 28 anos de sofrimento, hospitalizações, operações e tratamentos oncológicos, dores que Michael soube transformar em arte e testemunho de fé.

Com os seus desenhos, levou conforto a muitas crianças doentes, criando retratos e distribuindo sorrisos. Hoje, apesar da doença , é Ministro Extraordinário da Eucaristia e desempenha o seu serviço levando a comunhão aos doentes no hospital e em suas casas.

A cerimónia de entrega da obra foi realizada esta manhã na esplêndida Abadia de Casamari.

Na placa comemorativa da entrega consta para além do título da obra e nome do artista, o facto de que foi doada ao mosteiro por Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa e Grão-Mestre das Ordens Dinásticas.

Em representação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel Arcanjo, esteve o Delegado Cav. Grã-Cruz com Colar da RISMA Dr. Angelo Musa, recebido pelo Abade de Casamari, Reverendíssimo Padre Loreto Camilli, Capelão-Mor da Real Irmandade para Itália, e pelo Padre Pierdomenico Volpi, Capelão e Guia Espiritual da mesma Irmandade. Presente para o acto de entrega estiveram alguns irmãos e membros da Real Irmandade e Ordem de São Miguel Arcanjo.

Durante a cerimónia foi lida pelo Delegado RISMA uma mensagem oficial enviada por D. Duarte, que quis com este gesto manifestar profunda gratidão ao Abade pelo acolhimento reservado aos membros da Real Irmandade e pela disponibilidade para os receber regularmente em oração no interior da histórica Abadia. A mensagem incidiu também sobre a importância simbólica da obra doada, como sinal de devoção, arte e esperança. “Com grande alegria – escreveu Dom Duarte – entrego-vos, como homenagem à presença da vossa comunidade, a obra dedicada a Caravaggio ‘Deposição da Cruz’, criada pelo artista irmão Michael Lemma. Agradeço do fundo do coração a Michael por este presente, que escolhi deixar à Abadia, certo de que enriquecerá a devoção e a experiência espiritual dos muitos visitantes e peregrinos que honram Casamari com a sua presença.”

“A sua história – continua o Duque de Bragança – é uma luz: a doença, ao tirar tanto, dá tanto moralmente. Um apelo a viver cada dia com consciência, humildade e esperança, deixando uma promessa de vida no coração de quem encontramos.”

A Abadia de Casamari, lugar de oração, espiritualidade e arte, acolhe agora esta preciosa obra como sinal tangível de uma profunda união entre a fé, a beleza e o testemunho cristão. A Comunidade Monástica Cisterciense acolheu a tela que ficará em permanência, tornando-a visível aos fiéis, peregrinos e amantes da arte sacra.

27 de Junho de 2025

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Delegações da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo S. Miguel e da Real Guarda de Honra presentes em Viterbo na Cerimónia de Trasladação do túmulo original do Papa João XXI

A Catedral Italiana de Viterbo foi hoje palco de um acontecimento de importância histórica e espiritual, nomeadamente a trasladação do túmulo original do Papa João XXI para a Capela de São Filipe Neri, no interior da Catedral de São Lourenço.

A ideia de trasladar o túmulo original do único Papa Português na história da Igreja, partiu da vontade expressa de Sua Excelência Reverendíssima o Monsenhor Orazio Francesco Piazza, Bispo de Viterbo que pretendia com esta ação, “restituir visibilidade e dignidade à memória de uma das figuras mais fascinantes da Idade Média; um homem que foi pontífice, cientista e filósofo.”

O sarcófago do Papa estava localizado no transepto esquerdo da Catedral e foi agora restituído ao seu local original.

O traslado mereceu um programa de eventos que começou com uma Sessão Solene de boas vindas às entidade na Sala Alexandre IV do antigo Palácio Pontifício, seguido de uma palestra sobre a figura de João XXI pelo Padre Pedro Daniel F. Marques e depois, a apresentação do estudo do Monumento a João XXI na Capela de São Filipe pelos técnicos de conservação; Dr. Santino Tosini e o Dr. Vittorio Cesetti.

Entre as entidades Portuguesas presentes estiveram o Dr. Filipe Anacoreta Correia em representação do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o Embaixador de Portugal junto da Santa Sé, Dr. Domingos Teixeira De Abreu Fezas Vital.

A Missa de inauguração solene do traslado do túmulo original foi presidida por Sua Eminência o Cardeal D. José Tolentino de Mendonça, Prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação e concelebrada pelo Reverendíssimo D. Rui Manuel Sousa Valério, Patriarca de Lisboa e muitos outros prelados incluindo o Ordinário Diocesano.

Prestaram também homenagem ao homem que representa ainda hoje a identidade cultural e espiritual do seu país, uma Delegações da Ordem Soberana de Malta, da Ordem do Santo Sepulcro, da Ordem Constantiniana de São Jorge e da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel n/ Real Guarda de Honra, chefiada pelo Delegado Comandante Dr. Ângelo Musa.

Durante as cerimónias foi transmitida pelo delegado a seguinte Mensagem do Comando Geral:

MENSAGEM POR OCASIÃO DA TRASLADAÇÃO DO TÚMULO ORIGINAL DO PAPA JOÃO XXI
O Comando Geral da Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais, sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa e em Protocolo com o Istituto Nazionale pel la Guardia d’Onore alle Reale Tombe del Pantheon de Itália, manifesta a sua satisfação pela decisão de Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Orazio Francesco Piazza, Bispo de Viterbo, de transladar o túmulo original de Sua Santidade o Papa João XXI para a Capela de São Filipe Neri da Catedral de São Lourenço.

Esta feliz decisão de dar maior visibilidade e dignidade ao túmulo deste Papa Português, de venerável memória, que foi no seu tempo, e ainda hoje, é, uma grande figura da cultura cristã, é motivo de grande satisfação para a Casa Real Portuguesa e para os membros desta associação, que sempre demonstraram interesse em homenagear este monumento dedicado ao ilustre tumultuado.

Valendo-se da presença do Delegado Especial do Comando Geral, Comandante Dr. Angelo Musa, nesta solene ocasião, saudamos todos os presentes e manifestamos o interesse e disponibilidade para se criar, com a Diocese, a Paróquia e o Município, uma Delegação permanente (Legião com Guarda de Honra) para estar presente junto ao túmulo em ocasiões e eventos que honrem a memória de João XXI.
Castelo de Ourém, 17 de Junho de 2025
O Comando-Geral

Para o Bispo local esta iniciativa teve elevada importância no contexto do Ano Jubilar em curso, pois ofereceu a Viterbo a oportunidade de reforçar o seu papel no panorama religioso global, preparando assim a cidade para receber fiéis, académicos e visitantes, renovando o vínculo entre o seu passado papal e a dimensão espiritual da Europa contemporânea.

O Papa João XXI, nascido Pedro Julião, por volta de 1215, em Lisboa, é recordado como uma das mentes mais brilhantes do século XIII.

Estudioso de medicina, lógica e astronomia, foi autor de obras científicas que permaneceram em uso nas universidades europeias durante séculos, entre as quais as famosas Summulae Logicales.

Pedro Julião foi Arcebispo de Braga e mais tarde Cardeal, destacando-se pela sua inteligência e cultura, qualidades que o levaram à eleição para o trono papal em 1276.

O seu pontificado, no entanto, foi extremamente curto pois passados ​​apenas oito meses, morreu tragicamente em Viterbo, após o desabamento da abóbada do seus aposentos pessoais no Palácio Papal.

A sua morte súbita pôs fim a um pontificado que prometia reformas e um novo equilíbrio entre o poder espiritual e o conhecimento secular.

A figura de João XXI permanece fascinante precisamente por esta dupla identidade: homem da Igreja e cientista, símbolo de uma Igreja que, por breves momentos, pareceu querer dialogar abertamente com a cultura e o pensamento racional do seu tempo.

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Apresentação de Cerveja Ucraniana comemorativa do 80º Aniversário do Duque de Bragança

Esta Delegação veio de propósito a Portugal para entregar a Dom Duarte Pio de Bragança as primeiras caixas de uma coleção de cervejas que vão ser comercializadas na Ucrânia com a marca “Dom Duarte 80” e que estão a ser produzidas exclusivamente em Kiev para assinalar o 80º Aniversário do Chefe da Casa Real.

O Duque de Bragança recebeu, na sua casa em Sintra, hoje, dia 20 de Maio de 2025, uma Delegação da Associação Ucraniana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa. A Delegação apresentou ao Senhor Dom Duarte uma colecção de cervejas artesanais produzidas em honra do seu 80º aniversário e com a marca "Dom Duarte 80".

Os primeiros exemplares desta cerveja artesanal com seis sabores distintos foram apresentadas no Castelo de Ourém pelo dono da fábrica de cervejas, Eduardo Sérgio, acompanhado de seus filhos Eduardo e Sérgio Anpilogov.

A edição especial de cerveja esteve em estudo durante mais de um ano e contou com o Alto Patrocínio da Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém. Apresenta nas embalagens e nos rótulos a imagem e nome do atual Duque de Bragança e as armas originais da Casa de Bragança que foram do IV Conde de Ourém e de seu pai, e ainda imagem do Paço Ducal dos Duques de Bragança em Guimarães, berço da Casa Ducal que se tornou Casa Real reinante em 1640 e Casa Imperial do Brasil em 1822.

O produto final já engarrafado e embalado foi apresentado publicamente ontem, dia 19 de Maio, na Sede da Real Confraria no Castelo de Ourém, um dia antes de ser apresentado oficialmente ao aniversariante que será a primeira pessoa em Portugal a provar esta cerveja especial a si dedicada.

A edição que nasceu de uma proposta da Delegação Ucraniana da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel é o segundo reconhecimento público do papel importante que Sua Alteza Real o Conde de Ourém, D. Duarte, teve e continua a ter através da Federação das Reais Irmandades da mesma soberana invocação e das Fundações Oureana e D. Manuel II ao enviar ajuda humanitária, de forma continuada, à Ucrânia desde o início da guerra.

A chefiar a Delegação Ucraniana esteve Anton Tkachuk, afilhado e Representante do Delegado da Real Irmandade Coronel Oleg Jaross.

Tkachuk veio acompanhado de sua esposa que também celebrava o seu 25º aniversário e à qual brindaram durante o Jantar de recepção que teve lugar no Restaurante da Domus Pacis em Fátima e que contou com a presença do Capelão Padre Fernando António, o Presidente da Fundação Oureana Carlos Evaristo e Armando Mendes, membro da Delegação de Fátima da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel.

Texto e Fotos: Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém

19 de Maio de 2025

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Medalha Comemorativa do 30º Aniversário do Casamento de Suas Altezas Reais os Duques de Bragança apresentada a 3 de Maio de 2025

Foi apresentada esta manhã em Ourém, a Medalha Oficial Comemorativa do 30º Aniversário do Casamento dos Duques de Bragança.

O estudo da Medalha Oficial Comemorativa dos 30 anos do enlace de D. Duarte de Bragança com D. Isabel de Herédia apresenta numa das faces; o brasão da Casa Real Portuguesa e as datas do casamento e do aniversário que se celebra este ano.

Da outra face, está a imagem esculpida em relevo da Virgem Peregrina com a palavras do Papa Pio XII a aclamar a Virgem Santa Maria de “Rainha de Portugal e do Mundo” aquando da Coroação de Nossa Senhora do Rosário em Fátima a 13 de Maio de 1946.

MedalhOficial do 30º Aniversário do Casamento

A proposta do tema da medalha foi do Conselho Heráldico da Fundação Histórico – Cultural Oureana e o desenho final para a cunhagem, o trabalho de execução, abertura de cunhos estampagem e polimento da medalha biface com 60mm de diâmetro em bronze e prata dourada é uma edição da Medalhistica Lusatenas de Coimbra.

Fotos: Direitos Reservados Arquivo Fundação Oureana

FONTE: Medalhistica Lusatena

13 de Maio de 2025

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Príncipe da Beira investido “Mordomo-Mor” da Real Irmandade de Santa Joana Princesa em Aveiro

O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria de Herédia e Bragança, esteve em Aveiro para participar na Festa anual de Santa Joana Princesa, tendo sido investido Mordomo – Mor da Real Irmandade da mesma soberana invocação, uma distinção honorífica criada para os Príncipes Reais em 1877.

O programa da Festa começou às 9.15 horas, do dia 2 de Maio na Igreja de Jesus, hoje Museu de Aveiro, onde teve lugar o compromisso de três “Cavaleiros” e seis “Aias” e a Investidura de dez “Irmãos Tradicionais” e cinco “Irmãos de Carreira”.

D. João Evangelista de Lima Vidal

Investidos também foram três “Irmãos Honorários”, todos a título póstumo, nomeadamente; o Arcebispo-Bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal, a quem, segundo a instituição, «se deve o reacender do Culto a Santa Joana Princesa em Aveiro na época contemporânea»;

António Gomes da Rocha Madahil

António Gomes da Rocha Madahil, que se distinguiu como «o mais importante investigador Joanino no século XX»; e Manuel da Costa Freitas (“Necas do Museu”), «extraordinário devoto de Santa Joana, a quem a Irmandade e o Museu de Avei­ro muito devem».

A Real Irmandade tem também as categorias de Cavaleiros, Infantes, Escudeiros, Açafatas, Leais Conselheiros, Damas e Donzelas este ano volta a ter um Mordomo-Mor na pessoa de D. Afonso de Santa Maria de Bragança, Príncipe da Beira.

Na intervenção de acolhimento o Provedor da Real Irmandade, o Dr. Nuno Gonçalo da Paula explicou que a investidura do Príncipe da Beira, como Mordomo, vem no seguimento da presença de vários reis, príncipes, infantes e parentes da família real que se tornaram membros desta Real Irmandade, uma Irmandade que continua a ser agraciada com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.

Para Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, e Irmão de Honra da Real Irmandade de Santa Joana Princesa; “não há dúvida que esta é uma das Irmandades mais importantes e mais queridas de Portugal e que se dedica, desde o Século XIX, a zelar e difundir o Culto à Infanta Santa Joana depois da extinção das Ordens Religiosas”.

Foi em 1905, precisamente há 120 anos, que outro Príncipe Real, D. Luiz Filipe de Bragança, Príncipe da Beira, era investido como Mordomo., ele que viria a sofrer o martírio, tal com seu pai, o Rei D. Carlos, no trágico dia 1 de Fevereiro de 1908.

Para Evaristo, Perito em iconografia sacra e Relíquias; “as armas da Real Irmandade, que foram as de Santa Joana Princesa, estão bipartidas com o escudo de Infanta da Casa Real, as Armas de Portugal, e a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, simbolizando assim, uma missão de vida a defender os valores Cristãos de Portugal até à morte, oferecendo o sofrimento pessoal pela conversão dos pecadores, tal como pediu Nossa Senhora em Fátima.”

Consciente desse compromisso com a pátria e com a Real Irmandade da qual foram Juízes Perpétuos os Reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II e à qual pertencem os Senhores Duques de Bragança e a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, aceitou por devoção particular para com a Santa Joana Princesa, o título de Mordomo da Real Irmandade tendo sido investido com Manto, Insígnias e Vara pelo Senhor Bispo de Aveiro D. António Manuel Moiteiro Ramos.

Juntamente com o Príncipe da Beira foram investidos como Irmãos, Cavaleiros e Aias de Santa Joana Princesa vários outros devotos e ainda alguns benfeitores da Real Irmandade a título póstumo.

Palavras de Sua Alteza Real D. Afonso, Príncipe da Beira, depois de ser investido como Mordomo da Real Irmandade de Santa Joana Princesa:

“Caríssimo Senhor Bispo,

Caríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro,

Caríssimo Senhor Provedor da Real Irmandade, Irmãos e devotos da Infanta Santa Joana Princesa,

É com enorme honra e alegria que me junto a todos vós na celebração das Festas de Santa Joana, aceitando com humildade o cargo de Mordomo da Real Irmandade.

A presença da Família Real em Aveiro remonta ao século 15, com a vinda da Princesa Santa Joana para o Mosteiro, e mantém-se viva na fé dos que aqui a invocam.

Quero também agradecer à Diocese, à Irmandade e ao Município pelo seu empenho na preservação do culto, do mosteiro, do túmulo e das relíquias de Santa Joana.

Termino por dizer que a partir de hoje, assumo igualmente o compromisso, na qualidade de Mordomo da Real Irmandade, com o firme propósito de promover e divulgar o legado de Santa Joana entre os portugueses e especialmente entre os mais jovens.

Muito obrigado.”

D. Afonso de Bragança

No fim das investiduras formou-se um Cortejo Litúrgico para acompanhar as imagens da Infanta Santa e de São Domingos, Patrono do Mosteiro, para a Sé-Catedral de Aveiro, local onde D. António Manuel celebrou a Missa Solene da Festa com mais de uma dúzia de sacerdotes a concelebrar incluindo o Postulador da Causa de Santa Joana.

Durante a homilia o Bispo de Aveiro relatou a experiência de vida do novo Papa Leão XIV vida repleta de valores que parecem espelhar as virtudes vividas pela Padroeira de Aveiro cuja Canonização se espera para breve. D. António Manuel disse ainda que o modelo de santidade de Santa Joana merece Culto Universal e não só no local onde viveu, como é próprio dos Santos com o estatuto de Beato.

Depois da Santa Missa o cortejo litúrgico seguiu até ao túmulo da Beata no Claustro do antigo Mosteiro das religiosas Dominicanas onde o clero entoou o hino de Santa Joana.

Foi depois oferecido ao Príncipe da Beira acompanhado do Presidente da Fundação Oureana, uma especial visita guiada pelo Coordenador da CDBCIA, Dr. Eduardo Domingues e o Coordenador da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja, o Revº Padre Gustavo André da Silva Fernandes.

A primeira parte da visita foi ao antigo Mosteiro Dominicano onde se podem contemplar as muitas obras de arte sacra, algumas do tempo da Santa Joana, e ainda, o seu magnífico túmulo.

Depois, no Museu Municipal foram explicadas muitas peças da colecção do antigo mosteiro e ainda, os belíssimos relicários.

Segou-se uma visita à exposição “A Escrita de um Ícone” organizada pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja de Aveiro (CDBCIA).

Na exposição são apresentadas cerca de meia centena de peças que abarcam um arco temporal de séculos e ajudam a compreender como a tradição da escrita de ícones (ou seja, a pintura) se difundiu pela Europa.

Segundo Eduardo Domingues esta arte nobre, teológica e espiritual ainda tem, na atualidade, os seus cultores. A exposição dá a conhecer a pintura altamente simbólica dos ícones, e apresenta uma colecção distribuída por três núcleos; as representações de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos.

Neste tipo de pintura caraterizada pela abordagem simbólica, pela esquematização formal e pela ênfase colocada na espiritualidade

Para Eduardo Domingues; “Esta exposição permite aos aveirenses, crentes e não crentes, uma aproximação ao sagrado, dando a conhecer o seu simbolismo e a tradição, não só pelo seu aspeto pictórico, mas também por todo o tempo de preparação espiritual e dos materiais utilizados, relação que se funde entre o escritor e a obra.”

No final da visita à exposição os responsáveis pela mesma oferecerem aos convidados exemplares da revista INVENIRE.

A visita guiada terminou com uma visita a recém restaurada Sé-Catedral de Aveiro que também guarda muitos tesouros centenários da Igreja e da presença da Ordem de Pregadores.

À Delegação da Casa Real também foram oferecidos pelo Provedor da Real Irmandade livros sobre a Real Irmandade de Santa Joana Princesa e o Culto de Santa Joana Princesa em Aveiro da autoria de Amaro Neves e de Nuno Gonçalo da Paula.

Já pela tarde, e depois do almoço, teve lugar às 16 horas, a Magna Procissão de Santa Joana Princesa com as imagens da Santa e suas Relíquias Insignes a percorrerem as ruas da Cidade de Aveiro, desde a Sé até ao Mosteiro.

Numa das varas do pálio, a chamada “Vara do Rei” esteve o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira cumprindo assim tradição dos Mordomos Régios antecessores da Real Irmandade.

Em moldes idênticos aos de anos anteriores, a procissão em honra de Santa Joana atraiu uma verdadeira multidão à cidade de Aveiro passando pela Rua Batalhão Caçadores Dez, Rua Nascimen­to Leitão, Rua de Coimbra, Pra­ça Humberto Delgado, Rua de José Estêvão, Largo da Apresentação, Praça 14 de Julho, Rua Domingos Carrancho, Praças Melo Frei­tas e Humberto Delgado, Rua Clu­be dos Galitos, Rua Belém do Pará, Rua Gusta­vo Ferreira Pinto Basto, Praça Marquês de Pombal, Avenida de Santa Joa­na, e recolhendo depois à Igre­ja de Jesus – Museu de Aveiro.

12 de Maio de 2025

Texto e Fotos: Fundação Oureana e Real Irmandade de Santa Joana Princesa

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