Apresentação de Cerveja Ucraniana comemorativa do 80º Aniversário do Duque de Bragança

Esta Delegação veio de propósito a Portugal para entregar a Dom Duarte Pio de Bragança as primeiras caixas de uma coleção de cervejas que vão ser comercializadas na Ucrânia com a marca “Dom Duarte 80” e que estão a ser produzidas exclusivamente em Kiev para assinalar o 80º Aniversário do Chefe da Casa Real.

O Duque de Bragança recebeu, na sua casa em Sintra, hoje, dia 20 de Maio de 2025, uma Delegação da Associação Ucraniana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa. A Delegação apresentou ao Senhor Dom Duarte uma colecção de cervejas artesanais produzidas em honra do seu 80º aniversário e com a marca "Dom Duarte 80".

Os primeiros exemplares desta cerveja artesanal com seis sabores distintos foram apresentadas no Castelo de Ourém pelo dono da fábrica de cervejas, Eduardo Sérgio, acompanhado de seus filhos Eduardo e Sérgio Anpilogov.

A edição especial de cerveja esteve em estudo durante mais de um ano e contou com o Alto Patrocínio da Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém. Apresenta nas embalagens e nos rótulos a imagem e nome do atual Duque de Bragança e as armas originais da Casa de Bragança que foram do IV Conde de Ourém e de seu pai, e ainda imagem do Paço Ducal dos Duques de Bragança em Guimarães, berço da Casa Ducal que se tornou Casa Real reinante em 1640 e Casa Imperial do Brasil em 1822.

O produto final já engarrafado e embalado foi apresentado publicamente ontem, dia 19 de Maio, na Sede da Real Confraria no Castelo de Ourém, um dia antes de ser apresentado oficialmente ao aniversariante que será a primeira pessoa em Portugal a provar esta cerveja especial a si dedicada.

A edição que nasceu de uma proposta da Delegação Ucraniana da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel é o segundo reconhecimento público do papel importante que Sua Alteza Real o Conde de Ourém, D. Duarte, teve e continua a ter através da Federação das Reais Irmandades da mesma soberana invocação e das Fundações Oureana e D. Manuel II ao enviar ajuda humanitária, de forma continuada, à Ucrânia desde o início da guerra.

A chefiar a Delegação Ucraniana esteve Anton Tkachuk, afilhado e Representante do Delegado da Real Irmandade Coronel Oleg Jaross.

Tkachuk veio acompanhado de sua esposa que também celebrava o seu 25º aniversário e à qual brindaram durante o Jantar de recepção que teve lugar no Restaurante da Domus Pacis em Fátima e que contou com a presença do Capelão Padre Fernando António, o Presidente da Fundação Oureana Carlos Evaristo e Armando Mendes, membro da Delegação de Fátima da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel.

Texto e Fotos: Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém

19 de Maio de 2025

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FAIR PAY CHARTER FOUNDATION RECEBE ALTO PATROCÍNIO DA CASA REAL E APOIO DAS FUNDAÇÕES OUREANA E D. MANUEL II DURANTE SESSÃO SOLENE

D. Duarte, Duque de Bragança esteve presente na Sessão Solene da International Fair Pay Charter Foundation, realizada no Palacete dos Condes de Monte Real, em Lisboa no dia 16 de Maio.

O evento foi organizado por Emily Lip Sing Kou, Embaixatriz da Fundação em Portugal para a Cultura e a Arte. Seguiu-se um almoço de gala que deu as boas vindas ao fundador da Fair Pay Charter Foundation, o Xeque Aliur Rahman OBE e ao Duque de Bragança, Patrono da Fundação Oureana e Presidente da Fundação D. Manuel II.

Para além do fundador da Carta e Fundação para o Salário Justo foram condecorados com a Ordem do Arcanjo São Miguel, a Secretária e a Embaixatriz da organização que visa melhorar os salários e as condições dos trabalhadores no mundo e particularmente, os operários das plantações de chá.

A ideia de trazer a Carta para Portugal foi do Embaixador da Fundação, Sir Asif Bajwa também presente na Sessão Solene que é o Embaixador desta causa para Portugal.

A FAIR PAY CHARTER

A Fair Pay Charter ou Carta de Salário Justo é um referencia internacional, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, e que pretende envolver instituições públicas, do setor privado e da sociedade civil num esforço conjunto e global para promover um modelo de desenvolvimento mais coeso e equitativo.

Lançada em Maio de 2024 como um esforço conjunto entre o Instituto das Nações Unidas para a Formação e Investigação e a London Tea Exchange a Carta tem como objectivo educar os consumidores, construir relações com os países produtores de chá e envolver-se com as ONG internacionais para implementar soluções a longo prazo.

Criada pelo Xeque Aliur Rahman OBE, Presidente Executivo da London Tea Exchange e um importante comerciante de chás de luxo com uma das maiores coleções de chás raros do mundo, uma posição que o elevou a consultor de clientes de alto perfil em todo o mundo e à expansão do London Tea Exchange, hoje um nome muito respeitado no mercado global do chá que, particularmente, continua a tradição da realeza desde a sua introdução na Inglaterra pela Rainha Catarina de Bragança aquando do seu casamento com o Rei Carlos II em 1662.

A Carta assenta em princípios simples, como a eliminação do trabalho infantil e o fornecimento de salários dignos, conceitos de justiça que o Duque de Bragança, referiu serem diretrizes divinas proclamadas tanto na Bíblia e no Alcorão como em várias encíclicas dos Papas desde Leão XIII.

Contrasta a Carta com o comércio justo, referindo que, embora o comércio justo seja benéfico, nem sempre garante salários justos aos trabalhadores. A experiência do Xeque Aliur ao visitar plantações de chá desde 1999 levou-o a criar um programa de remuneração justa, que evoluiu para a Carta que ajuda os consumidores a identificar produtos feitos com práticas de pagamento justas, algo que ele quer que seja alargado para outros sectores.

Estudos mostram que os consumidores estão dispostos a pagar uma pequena quantia a mais para garantir que os trabalhadores recebem salários justos, e, desde o lançamento da Carta milhões de pessoas já receberam aumentos salariais em vários países com muitos outros a quererem ser signatários não só na indústria do chá.

A ONU está também a considerar transformar a Carta de Remuneração Justa numa nova meta de desenvolvimento sustentável para todas as industrias até 2030. É de referir que somente na industria de chá trabalham aproximadamente 120 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo o salário médio antes da criação da Carta e Fundação para a Renumeração Justa inferior a um dólar por dia. A Fair Pay Charter é hoje promovida por uma fundação sem fins lucrativos, a Fair Pay Foundation, que assume agora a tarefa de monitorizar os aumentos salariais nos países protocolares.        

Ao investir o Xeque Aliur com o grau de cavaleiro honorário na Ordem do Arcanjo São Miguel, o Duque de Bragança reconheceu não só a sua luta internacional pela remuneração justa dos trabalhadores e fim do trabalho escravo e infantil como também a sua dedicação à filantropia. Homenageado com vários prémios, incluindo o OBE; Order of the British Empire atribuído pela Rainha Isabel II de Inglaterra, o Xeque Aliur é, desde 2023, Embaixador das Nações Unidas para os Salários Justos, continuando assim a sua missão de tornar os salários justos um padrão global.

OS PRINCÍPIOS DA CARTA

Preâmbulo:

Nós, abaixo assinados, estamos empenhados nesta Carta de Salário Justo na promoção da justiça, igualdade e equidade dentro da Força de Trabalho Global.

Nós, reconhecemos o contributo indispensável dos trabalhadores de todo o mundo. Afirmamos que todos devem ser recompensados ​​de forma justa pelos seus esforços, pois é através do seu trabalho que as indústrias prosperam e podem continuar a fazê-lo. Reconhecemos também a necessidade de um ambiente empresarial sustentável e, por isso, alinhamos esta Carta com a Carta das Nações Unidas.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

Concordamos em utilizar os nossos melhores esforços e apoiar a compra de produtos acreditados pelo Fair Pay para o nosso negócio e qualquer atividades/eventos/outras oportunidades de envolvimento relacionadas com o negócio em apoio e de acordo com o nosso compromisso com esta Carta.

Artigo N.º 1 – Remuneração Justa

Estamos empenhados em apoiar a capacitação de todos os trabalhadores das indústrias globais para que recebam uma remuneração justa e garantam um nível de vida digno para todos.

As estruturas salariais devem reflectir a competência, o esforço e a responsabilidade exigidos em cada função, e a igualdade de trabalho deve justificar a igualdade de remuneração.

independentemente do género, etnia, religião, credo, nacionalidade ou idade.

Artigo N.º 2 – Compromisso de Salário Mínimo

Comprometemo-nos a apoiar a implementação de um salário digno para todos os trabalhadores da indústria, que cubra não só as suas necessidades básicas, mas também lhes permita a eles e às suas famílias

desfrutar de um nível de vida decente e respeitável. Isto inclui o acesso a alimentos, água, habitação, educação, cuidados de saúde, transportes, vestuário e

outras necessidades essenciais, incluindo a provisão para eventos inesperados, proporcionando-lhes um futuro sustentável.

Artigo N.º 3 – Revisão Cíclica dos Salários

Entendemos que a Fair Pay Foundation apoiará ativamente os governos e as indústrias na discussão e na formulação das melhores práticas e na revisão cíclica

salários para garantir que os ajustamentos são feitos de acordo com os aumentos do custo de vida, da inflação e de outros factores económicos relevantes. Estamos comprometidos com

transparência nestas revisões e a partilha de conhecimentos em função das mesmas como factor primordial e fundamental desta Carta.

Artigo N.º 4 – Igualdade de Oportunidades

Estamos empenhados em proporcionar oportunidades iguais a todos os trabalhadores, evitando qualquer discriminação com base no género, raça, religião,

ou deficiência. Todos os trabalhadores terão igual acesso a benefícios, formação e promoções, bem como a todos os recursos a eles associados.

Artigo 5.º – Liberdade de Associação

Reconhecemos e respeitamos o direito de todos os trabalhadores de formarem e aderirem a sindicatos da sua escolha, de negociarem colectivamente e de se reunirem pacificamente.

bem como em atividades relacionadas com a melhoria das suas condições de trabalho.

Artigo N.º 6 – Saúde e Segurança

Estamos empenhados em garantir um ambiente de trabalho e de vida seguro e saudável, que obedeça às normas locais e internacionais.

A saúde e a segurança dos trabalhadores da indústria global são de extrema importância para nós e estão dentro desta Carta.

Artigo N.º 7 – Trabalho Infantil e Trabalho Forçado

Rejeitamos inequivocamente todas as formas de trabalho infantil e de trabalho forçado. Apoiaremos os rigorosos padrões estabelecidos pela Organização Internacional do Trabalho em relação

a idade mínima para o emprego e a proibição do trabalho forçado. Concordamos em utilizar os nossos melhores esforços para abraçar a partilha de conhecimento e de medidas desenvolvido pela Fair Pay Foundation.

Artigo N.º 8 – Sustentabilidade Ambiental

Estamos empenhados em práticas sustentáveis ​​que reduzem o nosso impacto ambiental e protegem o planeta para as gerações futuras. Estas práticas incluirão a responsabilidade

utilização de recursos e eliminação de resíduos, proteção da biodiversidade e métodos agrícolas e industriais sustentáveis. Apoiaremos as práticas desenvolvidas pela Feira

Fundação Pay sobre a utilização de energia renovável, conservação da água e todas as outras medidas que apoiam e promovem indústrias mais sustentáveis.

ACTUAÇÃO DE ARMANDO CALADO E HOMENAGEM AO DUQUE DE BRAGANÇA

À semelhança de outras Sessões Solenes organizadas ou apoiadas pelas Fundações Oureana e D. Manuel II, esta Sessão Solene contou também com uma actuação do cantor; Mestre Armando Calado, Director do Departamento Artístico e Cultural da Fundação Oureana.  

Querendo homenagear o Duque de Bragança que celebra 80 anos de vida e 30 de Casamento, o Xeque Aliur terminou a Sessão Solene com a apresentação a D. Duarte de uma edição especial do chá mais raro do mundo oferecido dentro de uma escultura dourada inspirada num ovo de Faberge.

O Chefe da Casa Real agradeceu a prenda afirmando que, de facto, à semelhança da Rainha Catarina de Bragança também é um apaixonado por chás.

Antes de partirem todos os presentes poderão provar o chá mais caro do mundo que custa somente 1.3 milhões de Euros o quilo!

MUNICÍPIO DE SANTARÉM ASSINA CARTA

Depois da Sessão Solene em Lisboa foi a vez do Município de Santarém acolher, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Cerimónia de assinatura da Fair Pay Charter, assumindo assim o compromisso com os princípios éticos fundamentais da  justiça remuneratória, da igualdade de oportunidades, da sustentabilidade ambiental e da dignidade no trabalho.

Para o Presidente da Câmara Dr. João Teixeira Leite: “O Município de Santarém não pode deixar de associar-se a esta iniciativa, que reconhece a dignidade do trabalho, valoriza o papel dos territórios na promoção da justiça social e assume a necessidade de um compromisso conjunto entre instituições públicas, setor privado e sociedade civil na construção de um futuro mais equilibrado e coeso.”

FOTOS: Fair Pay Charter Foundation / Armando Calado / Fundação Oureana

6 de Maio de 2025

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Medalha Comemorativa do 30º Aniversário do Casamento de Suas Altezas Reais os Duques de Bragança apresentada a 3 de Maio de 2025

Foi apresentada esta manhã em Ourém, a Medalha Oficial Comemorativa do 30º Aniversário do Casamento dos Duques de Bragança.

O estudo da Medalha Oficial Comemorativa dos 30 anos do enlace de D. Duarte de Bragança com D. Isabel de Herédia apresenta numa das faces; o brasão da Casa Real Portuguesa e as datas do casamento e do aniversário que se celebra este ano.

Da outra face, está a imagem esculpida em relevo da Virgem Peregrina com a palavras do Papa Pio XII a aclamar a Virgem Santa Maria de “Rainha de Portugal e do Mundo” aquando da Coroação de Nossa Senhora do Rosário em Fátima a 13 de Maio de 1946.

MedalhOficial do 30º Aniversário do Casamento

A proposta do tema da medalha foi do Conselho Heráldico da Fundação Histórico – Cultural Oureana e o desenho final para a cunhagem, o trabalho de execução, abertura de cunhos estampagem e polimento da medalha biface com 60mm de diâmetro em bronze e prata dourada é uma edição da Medalhistica Lusatenas de Coimbra.

Fotos: Direitos Reservados Arquivo Fundação Oureana

FONTE: Medalhistica Lusatenas

13 de Maio de 2025

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Príncipe da Beira investido “Mordomo-Mor” da Real Irmandade de Santa Joana Princesa em Aveiro

O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria de Herédia e Bragança, esteve em Aveiro para participar na Festa anual de Santa Joana Princesa, tendo sido investido Mordomo – Mor da Real Irmandade da mesma soberana invocação, uma distinção honorífica criada para os Príncipes Reais em 1877.

O programa da Festa começou às 9.15 horas, do dia 2 de Maio na Igreja de Jesus, hoje Museu de Aveiro, onde teve lugar o compromisso de três “Cavaleiros” e seis “Aias” e a Investidura de dez “Irmãos Tradicionais” e cinco “Irmãos de Carreira”.

D. João Evangelista de Lima Vidal

Investidos também foram três “Irmãos Honorários”, todos a título póstumo, nomeadamente; o Arcebispo-Bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal, a quem, segundo a instituição, «se deve o reacender do Culto a Santa Joana Princesa em Aveiro na época contemporânea»;

António Gomes da Rocha Madahil

António Gomes da Rocha Madahil, que se distinguiu como «o mais importante investigador Joanino no século XX»; e Manuel da Costa Freitas (“Necas do Museu”), «extraordinário devoto de Santa Joana, a quem a Irmandade e o Museu de Avei­ro muito devem».

A Real Irmandade tem também as categorias de Cavaleiros, Infantes, Escudeiros, Açafatas, Leais Conselheiros, Damas e Donzelas este ano volta a ter um Mordomo-Mor na pessoa de D. Afonso de Santa Maria de Bragança, Príncipe da Beira.

Na intervenção de acolhimento o Provedor da Real Irmandade, o Dr. Nuno Gonçalo da Paula explicou que a investidura do Príncipe da Beira, como Mordomo, vem no seguimento da presença de vários reis, príncipes, infantes e parentes da família real que se tornaram membros desta Real Irmandade, uma Irmandade que continua a ser agraciada com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.

Para Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, e Irmão de Honra da Real Irmandade de Santa Joana Princesa; “não há dúvida que esta é uma das Irmandades mais importantes e mais queridas de Portugal e que se dedica, desde o Século XIX, a zelar e difundir o Culto à Infanta Santa Joana depois da extinção das Ordens Religiosas”.

Foi em 1905, precisamente há 120 anos, que outro Príncipe Real, D. Luiz Filipe de Bragança, Príncipe da Beira, era investido como Mordomo., ele que viria a sofrer o martírio, tal com seu pai, o Rei D. Carlos, no trágico dia 1 de Fevereiro de 1908.

Para Evaristo, Perito em iconografia sacra e Relíquias; “as armas da Real Irmandade, que foram as de Santa Joana Princesa, estão bipartidas com o escudo de Infanta da Casa Real, as Armas de Portugal, e a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, simbolizando assim, uma missão de vida a defender os valores Cristãos de Portugal até à morte, oferecendo o sofrimento pessoal pela conversão dos pecadores, tal como pediu Nossa Senhora em Fátima.”

Consciente desse compromisso com a pátria e com a Real Irmandade da qual foram Juízes Perpétuos os Reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II e à qual pertencem os Senhores Duques de Bragança e a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, aceitou por devoção particular para com a Santa Joana Princesa, o título de Mordomo da Real Irmandade tendo sido investido com Manto, Insígnias e Vara pelo Senhor Bispo de Aveiro D. António Manuel Moiteiro Ramos.

Juntamente com o Príncipe da Beira foram investidos como Irmãos, Cavaleiros e Aias de Santa Joana Princesa vários outros devotos e ainda alguns benfeitores da Real Irmandade a título póstumo.

Palavras de Sua Alteza Real D. Afonso, Príncipe da Beira, depois de ser investido como Mordomo da Real Irmandade de Santa Joana Princesa:

“Caríssimo Senhor Bispo,

Caríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro,

Caríssimo Senhor Provedor da Real Irmandade, Irmãos e devotos da Infanta Santa Joana Princesa,

É com enorme honra e alegria que me junto a todos vós na celebração das Festas de Santa Joana, aceitando com humildade o cargo de Mordomo da Real Irmandade.

A presença da Família Real em Aveiro remonta ao século 15, com a vinda da Princesa Santa Joana para o Mosteiro, e mantém-se viva na fé dos que aqui a invocam.

Quero também agradecer à Diocese, à Irmandade e ao Município pelo seu empenho na preservação do culto, do mosteiro, do túmulo e das relíquias de Santa Joana.

Termino por dizer que a partir de hoje, assumo igualmente o compromisso, na qualidade de Mordomo da Real Irmandade, com o firme propósito de promover e divulgar o legado de Santa Joana entre os portugueses e especialmente entre os mais jovens.

Muito obrigado.”

D. Afonso de Bragança

No fim das investiduras formou-se um Cortejo Litúrgico para acompanhar as imagens da Infanta Santa e de São Domingos, Patrono do Mosteiro, para a Sé-Catedral de Aveiro, local onde D. António Manuel celebrou a Missa Solene da Festa com mais de uma dúzia de sacerdotes a concelebrar incluindo o Postulador da Causa de Santa Joana.

Durante a homilia o Bispo de Aveiro relatou a experiência de vida do novo Papa Leão XIV vida repleta de valores que parecem espelhar as virtudes vividas pela Padroeira de Aveiro cuja Canonização se espera para breve. D. António Manuel disse ainda que o modelo de santidade de Santa Joana merece Culto Universal e não só no local onde viveu, como é próprio dos Santos com o estatuto de Beato.

Depois da Santa Missa o cortejo litúrgico seguiu até ao túmulo da Beata no Claustro do antigo Mosteiro das religiosas Dominicanas onde o clero entoou o hino de Santa Joana.

Foi depois oferecido ao Príncipe da Beira acompanhado do Presidente da Fundação Oureana, uma especial visita guiada pelo Coordenador da CDBCIA, Dr. Eduardo Domingues e o Coordenador da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja, o Revº Padre Gustavo André da Silva Fernandes.

A primeira parte da visita foi ao antigo Mosteiro Dominicano onde se podem contemplar as muitas obras de arte sacra, algumas do tempo da Santa Joana, e ainda, o seu magnífico túmulo.

Depois, no Museu Municipal foram explicadas muitas peças da colecção do antigo mosteiro e ainda, os belíssimos relicários.

Segou-se uma visita à exposição “A Escrita de um Ícone” organizada pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja de Aveiro (CDBCIA).

Na exposição são apresentadas cerca de meia centena de peças que abarcam um arco temporal de séculos e ajudam a compreender como a tradição da escrita de ícones (ou seja, a pintura) se difundiu pela Europa.

Segundo Eduardo Domingues esta arte nobre, teológica e espiritual ainda tem, na atualidade, os seus cultores. A exposição dá a conhecer a pintura altamente simbólica dos ícones, e apresenta uma colecção distribuída por três núcleos; as representações de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos.

Neste tipo de pintura caraterizada pela abordagem simbólica, pela esquematização formal e pela ênfase colocada na espiritualidade

Para Eduardo Domingues; “Esta exposição permite aos aveirenses, crentes e não crentes, uma aproximação ao sagrado, dando a conhecer o seu simbolismo e a tradição, não só pelo seu aspeto pictórico, mas também por todo o tempo de preparação espiritual e dos materiais utilizados, relação que se funde entre o escritor e a obra.”

No final da visita à exposição os responsáveis pela mesma oferecerem aos convidados exemplares da revista INVENIRE.

A visita guiada terminou com uma visita a recém restaurada Sé-Catedral de Aveiro que também guarda muitos tesouros centenários da Igreja e da presença da Ordem de Pregadores.

À Delegação da Casa Real também foram oferecidos pelo Provedor da Real Irmandade livros sobre a Real Irmandade de Santa Joana Princesa e o Culto de Santa Joana Princesa em Aveiro da autoria de Amaro Neves e de Nuno Gonçalo da Paula.

Já pela tarde, e depois do almoço, teve lugar às 16 horas, a Magna Procissão de Santa Joana Princesa com as imagens da Santa e suas Relíquias Insignes a percorrerem as ruas da Cidade de Aveiro, desde a Sé até ao Mosteiro.

Numa das varas do pálio, a chamada “Vara do Rei” esteve o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira cumprindo assim tradição dos Mordomos Régios antecessores da Real Irmandade.

Em moldes idênticos aos de anos anteriores, a procissão em honra de Santa Joana atraiu uma verdadeira multidão à cidade de Aveiro passando pela Rua Batalhão Caçadores Dez, Rua Nascimen­to Leitão, Rua de Coimbra, Pra­ça Humberto Delgado, Rua de José Estêvão, Largo da Apresentação, Praça 14 de Julho, Rua Domingos Carrancho, Praças Melo Frei­tas e Humberto Delgado, Rua Clu­be dos Galitos, Rua Belém do Pará, Rua Gusta­vo Ferreira Pinto Basto, Praça Marquês de Pombal, Avenida de Santa Joa­na, e recolhendo depois à Igre­ja de Jesus – Museu de Aveiro.

12 de Maio de 2025

Texto e Fotos: Fundação Oureana e Real Irmandade de Santa Joana Princesa

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Protocolo assinado “visa o culto de Nossa Senhora e recuperar este Santuário que tanto necessita”, diz Juiz da Régia Confraria

Durante a Peregrinação das Ordens Dinásticas, que decorreu no passado sábado 28 de setembro, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa, teve lugar também a assinatura de um protocolo entre a Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição e a as Fundações Oureana e D. Manuel II.

Aos microfones da  Rádio Campanário, presente na cerimónia, Fernando Pinto (Juiz da Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição) explica que “este protocolo visa recuperar algumas das partes deste edifício que tanto necessitam”.

Fernando Pinto relembra que “na minha tomada de posso referi que tentaríamos que os mecenas viessem ter connosco”, acrescentando que “basicamente é o que está a acontecer, das conversas que já tivemos espero que outros donativos venham, tornando assim possível recuperar todo este património”.

“Procuramos um entendimento em relação ao culto de Nossa Senhora”
Fernando Pinto

O Juiz explica então que o protocolo “assinado entre a Régia, a Real e as Fundações Oureana e D. Manuel II visa criar um entendimento em relação ao culto de Nossa Senhora, e requalificar” o Santuário da Padroeira de Portugal.

Fernando Pinto considera que “futuramente existirão outros protocolos com outros fins”, lembrando que “hoje foram entregues cerca de 2 mil euros de donativo”.

Relativamente a esta missão que abraçou recentemente, Fernando Pinto diz-nos que “temos vindo a transmitir aquilo que realmente é necessário fazer por este Santuário”, justificando de seguida que “o importante é mante-lo e não permitir que se degrade mais”.

30 de Setembro de 2019

Fonte: https://www.radiocampanario.com/protocolo/

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Canal HISTÓRIA convida historiador Carlos Evaristo no âmbito da estreia da série “Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid”.

Canal HISTÓRIA convida historiador Carlos Evaristo no âmbito da estreia da série Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid”.

O historiador, arqueólogo e especialista em assuntos religiosos Carlos Evaristo foi convidado pelo Canal HISTÓRIA para protagonizar uma campanha de divulgação da série “Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid” que, a partir de 10 de abril marcará presença em antena e nas redes sociais do canal, dando a conhecer as maiores relíquias sagradas em Portugal.

Composta por cinco peças gravadas no Castelo de Ourém, próximo de Fátima, Carlos Evaristo irá dar a conhecer algumas Relíquias Insignes da colecção da Regalis Lipsanotheca, bem como falar de algumas das mais veneradas relíquias existentes em Portugal, explicando ainda o processo de autenticação e re-autenticação destas Maravilhas Sagradas da Cristandade.

Relíquias das Aparições de Nossa Senhora de Fátima e dos Videntes; relicários que foram de reis e estadistas contendo parte do braço incorrupto de São Vicente, um osso da mão e um autógrafo de Santa Teresa de Àvila, pedaços do corpo incorrupto de São Francisco Xavier, cabelos, ossos e um pedaço do manto da Rainha Santa Isabel e pele da cabeça de Santo António, assim como Arcas de relíquias que eram usadas para juramentos em Tribunal e que antecederam o uso das bíblias, são algumas das Maravilhas Sagradas que Carlos Evaristo dará a conhecer.

“Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid”, uma série apresentada pelo multifacetado ator, chega ao Canal HISTÓRIA a 7 de abril, pelas 22h15, para revelar a História de algumas das relíquias mais importantes do mundo, apoiando-se em reconstituições, imagens de arquivo e entrevistas a historiadores, escritores, professores de Arqueologia e Estudos Religiosos que ajudarão a esclarecer o impacto desses bens sagrados.

Sobre Carlos Evaristo

Carlos Evaristo é um historiador, arqueólogo, pesquisador e escritor luso-canadiano, com mais de 150 livros e estudos publicados. É também comentador histórico e religioso e um perito mundialmente reconhecido em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval. É Presidente e co-fundador da Fundação Histórico – Cultural Oureana, do Gabinete Português dos Patronos dos Museus do Vaticano, do Centro para a Pesquisa Religiosa, do Real Instituto de Arqueologia Sacra, do Centro Português de Investigação do Santo Sudário e das Relíquias da Paixão de Cristo, e da FIDES: Federação Internacional de Estudos Sindonológicos, entidade que atribui o prémio Rei Umberto II para a Investigação e Devoção ao Santo Sudário. Guardião de uma das maiores colecções privadas de relíquias no mundo, Evaristo exerce o cargo de “Custos Reliquiarum” em várias comissões diocesanas que se ocupam do estudo e autenticação de relíquias dos santos, sendo também fundador do Apostolado para as Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Santas Relíquias, organizações representadas na Regalis Lipsanotheca do Castelo de Ourém, um repositório de relíquias que conta com o Alto patrocínio das Casas Reais; Portuguesa, Italiana, Francesa, Húngara, etc.

8 de Abril de 2025

FONTE: Canal História

https://amcnetworks.pt/noticias/canal-historia/canal-historia-convida-carlos-evaristo/?fbclid=IwY2xjawJqaXdleHRuA2FlbQIxMAABHg-i15cxYuZom5ipXZ4511rDbu_NKOHIUn_JsMo1aHnpkjLUnWC_B9_7M3ZJ_aem_v9z1bfGBgqt4C0ovj-q_CQ

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Primeira edição do “Meet the Authors” teve Visita Guiada no Castelo de Ourém e Almoço com Autores

A Fundação Histórico Cultural Oureana que há 55 anos promove banquetes temáticos no Restaurante Medieval, decidiu aceitar o desafio para algo bem diferente; uma visita guiada ao Castelo e Vila Medieval de Ourém e um “Meet the Authors” Almoço com Autores.

O primeiro “Meet the Authors” teve lugar no dia 20 de Fevereiro e juntou dois autores conhecidos do grande público, e particularmente, do público norte americano devoto das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

A visita guiada com almoço foi organizado por Frank Spicer e Mary Sample, responsáveis pelas peregrinações norte americanas; Luminaries of Holy Mary. 60 participantes incluindo alguns residentes de Fátima, estiveram com os conhecidos autores Católicos; Carlos Evaristo e Josephine Nobisso.

O grupo foi guiado por Carlos Evaristo e visitou primeiro o Castelo de Ourém, seguindo depois para o jardim de São Nuno, a antiga Sé – Colegiada, e finalmente os vários espaços museológicos da Fundação. Na Regalis Lipsanotheca, venerararam algumas relíquias insignes dos Pastorinhos de Fátima em dia de Festa de Santos Jacinta e Francisco Marto.

Convidados para falarem sobre as obras que publicaram, foram os autores norte americanos; Carlos Evaristo e Josephine Nobisso. Evaristo é Co-Fundador e Presidente da Direcção da Fundação Oureana e mundialmente conhecido pelos seus 150 livros já publicados.

Evaristo é também conhecido das entrevistas com a Vidente de Fátima, Irmã Lúcia, pelos estudo das relíquias e pela participação, apresentação e produção em mais de 450 programas para canais de televisão, nacionais e estrangeiros como a RTP, a RAI, a TVE, o Canal História, a National Geographic, a Odisseia e o RMC Decouvert.

O autor de vários livros e estudos sobre o Castelo de Ourém e personagens históricas ligadas ao mesmo, conduziu os visitantes pelas ruas medievais do burgo. Explicou as principais obras realizadas pelo Santo Condestável e seu neto e falou dos sete espíritos mais célebres da história do Castelo desde D. Afonso Henriques a D. Manuel II, último Rei de Portugal que no exílio se intitulava de Conde de Ourém.

Durante o almoço que foi servido pela Insignare Plus Hoteis, o autor Luso-Canadiano começou por falar da Mensagem de Fátima, dos Pastorinhos e dos encontros que teve com a Irmã Lúcia.

Depois Evaristo falou do seu trabalho como biografo de D. Nuno Álvares Pereira, do milagre ocorrido no Restaurante Medieval e do trabalho para a reabertura e a pesquisa do processo da Canonização.

Após responder a várias perguntas, Evaristo falou das suas obras sobre as Relíquias Insignes, as que examinou e estudou em santuários por todo o mundo ao longo de 35 anos, e também do Culto do Santíssimo Milagre de Santarém que ajudou a restaurar a partir de 1995.

Os estudos dos Milagres Eucarísticos que o levou a conhecer Carlo Acutis, um jovem que em breve será declarado Santo e o culto de São Miguel, Anjo de Portugal e da Paz, foram também temas apresentados pelo autor que depois respondeu a perguntas da assistência sobre os muitos livros Best Seller que escreveu.

Depois, foi a vez de Josephine Nobisso ser apresentada para falar de algumas das suas obras mais conhecidas, e nomeadamente, dos seus livros infantis Católicos como a trilogia teológica que já se encontra publicada em várias línguas, incluindo o Português.

Nobisso que é Itálio – Americana reside no Concelho de Ourém. A autora explicou a teologia por detrás das obras infantis e as ilustrações das mesmas, tendo depois respondido a perguntas sobre o livro The Weight of a Mass (O Peso de uma Missa) considerado o seu maior Best Seller internacional, aclamado pela plataforma Amazon como o livro infantil Católico mais vendido.

Seguidamente, Nobisso, que já publicou uma centena de livros, leu para todos presentes o seu livro Portrait of the Son (Retrato do Filho) a sua mais recente obra que também está traduzida para a língua Portuguesa.

No fim da leitura, a autora ainda respondeu a várias perguntas e explicou as verdades teológicas que esta série de livros pretende ensinar, tanto aos mais jovens, como aos adultos. Revelou também estar em preparação um novo livro infantil sobre um santo português.

Os enigmas na vida de Cristóvão Colombo e os mistérios do Santo Sudário foram os temas de livros recentes de Carlos Evaristo apresentados pelo mesmo já no final da sessão que terminou com a apresentação do seu livro mais recente O Relicário de D. Afonso, IV Conde de Ourém – Colecção Insigne de Relíquias da Casa de Bragança.  

Esta obra patrocinada pela Fundação D. Manuel II está editada em versão bilingue (Português e Inglês) pela Regina Mundi Press – ICHR, editora oficial das Fundações Oureana e D. Manuel II.

O almoço que foi patrocinado pelos Luminaries of Holy Mary teve início às 13 horas e prolongou-se até às 16 horas tendo sido do agrado de todos os participantes.

Frank Spicer e Mary Sample já prometeram organizar uma 2ª edição do ”Meet the Authors” para Julho.

20 de Fevereiro de 2025

Fotos: Armando Mendes e Arquivo da Fundação Oureana

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FUNDAÇÃO OUREANA NA ORGANIZAÇÃO DAS COMEMORAÇÕES DOS 700 ANOS DA MORTE DO REI D. DINIS

Os 700 anos da morte do Rei D. Dinis e a recente abertura do seu túmulo e do túmulo de seu neto no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas, foram os dois motivos para a Fundação Oureana, em parceria com a Fundação D. Manuel II e a Real Associação de Guardas de Honra, proporem ao Patriarcado de Lisboa e à Câmara Municipal de Odivelas a celebração de uma Missa de Exéquias Fúnebres que teve lugar no dia 4 de Janeiro de 2025.

As comemorações que incluíram um Velório com Guarda de Honra entre outros actos, foram organizadas em colaboração com o Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Odivelas e contou com o apoio da Paróquia do Santíssimo nome de Jesus de Odivelas, contando com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa e do Patriarcado de Lisboa.  

Entidades Presentes

Mais de 400 entidades foram convidadas a estarem presentes nas Cerimónias das Exéquias Fúnebres de D. Dinis sendo que àquelas que não poderão por razões de agenda estar na Missa, confirmaram a sua presença ou representação no dia 7, altura em que teve lugar uma Sessão Solene para apresentação do programa de comemorações do 7º centenário com a revelação dos resultados dos trabalhos realizados no túmulo incluindo a reconstituição facial do Rei.

S.A.R. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança, presente em representação da Família Real Portuguesa, juntamente com outros descendentes directos do Monarca, nomeadamente D. Nuno da Câmara Pereira e D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior.

A representar o Município de Odivelas estiveram o Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins; o Presidente da Assembleia Municipal em representação o 2.º Secretário António Boa-Nova; o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Edgar Valles, também Vereador da Cultura e a pessoa que colaborou na organização de todos as celebrações.

Coube ao Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto representar o Senhor Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, enquanto o Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Director Cultural da Marinha, representou o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa  e o Tenente-General Manuel Fernando Rafael Martins, Director Histórico-Cultural da Força Aérea o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves.

O Superintendente Luís Elias, Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa esteve presente em representação de do Director Nacional da Policia de Segurança Pública, Superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho e o Intendente Pedro Almeida, Comandante da Divisão Policial de Loures do Comando Metropolitano de Lisboa esteve presente em representação do Director Nacional da Policia de Segurança Pública, Superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho juntamente com o Comandante da Divisão da PSP de Loures-Odivelas, Intendente Pedro Almeida.

O Conselho Diretivo do Património Cultural, IP esteve representando pela Vice-Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP, Doutora Ana Catarina de Sousa, e pelo Vice-Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP, Arquiteto Ângelo Silveira.

O Coronel António Marcos de Andrade, Director do Museu Militar de Lisboa,  representou o General Cavaleiro Director da Direcção de História e Cultura Militar. Esteve presente também o Senhor Manuel Varges, antigo Presidente da Câmara Municipal de Odivelas e os Vereadores da Câmara Municipal; Ana Isabel Gomes, João António e Susana Santos e a Adjunta Andreia Morgado.

O Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, Nuno Gaudêncio, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Pontinha e Famões, Jorge Nunes, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Ramada e Caneças, Manuel Varela e o Presidente da Junta da União de Freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Rogério Valente Breia também estiveram presentes na cerimónia.

Representantes do Agrupamento de Escutas 69 e Odivelas e o Presidente do Conselho de Administração dos SIMAR de Loures e Odivelas, Nuno Leitão e o Director Municipal da Câmara Municipal de Odivelas, Hernani Boaventura; a Conselheira Municipal para a Igualdade, Hortênsia Mendes; o Dr. José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade da Independência Histórica de Portugal e a Dra. Vera Amatti, em representação do Senador do Brasil, D. Luiz Phillipe de Orleans Bragança, primo do Senhor D. Duarte também marcaram presença.            

O Catafalque Régio

Um Catafalque Régio ou Catafalco foi criado para a Missa de Exéquias Fúnebres de D. Dinis. O mesmo foi inspirado em iluminuras medievais e desenhado pelo Comissário das Celebrações aniversárias, o Cônsul Dr. Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana e pelo Mestre Arquitecto Nicolas Descharnes.

Colocado à frente do túmulo do Monarca, era composto por uma coroa decorativa antiga, de bronze envelhecido, colocada sobre uma almofada de veludo vermelho por cima de um suporte de madeira forrado a tecido adamascado preto e dourado bordada com a palavra “Veritas” (verdade) a ouro em letras góticas medievais. De cada lado do Catafalque Régio sobre um tapete fúnebre preto foram colocados dois tocheiros altos, de bronze, com velas que estiveram em câmara ardente durante o Velório, a Guarda de Honra, a Missa de Exéquias Fúnebres e a Cerimónia de Deposição de Coroas de flores.

Velório com Guarda de Honra

Pelas 15 horas, deu-se início ao Velório que teve lugar junto ao Catafalque Régio e que incluiu uma Guarda de Honra com Render da Guarda a cada 10 minutos, cerimónia que se prolongou durante a Missa e Rito Exequial.

O Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto representante do Senhor Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo com S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança

Foi o Senhor Duque de Bragança, Patrono da Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais, a instalar a primeira Guarda de Honra junto ao túmulo de D. Dinis e de seu neto durante o Velório. O Dr. José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto do Ministério da Defesa e membro da Guarda de Honra iniciou a primeira Guarda de Honra com o Comandante Geral Adjunto; Professor Humberto Nuno de Oliveira. Seguiram-se os Comandantes do Comando Geral da Real Guarda de Honra; Carlos Martins Evaristo, David Alves Pereira, João Pedro Teixeira e o Cônsul Carel Heringa, e ainda o Guarda de Honra Cavaleiro RIOASM Fernando Vasconcellos,  

Prestaram também serviço como Guardas de Honra durante o evento, membros de Delegações de Confrarias,  Irmandades e Damas e Cavaleiros de Ordens e também membros da Ordem de Vitez dos Herois da Ungria e da Legião de Homens de Fronteira Independant Portuguese Command.

Houve representantes da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, canonicamente erecta na Arquidiocese de Lisboa e da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, canonicamente erecta na Diocese de Coimbra. Prestaram uma  Guarda de Honra o Arquitecto Nicolas Descharnes, Juiz RIOASM e Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana; os Comendadores Ricardo Louro e Sérgio Fernandes juntamente com a Dama OSMA Maria de Lurdes Antunes de Ascenção Teixeira Fernandes Lopes e o Cavaleiro RIOASM Carlos Mourão em representação da Real Irmandade da Real Ordem do Arcanjo São Miguel, canonicamente erecta na Arquidiocese de Évora; o Dr. Francisco Mendia e vários elementos da Ordem Constantiniana de São Jorge e o Confrade José Alves a representar a Real Confraria do Santo Condestável do Laicado Carmelitano tendo também a seu cargo a transmissão das celebrações e o registo fotográfico de todo o evento na qualidade de Chefe do Departamento de Comunicação da Fundação Oureana.

Membros de Delegações de associações civis também quiseram prestar uma Guarda de Honra, nomeadamente o Prof. João Hipólito, Álvaro Sousa, Antonino Madhail e Victor Graça, a representarem a Associação Real Ordem de São Miguel da Ala. O render da Guarda esteve a cargo dos Comandantes; José Manuel Rodrigues e Inês Rodrigues do Comando Geral da Real Guarda de Honra.

Instituição da Legião D. Dinis da Real Guarda de Honra

Com a anuência do Município e Paróquia de Odivelas foi instituída a Legião ou Comando D. Dinis da Guarda de Honra e nomeado o conterrâneo Rui Silva, (a quem se reconheceu publicamente a ideia e proposta de se realizar estas comemorações centenárias) como 1º Comandante. Foi o próprio Comandante Rui Silva, juntamente com a sua mulher e filha e o Guarda de Honra Luís Rodrigues, os primeiros elementos deste novo comando a prestarem uma Guarda de Honra ao túmulo de D. Dinis durante o velório.

Memória Justificativa do Comissariado

Não estava previsto no programa mas por vontade do Senhor D. Duarte, Chefe da Família Real Portuguesa e Patrono das Fundações D. Manuel II e Oureana, (as principais entidades promotoras e organizadoras do evento); foi lida por Carlos Evaristo, em nome do Comissariado das Comemorações, uma Memória Justificativa para a realização da Missa de exéquias Fúnebres.

Durante a intervenção do Comissário ele relembrou que precisamente “no dia 7 de Janeiro completam-se 700 anos desde a morte d’El Rei D. Dinis”, mas que o Rei Poeta ou Lavrador, como ficou conhecido,” faleceu de facto a um Domingo a seguir à Epifania depois de ter assistido à Missa de Reis. Ao assinalar a sua passagem com esta Guarda de Honra de Velório, a Missa Solene da Epifania, verificou-se a necessidade de encomendar de novo a sua alma e a do seu neto, com uma Missa de Réquiem com Rito Exequial após as recentes intervenções arqueológicas que levaram à abertura dos túmulos e remoção dos restos mortais.”

O Comissariado agradeceu em nome do Senhor D. Duarte e da Família Real a intervenção nos túmulos patrocinada pela Câmara Municipal e supervisada pelo Vice-Presidente e Vereador da Cultura Dr. Edgar Valles, e a abertura do mesmo para se complementar os trabalhos de intervenção no túmulo com estas comemorações aniversárias. “Agradecemos às entidades presentes e àquelas que não estiveram presentes por razões de agenda estar mas que confirmaram a sua presença ou representação para o evento do dia 7.”

Houve também umas palavras de agradecimento e saudação especiais à Domus Pacis do Exército Azul dos Estados Unidos da América que emprestou várias peças decorativas, e alfaias litúrgicas usadas no evento; “ao Prof. Humberto Nuno de Oliveira que veio dar a conhecer um pouco mais acerca do Rei D. Dinis; ao Maestro Armando Calado; à Pianista Ludmilla; e ao Coro de Nossa Senhora da Conceição de Almeirim, por terem vindo abrilhantar esta homenagem”.

Ao Pároco de Odivelas, Padre José Jaworski ,e à Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus, agradeceu-se, “o acolhimento e o perpetuar do nome, da memória e legado de D. Dinis”. Finalmente houve um agradecimento especial pelo Alto Patrocínio conferido ao evento  pelo Patriarcado de Lisboa na pessoa do Patriarca D. Rui Valério, também ele Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense.

D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior, 23º descendente directo de D. Dinis.

Evaristo desejou “um Bom Ano Santo e Dionisiano a todos”, e informou que; “as comemorações porém não terminam hoje mas continuarão no espírito do Ano Santo, e já no próprio dia 7 o Município de Odivelas, que patrocinou os estudos levados acabo após a abertura do túmulo, irá anunciar o programa alargado.”

Memorial Historiográfico

O Memorial Historiográfico a cargo do Prof. Humberto Nuno de Oliveira deu a conhecer aos presentes algumas facetas pouco conhecidas da vida do Rei D. Dinis que não só fundou a Armada dando início à Era dos Descobrimentos com a plantação do Pinhal do Rei, mas também fundou a Ordem de Cristo que recebeu os bens da extincta Ordem do Templo, introduziu leis justa, promoveu a paz no Reino promovendo a língua portuguesa ao fundar a Universidade de Lisboa para que os documentos régios fossem elaborados por doutores da lei, na capital, em vez de na Universidade de Salamanca, como era costume à época.

O Professor Humberto Nuno de Oliveira

Missa Solene da Epifania com Rito Exequial

A Missa que estava aberta ao público esgotou a lotação da Igreja, com muitas pessoas a assistirem de pé e no pátio exterior. A presidir à Missa da Epifania com Rito Exequial esteve D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico Arquidiocese Castrense tendo como concelebrantes vários sacerdotes e principalmente o Monsenhor António Teixeira, Conselheiro da Nunciatura Apostólica em representação do Senhor Núncio Apostólico, D. Ivo Scapol.

O Dr. António José Baptista

Todo o cerimonial religioso foi conduzido pelo Padre Alberto Gomes, Mestre de Cerimónias da Sé Patriarcal de Lisboa e contou com o apoio do Padre José Jaworski, Pároco da Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas e do Padre Fernando António, Capelão da Real Guarda de Honra que também recitou as orações por alma do Rei e de seu neto no início do Velório.

Depois da Missa teve início o Rito Exequial presidido pelo senhor Patriarca de Lisboa que convidou o Senhor D. Duarte a acompanha-lo na bênção dos túmulos do rei D. Dinis e do Infante seu neto.

Acolitou o Patriarca de Lisboa durante a Missa o Cavaleiro OSMA e Confrade RGH da Legião de Braga, Leonardo Rodrigues, um dos Directores assistentes da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana.

Abrilhantou as celebrações o Coro da Imaculada Conceição de Almeirim dirigido pelo Maestro Armando Calado tendo entoado os seguintes cânticos durante a Missa. Cântico de Entrada; “Levanta-te Jerusalém”, o Kyrie; “Orbis Factor”, o Salmo; “Virão adorar-Vos Senhor, todos os povos, todos os povos da terra”,  o Aleluia de Taize, o Cântico do Ofertório; “Jesus Rei admirável”,  o Santo de Schubert, o Cordeiro de Deus de Madureira, o Pai Nosso de Carlos Silva, o Câtinco de Comunhão; “Vinde Benditos de meu pai”, o Cântico de Acção de graças; “Ó luz de Deus, ó doce luz”, o  Cântico durante o Rito Exequial;  “Ave Maris Staela” e o Cântico Final; “Adeste Fidelis”.

Cerimónia de Deposição de Coroas de Flores

Após o Rito Fúnebre, o Funeral Régio concluiu-se com a cerimónia de Deposição de Coroas de flores junto ao túmulo do Monarca. Primeiro a fazê-lo foi o Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto em representação de Sua Ex.ª o Senhor Ministro da Defesa Nacional Nuno Melo, juntamente com o Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Diretor Cultural da Marinha em representação de Sua Excelência Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa.

Seguiu-se a deposição de uma Coroa de flores pelo Dr. Hugo Martins, Presidente da Câmara Municipal de Odivelas acompanhado de S.A.R. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança em representação do Município e do Comissariado das Comemorações.

Finalmente, colocou uma Coroa de flores o Dr. José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade da Independência Histórica de Portugal e o Tenente-General Manuel Fernando Rafael Martins, Director Histórico – Cultural da Força Aérea, em representação Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves.

Leonardo Rodrigues

Presença de Relíquias da Rainha Santa Isabel

A presença de Relíquias da Rainha Santa Isabel na Missa de Exéquias Fúnebres foi um momento histórico.

As relíquias foram colocadas sobre o Altar perto dos restos mortais de D. Dinis e do neto de ambos.

As relíquias que pertencem à colecção da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana no Castelo de Ourém são duas madeixas de cabelo da Rainha Santa, uma colocada num busto relicário, e outra, num relicário de pé.

Estas relíquias estiveram à veneração dos fieis durante o Velório e depois da Missa, enquanto nos Claustros do Mosteiro os convidados tinham uma visita guiada ao espaços museológicos e provavam uma Madre Paula (Vinho) de honra oferecido pela Câmara Municipal de Odivelas.

4 de Janeiro de 2025

Fotografias de José Alves, Carlos Evaristo e C.M. Odivelas

Direitos Reservados: Câmara Municipal de Odivelas e Fundação Histórico – Cultural Oureana

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Protocolo “Simulacra Sanctorum”celebrado entre Universidades; (Católica do Porto e de Évora) e Fundação Oureana, visa conservação e catalogação de Relíquias Simulacra dos Santos em Portugal

A Fundação Histórico Cultural Oureana celebrou mais um Protocolo de colaboração para conservação do património religioso. Denominado ” Protocolo Simulacra Sanctorum” o protocólo celebrado entre a Fundação Oureana e as Universidades, Católica Portuguesa e de Évora têm como finalidade a colaboração entre as entidades protocolares no âmbito do Projecto “Holy Bodies – An Atlas of the Corpi Santi in Portugal” um projecto que visa o estudo e a realização de trabalhos de preservação e catalogação dos Simulacra dos Santos (Simulacros) em Portugal.

Os especialistas em Simulacra; Carlos Evaristo e José João Loureiro em representação da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana, após uma reunião na Domus Pacis com Eduarda Vieira e Joana Palmeirão

No documento assinado no dia 15 de Abril de 2024, pela Pró-Reitora da Universidade Católica; Drª Isabel Braga da Cruz em representação do Centro Regional do Porto e pelo Vice-Reitor da Universidade de Évora; Dr. João Valente Nabais, ambas as universidades reconhecem que “a Fundação Histórico – Cultural Oureana é uma “Fundação para a Pesquisa Religiosa”, representante no mundo Lusófono do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano com reconhecidas intervenções no estudo, conservação e reautenticação de Relíquias Sagradas em várias Dioceses e Arquidioceses e seus respetivos Museus, sendo também reconhecidamente detentora de um importante acervo documental, histórico artístico e de arte sacra relacionados com a história das relíquias na Igreja Católica e em Portugal e tendo entre o património a Regalis Lipsanotheca, um Repositório Sagrado de Relíquias Internacional localizado no Castelo de Ourém, e que reúne em contexto museológico sagrado, a maior coleção de relíquias autenticadas, fora do Vaticano, assim como uma exposição permanente de “Simulacra” dos Santos.”

A ideia para um Protocolo surgiu no âmbito do Projeto “Holy Bodies – An Atlas of the Corpi Santi in Portugal” (https://doi.org/10.54499/2022.01486.PTDC), e dado haver interesse de cariz religioso na colaboração entre entidades para o trabalho de preservação, estudos, troca de informações e divulgação de documentação e objetos integrados nos seus acervos relativo aos “Simulacra dos Santos (Simulacros) –
Simulacra Sanctorum”.

O Protocolo garante também que todas as ações de conservação destas relíquias insignes (os corpos dos Santos) serão realizadas seguindo as normas canónicas e rubricas vigentes para o Culto das Relíquias Sagradas, utilizando o Protocolo para a Intervenção nas Relíquias Sagradas e Arqueologia Sacra da autoria de Carlos Evaristo, perito em relíquias e autor do livro “Relíquias Sagradas” havendo um Capelão designado pelas Dioceses para acompanhar os trabalhos.

O Custos (Conservador de Relíquias) Carlos Evaristo, que já ajudou docentes em doutoramentos de especialização na conservação de relíquias, considera que “este trabalho é um passo importante na valorização das relíquias e em particular dos Simulacros que contêm os esqueletos completos dos Santos Mártires, que são nossos heróis da Fé, alguns dos quais, mal compreendidos em tempos, foram expulsos de igrejas sendo agora ao fim de décadas de desprezo, valorizados e realojados nos mesmos espaços sagrados, depois de devidamente estudos, reautenticados e conservados através de projectos como este. Queremos que esta parceria ajude a esclarecer e a formar uma nova geração de conservadores do património sagrado que devido à sua natureza não pode ser simplesmente restaurado como os artefactos museológicos”.

Para Evaristo; “Trata-se dos Corpos de Santos; esqueletos armados e articulados, cobertos de trabalhos artísticos feitos de pasta de papel, cera ou outra matéria que depois de vestidos e ornamentados com perucas e outros acessórios são considerados no seu todo como uma só relíquia de um corpo, e isso faz com que tenha de haver um cuidado redobrado com cada partícula que cai do mesmo durante uma intervenção e tudo o que está em contacto com o conjunto que também se torna relíquia e por isso deverá ser preservado.”

Para o especialista que já examinou centenas de corpos incorruptos e Relíquias Insignes de Santos tendo intervencionado outra centena de Simulacra, a maior parte confeccionados em ateliers na Sicília ou comunidades monásticas entre os Séculos XVIII e XIX; “só o facto dos responsáveis de muitas Igrejas terem despertado para o abandono de muitos simulacros em sótãos e arrecadações e manifestado o interesse em conservar os corpos e os devolver ao culto, é algo que nos dá muita satisfação e mostra que o nosso trabalho está a suscitar uma maior sensibilidade e sentido de responsabilidade institucional tanto a nível paroquial como diocesano.”

15 de Abril de 2024

Fotografias: Arquivo Fundação Oureana

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Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel da Abadia Cisterciense de Casamari presente na Missa Aniversária do Servo de Deus Francesco II

No Sábado, 25 de Janeiro de 2025 pelas 18h00, foi celebrada a Santa Missa votiva anual em memória do Servo de Deus Francesco II de Borbone, último Rei das Duas Sicilias e filho da Beata Maria Cristina.

  • SCORRI VERSO IL BASSO PER IL TESTO IN ITALIANO

A missa teve lugar na basílica Abacial Cistercense de San Domenico Abate na Diocese de Sora-Cassino-Aquino – Pontecorvo no território da Cidade de Sora, que fazia parte da antiga província de Terra di Lavoro durante o Reino das Duas Sicílias.

A solene Celebração Eucarística foi presidida pelo Representante para a Representação da Abadia de Casamari da Delegação de Tuscia e Sabina da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge, Padre Pierdomenico Volpi, S.O.Cist., Capelão de Mérito e Postulador Geral para os santos da Ordem Cisterciense. Presente esteve o Coordenador da Representação na Abadia de Casamari, Angelo Musa, Cavaleiro de Mérito com Placa de Prata da Ordem Constantiniana de São Jorge e Delegado / Juiz da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel da Abadia de Casamari.

A Delegação da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, sedeada na Abadia de Casamari, este a cargo do Vice-Delegado / Vice-Juiz, Dr. Leonardo Lucarella, Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem Dinástica cujo Grão -Mestre Nato é S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, Grã-Cruz de Justiça condecorado com o Colar e Presidente de Honra da Real Delegação Portuguesa da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge.

Após o anúncio do Evangelho (Lc 10,1-9), o Padre Volpi fez a homilia, na qual recordou o último Rei das Duas Sicílias como exemplo de testemunho da Fé Cristã:

«Hoje, mais do que nunca, precisamos de ser testemunhas da nossa Fé, isto porque o mundo está a afastar-se cada vez mais do Senhor. Uma testemunha digna foi o próprio Servo de Deus Francisco II. Viu-se a assumir o trono num período histórico muito conturbado, talvez não estivesse totalmente preparado para um papel tão fundamental. Se não estava preparado, não significa que não fosse capaz, a sua vida prova isso. Foi traído, vilipendiado e enganado, mas a sua vida fala de um soberano que não respondeu à traição com traição, à difamação com difamação. A sua existência, antes e durante o exílio, foi de aceitação da vontade divina, mas sempre de cabeça erguida e não desleixada. Era certamente um bom homem, e o seu diário atesta isso, mas não era tolo nem incompetente. A existência do Servo de Deus Francisco II, com as devidas diferenças, foi muito semelhante à do Beato Carlos de Áustria. Este último também assumiu o trono num período difícil da história, tanto o Imperador Carlos como o Rei Francisco II estavam convencidos de que as pessoas, mesmo as da Corte, eram animadas por uma fé sincera que levava a viver virtuosamente, mas, como o Senhor Jesus, foram traídos. Voltando ao testemunho, São Francisco de Sales afirma que não devemos falar excessivamente às pessoas sobre Deus, mas que o nosso comportamento deve fazer com que os outros nos perguntem sobre Deus. Em Arco di Trento, Francisco era visto diariamente a participar na Celebração Eucarística com os fiéis da paróquia. Muitos paroquianos nem sequer sabiam que ele tinha sido o último governante do Reino das Duas Sicílias. A sua não era uma fé “gritada”, mas uma fé vivida diariamente na simplicidade da sua vida. O Senhor carregou-o no seu coração; podemos ter a certeza de que o Senhor nunca abandonou o Seu Servo Francisco II. Por isso, rezamos para que Deus, na sua infinita bondade, permita que prossiga o inquérito diocesano para a beatificação do Servo de Deus Francisco II: a Igreja e o mundo precisam de testemunhas fidedignas como o último Rei das Duas Sicílias.”

A animação da solene Liturgia Eucarística esteve a cargo do Coro da Catedral de Santa Maria Assunta de Sora, dirigido pelo Maestro Giacomo Cellucci, Cavaleiro de Ofício, diante do órgão de tubos no vão central da nave lateral esquerda do Convento. Realizaram-se: A Igreja alegra-se (Entrada), Kyrie e Gloria de Picchi, Cantemos ao Senhor (Aleluia), Como espigas nos campos (Ofertório), Sanctus de Lourdes, Cordeiro de Deus de Palmitessa, Pão de trigo novo vida (Comunhão) . No órgão Marianna Polsinelli, Dama do Ofício.

A Primeira Leitura (2 Tm 1,1-8) foi recitada por Christian Petrucci, Cavaleiro de Ofício, e a Oração dos Fiéis pelo Cavaleiro de Ofício Luca Cardinali, concluída pelo Padre Volpi com a oração pelo Grão-Mestre, S.A.R. Príncipe Dom Pedro de Bourbon, Duas Sicílias e Orleães, Duque da Calábria, Conde de Caserta, Chefe da Casa Real das Duas Sicílias.

Roberto Guardini, Cavaleiro do Ofício da Sagrada Milícia, serviu como Ministro Extraordinário da Eucaristia.

Uma sessão fotográfica foi organizada pelos jovens Nicholas Santoro e Valerio Di Vece, postulante da Delegação de Tuscia e Sabina.

O voto das Santas Missas anuais pelas almas de S.M. Fernando II e do Servo de Deus Francisco II, penúltimo e último Reis das Duas Sicílias

A noite terminou com um convívio fraterno no Palazzo Nobiliare Filonardi em Veroli (FR).

Em sinal de gratidão para com o Rei Fernando II, os monges cistercienses da Abadia de San Domenico Abate em Sora, reunidos em Capítulo a 6 de Agosto de 1855, decidiram assumir o compromisso perpétuo de celebrar duas missas cantadas anuais “pela segurança de Sua Majestade e de toda a família real e descendentes.” Desde então, as missas são celebradas no dia 14 de julho, dia em que o rei Fernando II, em 1855, favoreceu o mosteiro e no dia 18 de Janeiro, dia do nascimento do Príncipe Herdeiro Francisco, o futuro último Rei das Duas Sicílias, hoje Servo de Deus Francisco II.

Este ano, para dar a um maior número de membros da Sagrada Milícia Constantiniana a oportunidade de participar, a Santa Missa foi celebrada na sexta-feira, 26 de Janeiro de 2024.

O Servo de Deus Francisco II, Rei das Duas Sicílias

Este ano celebra-se o 130º aniversário do piedoso falecimento do Servo de Deus Francisco II de Bourbon (Nápoles, 16 de Janeiro de 1836 / Arco, 27 de Dezembro de 1894), último Rei das Duas Sicílias (22 de Maio de 1859 / 20 de março de 1861), Grão-Mestre da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge.

Fora do estereótipo de Francisco como um rei jovem, inexperiente, ridicularizado e traído por todos, que acabou como vítima de sacrifício numa fortaleza, sob uma chuva de bombas, gostaríamos de destacar diferentes aspetos do monarca e do homem. S. M. Francisco II de Bourbon não morreu sob as bombas em Gaeta, mas passou a maior parte da sua vida no exílio, 33 anos inteiros. Todos se esqueceram dele depois de 14 de Fevereiro de 1861, como um homem derrotado.

Francisco de Assis Maria Leopoldo, fora um jovem, como muitos da sua idade, tomado pelas angústias e sofrimentos morais da juventude, coisas que nele eram amplificadas pela sua condição especial de filho de um Rei e que um dia viria a ser estar destinado a reinar. Deixou uma marca mais profunda na história do que aquela que nos foi dada pelos livros de história, um homem que lutou sozinho com um punhado de heróis, os seus soldados, e não o seu exército, contra a injustiça, contra um plano revolucionário maçónico que utilizava principalmente a arma da corrupção. Sabia ser um jovem rei ávido de inovações e mudanças, que sabia também cumprir os seus deveres de soldado. Os numerosos testemunhos que emergem dos documentos que nos deixou revelam o seu verdadeiro valor e os seus verdadeiros sentimentos.

Certamente que teve de superar difíceis provações na sua existência, mas tudo foi filtrado pela sua fé inabalável em Deus, o que certamente temperou certos momentos dramáticos da sua vida. No entanto, isso não diminui a sua imagem de homem de grande dignidade e estatura moral. Como monarca cristão, soube manter-se apegado aos seus pontos de referência, que não eram certamente materiais. Quando alguém lhe disse que a história o tinha reduzido a viver numa estalagem, Francisco II respondeu: que “o Rei dos Reis não tinha onde repousar a cabeça”. Nunca hesitou em dar aos necessitados o máximo que podia, mesmo privando-se do necessário.

S. M. Fernando II, Rei das Duas Sicílias

Fernando Carlos Maria de Bourbon nasceu em Palermo a 12 de janeiro de 1810 e faleceu em Caserta a 22 de maio de 1859. Foi Rei do Reino das Duas Sicílias de 8 de Novembro de 1830 a 22 de Maio de 1859. Sucedeu a seu pai Francisco I numa idade muito jovem e foi o autor de um processo radical de recuperação das finanças do Reino. Sob o seu governo, o Reino das Duas Sicílias conheceu uma série de tímidas reformas burocráticas e inovações tecnológicas (como a construção do caminho-de-ferro Nápoles-Portici, o primeiro em Itália, e a criação de algumas unidades industriais, como as oficinas de Pietrarsa). Deu também grande impulso à criação da Marinha e da marinha mercante, numa tentativa de aumentar o comércio com os países estrangeiros. O seu reinado foi abalado pelos movimentos revolucionários de 1848. Após a sua morte, o trono passou para o seu filho Francisco II, sob cujo governo terminou a história do Reino das Duas Sicílias, anexado ao Reino de Itália após a Expedição do exército piemontês.

A Abadia de San Domenico Abate em Sora

A Abadia Cisterciense de San Domenico Abate, dedicada à Santíssima Mãe de Deus e à Virgem Maria, no município de Sora, na província de Frosinone, na confluência do rio Fibreno com o rio Liri, foi fundada em 1011 sobre as ruínas de local de nascimento de Marco Tullio Cicerone, pelo Abade Domenico de Foligno, encomendado pelo Governador de Sora e Arpino, Pietro di Rainiero, e Doda, sua mulher.

Na reconsagração da igreja em 1104, o Papa Pascoal II acrescentou ao título original o de San Domenico Abate. Depois de deixar o Mosteiro de Trisulti, Domenico viveu em Sora durante vinte anos e meio, até à sua morte. O mosteiro teve um rápido desenvolvimento económico e social. Os beneditinos cassineses permaneceram até 1222, quando, passados ​​pouco mais de dois séculos, nos trabalhos de reforma das abadias beneditinas, o Papa Honório III os retirou, para os substituir pelos cistercienses da Abadia de Casamari, na qual foi incorporada. Os cistercienses, porém, embora pertencessem a outra família beneditina, conservaram e nutriram o culto a São Domingos. Em 1430, o mosteiro de Sora, juntamente com o de Casamari, foi concedido em comenda. Posteriormente, foi rapidamente despovoado, até ficar completamente vazio. Em 1833, após o acordo com o Rei Fernando II, o Abade Comendador, Cardeal Ludovico Micara, restabeleceu uma comunidade monástica na Abadia de San Domenico.

A chegada da monarquia de Saboia, com as suas leis subversivas contra o Reino de Itália, veio mais uma vez perturbar a vida do mosteiro. Por Decreto de 17 de Janeiro de 1861, emitido a 9 de Janeiro de 1865, a Abadia de San Domenico foi adquirida, a iure, pelo estado, juntamente com todos os seus bens e os monges foram expulsos à força a 18 de Dezembro de 1865. Só após uma longa e atormentada causa , em 20 de Novembro de 1870 o confisco foi declarado ilegítimo, porque o mosteiro e os seus bens constituíam um “benefici curato” pertencente ao Cabido Vaticano por ordem do Rei Fernando II das Duas Sicílias e por concessão do Papa Pio IX com a bula Ineluctabilis devotionis de 11 de Março de 1850. O mosteiro e os seus bens foram formalmente devolvidos a 31 de Janeiro de 1871. Por ser membro do Capítulo do Vaticano, o exército alemão nunca entrou na abadia durante a Segunda Guerra Mundial .

A cidade de Sora

Sora sofreu muitas ocupações ao longo dos séculos, pelos lombardos, pelos bizantinos, pelos sarracenos (breve incursão) e pelos húngaros (saque sem ocupação). Durante o século XII, foi palco da guerra entre os normandos e o Papa. Durante este período, o Rei Carlos I de Anjou mudou a capital do reino de Palermo para Nápoles. Sora era então a sede do Condado de Sora e mais tarde, a partir de 1443, do Ducado de Sora. Finalmente, em 1796, o Rei Fernando IV de Nápoles (que assumiu em 1816, após o Congresso de Viena, o título de Fernando I das Duas Sicílias) aboliu o Ducado de Sora, prevendo o pagamento do preço de compra relativo ao Duque António II. Sora foi então incluída na antiga província de Terra di Lavoro do Reino das Duas Sicílias. A partir de 1861, Sora passou a fazer parte do recém-formado Reino de Itália, passando a ser a capital do distrito, sempre dentro do âmbito territorial da Terra di Lavoro.

25 de Janeiro de 2025

Texto e Fotos de Angelo Musa

ITALIANO – Sabato 25 Gennaio 2025 alle ore 18.00 è stata celebrata la Santa Messa votiva annuale in memoria del Servo di Dio Francesco II di Borbone, ultimo Re delle Due Sicilie, i figlio della Beata Maria Cristina.

La messa è stasta celebrata nella basilica abaziale cistercense di San Domenico Abate in Diocesi di Sora-Cassino-Aquino-Pontecorvo, sul territorio della città di Sora, che fu parte dell’antica provincia di Terra di Lavoro del Regno delle Due Sicilie.

Ha officiato la solenne Celebrazione Eucaristica, il Referente per la Rappresentanza presso l’Abbazia di Casamari della Delegazione della Tuscia e Sabina del Sacro Militare Ordine Costantiniano di San Giorgio, Padre Pierdomenico Volpi, S.O.Cist., Cappellano di Merito, Postulatore generale per le cause dei santi dell’Ordine Cistercense-Casamari, alla presenza del Coordinatore della Rappresentanza presso l’Abbazia di Casamari, Angelo Musa, Cavaliere di Merito con Placca d’Argento.

Inoltre, ha presenziato una rappresentanza della Delegazione per l’Italia della Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, accreditata presso l’Abbazia di Casamari, guidata dal Vice Delegato, Dott. Leonardo Lucarella, Cavaliere di Gran Croce dell’ordine dinastico il cui Gran Maestro è S.A.R. il Principe Dom Duarte Pio de Bragança, Capo della Real Casa del Portogallo, Balì di Gran Croce di Giustizia decorato del Collare e Presidente d’Onore della Reale Deputazione del Sacro Militare Ordine Costantiniano di San Giorgio.

Dopo la proclamazione del Vangelo (Lc 10,1-9), Padre Volpi ha tenuto l’omelia, nella quale ha ricordato l’ultimo Re delle Due Sicilia come un esempio di testimonianza della fede cristiana con la vita: «Oggi, più che mai, occorre essere testimoni della nostra fede, questo perché il mondo si allontana, sempre di più, dal Signore. Un valente testimone fu proprio il Servo di Dio Francesco II. Egli si trovò ad assumere il trono in un periodo storico molto travagliato, forse non era del tutto pronto per un ruolo così fondamentale. Se non era pronto non significa che non ne era capace, lo dimostra la sua vita. Fu tradito, vilipeso e ingannato ma la sua vita parla di un sovrano che non rispose al tradimento con il tradimento, alla denigrazione con la denigrazione, al tradimento con il tradimento. La sua esistenza, prima e durante l’esilio fu accoglienza della divina volontà, ma sempre a testa alta e non supinamente. Fu sicuramente un uomo buono, e il suo diario lo testimonia, ma non sciocco o incapace. L’esistenza del Servo di Dio Francesco II, con le dovute diversità, fu molto simile a quella beato Carlo d’Austria. Anche quest’ultimo assunse il trono in un periodo difficile della storia, sia l’Imperatore Carlo che il Re Francesco II erano convinti che le persone, anche quelle della Corte, fossero animati da una fede sincera che portava a vivere virtuosamente, ma, come il Signore Gesù, furono traditi.

Tornando alla testimonianza, San Francesco di Sales afferma che non bisogna parlare, eccessivamente, alle persone di Dio, ma che il nostro comportamento faccia in modo che gli altri ci chiedano di Dio. La vita di fede di Francesco II durante l’esilio è stata proprio così. Ad Arco di Trento, quotidianamente lo si vedeva partecipare alla Celebrazione Eucaristica con i fedeli della parrocchia. Molti parrocchiani nemmeno sapevano che fosse stato l’ultimo sovrano del Regno delle Due Sicilie. La sua non era una fede ”urlata”, ma una fede vissuta quotidianamente nella semplicità della sua vita. Il Signore lo portava nel cuore; possiamo essere certi che il Signore mai ha abbandonato il Suo Servo Francesco II. Pregiamo quindi che Dio, nella sua infinita bontà, voglia far procedere l’Inchiesta diocesana per la beatificazione del Servo di Dio Francesco II: la Chiesa e il mondo hanno bisogno di testimoni credibili come l’ultimo Re delle Due Sicilie».

L’animazione della solenne Liturgia Eucaristica è stata curata dal Coro della Cattedrale di Santa Maria Assunta di Sora, diretto dal Maestro Giacomo Cellucci, Cavaliere di Ufficio, davanti all’organo a canne nella campata centrale della navata laterale di sinistra della basilica. Sono stati eseguiti: La Chiesa esulta (Ingresso), Kyrie e Gloria di Picchi, Cantate al Signore (Alleluia), Come spighe nei campi (Offertorio), Sanctus di Lourdes, Agnello di Dio di Palmitessa, Pane di vita nuova (Comunione). All’organo Marianna Polsinelli, Dama di Ufficio.

La Prima Lettura (2Tm 1,1-8) è stata recitata da Christian Petrucci, Cavaliere di Ufficio e la Preghiera dei fedeli dal Cavaliere d’Ufficio Luca Cardinali, conclusa da Padre Volpi con la preghiera per il Gran Maestro, S.A.R. il Principe Don Pedro di Borbone delle Due Sicilie e Orléans, Duca di Calabria, Conte di Caserta, Capo della Real Casa delle Due Sicilie.

Roberto Guardini, Cavaliere d’Ufficio della Sacra Milizia, ha assistito come Ministro Straordinario dell’Eucaristia. La serata è stata conclusa con un’agape fraterna presso il Palazzo Nobiliare Filonardi di Veroli (FR). Il servizio fotografico è stato curato dal giovane Nicholas Santoro e da Valerio Di Vece postulante della Delegazione della Tuscia e Sabina.

Il voto delle Santa Messe annuali per S.M. Ferdinando II e il Servo di Dio Francesco II, penultimo e ultimo Re delle Due Sicilie

In segno di gratitudine verso il Re Ferdinando II, i monaci cistercensi dell’Abbazia di San Domenico Abate in Sora riuniti in Capitolo, il 6 agosto 1855, decisero di assumere l’impegno perpetuo di celebrare due Messe annue cantate «per l’incolumità di Sua Maestà nonché di tutta la famiglia reale e discendenza». Le Messe, da allora, si celebrano il 14 luglio, giorno in cui il Re Ferdinando II, nel 1855, favorì il monastero e il 18 gennaio, giorno della nascita del principe ereditario Francesco, il futuro ultimo Re delle Due Sicilie, oggi Servo di Dio Francesco II. Quest’anno, per dare la possibilità ad un maggior numero di appartenenti alla Sacra Milizia Costantiniana di parteciparvi, la Santa Messa è stata celebrata venerdì 26 gennaio 2024.

Il Servo di Dio Francesco II, Re delle Due Sicilie

Quest’anno ricorre il 130° anniversario del pio transito del Servo di Dio Francesco II di Borbone (Napoli, 16 gennaio 1836-Arco, 27 dicembre 1894), ultimo Re delle Due Sicilie (22 maggio 1859-20 marzo 1861), Gran Maestro del Sacro Militare Ordine Costantiniano di San Giorgio.

Al di fuori dello stereotipo del Francesco giovane re, inesperto, dileggiato e tradito da tutti, finito a fare la vittima sacrificale in una fortezza, sotto una pioggia di bombe, vorremmo mettere in risalto aspetti diversi del monarca e dell’uomo.

S.M. Francesco II di Borbone non morì sotto le bombe a Gaeta, ma passò la maggior parte della sua esistenza in esilio, ben 33 anni. Tutti si dimenticarono di lui dopo il 14 febbraio 1861, come uno sconfitto.

Francesco d’Assisi Maria Leopoldo, era stato un giovane, come tanti alla sua età, preso dalle angosce e i patimenti morali della giovinezza, cose che in lui si amplificavano per la sua condizione speciale come figlio di un Re e che un giorno sarebbe stato destinato a regnare. Egli ha lasciato nella storia un segno più profondo di quello che ci è stato restituito dai libri di storia, un umo che ha lottato da solo con un manipolo di eroi, i suoi soldati, non il suo esercito, contro le ingiustizie, contro un disegno massonico rivoluzionario che usò principalmente l’arma della corruzione. Egli seppe essere un giovane Re desideroso di aprirsi alle innovazioni e ai cambiamenti, che seppe adempiere anche ai doveri di soldato. Le numerose testimonianze che si evincono dai documenti che ci ha lasciato, fanno trasparire il suo vero valore e i suoi veri sentimenti.

Certamente ebbe a superare delle prove difficili nella sua esistenza, ma tutto filtrato dalla sua incrollabile fede in Dio, che sicuramente ha temperato certi drammatici momenti della sua vita. Però, questo non scalfisce la sua figura di uomo di grande dignità e statura morale. Come monarca cristiano egli seppe rimanere attaccato ai suoi punti di riferimento, che non erano certamente materiali. Quando qualcuno gli sottolineò la storia lo aveva ridotto a vivere in una locanda, Francesco II rispondeva; che “il Re dei Re non aveva avuto ove riposar la sua testa”. Non aveva mai indugiato a dare ai bisognosi quanto poteva, privandosi pure del necessario.

S.M. Ferdinando II, Re delle Due Sicilie

Ferdinando Carlo Maria di Borbone nacque a Palermo il 12 gennaio 1810 e morì a Caserta il 22 maggio 1859. Fu re del Regno delle Due Sicilie dall’8 novembre 1830 al 22 maggio 1859. Succedette al padre Francesco I in giovanissima età e fu autore di un radicale processo di risanamento delle finanze del Regno. Sotto il suo dominio, il Regno delle Due Sicilie conobbe una serie di timide riforme burocratiche e innovazioni in campo tecnologico (come la costruzione della Ferrovia Napoli-Portici, la prima in Italia, e la creazione di alcuni impianti industriali, come le Officine di Pietrarsa). Diede inoltre grande impulso alla creazione della Marina Militare e mercantile, nel tentativo di aumentare gli scambi con l’estero. Il suo regno fu sconvolto dai moti rivoluzionari del 1848. Alla sua morte, il trono passò al figlio Francesco II, sotto il cui governo avrà termine la storia del Regno delle Due Sicilie, annesso al Regno d’Italia in seguito alla Spedizione dei Mille e all’intervento dell’esercito piemontese.

L’abbazia di San Domenico Abate in Sora

L’abbazia cistercense di San Domenico Abate, dedicata alla Beata Madre di Dio e Vergine Maria, nel comune di Sora in provincia di Frosinone, alla confluenza del fiume Fibreno col fiume Liri, fu fondata nel 1011 sulle rovine della villa natale di Marco Tullio Cicerone, dall’Abate Domenico di Foligno su commissione del Governatore di Sora e di Arpino, Pietro di Rainiero, e di Doda, sua moglie. Nella riconsacrazione della chiesa del 1104, il Papa Pasquale II aggiunse al titolo originario anche quello di San Domenico Abate.

Lasciato il Monastero di Trisulti, Domenico visse a Sora per venti anni e mezzo, fino alla morte. Il monastero ebbe un rapido sviluppo economico e sociale. I Benedettini cassinesi rimasero fino al 1222, quando, dopo poco più di due secoli, nell’opera di riforma delle abbazie benedettine, Papa Onorio III li rimosse, per sostituirli con i Cistercensi dell’Abbazia di Casamari, in cui venne incorporato. I Cistercensi, comunque, pur appartenendo ad un’altra famiglia benedettina, hanno conservato ed alimentato il culto per San Domenico. Nel 1430 il monastero di Sora, con quello di Casamari, fu concesso in commenda. Successivamente si spopolò rapidamente, fino a svuotarsi. Nel 1833, dopo l’intesa con il Re Ferdinando II, l’Abate commendatario, il Cardinale Ludovico Micara reinsediò nell’Abbazia di San Domenico una comunità monastica.

L’arrivo della monarchia sabauda, con le leggi eversive del Regno d’Italia, sconvolse per l’ennesima volta la vita del monastero. Con decreto del 17 gennaio 1861, intimato il 9 gennaio 1865, l’Abbazia di San Domenico fu acquisita, de iure, dal demanio insieme a tutti i suoi beni ed i monaci vennero espulsi con la forza il 18 dicembre 1865. Solo dopo una lunga e tormentata causa, il 20 novembre 1870 l’incameramento fu dichiarato illegittimo, perché il monastero e i suoi beni costituivano un ”beneficio curato” di appartenenza al Capitolo Vaticano per disposizione del Re Ferdinando II delle Due Sicilie e per concessione di Papa Pio IX con la bolla Ineluctabilis devotionis dell’11 marzo 1850. Il monastero e i beni vennero formalmente riconsegnati il 31 gennaio 1871. Per motivo di questa appartenenza al Capitolo Vaticano, durante la Secondo Guerra Mondiale l’esercito tedesco non entrò mai nell’abbazia.

La città di Sora

Sora ha subito molte occupazioni nel corso dei secoli, da parte dei Longobardi, dei Bizantini, dei Saraceni (breve incursione) e degli Ungari (saccheggio senza occupazione). Nel corso del XII secolo fu teatro della guerra tra i Normanni e il Papa. In seguito alla vittoria dei Normanni entrò a far parte del Regno di Sicilia che poi passò alla dinastia Sveva e successivamente agli Angioini. In questo periodo il Re Carlo I d’Angiò trasferì la capitale del regno da Palermo a Napoli. Sora fu quindi sede della Contea di Sora ed in seguito, dal 1443, del Ducato di Sora. Infine, nel 1796, Re Ferdinando IV di Napoli (che poi assunse nel 1816, dopo il Congresso di Vienna, il titolo di Ferdinando I delle Due Sicilie) soppresse il Ducato di Sora, provvedendo al versamento del relativo prezzo di acquisto al Duca Antonio II Boncompagni. Sora fu quindi inclusa nell’antica provincia di Terra di Lavoro del Regno delle Due Sicilie. Dal 1861 Sora divenne parte del neonato Regno d’Italia, divenendo capoluogo di circondario, sempre nell’ambito territoriale della Terra di Lavoro.

25 de Janeiro de 2025

Texto e Fotos de Angelo Musa

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