Presidente da Conferência Episcopal Americana inaugura Memorial da Peregrinação Jubilar da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima e do Centenário das Aparições em Pontevedra

Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.

O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.

“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.

A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.

“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.

A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.

Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.

O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.

A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.

Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.

A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.

Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.

Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.

Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.

Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.

depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável ​​por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.

A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas
fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.

Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.

26 de Setembro de 2025

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Fundação Oureana celebra Jubileu do 30º aniversário e 25º Aniversário da 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal

Fundação Histórico – Cultural Oureana

A festa de Nossa Senhora de Loreto e 100º da Aparição de Nossa Senhora em Pontevedra à Vidente de Fátima Irmã Lúcia, foi a data escolhida pela Fundação Oureana para iniciar as celebrações do Jubileu concedido pelo Papa Leão XIV pela 30º aniversário da sua criação e 25º aniversário da construção da Regalis Lipsanotheca e a 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal.

Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do interior da Regalis Lipsanotheca

Foi também motivo da concessão de um Jubileu, o 25º aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido no edifício do Restaurante Medieva da Fundação), o 35º aniversário do Apostolado de Relíquias em Portugal, o 25º aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e o 25º aniversário da Regalis Lipsanotheca (Capela de relíquias que contém a réplica da Santa Casa de Loreto – Nazaré).

Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do exterior da Regalis Lipsanotheca

O Jubileu pedido pelo Patrono Protetor e Capelão Geral da Fundação; Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos confere uma Indulgência Plenária em vários lugares ligados aos aniversários incluindo a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Misericórdias em Ourém. O Jubileu estende-se de 8 de Dezembro de 2025 (Aniversário do Milagre atribuído a São Nuno) a 6 de Novembro de 2026 (Festa litúrgica do Santo Condestável).

Altar da réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém

Missa Jubilar Indulgenciada

As celebrações do inicio do Jubileu principiaram com uma Missa Jubilar Indulgenciada celebrada pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando António, e que teve lugar na Regalis Lipsanotheca, o repositório de relíquias sagradas que tem a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré, que foi designada de “Capela Jubilar”.

Assistiram à Santa Missa para além dos membros da Direção da Fundação Oureana, os pais do Capelão, colaboradores da Fundação e também amigos do falecido fundador John Haffert, incluindo a conhecida autora de livros Católicos de crianças; Josephine Nobisso.

Durante a Santa Missa, o Capelão da Fundação relembrou os presentes o papel que tiveram os Fundadores; John e Patrícia Haffert na criação do Exército Azul, da Fundação Oureana e a devoção que nutriam por Nossa Senhora que os levou também a criarem réplicas da Santa Casa; a primeira nos Estados Unidos da América no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Exército Azul em Washington New Jersey e a primeira em Portugal, na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.

Depois da veneração de Relíquias Insignes da Sagrada Família e da pedra da Santa Casa de Loreto, o Capelão da Fundação recitou a Litania de Nossa Senhora de Loreto terminando a Missa Indulgenciada com a bênção de todos presentes com as referidas relíquias. Para ambas as réplicas da Santa Casa, (a de New Jersey e a de Ourém), John Haffert consegui obter do Santuário Pontifício da Santa Casa, em Itália, relíquias insignes de pedras da verdadeira Santa Casa, parte das quais, foram pulverizadas e colocadas no revestimento das paredes para tornar assim as réplicas relíquias autênticas da Santa Casa à escala.

Das muitas réplicas da Santa Casa que existem no mundo, a maioria na Itália, só as duas construídas por John Haffert têm estas características; uma pedra da verdadeira Santa Casa, e uma parte da pedra pulverizada no revestimento das suas paredes.

A replica da Santa Casa de Loreto (parte da Regalis Lipsanotheca – capela de relíquias) foi o primeiro local em Portugal a ter relíquias da Santa Casa de Loreto e da Sagrada Família à veneração em Portugal.

Interior da Santa Casa em Loreto

A Santa Casa e a Lenda Dourada da Trasladação para Loreto

Reza a tradição que a casa de pedra que se venera em Loreto, Itália, hoje revestida de mármore ricamente ornamentada no seu exterior, foi, de fato, a casa que existia em Nazaré onde Santa Ana e São Joaquim criaram a Virgem Santa Maria, e onde, mais tarde, a Mãe de Deus, criou Nosso Senhor Jesus Cristo com a ajuda de São José.

Aquela que é a maior relíquia do mundo é hoje parte central do Santuário Pontifício da Santa Casa de Loreto como é formalmente conhecido. Localizado na região de Marche, na Itália, a uma curta distância da praia de Porto Recanati, a Santa Casa está instalada na Basílica da Santa Casa, construída entre 1469 e 1587.

Constituída por três paredes que, segundo a antiga e consagrada tradição, estariam de frente à chamada “Gruta da Anunciação” onde a Virgem Santa Maria nasceu, viveu e recebeu a Anunciação do Arcanjo São Gabriel. A gruta foi também o local, onde mais tarde, São José instalou a sua oficina de carpinteira e onde tradicionalmente o protetor de Jesus e Maria morreu.

Estudo arqueológico de reconstituição mostra como a Casa em Loreto fazia parte da Gruta da Anunciação em Nazaré

A Santa Casa foi indiscutivelmente transportada, de Nazaré para o Loreto tendo chegado no dia 10 de Dezembro do ano de 1294. De acordo com a Lenda Dourada e a pia devoção popular, a mesma foi transportada por anjos. No entanto, após estudos arqueológicos e filológicos mais recentes, e considerando o edifício, os registos e o estudo da iconografia sacra antiga, acredita-se agora que a casa foi levada da Terra Santa para a Itália por meios humanos – por navio – com a ajuda dos anjos, mas neste caso os “Angeli”, uma poderosa família Bizantina cujo apelido literalmente quer dizer “Anjos”.

Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém que ilustra a história

A família “Angelo” (Anjo) ou “Angeli” (Anjos) governaram o chamado Despotado do Epiro, um de vários pequeno estados feudais que surgiram após a queda do Império Bizantino de Constantinopla e do Reino Latino de Jerusalém. O Despotado do Epiro era na realidade um Estado Grego autónomo cujos chefes reclamavam alguns títulos como “Rei de Jerusalém” ou “Governador e Protetor da Palestina”. 

Em 1291 antes da perca do Reino Latino de Jerusalém, Nicephorus I Angelos Comnenos (Despota do Epiro entre 1271 e 1297) decidiu desmantelar a Santa Casa em Nazaré para a salvaguardar dos Saracenos e doou depois as “pedras sagradas da Casa de Nossa Senhora” como dote aquando do casamento da sua filha com Filipe I de Anjou.

Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém com as lendas da Santa Casa

O carregamento das pedras da Santa Casa e outros objetos sagrados (relíquias da Sagrada Família) constam do Chartularium Culisanense um documento que relata a carga do navio que transportou as relíquias em 1294 até Veneza, seguindo a rota dos navios dos Cruzados com paragem na Croácia onde existe a tradição que a Santa Casa foi venerada pela população local.

Os “Angeli” (anjos) na Lenda Dourada passaram assim a simbolizar na arte e na tradição a poderosa família Bizantina que literalmente salvou a Santa Casa, embora a iconografia posteriormente interpretada atribuiu a trasladação a uma intervenção divina, criando assim a Lenda Dourada do transporte angélico.

Um estudo realizado em 1997, pelo reconhecido perito mundial em relíquias, Presidente da Direção e Co-Fundador da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, comprovou que «o termo náutico medieval para “navegar” era de facto “voar” pois acreditava-se que o firmamento dividia “os Céus de cima dos Céus de baixo” ou as águas de cima (chamadas de Céu) das águas de baixo (chamado de mares). Assim sendo, quando os ventos sopravam e enchiam as velas dos navios dizia-se que “os barcos “voavam pelos Céus”». Segundo Evaristo, “esse termo para descrever a navegação à vela era de uso comum na Europa até a criação dos navios a vapor.” “Nem Ithamar (Margarida), filha de Nicephorus, nem seu marido, Filipe I de Anjou, se interessaram muito por desalfandegar um carregamento de pedras em Veneza e especialmente se a taxa alfandegária atribuída à carga seria calculada pelo peso! Foram de fato dois netos do casal que mais tarde lutaram pela posse das pedras sagradas já na época áurea das relíquias. O vencedor dessa luta, sendo dono de um terreno com um bosque de loureiros (Loreto) reconstruiu nele a Santa Casa supostamente com uma planta enviada pelo seu bisavô Nicephorus. O histórico feito da família ficou imortalizado para sempre nas representações alegóricas dos Anjos (Angeli) a acompanharem a Santa Casa pelos céus enquanto um navio cruzado transportava a mesma por mar.”

Testes realizados às pedras da Santa Casa na década de 1990, assim como um estudo da Igreja da gruta da Anunciação onde ficava situada a Casa em Nazaré, confirmaram que as pedras da casa em Loreto são de origem Palestiniana. As mesmas correspondem aos materiais e às técnicas de cinzelagem manual daquela região e época sendo que a dimensão da casa reconstruída na Itália, corresponde aos alicerces originais que tinha nas ruínas das fundações na Terra Santa.

Comprovou-se assim através das escavações arqueológicas que a Santa Casa é de fato genuína tendo sido constituída por duas partes: uma gruta, ainda conservada na Basílica da Anunciação em Nazaré, e uma casa frontal à superfície, com três paredes de pedra, as pedras que foram transportadas para o Loreto. Confirmou-se também que a parte da casa encostada à gruta não possuía parede própria.

A Santa Casa tal como foi reconstruída em Loreto

Em Loreto, as três paredes reconstruídas com as pedras da casa da Virgem Maria em Nazaré foram colocadas numa via pública que ligava Recanati ao porto, com uma quarta parede construída com pedras locais. Contudo as estrutura foi recriada sem fundações adequadas e de imediato foi alvo de um extraordinário cuidado de conservação, próprio de uma preciosa relíquia. Primeiro, no final do Século XIII, foi reforçada com alvenaria para criar uma fundação; depois, foi sustentada por contra-arcos no lado norte; e, finalmente, no início do Século XIV, foi cercada por uma parede de tijolos (chamada “Recanatesi”) em toda a sua largura e altura.

Estes dados da construção foram devidamente verificados durante escavações arqueológicas realizadas no subsolo da Casa Santa em 1962/65, altura em que foi descoberto o que restava de velas de pano de um navio Cruzado e moedas cunhadas por Nicephorus I Angeli Comnenos do Epiro assim como outras do tempo da aquisição pelos Anjou e a sua reconstrução em Loreto.

Maquete original do revestimento em mármore colocado nas paredes exteriores da Santa Casa

Também de acordo com as escavações arqueológicas, as três paredes da Casa Santa encaixam perfeitamente no perímetro da Gruta da Nazaré, que é a parte restante da casa de Maria. Além disso, as pedras com que foi construída não são originárias do território de Recanati, mas são típicas da tradição construtiva palestiniana do tempo de Cristo. Isto atesta a autenticidade da relíquia.

O revestimento em mármore da Casa Santa foi desenhado por Donato Bramante, a pedido do Papa Júlio II. Mais tarde o Papa Leão X confiou a obra a Andrea Sansovino, a quem sucederam depois Raniero Nerucci e Antonio da Sangallo, o Jovem.

Júlio II

A cidade de Loreto floresceu desde a chegada da Casa Santa. Antes, não havia nada naquele monte. A ilustre relíquia atraiu muitos peregrinos em busca de graça e bênçãos. Os peregrinos doentes eram os primeiros a ser levados à Santa Casa, pedindo a cura dos seus corpos e espíritos.

A devoção à Santa Casa espalhou-se primeiro pelas regiões de Marche, depois para além das fronteiras, até todo o mundo católico. Existem muitos lugares dedicados à Virgem do Loreto, e muitos são reproduções fiéis da Santa Casa, alguns com revestimento de mármore. Por exemplo, na Europa, há um em Praga, enquanto na Ásia, outro está em Taiwan.

Leão X

A imagem de Nossa Senhora que hoje pode ser admirada em Loreto é de 1922, pois a anterior perdeu-se num incêndio que ocorreu na Casa Santa em 1921. A Virgem de Loreto foi proclamada padroeira universal de todos os viajantes aéreos pelo Papa Bento XV a 24 de Março de 1920.

Em 2020, pelo centenário do Santuário e o Ano do Jubileu Lauretano concedido pelo Papa Francisco, foi recordado este vínculo especial que existe entre a Virgem de Loreto e toda a aviação civil e militar.

As duas réplicas da Santa Casa de Loreto criadas por John Haffert

A primeira réplica da Santa Casa nos Estados Unidos da América foi construída por John Haffert a partir da planta da Casa original em Loreto, com as mesmas dimensões: 4 m x 9,5 m. A mesma foi construída por pedreiros vindos de Fátima que usaram pedra nativa de Washington, Nova Jersey.

Por cima da porta de entrada encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, uma réplica da original da Casa Santa em Loreto, coroada por São João XXIII. A réplica da imagem foi enviada como presente pelo Cardeal D. Aurélio Sabbatini, juntamente com um lustre em forma de estrela que permaneceu suspenso sobre a Casa Santa de Loreto na grande cúpula da basílica, durante 100 anos. Muitos grandes santos e figuras santas estiveram sob o lustre em oração, incluindo Santa Teresa de Lisieux, São João Bosco e São Maximiliano Kolbe.

Uma pedra proveniente da Santa Casa de Loreto oferecida ao Exército Azul pelo Arcebispo Sabbatini de Loreto a pedido do Arcebispo Loris Capovilla, antigo secretário pessoal de São João XXIII chegou numa caixa de prata forrada com veludo azul medindo 10 cm de largura por 1,2 cm de espessura.

Um pequeno pedaço da pedra foi colocado na 1ª pedra da casa e o restante pulverizado e o pó fino distribuído nas paredes com a argamassa. Assim, a casa onde viveu a Sagrada Família ficou verdadeiramente a fazer parte das paredes da Santa Casa dos EUA, tornando a réplica numa relíquia à escala.

O Santuário da Capela da chamada Holy House USA é também um Lipsanotheca (Capela de Relíquias). Para além das paredes estarem revestidas com pó da relíquia da pedra, uma parede contém um altar com uma representação em tamanho Real da Visão da Santíssima Trindade que a Irmã Lúcia teve no Convento das Irmãs Doroteias em Tuy, Espanha, a 13 de Junho de 1929.

O altar da Santa Casa nos EUA também é também uma relíquia pois é metade do altar original da capela do Convento onde ocorreu a Visão de Tuy e sobre o qual segundo a Irmã Lúcia fluíram como água as palavras “Graça” e “Misericórdia”. John Haffert comprou o altar às Irmãs Doroteias e dividiu o mesmo, colocando a outra metade, assim como as colunas decorativas com arcos da capela, no Oratório Relicário que construiu em Pontevedra na casa das aparições que agora comemoram 100 anos e que Haffert adquiriu para sede o Exército Azul Espanhol.

A Santa Casa de Nova Jersey também guarda outras relíquias; fragmentos do Santo Lenho, do Véu de Nossa Senhora, do Manto de São José, assim como relíquias de Santa Ana, Maria Goretti, Luís de Montfort, Therese de Lisieux, Bernardo de Claraval, Pedro Julian Eymard e relíquias dos Pastorinhos de Fátima Santos Francisco e Jacinta Marto.

A capela nos Estados Unidos guarda também o maior pedaço da azinheira das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E

ste pedaço foi recolhido pela mãe da Irmã Lúcia e após a sua morte oferecido ao Padre Luís Gonzaga de Oliveira, que dormia com a relíquia debaixo do seu colchão.

Pouco antes de falecer ofereceu a mesma a John Haffert que a levou a 15 de Outubro de 1949, para a capela do Instituto Avé Maria em Nova Jersey que ele fundou.

A Casa Santa construída por John Haffert foi dedicada no dia 22 de Agosto de 1973, Festa da Realeza de Maria, pelo Bispo George W. Ahr, da Diocese de Trenton. É hoje um local de culto para o povo de Deus nas américas, sendo uma das principais atrações religiosas do Santuário do Exército Azul.

O Santuário do Exército Azul foi construído em 1978 e é composto por 60 hectares de terreno doados por John Haffert.

É um local de peregrinação, oração e devoção ao Imaculado Coração de Maria, bem como a sede do Apostolado Mundial de Fátima dos Estados Unidos.

O teto do Santuário forma um manto castanho, representando a proteção de Nossa Senhora e lembrando-nos o escapulário castanho. Tem um desenho simples, construído com oito secções que formam uma estrela de oito pontas, cinco representando os mistérios do Rosário e três representando as crianças de Fátima.

A estrutura central tem 40 metros de altura, coroada por uma cúpula de 12 estrelas. A sua cúpula representa o mundo e serve de base a uma estátua de bronze de 7,3 metros do Imaculado Coração de Maria acolhendo todos de braços abertos.

Em 1997, pelo do 80º aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, após um Jantar com todos Reitores dos Santuários Marianos patrocinado pela Fundação Oureana no seu Restaurante Medieval, Carlos Evaristo anunciou que John Haffert havia decidido pedir uma pedra da Santa Casa de Loreto para servir de 1ª pedra para um complexo museológico dedicado a Nossa Senhora Rainha do Mundo, obra que o mesmo pretendia inaugurar no Ano Santo 2000.

A 20 de Outubro de 1997 o então Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Loreto, Frei Angelico Violini OFM, concedeu o pedido de uma pedra da Santa Casa que foi entregue pessoalmente a John Haffert no Santuário Italiano aquando de uma peregrinação de 1000 peregrinos por si liderada a todos os Santuários Marianos.

Posteriormente transportada para o Castelo de Ourém e entregue a Carlos Evaristo que a colocou num relicário desenhado por si e esculpida pelo artista Fatimense Abílio Oliveira.

Com esta primeira pedra, Haffert, no ano seguinte, deu início à criação dos vários espaços museológicos do complexo Sedes Mundi Reginae benzidos e inaugurados a 13 de Maio de 2000.

A réplica da Santa Casa em Ourém, a primeira em Portugal, foi desenhada por Carlos Evaristo tendo como base a planta fornecida a John Haffert em 1970. À semelhança da capela americana, a capela portuguesa tornou-se parte central da Regalis Lipsanotheca, (um repositório de relíquias sagradas) tendo também um altar embutido com uma relíquia do altar da Visão de Tuy e imagens da Virgem de Loreto e de Nossa Senhora de Fátima da Aparição em Pontevedra.

Painéis pintados do Altar da Sagrada Família na réplica da Santa Casa em Ourém

Por coincidência ou talvez providência divina, duas medalhas devocionais antigas alusivas à trasladação da Santa Casa, uma do Século XV e outra do século XVIII, foram encontradas no local da construção da réplica aquando da colocação da parte pulverizada da pedra na massa para o revestimento das paredes pelo então Capelão da Fundação Padre Carlos Querido da Silva.

Apesar de haver há séculos uma Igreja de Nossa Senhora de Loreto (popularmente chamada de “Igreja dos Italianos”) em Lisboa, e da mesma ter uma imagem muito antiga réplica da original em Itália que foi destruída por um fogo, a Igreja não é nem tem uma réplica da Santa Casa propriamente dita.

A 8 de Agosto de 2004, a Regalis Lipsanotheca em Ourém recebeu a visita de D. Angelo Comastri, Arcebispo de Loreto, juntamente com o Delegado Oficial da Terra Santa Padre Giuseppe Nazzaro e Roberto Stefanelli, Oficial do Secretariado.

Peregrinação ao Santuário da Santa Casa em Loreto

Em antecipação do início do Jubileu concedido pelo Santo Padre Papa Leão XIV à Fundação Oureana, o Presidente da Direção, Carlos Evaristo, viajou até Loreto, na Itália, para visitar a Basílica Pontifícia da Santa Casa tendo sido recebido pelo amigo de longa data Roberto Stefanelli.

Armas do Arcebispo D. Angelo Comastri

Depois de uma visita guiada ao Museu e Tesouro do Santuário, Evaristo foi conduzido à Sala das oferendas onde lhe foi mostrado pelo anfitrião as lembranças oferecidas a Nossa Senhora de Loreto pelo Fundador da Fundação Oureana e seu compadre, John Haffert e pelo Exército Azul americano e ainda a medalha da Santa Cada levada lua pelos astronautas americanos e uma pedra trazida da superfície lunar e oferecida pelo Presidente Americano.

Depois foi altura de visitar a Santa Casa onde Evaristo pôde venerar a relíquia da tigela do Menino Jesus entre várias relíquias como a de São Luís IX Rei da França, primo dos Angeli e de São Carlo Acutis. À saída da Santa Casa venera-se a grade feita das barras da Prisão que guardou os prisioneiros da Batalha de Lepanto oferecidas ao Santuário.

Carlos Evaristo e Roberto Stefanelli junto ao Ponta Missal oferecido pelos Príncipes Japoneses

No Santuário estão expostas centenas de peças históricas, de arte sacra e ofertas de Papas e visitas ilustres, incluindo as prendas dos primeiros Príncipes Japoneses trazidos ao Papa pelos Missionários Portugueses, Evaristo.

Interior da Santa Casa em Loreto

Na Capela Americana do Santuário pode-se ver um vitral com os Santos Americanos e o mural pintado a óleo que reveste as paredes com personagens Católicas da história dos Estados Unidos e que inclui, o Presidente John F. Kennedy, o Governador Ronald Reagan, o Arcebispo Fulton Sheen, os primeiros astronautas que foram à lua e os fundadores do Exército Azul; John Mathias Haffert e Monsenhor Harold Colgan.

Antes de partir de Loreto, Carlos Evaristo ainda teve oportunidade de cumprimentar o grande arqueólogo e historiador da Santa Casa, Frei Giuseppe Santarelli a quem se deve muito do que se conhece hoje sobre esta preciosa relíquia.

Carlos Evaristo e Frei Giuseppe Santarelli
Carlos Evaristo despede-se de Roberto Stefanelli

Nas palavras do Santo Padre, «a Santa Casa de Loreto (assim como as suas réplicas) recorda o local onde a Virgem Santa Maria nasceu e viveu como mulher, esposa e mãe e por isso, representa um lar para cada família que ali encontra apoio, conforto e esperança nas dificuldades entre estas três paredes. Dentro destas paredes, Maria disse o seu “Sim” a Deus, um “Sim” forte e corajoso, que é um exemplo de vida para o peregrino: a capacidade de dizer sim quando chamado, seja ao matrimónio, à consagração ou mesmo ao compromisso social e ao bem comum.»

10 de Dezembro de 2025

Texto e Fotos: Fundação Oureana / Santuário de Loreto – Direitos Reservados

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Fundação Oureana recebe Relíquia de São Carlo Acutis para a sua Capela (Regalis Lipsanotheca)

A Arquidiocese de Assis concedeu uma relíquia de primeira classe (cinco cabelos) de São Carlo Acutis, à Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico – Cultural Oureana.

Dada a importância “sacra” que têm as relíquias de primeira classe, a relíquia do mais jovem Santo da Igreja teve de ser pessoalmente recolhida no Santuário della Spogliazione em Assis, Itália, por não ser permitido expedir relíquias de primeira classe pelo correio ou enviar por transportadora.

Exposição de Milagres Eucarísticos criada pelo Jovem Santo

Foi o Fundador do Apostolado de Relíquias Sagradas e da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Carlos Evaristo, que foi pessoalmente incumbido pelo Conselho de Curadores da Fundação a ir recolher a Sagrada Relíquia ao Santuário onde se encontra o corpo do santo. Evaristo conheceu pessoalmente Acutis em Abril do ano de 2006, depois do jovem ter contactado a Fundação por e-mail para pedir informações sobre o Santíssimo Milagre de Santarém para um projeto / exposição sobre Milagres Eucarísticos que estava a preparar.

Carlo Acutis, nascido a 3 de Maio de 1991, e então com apenas 15 anos de idade, viajou até Portugal com um amigo e encontrou-se brevemente com Evaristo, que havia criado e Curador do espaço museológico do Santuário que lhe deu alguns livros e uma medalha cunhada em 1997 pela Medalhistica Lusatenas, partilhando também com o jovem alguns dados inéditos para o seu projeto tais como a data precisa do primeiro milagre eucarístico ocorrido em Santarém; 16 de Fevereiro de 1247.

A exposição sobre os Milagres Eucarísticos criada por Carlo Acutis já deu a volta ao mundo e está editada em livro. Atualmente está patente no Salão anexo ao Santuário que guarda seu corpo e é composta por painéis de lona tipo “mupi”, impressos com o seu trabalho, havendo dois deles dedicados aos Milagres Eucarísticos em Portugal; um sobre a Comunhão Milagrosa do Anjo de Portugal dada aos Pastorinhos de Fátima em 1917 e outro sobre o Santíssimo Milagre de Santarém que reproduz fotografias e documentação fornecida ao jovem Santo pela Fundação e a Reitoria do Santuário aquando da visita em 2006, apenas seis meses antes de vir a falecer de uma leucemia fulminante, a 12 de Outubro de 2006.

Simulacrum de São Carlo Acutis não é o seu Corpo Incorrupto

Depois da entrega da Relíquia, Carlos Evaristo foi rezar diante do altar que conserva os restos mortais de São Carlo Acutis exumados da sepultura em 2019 e expostos num Simulacrum que recria o seu corpo no momento da morte.

A beleza da máscara que cobre a cabeça do santo, à semelhança da máscara que cobre a caveira de São Padre Pio, é feita de silicone com milhares de cabelos individualmente inseridos na cabeça a fim de dar um aspecto real. As luvas de silicone que cobrem as mãos dessecadas e descoloridas pela decomposição completam o aspecto realístico deste Simulacrum cujo aspeto já levou muita gente a circular erradamente na internet a falsa notícia de que o corpo do Santo está incorrupto.

Esses boatos infundados da incorrupção do corpo de São Carlo Acutis surgiram após o Arcebispo de Assis-Nocera-Umbria-Gualdo-Tadino, D. Domenico Sorrentino, ter dito a 1 de Outubro de 2020, por ocasião da primeira exibição pública do corpo; “Hoje Carlo regressa de certa forma visível, com a beleza da sua presença entre os anjos e santos”.

As suas palavras foram mal interpretadas e levaram o Prelado a esclarecer num comunicado no dia seguinte que: “Não é verdade que o corpo de São Carlos foi encontrado incorrupto! Na altura da exumação no cemitério de Assis, que teve lugar a 23 de Janeiro de 2019, tendo em vista a transferência para o Santuário, foi encontrado no estado normal de transformação. Devido ao seu estado de decomposição, e como o sepultamento não durou muitos anos, o corpo, embora transformado, mas com as várias partes ainda em seu estado anatômico, foi tratado com as técnicas de conservação e integração geralmente utilizadas para expor com dignidade, para a veneração dos fiéis, os corpos dos beatos e santos. Uma operação realizada com arte e amor, a reconstrução facial com máscara de silicone foi particularmente bem-sucedida. Com cuidado especial, foi possível recuperar a preciosa relíquia do coração, que atualmente está exposta na Catedral de São Rufino em Assis.”

Oratório de São Carlo Acutis na Basilica de São Rufino em Assis que guarda o Coração do jovem.

Já na Abadia de São Pedro, também em Assis, pode-se venerar outra relíquia insigne do Pericárdio (tecido que envolve o coração) de São Carlo Acutis.

A 1 hora e 45 minutos de distância de Assis, na Basílica de Nossa Senhora em Loreto, pode-se venerar outra relíquia de São Carlo Acutis de igual natureza à que foi concedida à Regalis Lipsanotheca e que é muito venerada pelos peregrinos da Santa Casa que lá se venera.

Veneração de Relíquia por D. Duarte de Bragança em San Marino

A primeira veneração pública da relíquia concedida Fundação Oureana teve lugar na Igreja do Mosteiro de São Francisco na República de San Marino onde o Dr. Carlos Evaristo se encontrou com o Patrono da Fundação S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança e com S.A.R. D. Dinis, Duque do Porto para promover a exposição da mesma durante a Adoração do Santíssimo Sacramento que antecedeu a uma Missa de Ação de Graças.

A Missa foi celebrada pelo Rev.do Don Marco Mazzanti, SdB Reitor da Basílica de San Marino que no final deu a bênção com a relíquia e a deu a venerar a todos os presentes.

Encontro com a Madre Maria Gloria Rivas

Seguidamente, o Reitor e os membros da comitiva Portuguesa foram convidados pelas Monjas da Adoração Perpétua a tomarem um chá no claustro onde também ofereceram produtos naturais confeccionados pelas mesmas e livros da autoria da Madre Maria Gloria Rivas que muito agradeceu terem trazido a relíquia de São Carlo Acutis à Igreja pois a própria havia conhecido o Santo em vida quando morava em Milão tendo mesmo inspirado o jovem a iniciar o projeto sobre os Santuários de Milagres Eucarísticos começando por Portugal e o Santíssimo Milagre de Santarém.

Veneração da Relíquia na Regalis Lipsanotheca

Já em Portugal, a relíquia de São Carlo Acutis, foi recebida pelos membros da Fundação e venerada após uma Missa de Ação de Graças celebrada no primeiro Domingo de Advento pelo Capelão Padre Vitor Sousa, tendo sido posteriormente colocada no Altar dos Santos Patronos da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado das Relíquias no armário relicário localizado por detrás de um painel a óleo pintado pela autoria de Zinaida Loghin.

A imagem do painel reproduz a fotografia do jovem tirada em Santarém aquando da sua visita e encontro com o Presidente da Fundação Oureana em 2006.

A teca com a relíquia de São Carlos Acutis está exposta num relicário patrocinado pelo Prof. Moritz Hunzinger e oferecido à Regalis Lipsanotheca.

ORAÇÃO A SÃO CARLO ACUTIS

Ó Deus, nosso Pai,
Obrigado por nos teres dado Carlo,
modelo de vida para os jovens, e mensagem
de amor para todos. Tu fizeste com que
se apaixonasse pelo teu Filho Jesus, fazendo
da Eucaristia a sua “rodovia para o Céu”.
Tu lhe deste Maria, como mãe amadíssima,
e fizeste dele com o Rosário um cantor
da sua ternura. Aceita a sua oração por nós.
Olha especialmente para os pobres,
que ele amou e socorreu.
[Concede também a mim, pela sua intercessão,
a graça de que eu preciso…]
E torna plena a nossa alegria,
colocando Carlo entre os santos
da tua igreja universal, para que o seu sorriso
resplandeça ainda para nós
para a glória do teu nome.

Amen

Pater, Ave, Gloria

Imprimatur + Domenico Sorrentino
Bispo de Assis Nocera Umbra Gualdo Tadino Foligno

Fotos: Fundação Oureana

30 de Novembro de 2025

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Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas

Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas

Ourém, 7 de dezembro de 2025 – O Papa Leão XIV atendeu o pedido do Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedendo uma Bula de Indulgência Plenária através da Penitenciária Apostólica. O Jubileu assinala o 25.º aniversário do milagre que permitiu a canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, os 25 anos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e os 30 anos da Fundação Histórico-Cultural Oureana e da sua Regalis Lipsanotheca. Terá início a 8 de dezembro de 2025 e prolongar-se-á até 6 de novembro de 2026.

O milagre de Ourém: Na noite de 7 para 8 de dezembro de 2000, Guilhermina de Jesus, Mestre Pasteleira em Ourém, recuperou a visão no olho esquerdo após uma grave queimadura causada por óleo a ferver, sofrida em 29 de setembro desse ano no Castelo de Ourém. A cura surgiu após uma novena ao Beato Nuno, iniciada a 6 de novembro, e ocorreu sem qualquer explicação médica. Investigada pelo Vaticano, foi reconhecida como o milagre decisivo para a canonização pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009 — tornando Nuno Álvares Pereira o oitavo santo português. O caso foi relatado por Carlos Evaristo, filho de Guilhermina e diretor da Fundação Oureana.

Período e condições: Para obter a indulgência plenária, os fiéis devem cumprir as condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa — e visitar um dos locais jubilares designados: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Vila Viçosa), o Mosteiro de Alcobaça (sede espiritual da Ordem de São Miguel desde 1171), a Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, ou as Igrejas Paroquiais de Nossa Senhora da Misericórdia (Ourém) e do Santo Condestável (Lisboa). Os fiéis devem ainda concluir com orações piedosas, incluindo o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Virgem Maria, aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a São Nuno. A indulgência é aplicável às almas do Purgatório. Idosos, doentes e impossibilitados podem obtê-la mediante união espiritual às celebrações, oferecendo os seus sofrimentos a Deus.

Beneficiários: O decreto destina-se aos membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, à Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, à Real Confraria do Santo Condestável, à Fundação Oureana e ao Apostolado das Santas Relíquias, bem como a todos os fiéis que participem nas celebrações jubilares. A graça estende-se igualmente a idosos, doentes e seus cuidadores.

Contexto: Este Jubileu insere-se no Ano Santo 2025, proclamado pelo Papa Francisco através da bula “Spes non confundit” e iniciado a 24 de dezembro de 2024. Após a morte de Francisco em abril de 2025, o cardeal americano Robert Prevost foi eleito Papa a 8 de maio, tomando o nome Leão XIV, e tem dado continuidade às celebrações jubilares. São Nuno de Santa Maria (1360-1431), o Santo Condestável e herói de Aljubarrota, abandonou a glória militar e a riqueza para se fazer frade carmelita em Lisboa. O seu processo de canonização, iniciado logo após a morte, arrastou-se durante séculos até ser concluído graças ao milagre de Ourém.

7 de Dezembro de 2025

FONTE: Real Beira Litoral

https://www.pontoradar.com/artigos/papa-leao-xiv-concede-jubileu-extraordinario-a-organizacoes-catolicas-portuguesas/?fbclid=IwY2xjawOi_vxleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeKux_GiPuCHIm3xoyRMMgx6RS1M5QLylERDEy_sA5hhN06vHR4EKApGv5Cy8_aem_szPcKF9F2ACXXY732bICRA

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Papa Leão XIV concede Jubileu pelo 25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno, o 25º Aniversário da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel e o 30º Aniversário da Fundação Oureana e sua Regalis Lipsanotheca

Sua Santidade o Papa Leão XIV, a pedido do Capelão Geral e Patrono Eclesiástico Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedeu uma Bula de Indulgência Plenária por ocasião do 25º aniversário do milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido na Paróquia de Ourém, a 8 de Dezembro de 2000), pelo 25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e pelo 30º Aniversário da Fundação Oureana / 35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal (Regalis Lipsanotheca).

O Decreto destina-se:

– Aos Membros da Federação de Reais Irmandades Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa;

– Aos Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;

– Aos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;

– Aos Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Santas Relíquias (I.C.H.R. – Regalis Lipsanotheca);

– Aos Fieis presentes nas Celebrações Jubilares;

– Aos Idosos e Doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves;

Concede um JUBILEU de 8 DE DEZEMBRO DE 2025 a 6 DE NOVEMBRO DE 2026

POR OCASIÃO DO

25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;

30º da Fundação Histórico – Cultural Oureana  (Fundação Para A Pesquisa Religiosa);

35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal;

25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;

25º Aniversário da Regalis Luipsanotheca.

LOCAIS DESIGNADOS NA PETIÇÃO

Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa; Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Sede Espiritual da Ordem de São Miguel da Ala desde 1171); Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana no Castelo de Ourém (Sede Espiritual da Real Confraria do Santo Condestável, do Apostolado de Relíquias I.C.H.R. e da Federação das Reais irmandades), Igrejas Paroquias de Nossa Senhora da Misericórdia de Ourém e do Santo Condestável em Lisboa e outros lugares de celebração escolhidos pela Cúria da Federação durante o Jubileu.

DECRETO

Prot. N.º 02892/2025-1299/25/1

(Tradução do Latim)

A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, para aumentar a religião e a salvação das almas dos fiéis, em virtude das faculdades que lhe foram concedidas de modo muito especial pelo Santíssimo em Cristo, Pai e Nosso Senhor, Dom LEÃO XIV, Por Divina Providência, Papa, Ministro da nossa Fé e Alegria, Atento ao pedido recentemente feito por Sua Excelência o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., Bispo Emérito da ilha de São Tomé e Príncipe, que voluntariamente intercede pela; Federação das Reais Confrarias e das Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real de Portugal, juntamente com os Irmãos da Federação das Reais Irmandades da Ordem do Arcanjo São Miguel; os Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira; os Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Sagradas Relíquias, Por ocasião das celebrações especiais que se realizarão de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026, em particular os Jubileus pertinentes à referida Federação, pela imensa Misericórdia de Deus e pelos tesouros celestiais da Igreja,  Concede graciosamente uma Indulgência Plenária, a ser obtida nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos membros e fiéis cristãos que estejam verdadeiramente penitentes e compelidos pela caridade, a qual poderão também aplicar às almas dos fiéis detidos no Purgatório, por sufrágio, se, unidos de coração aos fins espirituais do Jubileu Ordinário do ano de 2025, visitarem qualquer templo jubilar devidamente determinado em forma de peregrinação e aí participarem devotamente dos ritos jubilares e circunstâncias especiais, como as mencionadas nas cartas de súplica já apresentadas, ou pelo menos, durante um período de tempo adequado, dedicam-se a reflexões piedosas, orações ou outras obras de piedade cristã para glória de Deus e pela paz e harmonia dos povos, dirigem orações piedosas a Deus contra as aberrações de hoje, concluindo com a Oração do Senhor, o Credo da Fé e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, Mãe da Misericórdia, aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira. Os idosos, os doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves, poderão obter uma indulgência plenária, tendo concebido a detestação de cada pecado e a intenção de conceder, quando possível, as três condições habituais, se se tiverem unido espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo as suas orações e as suas dores ou os inconvenientes das suas próprias vidas a Deus misericordioso, consolando-se nas suas tribulações. Por conseguinte, para que o acesso ao perdão divino pelas chaves da Igreja seja facilitado para a caridade pastoral, esta Penitenciária solicita encarecidamente que os sacerdotes dotados das faculdades apropriadas para receberem confissões, com espírito pronto, generoso e misericordioso, se apresentem para a celebração da Penitência.

O presente será válido apenas para esta ocasião.

Sem prejuízo de quem agir de outra forma.

Dado em Roma, nas instalações da Penitenciária Apostólica, no dia 8 de Dezembro, na Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, no ano da Encarnação do Senhor de 2005.

Por ordem do Emmi

+ Christophorus Forephus Nytiel

Bispo Tit. Velicuri, Regente

Oficial

7 de Dezembro de 2025

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Duques de Bragança e Príncipe da Beira percorrem Rota dos chás pelo Oriente em antecipação da assinatura do “Protocolo Rainha Catarina de Bragança”

Os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira percorrem a rota dos chás por vários países do Oriente em antecipação da assinatura do Protocolo rainha D. Catarina de Bragança, um Protocolo que vai ser celebrado entre a London Tea Exchange e as Fundações Oureana e D. Manuel II.

O Protocolo pretende estudar e promover a história, tradição e cultura do chá desde que foi introduzido na sociedade Portuguesa e o papel que tem tido no mundo após sua introdução na Corte Inglesa aquando da chegada da Infanta D. Catarina de Bragança a Plymouth a 13 de Maio de 1661 para o seu casamento com o Rei Carlos II de Inglaterra.

A primeira etapa da viagem dos membros da Família Real Portuguesa e Comitiva pelo Oriente passou pelo Dubai onde foram recebidos pelo anfitrião Sheikh Aliur Rahman OBE dono da London Tea Exchange.

Na companhia de várias entidades e membros da realeza dos países de acolhimento; Os Senhores D. Duarte, D. Isabel e D. Afonso de Bragança puderam participar em diversas cerimónias de apresentação e degustação de chás tradicionais e raros, alguns deles custando um milhão de euros por quilo!

As primeiras provas de Chás produzidos pelo London Tea Exchange tiveram lugar no passado dia 6, Festa de São Nuno, (Fundador da Casa de Bragança) no Salão Nobre do famoso Raffles, um hotel de luxo histórico no Dubai, que tem vindo a acolher a realeza há mais de 150 anos.

A London Tea Exchange foi fundada pelo Rei Carlos II de Inglaterra, marido da Rainha D. Catarina de Bragança, a Infanta Portuguesa que introduziu o costume da hora do chá nesse reino e que a partir de Londres se espalhou para todo o mundo. 

Chamava-se então o London Tea Auction pois os primeiros chás eram raros, produzidos e exportados do Oriente exclusivamente pelos portugueses e depois leiloados.

Durante a visita o Senhor Duque de Bragança na qualidade de Grão-Mestre Nato das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, reconheceu alguns feitos extraordinários a algumas pessoas ligadas a este projeto do chã condecorando-os “motu proprio” com a Ordem do Arcanjo São Miguel.

As várias recepções organizadas pelo London Tea Exchange em conjunto com as autoridades locais organizaram para acolhimento dos Patronos e membros desta especial comitiva, demonstrações de danças e músicas tradicionais como também degustação das iguarias regionais.

As danças tradicionais apresentadas são uma forma de expressão cultural e que misturam várias influências do Médio Oriente e da Índia.

Algumas mostras da música têm um papel cultural e religioso nestas regiões e foram interpretadas por cantores, coros e grupos de recriação tradicional.

O Sheik Aliur adquiriu a antiquíssima Casa de Chás London Tea Auction, que renomeou de London Tea Exchange.

A London Tea Exchange hoje oferece uma das mais amplas seleções de chás premium de origem única do mundo. A mesma mantem relações de longa data com cada propriedade produtora de chá e desenvolve uma cooperação de confiança que se estende por mais de uma década. O amplo portfólio de mais de 300 variedades de chás premium e raros é proveniente diretamente de vinte países diferentes e inclui alguns dos chás mais raros do mundo, muitos dos quais são exclusivos da London Tea Exchange. Muitos destes chás são extremamente raros e cobiçados por apreciadores de chá de todo o planeta.

A London Tea Exchange é uma marca eticamente responsável que obtém todos os chás seguindo princípios de comércio justos, garantindo que todos os jardins de chá dos quais fornecem os produtos ofereçam boas condições de trabalho, salários justos e apoiem a comunidade local de alguma forma. Todas as embalagens fos seus produtos são recicláveis ​​ou biodegradáveis ​​e, sempre que possível, evitam o transporte aéreo de produtos para minimizar a pegada de carbono. Pelo seu trabalho em prol de um mundo melhor o Sheik foi condecorado com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II.

Segundo o Director do Departamento Cultural da Fundação Oureana, Armando Calado, “esta viagem dos Duques de Bragança e do Príncipe da Beira pelo Oriente pretende relembrar a importância que o chá teve e tem na sociedade e a diferença que faz na vida de tantas pessoas e também o quão importante foi o papel da Rainha D. Catarina de Bragança na sua divulgação.”

A viagem pelo mundo dos chás seguiu para o Dubai e depois para a Índia e o Bangladesh, países onde o Sheik levou a comitiva a conhecer as diversas plantações e centros de confecção de Chá da sua empresa e onde foi implementado o “International Fair Pay Charter” da Fundação London Tea Exchange uma Carta de Princípios assinada com o apoio das Nações Unidas e que conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa em memória da Rainha D. Catarina de Bragança.

O programa da visita também consistiu em reunir com vários grupos de investimento, em conversações com o mesmo propósito de sensibilizar os empresários da indústria do Chá a pagarem um preço justo aos trabalhadores que trabalham nos campos de cultivo e centros de produção de chá.

Na Universidade Daffodi, cujo Reitor é Embaixador de Sylhet, o local em que os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira estiveram, a comitiva pôde visitar algumas as obras sociais realizadas em escolas como a Guardians (organização ligada à Fundação CAP- Community Against Povery) e a própria Universidade de Daffodil onde foi criada uma bolsa de estudos com o nome do Senhor Duque de Bragança.

A viagem pela Rota dos Chás continuará com viagens futuras por outros países ligados ao mundo do Chá e isto após a cerimónia em Portugal de apresentação do Protocolo Rainha D. Catarina de Bragança com assinatura prevista para Janeiro de 2026 por ocasião do tradicional Jantar ou Almoço de Reis.

13 de Novembro de 2025

TEXTO E FOTOS: Fundação Histórico – Cultural Oureana / Armando Calado / London Tea Exchange

Rainha D. Catarina de Bragança ( Vila Viçosa, 25 de Novembro de 1638 – Lisboa, 31 de Dezembro de 1705)

D. Catarina de Bragança provocou uma autêntica revolução na vida social, implantando na Corte novos hábitos, alguns dos quais que ainda se mantêm actualmente.

O “chá das 5” foi um costume que levou de Portugal para terras britânicas. Deste modo, muitos são os que pensam, erradamente, que é uma tradição tipicamente britânica. O consumo de laranjas, o uso do garfo para comer, a introdução da saia curta (na época, era pouco acima do tornozelo) e o hábito de vestir roupa masculina para montar a cavalo também foram costumes levados para Inglaterra pela portuguesa. Por fim, foi pela sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra.

Face a isto, ainda hoje é amplamente reconhecida, admirada e homenageada, ao ponto de a sua popularidade ter-se estendido até aos Estados Unidos, onde um dos bairros de Nova Iorque foi baptizado com o nome “Queens”, em sua memória.

No Parque Tejo, em Lisboa, existe uma estátua da Rainha D. Catarina de Bragança que é uma réplica de outra construída nos EUA pela Associação Friends of Queen Catherine, construída pela pintora e escultura norte-americana Audrey Flack.

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CONFRARIAS CELEBRAM FESTA DE SÃO NUNO NO SANTUÁRIO DA PADROEIRA EM VILA VIÇOSA

A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Real Confraria do Santo Condestável juntaram-se no passado dia 6 de Novembro, no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa, para celebrarem a festa litúrgica de São Frei Nuno de Santa Maria, mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.

O Santuário onde se venera a imagem de Nossa Senhora da Conceição mandada esculpir na Inglaterra pelo próprio Santo Condestável, e onde a Virgem Santa Maria foi proclamada Rainha e Padroeira de Portugal em 1646, recebeu os devotos de São Nuno pelas 18:00 horas para a recitação do terço do rosário.

 Meia hora mais tarde, teve início a Missa Solene celebrada pelo Cónego Francisco Couto, Reitor do Santuário e Capelão das Reais Confrarias. Durante a homília, o Padre  Couto começou por relembrar que São Nuno “é fundador da Casa Real de Bragança” e “suas virtudes e modelo de vida continuam a inspirar os membros da Confraria que o honra, da Ordem que o louva, dos Escuteiros  que o têm como Patrono como também do fiel e so leigo e da Igreja que o faz Santo e o coloca à veneração de todos.”

Excertos da Homilia do Reitor

O Reitor disse ainda que; “hoje temos a graça de ter diante de nós uma pequena relíquia bem como a miraculada, de há 25 anos, que possibilitou a sua canonização e que celebra conosco a nossa Eucaristia hoje.“

“Como é belo quando a Igreja se constroi, quando o coração está aberto a aceitar às maravilhas de Deus!  São Nuno é exemplo disso mesmo. Um homem apaixonado por Deus, por Maria e pela Eucaristia. Um homem também apaixonado pelo seu pais, que defendeu os valores da pátria, os valores Cristãos, mas também os valores humanos distribuindo pelos seus amigos a grande parte dos seus bens. Isto manifesta o cuidado por aqueles que o acompanham na vida. Não é igoista nem guarda o seu valor e a sua existência para si proprio. Mas sabe que o que tem e o que é vem de Jesus e é para partilhar com o irmão. É por isso que provavelmente nascem as Ordens, as Confrarias, que nascem os grupos que olham para ele como modelo para que possamos viver na mesma maneiro. Não simplesmente para relembrar uma história, mas para continuar a história em curso…

São Nuno não é simplesmente uma miragem de um homem de outros tempos. É um homem de hoje que precisa que tu e eu o incarnemos. É um homem que bate à porta e pergunta; “Quem tens sido tu?, Como tens vivido o teu ser Cristão? Como tens vivido a tua vida? e Que valor tens dado aos teus bens e aos teus dons? “

 “São Nuno foi um homem que de acordo com o evangelho renunciou a todos os bens para se tornar discípulo de Cristo. Ninguém pode ser santo sem a caridade e sem o exercício da caridade. E não é porque Nossa Senhora lhe apareceu, porque Nossa Senhora apareceu a muita gente que não mudaram de vida! Jesus aparece-nos em cada Eucaristia, e nós continuamos sem transformar a nossa própria vida e a nossa própria existência. Sem nos transformarmos naquilo que recebemos. A caridade é o ponto chave do encontro com Deus porque é a coisa que não passa no momento de encontrarmos com o Criador. A Fé e a esperança desaparecerão…”

“Viveu os seus últimos dias de existência arrastando-se pelas ruas pedindo para aqueles que estavam no convento… Quem diria que o homem mais rico de Portugal se tornaria no homem mais rico para Deus? E onde assentamos nós os nossos valores? Que caminho fazemos nós com esses modelos que nos são dados?

“Diz a leitura de hoje; Nós celebramos os louvores dos homens ilustres, São homens gloriosos e poderosos, sim, mas pela caridade, pelo seu amor, pela sua entrega e sobretudo pela sua verdade…”

“Onde e como honramos São Nuno? Na defesa da pátria e dos valores Cristãos. Na Eucaristia, na paixão por Maria, Eis o desafio que São Nuno nos coloca. De seres Santo. É essa a tarefa de cada um de nós pois somos chamados por Deus à Santidade. Sedes Santos como o vosso Pai no Céu é Santo, e sedes perfeito como o vosso Pai no Céu é perfeito,  diz o próprio Jesus.

Que São Nuno nos ajude a cuidar daquilo a que fomos chamados. Da Missão da qual Deus nos encarregou. Talves não seja de fazer tantas coisas como o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus que viveu fechada num convento mas é padroeira das missões! Porque a sua vida se tornou na oração e no encontro com a verdade que é Deus. Na sua própria verdade interior. Que São Nuno nos ajude hoje a sermos Santos e a ser Igreja. A cuidarmos dos outros e de nós próprios.”

Presente na cerimónias esteve o busto relicário de São Nuno, o mesmo que foi levado a Roma em 2009 pela Canonização. Também presente esteve um relicário de pé com uma relíquia do Santo Condestável distribuída pela Ordem do Carmo em 1961 e com a qual o Reitor deu a bênção final a todos presentes.

Investidura de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável

Depois da Missa e com os Confrades reunidos diante do Altar de Nossa Senhora do Carmo, realizaram-se as investiduras de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável.

Após benzer os escapulários de Nossa Senhora do Monte Carmelo o Capelão da Real Confraria investiu os três novos confrades com a imposição do escapulário e uma bênção invocativa de Nossa Senhora e de São Nuno.

Investidos como Confrades foram Josephine Nobisso, Eunice Maria Rodrigues Costa e João Paulo da Cruz Teixeira Barradas.

Jantar de Convívio

Seguidamente houve um jantar de convívio servido no refeitório do Seminário de São José.

Para Fernando Pinto, Juiz das Confrarias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição fundadas por São Nuno e  sedeadas no Santuário; “Num tempo de encruzilhadas e enormes desafios para a humanidade, que São Nuno de Santa Maria nos inspire, apontando o caminho do Céu, com a força imbatível de Maria, Senhora da Conceição, nossa Mãe e Rainha.”

A Eucaristia Dominical de dia 9 de Novembro terá início pelas 10:00 horas, no Santuário da Padroeira e com transmissão pela TVI. 

Texto e Fotos: Real Confraria do Santo Condestável

6 de Novembro de 2025

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Fundação Oureana celebra 30 anos da sua criação e 55 anos do “Restaurante Medieval” com 150 convidados vindos de 25 países

150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.

Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”

Alto Patronato

As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.

Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.

O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.

Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025

Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.

O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines Group LLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House. (Ver artigo)

Reinauguração da Botica de São João

Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)

Memorial ao Colombo

Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo,  pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”

“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)

Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.

Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.

No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida. 

Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha. 

Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.

Assinatura de Protocolos

Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.

Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)

A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes. 

Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural. 

Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e  seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.

Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.

Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.

26 de Setembro de 2025

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Apresentação de Cerveja Ucraniana comemorativa do 80º Aniversário do Duque de Bragança

Esta Delegação veio de propósito a Portugal para entregar a Dom Duarte Pio de Bragança as primeiras caixas de uma coleção de cervejas que vão ser comercializadas na Ucrânia com a marca “Dom Duarte 80” e que estão a ser produzidas exclusivamente em Kiev para assinalar o 80º Aniversário do Chefe da Casa Real.

O Duque de Bragança recebeu, na sua casa em Sintra, hoje, dia 20 de Maio de 2025, uma Delegação da Associação Ucraniana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa. A Delegação apresentou ao Senhor Dom Duarte uma colecção de cervejas artesanais produzidas em honra do seu 80º aniversário e com a marca "Dom Duarte 80".

Os primeiros exemplares desta cerveja artesanal com seis sabores distintos foram apresentadas no Castelo de Ourém pelo dono da fábrica de cervejas, Eduardo Sérgio, acompanhado de seus filhos Eduardo e Sérgio Anpilogov.

A edição especial de cerveja esteve em estudo durante mais de um ano e contou com o Alto Patrocínio da Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém. Apresenta nas embalagens e nos rótulos a imagem e nome do atual Duque de Bragança e as armas originais da Casa de Bragança que foram do IV Conde de Ourém e de seu pai, e ainda imagem do Paço Ducal dos Duques de Bragança em Guimarães, berço da Casa Ducal que se tornou Casa Real reinante em 1640 e Casa Imperial do Brasil em 1822.

O produto final já engarrafado e embalado foi apresentado publicamente ontem, dia 19 de Maio, na Sede da Real Confraria no Castelo de Ourém, um dia antes de ser apresentado oficialmente ao aniversariante que será a primeira pessoa em Portugal a provar esta cerveja especial a si dedicada.

A edição que nasceu de uma proposta da Delegação Ucraniana da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel é o segundo reconhecimento público do papel importante que Sua Alteza Real o Conde de Ourém, D. Duarte, teve e continua a ter através da Federação das Reais Irmandades da mesma soberana invocação e das Fundações Oureana e D. Manuel II ao enviar ajuda humanitária, de forma continuada, à Ucrânia desde o início da guerra.

A chefiar a Delegação Ucraniana esteve Anton Tkachuk, afilhado e Representante do Delegado da Real Irmandade Coronel Oleg Jaross.

Tkachuk veio acompanhado de sua esposa que também celebrava o seu 25º aniversário e à qual brindaram durante o Jantar de recepção que teve lugar no Restaurante da Domus Pacis em Fátima e que contou com a presença do Capelão Padre Fernando António, o Presidente da Fundação Oureana Carlos Evaristo e Armando Mendes, membro da Delegação de Fátima da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel.

Texto e Fotos: Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém

19 de Maio de 2025

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FAIR PAY CHARTER FOUNDATION RECEBE ALTO PATROCÍNIO DA CASA REAL E APOIO DAS FUNDAÇÕES OUREANA E D. MANUEL II DURANTE SESSÃO SOLENE

D. Duarte, Duque de Bragança esteve presente na Sessão Solene da International Fair Pay Charter Foundation, realizada no Palacete dos Condes de Monte Real, em Lisboa no dia 16 de Maio.

O evento foi organizado por Emily Lip Sing Kou, Embaixatriz da Fundação em Portugal para a Cultura e a Arte. Seguiu-se um almoço de gala que deu as boas vindas ao fundador da Fair Pay Charter Foundation, o Xeque Aliur Rahman OBE e ao Duque de Bragança, Patrono da Fundação Oureana e Presidente da Fundação D. Manuel II.

Para além do fundador da Carta e Fundação para o Salário Justo foram condecorados com a Ordem do Arcanjo São Miguel, a Secretária e a Embaixatriz da organização que visa melhorar os salários e as condições dos trabalhadores no mundo e particularmente, os operários das plantações de chá.

A ideia de trazer a Carta para Portugal foi do Embaixador da Fundação, Sir Asif Bajwa também presente na Sessão Solene que é o Embaixador desta causa para Portugal.

A FAIR PAY CHARTER

A Fair Pay Charter ou Carta de Salário Justo é um referencia internacional, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, e que pretende envolver instituições públicas, do setor privado e da sociedade civil num esforço conjunto e global para promover um modelo de desenvolvimento mais coeso e equitativo.

Lançada em Maio de 2024 como um esforço conjunto entre o Instituto das Nações Unidas para a Formação e Investigação e a London Tea Exchange a Carta tem como objectivo educar os consumidores, construir relações com os países produtores de chá e envolver-se com as ONG internacionais para implementar soluções a longo prazo.

Criada pelo Xeque Aliur Rahman OBE, Presidente Executivo da London Tea Exchange e um importante comerciante de chás de luxo com uma das maiores coleções de chás raros do mundo, uma posição que o elevou a consultor de clientes de alto perfil em todo o mundo e à expansão do London Tea Exchange, hoje um nome muito respeitado no mercado global do chá que, particularmente, continua a tradição da realeza desde a sua introdução na Inglaterra pela Rainha Catarina de Bragança aquando do seu casamento com o Rei Carlos II em 1662.

A Carta assenta em princípios simples, como a eliminação do trabalho infantil e o fornecimento de salários dignos, conceitos de justiça que o Duque de Bragança, referiu serem diretrizes divinas proclamadas tanto na Bíblia e no Alcorão como em várias encíclicas dos Papas desde Leão XIII.

Contrasta a Carta com o comércio justo, referindo que, embora o comércio justo seja benéfico, nem sempre garante salários justos aos trabalhadores. A experiência do Xeque Aliur ao visitar plantações de chá desde 1999 levou-o a criar um programa de remuneração justa, que evoluiu para a Carta que ajuda os consumidores a identificar produtos feitos com práticas de pagamento justas, algo que ele quer que seja alargado para outros sectores.

Estudos mostram que os consumidores estão dispostos a pagar uma pequena quantia a mais para garantir que os trabalhadores recebem salários justos, e, desde o lançamento da Carta milhões de pessoas já receberam aumentos salariais em vários países com muitos outros a quererem ser signatários não só na indústria do chá.

A ONU está também a considerar transformar a Carta de Remuneração Justa numa nova meta de desenvolvimento sustentável para todas as industrias até 2030. É de referir que somente na industria de chá trabalham aproximadamente 120 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo o salário médio antes da criação da Carta e Fundação para a Renumeração Justa inferior a um dólar por dia. A Fair Pay Charter é hoje promovida por uma fundação sem fins lucrativos, a Fair Pay Foundation, que assume agora a tarefa de monitorizar os aumentos salariais nos países protocolares.        

Ao investir o Xeque Aliur com o grau de cavaleiro honorário na Ordem do Arcanjo São Miguel, o Duque de Bragança reconheceu não só a sua luta internacional pela remuneração justa dos trabalhadores e fim do trabalho escravo e infantil como também a sua dedicação à filantropia. Homenageado com vários prémios, incluindo o OBE; Order of the British Empire atribuído pela Rainha Isabel II de Inglaterra, o Xeque Aliur é, desde 2023, Embaixador das Nações Unidas para os Salários Justos, continuando assim a sua missão de tornar os salários justos um padrão global.

OS PRINCÍPIOS DA CARTA

Preâmbulo:

Nós, abaixo assinados, estamos empenhados nesta Carta de Salário Justo na promoção da justiça, igualdade e equidade dentro da Força de Trabalho Global.

Nós, reconhecemos o contributo indispensável dos trabalhadores de todo o mundo. Afirmamos que todos devem ser recompensados ​​de forma justa pelos seus esforços, pois é através do seu trabalho que as indústrias prosperam e podem continuar a fazê-lo. Reconhecemos também a necessidade de um ambiente empresarial sustentável e, por isso, alinhamos esta Carta com a Carta das Nações Unidas.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:

Concordamos em utilizar os nossos melhores esforços e apoiar a compra de produtos acreditados pelo Fair Pay para o nosso negócio e qualquer atividades/eventos/outras oportunidades de envolvimento relacionadas com o negócio em apoio e de acordo com o nosso compromisso com esta Carta.

Artigo N.º 1 – Remuneração Justa

Estamos empenhados em apoiar a capacitação de todos os trabalhadores das indústrias globais para que recebam uma remuneração justa e garantam um nível de vida digno para todos.

As estruturas salariais devem reflectir a competência, o esforço e a responsabilidade exigidos em cada função, e a igualdade de trabalho deve justificar a igualdade de remuneração.

independentemente do género, etnia, religião, credo, nacionalidade ou idade.

Artigo N.º 2 – Compromisso de Salário Mínimo

Comprometemo-nos a apoiar a implementação de um salário digno para todos os trabalhadores da indústria, que cubra não só as suas necessidades básicas, mas também lhes permita a eles e às suas famílias

desfrutar de um nível de vida decente e respeitável. Isto inclui o acesso a alimentos, água, habitação, educação, cuidados de saúde, transportes, vestuário e

outras necessidades essenciais, incluindo a provisão para eventos inesperados, proporcionando-lhes um futuro sustentável.

Artigo N.º 3 – Revisão Cíclica dos Salários

Entendemos que a Fair Pay Foundation apoiará ativamente os governos e as indústrias na discussão e na formulação das melhores práticas e na revisão cíclica

salários para garantir que os ajustamentos são feitos de acordo com os aumentos do custo de vida, da inflação e de outros factores económicos relevantes. Estamos comprometidos com

transparência nestas revisões e a partilha de conhecimentos em função das mesmas como factor primordial e fundamental desta Carta.

Artigo N.º 4 – Igualdade de Oportunidades

Estamos empenhados em proporcionar oportunidades iguais a todos os trabalhadores, evitando qualquer discriminação com base no género, raça, religião,

ou deficiência. Todos os trabalhadores terão igual acesso a benefícios, formação e promoções, bem como a todos os recursos a eles associados.

Artigo 5.º – Liberdade de Associação

Reconhecemos e respeitamos o direito de todos os trabalhadores de formarem e aderirem a sindicatos da sua escolha, de negociarem colectivamente e de se reunirem pacificamente.

bem como em atividades relacionadas com a melhoria das suas condições de trabalho.

Artigo N.º 6 – Saúde e Segurança

Estamos empenhados em garantir um ambiente de trabalho e de vida seguro e saudável, que obedeça às normas locais e internacionais.

A saúde e a segurança dos trabalhadores da indústria global são de extrema importância para nós e estão dentro desta Carta.

Artigo N.º 7 – Trabalho Infantil e Trabalho Forçado

Rejeitamos inequivocamente todas as formas de trabalho infantil e de trabalho forçado. Apoiaremos os rigorosos padrões estabelecidos pela Organização Internacional do Trabalho em relação

a idade mínima para o emprego e a proibição do trabalho forçado. Concordamos em utilizar os nossos melhores esforços para abraçar a partilha de conhecimento e de medidas desenvolvido pela Fair Pay Foundation.

Artigo N.º 8 – Sustentabilidade Ambiental

Estamos empenhados em práticas sustentáveis ​​que reduzem o nosso impacto ambiental e protegem o planeta para as gerações futuras. Estas práticas incluirão a responsabilidade

utilização de recursos e eliminação de resíduos, proteção da biodiversidade e métodos agrícolas e industriais sustentáveis. Apoiaremos as práticas desenvolvidas pela Feira

Fundação Pay sobre a utilização de energia renovável, conservação da água e todas as outras medidas que apoiam e promovem indústrias mais sustentáveis.

ACTUAÇÃO DE ARMANDO CALADO E HOMENAGEM AO DUQUE DE BRAGANÇA

À semelhança de outras Sessões Solenes organizadas ou apoiadas pelas Fundações Oureana e D. Manuel II, esta Sessão Solene contou também com uma actuação do cantor; Mestre Armando Calado, Director do Departamento Artístico e Cultural da Fundação Oureana.  

Querendo homenagear o Duque de Bragança que celebra 80 anos de vida e 30 de Casamento, o Xeque Aliur terminou a Sessão Solene com a apresentação a D. Duarte de uma edição especial do chá mais raro do mundo oferecido dentro de uma escultura dourada inspirada num ovo de Faberge.

O Chefe da Casa Real agradeceu a prenda afirmando que, de facto, à semelhança da Rainha Catarina de Bragança também é um apaixonado por chás.

Antes de partirem todos os presentes poderão provar o chá mais caro do mundo que custa somente 1.3 milhões de Euros o quilo!

MUNICÍPIO DE SANTARÉM ASSINA CARTA

Depois da Sessão Solene em Lisboa foi a vez do Município de Santarém acolher, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Cerimónia de assinatura da Fair Pay Charter, assumindo assim o compromisso com os princípios éticos fundamentais da  justiça remuneratória, da igualdade de oportunidades, da sustentabilidade ambiental e da dignidade no trabalho.

Para o Presidente da Câmara Dr. João Teixeira Leite: “O Município de Santarém não pode deixar de associar-se a esta iniciativa, que reconhece a dignidade do trabalho, valoriza o papel dos territórios na promoção da justiça social e assume a necessidade de um compromisso conjunto entre instituições públicas, setor privado e sociedade civil na construção de um futuro mais equilibrado e coeso.”

FOTOS: Fair Pay Charter Foundation / Armando Calado / Fundação Oureana

6 de Maio de 2025

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