Carlos Evaristo; O primeiro Súbdito de Sua Majestade, de nacionalidade Luso-Canadiana que pode usar Brasão de Armas e Bandeira em Flâmula; Honras Concedidas pelo Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia, em nome da Rainha Isabel II

Por Humberto Nuno de Oliveira

Carlos Evaristo, Baron Baillie de Plean, Luís Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, George Alexander Way, Barão de Plean e Xerife de Dundee e o Revº Joseph John Morrow, Lord Lyon Rei de Armas da Escócia durante uma Sessão Solene no Castelo de Ourém.

O Presidente da Direção da Fundação Histórico-Cultural Oureana, Carlos Evaristo, tornou-se no primeiro Súbdito de Sua Majestade de nacionalidade Luso-Canadiana a quem foi concedida uma Carta de Armas pelo Lord Lyon Rei de Armas da Escócia em nome da Rainha Isabel II, e com direito ao uso de uma Bandeira em Flâmula (Pennon)[1].

Estas honras pertencem ao conceito tradicional de “Gentry” (Gente de boa posição social que especificamente formam a classe social de Nobres que fica logo abaixo da Nobreza Titulada do Reino em posição de nascimento) estatuto de Nobreza concedido pela Soberana do Reino Unido e dos Reinos do Canadá, Austrália, Nova Zelândia etc. através do Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia e Chefe Cerimonial de Estado do Reino da Escócia, actualmente o Revº. Dr. Joseph John Morrow.

O Mandato (Warrant) que ordena aos Heraldistas e Artistas Heráldicos da Corte do Lord Lyon (o Tribunal Heráldico da Escócia) a elaboração de Carta Patente, foi por ele assinado na sessão do Tribunal do dia 15 de Dezembro de 2020. A Carta Patente em si tem a forma de um Pergaminho de Concessão Real completo com iluminuras pintadas à mão e Selo Real pendente em prata com as Armas do Reino, afixado explicitamente e legalmente em nome de Sua Majestade a Rainha Isabel II.

Embora a partir do momento em que o Mandato é assinado, o agraciado possa legalmente fazer uso das Armas e Bandeira em Flâmula a que tem direito, sem impedimentos legais, o processo de elaboração do “Grant” (Concessão) da Carta de Armas em pergaminho é moroso pois segue uma tradição milenar. Neste caso concreto o processo que demora cera de um ano atrasou-se ainda mais devido ao fecho de todos os departamentos do Tribunal por causa do confinamento obrigatório dos funcionários decretado pelo Governo da Escócia durante a presente Pandemia Covid 19.


[1] Uma Bandeira em Flâmula constitui um tipo de bandeira, em que a dimensão do lado da tralha é superior à do lado do batente. A sua forma do galhardete pode ser triangular simples, triangular farpada (cauda de andorinha) ou trapezoidal e era, tradicionalmente, usada pelo cavaleiro na sua lança.

Coroa do Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia.

O Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia

O Meritíssimo Lord Lyon King of Arms (Rei de Armas), é o Chefe da denominada Corte do Lord Lyon, um verdadeiro Tribunal sedeado na Escócia com a responsabilidade de regular toda a heráldica naquele país, em nome da Rainha Isabel II. Cabendo-lhe o registo das [É ele quem regista as] Armas de Família tradicionais, a emissão de novas Concessões de Armas (Grants) e a regulação do uso de títulos de Nobreza servindo ainda como Juiz do Tribunal Heráldico, o mais antigo do mundo e que ainda funciona diariamente.

O Meritíssimo Lord Lyon, Rei de Armas Escócia o Reverendo Cónego Dr. Joseph John Morrow CBE (Comendador da Excelentíssima Ordem do Império Britânico), KStJ (Cavaleiro de Graça e Justiça da Venerabilíssima Ordem do Hospital de São João de Jerusalém), QC (Conselheiro da Rainha), LLD (Doutor em Leis), DL (Deputy Lieutenant), FRSE (Fellowship of the Royal Society of Edinburgh), foi nomeado para o cargo por Sua Majestade a Rainha Isabel II, a 17 de Janeiro de 2014 e tomou posse com Juramento perante o Lord Presidente do Tribunal de Sessão, a 27 de Fevereiro de 2014.

Membro da Faculdade e Ordem de Advogados, foi nomeado Presidente do Tribunal de Saúde Mental da Escócia em 2008. Anteriormente, foi Comissário de Sua Majestade para a Comissão de Bem-Estar Mental da Escócia (1999 -2006) e Juiz do Tribunal de Primeira Instância (Câmara de Imigração e Asilo) (2002-2013).

Foi Presidente dos Tribunais de Necessidades Adicionais de Apoio para a Escócia (2010-2014) e em 2009, foi nomeado Vice-Lord Tenente da a cidade de Dundee e foi Deputado Lord Provost.

Como religioso da Igreja Anglicana, é titular da Capela do Castelo de Glamis, ex-Chanceler da Diocese de Brechin, Cónego Honorário da Catedral de São Paulo, Dundee, e Chanceler da Diocese Unida de Moray, Ross e Caithness.

Morrow foi nomeado Coronel de dois Esquadrões (Cidade de Dundee e Highland), uma sub-unidade da Real Reserva de Sinalização do Exército com base em Dundee e Aberdeen.

O Lord Lyon é igualmente responsável por supervisionar todo o Cerimonial de Estado na Escócia e quem guarda as chaves dos Castelos na Escócia entregando-as à Rainha quando chega ao Reino da Escócia. É também quem em nome da Monarca reconhece os Chefes de Clãs após a devida diligência, concedendo e registando os padrões novos para os Tartãs de Clã. É também quem em nome da Monarca processa a Concessão de novas Armas a pessoas ou organizações tidas como “dignas” sendo a autoridade que confirma Pedigrees comprovados e reivindicações de Armas existentes. O Registro Público de Todas as Armas e Rolamentos da Escócia é onde o Lord Lyon regista todos as Concessões de Armas da Escócia, registo que foi iniciado em 1672 e que em 2022 comemora 350 anos de existência.

O Lord Lyon sendo o responsável pelas cerimónias do Estado Escocês, é comparável ao Earl Marshall na Inglaterra, sendo dos poucos indivíduos na Escócia oficialmente autorizado a usar o Lion Rampant, a Bandeira Real da Escócia. Usa também um Bastão de Marechal, Colar de Estado, uma corrente com 40 elos de ouro com o direito a usar uma Coroa[1].


[1] Em 2003, foi feita uma nova Coroa para Lord Lyon, inspirada na Coroa Real Escocesa, porém tem arcos removíveis que serão removidos nas Coroações dos Monarcas para evitar qualquer indício do crime de lesa-majestade.

A Corte ou Tribunal do Lord Lyon

O Tribunal é um órgão público e as taxas para a Concessão de Armas são pagas ao Tesouro de Sua Majestade. Chefiado pelo Lord Lyon, o Tribunal possui jurisdição criminal em questões heráldicas, e encontra-se totalmente integrado no sistema judiciário da Escócia (embora não sujeito à disciplina do Lord Presidente do Tribunal de Sessão), incluindo um procurador dedicado, conhecido na Escócia como Procurador Fiscal.

Os outros oficiais do Tribunal são o Escrivão e Guardião dos Registos (Lyon Clerk and Keeper of the Records) e o Procurador Fiscal. Nele se incluí o Lyon Macer (Portador do Maço) que é um mensageiro de armas sénior. O Lyon Macer aparece quando o Tribunal está reunido em público e quando as proclamações são feitas pelo Lorde Lyon.

Dele fazem parte, ainda, os Arautos e Passavantes, conhecidos colectivamente como Oficiais de Armas de Sua Majestade, no entanto não são oficiais da Corte do Lord Lyon possuindo, todavia direitos de audiência perante o Lord Lyon. Desempenham muitas funções cerimoniais na Escócia, como em ocasiões oficiais e reais e as relacionadas com a vida pública Escocesa como, por exemplo, presidir à eleição de um Chefe de Clã. Actuam como consultores profissionais nos domínios da heráldica e genealogia, como advogados ou agentes legais para o público e podem comparecer representando os seus clientes no Tribunal do Lord Lyon (ou mesmo no Tribunal Inglês de Cavalaria) peticionando a concessão de novas Armas. Actualmente, existem três Arautos de Armas e três Passavantes de Armas efectivos. Pontualmente outras pessoas podem ser nomeadas temporariamente ou em reconhecimento do seu trabalho, sendo denominados Arautos (2) ou Passavantes (3) de Armas Extraordinários.

Os processos para concessão de Brasões de Armas são apresentados ao Tribunal do Lord Lyon, sendo ele o único Juiz. Os recursos do Tribunal do Lord Lyon podem ser feitos ao Tribunal da Sessão em Edimburgo, mas não há apelo possível se o Lord Lyon se recusar conceder um Brasão de Armas, visto que esta não é uma função meramente judicial, mas um exercício de sua função Ministerial que provém dos poderes de representação da Monarca. Mas um recurso por meio de revisão judicial poderá ser aceite se for demonstrado que o Lord Lyon agiu de forma incorrecta.

Concessão de Padrão de Tartã

Padrão do Tartã concedido a Carlos Evaristo, a 4 de Outubro de 2018.

Na Escócia o uso do Kilt é uma tradição milenar e o Tartã é o padrão quadriculado de estampas, composto de linhas diferentes e cores variadas que identificam os Clãs, famílias e indivíduos que podem usar um kilt (em gaélico Escocês: fèileadh). O kilt é uma peça do tipo saia, sem bifurcação, pela altura do joelho, com pregas e que tem origem no traje tradicional de homens e crianças gaélicas das Terras Altas da Escócia. Os Tartãs foram registrados pela primeira vez no Século XVI e fazem hoje parte dos Direitos Legais Hereditários dos Chefes registados pela Corte do Lord Lyon. O uso indevido de Tartãs e Brasões de Armas são um crime punível em todo o Reino Unido e tratado como uma infração de evasão fiscal. É de referir que no Reino da Escócia o Duque de Bragança, D. Duarte Pio, também tem um Tartã de família, igual em padrão e cores ao que havia sido atribuído e usava Sua Majestade El Rei D. Manuel II.

O Lord Lyon Rei de Armas da Escócia a ser Condecorado por Sua Majestade a Rainha Isabel II.

A concessão de um Tartã foi de facto o primeiro Privilégio Escocês concedido a Carlos Evaristo, a 4 de Outubro de 2018 e pedido à Scottish Tartans Authority (Autoridade Escocesa dos Tartãs) por membros amigos e admiradores do Priorado da Escócia da Venerável Ordem de São João. O desenho do Tartã de Carlos Evaristo, concebido a 26 de Setembro de 2018, é da autoria do conhecido desenhador Escocês Brian Wilton que se inspirou nas cores do Brasão de Armas que estava então em estudo.

Nomeação de Baron Baillie de Plean

A 8 de Janeiro de 2019, Carlos Evaristo havia sido nomeado “Baron Baillie” (Barão Bailio) de Plean, um Cargo e Título Vitalício antigo, de origem Feudal, hoje puramente Cerimonial mas ainda Representativo do Baronato situado no Condado de Stirling, na Escócia, cujo Barão é Sua Excelência, o Muito Honrado, George Alexander Way, Barão de Plean, Passavante Carrick e Xerife de Sua Majestade em Dundee.

A versão das Armas de Carlos Evaristo como “Muito Honrado Barão Bailio de Plean” desenhadas pelo Desenhador Heráldico Mathieu Chaine são encimadas pelo Capuz de Barão Bailio.

Por Timbre as Armas têm um Wyvern (Um Dragão alado ou Serpe bípede com uma cauda terminando em uma ponta em forma de diamante ou flecha), sentado resguardante de asas adossadas verde, lampassado e armado de vermelho, coleirado com uma coroa de ouro (“Crest Coronet” ou Coronel de Armas Nobres), segurando na sua garra dextra uma asa de anjo (São Miguel) presa por uma corrente terminada por uma folha de ácer (do Canadá) em ouro.
A Coroa do Reino da Escócia é Guardada pelo Lord Lyon da Escócia.

O Barão Bailio era na Idade Média um Oficial Cívico do Governo local da Escócia e um Magistrado Menor do Tribunal a quem os Nobres de um Condado ou Baronato, na sua ausência, confiavam a defesa dos Senhorios, Castelos e bens, e ainda, a Representação Legal e os Poderes do Nobre.

É um Título e Cargo Vitalício desde o tempo do Rei Robert I, the Bruce (1274 – 1329) e neste caso implica a Representação Oficial do Barão e Xerife de Sua Majestade em Dundee e incluí o Privilégio de presidir à Corte do Barão na sua ausência.

Na Escócia, o titular de um Baronato Feudal tem implicitamente, uma Corte Baronial e o Presidente da Corte do Barão é o Barão Bailio que é assistido na sua função por um Oficial Chefe chamado de Barão Sargento (ou Barão Oficial).

O cargo é semelhante ao de Vice-Presidente de Câmara em Representação Oficial e em Exercício de Funções de Presidente. Até há pouco, eram os Barões Bailios que nomeavam os Condestáveis em Edimburgo, Leith e Perth.

A Insígnia de um Barão Bailio é um Capuz de Justiça, cercado por dois guardas de trança e geralmente nas cores do Baronato em questão. Usam também em Cerimónias Oficiais, Robe vermelho de Juiz com colarinho de pele branca decorado com arminho e outros distintivos e pingentes relevantes para o Baronato que serve. O Brasão Heráldico de um Barão Bailio é encimado por esse Capuz de Justiça ou por um “Boné de Manutenção” achatado preto ou da Cor de Libre do Baronato dobrado de Argento enfiado da cor do mesmo, e cercado de duas guardas de trança do Metal de Libre do Baronato.

Embora o Sistema Feudal da Escócia tenha sido abolido por Decreto de 28 de Novembro de 2004, o Executivo Escocês na Seção 63(1) da Lei, Artigo Nº 4, visa “preservar a dignidade do Barão e os direitos heráldicos dos Barões” e, assim sendo, a abolição do Sistema Feudal, não teve nenhum efeito adverso sobre os títulos de Baronato em si, ou dos seus Barões Bailios, mas os títulos são agora uma herança feudal incorpórea – então Baronatos Escoceses que eram Baronatos Escoceses prescritivos por posse, não estão mais ligados às terras – no entanto, permanecendo o único grau genuíno de Título de Nobreza do Reino Unido que pode ser doado, comprado e vendido. Hoje ainda existem também Bailios nos Concelhos locais Escoceses, sendo a posição mais um Título de Cortesia para os nomeados.

Foi o Lord Lyon quem apresentou as Chaves do Castelo ao novo Governador do Castelo Edinburgo o Major General Alastair Bruce, (descendente directo do Rei Robert I “the Bruce”) nomeado por Sua Majestade, a Rainha Isabel II.

O Cargo de Barão Bailio de Plean encontrava-se vago desde o falecimento do último Barão Bailio, o Artista Heráldico Romilly Squire of Rubislaw.

Porém a nomeação de Carlos Evaristo para o cargo só foi possível pelo facto do mesmo ser um Súbdito de Sua Majestade a Rainha Isabel II, Soberana do Reino Unido e do Canadá e do mesmo ser conhecedor profundo da Heráldica e Nobreza do Reino Unido. O seu conhecimento profundo da história do Canadá já havia sido reconhecido pela I.O.D.E. (Imperial Order of the Daughters of the Empire) ao atribuirem a sua Condecoração máxima a Carlos Evaristo, a 24 de Maio de 1983, pelas notas mais altas em História quando ainda frequentava o 8º Ano de escolaridade. Carlos Evaristo é também Oficial do 78º Regimento Escocês Fraser Highlanders do Canadá, uma Associação de Recriação Histórica Militar ligada ao Departamento de História do Exército Canadiano e com Delegações (Garrisons) nas Fortalezas históricos em todo o Canadá. É Coronel Honorário do mesmo Regimento 78ª, S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança.

Carlos Evaristo é Oficial do Regimento 78º Fraser Highlanders do Canadá, unidade de recriação histórica militar.

A Carta Patente de nomeação de Carlos Evaristo como Barão Bailio de Plean foi assinada perante Notário por Sua Excelência George Alexander Way, Barão de Plean, Passavante Carrick e Xerife de Sua Majestade em Dundee e os documentos legais que validam o Cargo perante o Tribunal do Lord Lyon, Certificados e Apostilados pelo Secretário Principal de Estado de Negócios Estrangeiros e de Assuntos do Commonwealth de Sua Majestade na Escócia, Michael Gaffey e a Concessão Registada nos Livros de Conselho e Sessão de Estado, a 20 de Junho de 2019.

De visita ao Castelo de Ourém, o Barão de Plean e Xerife de Dundee George Way, entregou a Carta Patente de Nomeação Apostilada a Carlos Evaristo seu “Baron Baillie” pela mão do Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte, Duque de Bragança e com o Meritíssimo Revº Juiz Dr. Joseph Morrow, Lord Lyon da Escócia a assistir.

Concessão de Brasão de Armas e Pennon (Bandeira em Flâmula)

Os súbditos da Monarca Isabel II, dos seus outros Reinos com domicílio na Inglaterra, País de Gales ou Irlanda do Norte que pretendam uma Concessão de Armas terão que apresentar o seu pedido ao College of Arms em Londres, os domiciliados na República da Irlanda devem procurar o Chief Herald of Ireland, em Dublin. Os cidadãos da Commonwealth, em particular aqueles de ascendência Escocesa, podem solicitar a mesma honra ao Lord Lyon, com excepção dos súbditos da África do Sul, Canadá e Malta, países do Commonwealth que também possuem as suas próprias Autoridades Heráldicas por também terem a Rainha Isabel II como Chefe de Estado.

O Lord Lyon em Traje de Juiz.

Evidentemente, os cidadãos de países estrangeiros, não Súbditos da Rainha Isabel II, não possuem o direito de solicitar a Concessão de Brasão de Armas. A Concessão de Armas, não é como uma Condecoração de uma Ordem do Reino Unido ou Investidura na mesma, eventualmente conferindo o uso do Título de Sir (Senhor = Dom), honras pessoais conferidas pela Monarca, vitalícias e não transmissíveis aos descendentes. A Concessão de Armas no Reino Unido assim como nos outros 15 Reinos e 54 Domínios onde a Rainha Isabel II é Soberana, é considerada uma Honra de Nobreza Menor Hereditária da “Gentry” (Gente de boa posição social que especificamente formam a classe social de Nobres que fica logo abaixo da Nobreza Titulada do Reino em posição de nascimento) sendo que estas honras, uma vez concedidas pela Coroa a um Súbdito, tornam-se legalmente e perpetuamente num bem de Família.

Uma Petição para o Lord Lyon conceder uma Carta de Brasão de Armas em nome da Monarca, processa-se nos termos da Lei do Rei de Armas de 1672 e obriga a que a pessoa contemplada seja um Súbdito do(s) Reino(s) da Soberana e reconhecida pela Monarca como sendo uma “pessoa virtuosa e merecedora”.

Nem todas as pessoas podem pedir ou ser propostas para tal concessão, pois esta honra, tal como os Títulos de Nobreza do Reino Unido é também um reconhecimento de carreira, de mérito, acções e feitos extraordinários que requer que a pessoa tenha ascendência Escocesa, domicílio fiscal na Escócia, exerça um Cargo ou tenha Honras concedidas e registadas na Corte do Lord Lyon na Escócia ou então possua propriedade e bens no Reino da Escócia.

Armas do Lord Lyon:

WARRANT (MANDATO) DE CONCESSÃO ASSINADO PELO LORD LYON

A Justificação Legal para a Concessão de Armas e Bandeira em Flâmula a um Luso-Canadiano, e neste caso Carlos Evaristo, foi um Processo Judicial que deu entrada no Tribunal de Edimburgo, no dia 17 de Novembro de 2020, mas só depois do Heraldista Chefe de Sua Majestade no Canadá, Claire Boudreau ter transferido a Jurisdição de Concessão neste caso ao Lord Lyon. Por triste coincidência a Heraldista Chefe do Canadá que havia transferido a jurisdição deste caso ao Lord Lyon em 2019, veio a falecer de cancro no mesmo dia em que a petição deu entrada no Tribunal Escocês.

Claire Boudreau (1965 – 2020)
Heraldista Chefe de Sua Majestade no Canadá

Aprovada a concessão na Sessão de Tribunal presidida pelo Lord Lyon, a 15 de Dezembro de 2020, o mesmo deliberou “o Reconhecimento do Mérito de Carlos Evaristo e o Elevado Contributo do Agraciado para a Sociedade”, algo que já havia sido previamente Confirmado pela Heraldista Chefe do Canadá, Ordenando o Lyon Clerk a proceder ao Registo Oficial da Concessão publicada em Diário do Governo e à preparação do Pergaminho Oficial com iluminura e Selo Real de prata pendente.

O Despacho do Tribunal reconhece “o Trabalho Meritório de Carlos Evaristo como Perito, Pesquisador, Arqueólogo, Director de Museus, Autor, Músico e Compositor, Membro Fundador do Instituto de Arqueologia Sacra da Igreja Católica Romana, Presidente e Co-Fundador da Fundação Oureana e do Centro para a Pesquisa Religiosa no Castelo de Ourém, em Portugal e Director do Santuário de Relíquias Regalis Lipsanotheca, Membro do Corpo Diplomático Credenciado junto do Ministério da Administração Interna da República Portuguesa, Conselheiro Diplomático e Cônsul Honorário nomeado pelo Governo da República Federativa do Brasil, sendo Cavaleiro Grã-Cruz de Ordens da Casa Real Portuguesa e de outras.”

Justificou assim o Lord Lyon “O Merecimento das Honras pedidas pelo facto de Carlos Evaristo,ser um Súbdito Leal e Dedicado de Sua Majestade a Rainha Isabel II como Cidadão do Canadá” e “Tendo a Heraldista Chefe do Canadá por certas Causas Boas e Importantes cedido a Jurisdição na questão da Concessão de Insígnias Arsenais, a Sua Senhoria o Lord Lyon e isto por verificar que já havia sido Concedido ao mesmo (Carlos Evaristo), em 2018, um Tartã e que o mesmo, é, desde 2019, Barão Baillie de Plean no Condado de Stirlingshire por Comissão concedida pelo Exmo. George Alexander Way, Barão de Plean, de Sua Majestade Britânica Xerife de Dundee”. É de referir também que Carlos Evaristo hoje faz parte de um Clã Escocês.

Carlos Evaristo e António Costa em nome da Fundação Oureana receberam o Meritíssimo
Revº Dr. Joseph Morrow, Lord Lyon da Escócia no Castelo de Ourém.

Carlos Evaristo conhecido por este nome profissional e legal, possui outros apelidos legais e de família alternativos, devido à dupla nacionalidade e duplos registos de nascimento, Canadiano e Português. A Concessão “Reconhece e Confirma” ainda que tendo o mesmo nascido em London, Ontário, no Canadá, e Casado Catolicamente em 1988, com Maria Margarida Martins Justino Evaristo, e sendo eles pais de três filhos, a Concessão é Hereditária e Familiar podendo cada um dos membros descendentes da família apresentar as variações habituais das mesmas Armas para Registo no Tribunal do Lord Lyon.

A Concessão de Armas e Bandeira em Flâmula a um Súbdito Luso-Canadiano por parte do Lord Lyon em nome da Rainha Isabel II, é algo inédito nos Reinos da qual é Soberana, embora outros países do Commonwealth que são Repúblicas com Heraldistas Chefes de Estado reconhecidos pelos países membros, como é o caso de Malta, tenham já conferido posteriormente Armas a dois Portugueses. Mas igualmente inédito é a nomeação de uma Luso-Canadiano como Barão Bailio da Escócia assim como a transferência de Jurisdição por parte da Heraldista Chefe do Canadá.

No Canadá ainda vigora a Nickle Resolution que é uma Resolução de Lei que foi passada pelo Parlamento em 1917 e que se mantém em vigor até aos nossos dias, proibindo aos Súbditos desse Domínio de receberem Títulos de Nobreza ou de serem Investidos Cavaleiros com título de “Sir” pelo Soberano do Reino Unido e Canadá.

Hoje, uma Concessão de um Brasão de Armas pela Chief Heraldic Officer de Canadá, em nome da Soberana, é a única distinção social de Nobreza Menor conferida actualmente na Monarquia Canadiana aos Súbditos, sendo que a Ordem do Canadá, também criada para especificamente distinguir Canadianos, não é conferida nos tradicionais graus de Cavalaria pelo facto de apesar do Canadá ser uma Monarquia, é um Domínio em vez de um Reino.

Armas conferidas a Carlos Evaristo pelo Lord Lyon.

No texto da Carta Patente pode-se ler; “Nós, Joseph John Morrow, Comendador da Excelentíssima Ordem do Império Britânico, um dos Conselheiros de Sua Majestade, Erudito na Lei, Doutor em Leis, Lord Lyon, Rei d’ Armas, envia saudação: Considerando que Nós temos Projectado e Cumprido por Estes Presentes Atribuímos, Ratificamos e Confirmamos ao Requerente e seus Descendentes com as devidas e congruentes diferenças que possam ser matriculadas separadamente para eles, os seguintes elementos heráldicos; “Partido em pala púrpura e verde cinco flores de lis, dois, um e dois, ouro. Encimando o escudo um elmo condizente com o seu grau com um virol e paquife à destra púrpura forrado de ouro e à sinistra verde forrado de ouro em Timbre um Wyvern (Dragão alado de duas patas também conhecido por Serpe) sentado resguardante de asas adossadas verde, lampassada e armada de vermelho, coleirado com uma coroa de ouro (Crest Coronet” ou Coronel de Armas Nobres), segurando na sua garra dextra uma asa de anjo (São Miguel) presa por uma corrente terminada por uma folha de ácer (do Canadá) tudo de ouro, sobreposto ao timbre, num listel de prata, forrado de púrpura ondulado, em letras de negro, maiúsculas, “SPEM RENOVAT SANGUINE SUO”. (A esperança é renovada pelo seu Sangue). Uma Bandeira em Flâmula de 120 centímetros reproduz as Armas e o respectivo lema, o uso da flâmula sendo limitada ao Requerente e seus Herdeiros e Sucessores. A Carta de Concessão de Brasão de Armas é também a primeira passada pelo Lord Lyon a fazer referência a Isabel II como Rainha do Canadá. No texto pode-se ler “Em Testemunho do que subscrevemos estes presentes e o Selo do nosso ofício está afixado aqui em Edimburgo, Reinando Nossa Senhora Soberana Elizabeth II, pela Graça de Deus, do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, do Canadá e de Seus outros Reinos e Territórios, Rainha, Chefe da Commonwealth, Defensora da Fé e no Ano de Nosso Senhor Dois mil e vinte.”

O Barão Bailio de Plean Carlos Evaristo, com o Barão de Plean e Xerife de Dundee George Alexander Way, o Bispo Dom Manuel António Mendes dos Santos e o Meritíssimo e Revº Lord Lyon da Escócia Dr. Joseph Morrow, (que também é Cónego da Igreja Anglicana) junto ao Altar de Nossa Senhora da Nazaré, de Loreto (Itália) e de Walsingham (Inglaterra) na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.

O Lord Lyon e o Barão de Plean visitaram Portugal em Setembro de 2019, altura em que se encontraram no Castelo de Ourém com Sua Alteza Real o Duque de Bragança, e juntamente, descerraram uma placa comemorativa da visita.

O Barão de Plean e Xerife de Dundee, o Meritíssimo Revº Dr. Joseph Morrow, Lord Lyon da Escócia e o Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte, Duque de Bragança, depois de ter sido descerrada a Placa Comemorativa da visita ao Castelo de Ourém.

Placa Comemorativa da visita do Lord Lyon e do Barão de Plean ao Castelo de Ourém.

O Armígerado Escocês

Ser Armígerado Escocês hoje é sinónimo do título de Cavaleiro dentro da ordem de precedência na Escócia, e é uma Dignidade Social no Reino Unido e nos outros Reinos e territórios do Commonwealth onde a Monarca é a Rainha Isabel II e com grau de equivalência reconhecido em todos os Reinos e organismos oficiais de Nobreza.

As Cartas Patentes dos Armígerados Escoceses nunca incluirão o título de Cavaleiro porque evidenciam que o indivíduo é um “Escudeiro” ou “Cavaleiro” no sentido mais estrito da definição. Um Armígerado Escocês é, de facto, um Cavaleiro ou uma Dama, a menos que possua um posto superior, de Comendador, Grande Oficial, Grã-Cruz, etc.

O Lord Lyon da Escócia é Membro Honorário das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e Capelão Honorário Anglicano da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala sendo que o Patrono Honorário da Delegação R.I.S.M.A. no Reino Unido era, até ao seu falecimento em 2014, Arthur Valerian Wellesley, Duque de Wellington e Duque da Vitória em Portugal.

Sem Armas legalmente concedidas e registadas no Reino Unido, é praticamente impossível provar a Condição Nobiliárquica de alguém e por isso tecnicamente, uma Concessão de Brasão de Armas, conferida pelo Lord Lyon ou por outro Heraldista Chefe de um Reino, em nome da Monarca, é uma verdadeira Carta Patente de Nobreza Hereditária própria dos Nobres que não possuem um Titulo Ancestral do Reino, também referida como um “Diploma de Nobreza”.

Por meio da Concessão ou Matrícula de Armas Concedida pela Coroa, a Soberana, através do Tribunal do Lord Lyon, Rei de Armas e do Warrant (Mandato), Ordena a sua inscrição no Registo Público de Todas as Armas do Reino. Deste modo o nome do agraciado é inscrito no Livro de todos os Nobres da Nobreza da Escócia e do Reino Unido que é mantido pela Corte do Lord Lyon há 350 anos, sendo o Registo de Nobreza mais antigo e continuo do Mundo!

Carlos Evaristo é assim um Armígerado Escocês com Direito Hereditário Legal e Famíliar a usar Armas, o que é a principal indicação de Nobreza, um Estatuto reconhecido aos Armígerados Escoceses como membros da Nobreza desse Reino.

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É o Lord Lyon quem guarda a Coroa e Insígnia de Sua Majestade a Rainha Isabel II como Monarca da Escócia.
Insígnias do Reino da Escócia; Coroa, Ceptro, Espada de Estado e a Pedra da Coroação que é uma Relíquia Sagrada.

Por Humberto Nuno de Oliveira (Presidente da Academia Falarística de Portugal)

Heraldista – Chefe do Colégio Heráldico da Fundação Oureana

15 de Dezembro de 2020

Em 2022 a Corte do Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia comemora 350 anos de existência.

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IMPRENSA – Dom Duarte de Bragança na Festa de Reis da Fundação Oureana

Por Mário Rui Fonseca

Dom Duarte de Bragança na Festa de Reis da Fundação Oureana. Foto: CMO

O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, esteve presente, conjuntamente com o Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, João Moura, na XII Festa de Reis da Fundação Oureana, evento que decorreu este domingo, dia 5 de janeiro, no Restaurante Medieval da Vila Medieval de Ourém.

Esta iniciativa, que para além do tradicional almoço, teve ainda a Missa da Solenidade da Epifania e a Benção dos Reis, contou com a presença de Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém.

A Fundação Oureana é uma instituição criada por John Haffert (Fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e grande amigo da Irmã Lúcia), que nos anos 40 se fixou em Ourém e tem procurado promover o seu património histórico.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Fonte: https://www.mediotejo.net/ourem-dom-duarte-de-braganca-na-festa-de-reis-da-fundacao-oureana/?fbclid=IwAR2IfVnz3nPnWqOCRXc3aToESxD399ggfYY5X_6uJ7uryFoUDdxZlmF7veU

5 de Janeiro de 2020

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ADN dos Santos está a ser estudado

Santiago de Compostela

A 1ª edição do projeto “ADN da Fé”, capitaneado pelo Dr. Carlos Evaristo, pretende resgatar as raízes da Fé na Península Ibérica a partir da suposta viagem missionária de São Tiago aos “confins da terra”.

A Europa se fez a caminho de Compostela. Essa observação atribuída ao célebre autor alemão Johann Wolfgang von Goethe já foi repetida à exaustão. E raros são os que desconhecem sua origem lendária. Ela teria começado com uma chuva de estrelas no bosque Libredón, no século IX. Surpreendido pelo espetáculo sobrenatural, o ermitão Pelágio alertaria o bispo de Iria Flávia, Dom Teodomiro. O que o religioso teria encontrado naquele bosque mudaria os rumos da civilização ocidental. Em um imponente sepulcro, jaziam os restos mortais de um dos apóstolos mais próximos de Cristo, São Tiago Zebedeu. Dois séculos após a suposta descoberta milagrosa, a história começou a ganhar repercussão por meio do documento Concordia de Antealtares.

A 1ª edição do projeto “ADN da Fé”, capitaneado pelo Dr. Carlos Evaristo, pretende resgatar as raízes da Fé na Península Ibérica a partir da suposta viagem missionária de São Tiago aos “confins da terra”. A equipe multidisciplinar conta com peritos nas mais diversas áreas: antropologia, arqueologia sacra, pesquisa documental, análise de DNA e datação por carbono-14. O terreno da investigação, porém, não é a antiga Iria Flávia, rebatizada de Santiago de Compostela e promovida a santuário apostólico, mas sua rival na Idade Média. Uma tradição largamente difundida na época afirmava que o apóstolo havia evangelizado a Península Ibérica, porém, seu centro principal de atuação era Bracara Augusta, posteriormente rebatizada de Braga, e seus arredores. Na antiga capital do Reino de Galiza, São Tiago teria fundado a primeira igreja cristã da Hispania, considerada a primaz até os dias de hoje, e nomeado, como bispo, o amigo e discípulo Pedro de Rates. No claustro da catedral de Braga, há um significativo vestígio dessa tradição: uma arca em pedra lavrada com a identificação dos restos mortais de São Pedro de Rates. Todas as suas relíquias, entretanto, foram trasladadas – boa parte para uma arca de madeira atualmente custodiada na Sé. 

A publicidade sobre a descoberta milagrosa do túmulo de São Tiago causou uma corrida ao seu alegado túmulo. Pessoas de todos os rincões do mundo peregrinavam até a casa do Apóstolo. E o enorme fluxo de peregrinos acabou forjando a Europa. Lembra-se da citação atribuída a Goethe? Antes desse fenômeno, porém, Iria Flávia estava sob a jurisdição da Sé de Braga, onde havia um importante santuário com relíquias insignes. Em busca de curas milagrosas, multidões acorriam até lá. A suposta descoberta de Teodomiro mudou o rumo da história. Alçada a arquidiocese e santuário apostólico, Santiago de Compostela começou a disputar com Braga a atenção dos peregrinos, uma disputa repleta de tramas ardilosas e furtos fantásticos, conhecidos como furta sacra ou pio latrocínio. Um personagem-chave foi o bispo Dom Diego Gelmírez. No século XI, o religioso se aliou à Dona Urraca, rainha de Castela e Leão, para esvaziar Braga e suas paróquias de seus mais importantes tesouros, incluindo relíquias de papas e antigos mártires da Igreja. O objetivo era trasladar essas joias medievais ao novo santuário compostelano. Eram relíquias verdadeiras? O simples fato de um bispo ter reunido um exército para invadir Portugal em busca delas é, por si só, um atestado de autenticidade. Se pairasse qualquer dúvida a respeito disso, o bispo poderia ter inventado relíquias, prática bem comum na época. Em 1992, parte dessas relíquias furtadas foi devolvida a Braga por ordem do atual arcebispo de Santiago de Compostela, Dom Julián Barrio Barrio.

Pela primeira vez na história, esse patrimônio religioso e histórico está sendo minuciosamente analisado pela equipe liderada por Carlos Evaristo, perito em relíquias, arqueologia sacra e iconografia sacra medieval. A primeira fase do projeto “ADN da Fé”, batizada de “Relíquias Insignes da Sé de Braga e do Caminho de Santiago de Compostela”, consistiu na identificação de todas as relíquias de Braga custodiadas na Sé e em outras paróquias da arquidiocese. Muitas estavam em condições precárias de armazenamento, misturadas a elementos inusitados. O primeiro passo foi examinar as relíquias insignes e colocá-las em invólucros de linho puro, benzidos pelo pároco da Sé, o cônego Manuel Joaquim Costa, e selados com fita e lacre, conforme preza a tradição da Igreja. Na investigação dessas relíquias antigas, uma pergunta fundamental deve ser respondida. Elas realmente pertencem aos alegados santos, aos eleitos de Cristo, ou foram “inventadas” (descobertas, na acepção medieval do termo)? 

Na Idade Média era comum produzir relíquias místicas, ou seja, réplicas em escala com pequenos fragmentos de relíquias reais. Havia também ossos que não passavam de relíquias de contato. Quando uma relíquia insigne era destruída ou roubada de um importante local de culto, havia uma relíquia representativa de substituição. Ela poderia ser de outro santo ou simplesmente uma escultura em madeira ou papel machê, incrustrada com uma relíquia menor. Algumas vezes, elaborava-se ainda uma pasta de ossos e terra do sepulcro. Réplicas místicas ou de substituição foram uma prática corrente. Um exemplo tradicional são as várias cabeças de São João Batista. Elas não passam de fragmentos do crânio em relicários no formato de cabeça ou caveira.

O estudo preliminar das relíquias de Braga já revelou o recurso a essas práticas medievais e romanas de substituição e reconstrução de relíquias insignes com uso de ouro, prata, cerâmica, madeira, gesso, cera e papel machê. A utilização dessas técnicas indica claramente que as relíquias de Braga haviam sido roubadas, destruídas ou parcialmente danificadas. O fato de muitas estarem carbonizadas e com partes reconstruídas – em madeira, gesso e papel machê pintado na cor de osso – comprova que sobreviveram ao fogo, resultante de acidente ou de alguma intervenção bélica de Dom Diego Gelmírez no processo de pilhagem. Há outra explicação plausível para o uso dessa técnica: as relíquias podem ter estado primeiramente em relicários de madeira destruídos por insetos. Em uma espécie de dedetização medieval, eles foram chamuscados pelo fogo, danificando também as relíquias. Vestígios de cola antiga e fragmentos de pergaminho com nomes de santos em ossos ajudam a corroborar essa hipótese.

Carlos Evaristo entrega a José António Lorente Acosta a primeira recolha de relíquias insignes para análises ADN.

A investigação inicial, porém, é incapaz de dar uma resposta definitiva sobre essas importantes relíquias. Para ajudar a desvendar o mistério, é preciso recorrer a métodos científicos confiáveis, como a investigação do DNA dos restos mortais e a datação por carbono-14. Nisso consiste a segunda etapa do projeto “DNA da Fé”. Foram retiradas amostras de cerca de duas dúzias de ossadas de santos, todas encaminhadas ao Dr. José António Lorente Acosta, professor de genética, médico-legista forense e presidente da comissão médica desse projeto. Em seu laboratório GENYO, na Universidade de Granada, o Dr. Lorente Acosta foi o responsável pela identificação dos restos mortais de célebres personagens históricas como Cervantes e Cristóvão Colombo. Segundo Lorente Acosta: “O material escolhido para a análise de relíquias deve ser constituído por dentes e fragmentos dos esqueletos, fragmentos com uma maior densidade óssea. Se não tiver cáries, os dentes são a parte do corpo que melhor guardam o DNA. O mesmo se passa com os ossos densos, pois o núcleo fica pouco exposto, e, portanto, menos propício à contaminação”. Pela primeira vez na história, uma tecnologia revolucionária no estudo do DNA será colocada a serviço da Igreja católica. Trata-se da NGS (New Generation Sequencer). É apenas o início de um projeto mais amplo para a criação de um Banco Internacional do DNA de santos, com o objetivo de auxiliar a Igreja na investigação da vida dos eleitos de Deus, bem como na reautenticação de relíquias. Essa base de dados já conta com amostras genéticas de diversos santos e beatos portugueses. É a gênese de novas edições do projeto “ADN da Fé”.

A investigação das relíquias dos santos bracarenses entra agora em sua quarta fase. O cônego José Paulo Leite Abreu, deão da Sé de Braga, perito em arte sacra e conservação e autoridade eclesiástica responsável pelo projeto desde o início, enfatiza a importância ímpar desse trabalho para a Igreja. Segundo o vigário-geral: “Precisamos saber a verdade acerca de alguns santos e suas relíquias insignes ligadas à história da fundação das dioceses de Braga e Santiago de Compostela e ao início da peregrinação jacobeia. Temos de confirmar se algumas figuras são históricas ou lendárias? Um exemplo significativo: São Pedro de Rates existiu? Ele foi realmente o primeiro bispo de Braga? Talvez seja finalmente possível encontrar a resposta por meio da investigação dessas relíquias que custodiamos na Sé desde a Idade Média”.

Enquanto as análises são processadas pela equipe, o grande enigma da peregrinação jacobeia paira no horizonte dessa investigação. Para desvendá-lo, devemos lançar um novo olhar para a Idade Média. Embora Dom Diego Gelmírez alardeasse que as relíquias de São Tiago Maior estivessem no santuário compostelano, Dom Maurício Burdino afirmou que elas haviam sido custodiadas primeiramente em Braga. Quando Dom Gelmírez começou a distribuir relíquias da mandíbula e dos dentes de São Tiago Maior, Burdino alegou que a maior parte do corpo do apóstolo ainda permanecia em Braga. Segundo alguns historiadores, o arcebispo de Braga havia adquirido o crânio de São Tiago Menor – e promovido o mal-entendido de que poderia ser o de Zebedeu. E também havia colocado para veneração pública os ossos de outro São Tiago, o Interciso, sem revelar plenamente sua identidade. Fazia parte do seu jogo na disputa de poder com Dom Gelmírez e na batalha para conquistar mais peregrinos. Todas as relíquias dos santos homônimos acabariam em Santiago de Compostela pelas mãos de Dom Gelmírez, incluindo o crânio de São Tiago Menor. Outra importante questão deve ser respondida pela equipe de investigação: Essas relíquias pertencem a santos homônimos ou constituem partes dispersas da ossada de um único santo, com fragmentos insignes ainda em Jerusalém, Braga e Pistoia?

Atualmente, a maior parte das alegadas relíquias de São Tiago Maior estão encerradas na arca-relicário de prata na cripta abaixo do altar-mor da catedral de Santiago de Compostela. E há uma interdição papal que impede sua abertura. No acervo da Regalis Lipsanotheca, no castelo de Ourém, e na coleção de relíquias de um arcebispo medieval de Braga, porém, existem peças fundamentais desse quebra-cabeça. Tratam-se de alegadas relíquias insignes de São Tiago Maior doadas por arcebispos de Santiago de Compostela a figuras históricas portuguesas dos séculos XV e XVI. São as mais antigas relíquias documentadas antes da maior parte dos ossos ter sido ocultada – e perdida – na época das invasões do corsário inglês sir Francis Drake. Ela seria redescoberta e reautenticada apenas no século XIX sob o papado de Leão XIII. 

Juntamente com amostras de relíquias de São Tiago Alfeu e São Tiago Interciso, essas históricas e alegadas relíquias de São Tiago Maior, custodiadas em Portugal, já foram encaminhadas ao Dr. Lorente Acosta. Em breve, o laboratório GENYO, na Universidade de Granada, poderá oferecer respostas a esses enigmas milenares. E provar se o DNA da Fé da Península Ibérica está realmente enraizado nas relíquias de um dos apóstolos mais próximos de Cristo. Independentemente das respostas, uma coisa é certa: Braga e Santiago de Compostela tornaram-se autênticas herdeiras de São Tiago Maior e nunca deixaram de zelar pela Boa-Nova que o Apóstolo teria carregado até aqueles “confins da terra”. 

O Cónego José Paulo Leite de Abreu e Carlos Evaristo apresentam o Projeto “Relíquias Insignes da Sé de Braga e do Caminho de Santiago de Compostela.

25 de Janeiro de 2022

Carlos Evaristo é arqueólogo, historiador e curador de várias comissões diocesanas para a reautenticação relíquias. Com sua mulher Margarida Evaristo, é fundador do Apostolado pelas Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias. Curador da Regalis Lipsanotheca, colabora há várias décadas com a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos e Gabinetes de Postuladores, sendo Presidente do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano para paises lusófonos e diretor do projeto “ADN da Fé”.

Fábio Tucci Farah é jornalista e perito em relíquias da Arquidiocese de São Paulo. Curador adjunto da Regalis Lipsanotheca, ele desenvolve diversas pesquisas com Carlos Evaristo e é membro da equipe de arqueologia sacra do projeto “ADN da Fé” e chefe da equipe editorial e de pesquisa.

FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2022-01/o-dna-da-fe-da-peninsula-iberica.html?fbclid=IwAR0Cxk_hysKFjMnVRzH4RxNVS7gtZrKn-hj1ol1SL4cCBxCSgwc9IIp47YA

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Presidente da Guiné-Bissau aprova proposta do Departamento Heráldico da Fundação Oureana para a Criação das Três Ordens de Estado

O Presidente da República da Guiné-Bissau, General de Exército Umaro Sissoco Embaló no acto da Nomeação

Acaba de ser aprovado pela Presidência da República da Guiné-Bissau, o projecto para a criação das três Ordens de Estado, que teve origem num Projecto concebido em 24 de Setembro de 2017, pelo Colégio Heráldico da Fundação Oureana, para a instituição na Guiné-Bissau das suas Ordens Honoríficas, uma Chancelaria das Ordens e um Colégio Heráldico Nacional.

O Chanceler-Mor das Ordens General Malam Ca

O Presidente da República da Guiné-Bissau, General de Exército Umaro Sissoco Embaló que assinou o Decreto para a criação das três Ordens de Estado, nomeou Chanceler-Mor das mesmas, o General Malam Camará.

A ideia para a criação das Ordens foi proposta pelo Conselheiro da Presidência da República da Guiné-Bissau, Manuel Beninger Simões, Presidente da Fundação Meninos do Bissauzinho que partilha a autoria do projecto com o Heraldista Chefe Carlos Evaristo, o perito que concebeu a natureza e orgânica para a concessão das ordens e o ordenamento heráldico. Os desenhos são do Desenhador Heráldico Mathieu Chaine, do Colégio Heráldico da Fundação e o projecto oferecido gratuitamente ao Governo da Guiné-Bissau.

O projecto de proposta, assim como a minuta para o Decreto Presidencial foram preparados pelo Colégio Heráldico da Fundação, tendo por base a orgânica das Ordens Honoríficas da República Portuguesa, prevendo a criação pelo Presidente da República da Guiné-Bissau, das seguintes Ordens, baseando os nomes e insígnias das Ordens no lema e símbolos do Ordenamento Heráldico e da Divisa Nacional:

O Chanceler-Mor das Ordens General Malam Camará

ORDEM DA UNIDADE

ORDEM DA LUTA

ORDEM DO PROGRESSO

Na Minuta do Decreto pode-se ler que: “Pela Vontade do Povo, o Presidente da República da Guiné-Bissau, reconhecendo que a nossa Bem Amada e Gloriosa Pátria, ao contrário das outras Nações, até este momento não possuía Ordens Honoríficas de Estado para o Chefe da Nação, em nome do seu Povo, e a bem da Nação, poder Reconhecer, Galardoar ou Distinguir, em vida ou a título póstumo, os Cidadãos, e as Organizações e Entidades, Nacionais ou Estrangeiras, que se notabilizem por Méritos, pessoais ou colectivos, por Feitos Militares, Heroicos ou Cívicos, por Actos Excepcionais ou por Serviços Relevantes prestados ao País“, por meio deste Decreto cria as Ordens Honoríficas de Estado que por sugestão da comissão autora do Projecto que de acordo com o Chefe da Comissão autora do Projecto, Carlos Evaristo, “baseamos no Lema e Símbolos do Brasão da Divisa Nacional.”

Ordens que “servirão para serem perpetuamente outorgadas pelo Chefe de Estado em Pleno Exercício das suas Funções e Cargo” e que serão respectivamente de carácter: “Nacional, Militar e de Mérito Civil, a cada uma correspondendo finalidades e insígnias específicas, consagradas no Decreto e orgânica de gestão e concessão agora aprovado.

De harmonia com os usos internacionais, as Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau podem ser atribuídas a cidadãos estrangeiros, como membros honorários de qualquer grau. Também os corpos militarizados, as unidades ou estabelecimentos militares podem ser declarados membros honorários de qualquer das Ordens, sem indicação de Grau, tal como as localidades, as colectividades e instituições que sejam pessoas colectivas de direito público ou de utilidade pública há, pelo menos, vinte e cinco anos.

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O Presidente da República da Guiné-Bissau, General de Exército Umaro Sissoco Embaló

Estas três Ordens que “servirão para serem perpetuamente outorgadas pelo Chefe de Estado em
Pleno Exercício das suas Funções e Cargo”
serão respectivamente de carácter: “Nacional, Militar e de Mérito Civil e a
cada uma correspondem finalidades e Insígnias específicas, consagradas no Decreto e orgânica de Gestão e Concessão agora aprovado.

Como Grão – Mestre das três Ordens de Estado, o Presidente da República da Guiné-Bissau usará, enquanto exerce funções de Chefe de Estado, a Banda das Três Ordens e o Grande Colar das Três Ordens, insígnias desenhadas pelo Desenhador Heráldico Francês; Mathieu Chaine do Departamento Heráldico da Fundação.

“De harmonia com os usos internacionais, as Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau podem ser atribuídas a cidadãos estrangeiros, como membros honorários de qualquer grau, não se lhes aplicando as condições da sua concessão a cidadãos nacionais.

Os corpos militarizados e as unidades ou estabelecimentos militares podem ser declarados membros honorários de qualquer das Ordens, sem indicação de Grau, tal como as localidades, as colectividades e instituições que sejam pessoas colectivas de direito público ou de utilidade pública há, pelo menos, vinte e cinco anos.

AS NORMAS DE CONCESSÃO PROPOSTAS

A Concessão de qualquer grau das Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau é da Exclusiva Competência do Senhor Presidente da República como Grão-Mestre das Ordens. A Competência referida no número anterior pode ser exercida “Motu Proprio” por iniciativa própria do Senhor Presidente da República ou por Proposta do Senhor Presidente da Assembleia da República ou do Senhor Primeiro-Ministro.

O grau de Grande-Colar destina-se principalmente a agraciar Chefes de Estado podendo, ainda ser concedido, por Decreto do Senhor Presidente da República, antigos Chefes de Estado e a pessoas cujos feitos, de natureza extraordinária e especial relevância para a Guiné-Bissau, os tornem merecedores dessa distinção.


PROPOSTAS PARA CONCESSÃO DE ORDENS HONORÍFICAS

O Presidente da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro podem propor a concessão dos graus de qualquer Ordem a Cidadãos Nacionais ou Estrangeiros, sendo que a iniciativa das Propostas apresentadas pelo Primeiro-Ministro podem partir de qualquer dos Ministros.

A iniciativa das propostas de concessão da Ordem Militar da Luta é reservada ao Ministro da Defesa Nacional, ouvido o Senhor Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas ou os Senhores Chefes dos Estados-Maiores do Exército, da Armada ou da Força Aérea, consoante o ramo a que pertença o agraciado, sendo formalizada pelo Senhor Primeiro-Ministro.

Os Conselheiros das Ordens podem propor a concessão de qualquer grau das respectivas Ordens, por iniciativa de qualquer dos seus membros ou no termo da apreciação  das solicitações de agraciamento formuladas por quaisquer cidadãos ou entidades.

A Concessão de qualquer condecoração a Cidadãos Estrangeiros, quando não seja da iniciativa do Senhor Presidente da República ou por proposta do Presidente da Assembleia da República ou do Primeiro-Ministro, é precedida de Minuta de Informação do Ministro Responsável pelos Negócios Estrangeiros.


FORMA E CONTEÚDO DAS PROPOSTAS E RESERVA DO DIREITO DE ACESSO

As Propostas de Concessão de qualquer grau das Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau devem ser devidamente fundamentadas e Assinadas pela Entidade Proponente.

Os Fundamentos exigidos para a Concessão do Título de Membro Honorário de uma Ordem
a Localidades, Colectividades e Instituições devem ser provados pela Entidade Proponente, em
documentação anexa à Proposta, quando não constituam factos notórios.

É especialmente Obrigado ao Dever de Sigilo quem aceder, no exercício e por causa das suas
funções, à documentação referida nos números anteriores.

FORMA DO ACTO DE CONCESSÃO

A Concessão reveste a forma de Alvará, a publicar, integralmente ou por extracto, no Diário
do Governo.

Concedida a Condecoração, a Chancelaria das Ordens emite o correspondente Diploma e
Carta Patente, assinada pelo Chanceler da respectiva Ordem e autenticado com o Selo Branco
da Chancelaria.

Os Diplomas respeitantes ao grau de Grande-Colar são sempre assinados pelo Senhor Presidente da
República.

FORMA DE NVESTIDURA

A Investidura consiste na Imposição das Insígnias ao Agraciado por quem Presidir ao Acto Cerimonial.

A Investidura de Cidadãos Nacionais é precedida da Assinatura do Compromisso de Honra de Observância da Constituição e da Lei e de respeito pela Disciplina própria das Ordens Honoríficas Nacionais.

A “Investidura Solene” é assim designada quando o Senhor Presidente da República como Grão-Mestre das Ordens determinar no Despacho de Concessão.

Na “Investidura Solene”, a Imposição de Insígnias é precedida da Leitura do Alvará de
Concessão e do Toque e ou Canto do Híno Nacional.

A “Investidura Solene” tem lugar em Acto presidido pelo Senhor Presidente da República.

O Senhor Presidente da República pode Delegar no Senhor Presidente da Assembleia da
República ou ao Senhor Primeiro-Ministro a Imposição de Insígnias, nomeadamente em
Agraciamentos resultantes de Proposta dos mesmos.

O Senhor Presidente da República pode ainda, por expressa Delegação sua, encarregar da
Imposição das Insígnias os Chanceleres das respectivas Ordens, os Membros do Governo, os
Representantes da República nas Regiões Autónomas, em Actos a realizar nelas, os Chefes de
Estado-Maior ou os Embaixadores ou Consuls nos Países onde a Cerimónia ocorra.

A Solenidade da Investidura pode ser Simplificada em circunstâncias especiais.

PREVILÉGIOS DOS AGRACIADOS

As Unidades, Estabelecimentos Militares, Corpos Militarizados, Localidades, Colectividades e Instituições agraciadas usam sobre o laço da Bandeira de Desfile ou Estandarte Oficial outro laço de fitas da cor da Ordem, franjadas de ouro, tendo pendente numa das pontas o respectivo distintivo, não devendo os Laços das Condecorações ser usados cumulativamente com quaisquer adornos ou com outras insígnias.

Todos os membros das Ordens podem usar as Insígnias da Ordem Honorífica nas ocasiões apropriadas e também usarem as mesmas nos Escudos, Brasões de Armas ou Selos afixados em documentos que os identifiquem.

CHANCELARIA DAS ORDENS

As Unidades, Estabelecimentos Militares, Corpos Militarizados, Localidades, Colectividades e Instituições agraciadas usam sobre o laço da Bandeira de Desfile ou Estandarte Oficial outro laço de fitas da cor da Ordem, franjadas de ouro, tendo pendente numa das pontas o respectivo distintivo, não devendo os Laços das Condecorações ser usados cumulativamente com quaisquer adornos ou com outras insígnias.

Todos os membros das Ordens podem usar as Insígnias da Ordem Honorífica nas ocasiões apropriadas e também usarem as mesmas nos Escudos, Brasões de Armas ou Selos afixados em documentos que os identifiquem.


PROPOSTA DA CRIAÇÃO DE UM COLÉGIO HERÁLDICO PARA DESENHO, REGISTO E USO DE BRASÕES DE ARMAS

A fim de se poder desenhar, conceder e registar armas institucionais para repartições públicas, ministérios, corpos militares, municípios, etc. e ainda para poder conferir armas particulares a membros das Ordens que podem ostentar nos mesmos ou em selos as insígnias da(s) Ordem(s) Honorífica(s) com que foram agraciados foi também proposto ao Presidente da República da Guiné-Bissau, a criação de um Colégio Heráldico Estatal composto por um Heraldista Chefe, um Heraldista Assistente, um Desenhador Heráldico e três Conselheiros Heráldicos. Tarefas para as quais o Colégio Heráldico da Fundação Oureana disponibilizou a sua assesoria.



ORGÂNICA DAS TRÊS ORDENS PROPOSTAS À PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA A 24 DE SETEMEBRO DE 2017

A ORDEM DA UNIDADE

O distintivo da Ordem da Unidade é uma estrela de nove pontas de esmalte vermelho perfilada de ouro, carregada, ao centro, de um círculo de vermelho com uma vieira de ouro, tudo envolvido por uma bordadura de esmalte verde filetada de ouro, com a legenda “Ordem da Unidade”, em letras maiúsculas de ouro.

É a mais alta condecoração da República da Guiné-Bissau e será atribuída pelo Presidente da República nos seguintes graus:

a) Grande-Colar; é o mais alto grau da Ordem sendo concedido exclusivamente a Chefes de Estado Estrangeiros durante visitas de Estado ou actos protocolares, podendo ainda ser concedido a antigos Chefes de Estado ou a pessoas cujos feitos, de natureza extraordinária perpétua ou de especial relevância internacional para a Guiné-Bissau, os tornem merecedores dessa Alta Distinção;

b) Grã-Cruz; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por altos serviços pontualmente prestados à Pátria ou que foram prestados de forma continuada, ao longo dos anos e por feitos muito extraordinários em prol da Guiné-Bissau, de elevado relevo e importância nacional, como os realizados por Primeiro Ministros e líderes políticos ou religiosos que tenham desempenhado um papel importante para a Unidade Nacional, após cumprimento de mandato, cargo ou no fim de carreira política;

c) Grande-Oficial; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos extraordinários prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau ou actos de alto relevo e importância nacional no campo da governação, como os que são exercidos por Ministros do Governo que tenham desempenhado um papel importante para a Unidade Nacional e isto após cumprimento de mandato, cargo ou no fim de carreira política;

d) Comendador; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau actos de relevo e importância no campo da diplomacia estrangeira reservando-se este grau particularmente para distinguir Embaixadores que tenham desempenhado um papel importante para as Relações Internacionais no cumprimento de mandato ou em fim de carreira diplomática;

e) Oficial; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau ou actos de importância no campo da diplomacia e cidadania reservando-se este grau particularmente para distinguir cônsules que tenham desempenhado um papel importante para a representação consular no cumprimento de mandato ou em fim de carreira consular;

f) Cavaleiro ou Dama; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau no país ou fora dele, tais como em Comunidades Emigrantes;

A ORDEM DA LUTA

O distintivo da Ordem da Luta é uma é uma estrela de cinco pontas de esmalte negro perfilada de ouro, carregada, ao centro, de um círculo de ouro com a legenda “Luta”, em letras maiúsculas de vermelho, tudo envolvido por uma bordadura de esmalte vermelho filetada de ouro, com a legenda “República da Guiné-Bissau”, em letras maiúsculas de negro.

Representando o luto nacional e perpetuo de homenagem devida aos soldados mortos em combate e o sangue dos filhos da pátria.

É a mais alta condecoração da República da Guiné-Bissau e será atribuída pelo Presidente da República, como Chefe Supremo das Forças Armadas, para reconhecer altos serviços militares a oficiais das Forças Armadas, da Polícia e similares, tais como a Unidades, Órgãos, Estabelecimentos e Corpos Militares, e ainda os Soldados da Paz, tais como Bombeiros, Paramédicos, etc nos seguintes graus:

A Ordem da Luta pode ser também atribuída por Actos Heróicos praticados por Soldados em prol da Pátria ou do próximo, sendo condições gerais necessárias, no seu conjunto, para atribuição de qualquer grau da Ordem da Luta as seguintes:

a) Ter prestado, pelo menos, sete anos de Serviço Militar a contar da data da graduação ou promoção a Oficial;

b) Ter no decurso da carreira militar revelado elevados atributos morais e profissionais, manifestados através de uma irrepreensível conduta, reconhecidas qualidades cívicas e virtudes militares;

c) Ter prestado serviços altamente meritórios, reconhecidamente relevantes e distintos e que tenham contribuído para o Prestígio Militar das Forças Armadas ou da Polícia, etc., com especial relevância para os serviços prestados em campanha ou com risco de vida.

O Critério para a Concessão de cada grau da Ordem da Luta, baseia-se nomeadamente na Condecoração prévia com graus inferiores na mesma Ordem. Aos vários graus da Ordem da Luta, pertencem as honras militares correspondentes aos seguintes postos, se os condecorados não tiverem outras superiores:

a) Chefe de Estado Maior do Exército (em exercício de funções): Grande Colar;

b) Generais: Grã-Cruz;

c) Coronéis: Grande-Oficial;

d) Tenentes-coronéis: Comendador;

e) Majores: Oficial;

f) Alferes: Cavaleiro ou Dama;

Aos Militares Condecorados com a Ordem da Luta é permitido o uso das Insígnias respectivas, em passeio, com qualquer uniforme.

A ORDEM DO PROGRESSO

O distintivo da Ordem do Progresso são dois ramos de oliveira vitoriosos entrelaçadas de esmalte verde, unidos na base por um anel de ouro, carregados, ao centro, com o mapa do território da Guiné-Bissau esmaltado com as cores da Bandeira Nacional.

A Ordem do Progresso será atribuída em reconhecimento de serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização e do progresso na agricultura, na tecnologia, na ciência e na indústria, etc. ou também em prol da dignificação da pessoa humana, de causas humanitárias e da causa da liberdade. Pode ainda distinguir quem houver prestado serviços relevantes à Pátria, no país ou no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura nacional ou por dar maior conhecimento da Guiné-Bissau, da sua história, cultura, música, arte e valores no mundo. 

A Ordem do Progresso pode galardoar actos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da colectividade com o grau de Companheiro.

O Presidente da República da Guiné-Bissau pode ainda reconhecer com a Medalha de Mérito da Ordem do Progresso os altos serviços prestados à causa da educação e do ensino tendo assim o objectivo de reconhecer o Mérito Civil, manifestado no exercício de funções públicas ou privadas, em especial na área social, educacional e no meio empresarial.

Os graus de concessão desta Ordem são iguais as anteriores com excepção do grau da medalha de Mérito que nas demais não existe.

IGUALMENTE PROPOSTA A CONSAGRAÇÃO DE ARMAS, BANDEIRA E HINO NACIONAL DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

A Proposta do Colégio Heráldico da Fundação Oureana incluía a ideia de consagrar no Decreto Presidencial; o Brasão de Armas da Guiné-Bissau, a Bandeira Nacional e o Hino Nacional, já consignados no Artigo 22º nr.º 1 da Constituição da República da Guiné-Bissau.

O Brasão de Armas da Guiné-Bissau

As Armas da República da Guiné-Bissau consistem em duas palmas de esmalte verde, avivadas de ouro, dispostas em círculo, unidas pela base, onde assenta uma vieira amarela, alegoria à localização do país na costa Oeste de África, e ligadas por um listel de esmalte vermelho, filetado de negro, em que se inscreve o lema «UNIDADE LUTA PROGRESSO», em letras maiúsculas negras. Encimando a extremidade superior das palmas uma estrela negra de cinco pontas, simbolizando o Pan-Africano e frequentemente referenciada como a “Estrela Negra de África”.

A Bandeira Nacional da Guiné-Bissau

A bandeira da Guiné-Bissau é composta por uma faixa vertical de vermelho e duas faixas horizontais de amarelo e verde. No centro da faixa vermelha está uma estrela preta de cinco pontas.

O Hino Nacional da Guiné-Bissau

O Hino Nacional foi escrito por Amílcar Cabral e a música composta por Xiao He.

Esta é a Nossa Pátria Bem Amada
Sol, suor, o verde e o mar,
Séculos de dor e esperança;
Esta é a terra dos nossos avós!
Fruto das nossas mãos,
Da flôr do nosso sangue:
Esta é a nossa pátria amada.
Viva a pátria gloriosa!
Floriu nos céus a bandeira da luta.
Avante, contra o jugo estrangeiro!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso! Paz e o progresso!
Ramos do mesmo tronco,
Olhos na mesma luz:
Esta é a força da nossa união!
Cantem o mar e a terra
A madrugada e o sol
Que a nossa luta fecundou.

O Ministro da Defesa da Guiné-Bissau, General Sandji Fati e Manuel Beniger Simões com o Decreto e o Projecto das Ordens

O COLÉGIO HERÁLDICO DO DEPARTAMENTO HERÁLDICO DA FUNDAÇÃO OUREANA

O Departamento Heráldico da Fundação Oureana, foi criado em 2000 por Carlos Evaristo e está sedeado no Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa localizado no Castelo de Ourém, inaugurado em 1996 por John Mathias Haffert e D. Duarte Pio de Bragança. O Departamento da Fundação é um órgão com Colégio Heráldico que dá pareceres e trata da elaboração gratuita de projectos de Brasões de Armas e Condecorações tanto para entidades públicas como privadas, assim como para Casas Dinásticas e pessoas individuais.

Os pareceres, estudos e projectos, são depois propostos à consideração, para aprovação e registo de Conselhos Heráldicos de Estado, Reis d’Armas de Reinos, Heraldistas e Departamentos Heráldicos Municipais e de Estado, com legítimo Fons Honorum Legal para concederem autorização, para criar Brasões e Ordens Honoríficas e Implementar e Regular o uso das mesmas. O Colégio Heráldico também dá pareceres às Casa Reais e Dinásticas através de outro Departamento da Fundação; o Instituto Preste João, Real e Imperial Conselho de Nobreza Estrangeira, que também tem uma Associação do mesmo nome, criada pela Fundação Oureana em 2003 e hoje reconhecida mundialmente como único órgão reconhecido para registo das Honras, Ordens e Mercês conferidas por Casas Reais e Imperiais extra europeias, não reinantes.

É de referir que embora haja quem assuma o uso de armas pessoais ou associações e heraldistas privados que produzem Cartas de Armas, a verdade é que, legalmente nenhuma organização ou pessoa, a não ser parte de um órgão de Estado com poderes para o efeito, ou entidade com Fons Honorum; Pontifício, Diocesano ou Dinástico de uma Casa Real, pode validamente atribuir, registar e regular armas para uso individual, familiar ou institucional.

O Departamento Heráldico da Fundação já teve vários Heraldistas Chefes no Conselho Heráldico e entre eles: Carl Lindgren (2000 – 2003), David Ashley Pritchard (2003 – 2005), Carlos Evaristo (2005 – ) e Humberto Nuno de Oliveira (2019 – ). Foram Desenhadores Heráldicos do Conselho; Clyde William Webb (2000 – 2005), Hernani Marques de Carvalho (2005) Padre John Guilbbert Mariani (2005 – 2015) e actualmente Mathieu Chaine (2015 – ) e Humberto Nuno de Oliveira (2019 – ), especialista em Falerística, Heráldica e Protocolo de Estado.

Acaba de ser aprovado pela Presidência da República da Guiné-Bissau, o projecto para a criação das três Ordens de Estado, que teve origem num projecto concebido em 24 de Setembro de 2017, pelo Colégio Heráldico da Fundação Oureana, para a instituição na Guiné-Bissau das suas Ordens Honoríficas, uma Chancelaria das Ordens e um Colégio Heráldico Nacional.
O Desenhador Heráldico Mathieu Chaine

Também fazem parte do Conselho Heráldico, para além dos membros já supra referidos; os seguintes Conselheiros; Pier Felice degli Uerti, Presidente da I.C.O.C., especialista mundial em Ordens e Casas Reais; Manuel Beninger Simões, Conselheiro Diplomático e especialista em relações Diplomáticas; Kevin Couling, especialista em Heráldica e Ordens; e os Advogados especialistas nestas matérias: António Agostinho dos Santos Pereira, Jorge Costa Rosa e Luis Roberto Lorenzato di Ivrea, Deputado Federal na Itália. São Secretários do Departamento; David Alves Pereira e Bruno de Castro.

Até hoje, o Departamento Heráldico da Fundação já preparou e apresentou gratuitamente e a pedido de entidades Governamentais, Episcopais Diocesanas ou Chefes de Casas Reais Dinásticas, não reinantes, mais de 35 projectos para a criação de Condecorações de Mérito e Ordens, um dos quais acaba de ser aprovados e implementados pelos Governos da República da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe. Outros três estão actualmente em apreciação por parte de Governos estrangeiros.

O Departamento Heráldico também desenhou gratuitamente mais de 150 Brasões de Armas para indivíduos, entidades, particulares e instituições sendo que alguns foram posteriormente usados na elaboração de Cartas Oficiais de Concessão de Armas e Cartas de Reconhecimento de Armas.

O Colégio Heráldico da Fundação já preparou também Brasões de Armas que foram posteriormente aprovados e conferidos pela Corte do Lord Lyon, o Rei d’armas da Escócia e o recém-criado Gabinete do Heraldista de Estado da República de Malta.

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O Departamento desenhou também as Insígnias da Real Guarda de Honra, da Real Confraria do Santo Condestável, do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, novas Insígnias da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Irmandade da mesma soberana Invocação e o Brasão da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora e as Armas da Regalis Lipsanotheca e o Instituto Preste João entre muitas outras organizações. Também criou Brasões de Armas, Insígnias de Ordens e Condecorações Diocesanas, e entre elas, o Brasão Episcopal do Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos e o logotipo da CEAST; Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe.

FONTE: https://www.facebook.com/watch/?v=1027078351416498&extid=WA-UNK-UNK-UNK-IOS_GK0T-GK1C&ref=sharing

13 de Novembro de 2021

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Faleceu Frá Matthew Festing, Príncipe Grão-Mestre Emérito da Soberana Ordem de Malta, Patrono da Real Confraria do Santo Condestável e da Regalis Lipsanotheca

R.I.P.
Frá Matthew Festing
(1949 – 2021)

É com triste pesar que a Fundação Histórico – Cultural Oureana recebe a notícia do falecimento de Frá Matthew Festing, Príncipe Grão-Mestre Emérito da Soberana Ordem de Malta.

O falecimento de Frá Matthew de 71 anos de idade, foi comunicado pelo Grande Magistério da Ordem de Malta em Roma, como tendo ocorrido, hoje, Sexta-Feira, 12 de Novembro.

Festing, foi o 79º Grão-Mestre da Soberana Ordem de Malta, e era, desde 22 de Setembro de 2009, Patrono Fundador e Condestável-Mor Honorário da Real Confraria do Santo Condestável. Era também Patrono Honorário do Museu da Fundação; Regalis Lipsanotheca e Botica de São João / ambos os edifícios fazendo parte da Exposição Nacional do Santo Condestável da Fundação Oureana.

Numa carta dirigida à Real Confraria em 2009 informava: “Ficarei muito contente em ser Patrono Honorário do vosso Museu.”

Festing era grande devoto das Santas Relíquias mas também de São Nuno de Santa Maria tendo assistido à Missa de Canonização, a 26 de Abril de 2009, na Praça de São Pedro no Vaticano, altura em que havia solicitado à Real Confraria, uma relíquia e imagem do Santo Condestável para uso devocional na Capela no Palácio do Grande Magistério em Roma. A relíquia e imagem, oferecidas e enviadas pelos Confrades Fundadores da Real Confraria, Carlos Evaristo e José António Alves Cunha Coutinho, foram entronizadas pelo Príncipe Grão-Mestre, na referida capela, pela Festa de São João Baptista, aniversário do nascimento de D. Nuno Àlvares Pereira.

Sobre a relíquia de São Nuno escreveu: “A Ordem de Malta tem muita honra em receber uma relíquia de São Nuno (…) E obviamente iriamos ficar encantados de a ter e muito a iremos estimar.”

O Príncipe Frá Matthew Festing com os Confrades Fundadores; Carlos Evaristo e Vítor Portugal dos Santos

Frá Matthew escrevia com regularidade, e durante muitos anos, para a Real Confraria. Sua última carta como Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de Malta, por coincidência, está datada do mesmo dia de sua abdicação.

Festing havia participado no último dia 4 de Novembro, em Malta, na Profissão de Votos Solenes de Frá Francis Vassallo, na Concatedral de São João de la Valette, mas após a cerimônia, sentiu-se mal e foi levado ao hospital onde ficou internado ao se verificar que o seu estado de saúde era considerado grave. No dia 6 de Novembro, Festa de São Nuno, foram enviados votos de rápidas melhoras e orações pelas suas rápidas melhoras por parte da Real Confraria.

Frá Matthew cumprimenta o Celebrante na Missa que teve lugar no passado dia 4 de Novembro

Frá Marco Luzzago, atual Lugar-Tenente do Grão-Mestre, pediu orações pela alma de Frá Matthew Festing que nasceu em 1949, em Northumberland, na Inglaterra. Filho de Robert Matthew Festing, era descendente de Sir Adrian Fortescue, Cavaleiro de Malta que morreu Mártir, em1539.

Matthew Festing estudou História na Universidade de Cambridge e era especialista em Arte. Também serviu os Granadeiros, foi Coronel do Exército Britânico e recebeu da Rainha Elizabeth II, o título de Oficial da Ordem do Império Britânico.

Frei Matthew Festing ingressou na Soberana Ordem de Malta no ano de 1977 onde Professou Solenemente os votos em 1991, tornando-se no primeiro membro da Ordem a ter o título de Grão-Prior de Inglaterra após 450 anos. Em 2008, foi Eleito Príncipe e 79º Grão-Mestre da soberana Ordem de Malta e permaneceu no cargo até à sua renúncia, a pedido do Papa, em Janeiro de 2017.

O Papa Francisco com o Príncipe Matthew Festing em 2017

Durante os anos que passou à frente da Ordem de Malta, visitou todos os Continentes para conhecer com detalhes o trabalho da Ordem além de reforçar laços Diplomáticos com todos os países. Foi o principal promotor das peregrinações anuais da Ordem de Malta aos Santuários Marianos, de Fátima e Lourdes, onde se encarregava pessoalmente de acolher os peregrinos com deficiências.

Rogamos a todos os Capelães e Confrades da Real Confraria que rezem para que Deus conceda o Eterno descanso ao nosso querido Patrono para assim gozar de paz na Pátria Celeste na companhia de São Frei Nuno Nuno de Santa Maria que também foi Prior da Ordem de São João em Portugal.

Um Missa por alma de Frá Matthew Festing será mandada celebrar pela Real Confraria em data a anunciar.

12 de Novembro de 2021

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Família Real Portuguesa visitou Exposição no Palácio Nacional da Ajuda

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança, visitou a exposição temporária “D. Maria II. De Princesa Brasileira a Rainha de Portugal (1819 – 1853)”, acompanhado de sua mulher D. Isabel, dos filhos e dos primos.

A visita guiada à exposição patente na Galeria de Pintura Rei D. Luís I do Palácio da Ajuda, foi conduzida pelo Dr. José Alberto Ribeiro, Director do Monumento, que explicou aos Duques de Bragança e seus filhos D. Afonso, Príncipe da Beira e D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, a história das peças expostas que incluem a Coroa Real, o Ceptro e o Trono mandados fazer para a Coroação da Rainha D. Maria II.

É de recordar que as Fundações D. Manuel II e Oureana mantêm Protocolos com o Palácio Nacional da Ajuda para conservação, consulta e divulgação de património.   

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27 de Outubro de 2021

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Real Confraria e Real Guarda de Honra celebram Festa do seu Patrono na Igreja do Santo Condestável em Lisboa

Mural do Altar Mor da Igreja

A Real Confraria do Santo Condestável juntamente com a Real Guarda de Honra, voltaram a celebrar a Festa do seu patrono na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com investiduras de novos Confrades, Missa Solene com Veneração de Relíquia Insigne e um Jantar de Convívio / Capítulo Geral.

Alguns Membros do Conselho da Real Confraria com os novos Confrades e elementos da Real Guarda de Honra

A Festa litúrgica de São Nuno de Santa Maria celebrada pela Real Confraria do Santo Condestável e a Real Guarda de Honra, teve lugar na Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, Lisboa, com início às 18:30 Horas, altura em que se realizaram as Investiduras de novos Confrades na Cripta da Igreja junto ao túmulo de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

A cerimónia este ano foi presidida por Sua Alteza Real Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, Condestável-Mor Honorário e Patrono em representação de seu pai, Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, que não pode estar presente por se encontrar, à mesma hora, a assistir à Missa de Exéquias Fúnebres de Sua Exª Rev.ma D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau, Timor Leste que teve lugar no Mosteiro dos Jerónimos.

Presentes este ano nas cerimónias estiveram os Condestáveis Fundadores José António e Maria Antonieta da Cunha Coutinho juntamente Maria Margarida Evaristo, o Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira, e o Alcaide para Ourém e Coordenador da Acção Social “Peacemakers” David Alves Pereira. No total participaram 35 Confrades e uma Delegação de 6 elementos da Real Guarda de Honra, comandados nesta ocasião pela Comandante em Exercício, Dama Guarda de Honra Maria Filomena de Castro.

Investiduras de Novos Confrades e Promoções

Os Confrades investidos nesta ocasião foram Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, José Tomé Chasqueira Boavida, Nuno Ricardo Gonçalves Pereira Candeias e D. António Albuquerque de Sousa Lara admitido no grau de Alcaide.

Os Confrades estrangeiros honorários admitidos nesta ocasião foram dois espanhóis: o Alferes de Navio José Luis Barceló e sua mulher Maria del Pilar Vicente, Cavaleiro e Dama Honorários da Casa Real Portuguesa e ainda um Irlandês; William Smyth.

Foi promovido a Alcaide o Confrade Mário Neves, que tem sido incansável na promoção do Culto de São Nuno e igualmente promovido a Alcaide e Adjunto do Condestável-Mor para Lisboa, o Confrade João Pedro Antunes de Ascensão Teixeira, que tal como sua irmã, Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, foi baptizado naquela igreja onde se encontra o túmulo oficial de São Nuno.

Todos os novos Confrades foram dispensados da imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo pelo facto de já terem sido investidos há vários anos com o mesmo por um Sacerdote.

No uso da palavra o Condestável-Mór Fundador Carlos Evaristo informou que este ano o Revº. Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. Capelão Mór Fundador da Real Confraria e Vice-Postulador Emérito, não pode estar presente pelo facto de ter sido recentemente internado no hospital devido a uma intoxicação alimentar. Carlos Evaristo recordou que foram também investidos este ano como Confrades Professos; Leonardo Pereira Rodrigues, Hernani Luis de Carvalho e Rui Salazar de Lucena e Mello e como Confrades estrangeiros, Professos e Honorários; Simon Andrew Robert Appleby-Wintle, Thomas Joseph Serafin, André Ladislau Olegario Jaross, Eugénio Emiliano Arciuszkiewicz, Anton Tkachuk, Eugenio Magnarin, Franco Vassallo de Ferrari di Brignano e Fernando Diago de la Presentación.

José António da Cunha Coutinho, D. Afonso de Bragança, Carlos Evaristo, Mário Neves e David Alves Pereira
A Promoção a Alcaide do Confrade Mário Neves
O momento da Investidura do Alcaide D. António de Sousa Lara
O Alcaide Mário Neves agradece a promoção
A imposição do Hábito ao Alcaide D. António de Sousa Lara
Alferes de Navio José Luis Barceló
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A imposição do Hábito ao Alferes de Navio José Luis Barceló
A Imposição do Hábito à Confradesa Maria de Lurdes pela Dama Condestável Fundadora Margarida Evaristo
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes

A Investidura da Confradesa Maria del Pilar Vicente
A Imposição do Habito ao Confrade José Tomé Chasqueira Boavida pelo Alcaide David Pereira
O Confrade José Tomé Chasqueira Boavida cumprimenta o Condestável-Mor Fundador Carlos Evaristo
O Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira preside ao Capítulo Geral com o Adjunto, Alcaide João Pedro Teixeira e o Alcaide e Coordenador da Acção Social David Alves Pereira

Missa Solene presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa

Durante a homilia D. Manuel Clemente relembrou como o Santo Condestável antes das batalhas se preocupava se o inimigo teria comida suficiente e enviava mantimentos caso não tivessem, algo que mostrava a humanidade e generosidade de São Nuno como Comandante.

Depois da Comunhão foi colocada uma Coroa de Flores junto ao túmulo de São Nuno localizado debaixo do altar-mor e recitada uma oração, composta pelo Infante D. Pedro, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

Depois do Coro ter cantado o Hino do Santo Condestável, terminada a Missa, foi dada a bênção final por D. Manuel Clemente e depois, ficou exposta no altar para veneração, a Relíquia Insigne do fémur de São Nuno, oferecida à Paróquia há 70 anos pelo então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

Início do Cortejo litúrgico
O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa relembra o 70º Aniversário da Igreja do Santo Condestável
Sua Alteza Real o Príncipe da Beira D. Afonso de Bragança
Os Membros do Conselho da Real Confraria e Maria Castro, a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
Os Membros do Conselho da Real Confraria e a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
O Coro da Paróquia
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
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Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
O Cardeal Patriarca de Lisboa invoca o Santo Condestável durante a Oração
A Relíquia Insigne do Fémur de São Nuno de Santa Maria
Carlos Evaristo venera a Relíquia Insigne do Santo Condestável

Jantar de Convívio

Após a solene celebração litúrgica em honra de São Nuno de Santa Maria, seguiu-se um jantar de confraternização e o Capítulo Geral dos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável e dos Membros da Real Guarda de Honra. Presidiu à Sessão o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Condestável-Mor acompanhado de seu filho, o Príncipe da Beira o Senhor Dom Afonso de Bragança.

Presentes este ano em representação da Delegação Norte Americana da Real Confraria, estiveram os Confrades James e Jean Dudek que há mais de 20 anos promovem a devoção a São Nuno nos Estados Unidos da América no contexto da Mensagem de Fátima.

Agradecimentos Especiais

Antes de terminar o Capítulo Geral o Chefe da Casa Real Portuguesa deu as boas vindas aos novos confrades e agradeceu a presença de todos e particularmente os que vieram de longe. Agradeceu também à organização na pessoa do Alcaide João Pedro Teixeira, que organizou o protocolo da Missa e o jantar, e ao Confrade Armando Mendes que há mais de 30 anos colabora com o Apostolado de São Nuno e das Sagradas Relíquias.

No uso da palavra, Carlos Evaristo agradeceu a presença de todos os Confrades e relembrou os que não podiam estar presente e ainda os que faleceram recentemente. Agradeceu também a Filomena Maria Castro e aos membros da Real Guarda de Honra que deram brilho à homenagem a São Nuno e à Igreja do Santo Condestável no dia do seu 70º Aniversário.

Carlos Evaristo anunciou o encerramento do Centro de São Nuno da Real Confraria em Fátima, que durante muitos anos foi mantido pelos Confrades Brenda e Martin Cleary. O Centro não só acolhia peregrinos devotos em Fátima como também ajudava a angariar fundos para as obras sociais da Diocese de São Tomé e Príncipe. Carlos Evaristo agradeceu também a presença de Mário Pontes, José Manuel e Inês Rodrigues, sobrinhos da saudosa fadista Amália Rodrigues, que foi grande devota do Santo Condestável e à Delegação de Évora da Real Confraria e Real Guarda de Honra chefiada por Ricardo Maria Louro. Presente também esteve Roman von Ruppe, o Confrade responsável em Portugal pela obra social, Mary’s Meals.

Seguidamente o Senhor D. Afonso de Bragança investiu o Revº Padre Mário Cabral de Timor Leste como Capelão Honorário da Real Confraria do Santo Condestável e nomeou o Confrade William Smyth como Organista da Real Confraria e da Real Lipsanotheca.

A Festa de São Nuno terminou com a entrega de um donativo extraordinário de 100.00€ para a Obra do Caldeirão pela Confradessa Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes e a oferta do livro “O Exército e Nuno Álvares Pereira” pelo Alcaide Mário Neves, destinado à Biblioteca Condestabriana.

O Alferes José Barceló também entregou uma Relíquia Insigne de um lenço ensanguentado de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes de Orleans y Borbón, adquirida pela Fundação Oureana para a Real Lipsanotheca em Ourém. A Relíquia que chegou acompanhada de Madrid pelos Alferes e sua mulher era da Rainha de Espanha parente do Senhor D. Duarte de Bragança que morreu com fama de Santidade em Madrid, a 26 de Junho de 1878.

Carlos Evaristo e D. Afonso de Bragança agradeceram a Maria de Castro por ter representado o Comando Geral
D. Duarte de Bragança em conversa com membros da Família Mendes e o Confrade William Smyth
O Alferes José Barceló entrega uma Relíquia Insigne de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes

6 de Novembro de 2021

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Fundações ajudam Real Confraria do Santo Condestável com patrocínio de transporte de bens para Apoio Social em Portugal e em África

A Real Confraria do Santo Condestável, um Apostolado Canonicamente erecto no espírito do laicado Carmelitano tem vindo, desde 1996, a servir de Departamento Socio-Caritativo das Fundações Oureana e D. Manuel II. A mesma organização acaba de realizar mais uma série de acções socias em antecipação da Festa do seu Patrono, São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

O Coordenador de Acção Social David Alves Pereira com o carregamento de bens entregue em Évora

Teve início no mês de Outubro, Mês dedicado a Nossa Senhora do Rosário, mais uma série de campanhas para angariação e entrega de bens aos mais carenciados, tanto em Portugal como em África. Os bens resultam de um esforço nacional levado a cabo por parte da Coordenação Norte da Real Confraria e da Associação Mãos Unidas com Maria em Fátima para a recolha de roupas e outros bens de primeira necessidade para os pobres.

O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto

Foi o Coordenador Social da Real Confraria do Santo Condestável; Jorge Manuel Reis Gonçalves, juntamente com seus irmãos voluntários; os Confrades António e José Gonçalves, que procederam, por quatro vezes, à recolha e transporte em camião TIR, de toda uma série de bens usados recolhidos e também doados pessoalmente pelo Coordenador Regional Norte da Real Confraria; Rui Salazar de Lucena e Mello.

Dom Duarte de Bragança e a Drª Carmo Jardim no armazém da ONG – SIM, a 26 de Agosto de 2021

Seguidamente, foi preparado pela prima do Coordenador Rui Mello, a Coordenadora Marília Oliveira, o recheio de outro contentor de bens usados transportados pela ONG -“SIM” da Drª Carmo Jardim.

O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto

Um quinto carregamento de bens foi descarregado, há duas semanas, nos portos de contentores de Lisboa e Setúbal, tendo na altura, o Coordenador Geral e Condestável-Mor da Real Confraria, Carlos Evaristo, e sua mulher, a Confradesa Margarida Evaristo, acompanhado o processo em representação das Fundações D. Manuel II e Oureana que patrocinaram a recolha, transporte e logística dos voluntários.

O Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Irmãos voluntários.

A Associação Mãos Unidas com Maria, cuja Fundadora e Presidente é a dedicadíssima Confradesa Florinda Marques, também recolheu e preparou um outro carregamento de roupas de inverno para homem, mulher e criança, mantas e roupas de cama, assim como outros bens essenciais para crianças e também brinquedos. Estes bens porém, estão destinados aos mais desfavorecidos da Arquidiocese de Évora. Foi graças à pareceria de colaboração social existente com a Real Confraria do Santo Condestável que foi patrocinado e coordenado a entrega de hoje.

O Coordenador David Alves Pereira com o Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Veneráveis Irmãos voluntários

O material carregado em Fátima pela Florinda Marques e o Coordenador Social David Alves Pereira, que actuando na qualidade de Alcaide da Real Confraria do Santo Condestável e Comandante Geral Adjunto da Real Guarda de Honra, quis pessoalmente patrocinar todas as despesas de transporte em nome das organizações que representa.

A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria

Já em Évora foram Veneráveis Irmãos Voluntários da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora que receberam o carregamento que seguidamente irão entregar em parte às Casa Religiosas e à Santa Casa da Misericórdia de Évora. Estes bens, em grande parte, roupas, sapatos, mantas e brinquedos, serão distribuídos, por ocasião da Festa do Santo Condestável, pelos pobres e mais desfavorecidos da Arquidiocese incluindo famílias de migrantes.

A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria

Durante uma reunião com Coordenadores a semana passada em Sesimbra, o Condestável Mor da Real Confraria e Comandante Geral da Real Guarda de Honra, Carlos Evaristo, disse: “Estes bens enviados para Angola e Moçambique vão complementar um carregamento, já entregue, em Agosto, à ONG – SIM, pois o Sr. D. Duarte de Bragança, através da Real Confraria e das Fundações D. Manuel II e Oureana, quis ajudar as vítimas de Cabo Delegado, os pobres em Angola e São Tomé e Príncipe mas também pretende ajudar os mais necessitados em Cabo Verde e os refugiados da Síria, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal.”

Carlos Evaristo
Presidente da Direcção da Fundação Oureana

Para Carlos Evaristo; “É muito bom ver a Real Confraria e anteriormente, os Peacemakers, organização que criamos há 25 anos com o falecido John Haffert e posteriormente que desenvolveram actividades no estrangeiro com a ajuda dos falecidos Phillip Kronzer e o Capelão Padre John Mariani e isto sob a orientação do Vice-Postulador da Causa do Beato Nuno, o Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. e do Bispo de São Tomé e Príncipe D. Manuel António Mendes dos Santos. Hoje, são associações de fieis que servem de departamentos de acção social das Fundações e com grandes papeis activos na Igreja no campo da acção social, tanto em Portugal com em África. Importante também são as parcerias estabelecidas com organizações homólogas pois ninguém por si só consegue fazer o que se faz em conjunto. Fazemos isto em nome e em memória de São Nuno que com a sua Confraria e um Caldeirão, iniciou este trabalho social de recolha de alimentos e bens para os pobres de Lisboa a partir do Carmo em Lisboa. É ele o verdadeiro fundador da acção social em Portugal muito antes da Rainha D. Leonor e das Misericórdias que hoje têm um papel tão importante na sociedade. É igualmente importante a coordenação de trabalho de limpeza, desinfecção e preparação dos bens doados pelas pessoas voluntárias dedicadas tais como a equipa da Drª Carmo Jardim, a Florinda Marques, a Marília Oliveira e o Rui Mello. Mas igualmente importante é o trabalho dos voluntários no carregamento e transporte e aqui são as Fundações e as ONG que patrocinam as despesas, incluindo o envio de contentores. Agora esperamos poder ajudar com o envio de outro que queremos ainda patrocinar este mês para Cabo Verde e com bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria que incluem mobiliário e material escolar.” !”

Este ano a Festa de São Nuno de Santa Maria e o Capítulo Geral da Real Confraria do Santos Condestável, tem lugar na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com Investiduras a iniciarem pelas 18:30 Horas, seguido depois de Missa Solene e Jantar de Convívio dos Confrades.

Os Confrades; Ricardo Louro e David Pereira
Logo da Associação Mãos Unidas com Maria
Peacemakers, Obra de Acção Social da Real Confraria do Santo Condestável

30 de Outubro de 2021

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Fatima Vision of Hell helped Salvador Dali return to God

By Barb Ernster

Salvador Dali is considered one of the greatest artists of the 20th century and the most famous Surrealist. At the height of his popularity in 1960, he was commissioned by The Blue Army of Our Lady of Fatima to paint the Vision of Hell, as Lucia, Jacinta and Francisco experienced during the July 13, 1917, apparition at Fatima. The idea for the painting came from a Protestant who, having read about the vision from Sister Lucia’s memoirs, converted to Catholicism and entered the seminary. The thought was that Dali could reach young people and unbelievers far more effectively with this message than any sermon on Sunday morning or story about saints. This commission would change Dali’s life and work, and lead him from his avowed atheism back to his Catholic roots.

Dali grew up in Spain near the border of France in Catalonia. His father was an anti-clerical, atheist and his mother a devout Roman Catholic. Born just nine months after his brother, also Salvador, died, he was often told by his parents that he was his reincarnated brother. Having to juggle between the influences of belief and unbelief in God, Dali grew up confused and uncertain, stating once, “Heaven is to be found exactly in the center of the bosom of the man who has faith. At this moment I do not yet have faith, and I fear I shall die without heaven.” 

Dali’s fame grew throughout the ‘30s and ‘40s and he became an immediate sensation in the U.S. after his first exhibition there in 1934. His famous painting, The Persistence in Memory, with the image of melting pocket watches, helped define his method of creativity and surrealism, the “paranoiac-critical method.”  Dali’s creativity arose from images he drew from the subconscious as he fell into a state of semi-wakefulness, or hypnogogy.

Throughout his life, Dali struggled with the idea of his own death, a fear he could not overcome. He studied new discoveries related to the third dimension, which led him to seek access to the fourth dimension and immortality.  His works are permeated with themes of eroticism, death and decay, but also religious themes and subjects related to scientific progress. 

He was 55 when he was approached by The Blue Army to paint the Vision of Hell.  Blue Army co-founder John Haffert had received a letter from the seminarian encouraging him to approach Dali with the idea. He also put up his life’s savings to pay for it. Haffert met with Dali in the New York hotel where he was staying and told him about The Blue Army’s mission to spread the message of Fatima. He read him the story of Fatima from Lucia’s writings and the description of the Vision of Hell.

“It’s up to you to present this Vision truthfully and vividly,” Haffert told him. “You are being chosen to be Our Lady’s artist. A visual interpreter for God.”

Dali listened intently, then ordered a plate of escargot. When it arrived, he began to probe the snails with escargot forks, explaining to Haffert that the great artists always used pitchforks to depict the devils in hell, but he would use escargot forks instead.  “The soul of a sinner is like a snail,” he explained. “It curls and cowls up in the shell and the only way to retrieve it is by using an escargot fork!”

The two of them settled on a commission fee and signed an agreement on a paper napkin. 

Dai and John Haffert

Haffert set out to try to get a meeting between Dali and Sister Lucia, who in 1960 was a cloistered Carmelite nun in Coimbra, Portugal. He was not having any success, even after writing to her personally.  Dali told Haffert it was no problem. He would study what she said about the Vision and put together his own vision, telling him, “I will paint what I see.”

For over a year, Dali poured over Lucia’s description of the Vision of Hell and searched his subconscious for imagery, to no avail. Haffert suggested he go to Fatima for inspiration. Part of Dali’s problem was he did not know how to present the Blessed Virgin Mary. His wife, Gala, was always the face of the women in his paintings.

At Fatima, he was brought directly to the spot where the Blessed Mother appeared and where the children saw the earth open revealing hell.  The key to understanding the Vision of Hell, he was told by his guide, Canon Jose Galamba de Oliveira, was the appeal for conversion. And the Immaculate Heart of Mary is sign of hope for all who respond to her message of conversion.

Through Galamba’s influence, Dali was finally able to meet with Sister Lucia during this trip. He spent a short time with her, conversing through the bars of the parlor grill. Dali would later comment how special it felt to “breath the same air as a future saint,” like being in a heavenly presence. Dali finally had the inspiration to paint the Vision of Hell.

Before leaving Fatima, Dali asked Canon Galamba to hear his confession.  Galamba later told Haffert, it was “the most moving, sincere and profound confession” he had ever heard in his many decades as a priest.

A Vision Like No Other

Monsignor Harold Colgan and Dali

On March 13, 1962, Haffert received notice that the painting was finished and Mr. Dali wanted to present it to him. He was not able to be there at the time, but Msgr. Harold Colgan, Haffert’s co-founder of The Blue Army, went in his stead. From the look on his face when the painting was revealed, Msgr. Colgan was shocked at the Vision according to Dali. It was not what he expected.

The Vision of Hell

However, upon further study and examination, it is believed that Dali portrayed himself in the vision and painted his own conversion. It shows a dying person, his soul translucent red, tortured and tormented by demons in hell who probe him with escargot forks, trying to extract his soul. The fissured earth opens beneath to the place of hell. The Blessed Mother above, in anguish, revealing her sorrowful and loving heart before the horror of a soul being lost. A lone figure holds up a crucifix to heaven in prayer.

The Fatima children said they would have died of fright at the Vision of Hell if Mary had not been with them. She told the children, “You have seen hell where the souls of sinners go. To save them, God wishes to establish in the world devotion to my Immaculate Heart.”  During the August apparition, she implored them, “Pray, pray very much, for many souls go to hell because they have no one to pray for them.”

No one knows what Sister Lucia said to Dali after his brief visit with her, but she had a knack for saying exactly what someone needed to hear to return to God, including hardened Communists. She must have helped him know the love of God and the Blessed Mother as well, and that her Immaculate Heart is a refuge for sinners. Dali did not use Gala as his model for the face of Mary in his picture.  He returned to his Catholic roots and belief in God and faced his mortality.

When Sister Lucia finally saw his painting of the Vision in 1997, she studied it intently, then said to her interpreter, “Hell is spiritual and not physical, and it is impossible for anyone to make an image of hell. The painting comes as close as humanly possible to representing hell.”

Salvador Dali died of heart failure on this day, January 23, in 1989, at the age of 84. He kept his religious sentiments secret from the world. Sister Lucia must surely have prayed for him.

His Vision of Hell painting hangs in the home of a Connecticut art collector who purchased it from the World Apostolate of Fatima/Blue Army in 2007. 

The full story of Dali’s Fatima Secret is portrayed in a documentary film and book (Regina Mundi Press) by Paul Perry. The DVD documentary is available in our Gift Shop.

FONTE: http://www.bluearmy.com/fatima-vision-of-hell-helped-salvador-dali-face-his-own-mortality/

23 de Julho de 2019

Note: The information published about Salvador Dali and Fátima is the exclusive research work of the Center for Religious Research of the Fundação Histórico Cultural Oureana and such information and quotes can only be found in the book "Dali's Fátima Secret" by Paul Perry with Carlos Evaristo and Nicolas Descharnes and in the documentary "Dali's Greatest Secret" by Sakkara productions and Crown Pictures. All Rights Reserved.

The photographs used in this article are Copyrighted by the Dalí Foundation, Descharnes and Descharnes Archive, the Oureana Foundation and the USA Blue Army. Its use requires licensing.

This information and citations are nowhere else to be found and therefore, and in order to avoid conflicts of copyright and intellectual property, authors were asked to cite the sources as otherwise, it is a crime of plagiarism and theft intellectual property.

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