Bispo Donal McKeown recebe a Relíquia de Liam Stewart
O Bispo de Derry, Irlanda do Norte, (Reino Unido), recebeu no dia 27 de Maio, uma relíquia da Santa Cruz oferecida pela Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.
A relíquia foi entregue pessoalmente a Liam Stewart, Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e Representante do Apostolado das Relíquias na Irlanda do Norte.
Sua Excelência Reverendíssima Donal McKeown, que desejava uma relíquia do Santo Lenho para veneração na Diocese, recebeu da I.C.H.R. e do Apostolado para as Relíquias Sagradas, uma custódia relicário dourada na qual foi colocada uma teca com a relíquia. Foi também entregue uma autêntica (documento de autenticidade) emoldurada.
Liam Stewart, acompanhado de Martin McFadden, Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e Representante do Apostolado das Relíquias na Irlanda.
Liam Stewart foi quem fez o pedido ao Apostolado de Relíquias em nome do Bispo de Derry tendo recebido a relíquia e a autêntica, no passado dia 23 de Maio em Alcobaça, das mãos de D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de Carlos Evaristo, na qualidade de representantes das Fundações Oureana e D. Manuel II; entidades Parceiras Protocolares Custódias da Regalis Lipsanotheca.
Bispo Donal McKeown
A teca contendo lascas de madeira da Santíssima Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e que foi colocada numa custódia relicário cruciforme dourada, fazia parte do acervo-depósito de relíquias sagradas da Regalis Lipsanotheca e foi escolhida para doação à Diocese de Derry por ter um especial significado.
O Fundador do Apostolado e Custos Reliquiarium, Carlos Evaristo, um perito e guardião de relíquias, explicou que: “a relíquia escolhida foi adquirida e autenticada em 2014, no mesmo ano em que o Bispo McKeown foi nomeado Bispo eleito de Derry pelo Papa Francisco, a 25 de Fevereiro, tendo sido empossado a 6 de Abril do mesmo ano na Catedral de Santo Eugénio, em Derry.“
O Bispo McKeown que apresentou a sua demissão a 12 de Abril de 2025, após o seu 75º aniversário, de acordo com o Direito Canónico que exige que todos os bispos apresentem a sua renúncia ao Papa ao atingirem essa idade, aguarda agora a nomeação do seu sucessor, mantendo-se no cargo de Bispo Interino.
A entrega desta relíquia à Diocese neste Ano Jubilar 2025 – 2026 em que o Apostolado de Relíquias celebra 35 anos em Portugal, a Fundação Oureana 30 anos e a Regalis Lipsanotheca 25 anos, une assim o apostolado ao Bispo que celebra seus 75 anos e os anos de episcopado desde a sua nomeação.
Fotos: Direitos Reservados à Fundação Histórico – Cultural Oureana / Federação de Reais Irmandades do Arcanjo São Miguel / Regalis Lipsanotheca / Diocese de Derry, Irlanda
A Infanta D. Maria Francisca e seu marido, Dr. Duarte de Sousa Araújo Martins estiveram nos Estados Unidos da América de 14 a 18 de Maio para presidirem às cerimónias da XI Gala de Investiduras da Real Irmandade e Ordem Militar do Arcanjo São Miguel.
A passagem dos Duques de Coimbra por Filadélfia, a cidade americana conhecida como a “cidade do amor fraterno” e “cidade berço da independência”, começou na Quinta-feira 14 de Maio com um almoço informal na companhia do Tenente-Coronel Stephen Besinaiz, Juiz da Real Irmandade, de sua mulher Terry Besinaiz, do Capelão Padre Michael Saharic e dos membros da Direção; Marc Besinaiz e Megan Eunpu.
Depois do almoço o casal que viajava em representação oficial da Chancelaria da Ordem Dinástica da Casa Real Portuguesa, teve uma visita guiada aos monumentos históricos de “Philly” incluíndo o famoso sino rachado.
No dia seguinte, Sexta-feira, 15 de Maio, pelas 17 horas teve lugar a Recepção Oficial de Boas-Vindas aos Duques de Coimbra no Racquet Club of Philadelphia. Seguiu-se pelas 19 horas o Jantar dos Benfeitores e Patrocinadores do evento no Philadelphia Club. O Jantar dos Benfeitores reuniu também os membros do Executivo da Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, uma organização de beneficência sem fins lucrativos 501 C3.
DISCURSO NO JANTAR DOS BENFEITORES Excelências, Reverendos Padres, Cavaleiros e Damas, Irmãos e Irmãs, Senhoras e Senhores, O meu marido une-se a mim para lhes agradecer sinceramente a sua gentil hospitalidade, enquanto viemos aos EUA pela primeira vez em representação do meu pai, Dom Duarte, Duque de Bragança, Grão-Mestre da Ordem e Juiz Honorário da Irmandade.
Há muitos anos que muitos de vós aqui presentes fazem parte deste grupo especial de beneméritos que, através da Associação Americana de Damas e Cavaleiros e Damas da Casa Real Portuguesa, do Grupo Bezines e de várias Fundações e Associações sob o Alto Patrocínio da Casa Real, apoiaram e continuam a apoiar as instituições e projetos de solidariedade social e culturais da Arquidiocese para Serviços Militares.
Transmito a todos vós os melhores votos e agradecimentos do meu pai pelo vosso apoio e também pelo apoio dado ao longo dos anos ao Orfanato em São Tomé e Príncipe e aos nossos irmãos e irmãs na Delegação da nossa Real Fraternidade na Ucrânia.
Aguardamos com expectativa a nossa estadia em Filadélfia e agradecemos ao Tenente-Coronel Stephen Besinaiz, à sua esposa Terry e aos restantes membros do Conselho pela organização desta viagem e por toda a sua dedicação e hospitalidade. Obrigado e que Deus vos abençoe.
Filadélfia E.U.A., 15 de Maio de 2026 Dona Maria Francisca de Bragança, Duquesa de Coimbra Vice-Chanceler da Real Ordem do Arcanjo São Miguel
No dia seguinte, Sábado, 16 de Maio, a Real Irmandade da Ordem Militar do Arcanjo São Miguel da Arquidiocese para os Serviços Militares dos EUA e a Associação Americana de Cavaleiros e Damas da Casa Real de Portugal (EUA) realizaram a XI Assembleia Geral da Associação de Fiéis que incluiu uma Missa e Cerimónia de Investidura e um Jantar de Gala.
Presentes e a presidirem aos eventos estiveram; Sua Alteza Real a Infanta D. Maria Francisca de Bragança e seu marido, Dr. Duarte de Sousa Araújo Martins, Duque e Duquesa de Coimbra, Representantes Oficiais da Casa Real Portuguesa e Vice-Chanceleres da Real Ordem Dinástica do Arcanjo São Miguel.
Pelas 10:30 horas da manhã realizou-se a Assembleia Geral Anual na sala de reuniões da Racquet Club of Philadelphia com a apresentação e aprovação de actividades e contas do ano findo e propostas para actividades a realizar no ano de 2026 – 2027. Depois, pelas 12:30 horas teve lugar a cerimónia de investiduras deste ano que só contemplou 9 Sacerdotes Católicos de vários ritos, todos eles Capelães da Real Irmandade Militar e que foram admitidos ou então promovidos na Ordem Militar, uma de 5 ramos autónomos da antiga Ordem de São Miguel da Ala fundada por D. Afonso Henriques em 1147 e aprovada pelo Papa Alexandre III em 1171.
Uma Missa Capitular Indulgênciada da Real Irmandade da Ordem Militar do Arcanjo São Miguel teve lugar este ano pelas 18:00 horas, no Santuário Nacional de Santa Rita de Cássia em Filadélfia, tendo sido celebrada pelo Capelão Mor da Real Irmandade dos EUA e concelebrada por 7 Capelães das diversas Delegações Militares e pelo Capelão Delegado da Federação.
As Investiduras foram oficializadas pela Duquesa de Coimbra em representação de seu pai o Grão-Mestre e pelo Capelão Mor da Real Irmandade Militar em representação do Arcebispo Castrense Timothy Brogllio, Co-Grão-Mestre da Real Ordem Militar do Arcanjo São Miguel.
Depois da Missa o Capelão Delegado da Federação informou todos participantes da Indulgência Plenária concedida pelo Papa Leão XIV este ano por ocasião dos 25 anos da Real Irmandade e os requisitos para receberem a Indulgência.
A Recepção e Jantar de Gala deste ano teve lugar no Salão Nobre da Racquet Club of Philadelphia pelas 19:00 horas e teve início com um brinde ao Papa, outro ao Chefe da Casa Real Portuguesa e outro aos Duques de Coimbra.
DISCURSO DE BOAS-VINDAS JANTAR DE GALA Em nome do meu pai, Dom Duarte, Duque de Bragança, Grão-Mestre da Ordem e Juiz Honorário da Irmandade, desejo transmitir-vos a todos os vossos melhores votos, bem como os da minha mãe, Dona Isabel, também Vice-Chanceler, e dos meus irmãos: o Príncipe Herdeiro, Dom Afonso, nosso novo Chanceler-Mor, e Dom Dinis, o nosso novo Chanceler.
Este Ano Jubilar, atribuído pelo Papa Leão XIV, assinala o 25º aniversário da Irmandade Real e é um momento oportuno para a implementação das reformas na nossa antiga Ordem e na Irmandade, visando o fortalecimento da relação existente entre ambas as entidades: a Real Ordem; a de Mérito Dinástica, a Militar e a Monástica e a Real Irmandade Real, que proporciona o braço social ativo e participativo para os seus membros.
Esta irmandade, sendo militar, apoia a Arquidiocese para Serviços Militares, cujo Arcebispo Timothy Brogllio, Co-Grão-Mestre do Ramo Militar da Ordem, gentilmente presidiu, o ano passado, ao Capítulo Geral Internacional em Alcobaça.
A nossa presença aqui, em Filadélfia, para presidir as investiduras dos novos confrades demonstra o nosso compromisso com esta aliança e a sua continuidade no futuro, sob estas novas reformas. É também um momento para nós encontrarmos os muitos amigos de quem o meu pai e irmãos falaram com tanto carinho e para visitarmos Filadélfia, berço da América e Berço da Liberdade. Um local que acolhe os portugueses desde o Século XVIII.
Um agradecimento especial ao Juiz da Irmandade, Tenente-Coronel Steve Besinaiz, à sua esposa Terry e aos restantes membros da Direção pela organização desta viagem e por toda a sua dedicação e hospitalidade.
Que Nossa Senhora de Fátima e São Miguel, a quem honramos neste mês de Maio, estejam convosco para vos protegerem sempre.Obrigado e que Deus vos abençoe.
Filadélfia, 16 de Maio de 2026 D. Maria Francisca de Bragança, Duquesa de Coimbra Vice-Chanceler da Real Ordem do Arcanjo São Miguel
No Domingo, dia de 17 de Maio entre as 10:00 e 12:00 horas teve lugar um Brunch de Despedida aos Duques de Coimbra no Restaurante do Racquet Club of Philadelphia e depois houve um encontro entre a Infanta Dona Maria Francisca e um grupo de meninas que queriam conhecer e fazer perguntas a uma Princesa.
Presente no evento também estiveram Dave Carollo, Director Executivo do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e Delegado Extraordinário da Federação e o casal Eddie e Julie Brochin que estão a realizar um documentário sobre a Cavalaria no Século XXI em parceria com a Paul Perry Productions e a Fundação Oureana.
FOTOS: Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel / Fundação Oureana
Foi durante uma Gala realizada em Praga, na República Checa, que o Historiador de Arte e Especialista na obra de Salvador Dalí e Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana, Nicolas Descharnes, recebeu o prémio Trebbia por atividade Criativa no mundo das Artes.
Descharnes que é um especialista francês de renome mundial na vida e obra de Salvador Dalí serve também como consultor de arte, sendo frequentemente procurado por museus, colecionadores e leiloeiras de prestígio como a Christie’s, Sotheby’s e outras. É também perito chamado por autoridades policiais internacionais em casos de identificação e autenticação de peças duvidosas.
Após estudar arquitetura, Nicolas juntou-se ao seu pai, o falecido Robert Descharnes, (fotografo e assistente de Salvador Dalí durante 40 anos) e juntos geriram a Descharnes & Descharnes um arquivo único com mais de sessenta mil fotografias tiradas pelo pai durante sete décadas de colaboração e amizade com Dalí. A Fototeca D & D / Eccart S.A.S.U., o arquivo fotográfico que mantém hoje com o irmão, representa um testemunho extraordinário da vida e obra de um dos mais importantes artistas surrealistas do Século XX.
Seguindo os passos de seu pai, (autor e coautor de numerosas obras literárias e fotográficas dobre Dalí Gaudi e Rodin) Nicolas já publicou e contribuiu também para inúmeras publicações sobre a vida e obra de Salvador Dalí. O seu livro Dalí: O Duro e o Suave está entre as obras mais abrangentes sobre a criação escultural deste luminar das belas-artes e oferece também uma visão da história pessoal do “último homem do Renascimento”.
Entre 2001 e 2025, o Prémio Internacional Trebbia foi atribuído a 133 laureados de 34 países de todo o mundo: Argentina, Austrália, Áustria, Bósnia e Herzegovina, Cambodja, Cabo Verde, China, Croácia, República Checa, França, Alemanha, Hungria, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Quénia, Kuwait, Laos, México, Mónaco, Mongólia, Polónia, Federação Russa, Eslováquia, Espanha, Suíça, Tajiquistão, Turquia, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.
O prestigioso prémio agora conferido a Nicolas Descharnes já havia sido também anteriormente conferido ao seu pai, o que nas palavras do galardoado “torna esta concessão para mim algo de muito especial”.
Apresentado por Marco Franchi, Administrador da Lart Universe e Vice-Presidente do Grupo Dalí Universe (França), a Gala teve transmissão em directo na Televisão Checa e na Televisão Eslovaca com tradução simultânea para inglês através do canal de YouTube da Fundação Trebbia. Uma gravação da Gala será apresentada uma semana depois na TV Noe na República Checa e na Eslováquia.
A Orquestra Sinfónica de Praga que atuou durante o evento foi conduzida pelo Maestro Jaroslav Kyzlink, e contou com a Soprano Martina Zadro, o Barítono Thomas Weinhappel e os Moderadores; Jitka Novotná da televisão Checa e Ľubomír Bajaník, televisão Eslovaca.
O Diretor da Gala foi Stanislav Vaněk com Daniela Valtová Kosinová no piano e a Laudação a cargo de Sua Excelência o Prof. Martinho Muránsky, Embaixador da República Eslovaca na República Checa.
Contam-se entre os Membros do Júri Internacional de Nomeações do Prémio Trebbia 2026: Eva Blahová, Professora de Ópera e Canto de Concerto, Membro da Comissão do Festival Internacional Allegretto Žilina e Diretora Emérita da Ópera Janáček em Brno (Eslováquia); Michael Haas, Galerista de renome, negociante de arte internacional de classe mundial e colecionador (Suíça / Alemanha); o Doutor Hynek Kmonicek, Diplomata e Conselheiro de Segurança Nacional do Primeiro-Ministro da República Checa, o Professor Jozef Leikert, Poeta, Escritor de Não Ficção, Historiador, Professor Universitário (Eslováquia); Vladimír Lekes, Mestre em Ciências, Autor Principal do Catálogo oficial de Raisonné das pinturas a óleo de František Kupka, proprietário da galeria Expo 58 ART e da leiloeira Adolf Loos Apartment and Gallery (República Checa); John Mucha, banqueiro, curador do património de Alphonse Mucha e do seu neto (Reino Unido / República Checa); Martin Jan StranskÝ, Médico, Professor de neurologia na Universidade de Yale, editor e publicista (EUA / República Checa); Klaus von Trotha, antigo Ministro da Ciência, Investigação e Artes do Estado de Baden-Württemberg (Alemanha) e Miro Smolák, PhD, fundador da Fundação TREBBIA, fundador do Prémio Internacional TREBBIA e presidente do júri internacional (Alemanha / República Checa / Eslováquia).
O primeiro Presidente da República Checa, Václav Havel, foi membro honorário do júri do Trebbia de 2007 até à sua morte, e o mundialmente famoso Maestro Jiří Bělohlávek foi membro do júri de 2013 a 2017 mas uma das personalidades mais inesquecíveis do Prémio Internacional Trebbia é o lendário cantor Karel Gott, cuja ajuda financeira altruísta levou à mudança da Galeria MIRO para a Igreja de São Roque, no bairro de Hradčany, em Praga, em 1993, onde foi posteriormente criado o Prémio Internacional Trebbia.
Os Ministros da Cultura dos seguintes países expressaram os seus melhores votos de sucesso para a 23ª edição anual dos Prémios TREBBIA: Bélgica, Croácia, Chipre, Finlândia, Alemanha, Itália, Letónia, Liechtenstein, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Suécia.
Nicolas Descharnes ainda teve direito a uma outra distinção do Prémio; um quadro a óleo representando o galardoado que ficará em exposição permanente na Galeria sede em Praga.
Nicolas Descharnes participou na Gala acompanhado da sua filha Alice e do seu amigo e colaborador Jaume Gomez Marcillas.
Todos os anos celebra-se o Dia Internacional do Chá, a 21 de Maio, data do aniversário do Casamento entre o Rei Carlos II da Inglaterra e a Rainha D. Catarina de Bragança. Este ano a London Tea Exchange e a Global Fair Pay Charter em parceria com a Fundação Oureana quiseram celebrar o “Legado da Rainha Catarina de Bragança” em Alcobaça, com uma conferência, provas de chás, um jantar de Gala e a assinatura de um Protocolo de colaboração.
Conferência de Isabel Stilwell
A celebração em Alcobaça do Dia Internacional do Chá começou com uma palestra da escritora e jornalista Isabel Stilwell sobre quem foi de facto esta Infanta de Portugal da Casa de Bragança que se tornou numa das rainhas mais destacadas na história da Inglaterra.
A autora consagrada que se destaca como uma das vozes mais populares no género de romance histórico e que é autora do romance histórico sobre D. Catarina de Bragança aceitou o convite da organização do evento para dar uma conferência na Biblioteca Municipal de Alcobaça e que contou com a presença de D. Afonso, Príncipe da Beira.
Aos presentes na Conferência, Stilwell explicou como uma Infanta, “nascida em Vila Viçosa como filha mais nova de um duque, tornou-se Princesa de Portugal, aquando da Restauração da Independência e única princesa portuguesa a tornar-se rainha de Inglaterra. No entanto, D. Catarina de Bragança nunca esqueceu o seu país e fez questão de voltar para Portugal quando enviuvou. Regressou em 1693, alguns anos depois da morte de Carlos II, e mandou construir o Palácio da Bemposta na zona conhecida como Paço da Rainha onde está a Academia Militar.
Sobre o seu “Best Seller” “Catarina de Bragança”, publicado em 2008, Stilwell revelou que a decisão de escrever sobre D. Catarina,
“começou por um desafio feito pelo então Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, mais tarde Cardeal Patriarca de Lisboa, e um fabuloso historiador”.
No final da conferência, houve a oportunidade para os participantes fazerem perguntas à autora e também para lhe pedirem autógrafos.
Prova de Chás
Como já é costumo no Dia Internacional do Chá, o Xeque Aliur Rahman OBE, CEO da London Tea Exchange, empresa de importação e exportação de chá fundada originalmente pela Rainha Catarina de Bragança, organizou uma Prova de Chás em Alcobaça, numa cerimónia que reuniu cerca de 100 convidados, e entre eles, D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, e vários Príncipes de países asiáticos reconhecidos pela colheita de chá.
A prova incluiu chás premium do mundo, com foco em chás de origem única, misturas clássicas, Wellness e coleções festivas, incluindo opções raras como o Royal Yellow Tea e sabores criativos como Chocolate & Coconut.
A Coleção Real e de Chás Raros inclui o Premium Royal Yellow Tea (raro, notas de papaia e especiarias), Premium Shangri La (chá branco com aroma floral) e Premium Emperor’s Green (chá verde do Imperador com notas de mel). A Coleção Wellness (Bem-estar) está focada em saúde e relaxamento, com opções como Premium Chamomile (camomila) e Premium Moroccan Mint (hortelã refrescante). Já na Coleção Festiva e Gourmet, destacam-se o Premium Chocolate & Coconut (chá preto com chocolate belga e coco) e o Premium Orange and Cinnamon (chá preto com laranja e canela). Os Clássicos inclui misturas de Darjeeling, Assam e chás fumados.
Exposição Temporária: Catarina de Bragança; O Legado
A seguir à Prova de Chás teve lugar na antiga Biblioteca do Mosteiro de Alcobaça, a inauguração da exposição “Catarina de Bragança; O Legado” organizada pela Fundação Oureana e que contou com uma explicação do Presidente da Direção Carlos Evaristo.
Evaristo revelou a todos os presentes vários aspetos inéditos da Infanta Portuguesa e depois agradeceu à Autora Isabel Stilwell pela conferência que deu e pelo livro que dedicou a Catarina de Bragança.
A exposição, segundo Evaristo, reuniu uma coleção de gravuras contemporâneas que traçam os principais momentos e identificam pessoas que marcaram a vida da Rainha, tais como os pais; D. João IV e D. Maria de Gusmão, o seu Confessor e o seu marido, o monarca inglês.
Duas gravuras na exposição, explicou Evaristo, representam o cortejo de chegada da Infanta para os seus dois casamentos, em Portugal, por procuração, a 13 de Maio de 1662 e presencialmente em Portsmouth a 21 de Maio do mesmo ano.
Mas talvez os dois documentos mais interessantes da exposição são o Contrato de Casamento; com os acordos entre os Reinos de Portugal e Inglaterra; e o Testamento da Rainha, um documento legal através do qual a D. Catarina deixou avultadas somas de dinheiro para libertar escravos e cativos.
A exposição foi patrocinada pela Fundação D. Manuel II e as gravuras e imagem em bronze escolhidas para a exposição pelo Maestro Armando Calado, Director do Departamento Artístico e Cultural da Fundação Oureana e cedidas pela Quinta da Bacalhoa, sendo parte da magnifica e vasta Colecção de objetos da Rainha D. Catarina de Bragança dessa instituição.
Seguidamente o Presidente da Câmara de Alcobaça Hermínio Rodrigues deu as boas vindas aos mais de 100 convidados do evento e agradeceu à organização ter escolhido o Município para a realização do evento.
Jantar de Gala da London Tea Exchange
O Jantar de Gala anual organizado pela London Tea Exchange reuniu mais de 100 convidados vindos de vários países. O evento realizou-se na antiga Biblioteca do Mosteiro de Alcobaça que hoje faz parte do complexo turístico Montebelo Historic Hotel. O Jantar teve início com um brinde oferecido pelo Xeque Aliur Rahman à Familia Real Portuguesa.
A seleção da ementa, tipicamente portuguesa, mas que incluiu um prato de carne halal para os convidados muçulmanos, assim como a belíssima decoração da sala, ficou a cargo do Maestro Armando Calado, representante da London Tea Exchange para Portugal e países lusófonos.
Relatório da Global Fair Pay Charter
Durante o jantar foi apresentado pelo Xeque Aliur Rahman OBE, o Relatório da Global Fair Pay Charter, uma Carta de Princípios de compromisso internacional criado pelo Xeque e cujo objetivo principal é erradicar a pobreza extrema através da promoção de salários justos e condições de vida dignas para trabalhadores em todo o mundo, com especial foco inicial nas comunidades agrícolas e nas plantações de chá.
O documentário projetado na sala mostrou como este projeto, lançado oficialmente em Londres, já abrangeu mais de 35 milhões de trabalhadores de trabalhadores do chá desde a sua criação.
Houve várias intervenções sobre o trabalho desenvolvido pela organização incluindo os Duques de Bragança, o Príncipe da Beira e Asif Nisar Bajwa, Embaixador para Portugal da Fair Pay Charter entre outros.
A Carta funciona como uma guia de 8 princípios que incentiva governos e empresas a reformarem práticas corporativas, garantindo uma remuneração justa, erradicando o trabalho infantil e escravo, e combatendo a desigualdade.
A iniciativa conta com o alto patrocínio de instituições globais, incluindo a UNITAR (o instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa) e a Secretária-geral da Commonwealth, e em Portugal o projeto tem o alto patrocínio da Casa Real Portuguesa.
Com testemunhos recolhidos de todo o mundo este vídeo relatório incluiu também imagens da viagem recente dos Duques de Bragança e Príncipe da Beira, às plantações de chá no Bangladesh onde foi inaugurada por D. Duarte de Bragança uma aldeia modelo para os operários da apanha de Chá.
Antes de terminar a Gala, foi celebrado entre a Fundação Histórico-Cultural Oureana (Fundação para a Investigação Religiosa) e o London Tea Exchange Group Limited, um Protocolo de Cooperação que tem por objeto a implementação de um conjunto de ações que visam valorizar, conservar, estudar e divulgar o Património Histórico e Cultural e promover o Turismo, e em particular, desenvolver ações relacionadas com o estudo, a investigação e a divulgação da história da produção, cultivo e tradição do Chá, iniciada pela Rainha D. Catarina de Bragança após seu casamento com o Rei Carlos II de Inglaterra em 1662.
Ambas as partes comprometem-se a cooperar na execução de projectos destinados à salvaguarda e divulgação do objeto descrito, e de ceder ou receber da outra, objetos históricos, a título de empréstimo ou doação permanente, para exposições permanentes, temporárias ou comemorativas.
A colaboração e as iniciativas a desenvolver no âmbito do Protocolo serão apresentadas e estudadas, caso a caso, no âmbito de projetos e na salvaguarda e divulgação de eventos, exposições, publicações, palestras, conferências e edições. O presente Protocolo de Cooperação entrará em vigor a partir da data da sua assinatura.
Lançamento do Chá “Bragança” em memória da Rainha Catarina
A seguir à assinatura do Protocolo houve várias intervenções e testemunhos e a entrega ao Xeque Aliur pelo Duque de Bragança do primeiro exemplar da nova Medalha Comemorativa dos 700 anos da morte do Rei D. Dinis, uma edição limitada, não comercializada, das Fundações Oureana e D. Manuel II.
Depois da sobremesa foi apresentado e servido o novo chá do London Tea Exchange que terá o nome da família Bragança em homenagem à Rainha D. Catarina fundadora da companhia de importação e exportação. Um saco deste novo chá foi oferecido pelo Xeque Aliur a todos os membros da Família Real como também a todos os presentes no evento.
Missa de Réquiem por alma de D. Catarina de Bragança
No dia seguinte teve lugar no Mosteiro de São Vicente de Fora, uma Missa de Réquiem por alma de D. Catarina de Bragança celebrada por D. Alexandre Palma, Bispo Auxiliar de Lisboa e que foi concelebrada pelo Cónego Jorge Dias.
Depois da Missa foi colocada uma coroa de flores no tumulo da Rainha D. Catarina de Bragança localizado no Panteão da Família Real.
Concerto de Homenagem
As celebrações terminaram com um Concerto oferecido em homenagem à Rainha D. Catarina de Bragança que teve lugar na Igreja no Mosteiro de São Vicente de Fora. Destacaram-se os cantores Ana Cosme, Soprano; Ana Serôdio Mezzo-Soprano, Carlos Monteiro, Tenor; Ricardo Panela, Barítono; Armando Calado, Barítono; acompanhados pelo Pianista Francisco Sassetti.
Os organizadores do evento prometem outras iniciativas para o ano em Portugal promovendo a Fair Pay Charter e divulgando mais aspetos da vida pouco conhecida da Rainha D. Catarina de Bragança.
FOTOS: Global Fair Pay Charter / Fundação Oureana / Carlos Evaristo / Armando Calado / Angelo Musa
Um Protocolo de colaboração entre a Real Associação dos Hidalgos de Espanha e a Fundação Histórico – Cultural de Oureana foi formalizado por ocasião da celebração do Capítulo Geral Internacional da Ordem do Arcanjo São Miguel, que decorreu no Castelo de Ourém e em Alcobaça, Portugal de 26 a 28 de Setembro de 2025.
Os objetivos da Fundação Oureana passam pela investigação cultural e religiosa, com departamentos que incluem um Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, uma Biblioteca e um Colégio Heráldico, e possui uma importante coleção documental de arte histórica, artística, arqueológica e sacra, relacionada com a história e as tradições da Igreja Católica, da realeza e da nobreza europeia.
As atividades de colaboração previamente desenvolvidas abrangem todas as áreas que ambas as instituições consideram úteis para os respetivos interesses e objetivos, através de atividades acordadas que foram objeto de protocolos específicos, para além deste documento, que agora é assinado.
Este acordo foi assinado em Ourém, sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, pelo Presidente Emérito do Conselho de Curadores da Fundação Oureana e Patrono Don Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança, e pelo Presidente da Direção da Fundação, Dr. Carlos Evaristo, e em nome da Real Associação de Hidalgos de Espanha, pelo seu Presidente, o Senhor Don Manuel Pardo de Vera y Diaz com referendo do Primeiro Vice-Presidente, o Excelentíssimo Senhor Don Cristóbal Colón de Carvajal y Gorosábel, Duque de Veragua e Grande da Espanha.
FONTE: (Tradução) Revista HIDALGOS DE ESPAÑA Verano 2025 AÑO LXVII Nº 583 Páginas 42 e 43
R.I.P – Luís Pereira de Oliveira, Presidente Emérito da Junta de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.
A Fundação Histórico – Cultural Oureana e a sua Parceira Protocolar, a Fundação Dom Manuel II, manifestaram um Voto de triste pesar pelo falecimento de Luís Pereira de Oliveira, dedicado Presidente da Junta de Nossa Senhora das Misericórdias, com quem a Fundação Oureana desenvolveu vários projectos e renovou o Protocolo de Colaboração.
O velório terá lugar na segunda-feira, 6 de Abril, a partir das 13:30 horas na Casa de Velório de São José no Castelo de Ourém realizando-se as exéquias fúnebres pelas 16:30 horas na Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia. Terá sepultando no cemitério local.
S.A.R. o Duque de Bragança, D. Duarte Pio, os Patronos da Fundação, o Presidente e membros do Conselho de Curadores, o Presidente de Membros da Direção, os membros do Conselho Jurídico – Fiscal e da Capelania, enviam à família enlutada e aos amigos do falecido, as suas mais sentidas condolências assegurando os mesmos da lembrança de intenções pelo seu eterno descanso nas Missas celebradas durante este ano pelos seus Capelães.
No mundo existem inúmeras réplicas da Santa Casa de Loreto, desde a mais próxima, como a de Ricanati, até à mais distante. Entre elas, um papel de particular importância pertence à réplica de Ourém, em Portugal, construída há vinte e cinco anos pela Fundação Histórico-Cultural Oureana.
A capela está agora guardada no interior da Regalis Lipsanotheca, no Castelo de Ourém.
Na base desta iniciativa encontra-se a figura de John Mathias Haffert, americano abastado, fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima, profundamente ligada à espiritualidade mariana.
Haffert recebeu desta Basílica Lauretana, algumas pedras originais da Santa Casa, utilizadas tanto como elementos estruturais como em forma pulverida no interior da parede da réplica que construíu nos Estados Unidos, e mais tarde, em Ourém.
A ligação do americano à cidade portuguesa nasceu da centralidade de Fátima, uma fração do Município do Concelho de Ourém, lugar que marcou, de forma singular, a sua vida espiritual e o seu trabalho como Apóstolo.
Após a Segunda Guerra Mundial, tratou de fundar o Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima com o objetivo de divulgar a mensagem transmitida pela Irmã Lúcia pelo mundo, e precisamente para estudar e valorizar este património histórico e espiritual, foi criado, em junho de 1995, A Fundação Histórico – Cultural Oureana.
Os vitrais novos da réplica da Santa Casa em Ourém, desenhados por Carlos Evaristo e executados pela firma Vitral d’ Arte de Fátima representam o Nascimento de Cristo em Belém e contam a história vivida pela Sagrada Família na Casa de Nazaré; a Carpintaria de São José e a morte de São José.
Os painéis pintados a óleo desenhados por Carlos Evaristo e pintados por Zinaida Loghin, representam a história da Santa Casa e as Lendas de Nossa Senhora de Loreto / Nazaré na Itália, em Walsingham, Inglaterra e em Nazaré, Portugal.
A Fundação Histórico-Cultural Oureana dedica-se à difusão da Mensagem de Fátima e à proteção do património cultural da cidade, em particular pela recuperação do Castelo, que, na primeira visita a Fátima, em 1946, se encontrava em estado precário.
Entre as iniciativas mais significativas da Fundação, destaca-se a criação da réplica da Casa Santa, um dos pilares da Regalis Lipsanotheca, uma capela concebida para albergar relíquias no interior do próprio Castelo.
Desta forma, a Santa Casa torna-se paragem obrigatória na peregrinação ao Santuário.
Por ocasião de uma série de aniversários muito importantes, como o 30º aniversário da Fundação e o 25º aniversário da construção da réplica da Santa Casa e 25º aniversário do milagre da Canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, o Papa Leão XIV concedeu um Jubileu especial a Ourém, de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026.
O Ano Jubilar foi aberto com uma celebração no interior da Regalis Lipsanotheca celebrado pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando Antônio, e oferece Indulgências Plenárias aos peregrinos que participem nas celebrações e nos ritos jubilares no local designado, confirmando o papel da Fundação como um importante centro internacional de espiritualidade Mariana.
Em preparação para o Jubileu, o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, que partindo dos desenhos de Haffert da construção da réplica da Santa Casa em New Jersey, realizou a construção da cópia da Santa Casa Mariana na cidade Portuguesa, fez uma Visita Oficial à Basílica Pontifícia da Santa Casa de Loreto, fortalecendo simbolicamente o vínculo entre os dois legados.
Durante a visita, Evaristo pôde apreciar a beleza das ofertas ao Museu Pontifício, com a explicação do seu amigo de longa data, um funcionário histórico da delegação, Roberto Stefanelli, cuja visita à Basílica, sob a orientação e inserção do Padre Giuseppe Santarelli, permitiu aos fiéis venerar a Santa Casa com algumas das relíquias mais significativas do Santuário, renovando este filho espiritual que une Loreto e Fátima. Agora Fátima está sob o signo de Maria.
Fonte: Il Messaggio della Santa Casa di Loreto, Febbraio 2026, Loreto no mundo, Páginas 61 e 62
Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.
O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.
“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.
A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.
“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.
A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.
Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.
O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.
A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.
Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.
A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.
Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.
Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.
Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.
Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.
depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.
A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.
Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.
Em antecipação do Natal, representantes da Secção Casamari da Delegação Tuscia e Sabina da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge, cujo Grão-Mestre é S.A.R. Dom Pedro de Bourbon y Orleans, juntamente com a Delegação da Abadia de Casamari da Real Ordem do Arcanjo São Miguel, cujo Patrono e Grão-Mestre da ordem é S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança, promoveram uma campanha de solidariedade fraterna em benefício dos mais necessitados.
Muitos foram os artigos de primeira necessidade entregues às Irmãs Beneditinas do Mosteiro de São João Batista em Boville Ernica, na província de Frosinone, no coração da região de Ciociaria, Itália.
A liderar ambos os grupos de Damas e Cavaleiros das Ordens esteve Angelo Musa, Cavaleiro de Mérito com Placa de Prata membros das Ordens acompanhado do Capelão, Reverendo Padre Pierdomenico Volpi.
A campanha de solideriedade social recebeu um especial apoio da Associação RinnoEvoluzione de Roma que também participou na iniciativa contribuindo assim para o sucesso da mesma.
O Mosteiro de San Giovanni Battista está instalado no antigo Castelo Filonardi, o maior complexo arquitetônico localizado no ponto mais alto do centro histórico de Boville Ernica. A estrutura, dividida em cinco fachadas, conserva pátios interiores, requintados portais e janelas triplas ogivais, bem como interiores de grande valor histórico e artístico, com tetos em madeira, escadarias majestosas, imponentes lareiras e pavimentos decorados com lírios e carvalhos, símbolos das famílias Farnese e Della Rovere, respetivamente.
Alguns elementos arquitetônicos são atribuídos a Jacopo Barozzi, conhecido por Vignola, um dos maiores arquitetos do Renascimento, que também projetou o portal de entrada do castelo. O complexo foi construído em 1532 pelo Cardeal Ennio Filonardi (1466–1549) como residência de férias para a Corte Papal e dedicado ao seu benfeitor, Paulo III, sobre as ruínas do antigo castelo baronial dos seus antepassados. Figura proeminente na Santa Sé, Filonardi gozou da confiança de sete papas, desde Inocêncio VIII a Paulo III, distinguindo-se pelas suas capacidades de diplomata, administrador e humanista.
Esta iniciativa que teve lugar no histórico mosteiro insere-se nas atividades de caridade e testemunho cristão promovidas pelas Ordens parceiras e associações envolvidas, um sinal concreto de proximidade e solidariedade durante o período natalício.
A festa de Nossa Senhora de Loreto e 100º da Aparição de Nossa Senhora em Pontevedra à Vidente de Fátima Irmã Lúcia, foi a data escolhida pela Fundação Oureana para iniciar as celebrações do Jubileu concedido pelo Papa Leão XIV pela 30º aniversário da sua criação e 25º aniversário da construção da Regalis Lipsanotheca e a 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal.
Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do interior da Regalis Lipsanotheca
Foi também motivo da concessão de um Jubileu, o 25º aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido no edifício do Restaurante Medieva da Fundação), o 35º aniversário do Apostolado de Relíquias em Portugal, o 25º aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e o 25º aniversário da Regalis Lipsanotheca (Capela de relíquias que contém a réplica da Santa Casa de Loreto – Nazaré).
Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do exterior da Regalis Lipsanotheca
O Jubileu pedido pelo Patrono Protetor e Capelão Geral da Fundação; Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos confere uma Indulgência Plenária em vários lugares ligados aos aniversários incluindo a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Misericórdias em Ourém. O Jubileu estende-se de 8 de Dezembro de 2025 (Aniversário do Milagre atribuído a São Nuno) a 6 de Novembro de 2026 (Festa litúrgica do Santo Condestável).
Altar da réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém
Missa Jubilar Indulgenciada
As celebrações do inicio do Jubileu principiaram com uma Missa Jubilar Indulgenciada celebrada pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando António, e que teve lugar na Regalis Lipsanotheca, o repositório de relíquias sagradas que tem a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré, que foi designada de “Capela Jubilar”.
Assistiram à Santa Missa para além dos membros da Direção da Fundação Oureana, os pais do Capelão, colaboradores da Fundação e também amigos do falecido fundador John Haffert, incluindo a conhecida autora de livros Católicos de crianças; Josephine Nobisso.
Durante a Santa Missa, o Capelão da Fundação relembrou os presentes o papel que tiveram os Fundadores; John e Patrícia Haffert na criação do Exército Azul, da Fundação Oureana e a devoção que nutriam por Nossa Senhora que os levou também a criarem réplicas da Santa Casa; a primeira nos Estados Unidos da América no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Exército Azul em Washington New Jersey e a primeira em Portugal, na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.
Depois da veneração de Relíquias Insignes da Sagrada Família e da pedra da Santa Casa de Loreto, o Capelão da Fundação recitou a Litania de Nossa Senhora de Loreto terminando a Missa Indulgenciada com a bênção de todos presentes com as referidas relíquias. Para ambas as réplicas da Santa Casa, (a de New Jersey e a de Ourém), John Haffert consegui obter do Santuário Pontifício da Santa Casa, em Itália, relíquias insignes de pedras da verdadeira Santa Casa, parte das quais, foram pulverizadas e colocadas no revestimento das paredes para tornar assim as réplicas relíquias autênticas da Santa Casa à escala.
Das muitas réplicas da Santa Casa que existem no mundo, a maioria na Itália, só as duas construídas por John Haffert têm estas características; uma pedra da verdadeira Santa Casa, e uma parte da pedra pulverizada no revestimento das suas paredes.
A replica da Santa Casa de Loreto (parte da Regalis Lipsanotheca – capela de relíquias) foi o primeiro local em Portugal a ter relíquias da Santa Casa de Loreto e da Sagrada Família à veneração em Portugal.
Interior da Santa Casa em Loreto
A Santa Casa e a Lenda Dourada da Trasladação para Loreto
Reza a tradição que a casa de pedra que se venera em Loreto, Itália, hoje revestida de mármore ricamente ornamentada no seu exterior, foi, de fato, a casa que existia em Nazaré onde Santa Ana e São Joaquim criaram a Virgem Santa Maria, e onde, mais tarde, a Mãe de Deus, criou Nosso Senhor Jesus Cristo com a ajuda de São José.
Aquela que é a maior relíquia do mundo é hoje parte central do Santuário Pontifício da Santa Casa de Loreto como é formalmente conhecido. Localizado na região de Marche, na Itália, a uma curta distância da praia de Porto Recanati, a Santa Casa está instalada na Basílica da Santa Casa, construída entre 1469 e 1587.
Constituída por três paredes que, segundo a antiga e consagrada tradição, estariam de frente à chamada “Gruta da Anunciação” onde a Virgem Santa Maria nasceu, viveu e recebeu a Anunciação do Arcanjo São Gabriel. A gruta foi também o local, onde mais tarde, São José instalou a sua oficina de carpinteira e onde tradicionalmente o protetor de Jesus e Maria morreu.
Estudo arqueológico de reconstituição mostra como a Casa em Loreto fazia parte da Gruta da Anunciação em Nazaré
A Santa Casa foi indiscutivelmente transportada, de Nazaré para o Loreto tendo chegado no dia 10 de Dezembro do ano de 1294. De acordo com a Lenda Dourada e a pia devoção popular, a mesma foi transportada por anjos. No entanto, após estudos arqueológicos e filológicos mais recentes, e considerando o edifício, os registos e o estudo da iconografia sacra antiga, acredita-se agora que a casa foi levada da Terra Santa para a Itália por meios humanos – por navio – com a ajuda dos anjos, mas neste caso os “Angeli”, uma poderosa família Bizantina cujo apelido literalmente quer dizer “Anjos”.
Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém que ilustra a história
A família “Angelo” (Anjo) ou “Angeli” (Anjos) governaram o chamado Despotado do Epiro, um de vários pequeno estados feudais que surgiram após a queda do Império Bizantino de Constantinopla e do Reino Latino de Jerusalém. O Despotado do Epiro era na realidade um Estado Grego autónomo cujos chefes reclamavam alguns títulos como “Rei de Jerusalém” ou “Governador e Protetor da Palestina”.
Em 1291 antes da perca do Reino Latino de Jerusalém, Nicephorus I Angelos Comnenos (Despota do Epiro entre 1271 e 1297) decidiu desmantelar a Santa Casa em Nazaré para a salvaguardar dos Saracenos e doou depois as “pedras sagradas da Casa de Nossa Senhora” como dote aquando do casamento da sua filha com Filipe I de Anjou.
Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém com as lendas da Santa Casa
O carregamento das pedras da Santa Casa e outros objetos sagrados (relíquias da Sagrada Família) constam do Chartularium Culisanense um documento que relata a carga do navio que transportou as relíquias em 1294 até Veneza, seguindo a rota dos navios dos Cruzados com paragem na Croácia onde existe a tradição que a Santa Casa foi venerada pela população local.
Os “Angeli” (anjos) na Lenda Dourada passaram assim a simbolizar na arte e na tradição a poderosa família Bizantina que literalmente salvou a Santa Casa, embora a iconografia posteriormente interpretada atribuiu a trasladação a uma intervenção divina, criando assim a Lenda Dourada do transporte angélico.
Um estudo realizado em 1997, pelo reconhecido perito mundial em relíquias, Presidente da Direção e Co-Fundador da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, comprovou que «o termo náutico medieval para “navegar” era de facto “voar” pois acreditava-se que o firmamento dividia “os Céus de cima dos Céus de baixo” ou as águas de cima (chamadas de Céu) das águas de baixo (chamado de mares). Assim sendo, quando os ventos sopravam e enchiam as velas dos navios dizia-se que “os barcos “voavam pelos Céus”». Segundo Evaristo, “esse termo para descrever a navegação à vela era de uso comum na Europa até a criação dos navios a vapor.” “Nem Ithamar (Margarida), filha de Nicephorus, nem seu marido, Filipe I de Anjou, se interessaram muito por desalfandegar um carregamento de pedras em Veneza e especialmente se a taxa alfandegária atribuída à carga seria calculada pelo peso! Foram de fato dois netos do casal que mais tarde lutaram pela posse das pedras sagradas já na época áurea das relíquias. O vencedor dessa luta, sendo dono de um terreno com um bosque de loureiros (Loreto) reconstruiu nele a Santa Casa supostamente com uma planta enviada pelo seu bisavô Nicephorus. O histórico feito da família ficou imortalizado para sempre nas representações alegóricas dos Anjos (Angeli) a acompanharem a Santa Casa pelos céus enquanto um navio cruzado transportava a mesma por mar.”
Testes realizados às pedras da Santa Casa na década de 1990, assim como um estudo da Igreja da gruta da Anunciação onde ficava situada a Casa em Nazaré, confirmaram que as pedras da casa em Loreto são de origem Palestiniana. As mesmas correspondem aos materiais e às técnicas de cinzelagem manual daquela região e época sendo que a dimensão da casa reconstruída na Itália, corresponde aos alicerces originais que tinha nas ruínas das fundações na Terra Santa.
Comprovou-se assim através das escavações arqueológicas que a Santa Casa é de fato genuína tendo sido constituída por duas partes: uma gruta, ainda conservada na Basílica da Anunciação em Nazaré, e uma casa frontal à superfície, com três paredes de pedra, as pedras que foram transportadas para o Loreto. Confirmou-se também que a parte da casa encostada à gruta não possuía parede própria.
A Santa Casa tal como foi reconstruída em Loreto
Em Loreto, as três paredes reconstruídas com as pedras da casa da Virgem Maria em Nazaré foram colocadas numa via pública que ligava Recanati ao porto, com uma quarta parede construída com pedras locais. Contudo as estrutura foi recriada sem fundações adequadas e de imediato foi alvo de um extraordinário cuidado de conservação, próprio de uma preciosa relíquia. Primeiro, no final do Século XIII, foi reforçada com alvenaria para criar uma fundação; depois, foi sustentada por contra-arcos no lado norte; e, finalmente, no início do Século XIV, foi cercada por uma parede de tijolos (chamada “Recanatesi”) em toda a sua largura e altura.
Estes dados da construção foram devidamente verificados durante escavações arqueológicas realizadas no subsolo da Casa Santa em 1962/65, altura em que foi descoberto o que restava de velas de pano de um navio Cruzado e moedas cunhadas por Nicephorus I Angeli Comnenos do Epiro assim como outras do tempo da aquisição pelos Anjou e a sua reconstrução em Loreto.
Maquete original do revestimento em mármore colocado nas paredes exteriores da Santa Casa
Também de acordo com as escavações arqueológicas, as três paredes da Casa Santa encaixam perfeitamente no perímetro da Gruta da Nazaré, que é a parte restante da casa de Maria. Além disso, as pedras com que foi construída não são originárias do território de Recanati, mas são típicas da tradição construtiva palestiniana do tempo de Cristo. Isto atesta a autenticidade da relíquia.
O revestimento em mármore da Casa Santa foi desenhado por Donato Bramante, a pedido do Papa Júlio II. Mais tarde o Papa Leão X confiou a obra a Andrea Sansovino, a quem sucederam depois Raniero Nerucci e Antonio da Sangallo, o Jovem.
Júlio II
A cidade de Loreto floresceu desde a chegada da Casa Santa. Antes, não havia nada naquele monte. A ilustre relíquia atraiu muitos peregrinos em busca de graça e bênçãos. Os peregrinos doentes eram os primeiros a ser levados à Santa Casa, pedindo a cura dos seus corpos e espíritos.
A devoção à Santa Casa espalhou-se primeiro pelas regiões de Marche, depois para além das fronteiras, até todo o mundo católico. Existem muitos lugares dedicados à Virgem do Loreto, e muitos são reproduções fiéis da Santa Casa, alguns com revestimento de mármore. Por exemplo, na Europa, há um em Praga, enquanto na Ásia, outro está em Taiwan.
Leão X
A imagem de Nossa Senhora que hoje pode ser admirada em Loreto é de 1922, pois a anterior perdeu-se num incêndio que ocorreu na Casa Santa em 1921. A Virgem de Loreto foi proclamada padroeira universal de todos os viajantes aéreos pelo Papa Bento XV a 24 de Março de 1920.
Em 2020, pelo centenário do Santuário e o Ano do Jubileu Lauretano concedido pelo Papa Francisco, foi recordado este vínculo especial que existe entre a Virgem de Loreto e toda a aviação civil e militar.
As duas réplicas da Santa Casa de Loreto criadas por John Haffert
A primeira réplica da Santa Casa nos Estados Unidos da América foi construída por John Haffert a partir da planta da Casa original em Loreto, com as mesmas dimensões: 4 m x 9,5 m. A mesma foi construída por pedreiros vindos de Fátima que usaram pedra nativa de Washington, Nova Jersey.
Por cima da porta de entrada encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, uma réplica da original da Casa Santa em Loreto, coroada por São João XXIII. A réplica da imagem foi enviada como presente pelo Cardeal D. Aurélio Sabbatini, juntamente com um lustre em forma de estrela que permaneceu suspenso sobre a Casa Santa de Loreto na grande cúpula da basílica, durante 100 anos. Muitos grandes santos e figuras santas estiveram sob o lustre em oração, incluindo Santa Teresa de Lisieux, São João Bosco e São Maximiliano Kolbe.
Uma pedra proveniente da Santa Casa de Loreto oferecida ao Exército Azul pelo Arcebispo Sabbatini de Loreto a pedido do Arcebispo Loris Capovilla, antigo secretário pessoal de São João XXIII chegou numa caixa de prata forrada com veludo azul medindo 10 cm de largura por 1,2 cm de espessura.
Um pequeno pedaço da pedra foi colocado na 1ª pedra da casa e o restante pulverizado e o pó fino distribuído nas paredes com a argamassa. Assim, a casa onde viveu a Sagrada Família ficou verdadeiramente a fazer parte das paredes da Santa Casa dos EUA, tornando a réplica numa relíquia à escala.
O Santuário da Capela da chamada Holy House USA é também um Lipsanotheca (Capela de Relíquias). Para além das paredes estarem revestidas com pó da relíquia da pedra, uma parede contém um altar com uma representação em tamanho Real da Visão da Santíssima Trindade que a Irmã Lúcia teve no Convento das Irmãs Doroteias em Tuy, Espanha, a 13 de Junho de 1929.
O altar da Santa Casa nos EUA também é também uma relíquia pois é metade do altar original da capela do Convento onde ocorreu a Visão de Tuy e sobre o qual segundo a Irmã Lúcia fluíram como água as palavras “Graça” e “Misericórdia”. John Haffert comprou o altar às Irmãs Doroteias e dividiu o mesmo, colocando a outra metade, assim como as colunas decorativas com arcos da capela, no Oratório Relicário que construiu em Pontevedra na casa das aparições que agora comemoram 100 anos e que Haffert adquiriu para sede o Exército Azul Espanhol.
A Santa Casa de Nova Jersey também guarda outras relíquias; fragmentos do Santo Lenho, do Véu de Nossa Senhora, do Manto de São José, assim como relíquias de Santa Ana, Maria Goretti, Luís de Montfort, Therese de Lisieux, Bernardo de Claraval, Pedro Julian Eymard e relíquias dos Pastorinhos de Fátima Santos Francisco e Jacinta Marto.
A capela nos Estados Unidos guarda também o maior pedaço da azinheira das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E
ste pedaço foi recolhido pela mãe da Irmã Lúcia e após a sua morte oferecido ao Padre Luís Gonzaga de Oliveira, que dormia com a relíquia debaixo do seu colchão.
Pouco antes de falecer ofereceu a mesma a John Haffert que a levou a 15 de Outubro de 1949, para a capela do Instituto Avé Maria em Nova Jersey que ele fundou.
A Casa Santa construída por John Haffert foi dedicada no dia 22 de Agosto de 1973, Festa da Realeza de Maria, pelo Bispo George W. Ahr, da Diocese de Trenton. É hoje um local de culto para o povo de Deus nas américas, sendo uma das principais atrações religiosas do Santuário do Exército Azul.
O Santuário do Exército Azul foi construído em 1978 e é composto por 60 hectares de terreno doados por John Haffert.
É um local de peregrinação, oração e devoção ao Imaculado Coração de Maria, bem como a sede do Apostolado Mundial de Fátima dos Estados Unidos.
O teto do Santuário forma um manto castanho, representando a proteção de Nossa Senhora e lembrando-nos o escapulário castanho. Tem um desenho simples, construído com oito secções que formam uma estrela de oito pontas, cinco representando os mistérios do Rosário e três representando as crianças de Fátima.
A estrutura central tem 40 metros de altura, coroada por uma cúpula de 12 estrelas. A sua cúpula representa o mundo e serve de base a uma estátua de bronze de 7,3 metros do Imaculado Coração de Maria acolhendo todos de braços abertos.
Em 1997, pelo do 80º aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, após um Jantar com todos Reitores dos Santuários Marianos patrocinado pela Fundação Oureana no seu Restaurante Medieval, Carlos Evaristo anunciou que John Haffert havia decidido pedir uma pedra da Santa Casa de Loreto para servir de 1ª pedra para um complexo museológico dedicado a Nossa Senhora Rainha do Mundo, obra que o mesmo pretendia inaugurar no Ano Santo 2000.
A 20 de Outubro de 1997 o então Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Loreto, Frei Angelico Violini OFM, concedeu o pedido de uma pedra da Santa Casa que foi entregue pessoalmente a John Haffert no Santuário Italiano aquando de uma peregrinação de 1000 peregrinos por si liderada a todos os Santuários Marianos.
Posteriormente transportada para o Castelo de Ourém e entregue a Carlos Evaristo que a colocou num relicário desenhado por si e esculpida pelo artista Fatimense Abílio Oliveira.
Com esta primeira pedra, Haffert, no ano seguinte, deu início à criação dos vários espaços museológicos do complexo Sedes Mundi Reginae benzidos e inaugurados a 13 de Maio de 2000.
A réplica da Santa Casa em Ourém, a primeira em Portugal, foi desenhada por Carlos Evaristo tendo como base a planta fornecida a John Haffert em 1970. À semelhança da capela americana, a capela portuguesa tornou-se parte central da Regalis Lipsanotheca, (um repositório de relíquias sagradas) tendo também um altar embutido com uma relíquia do altar da Visão de Tuy e imagens da Virgem de Loreto e de Nossa Senhora de Fátima da Aparição em Pontevedra.
Painéis pintados do Altar da Sagrada Família na réplica da Santa Casa em Ourém
Por coincidência ou talvez providência divina, duas medalhas devocionais antigas alusivas à trasladação da Santa Casa, uma do Século XV e outra do século XVIII, foram encontradas no local da construção da réplica aquando da colocação da parte pulverizada da pedra na massa para o revestimento das paredes pelo então Capelão da Fundação Padre Carlos Querido da Silva.
Apesar de haver há séculos uma Igreja de Nossa Senhora de Loreto (popularmente chamada de “Igreja dos Italianos”) em Lisboa, e da mesma ter uma imagem muito antiga réplica da original em Itália que foi destruída por um fogo, a Igreja não é nem tem uma réplica da Santa Casa propriamente dita.
A 8 de Agosto de 2004, a Regalis Lipsanotheca em Ourém recebeu a visita de D. Angelo Comastri, Arcebispo de Loreto, juntamente com o Delegado Oficial da Terra Santa Padre Giuseppe Nazzaro e Roberto Stefanelli, Oficial do Secretariado.
Peregrinação ao Santuário da Santa Casa em Loreto
Em antecipação do início do Jubileu concedido pelo Santo Padre Papa Leão XIV à Fundação Oureana, o Presidente da Direção, Carlos Evaristo, viajou até Loreto, na Itália, para visitar a Basílica Pontifícia da Santa Casa tendo sido recebido pelo amigo de longa data Roberto Stefanelli.
Armas do Arcebispo D. Angelo Comastri
Depois de uma visita guiada ao Museu e Tesouro do Santuário, Evaristo foi conduzido à Sala das oferendas onde lhe foi mostrado pelo anfitrião as lembranças oferecidas a Nossa Senhora de Loreto pelo Fundador da Fundação Oureana e seu compadre, John Haffert e pelo Exército Azul americano e ainda a medalha da Santa Cada levada lua pelos astronautas americanos e uma pedra trazida da superfície lunar e oferecida pelo Presidente Americano.
Depois foi altura de visitar a Santa Casa onde Evaristo pôde venerar a relíquia da tigela do Menino Jesus entre várias relíquias como a de São Luís IX Rei da França, primo dos Angeli e de São Carlo Acutis. À saída da Santa Casa venera-se a grade feita das barras da Prisão que guardou os prisioneiros da Batalha de Lepanto oferecidas ao Santuário.
Carlos Evaristo e Roberto Stefanelli junto ao Ponta Missal oferecido pelos Príncipes Japoneses
No Santuário estão expostas centenas de peças históricas, de arte sacra e ofertas de Papas e visitas ilustres, incluindo as prendas dos primeiros Príncipes Japoneses trazidos ao Papa pelos Missionários Portugueses, Evaristo.
Interior da Santa Casa em Loreto
Na Capela Americana do Santuário pode-se ver um vitral com os Santos Americanos e o mural pintado a óleo que reveste as paredes com personagens Católicas da história dos Estados Unidos e que inclui, o Presidente John F. Kennedy, o Governador Ronald Reagan, o Arcebispo Fulton Sheen, os primeiros astronautas que foram à lua e os fundadores do Exército Azul; John Mathias Haffert e Monsenhor Harold Colgan.
Antes de partir de Loreto, Carlos Evaristo ainda teve oportunidade de cumprimentar o grande arqueólogo e historiador da Santa Casa, Frei Giuseppe Santarelli a quem se deve muito do que se conhece hoje sobre esta preciosa relíquia.
Carlos Evaristo e Frei Giuseppe Santarelli
Carlos Evaristo despede-se de Roberto Stefanelli
Nas palavras do Santo Padre, «a Santa Casa de Loreto (assim como as suas réplicas) recorda o local onde a Virgem Santa Maria nasceu e viveu como mulher, esposa e mãe e por isso, representa um lar para cada família que ali encontra apoio, conforto e esperança nas dificuldades entre estas três paredes. Dentro destas paredes, Maria disse o seu “Sim” a Deus, um “Sim” forte e corajoso, que é um exemplo de vida para o peregrino: a capacidade de dizer sim quando chamado, seja ao matrimónio, à consagração ou mesmo ao compromisso social e ao bem comum.»
10 de Dezembro de 2025
Texto e Fotos: Fundação Oureana / Santuário de Loreto – Direitos Reservados