O historiador, arqueólogo e especialista em assuntos religiosos Carlos Evaristo foi convidado pelo Canal HISTÓRIA para protagonizar uma campanha de divulgação da série “Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid” que, a partir de 10 de abril marcará presença em antena e nas redes sociais do canal, dando a conhecer as maiores relíquias sagradas em Portugal.
Composta por cinco peças gravadas no Castelo de Ourém, próximo de Fátima, Carlos Evaristo irá dar a conhecer algumas Relíquias Insignes da colecção da Regalis Lipsanotheca, bem como falar de algumas das mais veneradas relíquias existentes em Portugal, explicando ainda o processo de autenticação e re-autenticação destas Maravilhas Sagradas da Cristandade.
Relíquias das Aparições de Nossa Senhora de Fátima e dos Videntes; relicários que foram de reis e estadistas contendo parte do braço incorrupto de São Vicente, um osso da mão e um autógrafo de Santa Teresa de Àvila, pedaços do corpo incorrupto de São Francisco Xavier, cabelos, ossos e um pedaço do manto da Rainha Santa Isabel e pele da cabeça de Santo António, assim como Arcas de relíquias que eram usadas para juramentos em Tribunal e que antecederam o uso das bíblias, são algumas das Maravilhas Sagradas que Carlos Evaristo dará a conhecer.
“Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid”, uma série apresentada pelo multifacetado ator, chega ao Canal HISTÓRIA a 7 de abril, pelas 22h15, para revelar a História de algumas das relíquias mais importantes do mundo, apoiando-se em reconstituições, imagens de arquivo e entrevistas a historiadores, escritores, professores de Arqueologia e Estudos Religiosos que ajudarão a esclarecer o impacto desses bens sagrados.
Sobre Carlos Evaristo
Carlos Evaristo é um historiador, arqueólogo, pesquisador e escritor luso-canadiano, com mais de 150 livros e estudos publicados. É também comentador histórico e religioso e um perito mundialmente reconhecido em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval. É Presidente e co-fundador da Fundação Histórico – Cultural Oureana, do Gabinete Português dos Patronos dos Museus do Vaticano, do Centro para a Pesquisa Religiosa, do Real Instituto de Arqueologia Sacra, do Centro Português de Investigação do Santo Sudário e das Relíquias da Paixão de Cristo, e da FIDES: Federação Internacional de Estudos Sindonológicos, entidade que atribui o prémio Rei Umberto II para a Investigação e Devoção ao Santo Sudário. Guardião de uma das maiores colecções privadas de relíquias no mundo, Evaristo exerce o cargo de “Custos Reliquiarum” em várias comissões diocesanas que se ocupam do estudo e autenticação de relíquias dos santos, sendo também fundador do Apostolado para as Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Santas Relíquias, organizações representadas na Regalis Lipsanotheca do Castelo de Ourém, um repositório de relíquias que conta com o Alto patrocínio das Casas Reais; Portuguesa, Italiana, Francesa, Húngara, etc.
A Fundação Oureana celebrou mais uma parceria de colaboração Cultural e desta vez com o Museu Atkinson da HILODI – Historic Lodges and Discoveries S.A.. Situado no fabuloso complexo turístico WOW – World of Wine em Vila Nova de Gaia, o Museu é um espaço de exposição moderno instalado numa antiga Quinta Vinicola.
Carlos Evaristo, Marta Bravo, Nicolas Descharnes, Adriana Esteves, Adrian Bridge, Miguel Tralach e Tiago Feijó
O Protocolo que visa parcerias na organização e promoção de exposições, eventos culturais, promoção turística e edição de obras literárias, foi assinado por Carlos Evaristo e Nicolas Descharnes em representação da Direção e Conselho de Curadores da Fundação Oureana e por Adrian Bridge e Rui de Almeida Sousa Magalhães em representação da HILODI, sendo testemunhas; Adriana Esteves, Margarida Evaristo e Bernardo Marquez.
A Exposição “Dali Universe”
A Exposição “Dali Universe” ou “Universo Dali” apresentará os principais marcos da vida e carreira do artista.
Nicolas Descharnes durante a visita guiada
A exposição que reúne um acervo diversificado de obras, incluindo desenhos, esboços, pinturas, esculturas e obras comerciais e publicitárias.
A magnifica Exposição que traça de forma cronológica com peças, artefactos e textos ilustrativos, todo o percurso artístico de Dali, desde a sua infância à sua morte, é complementada por centenas de fotos da autoria de Robert Descharnes.
Adrian Bridge e Tiago Feijó examinam uma das obras pouco conhecidas de Salvador Dali na Exposição
Um dos destaques é a seleção de fotografias tiradas por Robert Descharnes, fotógrafo francês e amigo de Dalí, entre 1955 e 1985, que oferecem um raro vislumbre da vida pessoal do artista, em momentos íntimos e no seu ambiente familiar.
A famosa bengala de Dali com a qual negociou com John Haffert o preço da pintura A Visão do inferno em Fátima (1962) “30 mil Dólares do tamanho da minha bengala. 15 mil metade do tamanho!”
São Curadores desta mostra extraordinária de trabalhos do Mestre Pintor Surrealista; Tiago Feijó e Miquel Tralach, Coordenador da Exposição, Pere Vehi, Designer; João Gomes, a Comissária da Exposição; Adriana Esteves e a Coordenadora; Marta Bravo.
Tiago Feijó, Adrian Bridge, Nicolas Descharnes e Carlos Evaristo na Sala Dali e Fátima
O primeiro fruto desta parceria foi a cedência para a Exposição “Universo Dali” organizada pelo Museu Atkinson de peças e arte artefactos que remontam ao fundador da Fundação Oureana, John Haffert, e à encomenda da obra “A Visão do Inferno em Fátima” realizada por Salvador Dali em 1962.
A Fundação para além de ceder para a Exposição a réplica mais fiel da obra “Visão do Inferno”, também forneceu textos e fotografias inéditas e um desenho oferecido por Dali a John Haffert em 1962.
Outras obras de Salvador Dali depositadas na Regalis Lipsanotheca, tal como a escultura em bronze “O Cristo de São João da Cruz” oferecido por Glen Harte da Galeria de Arte no Hawaii, também foram emprestadas para a exposição inaugurada no Museu Atkinson a 18 de Junho e que estará patente até 31 de Outubro, reunindo 350 peças, a maior colecção de obras de arte do artista jamais reunidas numa exposição em Portugal.
1959 – 1989: A Conversão Secreta de Dalí
Dalí, bebia da fonte espiritual e mística de sua mãe, Católica piedosa e ao mesmo tempo mergulhava no mundo profano de seu pai, um advogado Catalão. Foi dessa mistura que nasceu o surrealismo especial do Mestre, estilo que manteve até à sua reconversão em 1960…
A sua arte Cristã era principalmente de inspiração bíblica e cenas da vida dos Santos com recriações recorrentes de obras dos grandes Mestres. Outras imagens recorrentes eram o desenho do Cristo de S. João da Cruz, a lenda de S. Agostinho e a saga de Don Quixote que simbolizavam o seu nobre espírito Cristão e a busca pela compreensão da sua crença enquanto vagabundo enamorado da beleza da vida e da sua Dulcineia; Gala…
Porém sua arte sacra respeitosamente profanada ou salpicada de erotismo, era vista como sacrílega para os católicos mais conservadores…
Era o caso da Mãe de Deus, a quem ele representava na sua pureza imaculada por Gala, mulher e musa. Isto até 1959, ano em que foi contactado pelo Exército Azul, para pintar a Visão do Inferno em Fátima, primeira parte do Segredo que o mundo acreditava seria revelando em 1960…
Mas o encontro com a Vidente de Fátima, levaria Dali a destruir as primeiras versões da obra para mergulhar numa busca mais profunda pela redenção, caminho que tomou entre 1959 e 1962 e durante o qual pintou imagens de Nossa Senhora sem rosto, emergindo depois a retratar sua conversão na cena infernal em que pela primeira vez dá o rosto de sua mãe, à Mãe de Deus…
Casa-se Catolicamente e dedica os últimos 40 anos da sua vida a atos de piedade, triplicando a sua arte cristã, mas mantendo porém a fachada pública de marca; do génio excêntrico e irreverente
Morre em 1984 aos 89 anos, na Festa do Casamento da Virgem e São José.
Carlos Evaristo – Perito em Iconografia Sacra
Outro contributo da Fundação está patente na Sala junto à Capela do Espaço Museológico Atkinson (antiga Quinta) que conta a história do reencontro de Dali com a sua Fé Cristã, algo que ocorreu após John Haffert ter encomendado a obra sobre a parte do Segredo de Fátima então conhecida.
Carlos Evaristo e a Comissária da Exposição Adriana EstevesO Catalogo da ExposiçãoCarlos Evaristo na abertura da Exposição falou da espiritualidade de Salvador Dali e da sua conversão
Um Cocktail de inauguração da Exposição oferecido pela WOW teve lugar antes da visita guiada ao Museu e das intervenções de Nicolas Descharnes, Carlos Evaristo e Adrian Bridge.
Adrian Bridge dá as boas vindas aos convidados e agradece a parceria com Descharnes & Descharnes e Fundação OureanaRui de Almeida Sousa MagalhãesBernardo Marquez
A inauguração daquela que já é considerada a melhor exposição de Salvador Dali jamais realizada em Portugal, terminou com a assinatura do Protocolo entre a Fundação Oureana e o Museu Atkinson, ama parceria cultural que já tem outras exposições, publicações e eventos em estudo.
A foto oficial com Nicolas Descharnes, Adrian Bridge e Carlos Evaristo após a assinatura do Protocolo.
Carlos Evaristo com D. Duarte de Bragança no Vaticano. (Fotos: CPGPMV)
O órgão da Santa Sé responsável pela angariação de fundos para conservação do património dos Museus do Vaticano, está este ano a celebrar 40 anos desde a sua fundação pelo Papa São Paulo VI.
D. Duarte, Monsenhor Hogan e Carlos Evaristo (Fotos: CPGPMV)
Foi em 1983, que Patronos (Benfeitores de Arte dos Museus do Vaticano) criaram a “Patrons of the Art in the Vatican Museums” com Capítulos na Califórnia e em Nova York, E.U.A. Foi um ano após a Santa Sé ter realizado nos Estados Unidos a exposição itinerante “The Vatican Collections, O Papado e a Arte”. A exposição teve muitos visitantes e suscitou o desejo que um grupo de mecenas americanos de criar uma associação para ajudar o Vaticano a conservar o seu património com donativos e quotas anuais.
O Duque de Bragança em conversa com o Monsenhor Hogan no Vaticano. (Fotos: CPGPMV)
Capítulo Português do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano (CPGPMV)
Catalogo da Exposição: “Saint Peter and the Vatican, the Legacy of the Popes”
20 anos após a sua criação, no ano de 2003, foi criado em Portugal, por decisão do Governatorato da Cidade do Vaticano, a primeira representação oficial na Europa, do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano; o Capítulo Português para Países Lusófonos.
A iniciativa deveu-se ao interesse dos Patronos dos Museus do Vaticano; o Padre John Guilbert Mariani, um Membro Fundador do Capitulo Californiano e o Arqueólogo e o Perito em Arte Sacra e Relíquias, Carlos Evaristo.
Ambos haviam colaborado no mesmo ano no Catálogo da Exposição “Saint Peter and the Vatican, the Legacy of the Popes” que levou várias obras dos Museus do Vaticano aos Estados Unidos pela primeira vez.
D. Duarte falou ao Presidente Internacional do Gabinete de vários projectos em curso. (Fotos: CPGPMV)
A criação do Capítulo Português contou com o apoio do Papa São João Paulo II e do então Cardeal Edmund Casimir Szoka, Presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano que tal como o Papa era de origem Polaca.
O projecto teve também a ajuda preciosa do então Presidente Internacional do Gabinete, o Padre Allen Duston, O.P. que desde logo pediu o Patronato de S.A.R. D. Duarte Pio de Bragança para o Capítulo de língua Portuguesa.
Audiência de Paulo VI aos artistas na Capela Sistina
Os Patronos Portugueses e os Projectos realizados
Herdeiros espirituais dos antigos Patronos do Vaticano, os Reis e Mecenas, os Patronos dos Museus do Vaticano são benfeitores e fazem parte dos mais recentes “Amigos dos Museus do Vaticano” que, desde o final da década de 1960, contribuíram para a criação da Coleção Pontifícia de Arte Religiosa Moderna, idealizada pelo Papa São Paulo VI.
Artigo sobre o Capítulo Português na Revista dos Patronos dos Museus do Vaticano.
Os vários projectos de restauro adoptados e patrocinados pelos Capítulos Internacionais são escolhidos do chamado “Wish Book”, uma publicação anual dos Museus do Vaticano. É nesse catálogo que o Vaticano dá a conhecer as necessidades de restauro de obras e o valor associado à sua conservação. Desde 2003 são vários os projectos já concluídos pelo Capítulo Português.
Carlos Evaristo e os Patronos do Capítulo Português com a Equipa do Laboratório. (Foto: CPGPMV)
Em 2017, o Presidente do Capítulo Português visitou ao Laboratório de Conservação de Têxteis na companhia dos Patronos; Nicolas Descharnes e Armando Calado sendo que foi neste Laboratório que foi levado a cabo o restauro da mitra do Papa João XXII, (o Papa que aprovou a Ordem de Cristo para o Rei de Portugal, D. Dinis), realizado com o patrocínio do Capítulo.
Carlos Evaristo com a Chefe da Equipa do restauro da mitra do Papa João XXII. (Foto: CPGPMV)
Durante a visita aos Museus do Vaticano, o artefato histórico encontrado no túmulo do Papa João XXII em Avinhão, França, foi examinado por Carlos Evaristo, Presidente do Capítulo e Representante do Gabinete em Portugal tendo o Príncipe David Grabovac da Georgia, contribuído para a conclusão desse projecto.
D. Duarte examina alguns artefatos conservados em exposição nos Museus do Vaticano. (Foto: CPGPMV)
Usar a Arte para promover a Paz
O 40º Aniversário do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano ocorre num momento tão dramático da história em que a arte, segundo o Cardeal Fernando Vérgez Alzaga, actual Presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, é chamada a “construir pontes” e “promover a paz”. O Cardeal definiu os Patronos como obreiros da Paz com “um coração pulsante insubstituível, sem o qual os Museus do Vaticano não poderiam cumprir sua tarefa de preservar a beleza que guardam”.
D. Duarte de Bragança na Sala dos Mapas dos Museus junto a um Mapa Português do Século XVI. (Foto: CPGPMV)
Compartilhar Arte e Fé
“Compartilhar Arte e Fé” é a missão das coleções papais, destacou a Diretora dos Museus do Vaticano, Barbara Jatta, a propósito do aniversário do Gabinete. Citando como exemplo a recente restauração do ícone do Salus Populi Romani, tão querido do Papa Francisco salientou que “esses benfeitores de nosso tempo apoiam os Museus do Vaticano na conservação de seu Patrimônio”.
D. Duarte recordou com ternura a sua última visita aos Museus do Vaticano aos 10 anos de idade. (Foto: CPGPMV)
“Ser Benfeitor das Artes nos Museus do Vaticano”, de acordo com Barbara Jatta, “significa ser, em certo sentido, os pais e, portanto, os mantenedores e Guardiões do Patrimônio da História, da Cultura e da Fé que a Igreja nos confiou para que possamos preservá-lo, respeitá-lo e honrá-lo”.
(Foto: CPGPMV)
Preservação e Evangelização
“Nossa missão, portanto, como a dos Patronos, é preservar para difundir, e a difusão de coleções como as nossas, fundadas, construídas e enriquecidas por Papas, Cardeais, Freiras, Bispos e leigos, é evangelização”.
Barbara JattaDirectora dos Museus do Vaticano
Juntos há 40 anos na Conservação do Património dos Povos: Ao longo de quarenta anos, graças à generosidade das doações di Patronos, foi possível restaurar obras-primas únicas dos Museus do Vaticano, como os afrescos das Salas de Raffaello, a Galeria dos Mapas, a Capela Paulina, a Galeria dos Candelabros ou o Pátio da Pinha.
O Duque de Bragança, D. Duarte Pio, que defende a preservação do património dos povos conservado nos Museus do Vaticano, comoveu-se na sua visita à Santa Sé, recordando que foi pela altura da audiência com o seu Padrinho de Baptismo, o Venerável Papa Pio XII, que visitou os Museus do Vaticano pela última vez, na companhia de seu pai; o então Duque de Bragança; D. Duarte Nuno e do irmão D. Miguel, tendo na ocasião apenas 10 anos de idade.
D. Duarte junto aos artefatos restaurados com o apoio do Capítulo Português. (Foto: CPGPMV)
Durante a visita aos Museus do Vaticano, o Duque de Bragança pode ver o conjunto de artefatos egípcios dos quais alguns foram restaurados com o patrocínio da Fundação D. Manuel II e dos Patronos do Capítulo Português.
D. Duarte aponta para o expositor com alguns dos artefatos egípcios restaurados com o apoio do Capítulo Português. (Foto: CPGPMV)Imagens e Estatuetas “Ushabati” funerárias e suas respectivas urnas junto às Múmias e Sarcófagos. (Foto: CPGPMV)
Arte que mostra a beleza e a verdade de Deus
Cerca de 300 participantes estiveram presentes em Roma de 6 a 9 de Novembro nas cerimónias do 40º aniversário do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano e visitaram as Salas dos Museus do Vaticano, o Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e a Basílica de Santa Maria Maior.
D. Duarte junto ao Crucifixo Índio Português restaurado pelos Patronos do Capítulo Português. (Foto: CPGPMV)O Crucifixo Índio Português foi oferecido ao Papa Pio XII, Padrinho de D. Duarte. (Foto: CPGPMV)Carlos Evaristo e D. Duarte juntos ao Crucifixo Índio Português já em exposição. (Foto: CPGPMV)
Conferência do 40º Aniversário dos Patronos dos Museus do Vaticano
“Caminhemos juntos, como o Papa nos convidou a fazer no Sínodo sobre a Sinodalidade que acaba de terminar. Estamos caminhando juntos há quarenta anos”, disse o Cardeal Fernando Vérgez Alzaga, na Sala Nova do Sínodo, na abertura de na Conferência que assinalou o 40º Aniversário do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano, que teve lugar na Santa Sé, no dia 8 de Novembro.
Abertura da Conferência do 40º Aniversário que teve lugar na Sala Clementina. (Foto: PAVM)
“Não é por acaso”, acrescentou a Diretora Barbara Jatta, “que quisemos inaugurar esta reunião na Sala do Sínodo. Durante esses dias, dialogaremos juntos porque, a partir do compartilhamento e das sinergias, criam-se coisas belas para o futuro.”
Conferência do 40º aniversário dos Patronos dos Museus do Vaticano. (Foto: PAVM)
Para o Responsável pelo Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano, Monsenhor Terence Hogan, “Este aniversário representa uma ocasião particularmente importante com que se destaca o valor da conservação do patrimônio cultural dos Museus do Vaticano e do Estado do Vaticano. Através da arte é possível compreender a beleza e a verdade que Deus nos revela”.
(Foto: CPGPMV)
(Foto: CPGPMV)
Fazendo uma retrospectiva das atividades realizadas desde 1983, Monsenhor Hogan recordou, em particular, o financiamento da construção do primeiro laboratório de restauração de mármore de última geração nos Museus do Vaticano. “Além disso, os Patronos apoiam o trabalho dos nove diferentes laboratórios para a restauração, pesquisa e conservação das coleções Pontifícias, sem esquecer o que existe fora dos Museus, como os afrescos nas abóbadas do Santuário da Escada Santa ou o sítio arqueológico descoberto sob a Basílica de São Paulo Fora dos Muros.
Papa Francisco aos Patronos dos Museus do Vaticano: “A Arte constrói pontes em tempos de divisão!”
(Foto: PAVM)
No dia 9 de Novembro o Papa Francisco durante uma audiência privada concedida aos participantes na Conferência, elogiou os Patronos dos Museus do Vaticano pelo seu compromisso de quatro décadas com a preservação da herança cultural do Vaticano e destacou o poder transformador da Arte para promover a solidariedade num mundo dividido.
O Papa Francisco estendeu na quinta-feira as suas saudações aos Patronos das Artes, expressando gratidão pelo seu compromisso com “O importante trabalho de preservação e restauração do património artístico e cultural dos Museus do Vaticano”.
(Foto: PAVM)
O Papa Francisco elogiou os Patronos pela sua apreciação das diversas formas de Arte, enfatizando o seu poder de iluminar a beleza da Criação de Deus e os mistérios embutidos na vida humana acrescentando que “O vosso compromisso é um sinal concreto da vossa apreciação do potencial das artes, nas suas muitas formas, para abrir mentes e corações à beleza da Criação de Deus e à riqueza e mistério da nossa vida e vocação humana”.
(Foto: PAVM)
O Papa sublinhou também a importância da missão dos Patronos para promover o património cultural do Vaticano. “O trabalho de conservação para o qual vocês contribuem não apenas salvaguarda este precioso legado do passado, mas também convida as novas gerações a refletir sobre a profunda interação entre arte, história, cultura e fé”.
O Papa Francisco destacou o poder transformador da Arte, particularmente da Arte religiosa: “A Arte, e a Arte religiosa em particular, pode trazer uma mensagem de Misericórdia, compaixão e encorajamento não só aos crentes, mas também àqueles que duvidam, que se sentem perdidos, inseguros ou possivelmente sozinhos. A Arte refresca o espírito humano, assim como a água reabastece o deserto seco e árido. A história de quarenta anos dos Patronos foi inspirada não só pelo amor às artes, mas também pela convicção de que cada geração tem a responsabilidade colectiva de valorizar e preservar o património inestimável que nos foi confiado.”
Concluindo, o Papa Francisco renovou o seu apreço pelo apoio dos Patronos à missão dos Museus do Vaticano e encorajou-os a perseverar nos seus esforços. “Com estes sentimentos, queridos amigos, renovo o meu apreço pelo vosso apoio à missão dos Museus Vaticanos e encorajo-vos a perseverar no vosso louvável empreendimento”.
No final da Audiência o Papa concedeu uma especial bênção: “Sobre vós e as vossas famílias, e sobre todos os associados ao trabalho dos Patronos, invoco cordialmente as bênçãos de Deus Todo-Poderoso, fonte eterna de toda a beleza, verdade e bondade.”
Origem dos Museus do Vaticano
Os Museus do Vaticano nasceram com as obras privadas do Papa Júlio II, que quando foi eleito Papa em 1503, transferiu sua coleção para o Pátio Ottagono. Entre as obras estão o Apollo del Belvedere, a Venus, o Nilo, o rio Tevere, a Arianna Adormecida e o grupo Laocoonte e seus filhos. Novos edifícios foram então construídos ligados através de galerias àqueles existentes. Júlio II encomendou a decoração das salas de Raffaello e a rampa projetada por Donato Bramante como acesso aos andares superiores do Jardim do Belvedere.
Bento XIV
Em 1740, o Papa Bento XIV reorganizou os salões dos Museus Sagrados e Profanos e do Gabinete de Medalhas. Em 1756, as obras de arte e arqueológicas descobertas por Johann Joachim Winckelmann estimularam a exposição pública das coleções do Vaticano.
Os Papas Clemente XIV e Pio VI projetaram os “Museus Pius Clementine” e o Papa Pio VII encarregou Antonio Canova da organização do museu com seu nome.
O Papa Gregório XVI, em 1837, inaugura o “Museu Etrusco Gregoriano” e dois anos depois, fundou o “Museu Egípcio Gregoriano”. No Palazzo Laterano, foi fundada, em 1844, o “Museu Profano Gregoriano” e, desde 1870, a reorganização da exposição de obras na Igreja Católica.
Pio VI
Mais tarde, Pio XI fundou o “Museu Missionário Etnológico” e inaugurou a “Pinacoteca” exibindo pinturas roubadas por Napoleão e devolvidas após o Congresso de Viena de 1815.
Clemente XIV
Décadas mais tarde, em 1970, as antigas coleções lateranesi foram transferidas para o Vaticano; e estão hoje nos Museus Gregoriano Profano e Pio Cristiano e em 1973 o Museu Missionário Etnológico.
A Coleção de Arte Religiosa Moderna e o “Museu das Carruagens” foram já fundados em 1973 durante o Pontificado de Paulo VI.
Pio VII
De 1989 a 2000, o Museu Egípcio Gregoriano e o Gregoriano Etrusco foram reorganizados e o Museu Histórico criado.
Os Museus do Vaticano foram incluídos na lista dos museus mais importantes do mundo e visitá-los é um marco essencial para aqueles que visitam Roma. Dentro dos Museus do Vaticano estão as coleções acumuladas ao longo do tempo pelos Papas, além das grandes obras de arte de todos os tempos que se tornaram testemunhos preciosos de uma era.
Gregório XVI
Os Museus do Vaticano não só recebem as requintadas coleções de arte, arqueologia e etnologia criadas pelos vários pontífices ao longo dos séculos, mas também têm alguns dos lugares mais exclusivos, históricos e artisticamente significativos dos Palácios Apostólicos.
Em Fevereiro de 2000, a entrada monumental foi aberta na parte norte das muralhas do Vaticano, muito perto da mais antiga, de Giuseppe Momo de 1932. Aqui se encontra a escada em espiral com trilhos, uma criação de Antonio Maraini, atualmente utilizada para sair do museu. (Fotos: PAVM)
O Legado dos Museus do Vaticano
Os Museus do Vaticano que abriram suas portas no Século XVI são visitados por mais de 6 milhões de pessoas todos os anos.
No momento, os Museus do Vaticano têm 4 rotas diferentes para visitar as várias galerias que ajudam na triagem do grande número de visitantes e todos terminam na Capela Sistina.
A Capela Sistina está localizada dentro dos Museus do Vaticano e é uma visita obrigatória.
Por que visitar os Museus do Vaticano? Por que se tornar Patrono dos Museus?
Visitar os Museus do Vaticano é uma experiência única que deve ser experimentada pelo menos uma vez na vida. A visita completa é uma longa e interessante viagem que irá preenchê-lo com emoções através de mais de vinte séculos de história e arte. A Capela Sistina, as salas de Raffaello e a Pinacoteca são apenas uma parte de um grande número de coleções inestimáveis.
Os Museus do Vaticano reúnem uma das coleções mais impressionantes e extensas do mundo pertencente à Igreja Católica, com mais de 70 mil objetos expostos em uma área de 42 mil metros.
Uma série de atividades nos Museus do Vaticano celebrará a iniciativa de doação e patrocínio que permitiu a preservação e o aprimoramento de um patrimônio de valor inestimável.
Os Patronos dos Museus do Vaticano para além de terem o privilegio de fazer parte de uma organização cujos membros contribuem para a conservação e restauro dos artefatos dos Museus com uma quota anual; (individual, familiar, juvenil ou de membro religioso), os benfeitores também beneficiam de visitas guiadas especiais aos museus e lugares no Vaticano vedados ao grande público tais como os laboratórios e recebem newsletters e convites para eventos especiais.
Logo do 40º Aniversário do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano
A Beleza que Une
Ao concluir as comemorações do 40º Aniversário, o Monsenhor Terence Hogan disse, “O trabalho que fazemos hoje deixaremos para aqueles que virão depois de nós, para as futuras gerações de Patronos, graças aos quais será possível continuar a atividade a serviço desse incrível patrimônio cultural de arte, beleza e verdade”.
O Capítulo Português do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano está sedeado por Protocolo no edifício da Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana.
As Celebrações em honra de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Condestável do Reino, III Conde de Ourém e Fundador da Casa Real e Ducal de Bragança, foram organizadas, pelo segundo ano consecutivo, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, tendo como convidado especial, S.A.R. Dom Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, Condestável-Mor Honorário da Real Confraria do Santo Condestável, que também esteve m representação do Conselho de Curadores das Fundações Oureana e D. Manuel II.
(Foto: Fundação Oureana)
As Celebrações em honra do Patrono das Forças Armadas, tiveram lugar durante 5 e 6 de Novembro e contaram com uma representação da Real Confraria do Santo Condestável / Fundação Oureana e a presença já habitual do Busto – Relicário de São Nuno da Regalis Lipsanotheca em Ourém, presente na Missa Solene celebrada por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense.
(Fotos: Fundação Oureana)
O programa das celebrações deste ano incluíram uma Palestra, um Concerto, uma Parada Militar, concluindo com um almoço oferecido aos convidados pelo General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Nunes da Fonseca.
A Missa da Festa de São Nuno de Santa Maria foi celebrada no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa por D. Rui Valério.
Foi no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, que no dia 5 de Novembro pelas 10:30 da manhã foi celebrada a Missa da Festa do Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria, Patrono das Forças Armadas de Portugal.
As comemorações foram organizadas pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas com o apoio do Município de Vila Viçosa, da Fundação Casa de Bragança, do Santuário da Padroeira e do Seminário São José.
(Foto: Fundação Oureana)
“A Missa Solene foi um momento de reverência a São Nuno de Santa Maria, uma figura histórica importante de Portugal. Esta celebração religiosa foi uma oportunidade para destacar o legado e a devoção a São Nuno de Santa Maria, que desempenhou um papel significativo na história militar e religiosa de Portugal.”
“No Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa, estiveram presentes; o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca; Dom Duarte Pio de Bragança, todo o executivo Municipal liderado pelo Presidente Dr. Inácio Esperança entre outras entidades civis e militares que desejaram prestar homenagem a São Nuno de Santa Maria”.
“As comemorações demonstram a importância da história e da cultura de Portugal, bem como a ligação entre as Forças Armadas e a Fé. A preservação das tradições e valores nacionais é fundamental para manter viva a herança de figuras como São Nuno de Santa Maria, que continuam a ser uma fonte de inspiração para o povo Português.”
D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense salientou os valores espirituais e o espírito de sacrifício de São Nuno e também a sua devoção à Virgem Santíssima, cuja imagem em Vila Viçosa mandou fazer na Inglaterra aquando do restauro do Santuário no Século XV. D. Nuno era o Chefe de Estado Maior no seu tempo e a segunda pessoa mais poderosa do Reino a seguir ao Rei.
(Fotos: Rádio Campanário)
A Eucaristia presidida por D. Rui Valério, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, teve transmissão directa na RTP1 e foi também transmitida pela Rádio Campanário de Évora.
O Presidente da Câmara Municipal e Patriarca de Lisboa (Foto: Fundação Oureana)
Carlos Evaristo com D. Rui Valério
Ao final da tarde, o Historiador do Exército e Membro da Real Confraria do Santo Condestável, Coronel Américo Henriques, lecionou na Igreja de Santo Agostinho, uma Palestra de evocação de D. Nuno Álvares Pereira, seguida do Concerto da Banda Sinfónica do Exército com a participação da Soprano Carla Martins.
(Foto: Fundação Oureana)(Foto: Fundação Oureana)(Foto: Rádio Campanário)(Foto: Rádio Campanário)(Foto: Rádio Campanário)“As comemorações anuais de São Nuno de Santa Maria vão manter-se em Vila Viçosa”, disse o General Nunes da Fonseca (Foto: Forças Armadas)
Vila Viçosa é, desde 2022, por decisão do antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, (Membro Alcaide da Real Confraria do Santo Condestável) o local escolhido para as cerimónias oficiais das Comemorações evocativas anuais do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria, por ocasião da sua Festa Litúrgica; 6 de Novembro.
Carlos Evaristo, Condestável Mor Co-Fundador da Real Confraria do Santo Condestável; O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca, o Duque de Bragança, D. Duarte de Bragança e o Presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança. (Foto: Fundação Oureana)
Organizadas pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, com o apoio do Município de Vila Viçosa, da Fundação da Casa de Bragança e do Seminário São José, as comemorações deste ano terminaram na segunda-feira dia 6, com uma Parada e Cerimónia Militar, no Terreiro do Paço, cerimónia esta presidida pelo General José Nunes da Fonseca, Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
(Foto: Fundação Oureana)
Carlos e Margarida Evaristo com o Padre António Marques dos Santos de 92 anos, Capelão Honorário da Real Confraria do Santo Condestável.
(Foto: Forças Armadas)
Ao final da tarde, o Coronel Américo Henriques deu uma Palestra de evocação de D. Nuno Álvares Pereira, seguida do Concerto da Banda Sinfónica do Exército com a participação da Soprano Carla Martins.
A Real Confraria reconheceu o mérito da Zeladora da Imagem de São Nuno durante 30 anos.
(Foto: Forças Armadas)
(Foto: Forças Armadas)
(Foto: Forças Armadas)
“Decorreu no Terreiro do Paço de Vila Viçosa, na manhã do dia 6 de Novembro, a Cerimónia Militar de homenagem ao Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Presidida pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca, a cerimónia teve como momentos marcantes a entoação do Hino Nacional pelas Forças em Parada, em conjunto com 140 crianças do agrupamento de escolas de Vila Viçosa, seguindo-se a Cerimónia de Homenagem aos Mortos, e, a encerrar, a Condecoração de um Antigo Combatente.”
(Foto: Forças Armadas)
As comemorações de homenagem a D. Nuno Álvares Pereira, Patrono do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) foram da organização do Estado-Maior-General das Forças Armadas, e tiveram o apoio do Município de Vila Viçosa, da Fundação da Casa de Bragança, do Santuário da Padroeira e do Seminário São José.
(Foto: Forças Armadas)
(Foto: Forças Armadas)
Após a Cerimónia, o General Nunes da Fonseca, em declarações aos jornalistas, fez o balanço das comemorações deste ano de 2023 começando por dizer que “as forças Armadas estão muito satisfeitas pela forma como decorreram as cerimónias.”
Ainda assim, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas considera quem melhor poderá avaliar o sucesso destas comemorações “serão os Calipolenses e as pessoas que decidiram associar-se a estas cerimónias.”
Na sua opinião, sublinha “creio que foram bem sucedidas; é uma extensão e uma ampliação do que o ano passado foi realizado e estamos todos satisfeitos.”
“Interpretando o sentimento do Povo e dos Calipolenses sinto que este acontecimento está bem conseguido” realçou o General que assegura ainda que estas comemorações, nos próximos anos, se irão manter em Vila Viçosa.
A este propósito, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas sublinha “é uma tradição que passa a estar inscrita no nosso calendário anual.”
(Foto: Fundação Oureana)
Sobre São Nuno de Santa Maria, o General Nunes da Fonseca evidenciou tratar-se de “um homem muito inspirador , um Herói Nacional e um grande militar e também um homem de fé, um elemento fundamental da nossa história militar e da nossa portugalidade; viveu do Séc. XIV para o Séc. XV mas perdurará para sempre.”
6 de Novembro de 2023
TEXTOS: Fundação Oureana, Augusta Serrano e Forças Armadas Portuguesas
O Realizador Cinematográfico e Produtor de Vinhos, Edwin Brochin, brinda com à sua equipa no fim das filmagens em Espanha, tendo seguido depois para Portugal, onde resgitaram a história dos melhores Vinhos nacionais.
Terminaram, hoje, no Castelo de Ourém, as últimas filmagens para “Blood of the Ancient Vine” (Sangue da Vinha antiga), um novo Filme Documentário e Série Televisiva sobre a história da produção do Vinho na Peninsula Ibérica.
No emblemático Restaurante Medieval no Castelo de Ourém que já recebeu mais de 4 milhões de visitantes desde 1970, Carlos Evaristo explicou ao Realizador, Edwin Brochin, a tradição do Vinho na Medicina Popular e nos Rituais Litúrgicos Medievais com Relíquias
O filme é produzido pela Brochin Films, Produtora Norte Americana premiada que faz parte do Grupo Renegade Network, uma cadeia de plataformas digitais de televisão por cabo que transmitem, 24 horas por dia, programas culturais, de vida selvagem, de caça, pesca e agricultura.
A Produtora foi premiada este mês no Festival de Cinema de Madrid, pelo seu Documentário; Spirit of the Bull (Espírito do Touro), tendo desenvolvido durante a rodagem, a ideia para o actual projecto após o nome do filme ter sido dado a um vinho Espanhol de reserva V.Q.P.R.D., também ele premiado.
Edwin Brochin assina o Livro de Ouro dos Confrades da Cúria Baquia da Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde d’ Ourém, após ter sido admitido como Confrade.
O Documentário tem na Produção Executiva o mesmo Edwin Brochin que é também o Falcoeiro da Real Confraria do Santo Condestável. A Co-Protutora é sua mulher, Julie Brochin e o trabalho conta com a Colaboração na Produção de outro Realizador igualmente premiado, Paul Perry da Paul Perry Productions e Sakkara Productions.
O projecto conta desde o início com o apoio da Fundação Histórico – Cultural Oureana e da Fundação D. Manuel II. Em Protugal a Equipa de Produção e Edição é da Produtora Crown Pictures, fundada em 2004 por Carlos Evaristo, e que chamou para a equipa deste projecto; o conhecido Realizador e Editor premiado; Carlos Casimiro e o igualmente célebre Cinematógrafo Júlio Torres.
Edwin Brochin e Júlio Torres
Insignia do Falcoeiro da Real Confraria do Santo Condestável desenhadas por Mathieu Chaine, Desenhador Heráldico do Conselho Heráldico da Fundação Oureana
O Apresentador de Televisão, Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, é o Consultor Histórico do Projecto e também um dos Guionistas do Projecto que conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, na pessoa de S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém.
No Bar do Mestre Bernardino sito no Salão D. João I do Restaurante Medieval Oureana, Carlos Evaristo, deu a provar a Edwin Brochin o Elixir Medieval, também conhecido por Elixír da Longa Vida, uma bebida tradicional de brinde de Boas Vindas ao Castelo e cujo segredo de confecção foi confiado a John Haffert pelo Historiador Augusto de Cassiano Barreto, em 1969.
No Salão D. João I do Restaurante Medieval, provou-se Vinho Templário, produzido hoje exclusivamente para a Fundação Oureana numa quinta no Valle do Loire, na França, utilizando o mesmo processo de fabrico que vem descrito num livro manuscrito da Idade Média.
Segundo Carlos Evaristo; “Duas equipas de filmagens passaram um mês a recolher imagens nas mais conhecidas Vinículas do Norte, Cento e Sul da Península Ibérica. Este trabalho será o mais completo registo sobre a História do Vinho na Peninsula Ibérica e relata a sua produção desde os registos deixados pelos mais primitivos povos, passando pelos Fenícios, Gregos, Romanos até ao célebre IV Conde de Ourém.”
O Realizador e Editor Carlos Casimiro brinda com Vinho Xerez em Jerez.
“Foi o Primógénito da Casa de Bragança quem introduziu o primeiro Vinho Tinto em Portugal num processo que é hoje conservado na produção do Vinho Classificado de Vinho Medieval de Ourém. Foram longas semanas de filmagens para o Filme e depois uma Série de vários episódios.”
Em Portugal, a Equipa filmou em muitos locais de produção dos mais conhecidos Vinhos Portuguêses, incluíndo Caves de Vinho do Porto. Na Cidade Invicta a Equipa foi acompanhada pela Assistente de Produção Maria Castro.
A história do Vinho Ibérico também incluiu um capítulo sobre as campanhas de promoção que levaram a que certos vinhos com pouca fama local ou nacional à época, se tornassem marcas mundialmente conhecidas e representativas de Portugal e Espanha.
O Historiador e Arqueólogo Carlos Evaristo, explicou na Série que; “São os casos dos Vinhos Xerez de Jerez de la Frontera das marcas Osbourne e Tio Pepe e também do Vinho do Porto Sandeman e do Mateus Rosé. A campanha de publicidade da Osbourne de 1954 colocou cartazes com a silhueta de um touro, nos montes Espanhóis, símbolo do Vinho que hoje, após o fim da campanha continuam expostos por se ter tornando símbolo de Espanha. É o caso também do Vinho Mateus Rosé que deve muito da sua fama nos Estados Unidos da América, à tournée musical de Amália Rodrigues que patrocinou na década de1950 com uma garrafa em forma de Guitarra Portuguesa.”
Ainda no Capítulo sobre os Vinhos Ourienses, foram dados a provar, os Vinhos Terras de Oureana da Fernando Rodrigues Lda. e o Vinho da Moura Encantada. O primeiro, a marca que era servida no Restaurante Medieval Oureana desde 1970 e até 1995 e o segundo um Vinho Medieval exclusivamente produzido e engarrafado para a Fundação Oureana desde que a Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval foi criada em 2003 e passou em 2006 a ser o Departamento que gére o espaço emblemático.
Os Vinhos “Cosher” de produção Judaica, cuja origem está também muito ligada ao terceiro e ao quarto Condes de Ourém, são outro tema apresentado por Carlos Evaristo com recurso a artefactos e manuscritos históricos apresentados no Documentário de Edwin Brochin.
Carlos Evaristo e Julie Brochin preparam cenários para as filmagens no Restaurante Medieval Oureana
No Documentário, assim como na Série haverá mostra de novas tecnologias de filmagens digitais; drones, recurso a CGI e também recriações históricas.
No Castelo de Ourém, realizou-se ainda provas de vinhos antigos da Adega de John Haffert, como um Porto de 1808, outro de 1832 e provas de Vinhos Cosher Sefarditas produzidos Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, uns nos Estados Unidos da América, e outros, em Belmonte, no Alentejo, e que fazem parte dos Vinhos tradicionais servidos no Restaurante Medieval desde a sua criação por John Haffert em 1970.
Foi também dado a provar ao Falcoeiro Edwin Brochin, o chamado Vinho Nobre. O primeiro dessa classificação é o Rei Arduino produzido pela Vinícola Marchese Di Ivrea. Servido num corno de touro este primeiro Vinho Nobre a ser produzido do Estado de São Paulo, no Brasil, é da Safra 2019.
A Vinícola Marchese di Ivrea, localizada em Ituverava (SP), lançou o primeiro Vinho Nobre com graduação alcoólica de 15⁰ quando a Instrução Normativa nº 14, de 8 de Fevereiro de 2018, criou a figura do “Vinho Nobre”, fermentado de uva Vitis vinífera com teor alcoólico entre 14,1⁰ e 16⁰ em volume.
Edwin Brochin, o Falcoeiro da Real Confraria do Santo Condestável, já realizou um Documentário sobre este Desporto de Reis. Em 2014, a Fundação Oureana reconheceu o seu trabalho de há várias décadas como Falcoeiro, e preparou um Brasão de Armas em processo de Concessão. Foram criadas pelo Desenhador Heráldico Mathieu Chaine do Colégio Heráldico da Fundação Oureana.
A Mesa dos Cavaleiros no Salão D. João I do Restaurante Medieval Oureana
Arduino 2019, o Primeiro Vinho NobreProduzido pela Vinícola Marchese di Ivreaem Ituverava, São Paulo
No Documentário pode-se ver que o nome de Edwin Brochin a ser conferido a um vinho Fondillón de 1944, tendo o próprio, a honra de assinar o casco número 23 C22 na Adega.
Dave Horner, Arqueólogo Sub-Aquático, fundador da R.A.H.A. (Real Associação História e Arqueologica) Departamento de Pesquisa Arqueológica da Fundação Oureana, também teve a honra de ver seu nome dado a um Vinho Xerez.
Dave Horner na Adega “Tio Pepe” em Jerez de la Frontera.
Em Setembro de 1971, por ocasião do 24º Festival Anual do Xerez em Jerez de la Frontera, Espanha, Dave e Jayne Horner passaram uma semana na Vinócola do Marquês de Bonanza tendo sido convidado de honra desse evento anual. Naquele ano específico dedicado aos EUA, Horner foi homenageado após ter descoberta de uma caixa de garrafas de xerez no navio submerso ELLA, que teve a infelicidade de encalhar contra uma maré forte e vazante do Rio Cape Fear, que teve que ser negociado para chegar ao último porto aberto ao os Estados do Sul em dificuldades durante os dias finais da Guerra Civil Americana.
Dave Horner na companhia do actual Marquês de Bonanza examina artefactos que descobriu em 1971
Este corredor de bloqueio confederado carregava uma variedade de munições de guerra e suprimentos de alimentos destinados ao General Robert E. Lee e seu exército inicial nas trincheiras frias e lamacentas ao redor de Petersburgo e Richmond. Infelizmente para o Exército do General Lee, vários navios de guerra adversários perceberam a dificuldade do ELLA e se moveram prestes a matar, destruindo o navio com sua artilharia pesada. Isso foi de manhã de 5 de dezembro de 1864.
ELLA ficou esquecida por um século, até que Dave Horner a descobriu em 1964. O achado está descrito no seu livro; THE BLOCKADE RUNNERS, publicado em 1968. Parte da carga da ELLA era uma arca com garrafas de Xerez de Jerez, provavelmente o estoque particular do Capitão. Produzido pela Viníciola Gonzalez Byass, conforme a forma exclusíva das suas garrafas comprovo, algumas ainda com suas rolhas intactas, depois de mais de um século no fundo do mar.
Paul Perry, Dave Horner, o Marquês de Bonanza e Carlos Evaristo na Adega da Vinícola González – Byassem Jerez
Horner ofereceu algumas destas garrafas a D. Manuel Maria Gonzalez Gordon, Marquês de Bonanza então Presidente-Executivo da empresa. A nótícia da descoberta atraiu a atenção mundial para Jerez de la Frontera, e fez as delícias de aficionados de xerez em todos os lugares. As garrafas descobertas por Horner estão hoje expostas com uma placa descritiva na sala do Museu da Vinícula Gonzaléz – Byass ainda dirigida pela família dos Marquêses de Bonanza, produtores do conhecido vinho; Tio Pepe.
Loja com o Vinho Xerez “Tio Pepe”
As filmagens para o Documentário e para a Série concluíram no Castelo de Ourém, com um capítulo dedicado a ilustrar a história de D. Afonso, IV Conde de Ourém e da sua ligação à produção do vinho, hoje denominando e calssificado como; “Vinho Medieval de Ourém”.
As cenas filmadas em Ourém incluem um Banquete Real no Restaurante Medieval Oureana filmado por José Alves da Soutaria TV e uma Prova de Vinhos Medievais filmada na Casa do Castelo por Júlio Torres.
Entronização de Edwin Brochin por D. Duarte de Bragança na Cripta do Conde.
S.A.R. D. Duarte de Bragança com Edwin Brochin junto ao Túmulo de D. Afonso, IV Conde de Ourém
Na Cripta da Sé – Colegiada de Santa Maria da Misericórdia de Ourém, réplica da Sinagóga de Tomar onde está sepultado o IV Conde de Ourém, D. Duarte, Duque de Bragança, actual Conde de Ourém e Grão Mestre das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguêsa, falou do legado de D. Afonso, que também foi o 1º Marquês de Valença, tendo entronizado Edwin Brochin como Confrade da Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval, a primeira Confraria de Vinho Medieval a ser criada no Mundo, em reconhecimento pelo seu trabalho em prol da história do vinho e a promoção do Vinho Ibérico.
O traje dos Confrades desenhado pelo falecido Padre John Guilbert Mariani reproduz as vestes que o IV Conde de Ourém apresenta na imagem jacente no seu túmulo e com as cores das vestes da sua efigie nos Painéis de São Vicente.
Tanto o Filme Documentário “Blood of the Ancient Vine” (Sangue da Vinha antiga), como a Série com o mesmo nome, irão passar na Net Flix, Amazon Prime, Hulu, Tubi TV, Filmzie, Cinedigm, Little Dot, Xumo, para além de e outros canais de streaming com as quais as produtoras envolvidas já trabalham. O trabalho estará universalmente distribuído e os conteúdos acessiveis na Roku, Amazon Fire TV, Apple TV, Android TV, Google Play, IOS e Android Phones.
O dia do Conde de Ourém, 29 de Agosto, aniversário da morte de D. Afonso, IV Conde de Ourém, foi assinalado este ano com a conclusão de trabalhos de reparação, restauro e conservação na estátua em bronze do Monumento ao Papa Pio XII na Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana.
A inauguração do Monumento decorreu a 13 de Maio de 2021, dia em que se assinalava o 75º Aniversário da Coroação de Nossa Senhora de Fátima como “Rainha do Mundo” pelo Papa Pio XII, o chamado “Papa de Fátima”.
Os trabalhos efectuados incluíram limpeza e reparação de fendas no metal, o tratamento do bronze e pintura com uma película protectora.
A estátua em bronze do Monumento é obra do Mestre Escultor Espanhol Félix Burriel e foi oferecida à Fundação Oureana pelo Prof. Moritz Hunzinger.
O Monumento desenhado por Carlos Evaristo e Nicolas Descharnes foi construído com o apoio de vários admiradores e defensores do Papa internacionais, incluindo um grupo de historiadores Judeus da “Pave the Way Foundation”, numa iniciativa da Fundação Histórico-Cultural Oureana.
Imagens do antes e depois
Todos os trabalhos de conservação e manutenção em curso no Património da Fundação são realizados por uma equipa especializada chefiada pelo Conservador e Arqueólogo Carlos Evaristo. O Departamento de Conservação e Restauro está a cargo do Técnico de Restauro e Parceiro Protocolar da O.S.I.C. Jorge Gonçalves.
S.A.R. O Duque de Bragança e sua comitiva com o Grão MagistérioS.M.O.M. S.A.E. Fra’ John Dunlap Príncipe e Grão MestreS.M.O.M. H.E. Fra’ Emmanuel Rousseau Chanceler Mor S.M.O.M. H.E. Riccardo Paternò di Montecupo Hospitalário MorS.M.O.M. H.E. Fra’ Alessandro de Franciscis TreasoureiroS.M.O.M. H.E. Fabrizio Colonna
Na semana em que se celebra a Festa de São João Baptista e aniversário do nascimento de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Sua Alteza Real, D. Duarte, Duque de Bragança, acompanhado de uma comitiva composta por membros da Cúria, Chancelaria e Delegação Canadiana da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Confraria do Santo Condestável, foi recebido oficialmente pelo Príncipe e Grão-Mestre da Soberana Ordem Militar e Hospitalária de São João de Malta, Sua Alteza Eminentíssima Frá John Dunlap, no Palácio Magistral do Governo do Estado situado na Via dei Condotti, em Roma, Itália.
Frá Dunlap, de nacionalidade Canadiana, foi eleito 81º Soberano Chefe de Estado e Grão – Mestre da Ordem de Malta, no passado dia 3 de Maio de 2023, sendo Grã-Cruz da Ordem de São Miguel da Ala, há quase 20 anos, sendo membro da Delegação Canadiana da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala.
Durante a audiência que antecedeu a Sessão Solene, Sua Alteza Eminentíssima, o Príncipe escutou atentamente o relatório das diversas actividades humanitárias que a Real Irmandade e a Real Confraria têm vindo a desenvolver em diversas partes do mundo e particularmente com os desalojados e vítimas do presente conflicto na Ucrânia. Ficou ainda a conhecer as actividade desenvolvidas pela Real Confraria que honra São Nuno, um Santo da Ordem de Malta, já que tal como seu pai D. Gonçalo e irmão D. Pedro, foi Prior da Ordem de São João, no Crato, em Portugal.
Depois da audiência o Senhor D. Duarte foi apresentado aos membros do Governo da Ordem, seguindo-se uma troca protocolar de insígnias. O Duque de Bragança promoveu o Príncipe a Grã-Cruz com Colar da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e concedeu-lhe a Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Frá Dunlap retribuiu com a Grã-Cruz da Ordem pro Merito Melitensi em Classe Especial ao Chefe da Casa Real Portuguesa.
Depois de cumpridas as formalidades da visita oficial do Chefe da Casa Real Portuguesa e sua comitiva à sede de Governo da Ordem, seguiu-se um almoço oferecido pelo Grão-Mestre, durante o qual, Frá John Dunlap brindou ao Chefe e à Casa Real Portuguesa, suas Ordens Dinásticas e instituições sob o seu Alto Patronato.
A visita terminou com uma oração na Capela da Ordem onde foram invocados os Santos da mesma e entre eles, São Frei Nuno, ocorrendo uma troca de lembranças entre os dois Príncipes.
Frá John Dunlap também recebeu o diploma de Condestável-Mor Honorário Grã-Colar por ter aceite renovar o Patronato à Real Confraria do Santo Condestável sediada na Botica de São João da Fundação Oureana no Castelo de Ourém, Patronato que havia sido previamente conferido pelo falecido Príncipe e Grão-Mestre Frá Matthew Festing.
Fotos: Soberana Ordem Militar e Hospitalária de São João de Malta / Real Confraria do Santo Condestável
A Inglaterra vai hoje reviver um dos rituais mais antigos da história da Europa Cristã, a Sagração e Coração do novo Monarca, neste caso o de Carlos III, Rei da Grã Bretanha e do Reino Unido. Consultamos Carlos Evaristo*, especialista em relíquias e em rituais de coroação para saber mais a cerca destas tradições pouco conhecidas.
Por Humberto Nuno de Oliveira
Carlos III com a Regalia de Príncipe de Gales
O RITUAL DA COROAÇÃO De acordo com Carlos Evaristo, “É irónico que a Inglaterra seja um país que deixou a obediência Católica no Reinado de Henrique VIII, se tenha tornado numa Monarquica Constituicional no tempo do Rei Carlos II, mas que seja hoje o único Reino no mundo que ainda segue um Ritual Católico Medieval para a Coroação dos seus Monarcas. Ritual pleno de simbolismo e mistério com recurso a Relíquias, Santos óleos e toda a Regália (Jóias da Coroa), num modelo instituído pelo Rei São Luís IX da França e pelo Imperador Carlos Magno, tradições Católicas que tecnicamente deviam de ter sido abolidas quando da reforma cismática que fez dos Soberanos Inglêses, Chefes Supremos da Igreja Católica dita Anglicana”.
“O Ritual da Coroação remonta a tradições bíblicas, da Coroação e Unção dos Reis David e Salomão, Santos Reis de Israel e antepassados de Cristo na Realeza Sacerdotal do Antigo Testamento. É esse o Direito Sagrado a Reinar que hoje só os Reis de Inglaterra ainda revindicam com todo este Ritual que envolve a Sagração do Monarca com Santos Óleos enquanto está ocultado debaixo do Pálio, a Investidura com camisa de ouro e Manto de arminho, a colocação do anel de estado no dedo anelar direito e o uso de umas pulseiras de ouro.
A Bênção e Entronização sob Trono com uma Relíquia e a Coroação com Coroa, segue-se a colocação nas mãos, da Orbe e dos Ceptros. O toque nas esporas de ouro e o elevar da espada representa que o Monarca deverá ser Defensor da Fé Cristã e o Grã-Mestre das Ordens de Cavalaria e Chefe e Fons Honorum de toda a Nobreza com poder para armar Cavaleiros e conferir títulos. No entanto mudanças ao Ritual da Coroação foram feitas pelo Rei Carlos III que fazem com que a cerimónia que demorava cinco horas, fosse agora reduzida para hora e meia.”
Carlos III foi coroado Príncipe de Gales, em 1969, por sua mãe, Isabel II
Atentemos, pois, nas partes deste complexo ritual. I. A Apresentração e Aclamação Esta é a primeira parte do Ritual que apresenta o Rei aos quatro cantos da Igreja, que representam os quatro cantos do Reino. Os arautos tocam trombetas e gritam: “Eis o vosso mui Nobre Servo Principe…”, ao que respondem os presente com gritos de: “ Viva o Rei!”.
II. A Unçãoe o Toque Real A unção é a parte mais misteriosa e sagrada do Ritual da Coroação. Realizada pelo Arcebispo de Cantuária, de modo oculto, por baixo de um pálio suportado tradicionalmente por Cavaleiros da Ordem da Jarrateira, tradição que Carlos III alterou ao escolher outros Nobres para segurar as varas. O Rei é ungido com Santos óleos, na fronte, no peito e nas palmas das mãos e assim sagrado com o tradicional Poder Sacerdotal; “o Toque Real” para abençoar, curar e absolver pecados. Óleo ainda hoje preparado e benzido no Santo Sepulcro de Jerusalém por um Bispo Anglicano para assim simbolizar a Realeza Davidica e Solomónica de Cristo que será transmitida espiritualmente ao Monarca por via do Espírito Santo.
III. A Entronização e Coroação na Cadeira de Santo Eduardo e a Pedra de Scone ou do Destino
Depois de vestido com o Manto de Arminho, as Braceletes de ouro (que representam a força de Sansão)e outras Insígnias como o anel, o Monarca é Coroado com a Coroa de Santo Eduardo, na Cadeira de Santo Eduardo, o chamado Trono do Confessor, debaixo da qual é colocada a Pedra da Coroação ou de Scone, simbolizando o Destino, uma pedra com duas argolas em ferro que a tradição diz ser a Relíquia da Almofada do Profeta Jacó.
A Pedra de Scone pesa 125 quilos e veio da Terra Santa durante as Cruzadas. Faz parte da Regália dos Reis da Escócia, hoje parte do Reino Unido.
Foi levada para a Inglaterra há séculos, sendo usada pelos Monarcas da Grã Bretanha e Reino Unido quando das Coroações.
A mesma relíquia foi devolvida pela Rainha Isabel II ao Castelo de Ediburgo, na Escócia, em 1996, após os Escoceses a terem roubado da Catedral de Westminster, em sinal de protesto contra a sua permanência em Londres.
Usada pela última vez em 1953, esta Relíquia foi enviada para Londres na passada quinta feira dia 27 de Abril, após uma Cerimónia de Trasladação presidida pelo Lord Lyon da Escócia e seus asistentes; Carrick e Falkland, Guardiães das Insígnias desse Reino e da Pedra de Scone, a Relíquia mais preciosa do Reino Unido.
Lord Lyon da Escócia com Carrick e Falkland
Antes da partida para Londres a pedra foi analisada por um grupo de estudiosos. Uma análise com luzes infra-vermelhas revelou algumas inscrições antias que poderão revelar a sua origem e verdadeira natureza. O Professor Mark Hall do Museu de Perth e a Professora Sally Foster do Departamento de Património e Conservação da Universidade de Sterling fazem parte do grupo de estudo e revelaram haver o que parecem ser cruzes romanas gravadas na pedra e vestígios de gesso policromado.
Num parecer enviado para o grupo que estuda a pedra, o Perito em Relíquias, Carlos Evaristo, afirma que “todos os sucessores dos Reis e Bispos que participaram nas Cruzadas, quando da queda do Reino Latino de Jerusalém, nomeadamente os Monarcas de França, de Espanha e do Sacro Império, passaram a intitular-se Reis de Jerusalém e faziam-se coroar sob caixas de terra ou pedras trazidas da Terra Santa incorporadas em Tronos e Cadeirões”. Este modelo de cadeira-relicário medieval foi criado por Carlos Magno e pensava-se que dele emanava o poder Davídico e Salomónico para governar, direitos sagrados simbolizados na pedra trazida da Terra Santa.
Na Regalis Lipsanotheca, uma Capela de Relíquias de estílo medieval que Carlos Evaristo criou no Castelo de Ourém, no ano 2000, e que conta com o Alto Patrocínio da maior parte das Casas Reais da Europa, que existe entre a colecção de milhares de relíquias que pertenceram a Reis e Imperadores, uma raríssima Cadeira de Coroação do Século XVI que ainda conserva por baixo uma pedra reivindicada como sendo do Muro do Templo de Jerusalém. Refere Evaristo, “Hoje apenas os Monarcas da Grã-Bretanha e de Espanha ainda se dizem «Rei de Jerusalém», embora apenas os Reis da Inglaterra sejam coroados numa Cadeira de Coroação ou Trono de Sabedoria com Relíquia.
O Lord Lyon com a Pedra de Scone antes da sua recolocação na Cadeira da Coroação
Uma análise feita à Pedra da Cadeira de Coroação que existe na Colecção da Regalis Lipsanotheca no castelo de Ourém revelou que a mesma é composta de uma típo de granito azulado proveniente do Sul de Israel.
A Regália do Reino da Escôcia
Para Evaristo, “Se a Pedra de Scone, não é da muralha do Templo de Jerusalém, do Santo Sepulcro ou do Monte do Calvário, então poderá ser mesmo, como a tradição diz, uma pedra da Igreja que assinala o local onde o Profeta Jacó teve o sonho de anjos a acenderem e a descerem do céu por via de uma escadaria dourada. Os vestígios de gesso policromado na pedra e as cruzes gravadas certamente por peregrinos, poderão defender essa ideia pois há uma semelhança com as pedras da Santa Casa de Nazaré que os Senhores Feudais trouxeram para a Europa para criarem réplicas da casa à escala real”.
O Ritual da Coroação Inglês que foi usado pelo Rei Filipe I em Tomar “Era nestas Cadeiras”, que segundo Evaristo, “eram Coroados ou Entronizados, não só Reis, mas também os Bispos, Duques e Grão-Mestres de Ordens de Cavalaria como a Ordem dos Templários, e mais tarde, a sucessora que foi a Ordem de Cristo. Entre outros títulos ques estes senhores apresentavam estava também o de «Rei e Senhor de Jerusalém». Esta foi uma prática que se manteve viva muito antes da queda do Reino Latino de Jerusalém. Provinha de uma tradição muito mais antiga de colocar relíquias nos tronos, algo iniciado pelo Imperador Carlos Magno, depois copiado na Capela de Relíquias da Sainte Chapelle pelo seu descendente São Luis IX Rei da França e seguidamente pelos Senhores Feudais de toda a Europa incluíndo os Monarcas Ingleses. Esta prática está retratada na cena do falso juramento de Harold na famosa Tapecaria de Bayeux”. “Os Portugueses viviam muito esta tradição e criaram no Convento de Cristo em Tomar uma Réplica do Santo Sepulcro, como seria à época, completo com Relíquias vindas da Terra Santa colocadas em altares e em Relicários por cima dos arcos da Charola. Foi nessa Charola que o primeiro Rei Filipe da Dinastia Filipina repetiu este Ritual quando se fez Sagrar e Coroar Rei de Portugal em 1580. Mais tarde ofereceu para o Convento um Relicário precioso com um Espinho Sagrado da Coroa de Espinhos de Cristo e que está hoje no Tesouro da Sé de Lisboa.
Os elementos da Regália A Regália, como se chama o conjunto de Jóias da Coroa: a Coroa ou Coroas, a Orbe, os Ceptros e outras Insígnias usadas na Coroação dos Monarcas, é algo cujo desenho e simbolismo histórico é exclusivo a cada Reino. A Regália Inglêsa, que incorporava peças dos tempos dos Reis Anglo-Saxónicos, foi destruída em 1649 depois da execução do Rei Carlos I e a Proclamação da República Inglêsa, mas já durante a década de 1620, dificuldades financeiras levaram Carlos I a leiloar muitos tesouros da Jewel House na Torre de Londres, embora ele não tenha vendido as principais peças.
Desentendimentos com o Parlamento, cedo se transformaram em Guerra Civil e, depois de 1642, os oponentes do Rei avidamente tomaram posse das Jóias da Coroa. Após a execução de Carlos I no mesmo ano, todas as peças de ouro da Regália foram vendidas para financiar o novo governo, enquanto as insígnias da Coroação de Santo Eduardo, os símbolos da Monarquia, como instituição sagrada, foram derretidos na Casa da Moeda para se cunhar moeda. Foi o ourives real Robert Vyner quem foi encarregado de criar novas peças para a Regália usada na Coroação do Rei Carlos II em 1661 e são essas as peças em uso até hoje.
As primeiras descrições sobreviventes de uma coroação Inglesa datam de antes de 1000 a.C. e incluiam o uso de coroas, anéis e ceptros, que tal como em todos os Reinos da Europa, eram confeccionados de novo para uso exclusivo de cada Monarca. Foi após o Reinado de Santo Eduardo, o Confessor ,que surgiu a tradição de haver uma única colecção de Regália Sagrada.
Cem anos após sua morte, Eduardo foi declarado Santo, e os objetos relacionados a ele passaram a ser “Relíquias Sagradas”. A Coroa do Santo que foi usada na Coroação de Henrique III em 1220 foi depois cuidadosamente usada para uso pelos futuros Monarcas. Esta coroa foi depois acompanhada por uma série de outras Coroas menores incluindo uma de duas hastes e uma colher de ouro para Unção do Monarca.
Coroação de Carlos II em 1661
As peças antigas que sobrevivem foram usadas em todas as Coroações durante mais de 500 anos e as outras foram foram recriados para a Coroação de Carlos II em 1661.
A Colher e a Ampula de Unção Para Carlos Evaristo “é irónico que o único item da Regália Medieval a sobreviver fosse a Colher da Unção conhecida também por Colher da Coroação e que data do século XII”.
É nela que se deita um pouco de óleo benzido em Jerusalém que o Arcebispo toma no seu polegar direito para ungir o Monarca.
A ampula feita em forma do Espírito Santo relembra a Unção do Rei David, o Crisma Sagrado e a Lenda da Pomba Milagrosa de São Tomás Beckett. A cabeça da águia é removível, havendo uma abertura no bico para derramar o óleo. O seu estilo é baseado numa peça anterior que recordava uma lenda do século XIV em que a Virgem Santa Maria teria aparecido a São Tomás Beckett e presenteado-o com uma águia dourada e um frasco de óleo para ungir os futuros Reis de Inglaterra.
Segundo Carlos Evaristo “a lenda baseia-se noutra mais antiga, contada acerca da Coroação do Rei Clovis da França pelo Arcebispo de Reims, São Remígio, no ano de 496. De facto havia uma ampula de vidro em forma de pomba que se enchia milagrosamente com óleo (líquido turvo) antes da Coroação de cada Rei (ou não). Na realidade, uma espécie de desumidificador natural, criado por monges na Idade Média, e que absorvia a humidade na Catedral de Reims para espanto dos fieis”.
O óleo da ampola é derramado na Colher de Unção no momento mais sagrado da Coroação. O Ritual de Unção remonta ao Livro dos Reis do Antigo Testamento, onde é descrita a unção de Salomão como Rei por Zadoc o Sacerdote.
A Coroa de Santo Eduardo A Coroa de Santo Eduardo é a coroa usada no momento da Coroação. A que existe hoje foi mandada fazer em 1661 para substitutir a que foi derretida em 1649. A original era do Século XI, e pertenceu, tal como o Trono e Cruz-Bastão ao mesmo Rei Santo Eduardo, o Confessor, aquele que foi o último rei Anglo-Saxónico de Inglaterra.
A Coroa foi criada por Robert Vyner segue o padrão original da Coroa de Santo Eduardo, daí o seu nome. Pesa 2,07 kg e é decorada com rubis, ametistas e safiras. Tem quatro cruzes páteas e quatro flores-de-lis e dois arcos.
É composta por uma moldura de ouro maciço cravejada de rubis, ametistas, safiras, granadas, topázios e turmalinas e por dentro tem um barrete de veludo roxo com uma faixa de arminho que representa o antigo barrete de “Defensor da Fé” dado pelos Papas na Idade Média aos Monarcas que recebiam o título de “Dux Pontífício”.
(Imperadores Hapsburgos, o Rei D. Manuel I de Portugal e até do Rei Henrique VIII antes de cismar)
As Coroas forradas de veludo “Carmesim Português” No estudo que Carlos Evaristo fez sobre as tradições da Coroação, descobriu que o uso de um forro de veludo nas Coroas Europeias foi algo que nasceu do uso combinado da Coroa do Monarca com o Barrete Cardinalício (Vermelho) ou o Barrete de Dux Pontifício (Roxo) que o Rei Carlos II de Inglaterra uniu de forma permanente em 1661. Foi um estilo que posteriormente a sua viúva, a Rainha Catarina de Bragança, trouxe para Portugal.
Coroa mandada fazer por D. João VI
O Barrete Cardinalício era símbolo da Sagração e Unção dos Reis que os colocava em grau de equivalência aos Cardeais como Príncipes da Igreja. Esse Barrete chamado de “Cap of Maintenance” ou Chapéu da Manutenção (Saberdoria) ainda é levado em Procissão durante as Coroações e chama-se o “Chapéu de Sabedoria” sendo que a cor ficou conhecida por “Portuguese Crimson” ou “Carmesim Português”, isto porque foi a partir de Portugal que a tradição de se forrar as coroas de veludo passou para todas as Coroas dos Monarcas Católicos da Europa.
Cap of Maintenance
A Coroa Imperial e a ligação Portuguêsa Uma das peças da Regália Inglesa quetem ligação a Portugal é o chamado Rubi do Principe Negro, um espinélio que é uma das jóias mais antigas da Coroa e que está hoje incorporada na Coroa de Estado ou Coroa Imperial do Reino Unido.
Esta é uma jóia com uma história que remonta a meados do século XIV quando Pedro de Castela, chamado “O Cruel” ou “O Justo”, a adquiriu ao conquistar Sevilha. Foi retirada ao cadaver de Abū Sa’īd, Príncipe de Granada. É um rubi grande e irregular espinélio cabochão vermelho pesando 170 quilates (34 g) e que estaria incorporado num Colar de Regente usado por esse Principe.
Pedro de Castela, filho da Princesa D. Maria e por isso neto do Rei D. Afonso IV de Portugal, refugiou-se em Portugal quando em 1366 rompeu a guerra civil com seu meio irmão D. Henrique de Trastâmara. O monarca que trouxe com ele as Jóias da Coroa foi recebido pelo seu tio, D. Pedro I a quem prometeu este magnífico rubi caso o ajudasse com um exército contra o ursurpador.
Mas o Rei de Portugal recusou-se ajudá-lo e Pedro de Castela aliou-se então ao Príncipe Negro, filho de Eduardo III de Inglaterra. A revolta do Príncipe Henrique foi reprimida com sucesso e depois da vitória o Príncipe Negro exigiu o rubi em troca dos serviços que havia prestado.
Mas o Rei recusou e só mais tarde, quando o Príncipe Negro voltou de Inglaterra para levar as duas filhas do Rei; Dona Constânça de Castela e Dona Isabel de Castela, para contrairem casamento com os dois irmãos do Rei, é que o Príncipe Inglês terá levado o rubi amaldiçoado como dote, embora o mesmo tenha desaparecido dos registros históricos até 1415.
Para Carlos Evaristo esse é o ano em que a Rainha Filipa de Lencastre faleceu e por isso o mesmo acha que pode por isso ter sido oferecido à mesma pelo pai, João de Gand, Duque de Lencastre e sua mulher a Infanta D. Constânça de Castela, quando do casamento com o Rei de Portugal D. João I em 1387 e depois devolvida à Coroa Inglesa por testamento.
Casamento de D. João I com Filipa de Lencastre
A jóia que diz ter sido amaldiçoada pelo Príncipe de Sevilha, ficou com a Família Real Inglesa que a usou em colares e jóias até ao Século XIX, até que no reinado da Rainha Vitória, foi incorporado na cruz pátea acima do diamante Cullinan II na frente da Coroa do Estado Imperial do Reino Unido.
A Coroa do Estado Imperial actual, foi porém refeita para a Coroação do Rei Jorge VI em 1937, substituindo a Coroa anteriormente feita para a Rainha Vitória. A Coroa é cravejada com 2.868 diamantes, além de várias jóias famosas como a Safira de Santo Eduardo, que dizem ter sido usada num anel por Eduardo, o Confessor. A Coroa também inclui o diamante Cullinan II, a segunda maior pedra cortada do grande Diamante Cullinan que antes de ter sido partido era o maior diamante jamais descoberto.
A Coroa do Estado Imperial é usada pelo Monarca quando deixa a Abadia de Westminster na Carruagem de Ouro após a Coroação. Ao ser Coroado com a Coroa de Estado Imperial, hoje também conhecida por Coroa do Commonwealth, o Monarca inglês dispensa ser coroado com a Coroas dos outros Reinos do qual também é Monarca; como é o caso da Escócia, Irlanda do Norte e Gales e ainda de outros Domínios como o Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Gibraltar que não possuem Regalia própria.
Jorge VI foi o último Rei a usar o chamado “Cap of Maintenance” após a Unção
Outras Coroas Houve outras Coroas pessoais mandadas fazer pelos Reis e Rainhas de Inglaterra e algumas das que sobrevivem são adornos extravagantes.
A mais extravagante de todas era a Coroa de Diamantes do Rei Jorge IV feita especialmente para a Coroação do pai da Rainha Vitória em 1821.
Jorge IV com a sua Coroa de Diamantes
Ornada com 12.314 diamantes, alguns provenientes de minas do Brasil Português, a Coroa fazia o Rei parecer um “lindo pássaro do leste” pois era de desenho russo e baseada na Coroa de Diamantes dos Czares. Uma inovadora moldura de ouro e prata foi criada por Philip Liebart da Bridge & Rundell e projectada para ser quase invisível. Sob a mesma estava um barrete de veludo azul- escuro em vez de carmesim Português ou roxo imperial.
Houve porém um adiamento à Coroação de Jorge IV devido a um julgamento a que esteve submetida a esposa, a Rainha Carolina. O Rei que no final não teve dinheiro para pagar a Coroa teve de alugar pedras preciosas para a poder usar na Coroação e depois fazer-se representar com ela ao lado num quadro a óleo oficial. A conta final para o aluguer de pedras para usar na coroa foi de £ 24,425.00.
Isabel II foi Coroada em 1953
Após a sua Coroação, o Rei mostrou-se relutante em desfazer-se da sua nova Coroa e pressionou o governo a comprá-la para que ele a pudesse usar na abertura solene anual do Parlamento. Mas como era muito cara, a Coroa foi desmantelada em 1823. O Rei Jorge como recordação comprou o modelo da armação em bronze pelo modesto preço de £ 38, que hoje se encontra na torre de Londres com uma inscrição ao lado onde se pode ler “Armação da rica Coroa Imperial de diamantes com a qual Sua Santíssima Majestade o Rei Jorge IV foi Coroado a 19 de Julho de 1821″.
A armação da Coroa passou para a família Amherst que a emprestou ao Museu de Londres entre 1933 e 1985 altura em que foi a leilão tendo sido comprada em 1987 por Jefri Bolkiah, Príncipe de Brunei.
O novo dono apresentou ao Reino Unido um pedido de exportaçãoda armação para os Estados Unidos, pedido esse que foi negado durante uma análise do Comité de Revisão da Exportação de Obras de Arte. Adquirido pela Crown Trust, a armação faz parte da Royal Collection da Torre de Londres.
Diamantes no valor de £ 2 milhões foram emprestados pela De Beers e são exibidos ao lado da armação para dar aos visitantes uma ideia de como teria sido originalmente a peça mais extravagante que alguma vez existiu na Regália Inglesa.
Quando da Coroação do Rei Jorge V descobriu-se que algumas das pedras preciosas das Coroas do Reino eram feitas de vidro de cor lapidado e não eram jóias verdadeiras. Estas pedras falsas foram substituidas por verdadeiras por Jorge IV.
O Orbe O Orbe é uma bola de ouro encimada por uma cruz, que representa o poder temporal do Soberano que proveniente de Cristo Rei. Simboliza o Mundo Cristão com uma Cruz montada sobre o globo terrestre. As faixas de jóias que o dividem em três secções representam os três Continentes conhecidos na época Medieval.
Montado com cachos de esmeraldas, rubis e safiras rodeados por diamantes rosa e fileiras únicas de pérolas. Uma cruz no topo é cravejada com diamantes em talhe rosa, com uma safira no centro de umlado e uma esmeralda no outro e com pérolas nos ângulos e no final de cada braço.
O Orbe é benzido no Altar onde permanece até ao momento da Coroação em que é colocada na mão direita do Monarca que é assim investido com o Símbolos da Soberania Divina de Cristo Rei.
Os Ceptros Os Ceptros representam os poderes do Rei; Temporal e Espiritual. O Cepto principal da Regália é o do Soberano e tem uma Cruz que tem sido usada desde 1661 em todas as Coroações. Contêm o magnífico diamante Cullinan I, o maior diamante lapidado incolor do mundo colocado em 1911 pelo Joalheiro Real Garrard que teve de reforçar a peça para suportar peso.
O Ceptro encimado pela Pomba, simbolizando o Espírito Santo e também foi criado para Carlos II. representa o papel espiritual do Soberano como Chefe da Igreja Anglicana e por isso é também conhecida como “ Vara de Equidade” ou “Cepto da Misericórdia”.
Um terceiro Ceptro da Regália foi criado para uso exclusivo das Rainhas Consorte.
Os Armilares ou Pulseiras da Força de Sansão Os Armilares são pulseiras de ouro usadas pela primeira vez em Coroações Inglesas no século XII. No século XVII, os Armilares deixaram de ser usados pelo Monarca, que passou somente a tocá-las na Coroação.
Mas um novo par de pulseiras foi criado para a Coroação de Carlos II, em 1661 e têm 4 cm de largura, 7 cm de diâmetro com champlevé esmaltados na superfície com rosas, cardos e harpas (os símbolos nacionais da Inglaterra, Escócia e Irlanda), bem como flores-de-lis.
Para a Coroação de Isabel II, em 1953, a tradição medieval foi revivida e um novo conjunto de pulseiras de ouro liso em 22 quilates forradas com veludo carmesim português, foi apresentado à Rainha em nome de vários governos da Commonwealth. Cada pulseira é equipada com uma dobradiça invisível e um fecho em forma de Rosa Tudor. A marca inclui um pequeno retrato da Rainha, que continuou a usar estes armilares ao deixar a Abadia, podendo ser vista usando-os também mais tarde, juntamente com a Coroa do Estado Imperial e o Anel de Soberana, na sua aparição na sacada do Palácio de Buckingham. Não se sabe se o Rei Carlos III vai tocar ou usar Armilares.
A Espada de Estado Existem várias Espadas de Estado na Regália da Coroação de Inglaterra e estas refletem o papel do Monarca como Defensor da Fé e Chefe das Forças Armadas; a Espada da Misericórdia (também conhecida como Curtana), a Espada da Justiça Espiritual e a Espada da Justiça Temporal. Foram fornecidas na época de Jaime I entre 1610 e 1620, por um membro da Worshipful Company of Cutlers, usando lâminas criadas na década de 1580 pelos cuteleiros Italianos Giandonato e Andrea Ferrara.
Foram depositadas com as Insígnias de Santo Eduardo na Abadia de Westminister por Carlos II. A Espada de Estado de duas mãos, feita em 1678, simboliza a autoridade do Soberano e também é carregada perante o Monarca nas Aberturas Estatais do Parlamento.
A Espada de Estado Irlandesa é do século XVII e foi mantida pelo Lord Lieutenant of Ireland (um vice-rei) antes da independência da Irlanda do Reino Unido em 1922. Está exposta na Jewel House desde 1959.
O cabo tem a forma de um leão e um unicórnio e é decorada com uma harpa celta. Cada novo vice-rei era investido com a espada no Castelo de Dublin, onde geralmente ficava nos braços de um trono, representando o rei ou a rainha em sua ausência.
Foi carregado em procissão na frente dos Monarcas durante suas visitas oficiais a Dublin. Em Junho de 1921, a espada esteve presente na abertura oficial do Parlamento da Irlanda do Norte por Jorge V.
A espada foi exibida no Castelo de Dublin em 2018 como parte da exposição ‘Making Majesty’, sendo a primeira vez que esteve na Irlanda em 95 anos.
As Esporas de São Jorge As Esporas que existem hoje foram também feitas para Carlos II e são de ouro maciço, ricamente gravadas com padrões florais e pergaminhos. Têm tiras de veludo carmesim português bordadas em ouro. Ambos os pescoços terminam com uma Rosa Tudor com uma ponta no centro.
São símbolo da Cavalaria e denotam o papel do Soberano como Chefe das Forças Armadas e Grão Mestre das Ordens e com o poder de Investir Cavaleiros. Sabe-se que Esporas de ouro foram usadas pela primeira vez em 1189 na Coroação de Ricardo I, embora seja provável que tenham sido introduzidas por Henrique, o Jovem Rei, em 1170, e esse elemento do Ritual foi provavelmente inspirado na Cerimónia de Investidura dos Cavaleiros.
Um par de esporas douradas, de meados do século XIV, foi adicionado às Joias de Santo Eduardo na Abadia de Westminster em 1399, e usadas em todas as Coroações até sua destruição em 1649. Historicamente, as esporas eram presas às botas de um Monarca, mas desde a Restauração que elas são simplesmente roçadas nos calcanhares dos Soberanos ou mostradas às Rainhas.
No túmulo recém aberto do Rei D. Dínis, em Odivelas, o esqueleto do Monarca foi encontrado com vestígios de esporas que terão sido sepultadas com ele.
O Bastão Relicário oferecido a Catarina de Bragança por Carlos II e Relíquia para um novo Bastão – Relicário oferecida pelo Papa Francisco ao Rei Carlos III
A tradição de Sagrar os Monarcas e de os abençoar com Relíquias foi algo que se perdeu na Inglaterra depois do Cisma de Henrique VIII e no resto da Europa com a abolição dos monarcas absolutos. A reforma de Cromwell e a implementação da Monarquia Constituicional no Século XVII destruiu a maior parte das Relíquias no Reino Unido e acabou com o uso da Cruz Bastão do Monarca contendo Relíquias. Mas o Papa Francisco veio agora mudar tudo isso ao oferecer ao Rei Carlos III para a sua Coroação, dois pedaços da Relíquia do Santo Lenho, a Relíquia da Madeira da Cruz de Jesus Cristo, uma Relíquia Insigne trazida para Roma pela Imperatriz Mãe Santa Helena para adornar a Regália Imperial de seu filho Constantino, o primeiro Imperador Cristão.
Carlos Evaristo é perito nessa história e conhece bem as Relíquias da Colecção Imperial de Relíquias guardada na Basílica Romana da Santa Cruz “em” Jerusalém, (assim chamada por estar construída sobre toneladas de terra do Monte do Calvário trazida pela Imperatriz). Evaristo vê neste gesto de Francisco, que passou despercebido a muitos, algo de extraordinário pois restaura na Monarquia Inglesa algo de Sagrado que foi perdido com o protesto de Henrique VIII e nunca mais retomado após a implantação da República Inglêsa. O uso pelo Monarca de uma Cruz-Relicário Processional ou Bastão-Relicário era algo semelhante ao uso das Cruzes Processionais e Báculos pelo Papa e os Bispos.
Estas cruzes tinham nelas uma relíquia com que o Rei conduzia espiritualmente o seu rebanho “Católico” para Cristo, o Bom Pastor. A chamada Cruz de Santo Eduardo, o Bastão – Relicário em uso desde os tempos dos primeiros Reis Anglo-Saxónicos Cristãos foi supostamente oferecido pelo 1º Arcebispo de Cantuária mas perdido pelo Rei Ricardo, Coração de Leão, quando esse foi capturado e mantido refém durante as Cruzadas.
Foi depois substituído pelo Bastão – Relicário de Santo Tomás Beckett, o Arcebispo de Cantuária, morto em 1170 por soldados do Rei Henrique II, que ao ouvirem o Monarca dizer em tom de lamento; “quem é que me livra deste bispo medonho?” trataram de o assasinar.
Para relembrar aos Monarcas Inglêses essa tragédia, a Relíquia do Báculo ensanguentado do Arcebispo Mártir foi revestido de prata e passou a ser a Cruz-Bastão dos Reis do Reino Unido. Usada a última vez na Coroação do Rei Carlos I a relíquia foi depois oferecida por Carlos II à sua mulher, a Rainha Catarina de Bragança, que a levou consigo para Portugal depois de ficar viúva. Está hoje na Colecção do Paço Ducal de Vila Viçosa. Existe um outro Bastão o Chamado Saint Edward’s Staff que é uma bengala de ouro cerimonial de 1,4 metros de comprimento (4,6 pés) feita para Carlos II usar em 1661. Não tem relíquia e é de um modelo simples com uma cruz no topo e uma lança de aço na parte inferior.
É uma cópia da longa vara mencionada na lista de placas e joias reais destruídas em 1649, embora a versão pré-Interregno fosse um Bastão-Relicário de ouro e prata encimada por uma pomba e contendo uma relíquia que era colocada no Altar durante a Coroação.
A Relíquia agora oferecida pelo Papa já foi colocada por ordem do Rei Carlos III numa cruz de prata Celta oferecida em 2021 por Francisco e agora transformada pelos Ourives Reais numa nova Cruz-Bastão, o primeiro Relicário a ser usado por um Monarca em mais de 400 anos.
Outras Insígnias Reais usadas na Coroação
Durante o serviço de Coroação, o novo Soberano é também apresentado com vários ornamentos que simbolizam a natureza espiritual da realeza. Estes incluem mantos, um anel, maços de guerra (chegou a haver 16 maços mas hoje só sobrevivem 13), trombetas de aclamação e outras coroas e ceptros menores que se destinam a ser utilizados pelas Rainhas Mãe, Consortes e pelo Príncipe de Gales e Príncipes de Sangue Real.
A Copa ou Cálice da Fortaleza É costume o novo Monarca oferecer para a Abadia de Westminister em sinal de agradecimento pela sua Coroação, um conjunto de Cálice e Patena para culto Eucarístico. Esta tradição Europeia segundo Carlos Evaristo era baseada na Lenda do Santo Graal, o Cálice da última Ceia de Cristo que ficou popularizado no Culto Graalico do Conto Medieval do Rei Artur. Segundo uma lenda Medieval esta Relíquia terá sido levada para Inglaterra por São José de Arimateia e guardada na Abadia de Glastonbury onde os Reis de Inglaterra iam beber do mesmo para receberem a Sabedoria Salomónica. Mas tudo isso é lenda pois o único Graal reconhecido pela Igreja Católica como tal é o Cálice da Catedral de Valência que fazia parte das joias da Coroa dos Reis de Aragão.
Carlos Evaristo examina o Santo Cálice de Valência
O Santo Calíce de Valência incorpora uma copa de pedra do Século I que um estudo arqueológico identificou como sendo um copo pascal judaíco e que pode muito bem ter sido usado por Cristo antes de ter sido transformado num Cálice ornamentado pelo Sultão do Egipto na Idade Média. É durante a Coroação dos Reis de Inglaterra que os Cálices, Patenas e Pratos Litúrgicos anteriormente oferecidos à Abadia de Westminister por Monarcas antecessores, são exibidos no Altar para relembrar a Realeza Sacerdotal de Malquisedec, Rei de Salem e Sacerdote de El Elyon referido no Antigo Testamento. Outro Santo invocado é Zadoc cujo Arcebispo simboliza durante a cerimónia. Zadoc era o Sacerdote que ungiu David e Salomão tal como relembra letra da Música do mesmo nome composta por Jorge Handel para a Coroação do Rei Jorge II em 1727, e que será cantada na Coroação de Carlos III.
A REGÁLIA DA RAINHA CAMILA Quanto à Rainha Consorte Camila sabemos que o título confirmado pela Rainha Isabel II para a esposa do futuro Rei por ordem do mesmo deixará de ser usado após a Coroação pois quer Carlos III que seja Rainha de facto.
Camila vai ser também coroada com uma Coroa que pertenceu à Rainha Maria, mulher de Jorge V e que foi modificada com a colocação dos Diamantes Cullinan III, IV e V, pedaços menores dos Diamantes Cullinan I e II que estão na Regália do Rei e que Isabel II mandou transformar em pendentes de alfinete.
A modificação da Coroa deve-se ao facto de que o Palácio de Buckingham confirmou em Fevereiro que o diamante Koh-i-Noor não faria parte da Coroação do Rei Carlos e da Rainha Camilla.
O grande diamante foi dado à Rainha Vitória em 1849 como condição do Tratado de Lahore, que encerrou a primeira Guerra Anglo-Sikh, mas acredita-se que a jóia tenha vindo da Índia, e muitos indianos consideram a pedra como um pedaço de sua história nacional, roubado durante o reinado do Império Britânico. A Rainha Camila também terá direito a orbe, ceptro e ao uso de dois mantos reais; o primeiro aquele nque foi usado por Isabel II durante a Coroação, e depois, outro feito propositadamente para a Rainha Camila desfilar.
Humberto Nuno de Oliveira
6 de Maio de 2023
Fotos:Arquivo Lyon Court, RTP, Arquivo Fundação Oureana e Arquivo Royal Collection Trust
*Carlos Evaristo, é Presidente da Direcção Vitalício da Fundação Oureana. Nasceu junto de um Castelo em London (Ontário) e reside hoje no Castelo de Ourém. É Comentador da RTP e CNN e Perito em Iconografia Sacra Medieval. Súbdito de Sua Majestade, conhece bem todo o ritual e tudo o que a Coroação simboliza. Nobre Escocês com o título de Barão Bailio de Plean. Foi o primeiro, e até hoje, o único Súbdito de Sua Majestade, de nacionalidade Luso-Canadiana, a poder usar Brasão de Armas e Bandeira em Flâmula e ainda um padrão pessoal de Tartã; honras concedidas em 2020, pela Rainha Isabel II através do seu Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia. Evaristo é quem legalmente substitui o Barão de Plean nesse Condado aquando da sua ausência. George Way, Barão de Plean é Membro da Corte do Lord Lyon da Escócia e tem o título de “Carrick” sendo um dos três Guardiões da Regália de Carlos III como Rei da Escócia, Jóias que incluem a “Pedra da Coroação” colocada no Trono ou Cadeirão de Santo Eduardo, a peça mais importante de todo o Ritual da Coroação.
Poderá rever na RTP Play a explicação feita por Carlos Evaristo sobre o tema da Regalia da Coroação. Ver Programa “Praça da Alegria” transmitido a 4 de Abril de 2023.
Procissão anual leva urna relicário com relíquias à volta da Vila de Belver
“A vila protegida de Deus onde a história salva o futuro das jovens gerações”
FESTAS Agosto é tempo de regresso às raízes, em vilas e aldeias de bisavs e avós onde a história é feita de lendas e verdades. Nesta localidade alentejana, ficção e realidade uniram-se há muito tempo para proteger a continuidade desta terra e das suas gentes. Este domingo honram-se as Santas Relíquias de Belver, esperando-se uma afluência recorde.
Do alto de um monte, com vista sobre o rio Tejo, Belver é Terra de Guidintesta, envolta num ar de magia e fé em honra das Santas Relíquias. Hoje, é dia de festa e a gente regressa à terra para um reencontro anual. Jovens e anciãos, paróquia e Clube Recreativo e Desportivo Belverense, unem-se para criar “uma celebração única no país”, diz Carlos Evaristo, arqueólogo especialista em relíquias sagradas. O culto secular coloca o poder de Deus nas ruas de Belver. Resta saber se é possível desvendar o que são as Santas Relíquias da vila. Mil anos antes, talvez também em dia de festa, uma princesa clamou, na colina do castelo junto a uma oliveira que ainda lá está, “mas que belo ver”, batizando assim este ponto das Terras de Guidintesta. Pelo menos é assim que diz a lenda, que em Belver é inseparável da História, num Alto Alentejo fronteiriço à Beira Baixa, lugar de fusão de costumes e tradições.
Afirmando que “existe uma parte de factos históricos e outra de lenda associada às relíquias”, o historiador belverense CarlosGrácio mantém um profundo “respeito pela originalidade e longevidade que as Santas Relíquias têm no imaginário e memória de Belver, de tal forma que ligam o religioso e profano numa celebração única”. O que são as Santas Relíquias “é o mistério”. Carlos Grácio ouviu a sua mãe contar que “nos anos de 1950 o relicário foi aberto e lá dentro estava uma caixa com várias divisórias onde as relíquias estavam dispostas em saquinhos, entre elas um anel de prata do bispo S. Braz, em honra de quem foi erguida a Ermida de S. Braz, dentro dos muros do Castelo de Belver e onde, originalmente, estavam depositadas as relíquias”. O que estaria nos saquinhos? E se as Santas Relíquias de Belver forem pedaços do poder de Deus na Terra? Lenda dourada ou fé inabalável?
Carlos Evaristo está na senda das relíquias portuguesas há décadas. Arqueólogo e historiador, integra um projeto da Fundação Histórico Cultural Oureana para catalogação destes artefactos em Portugal. Das Santas Relíquias de Belver conhece a “Lenda Dourada”, como é denominado o folclore criado em torno de devoções.
Citação completa de Carlos Evaristo: “O regresso das Santas Relíquias a Belver, depois de roubadas ou removidas, navegando sozinhas Tejo acima é um conto que se repete em outras terras da Península Ibérica, omo em Oviedo”, explica. “O mais provável é que as Relíquias foram pilhadas pelos Franceszes ou retiradas dos bustos relicários da Lipsanotheca do Castelo de Belver aquando da desacralização em 1834 mas isso são teorias minhas que preciso de investigar. O certo é que a devolução à Paróquia das relíquias, pilhadas no século XIX pelas tropas de Napoleão ou retiradas e colocadas numa Arca são algumas hipoteses viaveis. Outra é que tenam sido pedidas outras mais tarde ao Vaticano que, depois, as fez chegar novamente a Belver. Numa das hipoteses é certo que as mesmas foram transportadas provavelmente de barco pelo Tejo acima e daí a origem da lenda”.
A primeira referência identificada por Carlos Evaristo sobre este misterioso conjunto de objetos é de 1555, data em que foram trazidas para Belver, pela primeira vez, por D. Luís, filho do rei D. Manuel I e, à época, Prior do Crato, sendo a este priorado que pertencia a Ordem dos Hospitalários” detentora das Terras de Guidintesta. O que eram as Santas Relíquias no século XVI “não se consegue verdades. Nesta localidade alentejana, ficção e realidade uniram-se há muito tempo para proteger a continuidade desta terra e das suas gentes. Este domingo honram-se as Santas Relíquias de Belver, esperando-se uma afluência recorde.”
(…)
Sobre o que estará guardado hoje no relicário, Carlos Evaristo apurou em arquivos oficiais que Citação completa de Carlos Evaristo: “guarda várias relíquias provávelmente,. sem estarem e, relicários ou tecas pois foram retiradas dos bustos relícários existentes na Capela do Castelo que estão vazios assim sendo estão certamente dentro de envulcros de papel ou de pano com equiquetas ou escritos a identificar as mesmas e daí elas estarem numa espécie de arca que é venetrada. Mas consta também que existem outras em relicários de prata tal como uma relíquia de São Sebastião, outra de São Braz, Patrono da Ermida e ainda algumas referencias a ceras”.
As ceras em relicários são, habitualmente, Agnus Dei, Citação completa de Carlos Evaristo: “pedaços de discos ovais imbuídos de benções contra os males benzidas pelo Papa e seus Cardeais a cada 7 anos do Pontificado e assim emanam o poder de Deus canalizado por uma bênção do seu representante na Terra: o Papa”.
Com pedaços do poder de Deus a percorrer todos os anos as ruas de Belver, não é de espantar que a vila se mantenha a salvo de todos os males. “Facto é que em tempo de aflição as pessoas recorrem às Santas Relíquias e são atendidas”, conta Martina de Jesus, presidente da Junta de Freguesia.
(…)
A autarca não tem dúvidas de que “a história, folclore e etnografia de Belver representam o passado e são o futuro da terra”, que encontrou grande desenvolvimento no turismo de natureza e turismo cultural. O Castelo de Belver. “ (…)
Citação completa de Carlos Evaristo: “Tal como as replicas da Arca da Aliança que são levadas em procissão pelos Padres Coptas de Gondar na Etiópia, ninguém sabe o que vai dentro da Arca Relicário de Belver.“
A equipa de peritos de Carlos Evaristo está a levar a cabo a reautenticação das relíquias da Peninsula Ibérica e já reautenticou os relicários da fabulosa colecção da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo em Braga entre outras colecções insignes. Para Evaristo; “As Relíquias da Arca de Belver deviam de ser estudadas e reautenticadas com a colocação de selos de lacre e emissão de Autenticas novas em conformidade com as normas e rubricas da Santa Sé para veneração pública de relíquias. Estas normas foram recentemente promulgadas pelo Papa Francisco e por isso esperamos que permitam que se realize este trabalho”.
NOTÍCIA – É com triste pesar que comunicamos o falecimento, ontem, 9 de Julho de 2022, de Francisco Pereira Ramalho (Mestre), Chanceler Emérito da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e um dos mais antigos membros da Ordem de São Miguel.
“O Senhor Ramalho” como era carinhosamente tratado por todos, nasceu em Moura, no Alentejo, a 4 de Março de 1932, tendo sido durante muitos anos bibliotecário da Fundação Calouste Gulbenkian, primeiro em Lisboa, e depois em Santarém.
Casou a 18 de Setembro de 1966, com Maria Isabel Diniz Pereira Ramalho, falecida em 1999, e com a qual teve duas filhas; Isabel Diniz Pereira Ramalho Jorge e Berta Diniz Pereira Ramalho falecida em 1994.
Francisco Ramalho era Membro Fundador da R.I.S.M.A
Monárquico assumido, Francisco Ramalho foi fundador a 16 de Novembro de 1987, da primeira Real Associação nacional em Mogadouro então denominada DECORO = Real Associação Escalabitana para a Defesa da Coroa, e depois com seu amigo de longa data, o Senhor Marquês de Rio Maior, D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, fundou a Real Associação de Santarém, hoje Real do Ribatejo.
Foi Membro Fundador da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala em 2001, e desde a fundação que fazia parte do Comando Geral da Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos Panteões e Monumentos Nacionais, do Conselho dos Condestáveis da Real Confraria do Santo Condestável e membro da Real Irmandade do Santíssimo Milagre de Santarém.
Francisco Ramalho era Grã-Cruz com Colar da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e também Cavaleiro Grã – Colar da Real Ordem de São Miguel da Ala, tendo sido investido em 1981, por S.A. R. o Duque de Bragança e o então Chanceler das Ordens Prof. Marcello de Morães. Era também Comendador Honorário da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Cavaleiro com Colar da Ordem de Mérito da Casa Real. Tinha recebido a Medalha de Mérito de ambas as Ordens Dinásticas da Casa Real pelos longos anos de serviço e dedicação à Causa Monárquica e o seu empenho como Assessor do Chefe da Casa Real, D. Duarte Pio de Bragança.
Francisco Ramalho e o Marquês de Rio Maior
Em 2001, Francisco Ramalho foi nomeado Vice-Chanceler da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, cargo que exerceu até 2017, altura em que foi promovido a Chanceler devido à elevação do Marquês de Rio Maior a Chanceler Mor por morte de S.A. D. Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.
Em 2019, foi exonerado dos cargos que ocupava por motivos de saúde, tendo recebido em 2020 o grau de Grã-Cruz com Colar da R.I.S.M.A. por ocasião dos 850 anos da Ordem de São Miguel da Ala e os 20 anos da Real Irmandade da mesma Soberana Invocação. Infelizmente, por ter contraído COVID 19 não pôde participar nas Cerimónias de abertura do Ano Jubilar de São Miguel da Ala que tiveram lugar no Mosteiro de Alcobaça.
Era membro Grã-Cruz das Ordens Dinásticas de várias Casas Imperiais e Reais Patronas do Instituto Preste João do qual era também membro fundador; nomeadamente as Casa da Etiópia, da Geórgia, do Ruanda, do Vietnam, do Montenegro, do Havai, do Kupang, do Sulu, etc.
Representou no estrangeiro, várias vezes, a Chancelaria das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, e presidiu com os restantes membros da Chancelaria. aos Capítulos Gerais da R.I.S.M.A. que tiveram lugar em Casale Monferrato e Roma, Itália, Santiago de Compostela e Oseira, Espanha tendo participado em várias Peregrinações Internacionais que ajudou a organizar; a Fátima, Santiago de Compostela, ao Vaticano, a Pádua e a Veneza.
Na Missa de Corpo presente que teve lugar hoje, pelas 12:00 Horas, somente com os familiares e alguns amigos mais chegados a assistirem na Capela do Crematório em Santarém, o Manto da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e as suas condecorações cobriam o caixão.
À família enlutada a Família Real Portuguesa e a Chancelaria das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e Cúria, enviam os mais sentidos pêsamos.
A filha: Maria Isabel Diniz Pereira Ramalho Jorge, o genro Ângelo Rui Jacinto Jorge o os neto Pedro Miguel Ramalho Jorge e Rita Isabel Ramalho Jorge, agradecem a todos os amigos que manifestaram e continuam a manifestar o pesar pelo falecimento de Francisco Ramalho.
R.I.P. Francisco Pereira Ramalho (Mestre) 4 de Março de 1932 – 9 de Julho de 2022
COMUNICA-SE que haverá uma Missa de 7º dia presidida pelo Capelão Mor Adjunto da R.I.S.M.A. na Capela de Cristo Rei da Regalis Lipsanotheca, no Castelo de Ourém, Sábado, 16 de Julho de 2022, pelas 17:30 Horas, e outra Missa, em Santarém, na Igreja Paroquial de Marvila, Domingo, 17 de Julho de 2022, pelas 12:00 Horas.
No Columbário da Fundação Oureana será inaugurado com Honras de Exéquias Fúnebres, a 24 de Setembro de 2022, o Memorial a Francisco Pereira Ramalho (Mestre) amigo benfeitor da Fundação Oureana por quem os membros do Conselho de Curadores, Direcção e Conselho Jurídico – Fiscal rezam:
Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso Entre os esplendor da luz perpétua. Descanse em paz.
Ámen
11 de Julho de 2022
Armas de Óbito de Francisco Ramalho desenhadas pelo Desenhador Heráldico Mathieu Chaine
A Real Confraria do Santo Condestável, um Apostolado Canonicamente erecto no espírito do laicado Carmelitano tem vindo, desde 1996, a servir de Departamento Socio-Caritativo das Fundações Oureana e D. Manuel II. A mesma organização acaba de realizar mais uma série de acções socias em antecipação da Festa do seu Patrono, São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
O Coordenador de Acção Social David Alves Pereira com o carregamento de bens entregue em Évora
Teve início no mês de Outubro, Mês dedicado a Nossa Senhora do Rosário, mais uma série de campanhas para angariação e entrega de bens aos mais carenciados, tanto em Portugal como em África. Os bens resultam de um esforço nacional levado a cabo por parte da Coordenação Norte da Real Confraria e da Associação Mãos Unidas com Maria em Fátima para a recolha de roupas e outros bens de primeira necessidade para os pobres.
O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto
Foi o Coordenador Social da Real Confraria do Santo Condestável; Jorge Manuel Reis Gonçalves, juntamente com seus irmãos voluntários; os Confrades António e José Gonçalves, que procederam, por quatro vezes, à recolha e transporte em camião TIR, de toda uma série de bens usados recolhidos e também doados pessoalmente pelo Coordenador Regional Norte da Real Confraria; Rui Salazar de Lucena e Mello.
Dom Duarte de Bragança e a Drª Carmo Jardim no armazém da ONG – SIM, a 26 de Agosto de 2021
Seguidamente, foi preparado pela prima do Coordenador Rui Mello, a Coordenadora Marília Oliveira, o recheio de outro contentor de bens usados transportados pela ONG -“SIM” da Drª Carmo Jardim.
O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto
Um quinto carregamento de bens foi descarregado, há duas semanas, nos portos de contentores de Lisboa e Setúbal, tendo na altura, o Coordenador Geral e Condestável-Mor da Real Confraria, Carlos Evaristo, e sua mulher, a Confradesa Margarida Evaristo, acompanhado o processo em representação das Fundações D. Manuel II e Oureana que patrocinaram a recolha, transporte e logística dos voluntários.
O Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Irmãos voluntários.
A Associação Mãos Unidas com Maria, cuja Fundadora e Presidente é a dedicadíssima Confradesa Florinda Marques, também recolheu e preparou um outro carregamento de roupas de inverno para homem, mulher e criança, mantas e roupas de cama, assim como outros bens essenciais para crianças e também brinquedos. Estes bens porém, estão destinados aos mais desfavorecidos da Arquidiocese de Évora. Foi graças à pareceria de colaboração social existente com a Real Confraria do Santo Condestável que foi patrocinado e coordenado a entrega de hoje.
O Coordenador David Alves Pereira com o Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Veneráveis Irmãos voluntários
O material carregado em Fátima pela Florinda Marques e o Coordenador Social David Alves Pereira, que actuando na qualidade de Alcaide da Real Confraria do Santo Condestável e Comandante Geral Adjunto da Real Guarda de Honra, quis pessoalmente patrocinar todas as despesas de transporte em nome das organizações que representa.
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
Já em Évora foram Veneráveis Irmãos Voluntários da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora que receberam o carregamento que seguidamente irão entregar em parte às Casa Religiosas e à Santa Casa da Misericórdia de Évora. Estes bens, em grande parte, roupas, sapatos, mantas e brinquedos, serão distribuídos, por ocasião da Festa do Santo Condestável, pelos pobres e mais desfavorecidos da Arquidiocese incluindo famílias de migrantes.
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
Durante uma reunião com Coordenadores a semana passada em Sesimbra, o Condestável Mor da Real Confraria e Comandante Geral da Real Guarda de Honra, Carlos Evaristo, disse: “Estes bens enviados para Angola e Moçambique vão complementar um carregamento, já entregue, em Agosto, à ONG – SIM, pois o Sr. D. Duarte de Bragança, através da Real Confraria e das Fundações D. Manuel II e Oureana, quis ajudar as vítimas de Cabo Delegado, os pobres em Angola e São Tomé e Príncipe mas também pretende ajudar os mais necessitados em Cabo Verde e os refugiados da Síria, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal.”
Carlos Evaristo Presidente da Direcção da Fundação Oureana
Para Carlos Evaristo; “É muito bom ver a Real Confraria e anteriormente, os Peacemakers, organização que criamos há 25 anos com o falecido John Haffert e posteriormente que desenvolveram actividades no estrangeiro com a ajuda dos falecidos Phillip Kronzer e o Capelão Padre John Mariani e isto sob a orientação do Vice-Postulador da Causa do Beato Nuno, o Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. e do Bispo de São Tomé e Príncipe D. Manuel António Mendes dos Santos. Hoje, são associações de fieis que servem de departamentos de acção social das Fundações e com grandes papeis activos na Igreja no campo da acção social, tanto em Portugal com em África. Importante também são as parcerias estabelecidas com organizações homólogas pois ninguém por si só consegue fazer o que se faz em conjunto. Fazemos isto em nome e em memória de São Nuno que com a sua Confraria e um Caldeirão, iniciou este trabalho social de recolha de alimentos e bens para os pobres de Lisboa a partir do Carmo em Lisboa. É ele o verdadeiro fundador da acção social em Portugal muito antes da Rainha D. Leonor e das Misericórdias que hoje têm um papel tão importante na sociedade. É igualmente importante a coordenação de trabalho de limpeza, desinfecção e preparação dos bens doados pelas pessoas voluntárias dedicadas tais como a equipa da Drª Carmo Jardim, a Florinda Marques, a Marília Oliveira e o Rui Mello. Mas igualmente importante é o trabalho dos voluntários no carregamento e transporte e aqui são as Fundações e as ONG que patrocinam as despesas, incluindo o envio de contentores. Agora esperamos poder ajudar com o envio de outro que queremos ainda patrocinar este mês para Cabo Verde e com bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria que incluem mobiliário e material escolar.” !”
Este ano a Festa de São Nuno de Santa Maria e o Capítulo Geral da Real Confraria do Santos Condestável, tem lugar na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com Investiduras a iniciarem pelas 18:30 Horas, seguido depois de Missa Solene e Jantar de Convívio dos Confrades.
Os Confrades; Ricardo Louro e David Pereira
Logo da Associação Mãos Unidas com Maria
Peacemakers, Obra de Acção Social da Real Confraria do Santo Condestável
O Presidente da Fundação Oureana Carlos Evaristo, entregou várias amostras de osso, sangue e cabelo de Santos Portugueses para estudo na Universidade de Granada.
Para chegar à identidade de Cristóvão Colombo a equipa do Professor José Lorente Acosta do Laboratório de ADN do Departamento de Medicina Legal, Toxicologia y Antropologia Física da Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, realizou analises entre 2002 e 2004 que comprovaram que os poucos ossos que estão na Catedral de Sevilha são mesmo do Navegador pois comprovou-se que eram do pai de Hernan Colon, também sepultado na Catedral, e de um irmão de Diego Colon que estava sepultado na Cartuxa da mesma cidade.
O Prof. José António Lorente com as caixas contendo três amostras da família Colón.
Uma vez obtido o perfil genético de Colombo procedeu-se à comparação do seu ADN com várias famílias Italianas com as mais diversas variações do apelido, mas foi algo que segundo Lorente “não foi conclusivo dado que não se verificaram ligações com nenhumas das famílias italianas.”
A falta de matéria óssea aliada à pouca que então foi disponibilizada para o projeto cedo se revelou um impedimento pelo facto da tecnologia à época não poder ir mais além, estando-se igualmente a destruir o pouco de matéria óssea que havia. Tal determinou a suspensão do projeto que só agora foi retomado, 16 anos mais tarde, precisamente no dia 20 de Maio, por ocasião do 515º aniversário do falecimento do navegador em 1506.
Para testar as várias teorias procuraram-se ossadas de supostos parentes de Colombo que serão analisadas e comparadas com os marcadores do ADN do navegador, do seu irmão e filho, para se tentar estabelecer uma ligação próxima de parentesco. Porém duas amostras para suporte de duas das teorias portuguesas não foram submetidas para análise pelo laboratório a cargo de Lorente porque segundo os defensores das duas teses, as análises de ADN serão feitas em Portugal e os resultados depois enviados para Granada para comparação.
No entanto, três amostras que podem ser determinantes neste projeto, foram oficialmente entregues no laboratório na passada quarta-feira por Carlos Evaristo, arqueólogo especialista em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval que colabora no projeto Colombo há já vários anos. As relíquias transportadas da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana no Castelo de Ourém num cofre de metal selado com selos de lacre episcopais, foi aberto no laboratório sendo o conteúdo entregue mediante a assinatura de um auto.
No âmbito da retoma do projecto de estudo do ADN de Cristóvão Colombo, anunciado na passada quarta-feira pela Universidade de Granada, foi organizada pela mesma Universidade, uma Conferência Internacional onde peritos nas várias teorias que existem acerca da nacionalidade do navegador, apresentaram as provas para sustentarem as suas teses.
Na ausência de outras amostras de restos mortais contemporâneos que pudessem sustentar a teoria genovesa, os cientistas voltaram a atenção para as outras teorias, descartando algumas mais distantes e considerando agora aquelas que defendem que Colombo era ibérico como as mais plausíveis.
A Magnifica Reitora, Lorente e o Produtor da Série Documentária para a TVE.
Só os defensores da teoria hoje mais comummente aceite, mas também a mais questionada, a de Colombo ter sido Genovês, é que não se fizeram representar. No entanto houve apresentações por peritos das teorias de Colombo Catalão, Valenciano, Aragonês, Galego, Castelhano, e de três teorias distintas, mas que defendem a sua origem Portuguesa: a de ter sido um corsário, de ascendência nobre, apresentada por Fernando Branco; a de que seria um filho bastardo de uma Infanta D. Isabel, de José Matos e Silva e a de que era filho de um Infante da Casa Real de Avis, do falecido Mascarenhas Barreto apresentada por Carlos Evaristo.
O Professor Lorente dirigindo-se a Carlos Evaristo durante a Conferência de Imprensa.
Evaristo foi convidado especial da Universidade de Granada e da TVE no encontro tendo participado na Conferência de Imprensa Internacional e na Conferência do Projecto Cólon ADN. Durante os três dias em Granada o Presidente da Fundação Oureana apresentou um dossier de provas documentais que sustentam a hipótese do Colombo ser Português mas disse considerar todas as teorias apresentadas na conferência “muito bem fundamentadas embora simpatize mais com a teoria de que Colombo era um membro bastardo da Casa Real Portuguesa”.
O Presidente da Fundação Oureana e Autor que compilou um estudo juntamente com o explorador subaquático Dave Horner sobre os Segredos e Mistérios de Colombo e co-produziram também um documentário com o premiado realizador americano Paul Perry sob o mesmo tema.
No encontro Evaristo apresentou provas e defendeu a teoria do seu falecido amigo e mentor, o pesquisador Augusto de Mascarenhas Barreto, que defendia que Colombo seria filho bastardo de D. Fernando, Duque de Beja e de Isabel Zarco, filha do Navegador João Gonçalves Zarco, nascido na Cuba do Alentejo, tendo como verdadeiro nome Salvador Fernandes Zarco ou Salvador Gonçalves Zarco. Mas considera, “o mais importante é comprovar que o Colombo era ibérico, e não Genovês, algo que o Papa Alexandre VI já havia afirmado ao referir-se ao Almirante como um filho amado das Hispanias na Bula Inter cætera.”
Esta Bula, de 4 de Maio de 1493, estabelecia um meridiano situado a 100 léguas a oeste do arquipélago do Cabo Verde, relativamente ao qual o que estivesse a oeste do meridiano seria Espanhol, e o que estivesse a leste, Português, antecedendo a divisão do Novo Mundo que viria em 1494 a ser acordada em Tordesillhas e que veio a favorecer Portugal na corrida para encontrar o caminho marítimo para a Índia.
Na balança histórica pesa mais o prato das provas de que era português; independentemente das teorias o facto é que todas elas o colocam como ligado à Casa Real, sendo então fundamental, tentar estabelecer a eventual ligação genética obtendo marcadores iguais com Santos da Casa Real.
De qualquer das formas evaristo acredita que Colombo serviu como Capitão de Guerra, uma espécie de Agente Secreto naquilo que diz respeito a desviar as atenções do Papa Borja Espanhol e dos Reis Católicos do verdadeiro caminho marítimo para a Índia e da existência de terras no Brasil e no Canadá, descobertas anteriormente à chegada do Colombo às Américas em 1492 e que seriam perdidas para Castela, tal como haviam sido as Ilhas Canárias, ao abrigo do tratado das Alcáçovas. Por isso estas descobertas só foram reveladas oficialmente depois de D. João II ter garantido mais 370 léguas com o Tratado de Tordesilhas que as abrangeram. É por isso que segundo Evaristo, com as revelações da existência destas terras em 1498 e 1500 Colombo cai na desgraça, foi preso e embora liberto, morreu em relativa obscuridade e com todos os direitos revogados.
Com a finalidade de encontrar provas genéticas que comprovem estas teorias, o perito em relíquias, Carlos Evaristo passou 10 dos 30 anos que já dedica ao estudo de Colombo, à procura de material genético contemporâneo ou anterior ao mesmo, mas sem êxito. Segundo o arqueólogo fundador do Real Instituto de Arqueologia Sacra; “não existem restos mortais na maioria dos túmulos e sepulturas dos supostos pais ou irmãos de Colombo em Portugal, para comparação. Alguns de Reis como D. Manuel I, D. João II e a Princesa Santa Joana são difíceis de abrir sem causar danos ou se gastar muito dinheiro. Os restos mortais em falta, por não haver registos de traslados, crê-se terem sido simplesmente removidos e transferidos para as valas comuns dos cemitérios públicos quando da ordem de despejo de todas as campas nas igrejas depois de 1834, uma ação que levou à chamada revolta da Maria da Fonte.”
Lorente e Evaristo conferem as amostras de osso, sangue e cabelo no Laboratório.
Foi então que o autor pensou em se testarem relíquias de Santos da Casa Real Portuguesa para possível comparação do ADN com os três Colombos; o navegador, o filho e o irmão. A escolha recaiu nas relíquias que Evaristo juntou e guarda na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, local onde está sedeado o Apostolado de Relíquias canonicamente ereto, fundado por ele e pela mulher Margarida, técnica assistente de conservação de relíquias há 33 anos.
“O problema”, segundo Evaristo, “era que há 16 anos, por exemplo, não era possível extrair ADN de cabelo e hoje já é e por isso o Professor Lorente como não queria gastar mais matéria óssea por haver pouca, decidiu sabiamente suspender o estudo até que a tecnologia evoluísse. Agora que já é possível, pediu para que nós submetêssemos as amostras.”
Assim, três cabelos da Rainha Santa Isabel com mas de sete séculos foram cuidadosamente removidos por Lorente e Evaristo de um relicário com uma sua madeixa, selado em lacre com o sinete do Bispo Conde de Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré. Este cabelo havia sido recolhido pelo mesmo prelado na presença do Rei D. Miguel I conforme documentação existente em arquivos quando da abertura do túmulo da Rainha Santa para verificação do estado de conservação do seu corpo incorrupto.
As outras duas amostras de relíquias de Santos fornecidas por Evaristo são mais difíceis de re-autenticar por terem perdido os selos de autenticidade ao longo dos séculos e terem sido removidas de relicários originais antes de terem sido vendidos por particulares. São supostamente sangue e ossos de dois Santos Portugueses que já tinham um grande culto contemporâneo a Colombo e que eram membros da Família Real de Avis e de Bragança. Embora Evaristo acredite que sejam genuínas, caso não se verifique o parentesco entre elas, o mesmo está preparado para pedir outras amostras destes santos e de outros que ainda estão na posse das entidades originais desde o falecimento dos mesmos.
Evaristo entregou também várias amostras de ossos que pensa serem de membros da alta nobreza Portuguesa de comprovada antiguidade contemporânea ao Colombo para comparação.
“Sendo os Santos da Casa Real antepassados comuns ou parentes directos das várias pessoas apresentadas nas diversas teorias Ibéricas como sendo possíveis pais de Colombo, a descobrir-se um elo de ligação poderá esse servir para confirmar que ele era pelo menos ibérico, se não mesmo Português. Uma vez que tudo o que roda em torno da sua vida, desde os escritos às ligações e afirmações feitas por outros à época vão nesse sentido. Até a sentença do Supremo Tribunal Espanhol de 1515 que ratificou uma decisão do Tribunal de Santo Domingo a respeito dos direitos à herança familiar, declarou que o Navegador se chamava Xproval Colomo em 1484 quando chegou de Portugal e que era provavelmente de origem Portuguesa. O mesmo escreveu Paolo Toscanelli em correspondência contemporânea e é o que referem recibos de pagamento da Rainha D. Isabel entre outros escritos existentes. O facto de ser um estrangeiro e ter casado com uma nobre portuguesa, de ter uma Carta de D João II que é um Salvo Conduto entre outros privilégios que só um parente da Família Real teria, tais como se sentar na presença do Rei, de assistir à Missa com ele e de estar a sós com a Rainha e o Príncipe D. Manuel durante vários dias, são todos factos documentados que levaram pessoas a questionar a sua verdadeira identidade e verdadeira missão à época.”
Para já fica de parte a proposta que Carlos Evaristo apresentou a Lorente há já vários anos como sendo a mais concreta para estabelecer uma ligação à Casa Real Portuguesa: a abertura da urna em chumbo do Príncipe D. Miguel da Paz, que Evaristo identificou há vários anos na Capilla Real de Granada. Príncipe que foi primogénito de D. Manuel I e da filha dos Reis Católicos e por isso, segundo a tese de Mascarenhas Barreto, um sobrinho de Colombo.
O Cabido da Sé de Granada porém tem até agora recusado permitir a abertura da urna e mesmo com um método não demasiado invasivo proposto por Evaristo de introduzir uma c câmara endoscópica com pinça. Afirmaram em carta ser “um momento inoportuno”.
Fragmentos de la urna y los huesos de los restos de Cristóbal Colón recuperados, en la Catedral de Sevilla. Horizontal.
O facto de haver poucos ossos de Colombo em Sevilha, um mero punhado de uma matéria óssea que mais se parece com uma mão cheia de pedras, deve-se, segundo um estudo Carlos Evaristo “à prática religiosa universal em vigor até ao século XIX de deixar uma terça parte do esqueleto no local de sepultamento original quando havia um traslado. Isto para que no caso de se perderem os ossos no transporte ou posteriormente, por outra razão, haver sempre algo para que os anjos no dia do julgamento final pudessem recriar o corpo para o unir à alma e assim o reanimar na ressurreição dos mortos.
Dado que os restos de Colombo estiveram insepultos em Valladolid tendo sido o corpo desmembrado e descarnado segundo o processo Teutónico (a prática de desmembrar e descarnar os corpos para posterior transporte), e depois os mesmos transferidos para o Mosteiro da Cartuxa em Sevilha e daí para Santo Domingo, depois para a ilha de Cuba e de regresso a Sevilha, não é de admirar que a República Dominicana afirme guardar uma boa parte do esqueleto do navegador no chamado farol de Colón em Santo Domingo e de a maior parte ter desaparecido. Pode ser também que os restos que estão lá sejam os de Diogo Colombo ou uma mistura dos dois. Em Valladolid o município procede com escavações no local do antigo Convento de São Francisco, local onde morreu Colombo. Foi já identificado o local preciso do seu primeiro sepultamento ou repouso da caixa com os seus ossos e onde teria sido enterrada, segundo Evaristo, a primeira terça parte dos mesmos.
O historiador Marciel Castro que foi quem teve a ideia em 2002 de se iniciarem estudos genéticos aos restos mortais de Colombo, foi também a pessoa instrumental na localização dos restos mortais do irmão do navegador, de nome Diego, e esteve na origem da ideia para a abertura do túmulo do filho do Navegador; Hernan. Castro foi também quem localizou a capela da primeira sepultura sobrepondo um mapa antigo a um mapa actual.
Maciel Castro, Carlos Evaristo e José António Lorente.
Carlos Evaristo descobriu também que o facto de não se conhecer o verdadeiro nome de Colombo e a sua verdadeira nacionalidade foi o impedimento maior que a Sagrada Congregação dos Ritos teve no século XIX para abrir o processo para a Canonização do navegador, tal como havia sido proposto pelo fundador dos Cavaleiros de Colombo, Padre Michael Mc Givney através do Episcopado Norte Americano.
Para Carlos Evaristo “a identidade de Colombo é uma página da história universal que falta escrever e se não for o Professor Lorente e sua equipa finalmente a escrever esse capítulo final, nunca se poderá pôr fim a um mistério com mais de 500 anos. E mesmo que ele não seja Genovês, ou Espanhol ou Português, o que interessa é a verdade. Isso em nada tira o valor da missão dele ou daqueles dedicados investigadores que perante este mistério forense seguiram pistas válidas baseadas em factos contemporâneos para apresentarem várias teorias. Não é afinal o que fazem sempre todos os investigadores quando há um crime por resolver?”
“Mas é o ADN”, garante o Professor José Lorente Acosta, chefe da equipa de investigação do Projeto ADN Colón da Universidade de Granada, “que será a chave para desvendar o mistério”. Um mistério que Colombo nunca quis revelar em vida, nem mesmo aos filhos.
TEORIAS APRESENTADAS DURANTE A CONFERÊNCIA
Teoria Valenciana: Colombo tinha uma dupla identidade: “Genovês de nação” e cidadão Valenciano”.
Palestrante: Francesc Albardaner i Llorens, Membro da Sociedade Catalã de Estudos Históricos do I.E.C., Sócio da Instituição Catalã de Genealogia e Heráldica.
Resumo: A pesquisa de Francesc Albardaner situa Cristóbal Colom em Valencia no seio de uma família de judeus convertidos, cujo comércio era tecelões de seda, à qual pertencia sua mãe. Seu pai era um emigrante da Ligúria que chegou a Valência com o clã Gavoto de Savona, que criou empresas de tecelagem de seda e brocado e fábricas de papel em Valência, a partir do ano de 1445 ou pouco antes. O casamento pode ser considerado intra-união, uma ocorrência frequente naquela época. Por ser filho de casal misto, podia apresentar-se tanto como “genovês da nação”, por ser filho de pai genovês, ou como súdito natural da Coroa de Aragão, por ser cidadão de o Reino de Valência. Cristóbal Colom também teve uma formação dual: cristã na esfera pública e judia no claustro familiar. Na verdade, ele foi um criptojudeu que não se interessou em dar a conhecer as suas origens hebraicas nos momentos difíceis da imposição da inquisição castelhana em todos os territórios da Coroa de Aragão. Sua origem judaica sefardita foi um dos principais motivos que o obrigaram a não divulgar sua origem.
Teoria Portuguesa I: Colombo era na verdade um corsário português
Palestrante: Fernando Branco, Professor da Universidade de Lisboa (IST, Instituto de Engenharia) e Membro Honorário da Academia Portuguesa de História
Resumo: A hipótese portuguesa afirma que Cristóvão Colombo se chamava realmente Pedro Ataíde e era um corsário português. O Professor Fernando Branco recolhe no seu livro “Cristóvão Colombo, nobre português” as numerosas coincidências entre a vida do almirante e a de Ataíde, ambas inclusive participaram na guerra de Aragão e na batalha naval do Cabo de S. Vicente. O que se sabe de Pedro Ataíde justifica, como aconteceu com Colombo, sua fuga para Castela em 1485, suas ligações com a nobreza portuguesa em Sevilha e o texto da carta que D. Juan II lhe enviou. Justificaria também, ao regressar da primeira viagem, o seu reconhecimento por João da Castanheira na ilha de Santa Maria e a visita da Rainha de Portugal ao convento da Castanheira. Em 2017, o grupo de investigadores da Universidade de Coimbra e do Instituto Superior Técnico de Lisboa exumou os restos mortais do primo paterno de Pedro Ataíde. Os ossos de António de Athayde, primeiro Conde de Castanheira e primo do corsário português, foram exumados da igreja onde foi sepultado, perto de Lisboa, para extracção do ADN nuclear.
Teoria portuguesa II: Colombo, filho bastardo de Infanta Portuguêsa
Palestrantes: José Mattos e Silva (António Mattos e Silva)
Resumo: Cristóvão Colombo era filho bastardo da Princesa Leonor de Aviz e D. João Menezes da Silva, justamente em período de negociações para o futuro casamento da princesa com o Imperador Frederico III, portanto não poderia ser considerado filho da princesa e foi adotada por um de seus servos. Ambos os pesquisadores fornecem amostras genéticas do suposto ramo paterno e materno.
Teoria de Navarra: Colombo transferiu o topônimo de Ainza para a América
Palestrante: Jose Mari Ercilla, Pesquisador e médico aposentado.
Resumo: Segundo a tese de José Mari Ercilla, Cristóbal Colón nasceu na Baixa Navarra e era portador do antígeno HLA-B27, característico de escapamentos. Todos os personagens importantes da vida de Colombo têm um forte vínculo com Navarra e grande parte do seu vocabulário coincide com o da área dos ultra-portos. O topônimo Ainza era o nome da cidade da Baixa Navarra onde nasceu Cristóvão Colombo (atualmente Ainhice Mongelos). Este nome não existia em outra parte do mundo além da América e após a descoberta deste por Colombo. Um nome que só quem nasceu ali poderia saber porque os Colom, segundo o censo real navarro, habitavam esta localidade com apenas cinco casas.
Teoria de Maiorca: Colombo era o filho secreto do Príncipe de Viana
Palestrante: Gabriel Verd Martorell, Historiador e Presidente da Associação Cultural Cristóbal Colón
Resumo: A teoria da origem maiorquina de Cristóvão Colombo não foi documentada documentalmente até o século passado em que diversos historiadores tentaram mostrar que o descobridor era filho natural de Dom Carlos, Príncipe de Viana (irmão do Rei Fernando el Católico) e o maiorquino Margalida Colom. Ele nasceu em Felanitx, Maiorca, em 1460. Esta teoria foi defendida por historiadores de grande prestígio, como Manuel Lópéz Flores de Sevilha, Irmão Nectário Maria venezuelano e Torcuato Luca de Tena, etc. Colombo durante sua terceira viagem ao Novo Mundo batizou Ilha Margarita na costa da Venezuela em 1498 com o nome da mãe e escreveu-o em maiorquino «Margalida». O grande filólogo espanhol Ramóm Menéndez Pidal mostrou que Colombo “sempre escreveu em latim ou espanhol, nunca em italiano ou genovês, e tampouco os italianismos aparecem em seus escritos”. Em abril de 1492, um importante documento de valor histórico incalculável foi assinado em Santa Fé de Granada, conhecido como “as Capitulações de Santa Fé” e no qual foram estipuladas todas as condições estabelecidas entre o Descobridor e a Coroa, por meio do qual o levaria a cabo o empreendimento da descoberta. No documento citado, Colombo é nomeado almirante, vice-rei e governador geral. Ele também recebe o título de “Don”, que, como nos diz o professor Juan Manzano em uma de suas publicações, “era um título honorário e digno usado por reis e membros de suas famílias”. Os cargos de vice-rei e governador geral aparecem na época do descobrimento na Coroa de Aragão e não na castelhana. São cargos de alta categoria social e até mesmo o de Governador Geral foi reservado para pessoas de sangue real. Outro fato importante a destacar é que Colombo possuía uma cultura extraordinária para sua época. Todos esses dados, junto com outros, defendem a hipótese de que o descobridor não poderia ser o genovês Cristoforo Colombo, tecelão e estalajadeiro.
Teoria Galega: Colombo era de origem Galega
Palestrante: Eduardo Esteban Meruéndano, Presidente da Associação Cristóbal Colón Galego “Celso García de la Riega”
Resumo: A possível origem galega de Cristóbal Colón foi postulada em 1898 como a primeira refutação da origem genovesa, por Celso García de la Riega de Pontevedra. Documentos, toponímia e linguagem foram a base fundamental do suporte de uma teoria conhecida, seguida e difundida por historiadores (Enrique Zas Simó, Constantino de Horta e Pardo), pedagogos (Virgilio Hueso Moreno, Ramón Marcote Miñarzo, Nicolás Espinosa Cordero), acadêmicos (Wenceslao Fernández Flórez, Emilia Pardo Bazán) ou figuras culturais (Ramón María del Valle – Inclán, Torcuato Luca de Tena e Álvarez Ossorio), entre muitos outros. Em 1928, silenciado por pressões políticas devido à iminente celebração da Exposição Ibero-americana de Sevilha.
A recente legitimação dos documentos históricos pelo Instituto do Patrimônio Cultural da Espanha (2013), que contêm os sobrenomes “Colón” e “de Colón”, bem como as Capitulações de Santa Fé, pode colocar a família do navegador em Pontevedra , antes e durante a descoberta.
Teoria Castelhana: Colombo era Castelhano
Palestrante: Alfonso C. Sanz Núñez, Autor do livro “Don Cristóbal Colón. Almirante de Castela “
Resumo: A tese castelhana afirma que Cristóvão Colombo nasceu em Espinosa de Henares (Guadalajara) em 18 de junho de 1435. Ele era neto de Don Diego Hurtado de Mendoza, Almirante de Castela. Sua mãe era Dona Aldonza de Mendoza, Duquesa de Arjona . Ela morreu de parto duplo. No testamento desta Senhora, feito dois dias antes de sua morte, aparece Cristóbal Genovés, a quem ela deixa 13.000 maravedíes. O irmão gêmeo do almirante, Alfón el Doncel, foi assassinado quando tinha cinco anos. Seu tio, o Marquês de Santillana, usurpou sua herança. Os reis concederam-lhe as mesmas prerrogativas que o Almirante de Castela tinha o título de Almirante do Mar Oceano antes do Descobrimento, porque lhe correspondia por linhagem. Os emblemas de seu avô e de sua mãe aparecem no brasão de Colombo.
Teoria portuguesa III: Colombo, um bastardo da Casa Real e Espião ao Serviço do Rei de Portugal.
Palestrante: Carlos Evaristo, Arqueólogo e Historiador, Presidente da Fundação Oureana e do Instituto Cristóvão Colom.
Resumo: A teoria do falecido Autor Professor Augusto Mascarenhas Barreto, defendida por Carlos Evaristo é que Cristóvão Colom não seria Genovês, mas poderia ser filho bastardo de D. Fernando, Duque de Beja e Viseu, e de Isabel Gonçalves Zarco, de ascendência Judia e Genovesa.
O seu nome seria Salvador Fernandes Zarco e seria originário de Cuba, Alentejo. Colom seria um Capitão de Guerra, um Espião como o 007, com licença para matar, ao serviço do Rei João II de Portugal. A missão deste suposto irmão de D. Manuel I era desviar a atenção dos Reis Católicos da verdadeira rota para a Índia, oferecendo-lhes uma rota alternativa. Esse engano permitiu que Portugal negociasse um novo Tratado para ficar com a Índia e com a posse das terras do Brasil e do Canadá já descobertas.
Carlos Evaristo, para além de estudar os túmulos do Duque de Beja e das suas irmãs, todos estranhamente vazios, identificou uma urna de chumbo com os restos mortais do Príncipe Miguel da Paz, filho de D. Manuel I na Cripta da Capela Real de Granada na espera de autorização para abri-lo.
Foram também recolhidas por Evaristo outras relíquias significantes ligadas à Casa Real Portuguesa que serviriam como principais amostras de DNA para finalmente permitirem confirmar, ou não, esta que é a teoria mais antigo do Colombo português.
Os resultados das análises de ADN serão divulgadas pelo Professor Lorente no dia 12 de Outubro, aniversário da chegada de Colombo às Américas em 1492.
Granada, 19 de Maio de 2021
Real Instituto Cristóvão Colom – Salvador Fernandes Zarco – RAHA
(DEPARTAMENTO DE PESQUISA COLOMBIANA AUGUSTO MASCARENHAS BARRETO DA FUNDAÇÃO OUREANA)
Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.
O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.
“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.
A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.
“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.
A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.
Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.
O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.
A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.
Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.
A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.
Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.
Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.
Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.
Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.
depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.
A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.
Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.
Em antecipação do Natal, representantes da Secção Casamari da Delegação Tuscia e Sabina da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge, cujo Grão-Mestre é S.A.R. Dom Pedro de Bourbon y Orleans, juntamente com a Delegação da Abadia de Casamari da Real Ordem do Arcanjo São Miguel, cujo Patrono e Grão-Mestre da ordem é S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança, promoveram uma campanha de solidariedade fraterna em benefício dos mais necessitados.
Muitos foram os artigos de primeira necessidade entregues às Irmãs Beneditinas do Mosteiro de São João Batista em Boville Ernica, na província de Frosinone, no coração da região de Ciociaria, Itália.
A liderar ambos os grupos de Damas e Cavaleiros das Ordens esteve Angelo Musa, Cavaleiro de Mérito com Placa de Prata membros das Ordens acompanhado do Capelão, Reverendo Padre Pierdomenico Volpi.
A campanha de solideriedade social recebeu um especial apoio da Associação RinnoEvoluzione de Roma que também participou na iniciativa contribuindo assim para o sucesso da mesma.
O Mosteiro de San Giovanni Battista está instalado no antigo Castelo Filonardi, o maior complexo arquitetônico localizado no ponto mais alto do centro histórico de Boville Ernica. A estrutura, dividida em cinco fachadas, conserva pátios interiores, requintados portais e janelas triplas ogivais, bem como interiores de grande valor histórico e artístico, com tetos em madeira, escadarias majestosas, imponentes lareiras e pavimentos decorados com lírios e carvalhos, símbolos das famílias Farnese e Della Rovere, respetivamente.
Alguns elementos arquitetônicos são atribuídos a Jacopo Barozzi, conhecido por Vignola, um dos maiores arquitetos do Renascimento, que também projetou o portal de entrada do castelo. O complexo foi construído em 1532 pelo Cardeal Ennio Filonardi (1466–1549) como residência de férias para a Corte Papal e dedicado ao seu benfeitor, Paulo III, sobre as ruínas do antigo castelo baronial dos seus antepassados. Figura proeminente na Santa Sé, Filonardi gozou da confiança de sete papas, desde Inocêncio VIII a Paulo III, distinguindo-se pelas suas capacidades de diplomata, administrador e humanista.
Esta iniciativa que teve lugar no histórico mosteiro insere-se nas atividades de caridade e testemunho cristão promovidas pelas Ordens parceiras e associações envolvidas, um sinal concreto de proximidade e solidariedade durante o período natalício.
A festa de Nossa Senhora de Loreto e 100º da Aparição de Nossa Senhora em Pontevedra à Vidente de Fátima Irmã Lúcia, foi a data escolhida pela Fundação Oureana para iniciar as celebrações do Jubileu concedido pelo Papa Leão XIV pela 30º aniversário da sua criação e 25º aniversário da construção da Regalis Lipsanotheca e a 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal.
Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do interior da Regalis Lipsanotheca
Foi também motivo da concessão de um Jubileu, o 25º aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido no edifício do Restaurante Medieva da Fundação), o 35º aniversário do Apostolado de Relíquias em Portugal, o 25º aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e o 25º aniversário da Regalis Lipsanotheca (Capela de relíquias que contém a réplica da Santa Casa de Loreto – Nazaré).
Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do exterior da Regalis Lipsanotheca
O Jubileu pedido pelo Patrono Protetor e Capelão Geral da Fundação; Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos confere uma Indulgência Plenária em vários lugares ligados aos aniversários incluindo a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Misericórdias em Ourém. O Jubileu estende-se de 8 de Dezembro de 2025 (Aniversário do Milagre atribuído a São Nuno) a 6 de Novembro de 2026 (Festa litúrgica do Santo Condestável).
Altar da réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém
Missa Jubilar Indulgenciada
As celebrações do inicio do Jubileu principiaram com uma Missa Jubilar Indulgenciada celebrada pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando António, e que teve lugar na Regalis Lipsanotheca, o repositório de relíquias sagradas que tem a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré, que foi designada de “Capela Jubilar”.
Assistiram à Santa Missa para além dos membros da Direção da Fundação Oureana, os pais do Capelão, colaboradores da Fundação e também amigos do falecido fundador John Haffert, incluindo a conhecida autora de livros Católicos de crianças; Josephine Nobisso.
Durante a Santa Missa, o Capelão da Fundação relembrou os presentes o papel que tiveram os Fundadores; John e Patrícia Haffert na criação do Exército Azul, da Fundação Oureana e a devoção que nutriam por Nossa Senhora que os levou também a criarem réplicas da Santa Casa; a primeira nos Estados Unidos da América no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Exército Azul em Washington New Jersey e a primeira em Portugal, na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.
Depois da veneração de Relíquias Insignes da Sagrada Família e da pedra da Santa Casa de Loreto, o Capelão da Fundação recitou a Litania de Nossa Senhora de Loreto terminando a Missa Indulgenciada com a bênção de todos presentes com as referidas relíquias. Para ambas as réplicas da Santa Casa, (a de New Jersey e a de Ourém), John Haffert consegui obter do Santuário Pontifício da Santa Casa, em Itália, relíquias insignes de pedras da verdadeira Santa Casa, parte das quais, foram pulverizadas e colocadas no revestimento das paredes para tornar assim as réplicas relíquias autênticas da Santa Casa à escala.
Das muitas réplicas da Santa Casa que existem no mundo, a maioria na Itália, só as duas construídas por John Haffert têm estas características; uma pedra da verdadeira Santa Casa, e uma parte da pedra pulverizada no revestimento das suas paredes.
A replica da Santa Casa de Loreto (parte da Regalis Lipsanotheca – capela de relíquias) foi o primeiro local em Portugal a ter relíquias da Santa Casa de Loreto e da Sagrada Família à veneração em Portugal.
Interior da Santa Casa em Loreto
A Santa Casa e a Lenda Dourada da Trasladação para Loreto
Reza a tradição que a casa de pedra que se venera em Loreto, Itália, hoje revestida de mármore ricamente ornamentada no seu exterior, foi, de fato, a casa que existia em Nazaré onde Santa Ana e São Joaquim criaram a Virgem Santa Maria, e onde, mais tarde, a Mãe de Deus, criou Nosso Senhor Jesus Cristo com a ajuda de São José.
Aquela que é a maior relíquia do mundo é hoje parte central do Santuário Pontifício da Santa Casa de Loreto como é formalmente conhecido. Localizado na região de Marche, na Itália, a uma curta distância da praia de Porto Recanati, a Santa Casa está instalada na Basílica da Santa Casa, construída entre 1469 e 1587.
Constituída por três paredes que, segundo a antiga e consagrada tradição, estariam de frente à chamada “Gruta da Anunciação” onde a Virgem Santa Maria nasceu, viveu e recebeu a Anunciação do Arcanjo São Gabriel. A gruta foi também o local, onde mais tarde, São José instalou a sua oficina de carpinteira e onde tradicionalmente o protetor de Jesus e Maria morreu.
Estudo arqueológico de reconstituição mostra como a Casa em Loreto fazia parte da Gruta da Anunciação em Nazaré
A Santa Casa foi indiscutivelmente transportada, de Nazaré para o Loreto tendo chegado no dia 10 de Dezembro do ano de 1294. De acordo com a Lenda Dourada e a pia devoção popular, a mesma foi transportada por anjos. No entanto, após estudos arqueológicos e filológicos mais recentes, e considerando o edifício, os registos e o estudo da iconografia sacra antiga, acredita-se agora que a casa foi levada da Terra Santa para a Itália por meios humanos – por navio – com a ajuda dos anjos, mas neste caso os “Angeli”, uma poderosa família Bizantina cujo apelido literalmente quer dizer “Anjos”.
Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém que ilustra a história
A família “Angelo” (Anjo) ou “Angeli” (Anjos) governaram o chamado Despotado do Epiro, um de vários pequeno estados feudais que surgiram após a queda do Império Bizantino de Constantinopla e do Reino Latino de Jerusalém. O Despotado do Epiro era na realidade um Estado Grego autónomo cujos chefes reclamavam alguns títulos como “Rei de Jerusalém” ou “Governador e Protetor da Palestina”.
Em 1291 antes da perca do Reino Latino de Jerusalém, Nicephorus I Angelos Comnenos (Despota do Epiro entre 1271 e 1297) decidiu desmantelar a Santa Casa em Nazaré para a salvaguardar dos Saracenos e doou depois as “pedras sagradas da Casa de Nossa Senhora” como dote aquando do casamento da sua filha com Filipe I de Anjou.
Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém com as lendas da Santa Casa
O carregamento das pedras da Santa Casa e outros objetos sagrados (relíquias da Sagrada Família) constam do Chartularium Culisanense um documento que relata a carga do navio que transportou as relíquias em 1294 até Veneza, seguindo a rota dos navios dos Cruzados com paragem na Croácia onde existe a tradição que a Santa Casa foi venerada pela população local.
Os “Angeli” (anjos) na Lenda Dourada passaram assim a simbolizar na arte e na tradição a poderosa família Bizantina que literalmente salvou a Santa Casa, embora a iconografia posteriormente interpretada atribuiu a trasladação a uma intervenção divina, criando assim a Lenda Dourada do transporte angélico.
Um estudo realizado em 1997, pelo reconhecido perito mundial em relíquias, Presidente da Direção e Co-Fundador da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, comprovou que «o termo náutico medieval para “navegar” era de facto “voar” pois acreditava-se que o firmamento dividia “os Céus de cima dos Céus de baixo” ou as águas de cima (chamadas de Céu) das águas de baixo (chamado de mares). Assim sendo, quando os ventos sopravam e enchiam as velas dos navios dizia-se que “os barcos “voavam pelos Céus”». Segundo Evaristo, “esse termo para descrever a navegação à vela era de uso comum na Europa até a criação dos navios a vapor.” “Nem Ithamar (Margarida), filha de Nicephorus, nem seu marido, Filipe I de Anjou, se interessaram muito por desalfandegar um carregamento de pedras em Veneza e especialmente se a taxa alfandegária atribuída à carga seria calculada pelo peso! Foram de fato dois netos do casal que mais tarde lutaram pela posse das pedras sagradas já na época áurea das relíquias. O vencedor dessa luta, sendo dono de um terreno com um bosque de loureiros (Loreto) reconstruiu nele a Santa Casa supostamente com uma planta enviada pelo seu bisavô Nicephorus. O histórico feito da família ficou imortalizado para sempre nas representações alegóricas dos Anjos (Angeli) a acompanharem a Santa Casa pelos céus enquanto um navio cruzado transportava a mesma por mar.”
Testes realizados às pedras da Santa Casa na década de 1990, assim como um estudo da Igreja da gruta da Anunciação onde ficava situada a Casa em Nazaré, confirmaram que as pedras da casa em Loreto são de origem Palestiniana. As mesmas correspondem aos materiais e às técnicas de cinzelagem manual daquela região e época sendo que a dimensão da casa reconstruída na Itália, corresponde aos alicerces originais que tinha nas ruínas das fundações na Terra Santa.
Comprovou-se assim através das escavações arqueológicas que a Santa Casa é de fato genuína tendo sido constituída por duas partes: uma gruta, ainda conservada na Basílica da Anunciação em Nazaré, e uma casa frontal à superfície, com três paredes de pedra, as pedras que foram transportadas para o Loreto. Confirmou-se também que a parte da casa encostada à gruta não possuía parede própria.
A Santa Casa tal como foi reconstruída em Loreto
Em Loreto, as três paredes reconstruídas com as pedras da casa da Virgem Maria em Nazaré foram colocadas numa via pública que ligava Recanati ao porto, com uma quarta parede construída com pedras locais. Contudo as estrutura foi recriada sem fundações adequadas e de imediato foi alvo de um extraordinário cuidado de conservação, próprio de uma preciosa relíquia. Primeiro, no final do Século XIII, foi reforçada com alvenaria para criar uma fundação; depois, foi sustentada por contra-arcos no lado norte; e, finalmente, no início do Século XIV, foi cercada por uma parede de tijolos (chamada “Recanatesi”) em toda a sua largura e altura.
Estes dados da construção foram devidamente verificados durante escavações arqueológicas realizadas no subsolo da Casa Santa em 1962/65, altura em que foi descoberto o que restava de velas de pano de um navio Cruzado e moedas cunhadas por Nicephorus I Angeli Comnenos do Epiro assim como outras do tempo da aquisição pelos Anjou e a sua reconstrução em Loreto.
Maquete original do revestimento em mármore colocado nas paredes exteriores da Santa Casa
Também de acordo com as escavações arqueológicas, as três paredes da Casa Santa encaixam perfeitamente no perímetro da Gruta da Nazaré, que é a parte restante da casa de Maria. Além disso, as pedras com que foi construída não são originárias do território de Recanati, mas são típicas da tradição construtiva palestiniana do tempo de Cristo. Isto atesta a autenticidade da relíquia.
O revestimento em mármore da Casa Santa foi desenhado por Donato Bramante, a pedido do Papa Júlio II. Mais tarde o Papa Leão X confiou a obra a Andrea Sansovino, a quem sucederam depois Raniero Nerucci e Antonio da Sangallo, o Jovem.
Júlio II
A cidade de Loreto floresceu desde a chegada da Casa Santa. Antes, não havia nada naquele monte. A ilustre relíquia atraiu muitos peregrinos em busca de graça e bênçãos. Os peregrinos doentes eram os primeiros a ser levados à Santa Casa, pedindo a cura dos seus corpos e espíritos.
A devoção à Santa Casa espalhou-se primeiro pelas regiões de Marche, depois para além das fronteiras, até todo o mundo católico. Existem muitos lugares dedicados à Virgem do Loreto, e muitos são reproduções fiéis da Santa Casa, alguns com revestimento de mármore. Por exemplo, na Europa, há um em Praga, enquanto na Ásia, outro está em Taiwan.
Leão X
A imagem de Nossa Senhora que hoje pode ser admirada em Loreto é de 1922, pois a anterior perdeu-se num incêndio que ocorreu na Casa Santa em 1921. A Virgem de Loreto foi proclamada padroeira universal de todos os viajantes aéreos pelo Papa Bento XV a 24 de Março de 1920.
Em 2020, pelo centenário do Santuário e o Ano do Jubileu Lauretano concedido pelo Papa Francisco, foi recordado este vínculo especial que existe entre a Virgem de Loreto e toda a aviação civil e militar.
As duas réplicas da Santa Casa de Loreto criadas por John Haffert
A primeira réplica da Santa Casa nos Estados Unidos da América foi construída por John Haffert a partir da planta da Casa original em Loreto, com as mesmas dimensões: 4 m x 9,5 m. A mesma foi construída por pedreiros vindos de Fátima que usaram pedra nativa de Washington, Nova Jersey.
Por cima da porta de entrada encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, uma réplica da original da Casa Santa em Loreto, coroada por São João XXIII. A réplica da imagem foi enviada como presente pelo Cardeal D. Aurélio Sabbatini, juntamente com um lustre em forma de estrela que permaneceu suspenso sobre a Casa Santa de Loreto na grande cúpula da basílica, durante 100 anos. Muitos grandes santos e figuras santas estiveram sob o lustre em oração, incluindo Santa Teresa de Lisieux, São João Bosco e São Maximiliano Kolbe.
Uma pedra proveniente da Santa Casa de Loreto oferecida ao Exército Azul pelo Arcebispo Sabbatini de Loreto a pedido do Arcebispo Loris Capovilla, antigo secretário pessoal de São João XXIII chegou numa caixa de prata forrada com veludo azul medindo 10 cm de largura por 1,2 cm de espessura.
Um pequeno pedaço da pedra foi colocado na 1ª pedra da casa e o restante pulverizado e o pó fino distribuído nas paredes com a argamassa. Assim, a casa onde viveu a Sagrada Família ficou verdadeiramente a fazer parte das paredes da Santa Casa dos EUA, tornando a réplica numa relíquia à escala.
O Santuário da Capela da chamada Holy House USA é também um Lipsanotheca (Capela de Relíquias). Para além das paredes estarem revestidas com pó da relíquia da pedra, uma parede contém um altar com uma representação em tamanho Real da Visão da Santíssima Trindade que a Irmã Lúcia teve no Convento das Irmãs Doroteias em Tuy, Espanha, a 13 de Junho de 1929.
O altar da Santa Casa nos EUA também é também uma relíquia pois é metade do altar original da capela do Convento onde ocorreu a Visão de Tuy e sobre o qual segundo a Irmã Lúcia fluíram como água as palavras “Graça” e “Misericórdia”. John Haffert comprou o altar às Irmãs Doroteias e dividiu o mesmo, colocando a outra metade, assim como as colunas decorativas com arcos da capela, no Oratório Relicário que construiu em Pontevedra na casa das aparições que agora comemoram 100 anos e que Haffert adquiriu para sede o Exército Azul Espanhol.
A Santa Casa de Nova Jersey também guarda outras relíquias; fragmentos do Santo Lenho, do Véu de Nossa Senhora, do Manto de São José, assim como relíquias de Santa Ana, Maria Goretti, Luís de Montfort, Therese de Lisieux, Bernardo de Claraval, Pedro Julian Eymard e relíquias dos Pastorinhos de Fátima Santos Francisco e Jacinta Marto.
A capela nos Estados Unidos guarda também o maior pedaço da azinheira das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E
ste pedaço foi recolhido pela mãe da Irmã Lúcia e após a sua morte oferecido ao Padre Luís Gonzaga de Oliveira, que dormia com a relíquia debaixo do seu colchão.
Pouco antes de falecer ofereceu a mesma a John Haffert que a levou a 15 de Outubro de 1949, para a capela do Instituto Avé Maria em Nova Jersey que ele fundou.
A Casa Santa construída por John Haffert foi dedicada no dia 22 de Agosto de 1973, Festa da Realeza de Maria, pelo Bispo George W. Ahr, da Diocese de Trenton. É hoje um local de culto para o povo de Deus nas américas, sendo uma das principais atrações religiosas do Santuário do Exército Azul.
O Santuário do Exército Azul foi construído em 1978 e é composto por 60 hectares de terreno doados por John Haffert.
É um local de peregrinação, oração e devoção ao Imaculado Coração de Maria, bem como a sede do Apostolado Mundial de Fátima dos Estados Unidos.
O teto do Santuário forma um manto castanho, representando a proteção de Nossa Senhora e lembrando-nos o escapulário castanho. Tem um desenho simples, construído com oito secções que formam uma estrela de oito pontas, cinco representando os mistérios do Rosário e três representando as crianças de Fátima.
A estrutura central tem 40 metros de altura, coroada por uma cúpula de 12 estrelas. A sua cúpula representa o mundo e serve de base a uma estátua de bronze de 7,3 metros do Imaculado Coração de Maria acolhendo todos de braços abertos.
Em 1997, pelo do 80º aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, após um Jantar com todos Reitores dos Santuários Marianos patrocinado pela Fundação Oureana no seu Restaurante Medieval, Carlos Evaristo anunciou que John Haffert havia decidido pedir uma pedra da Santa Casa de Loreto para servir de 1ª pedra para um complexo museológico dedicado a Nossa Senhora Rainha do Mundo, obra que o mesmo pretendia inaugurar no Ano Santo 2000.
A 20 de Outubro de 1997 o então Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Loreto, Frei Angelico Violini OFM, concedeu o pedido de uma pedra da Santa Casa que foi entregue pessoalmente a John Haffert no Santuário Italiano aquando de uma peregrinação de 1000 peregrinos por si liderada a todos os Santuários Marianos.
Posteriormente transportada para o Castelo de Ourém e entregue a Carlos Evaristo que a colocou num relicário desenhado por si e esculpida pelo artista Fatimense Abílio Oliveira.
Com esta primeira pedra, Haffert, no ano seguinte, deu início à criação dos vários espaços museológicos do complexo Sedes Mundi Reginae benzidos e inaugurados a 13 de Maio de 2000.
A réplica da Santa Casa em Ourém, a primeira em Portugal, foi desenhada por Carlos Evaristo tendo como base a planta fornecida a John Haffert em 1970. À semelhança da capela americana, a capela portuguesa tornou-se parte central da Regalis Lipsanotheca, (um repositório de relíquias sagradas) tendo também um altar embutido com uma relíquia do altar da Visão de Tuy e imagens da Virgem de Loreto e de Nossa Senhora de Fátima da Aparição em Pontevedra.
Painéis pintados do Altar da Sagrada Família na réplica da Santa Casa em Ourém
Por coincidência ou talvez providência divina, duas medalhas devocionais antigas alusivas à trasladação da Santa Casa, uma do Século XV e outra do século XVIII, foram encontradas no local da construção da réplica aquando da colocação da parte pulverizada da pedra na massa para o revestimento das paredes pelo então Capelão da Fundação Padre Carlos Querido da Silva.
Apesar de haver há séculos uma Igreja de Nossa Senhora de Loreto (popularmente chamada de “Igreja dos Italianos”) em Lisboa, e da mesma ter uma imagem muito antiga réplica da original em Itália que foi destruída por um fogo, a Igreja não é nem tem uma réplica da Santa Casa propriamente dita.
A 8 de Agosto de 2004, a Regalis Lipsanotheca em Ourém recebeu a visita de D. Angelo Comastri, Arcebispo de Loreto, juntamente com o Delegado Oficial da Terra Santa Padre Giuseppe Nazzaro e Roberto Stefanelli, Oficial do Secretariado.
Peregrinação ao Santuário da Santa Casa em Loreto
Em antecipação do início do Jubileu concedido pelo Santo Padre Papa Leão XIV à Fundação Oureana, o Presidente da Direção, Carlos Evaristo, viajou até Loreto, na Itália, para visitar a Basílica Pontifícia da Santa Casa tendo sido recebido pelo amigo de longa data Roberto Stefanelli.
Armas do Arcebispo D. Angelo Comastri
Depois de uma visita guiada ao Museu e Tesouro do Santuário, Evaristo foi conduzido à Sala das oferendas onde lhe foi mostrado pelo anfitrião as lembranças oferecidas a Nossa Senhora de Loreto pelo Fundador da Fundação Oureana e seu compadre, John Haffert e pelo Exército Azul americano e ainda a medalha da Santa Cada levada lua pelos astronautas americanos e uma pedra trazida da superfície lunar e oferecida pelo Presidente Americano.
Depois foi altura de visitar a Santa Casa onde Evaristo pôde venerar a relíquia da tigela do Menino Jesus entre várias relíquias como a de São Luís IX Rei da França, primo dos Angeli e de São Carlo Acutis. À saída da Santa Casa venera-se a grade feita das barras da Prisão que guardou os prisioneiros da Batalha de Lepanto oferecidas ao Santuário.
Carlos Evaristo e Roberto Stefanelli junto ao Ponta Missal oferecido pelos Príncipes Japoneses
No Santuário estão expostas centenas de peças históricas, de arte sacra e ofertas de Papas e visitas ilustres, incluindo as prendas dos primeiros Príncipes Japoneses trazidos ao Papa pelos Missionários Portugueses, Evaristo.
Interior da Santa Casa em Loreto
Na Capela Americana do Santuário pode-se ver um vitral com os Santos Americanos e o mural pintado a óleo que reveste as paredes com personagens Católicas da história dos Estados Unidos e que inclui, o Presidente John F. Kennedy, o Governador Ronald Reagan, o Arcebispo Fulton Sheen, os primeiros astronautas que foram à lua e os fundadores do Exército Azul; John Mathias Haffert e Monsenhor Harold Colgan.
Antes de partir de Loreto, Carlos Evaristo ainda teve oportunidade de cumprimentar o grande arqueólogo e historiador da Santa Casa, Frei Giuseppe Santarelli a quem se deve muito do que se conhece hoje sobre esta preciosa relíquia.
Carlos Evaristo e Frei Giuseppe Santarelli
Carlos Evaristo despede-se de Roberto Stefanelli
Nas palavras do Santo Padre, «a Santa Casa de Loreto (assim como as suas réplicas) recorda o local onde a Virgem Santa Maria nasceu e viveu como mulher, esposa e mãe e por isso, representa um lar para cada família que ali encontra apoio, conforto e esperança nas dificuldades entre estas três paredes. Dentro destas paredes, Maria disse o seu “Sim” a Deus, um “Sim” forte e corajoso, que é um exemplo de vida para o peregrino: a capacidade de dizer sim quando chamado, seja ao matrimónio, à consagração ou mesmo ao compromisso social e ao bem comum.»
10 de Dezembro de 2025
Texto e Fotos: Fundação Oureana / Santuário de Loreto – Direitos Reservados
A Arquidiocese de Assis concedeu uma relíquia de primeira classe (cinco cabelos) de São Carlo Acutis, à Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
Dada a importância “sacra” que têm as relíquias de primeira classe, a relíquia do mais jovem Santo da Igreja teve de ser pessoalmente recolhida no Santuário della Spogliazione em Assis, Itália, por não ser permitido expedir relíquias de primeira classe pelo correio ou enviar por transportadora.
Exposição de Milagres Eucarísticos criada pelo Jovem Santo
Foi o Fundador do Apostolado de Relíquias Sagradas e da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Carlos Evaristo, que foi pessoalmente incumbido pelo Conselho de Curadores da Fundação a ir recolher a Sagrada Relíquia ao Santuário onde se encontra o corpo do santo. Evaristo conheceu pessoalmente Acutis em Abril do ano de 2006, depois do jovem ter contactado a Fundação por e-mail para pedir informações sobre o Santíssimo Milagre de Santarém para um projeto / exposição sobre Milagres Eucarísticos que estava a preparar.
Carlo Acutis, nascido a 3 de Maio de 1991, e então com apenas 15 anos de idade, viajou até Portugal com um amigo e encontrou-se brevemente com Evaristo, que havia criado e Curador do espaço museológico do Santuário que lhe deu alguns livros e uma medalha cunhada em 1997 pela Medalhistica Lusatenas, partilhando também com o jovem alguns dados inéditos para o seu projeto tais como a data precisa do primeiro milagre eucarístico ocorrido em Santarém; 16 de Fevereiro de 1247.
A exposição sobre os Milagres Eucarísticos criada por Carlo Acutis já deu a volta ao mundo e está editada em livro. Atualmente está patente no Salão anexo ao Santuário que guarda seu corpo e é composta por painéis de lona tipo “mupi”, impressos com o seu trabalho, havendo dois deles dedicados aos Milagres Eucarísticos em Portugal; um sobre a Comunhão Milagrosa do Anjo de Portugal dada aos Pastorinhos de Fátima em 1917 e outro sobre o Santíssimo Milagre de Santarém que reproduz fotografias e documentação fornecida ao jovem Santo pela Fundação e a Reitoria do Santuário aquando da visita em 2006, apenas seis meses antes de vir a falecer de uma leucemia fulminante, a 12 de Outubro de 2006.
Simulacrum de São Carlo Acutis não é o seu Corpo Incorrupto
Depois da entrega da Relíquia, Carlos Evaristo foi rezar diante do altar que conserva os restos mortais de São Carlo Acutis exumados da sepultura em 2019 e expostos num Simulacrum que recria o seu corpo no momento da morte.
A beleza da máscara que cobre a cabeça do santo, à semelhança da máscara que cobre a caveira de São Padre Pio, é feita de silicone com milhares de cabelos individualmente inseridos na cabeça a fim de dar um aspecto real. As luvas de silicone que cobrem as mãos dessecadas e descoloridas pela decomposição completam o aspecto realístico deste Simulacrum cujo aspeto já levou muita gente a circular erradamente na internet a falsa notícia de que o corpo do Santo está incorrupto.
Esses boatos infundados da incorrupção do corpo de São Carlo Acutis surgiram após o Arcebispo de Assis-Nocera-Umbria-Gualdo-Tadino, D. Domenico Sorrentino, ter dito a 1 de Outubro de 2020, por ocasião da primeira exibição pública do corpo; “Hoje Carlo regressa de certa forma visível, com a beleza da sua presença entre os anjos e santos”.
As suas palavras foram mal interpretadas e levaram o Prelado a esclarecer num comunicado no dia seguinte que: “Não é verdade que o corpo de São Carlos foi encontrado incorrupto! Na altura da exumação no cemitério de Assis, que teve lugar a 23 de Janeiro de 2019, tendo em vista a transferência para o Santuário, foi encontrado no estado normal de transformação. Devido ao seu estado de decomposição, e como o sepultamento não durou muitos anos, o corpo, embora transformado, mas com as várias partes ainda em seu estado anatômico, foi tratado com as técnicas de conservação e integração geralmente utilizadas para expor com dignidade, para a veneração dos fiéis, os corpos dos beatos e santos. Uma operação realizada com arte e amor, a reconstrução facial com máscara de silicone foi particularmente bem-sucedida. Com cuidado especial, foi possível recuperar a preciosa relíquia do coração, que atualmente está exposta na Catedral de São Rufino em Assis.”
Oratório de São Carlo Acutis na Basilica de São Rufino em Assis que guarda o Coração do jovem.
Já na Abadia de São Pedro, também em Assis, pode-se venerar outra relíquia insigne do Pericárdio (tecido que envolve o coração) de São Carlo Acutis.
A 1 hora e 45 minutos de distância de Assis, na Basílica de Nossa Senhora em Loreto, pode-se venerar outra relíquia de São Carlo Acutis de igual natureza à que foi concedida à Regalis Lipsanotheca e que é muito venerada pelos peregrinos da Santa Casa que lá se venera.
Veneração de Relíquia por D. Duarte de Bragança em San Marino
A primeira veneração pública da relíquia concedida Fundação Oureana teve lugar na Igreja do Mosteiro de São Francisco na República de San Marino onde o Dr. Carlos Evaristo se encontrou com o Patrono da Fundação S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança e com S.A.R. D. Dinis, Duque do Porto para promover a exposição da mesma durante a Adoração do Santíssimo Sacramento que antecedeu a uma Missa de Ação de Graças.
A Missa foi celebrada pelo Rev.do Don Marco Mazzanti, SdB Reitor da Basílica de San Marino que no final deu a bênção com a relíquia e a deu a venerar a todos os presentes.
Encontro com a Madre Maria Gloria Rivas
Seguidamente, o Reitor e os membros da comitiva Portuguesa foram convidados pelas Monjas da Adoração Perpétua a tomarem um chá no claustro onde também ofereceram produtos naturais confeccionados pelas mesmas e livros da autoria da Madre Maria Gloria Rivas que muito agradeceu terem trazido a relíquia de São Carlo Acutis à Igreja pois a própria havia conhecido o Santo em vida quando morava em Milão tendo mesmo inspirado o jovem a iniciar o projeto sobre os Santuários de Milagres Eucarísticos começando por Portugal e o Santíssimo Milagre de Santarém.
Veneração da Relíquia na Regalis Lipsanotheca
Já em Portugal, a relíquia de São Carlo Acutis, foi recebida pelos membros da Fundação e venerada após uma Missa de Ação de Graças celebrada no primeiro Domingo de Advento pelo Capelão Padre Vitor Sousa, tendo sido posteriormente colocada no Altar dos Santos Patronos da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado das Relíquias no armário relicário localizado por detrás de um painel a óleo pintado pela autoria de Zinaida Loghin.
A imagem do painel reproduz a fotografia do jovem tirada em Santarém aquando da sua visita e encontro com o Presidente da Fundação Oureana em 2006.
A teca com a relíquia de São Carlos Acutis está exposta num relicário patrocinado pelo Prof. Moritz Hunzinger e oferecido à Regalis Lipsanotheca.
ORAÇÃO A SÃO CARLO ACUTIS
Ó Deus, nosso Pai, Obrigado por nos teres dado Carlo, modelo de vida para os jovens, e mensagem de amor para todos. Tu fizeste com que se apaixonasse pelo teu Filho Jesus, fazendo da Eucaristia a sua “rodovia para o Céu”. Tu lhe deste Maria, como mãe amadíssima, e fizeste dele com o Rosário um cantor da sua ternura. Aceita a sua oração por nós. Olha especialmente para os pobres, que ele amou e socorreu. [Concede também a mim, pela sua intercessão, a graça de que eu preciso…] E torna plena a nossa alegria, colocando Carlo entre os santos da tua igreja universal, para que o seu sorriso resplandeça ainda para nós para a glória do teu nome.
Vários Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel da Arquidiocese de Évora, Confrades da Real Confraria do Santo Condestável e Membros da Real Guarda de Honra, participaram nas Missas em honra de Nossa Senhora da Conceição celebradas no dia 8 de Dezembro na Igreja de Santo Antão e na Sé de Évora.
Os participantes aproveitaram assim a Indulgência Plenária concedida pela abertura do Jubileu dado pelo Papa Leão XIV pelos 25 anos da Real Irmandade e do Milagre para a Canonização de São Nuno e que foi proclamada durante as celebrações.
A Missa na Sé de Évora foi presidida pelo Senhor Arcebispo de Évora D. Francisco José Senra Coelho, Patrono G.C. das Reais Ordens, Irmandades e Confrarias da Federação que agradeceu a todos a presença e a Guarda de Honra prestada à imagem de Nossa Senhora da Conceição patrona da Arquidiocese.
A Consagração de Portugal à Imaculada Conceição foi um ato solene de D. João IV em 1646, após a Restauração da Independência, que declarou a Virgem Maria como Rainha e Padroeira de Portugal, um gesto que reforçou a identidade nacional e mariana do país, celebrando-se anualmente a 8 de dezembro como feriado nacional. Este ato consolidou a devoção secular portuguesa a Maria, tornando-a uma parte central da identidade e fé do povo português, com a Coroa Real sendo oferecida à Virgem
Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas
Ourém, 7 de dezembro de 2025 – O Papa Leão XIV atendeu o pedido do Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedendo uma Bula de Indulgência Plenária através da Penitenciária Apostólica. O Jubileu assinala o 25.º aniversário do milagre que permitiu a canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, os 25 anos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e os 30 anos da Fundação Histórico-Cultural Oureana e da sua Regalis Lipsanotheca. Terá início a 8 de dezembro de 2025 e prolongar-se-á até 6 de novembro de 2026.
O milagre de Ourém: Na noite de 7 para 8 de dezembro de 2000, Guilhermina de Jesus, Mestre Pasteleira em Ourém, recuperou a visão no olho esquerdo após uma grave queimadura causada por óleo a ferver, sofrida em 29 de setembro desse ano no Castelo de Ourém. A cura surgiu após uma novena ao Beato Nuno, iniciada a 6 de novembro, e ocorreu sem qualquer explicação médica. Investigada pelo Vaticano, foi reconhecida como o milagre decisivo para a canonização pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009 — tornando Nuno Álvares Pereira o oitavo santo português. O caso foi relatado por Carlos Evaristo, filho de Guilhermina e diretor da Fundação Oureana.
Período e condições: Para obter a indulgência plenária, os fiéis devem cumprir as condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa — e visitar um dos locais jubilares designados: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Vila Viçosa), o Mosteiro de Alcobaça (sede espiritual da Ordem de São Miguel desde 1171), a Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, ou as Igrejas Paroquiais de Nossa Senhora da Misericórdia (Ourém) e do Santo Condestável (Lisboa). Os fiéis devem ainda concluir com orações piedosas, incluindo o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Virgem Maria, aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a São Nuno. A indulgência é aplicável às almas do Purgatório. Idosos, doentes e impossibilitados podem obtê-la mediante união espiritual às celebrações, oferecendo os seus sofrimentos a Deus.
Beneficiários: O decreto destina-se aos membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, à Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, à Real Confraria do Santo Condestável, à Fundação Oureana e ao Apostolado das Santas Relíquias, bem como a todos os fiéis que participem nas celebrações jubilares. A graça estende-se igualmente a idosos, doentes e seus cuidadores.
Contexto: Este Jubileu insere-se no Ano Santo 2025, proclamado pelo Papa Francisco através da bula “Spes non confundit” e iniciado a 24 de dezembro de 2024. Após a morte de Francisco em abril de 2025, o cardeal americano Robert Prevost foi eleito Papa a 8 de maio, tomando o nome Leão XIV, e tem dado continuidade às celebrações jubilares. São Nuno de Santa Maria (1360-1431), o Santo Condestável e herói de Aljubarrota, abandonou a glória militar e a riqueza para se fazer frade carmelita em Lisboa. O seu processo de canonização, iniciado logo após a morte, arrastou-se durante séculos até ser concluído graças ao milagre de Ourém.
Sua Santidade o Papa Leão XIV, a pedido do Capelão Geral e Patrono Eclesiástico Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedeu uma Bula de Indulgência Plenária por ocasião do 25º aniversário do milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido na Paróquia de Ourém, a 8 de Dezembro de 2000), pelo 25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e pelo 30º Aniversário da Fundação Oureana / 35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal (Regalis Lipsanotheca).
O Decreto destina-se:
– Aos Membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa;
– Aos Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;
– Aos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;
– Aos Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Santas Relíquias (I.C.H.R. – Regalis Lipsanotheca);
– Aos Fieis presentes nas Celebrações Jubilares;
– Aos Idosos e Doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves;
Concede um JUBILEU de 8 DE DEZEMBRO DE 2025 a 6 DE NOVEMBRO DE 2026
POR OCASIÃO DO
25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;
30º da Fundação Histórico – Cultural Oureana (Fundação Para A Pesquisa Religiosa);
35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal;
25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;
25º Aniversário da Regalis Luipsanotheca.
LOCAIS DESIGNADOS NA PETIÇÃO
Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa; Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Sede Espiritual da Ordem de São Miguel da Ala desde 1171); Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana no Castelo de Ourém (Sede Espiritual da Real Confraria do Santo Condestável, do Apostolado de Relíquias I.C.H.R. e da Federação das Reais irmandades), Igrejas Paroquias de Nossa Senhora da Misericórdia de Ourém e do Santo Condestável em Lisboa e outros lugares de celebração escolhidos pela Cúria da Federação durante o Jubileu.
DECRETO
Prot. N.º 02892/2025-1299/25/1
(Tradução do Latim)
A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, para aumentar a religião e a salvação das almas dos fiéis, em virtude das faculdades que lhe foram concedidas de modo muito especial pelo Santíssimo em Cristo, Pai e Nosso Senhor, Dom LEÃO XIV, Por Divina Providência, Papa, Ministro da nossa Fé e Alegria, Atento ao pedido recentemente feito por Sua Excelência o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., Bispo Emérito da ilha de São Tomé e Príncipe, que voluntariamente intercede pela; Federação dasReais Confrarias e das Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real de Portugal, juntamente com os Irmãos da Federação das Reais Irmandades da Ordem do Arcanjo São Miguel; os Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira; os Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Sagradas Relíquias, Por ocasião das celebrações especiais que se realizarão de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026, em particular os Jubileuspertinentes à referida Federação, pela imensa Misericórdia de Deus e pelos tesouros celestiais da Igreja, Concede graciosamente uma Indulgência Plenária, a ser obtida nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos membros e fiéis cristãos que estejam verdadeiramente penitentes e compelidos pela caridade, a qual poderão também aplicar às almas dos fiéis detidos no Purgatório, por sufrágio, se, unidos de coração aos fins espirituais do Jubileu Ordinário do ano de 2025, visitarem qualquer templo jubilar devidamente determinado em forma de peregrinação e aí participarem devotamente dos ritos jubilares e circunstâncias especiais, como as mencionadas nas cartas de súplica já apresentadas, ou pelo menos, durante um período de tempo adequado, dedicam-se a reflexões piedosas, orações ou outras obras de piedade cristã para glória de Deus e pela paz e harmonia dos povos, dirigem orações piedosas a Deus contra as aberrações de hoje, concluindo com a Oração do Senhor, o Credo da Fé e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, Mãe da Misericórdia, aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.Os idosos, os doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves, poderão obter uma indulgência plenária, tendo concebido a detestação de cada pecado e a intenção de conceder, quando possível, as três condições habituais, se se tiverem unido espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo as suas orações e as suas dores ou os inconvenientes das suas próprias vidas a Deus misericordioso, consolando-se nas suas tribulações. Por conseguinte, para que o acesso ao perdão divino pelas chaves da Igreja seja facilitado para a caridade pastoral, esta Penitenciária solicita encarecidamente que os sacerdotes dotados das faculdades apropriadas para receberem confissões, com espírito pronto, generoso e misericordioso, se apresentem para a celebração da Penitência.
O presente será válido apenas para esta ocasião.
Sem prejuízo de quem agir de outra forma.
Dado em Roma, nas instalações da Penitenciária Apostólica, no dia 8 de Dezembro, na Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, no ano da Encarnação do Senhor de 2005.
Os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira percorrem a rota dos chás por vários países do Oriente em antecipação da assinatura do Protocolo rainha D. Catarina de Bragança, um Protocolo que vai ser celebrado entre a London Tea Exchange e as Fundações Oureana e D. Manuel II.
O Protocolo pretende estudar e promover a história, tradição e cultura do chá desde que foi introduzido na sociedade Portuguesa e o papel que tem tido no mundo após sua introdução na Corte Inglesa aquando da chegada da Infanta D. Catarina de Bragança a Plymouth a 13 de Maio de 1661 para o seu casamento com o Rei Carlos II de Inglaterra.
A primeira etapa da viagem dos membros da Família Real Portuguesa e Comitiva pelo Oriente passou pelo Dubai onde foram recebidos pelo anfitrião Sheikh Aliur Rahman OBE dono da London Tea Exchange.
Na companhia de várias entidades e membros da realeza dos países de acolhimento; Os Senhores D. Duarte, D. Isabel e D. Afonso de Bragança puderam participar em diversas cerimónias de apresentação e degustação de chás tradicionais e raros, alguns deles custando um milhão de euros por quilo!
As primeiras provas de Chás produzidos pelo London Tea Exchange tiveram lugar no passado dia 6, Festa de São Nuno, (Fundador da Casa de Bragança) no Salão Nobre do famoso Raffles, um hotel de luxo histórico no Dubai, que tem vindo a acolher a realeza há mais de 150 anos.
A London Tea Exchange foi fundada pelo Rei Carlos II de Inglaterra, marido da Rainha D. Catarina de Bragança, a Infanta Portuguesa que introduziu o costume da hora do chá nesse reino e que a partir de Londres se espalhou para todo o mundo.
Chamava-se então o London Tea Auction pois os primeiros chás eram raros, produzidos e exportados do Oriente exclusivamente pelos portugueses e depois leiloados.
Durante a visita o Senhor Duque de Bragança na qualidade de Grão-Mestre Nato das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, reconheceu alguns feitos extraordinários a algumas pessoas ligadas a este projeto do chã condecorando-os “motu proprio” com a Ordem do Arcanjo São Miguel.
As várias recepções organizadas pelo London Tea Exchange em conjunto com as autoridades locais organizaram para acolhimento dos Patronos e membros desta especial comitiva, demonstrações de danças e músicas tradicionais como também degustação das iguarias regionais.
As danças tradicionais apresentadas são uma forma de expressão cultural e que misturam várias influências do Médio Oriente e da Índia.
Algumas mostras da música têm um papel cultural e religioso nestas regiões e foram interpretadas por cantores, coros e grupos de recriação tradicional.
O Sheik Aliur adquiriu a antiquíssima Casa de Chás London Tea Auction, que renomeou de London Tea Exchange.
A London Tea Exchange hoje oferece uma das mais amplas seleções de chás premium de origem única do mundo. A mesma mantem relações de longa data com cada propriedade produtora de chá e desenvolve uma cooperação de confiança que se estende por mais de uma década. O amplo portfólio de mais de 300 variedades de chás premium e raros é proveniente diretamente de vinte países diferentes e inclui alguns dos chás mais raros do mundo, muitos dos quais são exclusivos da London Tea Exchange. Muitos destes chás são extremamente raros e cobiçados por apreciadores de chá de todo o planeta.
A London Tea Exchange é uma marca eticamente responsável que obtém todos os chás seguindo princípios de comércio justos, garantindo que todos os jardins de chá dos quais fornecem os produtos ofereçam boas condições de trabalho, salários justos e apoiem a comunidade local de alguma forma. Todas as embalagens fos seus produtos são recicláveis ou biodegradáveis e, sempre que possível, evitam o transporte aéreo de produtos para minimizar a pegada de carbono. Pelo seu trabalho em prol de um mundo melhor o Sheik foi condecorado com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II.
Segundo o Director do Departamento Cultural da Fundação Oureana, Armando Calado, “esta viagem dos Duques de Bragança e do Príncipe da Beira pelo Oriente pretende relembrar a importância que o chá teve e tem na sociedade e a diferença que faz na vida de tantas pessoas e também o quão importante foi o papel da Rainha D. Catarina de Bragança na sua divulgação.”
A viagem pelo mundo dos chás seguiu para o Dubai e depois para a Índia e o Bangladesh, países onde o Sheik levou a comitiva a conhecer as diversas plantações e centros de confecção de Chá da sua empresa e onde foi implementado o “International Fair Pay Charter” da Fundação London Tea Exchange uma Carta de Princípios assinada com o apoio das Nações Unidas e que conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa em memória da Rainha D. Catarina de Bragança.
O programa da visita também consistiu em reunir com vários grupos de investimento, em conversações com o mesmo propósito de sensibilizar os empresários da indústria do Chá a pagarem um preço justo aos trabalhadores que trabalham nos campos de cultivo e centros de produção de chá.
Na Universidade Daffodi, cujo Reitor é Embaixador de Sylhet, o local em que os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira estiveram, a comitiva pôde visitar algumas as obras sociais realizadas em escolas como a Guardians (organização ligada à Fundação CAP- Community Against Povery) e a própria Universidade de Daffodil onde foi criada uma bolsa de estudos com o nome do Senhor Duque de Bragança.
A viagem pela Rota dos Chás continuará com viagens futuras por outros países ligados ao mundo do Chá e isto após a cerimónia em Portugal de apresentação do Protocolo Rainha D. Catarina de Bragança com assinatura prevista para Janeiro de 2026 por ocasião do tradicional Jantar ou Almoço de Reis.
13 de Novembro de 2025
TEXTO E FOTOS: Fundação Histórico – Cultural Oureana / Armando Calado / London Tea Exchange
Rainha D. Catarina de Bragança ( Vila Viçosa, 25 de Novembro de 1638 – Lisboa, 31 de Dezembro de 1705)
D. Catarina de Bragança provocou uma autêntica revolução na vida social, implantando na Corte novos hábitos, alguns dos quais que ainda se mantêm actualmente.
O “chá das 5” foi um costume que levou de Portugal para terras britânicas. Deste modo, muitos são os que pensam, erradamente, que é uma tradição tipicamente britânica. O consumo de laranjas, o uso do garfo para comer, a introdução da saia curta (na época, era pouco acima do tornozelo) e o hábito de vestir roupa masculina para montar a cavalo também foram costumes levados para Inglaterra pela portuguesa. Por fim, foi pela sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra.
Face a isto, ainda hoje é amplamente reconhecida, admirada e homenageada, ao ponto de a sua popularidade ter-se estendido até aos Estados Unidos, onde um dos bairros de Nova Iorque foi baptizado com o nome “Queens”, em sua memória.
No Parque Tejo, em Lisboa, existe uma estátua da Rainha D. Catarina de Bragança que é uma réplica de outra construída nos EUA pela Associação Friends of Queen Catherine, construída pela pintora e escultura norte-americana Audrey Flack.
A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Real Confraria do Santo Condestável juntaram-se no passado dia 6 de Novembro, no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa, para celebrarem a festa litúrgica de São Frei Nuno de Santa Maria, mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.
O Santuário onde se venera a imagem de Nossa Senhora da Conceição mandada esculpir na Inglaterra pelo próprio Santo Condestável, e onde a Virgem Santa Maria foi proclamada Rainha e Padroeira de Portugal em 1646, recebeu os devotos de São Nuno pelas 18:00 horas para a recitação do terço do rosário.
Meia hora mais tarde, teve início a Missa Solene celebrada pelo Cónego Francisco Couto, Reitor do Santuário e Capelão das Reais Confrarias. Durante a homília, o Padre Couto começou por relembrar que São Nuno “é fundador da Casa Real de Bragança” e “suas virtudes e modelo de vida continuam a inspirar os membros da Confraria que o honra, da Ordem que o louva, dos Escuteiros que o têm como Patrono como também do fiel e so leigo e da Igreja que o faz Santo e o coloca à veneração de todos.”
Excertos da Homilia do Reitor
O Reitor disse ainda que; “hoje temos a graça de ter diante de nós uma pequena relíquia bem como a miraculada, de há 25 anos, que possibilitou a sua canonização e que celebra conosco a nossa Eucaristia hoje.“
“Como é belo quando a Igreja se constroi, quando o coração está aberto a aceitar às maravilhas de Deus! São Nuno é exemplo disso mesmo. Um homem apaixonado por Deus, por Maria e pela Eucaristia. Um homem também apaixonado pelo seu pais, que defendeu os valores da pátria, os valores Cristãos, mas também os valores humanos distribuindo pelos seus amigos a grande parte dos seus bens. Isto manifesta o cuidado por aqueles que o acompanham na vida. Não é igoista nem guarda o seu valor e a sua existência para si proprio. Mas sabe que o que tem e o que é vem de Jesus e é para partilhar com o irmão. É por isso que provavelmente nascem as Ordens, as Confrarias, que nascem os grupos que olham para ele como modelo para que possamos viver na mesma maneiro. Não simplesmente para relembrar uma história, mas para continuar a história em curso…
São Nuno não é simplesmente uma miragem de um homem de outros tempos. É um homem de hoje que precisa que tu e eu o incarnemos. É um homem que bate à porta e pergunta; “Quem tens sido tu?, Como tens vivido o teu ser Cristão? Como tens vivido a tua vida? e Que valor tens dado aos teus bens e aos teus dons? “
“São Nuno foi um homem que de acordo com o evangelho renunciou a todos os bens para se tornar discípulo de Cristo. Ninguém pode ser santo sem a caridade e sem o exercício da caridade. E não é porque Nossa Senhora lhe apareceu, porque Nossa Senhora apareceu a muita gente que não mudaram de vida! Jesus aparece-nos em cada Eucaristia, e nós continuamos sem transformar a nossa própria vida e a nossa própria existência. Sem nos transformarmos naquilo que recebemos. A caridade é o ponto chave do encontro com Deus porque é a coisa que não passa no momento de encontrarmos com o Criador. A Fé e a esperança desaparecerão…”
“Viveu os seus últimos dias de existência arrastando-se pelas ruas pedindo para aqueles que estavam no convento… Quem diria que o homem mais rico de Portugal se tornaria no homem mais rico para Deus? E onde assentamos nós os nossos valores? Que caminho fazemos nós com esses modelos que nos são dados?
“Diz a leitura de hoje; Nós celebramos os louvores dos homens ilustres, São homens gloriosos e poderosos, sim, mas pela caridade, pelo seu amor, pela sua entrega e sobretudo pela sua verdade…”
“Onde e como honramos São Nuno? Na defesa da pátria e dos valores Cristãos. Na Eucaristia, na paixão por Maria, Eis o desafio que São Nuno nos coloca. De seres Santo. É essa a tarefa de cada um de nós pois somos chamados por Deus à Santidade. Sedes Santos como o vosso Pai no Céu é Santo, e sedes perfeito como o vosso Pai no Céu é perfeito, diz o próprio Jesus.
Que São Nuno nos ajude a cuidar daquilo a que fomos chamados. Da Missão da qual Deus nos encarregou. Talves não seja de fazer tantas coisas como o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus que viveu fechada num convento mas é padroeira das missões! Porque a sua vida se tornou na oração e no encontro com a verdade que é Deus. Na sua própria verdade interior. Que São Nuno nos ajude hoje a sermos Santos e a ser Igreja. A cuidarmos dos outros e de nós próprios.”
Presente na cerimónias esteve o busto relicário de São Nuno, o mesmo que foi levado a Roma em 2009 pela Canonização. Também presente esteve um relicário de pé com uma relíquia do Santo Condestável distribuída pela Ordem do Carmo em 1961 e com a qual o Reitor deu a bênção final a todos presentes.
Investidura de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável
Depois da Missa e com os Confrades reunidos diante do Altar de Nossa Senhora do Carmo, realizaram-se as investiduras de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável.
Após benzer os escapulários de Nossa Senhora do Monte Carmelo o Capelão da Real Confraria investiu os três novos confrades com a imposição do escapulário e uma bênção invocativa de Nossa Senhora e de São Nuno.
Investidos como Confrades foram Josephine Nobisso, Eunice Maria Rodrigues Costa e João Paulo da Cruz Teixeira Barradas.
Jantar de Convívio
Seguidamente houve um jantar de convívio servido no refeitório do Seminário de São José.
Para Fernando Pinto, Juiz das Confrarias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição fundadas por São Nuno e sedeadas no Santuário; “Num tempo de encruzilhadas e enormes desafios para a humanidade, que São Nuno de Santa Maria nos inspire, apontando o caminho do Céu, com a força imbatível de Maria, Senhora da Conceição, nossa Mãe e Rainha.”
A Eucaristia Dominical de dia 9 de Novembro terá início pelas 10:00 horas, no Santuário da Padroeira e com transmissão pela TVI.
Texto e Fotos: Real Confraria do Santo Condestável
150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.
Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”
Alto Patronato
As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.
Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.
O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.
Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025
Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.
O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines GroupLLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House.(Ver artigo)
Reinauguração da Botica de São João
Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)
Memorial ao Colombo
Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo, pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”
“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)
Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.
Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.
No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida.
Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha.
Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.
Assinatura de Protocolos
Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.
Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)
A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes.
Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural.
Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.
Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.
Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.