Sua Santidade o Papa Leão XIV, a pedido do Capelão Geral e Patrono Eclesiástico Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedeu uma Bula de Indulgência Plenária por ocasião do 25º aniversário do milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido na Paróquia de Ourém, a 8 de Dezembro de 2000), pelo 25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e pelo 30º Aniversário da Fundação Oureana / 35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal (Regalis Lipsanotheca).
O Decreto destina-se:
– Aos Membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa;
– Aos Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;
– Aos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;
– Aos Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Santas Relíquias (I.C.H.R. – Regalis Lipsanotheca);
– Aos Fieis presentes nas Celebrações Jubilares;
– Aos Idosos e Doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves;
Concede um JUBILEU de 8 DE DEZEMBRO DE 2025 a 6 DE NOVEMBRO DE 2026
POR OCASIÃO DO
25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;
30º da Fundação Histórico – Cultural Oureana (Fundação Para A Pesquisa Religiosa);
35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal;
25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;
25º Aniversário da Regalis Luipsanotheca.
LOCAIS DESIGNADOS NA PETIÇÃO
Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa; Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Sede Espiritual da Ordem de São Miguel da Ala desde 1171); Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana no Castelo de Ourém (Sede Espiritual da Real Confraria do Santo Condestável, do Apostolado de Relíquias I.C.H.R. e da Federação das Reais irmandades), Igrejas Paroquias de Nossa Senhora da Misericórdia de Ourém e do Santo Condestável em Lisboa e outros lugares de celebração escolhidos pela Cúria da Federação durante o Jubileu.
DECRETO
Prot. N.º 02892/2025-1299/25/1
(Tradução do Latim)
A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, para aumentar a religião e a salvação das almas dos fiéis, em virtude das faculdades que lhe foram concedidas de modo muito especial pelo Santíssimo em Cristo, Pai e Nosso Senhor, Dom LEÃO XIV, Por Divina Providência, Papa, Ministro da nossa Fé e Alegria, Atento ao pedido recentemente feito por Sua Excelência o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., Bispo Emérito da ilha de São Tomé e Príncipe, que voluntariamente intercede pela; Federação dasReais Confrarias e das Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real de Portugal, juntamente com os Irmãos da Federação das Reais Irmandades da Ordem do Arcanjo São Miguel; os Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira; os Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Sagradas Relíquias, Por ocasião das celebrações especiais que se realizarão de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026, em particular os Jubileuspertinentes à referida Federação, pela imensa Misericórdia de Deus e pelos tesouros celestiais da Igreja, Concede graciosamente uma Indulgência Plenária, a ser obtida nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos membros e fiéis cristãos que estejam verdadeiramente penitentes e compelidos pela caridade, a qual poderão também aplicar às almas dos fiéis detidos no Purgatório, por sufrágio, se, unidos de coração aos fins espirituais do Jubileu Ordinário do ano de 2025, visitarem qualquer templo jubilar devidamente determinado em forma de peregrinação e aí participarem devotamente dos ritos jubilares e circunstâncias especiais, como as mencionadas nas cartas de súplica já apresentadas, ou pelo menos, durante um período de tempo adequado, dedicam-se a reflexões piedosas, orações ou outras obras de piedade cristã para glória de Deus e pela paz e harmonia dos povos, dirigem orações piedosas a Deus contra as aberrações de hoje, concluindo com a Oração do Senhor, o Credo da Fé e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, Mãe da Misericórdia, aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.Os idosos, os doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves, poderão obter uma indulgência plenária, tendo concebido a detestação de cada pecado e a intenção de conceder, quando possível, as três condições habituais, se se tiverem unido espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo as suas orações e as suas dores ou os inconvenientes das suas próprias vidas a Deus misericordioso, consolando-se nas suas tribulações. Por conseguinte, para que o acesso ao perdão divino pelas chaves da Igreja seja facilitado para a caridade pastoral, esta Penitenciária solicita encarecidamente que os sacerdotes dotados das faculdades apropriadas para receberem confissões, com espírito pronto, generoso e misericordioso, se apresentem para a celebração da Penitência.
O presente será válido apenas para esta ocasião.
Sem prejuízo de quem agir de outra forma.
Dado em Roma, nas instalações da Penitenciária Apostólica, no dia 8 de Dezembro, na Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, no ano da Encarnação do Senhor de 2005.
A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Real Confraria do Santo Condestável juntaram-se no passado dia 6 de Novembro, no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa, para celebrarem a festa litúrgica de São Frei Nuno de Santa Maria, mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.
O Santuário onde se venera a imagem de Nossa Senhora da Conceição mandada esculpir na Inglaterra pelo próprio Santo Condestável, e onde a Virgem Santa Maria foi proclamada Rainha e Padroeira de Portugal em 1646, recebeu os devotos de São Nuno pelas 18:00 horas para a recitação do terço do rosário.
Meia hora mais tarde, teve início a Missa Solene celebrada pelo Cónego Francisco Couto, Reitor do Santuário e Capelão das Reais Confrarias. Durante a homília, o Padre Couto começou por relembrar que São Nuno “é fundador da Casa Real de Bragança” e “suas virtudes e modelo de vida continuam a inspirar os membros da Confraria que o honra, da Ordem que o louva, dos Escuteiros que o têm como Patrono como também do fiel e so leigo e da Igreja que o faz Santo e o coloca à veneração de todos.”
Excertos da Homilia do Reitor
O Reitor disse ainda que; “hoje temos a graça de ter diante de nós uma pequena relíquia bem como a miraculada, de há 25 anos, que possibilitou a sua canonização e que celebra conosco a nossa Eucaristia hoje.“
“Como é belo quando a Igreja se constroi, quando o coração está aberto a aceitar às maravilhas de Deus! São Nuno é exemplo disso mesmo. Um homem apaixonado por Deus, por Maria e pela Eucaristia. Um homem também apaixonado pelo seu pais, que defendeu os valores da pátria, os valores Cristãos, mas também os valores humanos distribuindo pelos seus amigos a grande parte dos seus bens. Isto manifesta o cuidado por aqueles que o acompanham na vida. Não é igoista nem guarda o seu valor e a sua existência para si proprio. Mas sabe que o que tem e o que é vem de Jesus e é para partilhar com o irmão. É por isso que provavelmente nascem as Ordens, as Confrarias, que nascem os grupos que olham para ele como modelo para que possamos viver na mesma maneiro. Não simplesmente para relembrar uma história, mas para continuar a história em curso…
São Nuno não é simplesmente uma miragem de um homem de outros tempos. É um homem de hoje que precisa que tu e eu o incarnemos. É um homem que bate à porta e pergunta; “Quem tens sido tu?, Como tens vivido o teu ser Cristão? Como tens vivido a tua vida? e Que valor tens dado aos teus bens e aos teus dons? “
“São Nuno foi um homem que de acordo com o evangelho renunciou a todos os bens para se tornar discípulo de Cristo. Ninguém pode ser santo sem a caridade e sem o exercício da caridade. E não é porque Nossa Senhora lhe apareceu, porque Nossa Senhora apareceu a muita gente que não mudaram de vida! Jesus aparece-nos em cada Eucaristia, e nós continuamos sem transformar a nossa própria vida e a nossa própria existência. Sem nos transformarmos naquilo que recebemos. A caridade é o ponto chave do encontro com Deus porque é a coisa que não passa no momento de encontrarmos com o Criador. A Fé e a esperança desaparecerão…”
“Viveu os seus últimos dias de existência arrastando-se pelas ruas pedindo para aqueles que estavam no convento… Quem diria que o homem mais rico de Portugal se tornaria no homem mais rico para Deus? E onde assentamos nós os nossos valores? Que caminho fazemos nós com esses modelos que nos são dados?
“Diz a leitura de hoje; Nós celebramos os louvores dos homens ilustres, São homens gloriosos e poderosos, sim, mas pela caridade, pelo seu amor, pela sua entrega e sobretudo pela sua verdade…”
“Onde e como honramos São Nuno? Na defesa da pátria e dos valores Cristãos. Na Eucaristia, na paixão por Maria, Eis o desafio que São Nuno nos coloca. De seres Santo. É essa a tarefa de cada um de nós pois somos chamados por Deus à Santidade. Sedes Santos como o vosso Pai no Céu é Santo, e sedes perfeito como o vosso Pai no Céu é perfeito, diz o próprio Jesus.
Que São Nuno nos ajude a cuidar daquilo a que fomos chamados. Da Missão da qual Deus nos encarregou. Talves não seja de fazer tantas coisas como o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus que viveu fechada num convento mas é padroeira das missões! Porque a sua vida se tornou na oração e no encontro com a verdade que é Deus. Na sua própria verdade interior. Que São Nuno nos ajude hoje a sermos Santos e a ser Igreja. A cuidarmos dos outros e de nós próprios.”
Presente na cerimónias esteve o busto relicário de São Nuno, o mesmo que foi levado a Roma em 2009 pela Canonização. Também presente esteve um relicário de pé com uma relíquia do Santo Condestável distribuída pela Ordem do Carmo em 1961 e com a qual o Reitor deu a bênção final a todos presentes.
Investidura de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável
Depois da Missa e com os Confrades reunidos diante do Altar de Nossa Senhora do Carmo, realizaram-se as investiduras de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável.
Após benzer os escapulários de Nossa Senhora do Monte Carmelo o Capelão da Real Confraria investiu os três novos confrades com a imposição do escapulário e uma bênção invocativa de Nossa Senhora e de São Nuno.
Investidos como Confrades foram Josephine Nobisso, Eunice Maria Rodrigues Costa e João Paulo da Cruz Teixeira Barradas.
Jantar de Convívio
Seguidamente houve um jantar de convívio servido no refeitório do Seminário de São José.
Para Fernando Pinto, Juiz das Confrarias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição fundadas por São Nuno e sedeadas no Santuário; “Num tempo de encruzilhadas e enormes desafios para a humanidade, que São Nuno de Santa Maria nos inspire, apontando o caminho do Céu, com a força imbatível de Maria, Senhora da Conceição, nossa Mãe e Rainha.”
A Eucaristia Dominical de dia 9 de Novembro terá início pelas 10:00 horas, no Santuário da Padroeira e com transmissão pela TVI.
Texto e Fotos: Real Confraria do Santo Condestável
150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.
Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”
Alto Patronato
As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.
Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.
O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.
Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025
Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.
O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines GroupLLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House.(Ver artigo)
Reinauguração da Botica de São João
Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)
Memorial ao Colombo
Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo, pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”
“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)
Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.
Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.
No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida.
Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha.
Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.
Assinatura de Protocolos
Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.
Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)
A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes.
Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural.
Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.
Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.
Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria de Herédia e Bragança, esteve em Aveiro para participar na Festa anual de Santa Joana Princesa, tendo sido investido Mordomo– Mor da Real Irmandade da mesma soberana invocação, uma distinção honorífica criada para os Príncipes Reais em 1877.
O programa da Festa começou às 9.15 horas, do dia 2 de Maio na Igreja de Jesus, hoje Museu de Aveiro, onde teve lugar o compromisso de três “Cavaleiros” e seis “Aias” e a Investidura de dez “Irmãos Tradicionais” e cinco “Irmãos de Carreira”.
D. João Evangelista de Lima Vidal
Investidos também foram três “Irmãos Honorários”, todos a título póstumo, nomeadamente; o Arcebispo-Bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal, a quem, segundo a instituição, «se deve o reacender do Culto a Santa Joana Princesa em Aveiro na época contemporânea»;
António Gomes da Rocha Madahil
António Gomes da Rocha Madahil, que se distinguiu como «o mais importante investigador Joanino no século XX»; e Manuel da Costa Freitas (“Necas do Museu”), «extraordinário devoto de Santa Joana, a quem a Irmandade e o Museu de Aveiro muito devem».
A Real Irmandade tem também as categorias de Cavaleiros, Infantes, Escudeiros, Açafatas, Leais Conselheiros, Damas e Donzelas este ano volta a ter um Mordomo-Mor na pessoa de D. Afonso de Santa Maria de Bragança, Príncipe da Beira.
Na intervenção de acolhimento o Provedor da Real Irmandade, o Dr. Nuno Gonçalo da Paula explicou que a investidura do Príncipe da Beira, como Mordomo, vem no seguimento da presença de vários reis, príncipes, infantes e parentes da família real que se tornaram membros desta Real Irmandade, uma Irmandade que continua a ser agraciada com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.
Para Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, e Irmão de Honra da Real Irmandade de Santa Joana Princesa; “não há dúvida que esta é uma das Irmandades mais importantes e mais queridas de Portugal e que se dedica, desde o Século XIX, a zelar e difundir o Culto à Infanta Santa Joana depois da extinção das Ordens Religiosas”.
Foi em 1905, precisamente há 120 anos, que outro Príncipe Real, D. Luiz Filipe de Bragança, Príncipe da Beira, era investido como Mordomo., ele que viria a sofrer o martírio, tal com seu pai, o Rei D. Carlos, no trágico dia 1 de Fevereiro de 1908.
Para Evaristo, Perito em iconografia sacra e Relíquias; “as armas da Real Irmandade, que foram as de Santa Joana Princesa, estão bipartidas com o escudo de Infanta da Casa Real, as Armas de Portugal, e a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, simbolizando assim, uma missão de vida a defender os valores Cristãos de Portugal até à morte, oferecendo o sofrimento pessoal pela conversão dos pecadores, tal como pediu Nossa Senhora em Fátima.”
Consciente desse compromisso com a pátria e com a Real Irmandade da qual foram Juízes Perpétuos os Reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II e à qual pertencem os Senhores Duques de Bragança e a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, aceitou por devoção particular para com a Santa Joana Princesa, o título de Mordomo da Real Irmandade tendo sido investido com Manto, Insígnias e Vara pelo Senhor Bispo de Aveiro D. António Manuel Moiteiro Ramos.
Juntamente com o Príncipe da Beira foram investidos como Irmãos, Cavaleiros e Aias de Santa Joana Princesa vários outros devotos e ainda alguns benfeitores da Real Irmandade a título póstumo.
Palavras de Sua Alteza Real D. Afonso, Príncipe da Beira, depois de ser investido como Mordomo da Real Irmandade de Santa Joana Princesa:
“Caríssimo Senhor Bispo,
Caríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro,
Caríssimo Senhor Provedor da Real Irmandade, Irmãos e devotos da Infanta Santa Joana Princesa,
É com enorme honra e alegria que me junto a todos vós na celebração das Festas de Santa Joana, aceitando com humildade o cargo de Mordomo da Real Irmandade.
A presença da Família Real em Aveiro remonta ao século 15, com a vinda da Princesa Santa Joana para o Mosteiro, e mantém-se viva na fé dos que aqui a invocam.
Quero também agradecer à Diocese, à Irmandade e ao Município pelo seu empenho na preservação do culto, do mosteiro, do túmulo e das relíquias de Santa Joana.
Termino por dizer que a partir de hoje, assumo igualmente o compromisso, na qualidade de Mordomo da Real Irmandade, com o firme propósito de promover e divulgar o legado de Santa Joana entre os portugueses e especialmente entre os mais jovens.
Muito obrigado.”
D. Afonso de Bragança
No fim das investiduras formou-se um Cortejo Litúrgico para acompanhar as imagens da Infanta Santa e de São Domingos, Patrono do Mosteiro, para a Sé-Catedral de Aveiro, local onde D. António Manuel celebrou a Missa Solene da Festa com mais de uma dúzia de sacerdotes a concelebrar incluindo o Postulador da Causa de Santa Joana.
Durante a homilia o Bispo de Aveiro relatou a experiência de vida do novo Papa Leão XIV vida repleta de valores que parecem espelhar as virtudes vividas pela Padroeira de Aveiro cuja Canonização se espera para breve. D. António Manuel disse ainda que o modelo de santidade de Santa Joana merece Culto Universal e não só no local onde viveu, como é próprio dos Santos com o estatuto de Beato.
Depois da Santa Missa o cortejo litúrgico seguiu até ao túmulo da Beata no Claustro do antigo Mosteiro das religiosas Dominicanas onde o clero entoou o hino de Santa Joana.
Foi depois oferecido ao Príncipe da Beira acompanhado do Presidente da Fundação Oureana, uma especial visita guiada pelo Coordenador da CDBCIA, Dr. Eduardo Domingues e o Coordenador da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja, o Revº Padre Gustavo André da Silva Fernandes.
A primeira parte da visita foi ao antigo Mosteiro Dominicano onde se podem contemplar as muitas obras de arte sacra, algumas do tempo da Santa Joana, e ainda, o seu magnífico túmulo.
Depois, no Museu Municipal foram explicadas muitas peças da colecção do antigo mosteiro e ainda, os belíssimos relicários.
Segou-se uma visita à exposição “A Escrita de um Ícone” organizada pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja de Aveiro (CDBCIA).
Na exposição são apresentadas cerca de meia centena de peças que abarcam um arco temporal de séculos e ajudam a compreender como a tradição da escrita de ícones (ou seja, a pintura) se difundiu pela Europa.
Segundo Eduardo Domingues esta arte nobre, teológica e espiritual ainda tem, na atualidade, os seus cultores. A exposição dá a conhecer a pintura altamente simbólica dos ícones, e apresenta uma colecção distribuída por três núcleos; as representações de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos.
Neste tipo de pintura caraterizada pela abordagem simbólica, pela esquematização formal e pela ênfase colocada na espiritualidade
Para Eduardo Domingues; “Esta exposição permite aos aveirenses, crentes e não crentes, uma aproximação ao sagrado, dando a conhecer o seu simbolismo e a tradição, não só pelo seu aspeto pictórico, mas também por todo o tempo de preparação espiritual e dos materiais utilizados, relação que se funde entre o escritor e a obra.”
No final da visita à exposição os responsáveis pela mesma oferecerem aos convidados exemplares da revista INVENIRE.
A visita guiada terminou com uma visita a recém restaurada Sé-Catedral de Aveiro que também guarda muitos tesouros centenários da Igreja e da presença da Ordem de Pregadores.
À Delegação da Casa Real também foram oferecidos pelo Provedor da Real Irmandade livros sobre a Real Irmandade de Santa Joana Princesa e o Culto de Santa Joana Princesa em Aveiro da autoria de Amaro Neves e de Nuno Gonçalo da Paula.
Já pela tarde, e depois do almoço, teve lugar às 16 horas, a Magna Procissão de Santa Joana Princesa com as imagens da Santa e suas Relíquias Insignes a percorrerem as ruas da Cidade de Aveiro, desde a Sé até ao Mosteiro.
Numa das varas do pálio, a chamada “Vara do Rei” esteve o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira cumprindo assim tradição dos Mordomos Régios antecessores da Real Irmandade.
Em moldes idênticos aos de anos anteriores, a procissão em honra de Santa Joana atraiu uma verdadeira multidão à cidade de Aveiro passando pela Rua Batalhão Caçadores Dez, Rua Nascimento Leitão, Rua de Coimbra, Praça Humberto Delgado, Rua de José Estêvão, Largo da Apresentação, Praça 14 de Julho, Rua Domingos Carrancho, Praças Melo Freitas e Humberto Delgado, Rua Clube dos Galitos, Rua Belém do Pará, Rua Gustavo Ferreira Pinto Basto, Praça Marquês de Pombal, Avenida de Santa Joana, e recolhendo depois à Igreja de Jesus – Museu de Aveiro.
12 de Maio de 2025
Texto e Fotos: Fundação Oureana e Real Irmandade de Santa Joana Princesa
Durante a Peregrinação das Ordens Dinásticas, que decorreu no passado sábado 28 de setembro, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa, teve lugar também a assinatura de um protocolo entre a Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição e a as Fundações Oureana e D. Manuel II.
Aos microfones da Rádio Campanário, presente na cerimónia, Fernando Pinto (Juiz da Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição) explica que “este protocolo visa recuperar algumas das partes deste edifício que tanto necessitam”.
Fernando Pinto relembra que “na minha tomada de posso referi que tentaríamos que os mecenas viessem ter connosco”, acrescentando que “basicamente é o que está a acontecer, das conversas que já tivemos espero que outros donativos venham, tornando assim possível recuperar todo este património”.
“Procuramos um entendimento em relação ao culto de Nossa Senhora” Fernando Pinto
O Juiz explica então que o protocolo “assinado entre a Régia, a Real e as Fundações Oureana e D. Manuel II visa criar um entendimento em relação ao culto de Nossa Senhora, e requalificar” o Santuário da Padroeira de Portugal.
Fernando Pinto considera que “futuramente existirão outros protocolos com outros fins”, lembrando que “hoje foram entregues cerca de 2 mil euros de donativo”.
Relativamente a esta missão que abraçou recentemente, Fernando Pinto diz-nos que “temos vindo a transmitir aquilo que realmente é necessário fazer por este Santuário”, justificando de seguida que “o importante é mante-lo e não permitir que se degrade mais”.
O historiador, arqueólogo e especialista em assuntos religiosos Carlos Evaristo foi convidado pelo Canal HISTÓRIA para protagonizar uma campanha de divulgação da série “Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid” que, a partir de 10 de abril marcará presença em antena e nas redes sociais do canal, dando a conhecer as maiores relíquias sagradas em Portugal.
Composta por cinco peças gravadas no Castelo de Ourém, próximo de Fátima, Carlos Evaristo irá dar a conhecer algumas Relíquias Insignes da colecção da Regalis Lipsanotheca, bem como falar de algumas das mais veneradas relíquias existentes em Portugal, explicando ainda o processo de autenticação e re-autenticação destas Maravilhas Sagradas da Cristandade.
Relíquias das Aparições de Nossa Senhora de Fátima e dos Videntes; relicários que foram de reis e estadistas contendo parte do braço incorrupto de São Vicente, um osso da mão e um autógrafo de Santa Teresa de Àvila, pedaços do corpo incorrupto de São Francisco Xavier, cabelos, ossos e um pedaço do manto da Rainha Santa Isabel e pele da cabeça de Santo António, assim como Arcas de relíquias que eram usadas para juramentos em Tribunal e que antecederam o uso das bíblias, são algumas das Maravilhas Sagradas que Carlos Evaristo dará a conhecer.
“Maravilhas Sagradas com Dennis Quaid”, uma série apresentada pelo multifacetado ator, chega ao Canal HISTÓRIA a 7 de abril, pelas 22h15, para revelar a História de algumas das relíquias mais importantes do mundo, apoiando-se em reconstituições, imagens de arquivo e entrevistas a historiadores, escritores, professores de Arqueologia e Estudos Religiosos que ajudarão a esclarecer o impacto desses bens sagrados.
Sobre Carlos Evaristo
Carlos Evaristo é um historiador, arqueólogo, pesquisador e escritor luso-canadiano, com mais de 150 livros e estudos publicados. É também comentador histórico e religioso e um perito mundialmente reconhecido em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval. É Presidente e co-fundador da Fundação Histórico – Cultural Oureana, do Gabinete Português dos Patronos dos Museus do Vaticano, do Centro para a Pesquisa Religiosa, do Real Instituto de Arqueologia Sacra, do Centro Português de Investigação do Santo Sudário e das Relíquias da Paixão de Cristo, e da FIDES: Federação Internacional de Estudos Sindonológicos, entidade que atribui o prémio Rei Umberto II para a Investigação e Devoção ao Santo Sudário. Guardião de uma das maiores colecções privadas de relíquias no mundo, Evaristo exerce o cargo de “Custos Reliquiarum” em várias comissões diocesanas que se ocupam do estudo e autenticação de relíquias dos santos, sendo também fundador do Apostolado para as Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Santas Relíquias, organizações representadas na Regalis Lipsanotheca do Castelo de Ourém, um repositório de relíquias que conta com o Alto patrocínio das Casas Reais; Portuguesa, Italiana, Francesa, Húngara, etc.
A Fundação Histórico Cultural Oureana que há 55 anos promove banquetes temáticos no Restaurante Medieval, decidiu aceitar o desafio para algo bem diferente; uma visita guiada ao Castelo e Vila Medieval de Ourém e um “Meet the Authors” Almoço com Autores.
O primeiro “Meet the Authors” teve lugar no dia 20 de Fevereiro e juntou dois autores conhecidos do grande público, e particularmente, do público norte americano devoto das aparições de Nossa Senhora de Fátima.
A visita guiada com almoço foi organizado por Frank Spicer e Mary Sample, responsáveis pelas peregrinações norte americanas; Luminaries of Holy Mary. 60 participantes incluindo alguns residentes de Fátima, estiveram com os conhecidos autores Católicos; Carlos Evaristo e Josephine Nobisso.
O grupo foi guiado por Carlos Evaristo e visitou primeiro o Castelo de Ourém, seguindo depois para o jardim de São Nuno, a antiga Sé – Colegiada, e finalmente os vários espaços museológicos da Fundação. Na Regalis Lipsanotheca, venerararam algumas relíquias insignes dos Pastorinhos de Fátima em dia de Festa de Santos Jacinta e Francisco Marto.
Convidados para falarem sobre as obras que publicaram, foram os autores norte americanos; Carlos Evaristo e Josephine Nobisso. Evaristo é Co-Fundador e Presidente da Direcção da Fundação Oureana e mundialmente conhecido pelos seus 150 livros já publicados.
Evaristo é também conhecido das entrevistas com a Vidente de Fátima, Irmã Lúcia, pelos estudo das relíquias e pela participação, apresentação e produção em mais de 450 programas para canais de televisão, nacionais e estrangeiros como a RTP, a RAI, a TVE, o Canal História, a National Geographic, a Odisseia e o RMC Decouvert.
O autor de vários livros e estudos sobre o Castelo de Ourém e personagens históricas ligadas ao mesmo, conduziu os visitantes pelas ruas medievais do burgo. Explicou as principais obras realizadas pelo Santo Condestável e seu neto e falou dos sete espíritos mais célebres da história do Castelo desde D. Afonso Henriques a D. Manuel II, último Rei de Portugal que no exílio se intitulava de Conde de Ourém.
Durante o almoço que foi servido pela Insignare Plus Hoteis, o autor Luso-Canadiano começou por falar da Mensagem de Fátima, dos Pastorinhos e dos encontros que teve com a Irmã Lúcia.
Depois Evaristo falou do seu trabalho como biografo de D. Nuno Álvares Pereira, do milagre ocorrido no Restaurante Medieval e do trabalho para a reabertura e a pesquisa do processo da Canonização.
Após responder a várias perguntas, Evaristo falou das suas obras sobre as Relíquias Insignes, as que examinou e estudou em santuários por todo o mundo ao longo de 35 anos, e também do Culto do Santíssimo Milagre de Santarém que ajudou a restaurar a partir de 1995.
Os estudos dos Milagres Eucarísticos que o levou a conhecer Carlo Acutis, um jovem que em breve será declarado Santo e o culto de São Miguel, Anjo de Portugal e da Paz, foram também temas apresentados pelo autor que depois respondeu a perguntas da assistência sobre os muitos livros Best Seller que escreveu.
Depois, foi a vez de Josephine Nobisso ser apresentada para falar de algumas das suas obras mais conhecidas, e nomeadamente, dos seus livros infantis Católicos como a trilogia teológica que já se encontra publicada em várias línguas, incluindo o Português.
Nobisso que é Itálio – Americana reside no Concelho de Ourém. A autora explicou a teologia por detrás das obras infantis e as ilustrações das mesmas, tendo depois respondido a perguntas sobre o livro The Weight of a Mass (O Peso de uma Missa) considerado o seu maior Best Seller internacional, aclamado pela plataforma Amazon como o livro infantil Católico mais vendido.
Seguidamente, Nobisso, que já publicou uma centena de livros, leu para todos presentes o seu livro Portrait of the Son (Retrato do Filho) a sua mais recente obra que também está traduzida para a língua Portuguesa.
No fim da leitura, a autora ainda respondeu a várias perguntas e explicou as verdades teológicas que esta série de livros pretende ensinar, tanto aos mais jovens, como aos adultos. Revelou também estar em preparação um novo livro infantil sobre um santo português.
Os enigmas na vida de Cristóvão Colombo e os mistérios do Santo Sudário foram os temas de livros recentes de Carlos Evaristo apresentados pelo mesmo já no final da sessão que terminou com a apresentação do seu livro mais recente O Relicário de D. Afonso, IV Conde de Ourém – Colecção Insigne de Relíquias da Casa de Bragança.
Esta obra patrocinada pela Fundação D. Manuel II está editada em versão bilingue (Português e Inglês) pela Regina Mundi Press – ICHR, editora oficial das Fundações Oureana e D. Manuel II.
O almoço que foi patrocinado pelos Luminaries of Holy Mary teve início às 13 horas e prolongou-se até às 16 horas tendo sido do agrado de todos os participantes.
Frank Spicer e Mary Sample já prometeram organizar uma 2ª edição do ”Meet the Authors” para Julho.
20 de Fevereiro de 2025
Fotos: Armando Mendes e Arquivo da Fundação Oureana
Os 700 anos da morte do Rei D. Dinis e a recente abertura do seu túmulo e do túmulo de seu neto no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas, foram os dois motivos para a Fundação Oureana, em parceria com a Fundação D. Manuel II e a Real Associação de Guardas de Honra, proporem ao Patriarcado de Lisboa e à Câmara Municipal de Odivelas a celebração de uma Missa de Exéquias Fúnebres que teve lugar no dia 4 de Janeiro de 2025.
As comemorações que incluíram um Velório com Guarda de Honra entre outros actos, foram organizadas em colaboração com o Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Odivelas e contou com o apoio da Paróquia do Santíssimo nome de Jesus de Odivelas, contando com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa e do Patriarcado de Lisboa.
Entidades Presentes
Mais de 400 entidades foram convidadas a estarem presentes nas Cerimónias das Exéquias Fúnebres de D. Dinis sendo que àquelas que não poderão por razões de agenda estar na Missa, confirmaram a sua presença ou representação no dia 7, altura em que teve lugar uma Sessão Solene para apresentação do programa de comemorações do 7º centenário com a revelação dos resultados dos trabalhos realizados no túmulo incluindo a reconstituição facial do Rei.
S.A.R. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança, presente em representação da Família Real Portuguesa, juntamente com outros descendentes directos do Monarca, nomeadamente D. Nuno da Câmara Pereira e D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior.
A representar o Município de Odivelas estiveram o Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins; o Presidente da Assembleia Municipal em representação o 2.º Secretário António Boa-Nova; o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Edgar Valles, também Vereador da Cultura e a pessoa que colaborou na organização de todos as celebrações.
Coube ao Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto representar o Senhor Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, enquanto o Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Director Cultural da Marinha, representou o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa e o Tenente-General Manuel Fernando Rafael Martins, Director Histórico-Cultural da Força Aérea o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves.
O Superintendente Luís Elias, Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa esteve presente em representação de do Director Nacional da Policia de Segurança Pública, Superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho e o Intendente Pedro Almeida, Comandante da Divisão Policial de Loures do Comando Metropolitano de Lisboa esteve presente em representação do Director Nacional da Policia de Segurança Pública, Superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho juntamente com o Comandante da Divisão da PSP de Loures-Odivelas, Intendente Pedro Almeida.
O Conselho Diretivo do Património Cultural, IP esteve representando pela Vice-Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP, Doutora Ana Catarina de Sousa, e pelo Vice-Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP, Arquiteto Ângelo Silveira.
O Coronel António Marcos de Andrade, Director do Museu Militar de Lisboa, representou o General Cavaleiro Director da Direcção de História e Cultura Militar. Esteve presente também o Senhor Manuel Varges, antigo Presidente da Câmara Municipal de Odivelas e os Vereadores da Câmara Municipal; Ana Isabel Gomes, João António e Susana Santos e a Adjunta Andreia Morgado.
O Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, Nuno Gaudêncio, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Pontinha e Famões, Jorge Nunes, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Ramada e Caneças, Manuel Varela e o Presidente da Junta da União de Freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Rogério Valente Breia também estiveram presentes na cerimónia.
Representantes do Agrupamento de Escutas 69 e Odivelas e o Presidente do Conselho de Administração dos SIMAR de Loures e Odivelas, Nuno Leitão e o Director Municipal da Câmara Municipal de Odivelas, Hernani Boaventura; a Conselheira Municipal para a Igualdade, Hortênsia Mendes; o Dr. José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade da Independência Histórica de Portugal e a Dra. Vera Amatti, em representação do Senador do Brasil, D. Luiz Phillipe de Orleans Bragança, primo do Senhor D. Duarte também marcaram presença.
O Catafalque Régio
Um Catafalque Régio ou Catafalco foi criado para a Missa de Exéquias Fúnebres de D. Dinis. O mesmo foi inspirado em iluminuras medievais e desenhado pelo Comissário das Celebrações aniversárias, o Cônsul Dr. Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana e pelo Mestre Arquitecto Nicolas Descharnes.
Colocado à frente do túmulo do Monarca, era composto por uma coroa decorativa antiga, de bronze envelhecido, colocada sobre uma almofada de veludo vermelho por cima de um suporte de madeira forrado a tecido adamascado preto e dourado bordada com a palavra “Veritas” (verdade) a ouro em letras góticas medievais. De cada lado do Catafalque Régio sobre um tapete fúnebre preto foram colocados dois tocheiros altos, de bronze, com velas que estiveram em câmara ardente durante o Velório, a Guarda de Honra, a Missa de Exéquias Fúnebres e a Cerimónia de Deposição de Coroas de flores.
Velório com Guarda de Honra
Pelas 15 horas, deu-se início ao Velório que teve lugar junto ao Catafalque Régio e que incluiu uma Guarda de Honra com Render da Guarda a cada 10 minutos, cerimónia que se prolongou durante a Missa e Rito Exequial.
O Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto representante do Senhor Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo com S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança
Foi o Senhor Duque de Bragança, Patrono da Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais, a instalar a primeira Guarda de Honra junto ao túmulo de D. Dinis e de seu neto durante o Velório. O Dr. José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto do Ministério da Defesa e membro da Guarda de Honra iniciou a primeira Guarda de Honra com o Comandante Geral Adjunto; Professor Humberto Nuno de Oliveira. Seguiram-se os Comandantes do Comando Geral da Real Guarda de Honra; Carlos Martins Evaristo, David Alves Pereira, João Pedro Teixeira e o Cônsul Carel Heringa, e ainda o Guarda de Honra Cavaleiro RIOASM Fernando Vasconcellos,
Prestaram também serviço como Guardas de Honra durante o evento, membros de Delegações de Confrarias, Irmandades e Damas e Cavaleiros de Ordens e também membros da Ordem de Vitez dos Herois da Ungria e da Legião de Homens de Fronteira Independant Portuguese Command.
Houve representantes da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, canonicamente erecta na Arquidiocese de Lisboa e da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, canonicamente erecta na Diocese de Coimbra. Prestaram uma Guarda de Honra o Arquitecto Nicolas Descharnes, Juiz RIOASM e Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana; os Comendadores Ricardo Louro e Sérgio Fernandes juntamente com a Dama OSMA Maria de Lurdes Antunes de Ascenção Teixeira Fernandes Lopes e o Cavaleiro RIOASM Carlos Mourão em representação da Real Irmandade da Real Ordem do Arcanjo São Miguel, canonicamente erecta na Arquidiocese de Évora; o Dr. Francisco Mendia e vários elementos da Ordem Constantiniana de São Jorge e o Confrade José Alves a representar a Real Confraria do Santo Condestável do Laicado Carmelitano tendo também a seu cargo a transmissão das celebrações e o registo fotográfico de todo o evento na qualidade de Chefe do Departamento de Comunicação da Fundação Oureana.
Membros de Delegações de associações civis também quiseram prestar uma Guarda de Honra, nomeadamente o Prof. João Hipólito, Álvaro Sousa, Antonino Madhail e Victor Graça, a representarem a Associação Real Ordem de São Miguel da Ala. O render da Guarda esteve a cargo dos Comandantes; José Manuel Rodrigues e Inês Rodrigues do Comando Geral da Real Guarda de Honra.
Instituição da Legião D. Dinis da Real Guarda de Honra
Com a anuência do Município e Paróquia de Odivelas foi instituída a Legião ou Comando D. Dinis da Guarda de Honra e nomeado o conterrâneo Rui Silva, (a quem se reconheceu publicamente a ideia e proposta de se realizar estas comemorações centenárias) como 1º Comandante. Foi o próprio Comandante Rui Silva, juntamente com a sua mulher e filha e o Guarda de Honra Luís Rodrigues, os primeiros elementos deste novo comando a prestarem uma Guarda de Honra ao túmulo de D. Dinis durante o velório.
Memória Justificativa do Comissariado
Não estava previsto no programa mas por vontade do Senhor D. Duarte, Chefe da Família Real Portuguesa e Patrono das Fundações D. Manuel II e Oureana, (as principais entidades promotoras e organizadoras do evento); foi lida por Carlos Evaristo, em nome do Comissariado das Comemorações, uma Memória Justificativa para a realização da Missa de exéquias Fúnebres.
Durante a intervenção do Comissário ele relembrou que precisamente “no dia 7 de Janeiro completam-se 700 anos desde a morte d’El Rei D. Dinis”, mas que o Rei Poeta ou Lavrador, como ficou conhecido,” faleceu de facto a um Domingo a seguir à Epifania depois de ter assistido à Missa de Reis. Ao assinalar a sua passagem com esta Guarda de Honra de Velório, a Missa Solene da Epifania, verificou-se a necessidade de encomendar de novo a sua alma e a do seu neto, com uma Missa de Réquiem com Rito Exequial após as recentes intervenções arqueológicas que levaram à abertura dos túmulos e remoção dos restos mortais.”
O Comissariado agradeceu em nome do Senhor D. Duarte e da Família Real a intervenção nos túmulos patrocinada pela Câmara Municipal e supervisada pelo Vice-Presidente e Vereador da Cultura Dr. Edgar Valles, e a abertura do mesmo para se complementar os trabalhos de intervenção no túmulo com estas comemorações aniversárias. “Agradecemos às entidades presentes e àquelas que não estiveram presentes por razões de agenda estar mas que confirmaram a sua presença ou representação para o evento do dia 7.”
Houve também umas palavras de agradecimento e saudação especiais à Domus Pacis do Exército Azul dos Estados Unidos da América que emprestou várias peças decorativas, e alfaias litúrgicas usadas no evento; “ao Prof. Humberto Nuno de Oliveira que veio dar a conhecer um pouco mais acerca do Rei D. Dinis; ao Maestro Armando Calado; à Pianista Ludmilla; e ao Coro de Nossa Senhora da Conceição de Almeirim, por terem vindo abrilhantar esta homenagem”.
Ao Pároco de Odivelas, Padre José Jaworski ,e à Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus, agradeceu-se, “o acolhimento e o perpetuar do nome, da memória e legado de D. Dinis”. Finalmente houve um agradecimento especial pelo Alto Patrocínio conferido ao evento pelo Patriarcado de Lisboa na pessoa do Patriarca D. Rui Valério, também ele Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense.
D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior, 23º descendente directo de D. Dinis.
Evaristo desejou “um Bom Ano Santo e Dionisiano a todos”, e informou que; “as comemorações porém não terminam hoje mas continuarão no espírito do Ano Santo, e já no próprio dia 7 o Município de Odivelas, que patrocinou os estudos levados acabo após a abertura do túmulo, irá anunciar o programa alargado.”
Memorial Historiográfico
O Memorial Historiográfico a cargo do Prof. Humberto Nuno de Oliveira deu a conhecer aos presentes algumas facetas pouco conhecidas da vida do Rei D. Dinis que não só fundou a Armada dando início à Era dos Descobrimentos com a plantação do Pinhal do Rei, mas também fundou a Ordem de Cristo que recebeu os bens da extincta Ordem do Templo, introduziu leis justa, promoveu a paz no Reino promovendo a língua portuguesa ao fundar a Universidade de Lisboa para que os documentos régios fossem elaborados por doutores da lei, na capital, em vez de na Universidade de Salamanca, como era costume à época.
O Professor Humberto Nuno de Oliveira
Missa Solene da Epifania com Rito Exequial
A Missa que estava aberta ao público esgotou a lotação da Igreja, com muitas pessoas a assistirem de pé e no pátio exterior. A presidir à Missa da Epifania com Rito Exequial esteve D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico Arquidiocese Castrense tendo como concelebrantes vários sacerdotes e principalmente o Monsenhor António Teixeira, Conselheiro da Nunciatura Apostólica em representação do Senhor Núncio Apostólico, D. Ivo Scapol.
O Dr. António José Baptista
Todo o cerimonial religioso foi conduzido pelo Padre Alberto Gomes, Mestre de Cerimónias da Sé Patriarcal de Lisboa e contou com o apoio do Padre José Jaworski, Pároco da Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas e do Padre Fernando António, Capelão da Real Guarda de Honra que também recitou as orações por alma do Rei e de seu neto no início do Velório.
Depois da Missa teve início o Rito Exequial presidido pelo senhor Patriarca de Lisboa que convidou o Senhor D. Duarte a acompanha-lo na bênção dos túmulos do rei D. Dinis e do Infante seu neto.
Acolitou o Patriarca de Lisboa durante a Missa o Cavaleiro OSMA e Confrade RGH da Legião de Braga, Leonardo Rodrigues, um dos Directores assistentes da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana.
Abrilhantou as celebrações o Coro da Imaculada Conceição de Almeirim dirigido pelo Maestro Armando Calado tendo entoado os seguintes cânticos durante a Missa. Cântico de Entrada; “Levanta-te Jerusalém”, o Kyrie; “Orbis Factor”, o Salmo; “Virão adorar-Vos Senhor, todos os povos, todos os povos da terra”, o Aleluia de Taize, o Cântico do Ofertório; “Jesus Rei admirável”, o Santo de Schubert, o Cordeiro de Deus de Madureira, o Pai Nosso de Carlos Silva, o Câtinco de Comunhão; “Vinde Benditos de meu pai”, o Cântico de Acção de graças; “Ó luz de Deus, ó doce luz”, o Cântico durante o Rito Exequial; “Ave Maris Staela” e o Cântico Final; “Adeste Fidelis”.
Cerimónia de Deposição de Coroas de Flores
Após o Rito Fúnebre, o Funeral Régio concluiu-se com a cerimónia de Deposição de Coroas de flores junto ao túmulo do Monarca. Primeiro a fazê-lo foi o Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjuntoem representação de Sua Ex.ª o Senhor Ministro da Defesa Nacional Nuno Melo, juntamente com o Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Diretor Cultural da Marinha em representação de Sua Excelência Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa.
Seguiu-se a deposição de uma Coroa de flores pelo Dr. Hugo Martins, Presidente da Câmara Municipal de Odivelas acompanhado de S.A.R. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança em representação do Município e do Comissariado das Comemorações.
Finalmente, colocou uma Coroa de flores o Dr. José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade da Independência Histórica de Portugal e o Tenente-General Manuel Fernando Rafael Martins, Director Histórico – Cultural da Força Aérea, em representação Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves.
Leonardo Rodrigues
Presença de Relíquias da Rainha Santa Isabel
A presença de Relíquias da Rainha Santa Isabel na Missa de Exéquias Fúnebres foi um momento histórico.
As relíquias foram colocadas sobre o Altar perto dos restos mortais de D. Dinis e do neto de ambos.
As relíquias que pertencem à colecção da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana no Castelo de Ourém são duas madeixas de cabelo da Rainha Santa, uma colocada num busto relicário, e outra, num relicário de pé.
Estas relíquias estiveram à veneração dos fieis durante o Velório e depois da Missa, enquanto nos Claustros do Mosteiro os convidados tinham uma visita guiada ao espaços museológicos e provavam uma Madre Paula (Vinho) de honra oferecido pela Câmara Municipal de Odivelas.
4 de Janeiro de 2025
Fotografias de José Alves, Carlos Evaristo e C.M. Odivelas
Direitos Reservados: Câmara Municipal de Odivelas e Fundação Histórico – Cultural Oureana
A Fundação Histórico Cultural Oureana celebrou mais um Protocolo de colaboração para conservação do património religioso. Denominado ” Protocolo Simulacra Sanctorum” o protocólo celebrado entre a Fundação Oureana e as Universidades, Católica Portuguesa e de Évora têm como finalidade a colaboração entre as entidades protocolares no âmbito do Projecto “Holy Bodies – An Atlas of the Corpi Santi in Portugal” um projecto que visa o estudo e a realização de trabalhos de preservação e catalogação dos Simulacra dos Santos (Simulacros) em Portugal.
Os especialistas em Simulacra; Carlos Evaristo e José João Loureiro em representação da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana, após uma reunião na Domus Pacis com Eduarda Vieira e Joana Palmeirão
No documento assinado no dia 15 de Abril de 2024, pela Pró-Reitora da Universidade Católica; Drª Isabel Braga da Cruz em representação do Centro Regional do Porto e pelo Vice-Reitor da Universidade de Évora; Dr. João Valente Nabais, ambas as universidades reconhecem que “a Fundação Histórico – Cultural Oureana é uma “Fundação para a Pesquisa Religiosa”, representante no mundo Lusófono do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano com reconhecidas intervenções no estudo, conservação e reautenticação de Relíquias Sagradas em várias Dioceses e Arquidioceses e seus respetivos Museus, sendo também reconhecidamente detentora de um importante acervo documental, histórico artístico e de arte sacra relacionados com a história das relíquias na Igreja Católica e em Portugal e tendo entre o património a Regalis Lipsanotheca, um Repositório Sagrado de Relíquias Internacional localizado no Castelo de Ourém, e que reúne em contexto museológico sagrado, a maior coleção de relíquias autenticadas, fora do Vaticano, assim como uma exposição permanente de “Simulacra” dos Santos.”
A ideia para um Protocolo surgiu no âmbito do Projeto “Holy Bodies – An Atlas of the Corpi Santi in Portugal” (https://doi.org/10.54499/2022.01486.PTDC), e dado haver interesse de cariz religioso na colaboração entre entidades para o trabalho de preservação, estudos, troca de informações e divulgação de documentação e objetos integrados nos seus acervos relativo aos “Simulacra dos Santos (Simulacros) – Simulacra Sanctorum”.
O Protocolo garante também que todas as ações de conservação destas relíquias insignes (os corpos dos Santos) serão realizadas seguindo as normas canónicas e rubricas vigentes para o Culto das Relíquias Sagradas, utilizando o Protocolo para a Intervenção nas Relíquias Sagradas e Arqueologia Sacra da autoria de Carlos Evaristo, perito em relíquias e autor do livro “Relíquias Sagradas” havendo um Capelão designado pelas Dioceses para acompanhar os trabalhos.
O Custos (Conservador de Relíquias) Carlos Evaristo, que já ajudou docentes em doutoramentos de especialização na conservação de relíquias, considera que “este trabalho é um passo importante na valorização das relíquias e em particular dos Simulacros que contêm os esqueletos completos dos Santos Mártires, que são nossos heróis da Fé, alguns dos quais, mal compreendidos em tempos, foram expulsos de igrejas sendo agora ao fim de décadas de desprezo, valorizados e realojados nos mesmos espaços sagrados, depois de devidamente estudos, reautenticados e conservados através de projectos como este. Queremos que esta parceria ajude a esclarecer e a formar uma nova geração de conservadores do património sagrado que devido à sua natureza não pode ser simplesmente restaurado como os artefactos museológicos”.
Para Evaristo; “Trata-se dos Corpos de Santos; esqueletos armados e articulados, cobertos de trabalhos artísticos feitos de pasta de papel, cera ou outra matéria que depois de vestidos e ornamentados com perucas e outros acessórios são considerados no seu todo como uma só relíquia de um corpo, e isso faz com que tenha de haver um cuidado redobrado com cada partícula que cai do mesmo durante uma intervenção e tudo o que está em contacto com o conjunto que também se torna relíquia e por isso deverá ser preservado.”
Para o especialista que já examinou centenas de corpos incorruptos e Relíquias Insignes de Santos tendo intervencionado outra centena de Simulacra, a maior parte confeccionados em ateliers na Sicília ou comunidades monásticas entre os Séculos XVIII e XIX; “só o facto dos responsáveis de muitas Igrejas terem despertado para o abandono de muitos simulacros em sótãos e arrecadações e manifestado o interesse em conservar os corpos e os devolver ao culto, é algo que nos dá muita satisfação e mostra que o nosso trabalho está a suscitar uma maior sensibilidade e sentido de responsabilidade institucional tanto a nível paroquial como diocesano.”
Televisão espanhola divulga este sábado origem de Cristóvão Colombo. Nascimento em Itália em risco de não ser confirmado.
Cientistas da Universidade de Granada revelam, este sábado, num programa da televisão pública espanhola (RTVE) as conclusões de um trabalho iniciado há duas décadas que revela a verdade sobre as origens do navegador Cristóvão Colombo.
A investigação com base no perfil genético do explorador é exibida na televisão no dia em que se cumprem 532 anos da chegada de Cristóvão Colombo ao continente americano. O 12 de outubro de 1492 tem um valor central em Espanha, sendo a data comemorada como o dia da Hispanidade.
Embora, a corrente dominante coloque Cristóvão Colombo a nascer em Génova (Itália), os cientistas espanhóis trabalharam em mais de 25 teses que defendem que o navegador nasceu em diferentes países como Espanha, Portugal, Polónia ou Inglaterra.
Este é um dos maiores enigmas da história, para o qual a Universidade de Granada contou com um contributo importante de Portugal.
Desde 2021 que diversas teorias têm vindo a ser descartadas, pela equipa liderada por José António Lorente, enquanto as amostras de ADN fornecidas pelos promotores das mesmas, foram sendo testadas pelo Laboratório de Granada e outros Laboratórios parceiros em outros países.
Em Portugal a Fundação Histórico-Cultural Oureana “forneceu amostras diversas de nobres portugueses como também relíquias de Santos da família real, como a Rainha Santa Isabel, a Infanta Santa Joana e São Nuno”, revelou o presidente da instituição Carlos Evaristo.
Uma amostra de grande importância são “três cabelos da Rainha Santa Isabel com mais de sete séculos que foram cuidadosamente removidos de um relicário com uma sua madeixa, selado em lacre com o sinete do Bispo Conde de Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré”, explicou Carlos Evaristo ao que acrescentou: “Este cabelo havia sido recolhido pelo mesmo prelado na presença do Rei D. Miguel I conforme documentação existente em arquivos quando da abertura do túmulo da Rainha Santa para verificação do estado de conservação do seu corpo incorrupto”.
A ser provada a proximidade do ADN da Rainha Santa com Cristóvão Colombo fica aberto o caminho do navegador ser seu descendente e portanto estar ligado aos monarcas portugueses.
A investigação da origem de Colombo arrancou em 2003 quando José Antonio Lorente, professor de medicina legal na Universidade de Granada, e o historiador Marcial Castro, exumaram o que se acreditava serem os restos mortais de Colombo na catedral de Sevilha para recolher amostras de ADN. Retiraram ainda ADN dos ossos do filho, Hernando, e do irmão, Diego.
Exames posteriores provaram a ligação familiar entre todos os ossos. Provado ficou também que os ossos encontrados na catedral de Sevilha pertencem a Cristóvão Colombo.