Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira esteve no Castelo de Ourém e presidiu pela primeira vez ao Capítulo Geral da Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais que confirmou e admitiu novos membros.
A cerimónia de investidura teve lugar na Sala dos Cavaleiros do Salão D. João I, seguiu-se o almoço de gala e sessão de fados em homenagem a Amália Rodrigues, e antecedeu a Missa da Festa de Santa Ana celebrada pelo Capelão Padre Fernando António e que contou com uma Guarda de Honra às Relíquias Insignes e no Memorial à Rainha do Fado.
Coronel Francisco Manuel Palhinhas dos Santos
Coronel António Nuno Reis Carrapatoso Marcos de Andrade
Carlos Melo Mourão
João Paulo da Cruz Teixeira Barradas
Eunice Maria Rodrigues Costa
Manuela de Jesus Martins Vendinha de Oliveira
Carlos Evaristo apresenta as Actividades de 2025 e o Plano para 2026
A Real Guarda de Honra reunida em formatura para o Patrono Real, D. Afonso, passar revista
A Real Guarda de Honra reunida em formatura para o Patrono Real, D. Afonso, passar revista
A Assembleia Geral da RAGHCPMN reuniu membros do Comando Geral na Sede da Associação no Castelo de Ourém onde o Comandante Geral Carlos Evaristo falou das atividades realizadas em 2025 e as que ainda estão planeadas até ao final deste ano jubilar concedido pelo Papa Leão XIV.
O Patrono Real, D. Afonso, a passar revistaà Real Guarda de Honra acompanhado do Comandante Geral Carlos Evaristo
Foi a primeira vez desde que tomou posse como Chanceler Mor da Real Ordem do Arcanjo São Miguel em Maio que D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, presidiu neste cargo em cerimónias em representação do seu pai, o Duque de Bragança, tendo na ocasião investido três membros da Ordem Dinástica que não poderam estar presentes em Alcobaça no último Capítulo Geral.
Os Convidados da Mesa Real
O Juiz e Delegado da Real Irmandade e Ordem Monástica do Arcanjo São Miguel no Brasil D. Lúis Roberto Lorenzato, Marquês de Ivrea recebeu os diplomas para os Confrades Brasileiros que não poderam estar presentes em Alcobaça em Maio
Fernando Martinho António
Maria Leonor de Jesus de Oliveira Martinho
Maria Nobisso Nicotra
Presente nas cerimónias no Castelo de Ourém, esteve também Nicolas Descharnes, Juiz da Real Irmandade da mesma Soberana Invocação da Diocese de São Tomé e Príncipe, à qual pertencem os novos membros. Descharnes que também é membro do Comando Geral da Real Guarda de Honra e Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana, dirigiu umas palavras de acolhimento a todos os novos membros.
Homenagem A Amália Rodrigues junto ao Monumento
Depois das Investiduras, todos os presentes seguiram para a Regalis Lipsanotheca junto ao Castelo de Ourém, Sede da Real Guarda de Honra, onde os Guardas de Honra reuniram em formatura para o Patrono Real, D. Afonso, passar revista.
O Príncipe da Beira junto à imagem de Stª Ana
O Príncipe da Beira, o Marquês de Ivrea e O Duque da Terceira assistem à Santa Missa
Seguiu-se a Missa celebrada em honra de Santa Ana, Patrona da Real Guarda de Honra pelo Capelão-Mor Assistente Padre Fernando António com Guarda de Honra e veneração das relíquias.
Depois da Saudação e Agradecimentos do Patrono Real foram depositadas flores com uma Guarda de Honra ao Memorial a Amália Rodrigues, Rainha do Fado, pelo 106º aniversário do seu nascimento.
Presentes na reunião do Comando Geral com o Príncipe da Beira, estiveram; Comandante Geral Carlos Evaristo, o Patrono, D. mLourenço Vilaflor (Duque da Terceira), os Comandantes de Legião Carel Heringa, David Alves Pereira, João Pedro Teixeira (em representação do Comandante Geral Adjunto), José Rodrigues, Inês Rodrigues, Luiz Roberto Lorenzato, Margarida Evaristo e Nicolas Descharnes.
Jorge Gonçalves, Padre Fernando António, João Pedro Teixeira e Armando Mendes durante a Veneração da Relíquia
Neste evento também esteve uma representação da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria chefiada nesta ocasião pelo Jorge Manuel Reis Gonçalves.
A Regalis Lipsanotheca recebeu um grupo de peregrinos muito especial. Vindos da Paróquia de São Vicente de Alfena eram liderados pelo Teólogo e especialista em assuntos religiosos, Dr. Sérgio Carvalho. O grupo visitou o Castelo de Ourém e depois na Regalis Lipsanotheca receberam a Indulgência Plenária concedida pelo Papa Leão XIV pelo 30º aniversário da Fundação Oureana e 25º da sua Capela de Relíquias.
A primeira atividade que o grupo “Alfena aos pês de Maria” realizou foi uma peregrinação a Fátima a 13 de Fevereiro de 2006 pela translação dos restos mortais da Venerável Irmã Lúcia, tendo sido o primeiro grupo registado em visita ao Santuário de Fátima após o desconfinamento da Pandemia da Covid 19.
Altar de Cristo Rei na Regalis Lipsanotheca
Os participantes desta 18ª peregrinação Alfena aos Pés de Maria, que teve lugar nos dias 27 e 28 de Junho, tiveram um fim de semana repleto de oração, fraternidade e esperança, percorrendo a Via-Sacra nos Valinhos, o Calvário Húngaro, as Casas dos Pastorinhos, o Poço do Arneiro e a Igreja Paroquial de Fátima.
O grupo no Calvário Hungaro
No dia 27 de Junho os Peregrinos passaram pelo Santuário de Nossa Senhora da Ortiga e foram depois ao Castelo de Ourém visitar a Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria da Visitação e a Cripta com o túmulo de D. Afonso, IV Conde de Ourém, neto de São Nuno de Santa Maria.
O grupo no Santuário de Nossa Senhora da Ortiga
O Dr. Sérgio Carvalho com os Peregrinos
Carlos Evaristo conduziu a visita guiada aos lugares mais emblemáticos do Castelo de Ourém que incluíram o fontanário, o pelourinho, o antigo hospital (Pousada), as ruínas da Sinagoga e Botica, e as Prisões (Ucharia).
Antes de venerarem as relíquias da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Sérgio Carvalho, à chegada, recitou com todos os presentes as orações para lucrarem da Indulgência Plenária do Jubileu.
O Dr. Sérgio Carvalho lidera o grupo em oração
Seguiu-se uma curta palestra de Carlos Evaristo sobre o Culto das Relíquias Sagradas desde os tempos bíblicos e a história de algumas relíquias insignes que fazem parte da colecção.
Carlos Evaristo durante a palestra ao grupo
Depois da palestra de Carlos Evaristo houve a oportunidade de visitar a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré e de venerar as relíquias e particularmente as de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua Mãe Santíssima, São José, Santa Ana, dos Pastorinhos de Fátima e dos Santos Populares deste mês de Junho; Santos António, João Baptista e Pedro Apóstolo.
O Grupo “Alfena aos Pés de Maria” na réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré
Antes de partirem da Regalis Lipsanotheca, o Apostolado de Relíquias ofereceu uma teca relicário ao Dr. Sergio Carvalho na qual foi colocada uma relíquia de São Carlo Acutis que Carlos Evaristo havia recebido da mãe do jovem Santo em Março deste ano.
Josephine Nobisso ofereceu ao Dr. Sérgio Carvalho um exemplar do seu livro “Retrato do Filho”
O Dr. Carvalho também recebeu um livro autografado em língua portuguesa da Josephine Nobisso, autora premiada de livros infantis Católicos e Membro do Apostolado de Relíquias.
As Visitas Guiadas ao Centro Histórico do Castelo de Ourém, Visitas aos Museus do Complexo Museológico “Sedes Mundi Reginae” e Palestras Temáticas são um serviços gratuito oferecido pela Fundação Oureana aos grupos turísticos e peregrinações mas requerem marcação antecipada através de telefone: 249544808 ou e-mail: fundacaohcoureana@gmail.com
27 de Junho de 2026
FOTOS: Direitos Reservados à Fundação Oureana / Dr. Sérgio Carvalho
No Castelo de Ourém, realizou-se uma cerimónia solene da bênção do busto relicário na presença de D. Duarte Pio de Bragança e dos organizadores do evento.
(Ourém, Portugal). Graças à dedicação e ao empenho organizativo de Angelo Musa, Cavaleiro da Ordem Constantiniana de São Jorge, e do Comandante Arturo Canavacciuolo, da Delegação de Óstia, nasceu a ideia de criar um busto relicário da recém-beatificada Beata Maria Cristina para ser doado à Regalis Lipsanotheca, localizada no Castelo de Ourém, perto de Fátima.
A relíquia, que até então fora zelosamente guardada pelo sacerdote paduano Dom Carlo Cecchin, consiste numa madeixa de cabelo da antiga Rainha das Duas Sicílias, que foi colocada dentro de um busto.
As relações entre as Casas Soberanas de Portugal e das Duas Sicílias foram sempre marcadas pelo mais elevado respeito mútuo, ainda mais confirmado pela troca das mais altas honras. Entre os ilustres convidados presentes no solene rito de promulgação do decreto relativo ao milagre atribuído à Beata, ratificado pelo Papa Francisco, e na anterior assinatura do Acordo de Conciliação e Reconhecimento do Grão-Magistério da Ordem Constantiniana por S.A.R. o Duque de Castro, Don Carlos de Bourbon, e o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio.
O Cavaleiro Angelo Musa organizou o evento da entrega do relicário com o Secretariado Real, por intermédio do Comendador da Ordem Constantiniana Carlos Evaristo que coordenou o evento em Portugal com o apoio de Dom Duarte, que confirmou de imediato a sua presença no evento, informando o custódio da Lipsanotheca no Castelo de Ourém e ao Pároco da Igreja de Nossa Senhora das Misericórdias.
Carlos Evaristo e Angelo Musa
O Convite foi estendido online a todos os Cavaleiros Constantinianos de ambos os ramos. Os dois organizadores e os Cavaleiros Guida de Bolonha e Rimauro de Grosseto também aceitaram patrocinar.
Em representação da Delegação Siciliana estiveram o Comendador Aurelio Badolati e o Cavaleiro Giuseppe Matranga. (Vários Cavaleiros de toda a Itália, impossibilitados de comparecer, mas apoiantes do projeto, ofereceram espontaneamente contribuições financeiras para a iniciativa.)
A imagem foi feita pela artista de Lecce, Ciardo Stella, após os esboços de Carlos Evaristo terem sido aprovados pelo Padre Dom Carlo Cecchin, Capelão Mor da Casa Real Portuguesa que supervisionou com paixão todo o processo canónico.
A 12 de Abril, após a Santa Missa, uma cerimónia solene, com a presença de D. Duarte, levou à inauguração do busto relicário representando a Beata Maria Cristina. Estiveram presentes muitos convidados, entre os quais vários membros da Nobreza Portuguesa e Membros das Ordens da Casa Real de Bragança.
Para realçar ainda mais a solenidade do evento, os Cavaleiros presentes foram agraciados por S.A.R. Dom Duarte com a admissão na Real Confraria do Santo Condestável São Frei D. Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, um santo particularmente venerado em Portugal.
Como Comandante do Exército, D. Nuno salvou a independência da nação aos invasores espanhóis. Mais tarde, como frade Carmelita, viveu na pobreza e em harmonia com o espírito do Evangelho. Foi também o Fundador da Dinastia Bragança, da qual o atual Duque, Dom Duarte, detém a Grã-Mestria por nascimento. O evento concluiu-se com a entrega do Colar da Real Confraria e do diploma correspondente ao Cavaleiro Musa.
A cerimónia religiosa seguiu-se a um almoço de gala presidido por D. Duarte, realizado na sala de receção do Hotel “Domus Pacis” em Fátima.
No final da Peregrinação foram atribuídas lembranças a todos os participantes, tendo sido pessoalmente atribuído a Angelo Musa a Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Consciência de Vila Viçosa pelos serviços prestados à Casa Real Portuguesa.
M.I.F.
12 de Abril de 2014, 1 de Maio de 2014, 14 de Maio de 2014, 21 de Maio de 2014
A Catedral de São Carlos Borromeu, no interior de São Paulo, dá um passo significativo para se tornar centro de referência nacional em sagradas relíquias.
Carlos Evaristo (*)
Nos Atos dos Apóstolos, o evangelista São Lucas revela a importância das sagradas relíquias nos primórdios da Igreja. Por meio de lenços e tecidos que haviam tocado no corpo de Paulo, doentes eram curados e possessos eram exorcizados. Em quase dois milênios, a Igreja se empenhou em preservar, valorizar e autenticar esses tesouros da fé e promover uma reta devoção e uso pelos fiéis como sacramentais. No século XXI, santuários ao redor do mundo com relíquias insignes seguem acolhendo multidões de peregrinos em busca da companhia dos santos, da cura e da conversão, pois onde está a relíquia, o santo ali está para interceder junto a Deus.
Após receber a doação das relíquias da Santa Cruz – entronizadas em setembro de 2023 e colocadas em exposição perpétua -, a Catedral de São Carlos Borromeu, no interior de São Paulo, dá mais um passo significativo na valorização desse importante sacramental. Em um ato chancelado pelo bispo diocesano Dom Luiz Carlos Dias, Fábio Tucci Farah, especialista em arqueologia sacra e perito em relíquias, torna-se o responsável oficial pelo culto diocesano de relíquias sagradas – função que exerce na Arquidiocese de São Paulo desde 2016.
Nos últimos anos, Farah desenvolveu pesquisas pioneiras em arqueologia sacra, algumas destacadas pelo Vatican News, como a redescoberta do real simbolismo da Coroa de Espinhos e os possíveis cálices que Jesus Cristo teria usado na Última Ceia. Em 2018, foi nomeado curador adjunto da Regalis Lipsanotheca, no Castelo de Ourém, perto de Fátima, Portugal, um dos maiores acervos de relíquias do mundo. E publicou, em coautoria comigo, o livro “Relíquias Sagradas – Dos tempos bíblicos à era digital”, que me alegro ser obra de referência na área.
Na Diocese de São Carlos, Farah dedicará especial atenção à Catedral de São Carlos Borromeu, cujo patrono, cardeal e arcebispo de Milão no século XVI, era um ardoroso devoto das sagradas relíquias. Quando a peste assolou a cidade italiana, São Carlos resgatou um dos cravos da Paixão, descoberto por Santa Helena em uma cisterna à leste do Gólgota, e fez procissões com a relíquia, suplicando ao Senhor pelo término daquela tragédia. Quando a peste chegou ao fim, São Carlos cumpriu a promessa de ir em peregrinação até outra importante relíquia, a Santa Sindone (a mortalha de Cristo, mais conhecida por Santo Sudário) – graças ao arcebispo, a santa relíquia da ressureição de Jesus foi trasladada de Chambéry, na França, para Turim, na Itália, onde se encontra até hoje.
Pouco antes de sua Ascensão, Cristo confiou uma missão aos amigos mais próximos: “e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo”. Nos Atos dos Apóstolos, o evangelista Lucas revela a importância das sagradas relíquias nos primórdios da Igreja.
Na Catedral de São Carlos Borromeu, portanto, as relíquias devem ter lugar privilegiado. Por essa razão, um projeto, já em gestação, prevê a criação de uma capela dedicada aos doze apóstolos de Nosso Senhor, com relíquias de todos. Haverá, porém, um espaço dedicado ao décimo terceiro – e um dos pilares da Igreja – São Paulo.
Com essas relíquias, a Catedral de São Carlos Borromeu se tornará um bastião do testemunho da fé apostólica na Terra de Santa Cruz. E, nos próximos anos, o Centro de Relíquias da Diocese de São Carlos poderá se tornar uma importante referência no estudo e na divulgação das sagradas relíquias, esses inestimáveis tesouros de nossa Igreja. Por dirigir os olhos ao futuro, São Carlos ganhou o epíteto de Capital da Tecnologia. A partir dessa iniciativa, a cidade também poderá se tornar um grande centro de devoção das Sagradas Relíquias, erguendo os olhos dos paroquianos e peregrinos à Cidade de Deus.
Fabio Tucci Farah e Carlos Evaristo
(*) Dr. Carlos Evaristo é arqueólogo, historiador, períto em iconografia sacra medieval e relíquias sagradas. Como Custos Reliquiarium é Presidente de várias comissões e gabinetes diocesanos que conservam, regulam e reautenticam as relíquias, promovendo seu culto. Com sua mulher Margarida Evaristo e o Capelão Mor Padre Carlo Cecchin, é fundador do Apostolado para as Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias. É Fundador e Curador da Regalis Lipsanotheca, um repositório de relíquias sagradas que colabora há várias décadas com a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos e Gabinetes de Postuladores, sendo Presidente do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano para paises lusófonos.
Bispo Donal McKeown recebe a Relíquia de Liam Stewart
O Bispo de Derry, Irlanda do Norte, (Reino Unido), recebeu no dia 27 de Maio, uma relíquia da Santa Cruz oferecida pela Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.
A relíquia foi entregue pessoalmente a Liam Stewart, Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e Representante do Apostolado das Relíquias na Irlanda do Norte.
Sua Excelência Reverendíssima Donal McKeown, que desejava uma relíquia do Santo Lenho para veneração na Diocese, recebeu da I.C.H.R. e do Apostolado para as Relíquias Sagradas, uma custódia relicário dourada na qual foi colocada uma teca com a relíquia. Foi também entregue uma autêntica (documento de autenticidade) emoldurada.
Liam Stewart, acompanhado de Martin McFadden, Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e Representante do Apostolado das Relíquias na Irlanda.
Liam Stewart foi quem fez o pedido ao Apostolado de Relíquias em nome do Bispo de Derry tendo recebido a relíquia e a autêntica, no passado dia 23 de Maio em Alcobaça, das mãos de D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de Carlos Evaristo, na qualidade de representantes das Fundações Oureana e D. Manuel II; entidades Parceiras Protocolares Custódias da Regalis Lipsanotheca.
Bispo Donal McKeown
A teca contendo lascas de madeira da Santíssima Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e que foi colocada numa custódia relicário cruciforme dourada, fazia parte do acervo-depósito de relíquias sagradas da Regalis Lipsanotheca e foi escolhida para doação à Diocese de Derry por ter um especial significado.
O Fundador do Apostolado e Custos Reliquiarium, Carlos Evaristo, um perito e guardião de relíquias, explicou que: “a relíquia escolhida foi adquirida e autenticada em 2014, no mesmo ano em que o Bispo McKeown foi nomeado Bispo eleito de Derry pelo Papa Francisco, a 25 de Fevereiro, tendo sido empossado a 6 de Abril do mesmo ano na Catedral de Santo Eugénio, em Derry.“
O Bispo McKeown que apresentou a sua demissão a 12 de Abril de 2025, após o seu 75º aniversário, de acordo com o Direito Canónico que exige que todos os bispos apresentem a sua renúncia ao Papa ao atingirem essa idade, aguarda agora a nomeação do seu sucessor, mantendo-se no cargo de Bispo Interino.
A entrega desta relíquia à Diocese neste Ano Jubilar 2025 – 2026 em que o Apostolado de Relíquias celebra 35 anos em Portugal, a Fundação Oureana 30 anos e a Regalis Lipsanotheca 25 anos, une assim o apostolado ao Bispo que celebra seus 75 anos e os anos de episcopado desde a sua nomeação.
Fotos: Direitos Reservados à Fundação Histórico – Cultural Oureana / Federação de Reais Irmandades do Arcanjo São Miguel / Regalis Lipsanotheca / Diocese de Derry, Irlanda
No mundo existem inúmeras réplicas da Santa Casa de Loreto, desde a mais próxima, como a de Ricanati, até à mais distante. Entre elas, um papel de particular importância pertence à réplica de Ourém, em Portugal, construída há vinte e cinco anos pela Fundação Histórico-Cultural Oureana.
A capela está agora guardada no interior da Regalis Lipsanotheca, no Castelo de Ourém.
Na base desta iniciativa encontra-se a figura de John Mathias Haffert, americano abastado, fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima, profundamente ligada à espiritualidade mariana.
Haffert recebeu desta Basílica Lauretana, algumas pedras originais da Santa Casa, utilizadas tanto como elementos estruturais como em forma pulverida no interior da parede da réplica que construíu nos Estados Unidos, e mais tarde, em Ourém.
A ligação do americano à cidade portuguesa nasceu da centralidade de Fátima, uma fração do Município do Concelho de Ourém, lugar que marcou, de forma singular, a sua vida espiritual e o seu trabalho como Apóstolo.
Após a Segunda Guerra Mundial, tratou de fundar o Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima com o objetivo de divulgar a mensagem transmitida pela Irmã Lúcia pelo mundo, e precisamente para estudar e valorizar este património histórico e espiritual, foi criado, em junho de 1995, A Fundação Histórico – Cultural Oureana.
Os vitrais novos da réplica da Santa Casa em Ourém, desenhados por Carlos Evaristo e executados pela firma Vitral d’ Arte de Fátima representam o Nascimento de Cristo em Belém e contam a história vivida pela Sagrada Família na Casa de Nazaré; a Carpintaria de São José e a morte de São José.
Os painéis pintados a óleo desenhados por Carlos Evaristo e pintados por Zinaida Loghin, representam a história da Santa Casa e as Lendas de Nossa Senhora de Loreto / Nazaré na Itália, em Walsingham, Inglaterra e em Nazaré, Portugal.
A Fundação Histórico-Cultural Oureana dedica-se à difusão da Mensagem de Fátima e à proteção do património cultural da cidade, em particular pela recuperação do Castelo, que, na primeira visita a Fátima, em 1946, se encontrava em estado precário.
Entre as iniciativas mais significativas da Fundação, destaca-se a criação da réplica da Casa Santa, um dos pilares da Regalis Lipsanotheca, uma capela concebida para albergar relíquias no interior do próprio Castelo.
Desta forma, a Santa Casa torna-se paragem obrigatória na peregrinação ao Santuário.
Por ocasião de uma série de aniversários muito importantes, como o 30º aniversário da Fundação e o 25º aniversário da construção da réplica da Santa Casa e 25º aniversário do milagre da Canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, o Papa Leão XIV concedeu um Jubileu especial a Ourém, de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026.
O Ano Jubilar foi aberto com uma celebração no interior da Regalis Lipsanotheca celebrado pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando Antônio, e oferece Indulgências Plenárias aos peregrinos que participem nas celebrações e nos ritos jubilares no local designado, confirmando o papel da Fundação como um importante centro internacional de espiritualidade Mariana.
Em preparação para o Jubileu, o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, que partindo dos desenhos de Haffert da construção da réplica da Santa Casa em New Jersey, realizou a construção da cópia da Santa Casa Mariana na cidade Portuguesa, fez uma Visita Oficial à Basílica Pontifícia da Santa Casa de Loreto, fortalecendo simbolicamente o vínculo entre os dois legados.
Durante a visita, Evaristo pôde apreciar a beleza das ofertas ao Museu Pontifício, com a explicação do seu amigo de longa data, um funcionário histórico da delegação, Roberto Stefanelli, cuja visita à Basílica, sob a orientação e inserção do Padre Giuseppe Santarelli, permitiu aos fiéis venerar a Santa Casa com algumas das relíquias mais significativas do Santuário, renovando este filho espiritual que une Loreto e Fátima. Agora Fátima está sob o signo de Maria.
Fonte: Il Messaggio della Santa Casa di Loreto, Febbraio 2026, Loreto no mundo, Páginas 61 e 62
Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.
O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.
“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.
A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.
“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.
A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.
Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.
O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.
A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.
Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.
A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.
Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.
Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.
Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.
Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.
depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.
A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.
Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.
A festa de Nossa Senhora de Loreto e 100º da Aparição de Nossa Senhora em Pontevedra à Vidente de Fátima Irmã Lúcia, foi a data escolhida pela Fundação Oureana para iniciar as celebrações do Jubileu concedido pelo Papa Leão XIV pela 30º aniversário da sua criação e 25º aniversário da construção da Regalis Lipsanotheca e a 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal.
Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do interior da Regalis Lipsanotheca
Foi também motivo da concessão de um Jubileu, o 25º aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido no edifício do Restaurante Medieva da Fundação), o 35º aniversário do Apostolado de Relíquias em Portugal, o 25º aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e o 25º aniversário da Regalis Lipsanotheca (Capela de relíquias que contém a réplica da Santa Casa de Loreto – Nazaré).
Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do exterior da Regalis Lipsanotheca
O Jubileu pedido pelo Patrono Protetor e Capelão Geral da Fundação; Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos confere uma Indulgência Plenária em vários lugares ligados aos aniversários incluindo a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Misericórdias em Ourém. O Jubileu estende-se de 8 de Dezembro de 2025 (Aniversário do Milagre atribuído a São Nuno) a 6 de Novembro de 2026 (Festa litúrgica do Santo Condestável).
Altar da réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém
Missa Jubilar Indulgenciada
As celebrações do inicio do Jubileu principiaram com uma Missa Jubilar Indulgenciada celebrada pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando António, e que teve lugar na Regalis Lipsanotheca, o repositório de relíquias sagradas que tem a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré, que foi designada de “Capela Jubilar”.
Assistiram à Santa Missa para além dos membros da Direção da Fundação Oureana, os pais do Capelão, colaboradores da Fundação e também amigos do falecido fundador John Haffert, incluindo a conhecida autora de livros Católicos de crianças; Josephine Nobisso.
Durante a Santa Missa, o Capelão da Fundação relembrou os presentes o papel que tiveram os Fundadores; John e Patrícia Haffert na criação do Exército Azul, da Fundação Oureana e a devoção que nutriam por Nossa Senhora que os levou também a criarem réplicas da Santa Casa; a primeira nos Estados Unidos da América no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Exército Azul em Washington New Jersey e a primeira em Portugal, na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.
Depois da veneração de Relíquias Insignes da Sagrada Família e da pedra da Santa Casa de Loreto, o Capelão da Fundação recitou a Litania de Nossa Senhora de Loreto terminando a Missa Indulgenciada com a bênção de todos presentes com as referidas relíquias. Para ambas as réplicas da Santa Casa, (a de New Jersey e a de Ourém), John Haffert consegui obter do Santuário Pontifício da Santa Casa, em Itália, relíquias insignes de pedras da verdadeira Santa Casa, parte das quais, foram pulverizadas e colocadas no revestimento das paredes para tornar assim as réplicas relíquias autênticas da Santa Casa à escala.
Das muitas réplicas da Santa Casa que existem no mundo, a maioria na Itália, só as duas construídas por John Haffert têm estas características; uma pedra da verdadeira Santa Casa, e uma parte da pedra pulverizada no revestimento das suas paredes.
A replica da Santa Casa de Loreto (parte da Regalis Lipsanotheca – capela de relíquias) foi o primeiro local em Portugal a ter relíquias da Santa Casa de Loreto e da Sagrada Família à veneração em Portugal.
Interior da Santa Casa em Loreto
A Santa Casa e a Lenda Dourada da Trasladação para Loreto
Reza a tradição que a casa de pedra que se venera em Loreto, Itália, hoje revestida de mármore ricamente ornamentada no seu exterior, foi, de fato, a casa que existia em Nazaré onde Santa Ana e São Joaquim criaram a Virgem Santa Maria, e onde, mais tarde, a Mãe de Deus, criou Nosso Senhor Jesus Cristo com a ajuda de São José.
Aquela que é a maior relíquia do mundo é hoje parte central do Santuário Pontifício da Santa Casa de Loreto como é formalmente conhecido. Localizado na região de Marche, na Itália, a uma curta distância da praia de Porto Recanati, a Santa Casa está instalada na Basílica da Santa Casa, construída entre 1469 e 1587.
Constituída por três paredes que, segundo a antiga e consagrada tradição, estariam de frente à chamada “Gruta da Anunciação” onde a Virgem Santa Maria nasceu, viveu e recebeu a Anunciação do Arcanjo São Gabriel. A gruta foi também o local, onde mais tarde, São José instalou a sua oficina de carpinteira e onde tradicionalmente o protetor de Jesus e Maria morreu.
Estudo arqueológico de reconstituição mostra como a Casa em Loreto fazia parte da Gruta da Anunciação em Nazaré
A Santa Casa foi indiscutivelmente transportada, de Nazaré para o Loreto tendo chegado no dia 10 de Dezembro do ano de 1294. De acordo com a Lenda Dourada e a pia devoção popular, a mesma foi transportada por anjos. No entanto, após estudos arqueológicos e filológicos mais recentes, e considerando o edifício, os registos e o estudo da iconografia sacra antiga, acredita-se agora que a casa foi levada da Terra Santa para a Itália por meios humanos – por navio – com a ajuda dos anjos, mas neste caso os “Angeli”, uma poderosa família Bizantina cujo apelido literalmente quer dizer “Anjos”.
Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém que ilustra a história
A família “Angelo” (Anjo) ou “Angeli” (Anjos) governaram o chamado Despotado do Epiro, um de vários pequeno estados feudais que surgiram após a queda do Império Bizantino de Constantinopla e do Reino Latino de Jerusalém. O Despotado do Epiro era na realidade um Estado Grego autónomo cujos chefes reclamavam alguns títulos como “Rei de Jerusalém” ou “Governador e Protetor da Palestina”.
Em 1291 antes da perca do Reino Latino de Jerusalém, Nicephorus I Angelos Comnenos (Despota do Epiro entre 1271 e 1297) decidiu desmantelar a Santa Casa em Nazaré para a salvaguardar dos Saracenos e doou depois as “pedras sagradas da Casa de Nossa Senhora” como dote aquando do casamento da sua filha com Filipe I de Anjou.
Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém com as lendas da Santa Casa
O carregamento das pedras da Santa Casa e outros objetos sagrados (relíquias da Sagrada Família) constam do Chartularium Culisanense um documento que relata a carga do navio que transportou as relíquias em 1294 até Veneza, seguindo a rota dos navios dos Cruzados com paragem na Croácia onde existe a tradição que a Santa Casa foi venerada pela população local.
Os “Angeli” (anjos) na Lenda Dourada passaram assim a simbolizar na arte e na tradição a poderosa família Bizantina que literalmente salvou a Santa Casa, embora a iconografia posteriormente interpretada atribuiu a trasladação a uma intervenção divina, criando assim a Lenda Dourada do transporte angélico.
Um estudo realizado em 1997, pelo reconhecido perito mundial em relíquias, Presidente da Direção e Co-Fundador da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, comprovou que «o termo náutico medieval para “navegar” era de facto “voar” pois acreditava-se que o firmamento dividia “os Céus de cima dos Céus de baixo” ou as águas de cima (chamadas de Céu) das águas de baixo (chamado de mares). Assim sendo, quando os ventos sopravam e enchiam as velas dos navios dizia-se que “os barcos “voavam pelos Céus”». Segundo Evaristo, “esse termo para descrever a navegação à vela era de uso comum na Europa até a criação dos navios a vapor.” “Nem Ithamar (Margarida), filha de Nicephorus, nem seu marido, Filipe I de Anjou, se interessaram muito por desalfandegar um carregamento de pedras em Veneza e especialmente se a taxa alfandegária atribuída à carga seria calculada pelo peso! Foram de fato dois netos do casal que mais tarde lutaram pela posse das pedras sagradas já na época áurea das relíquias. O vencedor dessa luta, sendo dono de um terreno com um bosque de loureiros (Loreto) reconstruiu nele a Santa Casa supostamente com uma planta enviada pelo seu bisavô Nicephorus. O histórico feito da família ficou imortalizado para sempre nas representações alegóricas dos Anjos (Angeli) a acompanharem a Santa Casa pelos céus enquanto um navio cruzado transportava a mesma por mar.”
Testes realizados às pedras da Santa Casa na década de 1990, assim como um estudo da Igreja da gruta da Anunciação onde ficava situada a Casa em Nazaré, confirmaram que as pedras da casa em Loreto são de origem Palestiniana. As mesmas correspondem aos materiais e às técnicas de cinzelagem manual daquela região e época sendo que a dimensão da casa reconstruída na Itália, corresponde aos alicerces originais que tinha nas ruínas das fundações na Terra Santa.
Comprovou-se assim através das escavações arqueológicas que a Santa Casa é de fato genuína tendo sido constituída por duas partes: uma gruta, ainda conservada na Basílica da Anunciação em Nazaré, e uma casa frontal à superfície, com três paredes de pedra, as pedras que foram transportadas para o Loreto. Confirmou-se também que a parte da casa encostada à gruta não possuía parede própria.
A Santa Casa tal como foi reconstruída em Loreto
Em Loreto, as três paredes reconstruídas com as pedras da casa da Virgem Maria em Nazaré foram colocadas numa via pública que ligava Recanati ao porto, com uma quarta parede construída com pedras locais. Contudo as estrutura foi recriada sem fundações adequadas e de imediato foi alvo de um extraordinário cuidado de conservação, próprio de uma preciosa relíquia. Primeiro, no final do Século XIII, foi reforçada com alvenaria para criar uma fundação; depois, foi sustentada por contra-arcos no lado norte; e, finalmente, no início do Século XIV, foi cercada por uma parede de tijolos (chamada “Recanatesi”) em toda a sua largura e altura.
Estes dados da construção foram devidamente verificados durante escavações arqueológicas realizadas no subsolo da Casa Santa em 1962/65, altura em que foi descoberto o que restava de velas de pano de um navio Cruzado e moedas cunhadas por Nicephorus I Angeli Comnenos do Epiro assim como outras do tempo da aquisição pelos Anjou e a sua reconstrução em Loreto.
Maquete original do revestimento em mármore colocado nas paredes exteriores da Santa Casa
Também de acordo com as escavações arqueológicas, as três paredes da Casa Santa encaixam perfeitamente no perímetro da Gruta da Nazaré, que é a parte restante da casa de Maria. Além disso, as pedras com que foi construída não são originárias do território de Recanati, mas são típicas da tradição construtiva palestiniana do tempo de Cristo. Isto atesta a autenticidade da relíquia.
O revestimento em mármore da Casa Santa foi desenhado por Donato Bramante, a pedido do Papa Júlio II. Mais tarde o Papa Leão X confiou a obra a Andrea Sansovino, a quem sucederam depois Raniero Nerucci e Antonio da Sangallo, o Jovem.
Júlio II
A cidade de Loreto floresceu desde a chegada da Casa Santa. Antes, não havia nada naquele monte. A ilustre relíquia atraiu muitos peregrinos em busca de graça e bênçãos. Os peregrinos doentes eram os primeiros a ser levados à Santa Casa, pedindo a cura dos seus corpos e espíritos.
A devoção à Santa Casa espalhou-se primeiro pelas regiões de Marche, depois para além das fronteiras, até todo o mundo católico. Existem muitos lugares dedicados à Virgem do Loreto, e muitos são reproduções fiéis da Santa Casa, alguns com revestimento de mármore. Por exemplo, na Europa, há um em Praga, enquanto na Ásia, outro está em Taiwan.
Leão X
A imagem de Nossa Senhora que hoje pode ser admirada em Loreto é de 1922, pois a anterior perdeu-se num incêndio que ocorreu na Casa Santa em 1921. A Virgem de Loreto foi proclamada padroeira universal de todos os viajantes aéreos pelo Papa Bento XV a 24 de Março de 1920.
Em 2020, pelo centenário do Santuário e o Ano do Jubileu Lauretano concedido pelo Papa Francisco, foi recordado este vínculo especial que existe entre a Virgem de Loreto e toda a aviação civil e militar.
As duas réplicas da Santa Casa de Loreto criadas por John Haffert
A primeira réplica da Santa Casa nos Estados Unidos da América foi construída por John Haffert a partir da planta da Casa original em Loreto, com as mesmas dimensões: 4 m x 9,5 m. A mesma foi construída por pedreiros vindos de Fátima que usaram pedra nativa de Washington, Nova Jersey.
Por cima da porta de entrada encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, uma réplica da original da Casa Santa em Loreto, coroada por São João XXIII. A réplica da imagem foi enviada como presente pelo Cardeal D. Aurélio Sabbatini, juntamente com um lustre em forma de estrela que permaneceu suspenso sobre a Casa Santa de Loreto na grande cúpula da basílica, durante 100 anos. Muitos grandes santos e figuras santas estiveram sob o lustre em oração, incluindo Santa Teresa de Lisieux, São João Bosco e São Maximiliano Kolbe.
Uma pedra proveniente da Santa Casa de Loreto oferecida ao Exército Azul pelo Arcebispo Sabbatini de Loreto a pedido do Arcebispo Loris Capovilla, antigo secretário pessoal de São João XXIII chegou numa caixa de prata forrada com veludo azul medindo 10 cm de largura por 1,2 cm de espessura.
Um pequeno pedaço da pedra foi colocado na 1ª pedra da casa e o restante pulverizado e o pó fino distribuído nas paredes com a argamassa. Assim, a casa onde viveu a Sagrada Família ficou verdadeiramente a fazer parte das paredes da Santa Casa dos EUA, tornando a réplica numa relíquia à escala.
O Santuário da Capela da chamada Holy House USA é também um Lipsanotheca (Capela de Relíquias). Para além das paredes estarem revestidas com pó da relíquia da pedra, uma parede contém um altar com uma representação em tamanho Real da Visão da Santíssima Trindade que a Irmã Lúcia teve no Convento das Irmãs Doroteias em Tuy, Espanha, a 13 de Junho de 1929.
O altar da Santa Casa nos EUA também é também uma relíquia pois é metade do altar original da capela do Convento onde ocorreu a Visão de Tuy e sobre o qual segundo a Irmã Lúcia fluíram como água as palavras “Graça” e “Misericórdia”. John Haffert comprou o altar às Irmãs Doroteias e dividiu o mesmo, colocando a outra metade, assim como as colunas decorativas com arcos da capela, no Oratório Relicário que construiu em Pontevedra na casa das aparições que agora comemoram 100 anos e que Haffert adquiriu para sede o Exército Azul Espanhol.
A Santa Casa de Nova Jersey também guarda outras relíquias; fragmentos do Santo Lenho, do Véu de Nossa Senhora, do Manto de São José, assim como relíquias de Santa Ana, Maria Goretti, Luís de Montfort, Therese de Lisieux, Bernardo de Claraval, Pedro Julian Eymard e relíquias dos Pastorinhos de Fátima Santos Francisco e Jacinta Marto.
A capela nos Estados Unidos guarda também o maior pedaço da azinheira das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E
ste pedaço foi recolhido pela mãe da Irmã Lúcia e após a sua morte oferecido ao Padre Luís Gonzaga de Oliveira, que dormia com a relíquia debaixo do seu colchão.
Pouco antes de falecer ofereceu a mesma a John Haffert que a levou a 15 de Outubro de 1949, para a capela do Instituto Avé Maria em Nova Jersey que ele fundou.
A Casa Santa construída por John Haffert foi dedicada no dia 22 de Agosto de 1973, Festa da Realeza de Maria, pelo Bispo George W. Ahr, da Diocese de Trenton. É hoje um local de culto para o povo de Deus nas américas, sendo uma das principais atrações religiosas do Santuário do Exército Azul.
O Santuário do Exército Azul foi construído em 1978 e é composto por 60 hectares de terreno doados por John Haffert.
É um local de peregrinação, oração e devoção ao Imaculado Coração de Maria, bem como a sede do Apostolado Mundial de Fátima dos Estados Unidos.
O teto do Santuário forma um manto castanho, representando a proteção de Nossa Senhora e lembrando-nos o escapulário castanho. Tem um desenho simples, construído com oito secções que formam uma estrela de oito pontas, cinco representando os mistérios do Rosário e três representando as crianças de Fátima.
A estrutura central tem 40 metros de altura, coroada por uma cúpula de 12 estrelas. A sua cúpula representa o mundo e serve de base a uma estátua de bronze de 7,3 metros do Imaculado Coração de Maria acolhendo todos de braços abertos.
Em 1997, pelo do 80º aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, após um Jantar com todos Reitores dos Santuários Marianos patrocinado pela Fundação Oureana no seu Restaurante Medieval, Carlos Evaristo anunciou que John Haffert havia decidido pedir uma pedra da Santa Casa de Loreto para servir de 1ª pedra para um complexo museológico dedicado a Nossa Senhora Rainha do Mundo, obra que o mesmo pretendia inaugurar no Ano Santo 2000.
A 20 de Outubro de 1997 o então Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Loreto, Frei Angelico Violini OFM, concedeu o pedido de uma pedra da Santa Casa que foi entregue pessoalmente a John Haffert no Santuário Italiano aquando de uma peregrinação de 1000 peregrinos por si liderada a todos os Santuários Marianos.
Posteriormente transportada para o Castelo de Ourém e entregue a Carlos Evaristo que a colocou num relicário desenhado por si e esculpida pelo artista Fatimense Abílio Oliveira.
Com esta primeira pedra, Haffert, no ano seguinte, deu início à criação dos vários espaços museológicos do complexo Sedes Mundi Reginae benzidos e inaugurados a 13 de Maio de 2000.
A réplica da Santa Casa em Ourém, a primeira em Portugal, foi desenhada por Carlos Evaristo tendo como base a planta fornecida a John Haffert em 1970. À semelhança da capela americana, a capela portuguesa tornou-se parte central da Regalis Lipsanotheca, (um repositório de relíquias sagradas) tendo também um altar embutido com uma relíquia do altar da Visão de Tuy e imagens da Virgem de Loreto e de Nossa Senhora de Fátima da Aparição em Pontevedra.
Painéis pintados do Altar da Sagrada Família na réplica da Santa Casa em Ourém
Por coincidência ou talvez providência divina, duas medalhas devocionais antigas alusivas à trasladação da Santa Casa, uma do Século XV e outra do século XVIII, foram encontradas no local da construção da réplica aquando da colocação da parte pulverizada da pedra na massa para o revestimento das paredes pelo então Capelão da Fundação Padre Carlos Querido da Silva.
Apesar de haver há séculos uma Igreja de Nossa Senhora de Loreto (popularmente chamada de “Igreja dos Italianos”) em Lisboa, e da mesma ter uma imagem muito antiga réplica da original em Itália que foi destruída por um fogo, a Igreja não é nem tem uma réplica da Santa Casa propriamente dita.
A 8 de Agosto de 2004, a Regalis Lipsanotheca em Ourém recebeu a visita de D. Angelo Comastri, Arcebispo de Loreto, juntamente com o Delegado Oficial da Terra Santa Padre Giuseppe Nazzaro e Roberto Stefanelli, Oficial do Secretariado.
Peregrinação ao Santuário da Santa Casa em Loreto
Em antecipação do início do Jubileu concedido pelo Santo Padre Papa Leão XIV à Fundação Oureana, o Presidente da Direção, Carlos Evaristo, viajou até Loreto, na Itália, para visitar a Basílica Pontifícia da Santa Casa tendo sido recebido pelo amigo de longa data Roberto Stefanelli.
Armas do Arcebispo D. Angelo Comastri
Depois de uma visita guiada ao Museu e Tesouro do Santuário, Evaristo foi conduzido à Sala das oferendas onde lhe foi mostrado pelo anfitrião as lembranças oferecidas a Nossa Senhora de Loreto pelo Fundador da Fundação Oureana e seu compadre, John Haffert e pelo Exército Azul americano e ainda a medalha da Santa Cada levada lua pelos astronautas americanos e uma pedra trazida da superfície lunar e oferecida pelo Presidente Americano.
Depois foi altura de visitar a Santa Casa onde Evaristo pôde venerar a relíquia da tigela do Menino Jesus entre várias relíquias como a de São Luís IX Rei da França, primo dos Angeli e de São Carlo Acutis. À saída da Santa Casa venera-se a grade feita das barras da Prisão que guardou os prisioneiros da Batalha de Lepanto oferecidas ao Santuário.
Carlos Evaristo e Roberto Stefanelli junto ao Ponta Missal oferecido pelos Príncipes Japoneses
No Santuário estão expostas centenas de peças históricas, de arte sacra e ofertas de Papas e visitas ilustres, incluindo as prendas dos primeiros Príncipes Japoneses trazidos ao Papa pelos Missionários Portugueses, Evaristo.
Interior da Santa Casa em Loreto
Na Capela Americana do Santuário pode-se ver um vitral com os Santos Americanos e o mural pintado a óleo que reveste as paredes com personagens Católicas da história dos Estados Unidos e que inclui, o Presidente John F. Kennedy, o Governador Ronald Reagan, o Arcebispo Fulton Sheen, os primeiros astronautas que foram à lua e os fundadores do Exército Azul; John Mathias Haffert e Monsenhor Harold Colgan.
Antes de partir de Loreto, Carlos Evaristo ainda teve oportunidade de cumprimentar o grande arqueólogo e historiador da Santa Casa, Frei Giuseppe Santarelli a quem se deve muito do que se conhece hoje sobre esta preciosa relíquia.
Carlos Evaristo e Frei Giuseppe Santarelli
Carlos Evaristo despede-se de Roberto Stefanelli
Nas palavras do Santo Padre, «a Santa Casa de Loreto (assim como as suas réplicas) recorda o local onde a Virgem Santa Maria nasceu e viveu como mulher, esposa e mãe e por isso, representa um lar para cada família que ali encontra apoio, conforto e esperança nas dificuldades entre estas três paredes. Dentro destas paredes, Maria disse o seu “Sim” a Deus, um “Sim” forte e corajoso, que é um exemplo de vida para o peregrino: a capacidade de dizer sim quando chamado, seja ao matrimónio, à consagração ou mesmo ao compromisso social e ao bem comum.»
10 de Dezembro de 2025
Texto e Fotos: Fundação Oureana / Santuário de Loreto – Direitos Reservados
A Arquidiocese de Assis concedeu uma relíquia de primeira classe (cinco cabelos) de São Carlo Acutis, à Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
Dada a importância “sacra” que têm as relíquias de primeira classe, a relíquia do mais jovem Santo da Igreja teve de ser pessoalmente recolhida no Santuário della Spogliazione em Assis, Itália, por não ser permitido expedir relíquias de primeira classe pelo correio ou enviar por transportadora.
Exposição de Milagres Eucarísticos criada pelo Jovem Santo
Foi o Fundador do Apostolado de Relíquias Sagradas e da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Carlos Evaristo, que foi pessoalmente incumbido pelo Conselho de Curadores da Fundação a ir recolher a Sagrada Relíquia ao Santuário onde se encontra o corpo do santo. Evaristo conheceu pessoalmente Acutis em Abril do ano de 2006, depois do jovem ter contactado a Fundação por e-mail para pedir informações sobre o Santíssimo Milagre de Santarém para um projeto / exposição sobre Milagres Eucarísticos que estava a preparar.
Carlo Acutis, nascido a 3 de Maio de 1991, e então com apenas 15 anos de idade, viajou até Portugal com um amigo e encontrou-se brevemente com Evaristo, que havia criado e Curador do espaço museológico do Santuário que lhe deu alguns livros e uma medalha cunhada em 1997 pela Medalhistica Lusatenas, partilhando também com o jovem alguns dados inéditos para o seu projeto tais como a data precisa do primeiro milagre eucarístico ocorrido em Santarém; 16 de Fevereiro de 1247.
A exposição sobre os Milagres Eucarísticos criada por Carlo Acutis já deu a volta ao mundo e está editada em livro. Atualmente está patente no Salão anexo ao Santuário que guarda seu corpo e é composta por painéis de lona tipo “mupi”, impressos com o seu trabalho, havendo dois deles dedicados aos Milagres Eucarísticos em Portugal; um sobre a Comunhão Milagrosa do Anjo de Portugal dada aos Pastorinhos de Fátima em 1917 e outro sobre o Santíssimo Milagre de Santarém que reproduz fotografias e documentação fornecida ao jovem Santo pela Fundação e a Reitoria do Santuário aquando da visita em 2006, apenas seis meses antes de vir a falecer de uma leucemia fulminante, a 12 de Outubro de 2006.
Simulacrum de São Carlo Acutis não é o seu Corpo Incorrupto
Depois da entrega da Relíquia, Carlos Evaristo foi rezar diante do altar que conserva os restos mortais de São Carlo Acutis exumados da sepultura em 2019 e expostos num Simulacrum que recria o seu corpo no momento da morte.
A beleza da máscara que cobre a cabeça do santo, à semelhança da máscara que cobre a caveira de São Padre Pio, é feita de silicone com milhares de cabelos individualmente inseridos na cabeça a fim de dar um aspecto real. As luvas de silicone que cobrem as mãos dessecadas e descoloridas pela decomposição completam o aspecto realístico deste Simulacrum cujo aspeto já levou muita gente a circular erradamente na internet a falsa notícia de que o corpo do Santo está incorrupto.
Esses boatos infundados da incorrupção do corpo de São Carlo Acutis surgiram após o Arcebispo de Assis-Nocera-Umbria-Gualdo-Tadino, D. Domenico Sorrentino, ter dito a 1 de Outubro de 2020, por ocasião da primeira exibição pública do corpo; “Hoje Carlo regressa de certa forma visível, com a beleza da sua presença entre os anjos e santos”.
As suas palavras foram mal interpretadas e levaram o Prelado a esclarecer num comunicado no dia seguinte que: “Não é verdade que o corpo de São Carlos foi encontrado incorrupto! Na altura da exumação no cemitério de Assis, que teve lugar a 23 de Janeiro de 2019, tendo em vista a transferência para o Santuário, foi encontrado no estado normal de transformação. Devido ao seu estado de decomposição, e como o sepultamento não durou muitos anos, o corpo, embora transformado, mas com as várias partes ainda em seu estado anatômico, foi tratado com as técnicas de conservação e integração geralmente utilizadas para expor com dignidade, para a veneração dos fiéis, os corpos dos beatos e santos. Uma operação realizada com arte e amor, a reconstrução facial com máscara de silicone foi particularmente bem-sucedida. Com cuidado especial, foi possível recuperar a preciosa relíquia do coração, que atualmente está exposta na Catedral de São Rufino em Assis.”
Oratório de São Carlo Acutis na Basilica de São Rufino em Assis que guarda o Coração do jovem.
Já na Abadia de São Pedro, também em Assis, pode-se venerar outra relíquia insigne do Pericárdio (tecido que envolve o coração) de São Carlo Acutis.
A 1 hora e 45 minutos de distância de Assis, na Basílica de Nossa Senhora em Loreto, pode-se venerar outra relíquia de São Carlo Acutis de igual natureza à que foi concedida à Regalis Lipsanotheca e que é muito venerada pelos peregrinos da Santa Casa que lá se venera.
Veneração de Relíquia por D. Duarte de Bragança em San Marino
A primeira veneração pública da relíquia concedida Fundação Oureana teve lugar na Igreja do Mosteiro de São Francisco na República de San Marino onde o Dr. Carlos Evaristo se encontrou com o Patrono da Fundação S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança e com S.A.R. D. Dinis, Duque do Porto para promover a exposição da mesma durante a Adoração do Santíssimo Sacramento que antecedeu a uma Missa de Ação de Graças.
A Missa foi celebrada pelo Rev.do Don Marco Mazzanti, SdB Reitor da Basílica de San Marino que no final deu a bênção com a relíquia e a deu a venerar a todos os presentes.
Encontro com a Madre Maria Gloria Rivas
Seguidamente, o Reitor e os membros da comitiva Portuguesa foram convidados pelas Monjas da Adoração Perpétua a tomarem um chá no claustro onde também ofereceram produtos naturais confeccionados pelas mesmas e livros da autoria da Madre Maria Gloria Rivas que muito agradeceu terem trazido a relíquia de São Carlo Acutis à Igreja pois a própria havia conhecido o Santo em vida quando morava em Milão tendo mesmo inspirado o jovem a iniciar o projeto sobre os Santuários de Milagres Eucarísticos começando por Portugal e o Santíssimo Milagre de Santarém.
Veneração da Relíquia na Regalis Lipsanotheca
Já em Portugal, a relíquia de São Carlo Acutis, foi recebida pelos membros da Fundação e venerada após uma Missa de Ação de Graças celebrada no primeiro Domingo de Advento pelo Capelão Padre Vitor Sousa, tendo sido posteriormente colocada no Altar dos Santos Patronos da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado das Relíquias no armário relicário localizado por detrás de um painel a óleo pintado pela autoria de Zinaida Loghin.
A imagem do painel reproduz a fotografia do jovem tirada em Santarém aquando da sua visita e encontro com o Presidente da Fundação Oureana em 2006.
A teca com a relíquia de São Carlos Acutis está exposta num relicário patrocinado pelo Prof. Moritz Hunzinger e oferecido à Regalis Lipsanotheca.
ORAÇÃO A SÃO CARLO ACUTIS
Ó Deus, nosso Pai, Obrigado por nos teres dado Carlo, modelo de vida para os jovens, e mensagem de amor para todos. Tu fizeste com que se apaixonasse pelo teu Filho Jesus, fazendo da Eucaristia a sua “rodovia para o Céu”. Tu lhe deste Maria, como mãe amadíssima, e fizeste dele com o Rosário um cantor da sua ternura. Aceita a sua oração por nós. Olha especialmente para os pobres, que ele amou e socorreu. [Concede também a mim, pela sua intercessão, a graça de que eu preciso…] E torna plena a nossa alegria, colocando Carlo entre os santos da tua igreja universal, para que o seu sorriso resplandeça ainda para nós para a glória do teu nome.
Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas
Ourém, 7 de dezembro de 2025 – O Papa Leão XIV atendeu o pedido do Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedendo uma Bula de Indulgência Plenária através da Penitenciária Apostólica. O Jubileu assinala o 25.º aniversário do milagre que permitiu a canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, os 25 anos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e os 30 anos da Fundação Histórico-Cultural Oureana e da sua Regalis Lipsanotheca. Terá início a 8 de dezembro de 2025 e prolongar-se-á até 6 de novembro de 2026.
O milagre de Ourém: Na noite de 7 para 8 de dezembro de 2000, Guilhermina de Jesus, Mestre Pasteleira em Ourém, recuperou a visão no olho esquerdo após uma grave queimadura causada por óleo a ferver, sofrida em 29 de setembro desse ano no Castelo de Ourém. A cura surgiu após uma novena ao Beato Nuno, iniciada a 6 de novembro, e ocorreu sem qualquer explicação médica. Investigada pelo Vaticano, foi reconhecida como o milagre decisivo para a canonização pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009 — tornando Nuno Álvares Pereira o oitavo santo português. O caso foi relatado por Carlos Evaristo, filho de Guilhermina e diretor da Fundação Oureana.
Período e condições: Para obter a indulgência plenária, os fiéis devem cumprir as condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa — e visitar um dos locais jubilares designados: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Vila Viçosa), o Mosteiro de Alcobaça (sede espiritual da Ordem de São Miguel desde 1171), a Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, ou as Igrejas Paroquiais de Nossa Senhora da Misericórdia (Ourém) e do Santo Condestável (Lisboa). Os fiéis devem ainda concluir com orações piedosas, incluindo o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Virgem Maria, aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a São Nuno. A indulgência é aplicável às almas do Purgatório. Idosos, doentes e impossibilitados podem obtê-la mediante união espiritual às celebrações, oferecendo os seus sofrimentos a Deus.
Beneficiários: O decreto destina-se aos membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, à Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, à Real Confraria do Santo Condestável, à Fundação Oureana e ao Apostolado das Santas Relíquias, bem como a todos os fiéis que participem nas celebrações jubilares. A graça estende-se igualmente a idosos, doentes e seus cuidadores.
Contexto: Este Jubileu insere-se no Ano Santo 2025, proclamado pelo Papa Francisco através da bula “Spes non confundit” e iniciado a 24 de dezembro de 2024. Após a morte de Francisco em abril de 2025, o cardeal americano Robert Prevost foi eleito Papa a 8 de maio, tomando o nome Leão XIV, e tem dado continuidade às celebrações jubilares. São Nuno de Santa Maria (1360-1431), o Santo Condestável e herói de Aljubarrota, abandonou a glória militar e a riqueza para se fazer frade carmelita em Lisboa. O seu processo de canonização, iniciado logo após a morte, arrastou-se durante séculos até ser concluído graças ao milagre de Ourém.