Duque de Bragança recebido com Honras na Universidade Nacional em Kiev, Ucrânia

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D. Duarte de Bragança e o Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko.
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O Patrono da Universidade Preside à Sessão na Aula Magna da Reitoria.
O Prof. Moritz Hunzinger, D. Duarte de Bragança e o Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko

Sua Alteza Real o Duque de Bragança e Conde de Ourém, Presidente da Fundação D. Manuel II e Membro Fundador do Conselho de Curadores da Fundação Oureana, foi recebido hoje com honras na Aula Magna da Reitoria da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Kiev, Ucrânia.

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Dom Duarte Pio de Bragança que é desde 19 de Novembro de 2020, Patrono e Professor de Honra da Faculdade de História da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, foi recebido com honras pelos membros da Reitoria, muitos dos quais ostentaram as insígnias da Ordem de São Miguel da Ala da Casa Real Portuguesa à qual pertencem.

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Alex Tichenko e o Vice-Reitor Prof. Ihor Vetrov saudam o Duque de Bragança à sua chegada.
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Sessão Solene na Aula Magna da Reitoria.

O Grão-Mestre das Ordens Dinásticas que está de visita à Ucrânia para inaugurar a Delegação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, canonicamente reconhecida pela Conferência Episcopal daquele país, aproveitou para visitar a Universidade da qual foi nomeado Patrono,
discursando sobre a historia das relações Luso-Ucranianas na Aula Magna da Reitoria, local onde foi solenemente recebido pelo Magnifico Reitor Andrushchenko Viktor Petrovych, o Vice-Reitor Prof. Ihor Vetrov e vários Ministros da Academia Nacional das Ciências Educacionais da Ucrânia (NAES).

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Edifício histórico da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.


Foi o Presidente da Academia Nacional NAES, Prof. Dr. Vasyl Kremen deu as boas vindas ao Magnífico Patrono da Universidade, D. Duarte de Bragança em nome de toda a comunidade académica.

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O Presidente da Academia Nacional NAES, Prof. Dr. Vasyl Kremen.
Actuação do Coro da Universidade na Aula Magna da Reitoria.

Para o Duque de Bragança foi preparada uma recepção especial que contou com a atuação do Coro Veryovka, considerado um dos melhores da Ucrânia e que interpretou algumas músicas tradicionais ucranianas e depois alguns temas Portugueses e Brasileiros bem conhecidos e isto em homenagem à ascendência Luso-Brasileira do Senhor Dom Duarte.

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Durante o canto do Hino Nacional.
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O Duque de Bragança na revisão do seu discurso com o Prof. Moritz Hunzinger.
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O Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko oferece uma colecção de livros ao ilustre Patrono.

O Chefe da Casa Real Portuguesa chegou na companhia do Professor Moritz Hunzinger e com ele visitou vários departamentos da maior Universidade da Europa tendo depois inaugurado a renovada Galeria dos Professores, Doutores e distintos ex-alunos.

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D. Duarte de Bragança e o Prof. Moritz Hunzinger na Galeria dos Professores e Doutores.
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Antes de partir da Universidade o Senhor D. Duarte recebeu
do Magnifico Reitor da Universidade, uma distinção especial
ao “Mérito Académico”.
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D. Duarte recebeu uma distinção especial ao “Mérito Académico”.

Antes de partir da Universidade o Senhor D. Duarte recebeu do Magnifico Reitor da Universidade, uma distinção especial ao “Mérito Académico”.

A visita de D. Duarte de Bragança a Kiev tem vindo a ser notícia de destaque nos noticiários de televisão e na imprensa nacional.

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30 de Maio de 2021

FONTE: https://npu.edu.ua/novyny/podii/npu-imeni-mp-drahomanova-vidvidav-yoho-korolivska-vysokist-duarte-piu-de-brahansa

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Retrato do Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, adicionado à Galeria de Honra dos Professores, Doutores e famosos ex-alunos da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Kiev, Ucrânia

Galeria dos Professores e Doutores da Universidade

A partir de hoje o retrato do Cônsul Carlos Evaristo, Presidente da Direção da Fundação Oureana, passa a figurar na Galeria dos Professores e Doutores da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Kiev, Ucrânia.

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O Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko inaugura a Galeria com os membros da Reitoria.
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O Vice-Reitor Prof. Dr. Ihor Vetrov e o Prof. Dr. Moritz Hunzinger inauguram a Galeria.

A Reitoria que acabou de apresentar hoje a renovada Galeria dos Professores e Doutores da Universidade situada à entrada do edifício principal e histórico da Reitoria quis atualizar a Galeria de Honra dos seus Professores e Doutores com as fotografias daqueles membros do quadro de honra que foram homenageados nos últimos anos com Doutoramentos Honoris Causa pela Universidade e que ao abrigo das leis da Ucrânia podem não só lecionar na faculdade correspondente como usar dos títulos académicos oficialmente como grau efectivo.

Carlos Evaristo recebe o Diploma e as Cartas Patentes legalizadas de Nomeação como Doutor Honoris Causa em Filosofia com Grau Efectivo de Professor para lecionar na faculdade. .

Carlos Evaristo que no passado dia 31 de Agosto de 2020, foi surpreendido com o cofermento de um Doutoramento Honoris Causa em Filosofia com gau efectivo em reconhecimento do seu trabalho de há décadas em vários campos em que é reconhecido especialista, orador e autor, tais como o Culto das Relíquias e a Iconografia Sacra juntou-se ao grupo de outros agraciados que inclui Astronautas Americanos, políticos e filósofos.

Carlos Evaristo recebe o Diploma e as Cartas Patentes legalizadas de Nomeação como Doutor Honoris Causa em Filosofia com Grau Efectivo de Professor para lecionar na faculdade..

O Prof. Moritz Hunzinger que em representação oficial da Reitoria entregou o Doutoramento; diploma, Carta Patente legalizada e a Toga e chapéu de Académico e Professor da Universidade durante uma Sessão Solene que teve lugar no Palácio dos Marqueses de Fronteira a 5 de Dezembro de 2020, foi assistido no acto pelo Magnífico Patrono e Membro de Honra da Faculdade de História da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, de Kiev,, o Prof. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança, Presidente da Fundação D. Manuel II e Membro Fundador do Conselho de Curadores da Fundação Oureana.

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Seguidamente foi entregue ao Senhor Dom Duarte o chapéu preto de académico com borla azul de Professor da Faculdade de História e Membro de Honra com o Diploma e as respetivas Cartas Patentes Universitárias legalizadas.

Foi a 19 de Novembro de 2020, que o Conselho Académico da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov aprovou a nomeação de Sua Alteza Real Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, Chefe indiscutível da Casa Real de Portugal, como Patrono e Membro de Honra da Faculdade de História da Universidade, distinção que foi entregue pelo Prof. Moritz Hunzinger também a 5 de Dezembro de 2020 durante a Sessão Solene.

Seguidamente foi entregue ao Senhor Dom Duarte o chapéu preto de académico com borla azul de Professor da Faculdade de História e Membro de Honra com o Diploma e as respetivas Cartas Patentes Universitárias legalizadas.

Tal como no passado, em que os Papas, Imperadores e Reis eram os Patronos, e tantas vezes protetores e mecenas das universidades, entendeu esta Universidade Ucraniana, a maior do género na Europa, ao entregar este título de Patrono, que era o mais alto reconhecimento das Universidades, assinalar as qualidades de humanista e estadista e o insigne papel no domínio das relações internacionais, sobretudo na defesa intrínseca da amizade entre os povos e sua história, liberdade e cultura, que o Senhor Dom Duarte vem assumido.

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Dr. Carlos Evaristo, Magnífico Patrono Prof. D. Duarte de Bragança e Prof. Moritz Hunzinger.

Ao atribuir o estatuto de Patrono e Membro de Honra da sua Faculdade de História, a Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov presta ao Chefe da Casa Real Portuguesa o reconhecimento da sua estatura no domínio das relações internacionais e ao seu inquestionável papel na história mundial como representante da Casa Real Portuguesa.

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Prof. Dr. Moritz Hunzinger, o Magnífico Patrono Prof. D. Duarte de Bragança
e o Prof. Dr. Carlos Evaristo.

Durante a apresentação da renovada Galeria pelo Magnifico Reitor da Universidade Andrushchenko Viktor Petrovych, o Professor frisou que: “A Reitoria da Universidade ficou profundamente comovida que Sua Alteza Real tenha aceite a nomeação de Patrono e Membro de Honra da Faculdade de História e aguarda a visita de D. Duarte de Bragança dentro de dias para discursar à assembleia. Em 31 de Agosto de 2020, o nosso Conselho Académico nomeou o Cônsul Carlos Evaristo como Doutor em Filosofia – Honoris Causa – da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, com um grau efetivo de Professor e convite para lecionar e dar aulas na Faculdade num futuro próximo.

Edifícios da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.
Edifícios da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.
Edifícios da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.

A Universidade Pedagógica Nacional de Kiev foi fundada há 187 anos e possui seis prédios acadêmicos, biblioteca com 8 salas de leitura, 7 dormitórios, complexo desportivo com piscina, aulas de informática, buffets e refeitórios tendo a sua sede e Reitoria no edifício antigo na Rua Pyrocova, 9 em em Kiev.

A Universidade actualmente tem 36.000 alunos, 4.000 funcionários e é assim de longe, a maior Universidade da Europa.

INSTITUIÇÕES E FACULDADES

Instituto de Educação Humanitária e Técnica
Diretor – Doutor em ciências pedagógicas, Professor Mykola Koretz. O Instituto treina professores de educação profissional e desenho, especialistas em tecnologias da informação, design de interiores, design de moda, gestão de pequenas empresas e transporte automotivo.

Instituto de Filologia Estrangeira
Diretor – Candidato de Ciências Filológicas, Professor Volodymyr Goncharov. Desde 2015 o Instituto é dirigido pelo prof. Alla Zernetska. O Instituto, que foi fundado em 2003, oferece treinamento de especialistas em inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, polonês, russo, japonês, árabe, chinês e turco e literatura, e assim por diante.

Instituto de Informática
Diretor – Doutor em Física e Matemática, Professor Anatoliy Kudin. Os antecedentes históricos do Instituto de Informática remontam ao final dos anos 1950 – início dos anos 1960, quando se iniciou o estudo de elementos da cibernética e noções básicas de programação nas instituições de ensino superior da Ucrânia. Como uma unidade independente, o Instituto foi criado em 2008 como resultado da reorganização do Instituto de Educação Física e Matemática e Informática. Sua principal tarefa é formar professores de ciência da computação e economia.

Instituto de Educação Histórica
Diretor – Doutor em Ciências Históricas, Professor Olexandr Sushko. Nos últimos 30 anos, o Instituto de Educação Histórica forma professores de escolas secundárias, instituições humanitárias especializadas, professores universitários e pesquisadores de instituições acadêmicas e de pesquisa especializadas. A educação neste Instituto permite que os especialistas trabalhem como líderes escolares, trabalhem em arquivos e museus, governo, organizações políticas e sociais e outras instituições educacionais e turísticas.

Instituto de Educação Especial e Psicologia
Diretor – Doutor em Ciências Pedagógicas, Professor Viktor Synyov. O departamento de defectologia é um dos departamentos mais antigos da Universidade – funciona desde 1920. Em 2003 foi fundado em sua base o Instituto de Educação Especial e Psicologia, composto por cinco departamentos: Fonoaudiologia, Psicopedagogia Correcional, Língua de Sinais, Cegueira e Educação , psicologia especial e medicina. O Instituto possui dois centros científico-metodológicos: reabilitação de pessoas com deficiência e educação inclusiva.

Instituto de estudos de graduação, pós-graduação e doutorado
Diretor – Doutor em Filosofia, Professor Saveliev Volodymyr Leonidovych. Como unidade independente, o Instituto foi criado em 2008. É constituído por 4 departamentos: departamento de coordenação da formação de mestres, departamento de pós-graduação, departamento de organização da investigação científica, departamento de organização de conselhos científicos especializados. Em estreita cooperação com divisões específicas de ensino e investigação, o Instituto reúne centros científicos, departamentos, laboratórios científicos e pedagógicos, realiza trabalhos científicos e de coordenação para a formação de mestrandos, doutorandos, formação contínua de professores e pessoal científico-pedagógico, ciência da gestão e investigação trabalhos de departamentos e laboratórios, que fazem parte do Instituto.

Instituto de Artes
Diretor – Herói da Ucrânia, Artista do Povo da Ucrânia, Professor Anatoly Avdievsky. A formação dos alunos é realizada nas seguintes especialidades: arte musical e coreografia. No futuro, o Instituto pretende introduzir novas especialidades, nomeadamente: organizador e psicólogo do lazer musical juvenil, especialista de som em acústica musical, director musical de programas infanto-juvenis na rádio e televisão, director de som, acompanhador, concertista, artista- cantor (solista), intérprete de canções pop e folclóricas, arranjador, gestor musical, organizador de educação musical e afins.

Instituto de Pedagogia e Psicologia
Diretor – Doutor em Ciências Pedagógicas, Professor Volodymyr Bondar. O Instituto forma especialistas nas seguintes especialidades: psicologia aplicada, saúde humana, artes plásticas e educação básica. Para os alunos, há coral, ateliê de literatura, oficinas de pintura, escultura, artes decorativas, museu de história das artes plásticas, exposição permanente de obras de arte dos alunos.

Instituto de reciclagem e aperfeiçoamento de professores
Diretor – Doutor em Ciências Biológicas, Professor Volodymyr Isaenko. O instituto foi criado em junho de 2008 com o objetivo de aprimorar o processo de reciclagem e desenvolvimento de competências para todas as especialidades, que são ministradas na universidade. Esta divisão é a sucessora do corpo docente de reconversão, que existia na universidade desde 1974. O Instituto oferece formação profissional em 11 especialidades e proporciona a oportunidade de obtenção de um segundo ensino superior. Agora, cerca de 1000 alunos estão matriculados no Instituto.

Instituto de Educação Natural e Geográfica e Ecologia
Diretor – Candidato de Ciências Pedagógicas, Professor Vitaly Pokas. As ciências naturais foram estudadas na Universidade desde o início de seu funcionamento com o estatuto de Instituto Pedagógico (1834). A formação intensiva de professores de química, biologia e geografia teve início na década de 1920. Em 1933, foram abertas as divisões biológicas e geográficas, que posteriormente foram reorganizadas como Departamentos de Biologia e Química e Geografia. Em 1972, com base nisso, foi criada uma faculdade de geografia natural. Como uma unidade independente, o Instituto de Educação Natural e Geográfica e Ecologia funciona desde 2003.

Instituto de Politologia e Direito
Diretor – Doutor em Ciências Históricas, Professor Bogdan Andrusyshyn. O treinamento holístico de advogados e cientistas políticos na Universidade começou em 1992, na estrutura da recém-formada faculdade de ciências sociais e humanas. Antes, era realizado no âmbito da faculdade de especialização em história. Em 2005, com base na faculdade de Ciências Sociais e Humanas, foi organizado um Instituto de Politologia e Direito.

Instituto de Desenvolvimento Infantil
Diretor – Candidato da ciência pedagógica Zagarnytska Iryna. A formação de especialistas em pré-escola na Universidade remonta a 1920, ao Frebel Women’s Institute, onde trabalharam professores como I. Sikorsky, S. Rusova, V. Frolov, V. Zenkovsky.

Instituto de Educação Pública
Durante o processo de formação de educadores do departamento de pedagogia da educação pré-escolar do Instituto de Pedagogia e Psicologia, os futuros profissionais assistiram às palestras de M.Leschenko, O.Gribanova, Z.Borisova e outros. Em 2007, este departamento foi reorganizado no Instituto de Desenvolvimento Infantil, que como uma unidade estrutural de pesquisa educacional na Universidade Pedagógica Nacional Drahomanov, visa melhorar o potencial científico e pessoal da educação pré-escolar e da atividade sociocultural na área da infância em Ucrânia, além de garantir o nível de qualidade da formação de especialistas para esta área. O instituto é composto por 3 departamentos: teoria e história da educação pré-escolar, tecnologias de gestão e inovação da educação pré-escolar e arte infantil.

Instituto de Sociologia, Psicologia e Gestão
Diretor – Acadêmico da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, Doutor em Ciências Históricas, Professor Volodymyr Yevtukh. Os estudos de sociologia começaram na Universidade em meados da década de 1990. Como disciplina acadêmica foi formada no Departamento de Ciência Política e Sociologia e na Faculdade de Letras. Em 2007, foi criado na Universidade um Instituto de Sociologia, Psicologia e Gestão, que forma especialistas nas especialidades: sociologia, psicologia, gestão de organizações, gestão administrativa, gestão escolar, pedagogia de escolas superiores e outras. O Instituto é constituído pelos seguintes departamentos: teoria e metodologia da sociologia, teoria e aconselhamento psicológico, gestão e integração europeia, história dos sistemas e tecnologias educacionais e psicologia aplicada e psicoterapia.

Instituto de Serviço e Gestão Social
Diretor – Doutor em Filosofia, Professor Alla Yaroshenko. O instituto tem quatro departamentos: pedagogia social, teoria e tecnologia do serviço social, ramo da psicologia e psicologia da gestão, proteção social e jurídica da população. Para auxiliar professores e alunos, um centro de recursos científicos e metodológicos, um laboratório de “Tecnologias inovadoras de trabalho social e sócio-pedagógico” e “psicologia social da personalidade”, uma escola permanente de voluntariado, dentro da qual funciona o centro de educação e reciclagem de voluntários foram inauguradas funções, centro de treinamento para estudantes de outras universidades, pais, form-masters e Clube de Debate de Estudantes.

Instituto de Filologia Ucraniana
Diretor – Candidato da ciência filológica Anatoly Vysotsky. A formação de professores de língua e literatura ucraniana na universidade é realizada desde a década de 1920. Como uma unidade acadêmica independente, o Instituto funciona desde 2003. Formação de especialistas conduzida nas seguintes especialidades: filologia, edição, língua e literatura ucraniana, edição e edição.

Instituto de Educação Física e Esporte
Diretor – Doutor em Pedagogia, Professor Associado Olexiy Tymoshenko. Os treinamentos no Instituto são realizados nas seguintes especialidades: educação física (futebol, turismo, psicologia prática), saúde humana (educação física adaptativa, preparo físico), esportes (gestão, segurança empresarial). Em 1985, para melhorar a qualidade do processo educacional, foi inaugurado um novo prédio esportivo com área total de 8.400 metros quadrados.

Instituto de Física e Matemática
Diretor – Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, Professor Mykola Pratsyovity. A formação de professores de matemática e física foi realizada desde a fundação do Instituto, primeiro na faculdade da escola, depois – na faculdade de educação social. Como uma subdivisão estrutural, o departamento de física e matemática foi criado em 1934-1935, como uma instituição separada – em 2006.

Instituto de Educação Filosófica e Ciência
Diretor – Doutor em ciência histórica, Professor Ivan Drobot. A formação filosófica dos professores foi realizada desde a fundação do Instituto Pedagógico na estrutura da Universidade São Volodymyr. Foi fornecido por uma série de departamentos filosóficos, dirigidos por estudiosos e professores destacados, em particular, O.Novitsky etc. Na segunda metade do século 20, o Departamento de Filosofia do Instituto Pedagógico e, posteriormente, da universidade foi chefiado por Prof. O.Pavelko, posteriormente – pelo Prof. G.Volynka. Como unidade independente da Universidade, o Instituto foi fundado em 2004. São 8 departamentos que realizam a formação de especialistas nas seguintes especialidades: filosofia, culturologia, design, publicidade e relações públicas.

Corpo Docente Noturno
Diretor – Candidato de Ciências Psicológicas, Professor Associado Shyryaeva Lyudmyla. As origens do ensino noturno na universidade remontam à década de 1960, quando, a partir da faculdade de educação, foi criado um departamento noturno. Desde 1984, o departamento noturno opera como uma unidade administrativa independente. Foi inaugurado devido a uma necessidade urgente de ensino pré-escolar altamente qualificado, ensino fundamental e especialistas em filologia ucraniana.

RESUMO DA HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE

1834 - Instituto Pedagógico - a futura Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov - começou como uma filial da Universidade St. Volodymyr.

1920 - A gestão de escolas secundárias em Kiev decidiu criar, com base na Universidade Kyiv St. Volodymyr e cursos superiores femininos, o Instituto Superior de Educação de Kiev.

1933 - Instituto Pedagógico de Kiev.

1936 - Instituto Pedagógico de Kiev com o nome de A.M.Gorky

1991 - Instituto Dragomanov Pedagógico de Kiev.

1993 - Universidade Estadual Dragomanov de Kiev.

1997 - Universidade Nacional Dragomanov Pedagógica

2015 - A universidade celebrou solenemente o 180º aniversário de sua existência
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(Tradução da Inscrição na Placa)
Carlos Evaristo
(República Portuguesa)

Figura Científica, Política e Cívica
Cônsul Honorário do Brasil em Fátima (Portugal)
Eleito Doutor Honorário a 31 de Agosto de 2020
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ALGUNS NOMES DA GALERIA DE PROFESSORES DE DOUTORES
– Roman Bezsmertniy – Ex-vice-primeiro-ministro da Ucrânia.
– Oksana Bayrak – Famoso Diretor de Cinema Ucraniano.
– Olexandr Reyent – Pesquisador da História da Ucrânia dos Séculos XIX e XX.
– Augusta Goldberg – Primeiro Doutor em Psicologia na Ucrânia.
– Viktor Synyov – Proeminente Cientista Ucraniano na área de Educação Especial, Psicologia Jurídica e Especial.
– Vitali Klitschko – Político e Boxeador Profissional Aposentado. Atual Membro do Parlamento Ucraniano e Líder do Partido Político Aliança Democrática Ucraniana para a Reforma. Campeão Emérito do WBC e Ex-detentor de vários títulos Mundiais. O Primeiro Campeão Mundial de Boxe Profissional a possuir o título de doutor.
– Wladimir Klitschko – Irmão de Vitali, um Boxeador Profissional e Campeão WBA (Super), IBF, WBO, IBO & The Ring Heavyweight.
– Leonid Kravchuk – Ex-Presidente da Ucrânia
– Viktor Yushchenko, – Ex-Presidente da Ucrânia
– Rudolf Schuster,- Ex-Presidente da Eslováquia
– Evhen Bereznyak “Major Vyhr” – Herói da Ucrânia, o salvador da Cracóvia
– Hansjürgen Doss – Ex-Membro do Parlamento Alemão
– Moritz Hunzinger – Especialista mundialmente conhecido em Relações Públicas
– Adalbert H. Lhota – Ex-Cônsul Geral Honorário da Áustria
– Axel Haas – Sócio-Gerente da Arend Prozessautomation
– Alexander Sparinsky – Compositor, Produtor e Musicólogo Ucraniano
– Epifânio – Metropolitano da Ucrânia
– Carlos Evaristo – Arqueólogo, Perito em Relíquias, Iconografia Sacra, Figura Científica, Política e Cívica, Cônsul Honorário do Brasil em Fátima (Portugal)

27 de Maio de 2021

FONTE: https://npu.edu.ua/novyny/podii/npu-imeni-mp-drahomanova-vidvidav-yoho-korolivska-vysokist-duarte-piu-de-brahansa

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RELICS OF PORTUGUESE SAINTS MAY SOLVE MYSTERY OF COLUMBUS’ IDENTITY

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Marciel Castro, Carlos Evaristo and José António Lorente

To arrive at Christopher Colombus’ identity, Professor José António Lorente Acosta’s team at the University of Granada carried out analysis between 2002 and 2004 that proved that the handful of fragments of bones that are in the Monumental Cathedral of Seville do belong to the famed Navigator because it was proven that they belonged to the father of Hernan Colon, Columbus’ son also buried in the Cathedral, and a brother of Diego Colon buried in the Carthusian Monastery of the same city.

Once the genetic profile of Colombus was obtained, his DNA was compared with several Italian families with the most diverse variations of the surname, but according to Lorente “it was inconclusive since there were no common markers or connections to any of these families.”

In the absence of other samples of contemporary remains that could support the Genoese theory, scientists turned their attention to the other theories, discarding some more distant ones and now considering those that argue that Columbus was Iberian as the most plausible.

Professor Lorente addressing Evaristo during the Columbus DNA Press Conference.

The lack of bone matter and the very small amount that was made available for the project soon proved to be an impediment because the technology at the time could not go any further, and it was destroying what little there was. This determined the suspension of the project, which is now only resumed 16 years later, on May 20, on the occasion of the 515th anniversary of the death of the Navigator in 1506.

In order to test the various theories, bones of alleged relatives of Colombus were sought, which would be analyzed and compared with the DNA markers of the Navigator, his brother and son, in an attempt to establish a close kinship connection. However, the samples to support two of the Portuguese theories were not submitted for analysis at the laboratory headed by Lorente because, according to the defenders of the two theories, the DNA analyzes will be carried out in Portugal and the results will then be sent to Granada for comparison.

However, three samples that may be decisive in this project, were officially delivered to the laboratory last Wednesday by Carlos Evaristo, an archaeologist specializing in sacred relics and medieval sacred iconography who has been involved in the Colombus project now for several years. The relics transported from the Regalis Lipsanotheca (Relic Repository) of the Oureana Foundation in the Castle of Ourém in a metal safe sealed with wax seals was opened in the Granada laboratory and the relics removed and submitted through the signing of a Diocesan affidavit.

As part of the resuming of the DNA study project of Christopher Columbus, announced last Wednesday by the University of Granada, an International Conference was also organized by the same University, and  experts in the various theories about the nationality of the navigator, were asked to present evidence to support their claims.

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Carlos Evaristo and José António Lorente Acosta

Only the defenders of the most commonly accepted theory, but also the most questioned one, that of Columbus having been born from a Genoese family of wool dyers, were not represented. However, there were presentations made by experts of the theories of Colombus being a Catalan, a Valencian, an Aragonese, a Galician, a Castilian, and three distinct theories that defend that he was of Portuguese origin: one, a privateer, of noble ancestry, presented by Fernando Branco; that he was a bastard son of Princess D. Isabel of Aviz, presented by José Matos e Silva and that he was the son of an Princess of the Royal House of Avis, a theory of the late Augusto Mascarenhas Barreto presented in his memory by Carlos Evaristo.

Evaristo who is a “Custos” (a member of a Diocesan Commission that authenticates and restores relics), considers all the theories presented at the conference “very well grounded” although he sympathizes more with the theory that Columbus was a bastard member of the Portuguese Royal House. In support of this theory Evaristo also presented the University of Granada with a study written with famed underwater explorer Dave Horner on Columbus’ Secrets and Mysteries and they also co-produced a documentary with acclaimed American Producer / Director Paul Perry on the same theme.

At the conference Evaristo presented and defended the theory of his late friend and Mentor, researcher Augusto de Mascarenhas Barreto, who argued that Columbus would be the bastard son of D. Fernando, Duke of Beja and of Isabel Zarco, the daughter of the Explorer  Jophn Gonçalves Zarco and was subsequently born in Cuba in the Alentejo, Portugal, his real name having been Salvador Fernandes Zarco or Salvador Gonçalves Zarco.

Evaristo considers however, that “the most important thing is to prove that Columbus was Iberian and not Genoese, something that Pope Alexander VI had already affirmed when referring to the Navigator as a beloved son of Iberia in the Bull Inter Cætera dated May 4th, 1493, and which established a meridian located 100 leagues to the west of the Cape Verde Archipelago, in relation to which the one to the west of the meridian would be Spanish, and the one to the east, Portuguese, preceding the division of the New World that in 1494 it was agreed in Tordesillhas and that came to favor Portugal in the race to find the water route to India. The evidence on the plate weighs more on the historical scale in favor of him having been Portuguese; regardless of the theories, because the fact is that many circumstances in his life all point to him being linked to Royal House. For this reason it is essential to try to establish an eventual genetic link by obtaining equal markers with ancient Saints of the Portuguese Royal House. In any case, it is proven that Columbus served as Captain of War, a kind of secret agent in charge of diverting the attention of the Spanish Pope and Catholic Kings from the true water route to India and the existence of lands in Brazil and Canada, discovered prior to Columbus’ arrival in the Americas in 1492 and which would be lost to Castile, just as the Canary Islands had been, under the Alcáçovas Treaty. That is why these discoveries were only officially revealed after King D. João II guaranteed 370 more leagues with the Treaty of Tordesillas that covered them. That is why with the revelations of the existence of these lands in 1498 and 1500 Columbus fell into disgrace, was arrested and although released, died in relative obscurity and with all rights revoked.

To this end, Evaristo has spent 10 of the last 30 years that he has already dedicated to the study of Columbus, looking for contemporary genetic material or remains that are older, but without success. According to the founder of the Royal Institute of Sacred Archeology; “there are no mortal remains in most of the tombs and graves of the supposed relatives or brothers of Columbus in Portugal, for comparison. Some of Kings like D. Manuel I, D. João II and his sister Princess Saint Joana are difficult to open without causing damage or spending a lot of money. Many remains are simply missing, and because there are no records of transfers, Evaristo believes they were simply removed and transferred to the mass graves of public cemeteries when the order to evict all sepulchers in churches after 1834 was enforced, a action that led to the so-called Maria da Fonte revolt.”

It was then that the author who is one of the world’s foremost experts of Holy Relics and the Founding President of the Portuguese Patrons of the Vatican Museums Chapter, thought of presenting relics of Saints from the Portuguese Royal House for possible comparison of DNA results with the three Columbuses; the Navigator, his son and his brother. The choice fell on the relics that Evaristo collected and keeps at the Regalis Lipsanotheca in Ourém Castle, where the canonically erected Apostolate of Holy Relics is based, having been founded by he and his wife Margarida, an assistant relic conservation technician for 33 years.

“The problem”, according to the Evaristos, “was that 16 years ago, for example, it was not possible to extract DNA from hair and today it is and that is why Professor Lorente, who did not want to spend more bone material because there was little to begin with made available for the project, wisely decided to suspend the study until the technology evolved. Now that it’s possible to use hair, he asked us to submit the samples and we gladly complied.”

The fact that there are few Columbus bones in Seville, a mere handful of bone material that most resembles a handful of stones, according to Evaristo, “is due to the fact that there was a universal religious practice in force until the 19th Century of leaving a third part of the skeleton at the original burial site when there was a transfer, so that in case the bones were lost in transport or later lost, for another reason, there would always be something so that the angels on the day of the final judgment could recreate the body so as to unite it with the soul and thus revive it at the resurrection of the dead.

Professor Lorente and Carlos Evaristo verify the samples in the University Laboratory.

Evaristo guarantees that “since the remains of Columbus were left unburied in Valladolid awaiting transfer to a family tomb, the body had to be dismembered and excarnated according to the Mos Teutonicus process (the Teutonic Knight’s practice of dismembering and defleshing the bodies for later transport), and was then later transferred to the Carthusian Monastery in Seville from where it was sent to Santo Domingo. When Spain lost possession of Santo Domingo however the remains were sent to the Island of Cuba and then returned back to Seville. Because of this it is not surprising that the Dominican Republic also claims to have a good part of the skeleton of the Navigator in the so-called Colón lighthouse in Santo Domingo, although most of  the remains have disappeared. It may also be that the remains that are there are those of his son Diogo Columbus or a mixture of the two.”

In Valladolid the municipality proceeds with excavations at the site of the former Convent of San Francisco, where Columbus died. The precise location of his first burial or resting place of the urn with his bones has already been identified by Historian Marciel Castro and it is believed by Evaristo to be the site where the first third of the remains would have been buried.

Marciel Castro was also the person who first had the idea in 2002 to start genetic studies on the remains of Columbus. He was also the instrumental person in the location of the remains of the brother of the Navigator, named Diego Colón, and proposed the idea for the opening the tomb of the son of the Navigator; Hernan Colón who was also buried in the Cathedral. Castro located the chapel of the first grave by superimposing an old map over a current one.

Thus, three hairs of Queen Saint Isabel of Portugal, Princess of Aragon, more than seven centuries old, were carefully removed by Lorente and Evaristo from a reliquary with a lock of hair, sealed in wax with the seal of Bishop Count of Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré. This hair had been collected by the same Prelate in the presence of King D. Miguel I according to existing documentation in historic archives at a time when the opening of the tomb of the Holy Queen was carried out for verification of the state of preservation of the incorrupt body.

The other two samples of Saint’s Relics provided by Evaristo are more difficult to re-authenticate because they have lost their authentics and seals over the centuries and have also been removed from the original reliquaries before being sold by private individuals. They are supposedly blood and bones of two Portuguese Saints who already had a great contemporary religious cult at the time of Columbus and who were members of the Royal Family of Avis / Bragança. Although Evaristo believes that these relic are genuine, if a relationship is not verified, he is prepared to obtain alternative samples of relics of the same saints or others, but that are still in the possession of the original entities since their death.

Evaristo also handed over to Professor Lorente by Protocol, for comparison, several samples of bones that he thinks belonged to members of the Portuguese high nobility and of proven contemporary antiquity to Columbus.


Evaristo affirms that “these Saints of the Portuguese Royal House are common ancestors or else direct relatives of the people presented in the various Iberian theories as being possible parents of Columbus, so if a genetic link is discovered, this could serve to confirm that he was at least Iberian if it cannot be proven that he was actually Portuguese. Everything that revolves around his life, from his writings to the connections and statements made by others at the time goes in this direction. Even the sentence of the Spanish Supreme Court of 1515 that ratified a decision of the Santo Domingo Court regarding the rights to the family inheritance, declared that the Navigator was in fact called Xproval Colomo in 1484 when he arrived from Portugal and that he was probably of Portuguese origin. Other existent writings and the fact of having married a Portuguese noblewoman, of having a Safe Conduct Letter from King D João II among other privileges that only a relative of the Royal Family would have, such as sitting in the presence of the King, attending Mass with him and being alone with the Queen and Prince D. Manuel for several days, are all documented facts that led people to question his true identity and mission at the time.”

For now, the proposal presented to Lorente as being the most concrete to establish a connection to the Portuguese Royal House is another proposed by Carlos Evaristo; namely the opening of the lead urn containing the remains the Infant Prince D. Miguel da Paz, that Evaristo identified several years ago in the Capilla Real in Granada Cathedral. The Prince who was firstborn of King D. Manuel I of Portugal and his wife who was the daughter of Isabel the Catholic, would therefore be nephew of Columbus according to the thesis of Mascarenhas Barreto.

The Cabido da Sé de Granada, however, has so far refused to allow the urn to be opened. It also refused an invasive method  proposed by Evaristo of introducing an endoscopic camera with tweezers through a side aperture that exists. In a letter it was said to be “an inopportune moment”.

Evaristo also discovered that the fact of not knowing Columbus’ real name and his true nationality were the main impediments that the Sacred Congregation of Rites had in the 19th century to open the process for the Canonization of the Navigator, as proposed by the founder of the Knights of Columbus, Father Michael Mc Givney through the North American Episcopate.

For Carlos Evaristo “the identity of Columbus is a page of universal history that remains to be written and if it is not Professor Lorente and his team to finally write that final chapter, a mystery that is over 500 years old may never be solved. And even if he is not Genoese, or Spanish or Portuguese, what matters is the truth. This doesn’t detract from the value of those dedicated investigators who, faced with this forensic mystery, followed valid clues based on contemporary facts to present various theories. Is that not what investigators do when there is an unsolved mystery or crime?” Columbus who open up the Americas to evangelization deserves to be recognized by his real identity and nationality.

“But it’s DNA,” says Lorente, “which will be the key to unraveling the mystery”. A mystery that Columbus never wanted to reveal in his life, not even to his children.

The results of the DNA analysis will be announced by Professor Lorente on October 12, the anniversary of Columbus’ arrival in the Americas in 1492.

Granada, May 19th, 2021

Real Instituto Cristóvão Colom – Salvador Fernandes Zarco – RAHA

(DEPARTAMENTO DE PESQUISA COLOMBIANA AUGUSTO MASCARENHAS BARRETO DA FUNDAÇÃO OUREANA)

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RELÍQUIAS DE SANTOS PORTUGUÊSES PODEM DESVENDAR MISTÉRIO DA IDENTIDADE DE COLOMBO

O Presidente da Fundação Oureana Carlos Evaristo, entregou várias amostras de osso, sangue e cabelo de Santos Portugueses para estudo na Universidade de Granada.

Para chegar à identidade de Cristóvão Colombo a equipa do Professor José Lorente Acosta do Laboratório de ADN do Departamento de Medicina Legal, Toxicologia y Antropologia Física da Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, realizou analises entre 2002 e 2004 que comprovaram que os poucos ossos que estão na Catedral de Sevilha são mesmo do Navegador pois comprovou-se que eram do pai de Hernan Colon, também sepultado na Catedral, e de um irmão de Diego Colon que estava sepultado na Cartuxa da mesma cidade.

O Prof. José António Lorente com as caixas contendo três amostras da família Colón.

Uma vez obtido o perfil genético de Colombo procedeu-se à comparação do seu ADN com várias famílias Italianas com as mais diversas variações do apelido, mas foi algo que segundo Lorente “não foi conclusivo dado que não se verificaram ligações com nenhumas das famílias italianas.”

A falta de matéria óssea aliada à pouca que então foi disponibilizada para o projeto cedo se revelou um impedimento pelo facto da tecnologia à época não poder ir mais além, estando-se igualmente a destruir o pouco de matéria óssea que havia. Tal determinou a suspensão do projeto que só agora foi retomado, 16 anos mais tarde, precisamente no dia 20 de Maio, por ocasião do 515º aniversário do falecimento do navegador em 1506.

Para testar as várias teorias procuraram-se ossadas de supostos parentes de Colombo que serão analisadas e comparadas com os marcadores do ADN do navegador, do seu irmão e filho, para se tentar estabelecer uma ligação próxima de parentesco. Porém duas amostras para suporte de duas das teorias portuguesas não foram submetidas para análise pelo laboratório a cargo de Lorente porque segundo os defensores das duas teses, as análises de ADN serão feitas em Portugal e os resultados depois enviados para Granada para comparação.

No entanto, três amostras que podem ser determinantes neste projeto, foram oficialmente entregues no laboratório na passada quarta-feira por Carlos Evaristo, arqueólogo especialista em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval que colabora no projeto Colombo há já vários anos. As relíquias transportadas da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana no Castelo de Ourém num cofre de metal selado com selos de lacre episcopais, foi aberto no laboratório sendo o conteúdo entregue mediante a assinatura de um auto.

No âmbito da retoma do projecto de estudo do ADN de Cristóvão Colombo, anunciado na passada quarta-feira pela Universidade de Granada, foi organizada pela mesma Universidade, uma Conferência Internacional onde peritos nas várias teorias que existem acerca da nacionalidade do navegador, apresentaram as provas para sustentarem as suas teses.

Na ausência de outras amostras de restos mortais contemporâneos que pudessem sustentar a teoria genovesa, os cientistas voltaram a atenção para as outras teorias, descartando algumas mais distantes e considerando agora aquelas que defendem que Colombo era ibérico como as mais plausíveis.

A Magnifica Reitora, Lorente e o Produtor da Série Documentária para a TVE.

Só os defensores da teoria hoje mais comummente aceite, mas também a mais questionada, a de Colombo ter sido Genovês, é que não se fizeram representar. No entanto houve apresentações por peritos das teorias de Colombo Catalão, Valenciano, Aragonês, Galego, Castelhano, e de três teorias distintas, mas que defendem a sua origem Portuguesa: a de ter sido um corsário, de ascendência nobre, apresentada por Fernando Branco; a de que seria um filho bastardo de uma Infanta D. Isabel, de José Matos e Silva e a de que era filho de um Infante da Casa Real de Avis, do falecido Mascarenhas Barreto apresentada por Carlos Evaristo.

O Professor Lorente dirigindo-se a Carlos Evaristo durante a Conferência de Imprensa.

Evaristo foi convidado especial da Universidade de Granada e da TVE no encontro tendo participado na Conferência de Imprensa Internacional e na Conferência do Projecto Cólon ADN. Durante os três dias em Granada o Presidente da Fundação Oureana apresentou um dossier de provas documentais que sustentam a hipótese do Colombo ser Português mas disse considerar todas as teorias apresentadas na conferência “muito bem fundamentadas embora simpatize mais com a teoria de que Colombo era um membro bastardo da Casa Real Portuguesa”.

O Presidente da Fundação Oureana e Autor que compilou um estudo juntamente com o explorador subaquático Dave Horner sobre os Segredos e Mistérios de Colombo e co-produziram também um documentário com o premiado realizador americano Paul Perry sob o mesmo tema.

No encontro Evaristo apresentou provas e defendeu a teoria do seu falecido amigo e mentor, o pesquisador Augusto de Mascarenhas Barreto, que defendia que Colombo seria filho bastardo de D. Fernando, Duque de Beja e de Isabel Zarco, filha do Navegador João Gonçalves Zarco, nascido na Cuba do Alentejo, tendo como verdadeiro nome Salvador Fernandes Zarco ou Salvador Gonçalves Zarco. Mas considera, “o mais importante é comprovar que o Colombo era ibérico, e não Genovês, algo que o Papa Alexandre VI já havia afirmado ao referir-se ao Almirante como um filho amado das Hispanias na Bula Inter cætera.”

Esta Bula, de 4 de Maio de 1493, estabelecia um meridiano situado a 100 léguas a oeste do arquipélago do Cabo Verde, relativamente ao qual o que estivesse a oeste do meridiano seria Espanhol, e o que estivesse a leste, Português, antecedendo a divisão do Novo Mundo que viria em 1494 a ser acordada em Tordesillhas e que veio a favorecer Portugal na corrida para encontrar o caminho marítimo para a Índia.

Na balança histórica pesa mais o prato das provas de que era português; independentemente das teorias o facto é que todas elas o colocam como ligado à Casa Real, sendo então fundamental, tentar estabelecer a eventual ligação genética obtendo marcadores iguais com Santos da Casa Real.

De qualquer das formas evaristo acredita que Colombo serviu como Capitão de Guerra, uma espécie de Agente Secreto naquilo que diz respeito a desviar as atenções do Papa Borja Espanhol e dos Reis Católicos do verdadeiro caminho marítimo para a Índia e da existência de terras no Brasil e no Canadá, descobertas anteriormente à chegada do Colombo às Américas em 1492 e que seriam perdidas para Castela, tal como haviam sido as Ilhas Canárias, ao abrigo do tratado das Alcáçovas. Por isso estas descobertas só foram reveladas oficialmente depois de D. João II ter garantido mais 370 léguas com o Tratado de Tordesilhas que as abrangeram. É por isso que segundo Evaristo, com as revelações da existência destas terras em 1498 e 1500 Colombo cai na desgraça, foi preso e embora liberto, morreu em relativa obscuridade e com todos os direitos revogados.

Com a finalidade de encontrar provas genéticas que comprovem estas teorias, o perito em relíquias, Carlos Evaristo passou 10 dos 30 anos que já dedica ao estudo de Colombo, à procura de material genético contemporâneo ou anterior ao mesmo, mas sem êxito. Segundo o arqueólogo fundador do Real Instituto de Arqueologia Sacra; “não existem restos mortais na maioria dos túmulos e sepulturas dos supostos pais ou irmãos de Colombo em Portugal, para comparação. Alguns de Reis como D. Manuel I, D. João II e a Princesa Santa Joana são difíceis de abrir sem causar danos ou se gastar muito dinheiro. Os restos mortais em falta, por não haver registos de traslados, crê-se terem sido simplesmente removidos e transferidos para as valas comuns dos cemitérios públicos quando da ordem de despejo de todas as campas nas igrejas depois de 1834, uma ação que levou à chamada revolta da Maria da Fonte.”

Lorente e Evaristo conferem as amostras de osso, sangue e cabelo no Laboratório.

Foi então que o autor pensou em se testarem relíquias de Santos da Casa Real Portuguesa para possível comparação do ADN com os três Colombos; o navegador, o filho e o irmão. A escolha recaiu nas relíquias que Evaristo juntou e guarda na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, local onde está sedeado o Apostolado de Relíquias canonicamente ereto, fundado por ele e pela mulher Margarida, técnica assistente de conservação de relíquias há 33 anos.

“O problema”, segundo Evaristo, “era que há 16 anos, por exemplo, não era possível extrair ADN de cabelo e hoje já é e por isso o Professor Lorente como não queria gastar mais matéria óssea por haver pouca, decidiu sabiamente suspender o estudo até que a tecnologia evoluísse. Agora que já é possível, pediu para que nós submetêssemos as amostras.”

Assim, três cabelos da Rainha Santa Isabel com mas de sete séculos foram cuidadosamente removidos por Lorente e Evaristo de um relicário com uma sua madeixa, selado em lacre com o sinete do Bispo Conde de Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré. Este cabelo havia sido recolhido pelo mesmo prelado na presença do Rei D. Miguel I conforme documentação existente em arquivos quando da abertura do túmulo da Rainha Santa para verificação do estado de conservação do seu corpo incorrupto.

As outras duas amostras de relíquias de Santos fornecidas por Evaristo são mais difíceis de re-autenticar por terem perdido os selos de autenticidade ao longo dos séculos e terem sido removidas de relicários originais antes de terem sido vendidos por particulares. São supostamente sangue e ossos de dois Santos Portugueses que já tinham um grande culto contemporâneo a Colombo e que eram membros da Família Real de Avis e de Bragança. Embora Evaristo acredite que sejam genuínas, caso não se verifique o parentesco entre elas, o mesmo está preparado para pedir outras amostras destes santos e de outros que ainda estão na posse das entidades originais desde o falecimento dos mesmos.

Evaristo entregou também várias amostras de ossos que pensa serem de membros da alta nobreza Portuguesa de comprovada antiguidade contemporânea ao Colombo para comparação.

“Sendo os Santos da Casa Real antepassados comuns ou parentes directos das várias pessoas apresentadas nas diversas teorias Ibéricas como sendo possíveis pais de Colombo, a descobrir-se um elo de ligação poderá esse servir para confirmar que ele era pelo menos ibérico, se não mesmo Português. Uma vez que tudo o que roda em torno da sua vida, desde os escritos às ligações e afirmações feitas por outros à época vão nesse sentido. Até a sentença do Supremo Tribunal Espanhol de 1515 que ratificou uma decisão do Tribunal de Santo Domingo a respeito dos direitos à herança familiar, declarou que o Navegador se chamava Xproval Colomo em 1484 quando chegou de Portugal e que era provavelmente de origem Portuguesa. O mesmo escreveu Paolo Toscanelli em correspondência contemporânea e é o que referem recibos de pagamento da Rainha D. Isabel entre outros escritos existentes. O facto de ser um estrangeiro e ter casado com uma nobre portuguesa, de ter uma Carta de D João II que é um Salvo Conduto entre outros privilégios que só um parente da Família Real teria, tais como se sentar na presença do Rei, de assistir à Missa com ele e de estar a sós com a Rainha e o Príncipe D. Manuel durante vários dias, são todos factos documentados que levaram pessoas a questionar a sua verdadeira identidade e verdadeira missão à época.”

Para já fica de parte a proposta que Carlos Evaristo apresentou a Lorente há já vários anos como sendo a mais concreta para estabelecer uma ligação à Casa Real Portuguesa: a abertura da urna em chumbo do Príncipe D. Miguel da Paz, que Evaristo identificou há vários anos na Capilla Real de Granada. Príncipe que foi primogénito de D. Manuel I e da filha dos Reis Católicos e por isso, segundo a tese de Mascarenhas Barreto, um sobrinho de Colombo.

O Cabido da Sé de Granada porém tem até agora recusado permitir a abertura da urna e mesmo com um método não demasiado invasivo proposto por Evaristo de introduzir uma c
câmara endoscópica com pinça. Afirmaram em carta ser “um momento inoportuno”.

Restos óseos exhumados de la tumba de Cristóbal Colón en la Catedral de Sevilla en el año 2003.
Fragmentos de la urna y los huesos de los restos de Cristóbal Colón recuperados, en la Catedral de Sevilla. Horizontal.

O facto de haver poucos ossos de Colombo em Sevilha, um mero punhado de uma matéria óssea que mais se parece com uma mão cheia de pedras, deve-se, segundo um estudo Carlos Evaristo “à prática religiosa universal em vigor até ao século XIX de deixar uma terça parte do esqueleto no local de sepultamento original quando havia um traslado. Isto para que no caso de se perderem os ossos no transporte ou posteriormente, por outra razão, haver sempre algo para que os anjos no dia do julgamento final pudessem recriar o corpo para o unir à alma e assim o reanimar na ressurreição dos mortos.

Dado que os restos de Colombo estiveram insepultos em Valladolid tendo sido o corpo desmembrado e descarnado segundo o processo Teutónico (a prática de desmembrar e descarnar os corpos para posterior transporte), e depois os mesmos transferidos para o Mosteiro da Cartuxa em Sevilha e daí para Santo Domingo, depois para a ilha de Cuba e de regresso a Sevilha, não é de admirar que a República Dominicana afirme guardar uma boa parte do esqueleto do navegador no chamado farol de Colón em Santo Domingo e de a maior parte ter desaparecido. Pode ser também que os restos que estão lá sejam os de Diogo Colombo ou uma mistura dos dois. Em Valladolid o município procede com escavações no local do antigo Convento de São Francisco, local onde morreu Colombo. Foi já identificado o local preciso do seu primeiro sepultamento ou repouso da caixa com os seus ossos e onde teria sido enterrada, segundo Evaristo, a primeira terça parte dos mesmos.

O historiador Marciel Castro que foi quem teve a ideia em 2002 de se iniciarem estudos genéticos aos restos mortais de Colombo, foi também a pessoa instrumental na localização dos restos mortais do irmão do navegador, de nome Diego, e esteve na origem da ideia para a abertura do túmulo do filho do Navegador; Hernan. Castro foi também quem localizou a capela da primeira sepultura sobrepondo um mapa antigo a um mapa actual.

Maciel Castro, Carlos Evaristo e José António Lorente.

Carlos Evaristo descobriu também que o facto de não se conhecer o verdadeiro nome de Colombo e a sua verdadeira nacionalidade foi o impedimento maior que a Sagrada Congregação dos Ritos teve no século XIX para abrir o processo para a Canonização do navegador, tal como havia sido proposto pelo fundador dos Cavaleiros de Colombo, Padre Michael Mc Givney através do Episcopado Norte Americano.

Para Carlos Evaristo “a identidade de Colombo é uma página da história universal que falta escrever e se não for o Professor Lorente e sua equipa finalmente a escrever esse capítulo final, nunca se poderá pôr fim a um mistério com mais de 500 anos. E mesmo que ele não seja Genovês, ou Espanhol ou Português, o que interessa é a verdade. Isso em nada tira o valor da missão dele ou daqueles dedicados investigadores que perante este mistério forense seguiram pistas válidas baseadas em factos contemporâneos para apresentarem várias teorias. Não é afinal o que fazem sempre todos os investigadores quando há um crime por resolver?”

“Mas é o ADN”, garante o Professor José Lorente Acosta, chefe da equipa de investigação do Projeto ADN Colón da Universidade de Granada, “que será a chave para desvendar o mistério”. Um mistério que Colombo nunca quis revelar em vida, nem mesmo aos filhos.

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TEORIAS APRESENTADAS DURANTE A CONFERÊNCIA

Teoria Valenciana: Colombo tinha uma dupla identidade: “Genovês de nação” e cidadão Valenciano”.

Palestrante: Francesc Albardaner i Llorens, Membro da Sociedade Catalã de Estudos Históricos do I.E.C., Sócio da Instituição Catalã de Genealogia e Heráldica.

Resumo: A pesquisa de Francesc Albardaner situa Cristóbal Colom em Valencia no seio de uma família de judeus convertidos, cujo comércio era tecelões de seda, à qual pertencia sua mãe. Seu pai era um emigrante da Ligúria que chegou a Valência com o clã Gavoto de Savona, que criou empresas de tecelagem de seda e brocado e fábricas de papel em Valência, a partir do ano de 1445 ou pouco antes. O casamento pode ser considerado intra-união, uma ocorrência frequente naquela época. Por ser filho de casal misto, podia apresentar-se tanto como “genovês da nação”, por ser filho de pai genovês, ou como súdito natural da Coroa de Aragão, por ser cidadão de o Reino de Valência. Cristóbal Colom também teve uma formação dual: cristã na esfera pública e judia no claustro familiar. Na verdade, ele foi um criptojudeu que não se interessou em dar a conhecer as suas origens hebraicas nos momentos difíceis da imposição da inquisição castelhana em todos os territórios da Coroa de Aragão. Sua origem judaica sefardita foi um dos principais motivos que o obrigaram a não divulgar sua origem.

Teoria Portuguesa I: Colombo era na verdade um corsário português

Palestrante: Fernando Branco, Professor da Universidade de Lisboa (IST, Instituto de Engenharia) e Membro Honorário da Academia Portuguesa de História

Resumo: A hipótese portuguesa afirma que Cristóvão Colombo se chamava realmente Pedro Ataíde e era um corsário português. O Professor Fernando Branco recolhe no seu livro “Cristóvão Colombo, nobre português” as numerosas coincidências entre a vida do almirante e a de Ataíde, ambas inclusive participaram na guerra de Aragão e na batalha naval do Cabo de S. Vicente. O que se sabe de Pedro Ataíde justifica, como aconteceu com Colombo, sua fuga para Castela em 1485, suas ligações com a nobreza portuguesa em Sevilha e o texto da carta que D. Juan II lhe enviou. Justificaria também, ao regressar da primeira viagem, o seu reconhecimento por João da Castanheira na ilha de Santa Maria e a visita da Rainha de Portugal ao convento da Castanheira. Em 2017, o grupo de investigadores da Universidade de Coimbra e do Instituto Superior Técnico de Lisboa exumou os restos mortais do primo paterno de Pedro Ataíde. Os ossos de António de Athayde, primeiro Conde de Castanheira e primo do corsário português, foram exumados da igreja onde foi sepultado, perto de Lisboa, para extracção do ADN nuclear.

Teoria portuguesa II: Colombo, filho bastardo de Infanta Portuguêsa

Palestrantes: José Mattos e Silva (António Mattos e Silva)

Resumo: Cristóvão Colombo era filho bastardo da Princesa Leonor de Aviz e D. João Menezes da Silva, justamente em período de negociações para o futuro casamento da princesa com o Imperador Frederico III, portanto não poderia ser considerado filho da princesa e foi adotada por um de seus servos. Ambos os pesquisadores fornecem amostras genéticas do suposto ramo paterno e materno.

Teoria de Navarra: Colombo transferiu o topônimo de Ainza para a América

Palestrante: Jose Mari Ercilla, Pesquisador e médico aposentado.

Resumo: Segundo a tese de José Mari Ercilla, Cristóbal Colón nasceu na Baixa Navarra e era portador do antígeno HLA-B27, característico de escapamentos. Todos os personagens importantes da vida de Colombo têm um forte vínculo com Navarra e grande parte do seu vocabulário coincide com o da área dos ultra-portos. O topônimo Ainza era o nome da cidade da Baixa Navarra onde nasceu Cristóvão Colombo (atualmente Ainhice Mongelos). Este nome não existia em outra parte do mundo além da América e após a descoberta deste por Colombo. Um nome que só quem nasceu ali poderia saber porque os Colom, segundo o censo real navarro, habitavam esta localidade com apenas cinco casas.

Teoria de Maiorca: Colombo era o filho secreto do Príncipe de Viana

Palestrante: Gabriel Verd Martorell, Historiador e Presidente da Associação Cultural Cristóbal Colón

Resumo: A teoria da origem maiorquina de Cristóvão Colombo não foi documentada documentalmente até o século passado em que diversos historiadores tentaram mostrar que o descobridor era filho natural de Dom Carlos, Príncipe de Viana (irmão do Rei Fernando el Católico) e o maiorquino Margalida Colom. Ele nasceu em Felanitx, Maiorca, em 1460. Esta teoria foi defendida por historiadores de grande prestígio, como Manuel Lópéz Flores de Sevilha, Irmão Nectário Maria venezuelano e Torcuato Luca de Tena, etc. Colombo durante sua terceira viagem ao Novo Mundo batizou Ilha Margarita na costa da Venezuela em 1498 com o nome da mãe e escreveu-o em maiorquino «Margalida». O grande filólogo espanhol Ramóm Menéndez Pidal mostrou que Colombo “sempre escreveu em latim ou espanhol, nunca em italiano ou genovês, e tampouco os italianismos aparecem em seus escritos”. Em abril de 1492, um importante documento de valor histórico incalculável foi assinado em Santa Fé de Granada, conhecido como “as Capitulações de Santa Fé” e no qual foram estipuladas todas as condições estabelecidas entre o Descobridor e a Coroa, por meio do qual o levaria a cabo o empreendimento da descoberta. No documento citado, Colombo é nomeado almirante, vice-rei e governador geral. Ele também recebe o título de “Don”, que, como nos diz o professor Juan Manzano em uma de suas publicações, “era um título honorário e digno usado por reis e membros de suas famílias”. Os cargos de vice-rei e governador geral aparecem na época do descobrimento na Coroa de Aragão e não na castelhana. São cargos de alta categoria social e até mesmo o de Governador Geral foi reservado para pessoas de sangue real. Outro fato importante a destacar é que Colombo possuía uma cultura extraordinária para sua época. Todos esses dados, junto com outros, defendem a hipótese de que o descobridor não poderia ser o genovês Cristoforo Colombo, tecelão e estalajadeiro.

Teoria Galega: Colombo era de origem Galega

Palestrante: Eduardo Esteban Meruéndano, Presidente da Associação Cristóbal Colón Galego “Celso García de la Riega”

Resumo: A possível origem galega de Cristóbal Colón foi postulada em 1898 como a primeira refutação da origem genovesa, por Celso García de la Riega de Pontevedra. Documentos, toponímia e linguagem foram a base fundamental do suporte de uma teoria conhecida, seguida e difundida por historiadores (Enrique Zas Simó, Constantino de Horta e Pardo), pedagogos (Virgilio Hueso Moreno, Ramón Marcote Miñarzo, Nicolás Espinosa Cordero), acadêmicos (Wenceslao Fernández Flórez, Emilia Pardo Bazán) ou figuras culturais (Ramón María del Valle – Inclán, Torcuato Luca de Tena e Álvarez Ossorio), entre muitos outros. Em 1928, silenciado por pressões políticas devido à iminente celebração da Exposição Ibero-americana de Sevilha.

A recente legitimação dos documentos históricos pelo Instituto do Patrimônio Cultural da Espanha (2013), que contêm os sobrenomes “Colón” e “de Colón”, bem como as Capitulações de Santa Fé, pode colocar a família do navegador em Pontevedra , antes e durante a descoberta.

Teoria Castelhana: Colombo era Castelhano

Palestrante: Alfonso C. Sanz Núñez, Autor do livro “Don Cristóbal Colón. Almirante de Castela “

Resumo: A tese castelhana afirma que Cristóvão Colombo nasceu em Espinosa de Henares (Guadalajara) em 18 de junho de 1435. Ele era neto de Don Diego Hurtado de Mendoza, Almirante de Castela. Sua mãe era Dona Aldonza de Mendoza, Duquesa de Arjona . Ela morreu de parto duplo. No testamento desta Senhora, feito dois dias antes de sua morte, aparece Cristóbal Genovés, a quem ela deixa 13.000 maravedíes. O irmão gêmeo do almirante, Alfón el Doncel, foi assassinado quando tinha cinco anos. Seu tio, o Marquês de Santillana, usurpou sua herança. Os reis concederam-lhe as mesmas prerrogativas que o Almirante de Castela tinha o título de Almirante do Mar Oceano antes do Descobrimento, porque lhe correspondia por linhagem. Os emblemas de seu avô e de sua mãe aparecem no brasão de Colombo.

Teoria portuguesa III: Colombo, um bastardo da Casa Real e Espião ao Serviço do Rei de Portugal.

Palestrante: Carlos Evaristo, Arqueólogo e Historiador, Presidente da Fundação Oureana e do Instituto Cristóvão Colom.

Resumo: A teoria do falecido Autor Professor Augusto Mascarenhas Barreto, defendida por Carlos Evaristo é que Cristóvão Colom não seria Genovês, mas poderia ser filho bastardo de D. Fernando, Duque de Beja e Viseu, e de Isabel Gonçalves Zarco, de ascendência Judia e Genovesa.

O seu nome seria Salvador Fernandes Zarco e seria originário de Cuba, Alentejo. Colom seria um Capitão de Guerra, um Espião como o 007, com licença para matar, ao serviço do Rei João II de Portugal. A missão deste suposto irmão de D. Manuel I era desviar a atenção dos Reis Católicos da verdadeira rota para a Índia, oferecendo-lhes uma rota alternativa. Esse engano permitiu que Portugal negociasse um novo Tratado para ficar com a Índia e com a posse das terras do Brasil e do Canadá já descobertas.

Carlos Evaristo, para além de estudar os túmulos do Duque de Beja e das suas irmãs, todos estranhamente vazios, identificou uma urna de chumbo com os restos mortais do Príncipe Miguel da Paz, filho de D. Manuel I na Cripta da Capela Real de Granada na espera de autorização para abri-lo.

Foram também recolhidas por Evaristo outras relíquias significantes ligadas à Casa Real Portuguesa que serviriam como principais amostras de DNA para finalmente permitirem confirmar, ou não, esta que é a teoria mais antigo do Colombo português.

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Os resultados das análises de ADN serão divulgadas pelo Professor Lorente no dia 12 de Outubro, aniversário da chegada de Colombo às Américas em 1492.

Granada, 19 de Maio de 2021

Real Instituto Cristóvão Colom – Salvador Fernandes Zarco – RAHA

(DEPARTAMENTO DE PESQUISA COLOMBIANA AUGUSTO MASCARENHAS BARRETO DA FUNDAÇÃO OUREANA)

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Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana convidada a participar em Documentário da BBC Rádio sobre Relíquias.

Logotipo do programa da BBC

O Presidente da Direção e Cofundador da Fundação Histórico -Cultural Oureana, Carlos Evaristo, foi convidado a participar como Perito num Documentário sobre relíquias que será transmitido pela BBC Rádio Internacional na Segunda-feira, 22 de Março de 2021, pelas 20 Horas de Londres.

Para Carlos Evaristo: “É gratificante poder contribuir para o esclarecimento do Culto de Relíquias juntamente com outros membros do nosso Apostolado de Relíquias, também eles Peritos de renome mundial, o que é o caso o nosso Confrade amigo Michael Hesemann.”

Especiais agradecimentos a Thomas Serafin, Cofundador da ICHR.

O programa que é parte de uma série chamada “Out of the Ordinary” (Fora do Normal) é apresentado pelo Jornalista da BBC Jolyon Jenkins e pode ser escutado na BBC online através do link:

FONTE: https://www.bbc.co.uk/programmes/m000tcqv

20 de Março de 2021

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FUNDAÇÕES OUREANA E D. MANUEL II PROMOVEM CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE AS RELÍQUIAS DOS SANTOS E O DIREITO

A Fundação Histórico – Cultural Oureana através dos Departamentos; Regalis Lipsanotheca (Apostolado de Relíquias) e o Real Instituto para a Arqueologia Sacra, em parceria com a Fundação D. Manuel II, promove em Abril, a primeira Conferência Internacional sobre as Relíquias e o Direito. O encontro inédito é organizado pela Conferência De Saint-Yves, uma Associação de Juristas Católicos do Luxemburgo.

É pretensão dos organizadores da Conferência e seus Patronos e Parceiros, discutir pela primeira vez o Direito Consuetudinário, o Direito Civil e o Direito Canônico no que diz respeito às Relíquias Sagradas.

Para o Perito em Relíquias, Carlos Evaristo, Presidente da Fundação Oureana e Fundador da Regalis Lipsanotheca “a realização desta Conferência é um marco histórico no Culto das Relíquias Sagradas pois as leis que regulavam a distribuição, conservação e exposição dos restos mortais do Satos e seu pertences eram canónicas mas também civis. Relíquias Insignes eram até usadas nos Tribunais para se fazerem juramentos durante julgamentos, e essa prática foi posteriormente substituída pela Bíblica como Relíquia da Palavra de Deus. Relíquias até estão na origem das primeiras regras de trânsito decretadas pelos Papas nos anos Santos. E uma necessidade divulgar as leis e normas atuais para o Culto das Relíquias que a maioria das pessoas desconhecem mas é importante também se criar leias civis para a proteção das mesmas pois não são somente Património da Igreja mas também da Humanidade. Leias civis e canónicas para combater o trafego, venda e falsificação de Relíquias é outro tema importante a debater. Há muitos anos que combatemos estas três atividades, quer através de denuncias e apoio à Interpol, quer com normas que a Santa Sé adotou depois do nosso apostolado as sugerir. O nosso Co-Fundador e Delegado nos EUA Thomas Serafin também conseguiu implementar normas no ebay que proíbem a venda de restos mortais embora os vendedores sem escrúpulos metem e assim contornam a proibição. Existe também uma proposta do nosso Delegado no Brasil, Fabio Tucci Farah, para legislação que reconheça o direitos à dignidade das Relíquias Sagradas, não só como os tesouros culturais que jamais deveriam ser vendidos, mas também como restos mortais que merecem respeito pelo sentido religioso e a dignidade humana que lhes é devido. É digno de louvor esta iniciativa da Associação de Juristas Católicos de Luxemburgo e do Presidente e organizador Dr. William Lindsay Simpson.” 

A Conferência terá lugar na Terça-feira, 27 de Abril de 2021, com início às 18h30 horas locais, na Igreja Saint-Michel, na Rue Sigefroi, na Cidade do Luxemburgo.

PROGRAMA DE INTGERVENÇÕES

As Relíquias dos Santos, formação costumeira de um DireitoPhilippe George, Curador Honorário do Tesouro da Catedral de Liège

A questão do comércio de Relíquias e as questões jurídicasPatrice Biget, Leiloeiro especializado na venda de Relíquias e Perito Judicial no Tribunal de Recurso de Caen

A Posição da Igreja em relação aos padrões aplicáveis ​​às Relíquias -Matthieu Bottin, Doutor em Direito, Advogado homologado pelo Tribunal eccl. de Marselha

Considerações FinaisCónego Eric de Beukelaer, Vigário Geral da Diocese de Liège

A Conferência tem o apoio da Arquidiocese de Luxemburgo.

INSCRIÇÕES: csy@cathol.lu
UM CERTIFICADO DE PRESENÇA SERÁ EMITIDO A TODOS OS PARTICIPANTES

19 de Fevereiro de 2021

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Ambulância entregue ao Ministério de Saúde de São Tomé e Príncipe

O Senhor Bispo de São Tomé e Príncipe entrega as chaves da ambulância ao Senhor Ministro.

Uma ambulância carregada com equipamento médico e cadeiras de rodas recolhida pela Real Confraria do Santo Condestável e enviada para a Diocese de São Tomé e Príncipe no passado dia 9 de Agosto de 2020, acaba de ser entregue ao Ministério de Saúde de São Tomé e Príncipe.

A entrega formal da viatura que vai agora servir os doentes do hospital nacional, foi feita no dia 12 de Fevereiro de 2021 pelo Senhor Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos, Patrono da Fundação Oureana.

O Ministro da Saúde, Dr. Edgar Neves que recebeu a viatura, agradeceu a todos quanto ajudaram a levar a ambulância de Itália até São Tomé e particularmente à Diocese e as Fundações Oureana e D. Manuel II.

O Ministro da Saúde, Dr. Edgar Neves lê o Auto de Doação da Viatura.

David Pereira, Carlos Evaristo e Jorge Gonçalves, em nome da Real Confraria do Santo Condestável, comunicaram a entrega ao Governo de São Tomé e Príncipe da Ambulância e em nome do Senhor Bispo relembraram também a generosidade da firma Amilcar Reis de Fátima, o trabalho de Fliorinda Marques de Mãos Unidas com Maria e especialmente o esforço do Dr. Angelo Musa da Real Academia Sancti Ambrosii Martyris, Delegado da Real Confraria do Santo Condestável / Real Guarda de Honra Departamentos da Fundação Oureana em adquirir a viatura em Itália.

O Senhor Bispo mostra ao Senhor Ministro os brasões das Fundações Oureana e D. Manuel II.

O Restauro da Ambulância foi patrocinado pela Fundação D. Manuel II e a firma Amilcar Reis de Fátima.

12 de Fevereiro de 2021

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Em Memória de Joel Pina, Amigo e Patrono da Fundação Oureana

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Joel Pina e seu amigo de largas décadas, Carlos Evaristo, durante as filmagens de uma entrevista para uma rubrica “do programa “Praça da Alegria!

É com triste pesar que a Fundação Histórico – Cultural Oureana acaba de tomar conhecimento da morte de um dos seus mais antigos colaboradores e Patronos; João Manuel Pina.

Grande devoto de Nossa Senhora de Fátima, o Mestre Guitarrista e Viola Baixo mais conhecido por Professor Joel Pina, era peregrino frequente do Santuário de Fátima nas décadas de 1980/90, visitando mensalmente todos os lugares sagrados das aparições de Nossa Senhora na companhia da sua mulher e mantendo essa devoção até depois do falecimento da mesma.

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Katia Guerreiro, Carlos Evaristo e Joel Pina
Na Sessão de abertura do 100º do Nascimento de Amália Rodrigues.

Conhecido por ter sido o músico que introduziu a viola baixo no Fado e por ter sido amigo e guitarrista de Amália Rodrigues, Rainha do Fado, o Professor Joel Pina recebeu as últimas homenagens da Casa Real Portuguesa e da Fundação Oureana numa Sessão Solene que teve lugar no Palácio dos Marqueses de Fronteira no passado dia 5 de Dezembro de 2020 e durante a qual recebeu a Grã-Cruz da Real Ordem de São Miguel da Ala e o Prémio de Carreira “Rei da Guitarra e Viola Baixo”.

Joel Pina, recebe do Senhor D. Duarte, o Prémio de Carreira da Fundação.

A uma semana de completar 101 anos, o artista que é figura indissociável da história do fado, faleceu esta noite pelas 21:30 horas, em casa de sua sobrinha e para onde tinha ido viver nos últimos meses, após ter tido alta hospitalar.

O Senhor D. Duarte de Bragança com o Professor Joel Pina e os Sobrinhos.

Sua Sobrinha; Ema da Graça Gonçalves Pina de Castro Navarro e os demais familiares agradecem desde já a atenção que todos os amigos tiveram com o tio durante a sua doença oncológica prolongada e que se agravou bastante nos últimos meses. A todos os amigos que manifestarem votos de pesar e de estima pelo seu querido tio, os sobrinhos agradecem comovidamente, informando que dada a situação pandémica que vivemos não haverá velório e a Missa de Corpo Presente e Funeral terá lugar no Sábado, 13 de Fevereiro, pelas 11:30 horas, no Cemitério de São Domingos de Rana.

O Senhor Dom Duarte condecora Joel Pina com a Grã-Cruz da Ordem de São Miguel da Ala.
Dom Duarte. Joel Pina. Carlos Evaristo e Humberto Nuno de Oliveira.

À Família enlutada e a todos os amigos de Joel Pina, o Senhor Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, Presidente do Conselho de Curadores e o Presidente da Direção Carlos Evaristo enviam as mais sentidas condolências.

R.I.P. Joel Pina

(1920 – 2021)

Nasceu no Rosmaninhal, uma aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, a 17 de Fevereiro de 1920. e adoptou o nome artístico de Joel Pina e a interpretação da viola baixo para o seu percurso como músico profissional.

O nome de Joel Pina é indissociável da história do fado, seja pela contribuição fundamental que deu na integração da viola baixo no conjunto de instrumentos de acompanhamento do fado, seja pela qualidade interpretativa que o destaca no universo musical, desde que se profissionalizou em 1949 até hoje.

Através das emissões radiofónicas teve os primeiros contactos com o fado, ainda em criança e, com 8 anos, começou a tocar, quando o pai, numa viagem a Lisboa, lhe comprou um bandolim. Seguiu-se a viola e a guitarra. A sua aprendizagem foi autodidacta e pela observação dos outros, como próprio descreveu a Baptista Bastos: “na minha terra tocava-se muito e, então, via os outros e talvez por uma questão de intuição comecei logo a mexer na viola e a mexer na guitarra também.” (Bastos: 256).

Amália Rodrigues e Joel Pina.

Em 1938 mudou a sua residência para Lisboa e, como apreciador de fado, frequentava assiduamente o Café Luso. Nessa casa conheceu Martinho de Assunção que, em 1949, o convidou para integrar o Quarteto Típico de Guitarras de Martinho de Assunção. Deste conjunto faziam também parte Francisco Carvalhinho e Fernando Couto. É neste conjunto que Joel Pina se começa a dedicar à viola baixo e, nesta altura, que se profissionaliza como músico.

No ano seguinte passa a integrar o elenco da Adega Machado, com Francisco Carvalhinho, na guitarra, e Armando Machado, na viola. Neste ambiente Joel Pina começa a construir a presença da viola baixo no acompanhamento instrumental do fado, que até essa altura não era habitual. Vai manter-se no elenco desta casa durante 10 anos.

Em paralelo Joel Pina trabalhou como funcionário público na Inspecção Económica, iniciou esta actividade em 1961 e que manteve até se reformar.

No decorrer do seu percurso profissional foi um dos fundadores do Conjunto de Guitarras com Raul Nery, Fontes Rocha e Júlio Gomes. Este quarteto granjeou um sucesso extraordinário e foi um marco na interpretação musical do universo do fado. O conjunto surgiu por iniciativa de Eduardo Loureiro, chefe do departamento de música da Emissora Nacional, que convidou Raul Nery a formar um conjunto, com o intuito de apresentar na rádio, quinzenalmente, um programa de guitarradas. Em 1959 iniciaram-se as emissões regulares e o programa prolongou-se por 12 anos.

O Conjunto de Guitarras de Raul Nery “estabeleceu um conjunto instrumental maior para o acompanhamento do fado e para a execução do reportório instrumental ligado a esse género, contribuindo também para a formulação dos papéis musicais da primeira e da segunda guitarra, bem como da viola baixo.” (Castelo-Branco: 127). Para além das emissões radiofónicas e da gravação de inúmeros discos, o conjunto popularizou-se, também no acompanhamento dos mais carismáticos intérpretes de fado, nomeadamente Maria Teresa de Noronha ou Amália Rodrigues, entre muitos outros.

A partir de 1966 Joel Pina começa a acompanhar regularmente Amália Rodrigues, atividade que mantêm por três décadas até ao final da carreira da fadista. Com ela percorrerá os palcos de todo o mundo, em inúmeros espetáculos e digressões que passam, por exemplo, pelo Canadá, Estados Unidos e Brasil (diversas vezes), Chile, Argentina, México, Inglaterra, França, Itália (diversas vezes), Rússia, cinco vezes ao Japão, Austrália, África do Sul, Angola, Moçambique, Macau, Coreia do Sul.

A vasta carreira de Joel Pina torna quase impossível a tarefa de enumerar os fadistas com quem tocou e que continua a acompanhar. Para além das já mencionadas Amália Rodrigues e Maria Teresa de Noronha, marca presença na gravação de discos e espectáculos de fadistas como Carlos do Carmo, Carlos Zel, João Braga, Fernando Farinha, Nuno da Câmara Pereira, João Ferreira-Rosa, Teresa Silva Carvalho, Fernanda Maria, Celeste Rodrigues, Carlos Ramos, Lenita Gentil, Rodrigo e, mais recentemente, Cristina Branco, Joana Amendoeira ou Ricardo Ribeiro.

O seu percurso é reconhecido, Joel Pina foi condecorado com a Medalha de Mérito Cultural em Maio de 1992 pelo Estado português, em 2005, na Gala dos Prémios Amália Rodrigues, recebeu o Prémio para Melhor Viola Baixo no Fado e em 2006, na Grande Noite do Fado, o Prémio Carreira (Instrumentistas). Os elementos do Conjunto de Guitarras de Raul Nery foram homenageados, em 1999, no Museu do Fado, e reconhecidos com a Medalha da Cidade de Lisboa, grau ouro, em 2010.

Ao fim de mais de seis décadas de fado, Joel Pina continuava a “acompanhar, dar “chão”, dar a base a quem estava a cantar” (Joel Pina, 2006) e não restam dúvidas quanto ao significativo papel que desenvolveu para que a viola baixo fosse, como é hoje, parte integrante da base instrumental do universo musical do fado.

Fonte:“Fado” (2012), documentário de Sofia de Portugal Aurélio Vasques; Baptista-Bastos, (1999), “Fado Falado”, Col. “Um Século de Fado”, Lisboa, Ediclube; Castelo-Branco, Salwa El-Shawan (1994), “Vozes e Guitarras na Prática Interpretativa do Fado”, in Fado: Vozes e Sombras, Lisboa: Museu Nacional de Etnologia; Museu do Fado – Entrevista realizada em 21 de Setembro de 2006.

12 de Fevereiro de 2021

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A REGALIS LIPSANOTHECA: UM REPOSITÓRIO DE RELÍQUIAS E CENTRO DE ESTUDOS DE IMPORTÂNCIA MUNDIAL

A REGALIS LIPSANOTHECA

REPOSITÓRIO SAGRADO DE RELÍQUIAS DA FUNDAÇÃO OUREANA E CENTRO DE ESTUDOS DE IMPORTÂNCIA MUNDIAL

(Tradução de Excertos de uma entrevista com Carlos Evaristo)

A Fundação Histórico Cultural Oureana recebeu, no passado dia 31 de Outubro, doze lotes de Relíquias Insignes depositadas agora na Regalis Lipsanotheca (Museu de Relíquias inaugurado em 2000 e (re)inaugurado em 2018, no Castelo de Ourém)[1], por parte do Ministério da Cultura, ao abrigo de um Protocolo celebrado com a Direção Geral do Património Cultural (DGPC), o órgão do Estado responsável pelo Património Cultural, em 2019 e ratificado a 23 de Janeiro de 2020.


[1] A Regalis Lipsanotheca foi construída no estilo de uma Capela de Relíquias do Século XVIII.

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Fátima Patacho, Carlos Evaristo, Jorge Gonçalves e David Pereira com os 12 lotes da DGPC.

Através de acordo complementar, assinado a 15 de Setembro de 2020, “considerando que a Fundação é detentora de um importante acervo histórico-artístico e de arte sacra” e “que entre o património da Fundação Oureana encontra-se a Regalis Lipsanotheca, que reúne a maior coleção de relíquias fora do Vaticano”, deliberou a DGPC na pessoa do Diretor-Geral Engº Bernardo Alabaça, “proceder ao depósito na Fundação Histórico – Cultural Oureana” de “um conjunto de 12 Relíquias (Insignes) a carecer de estudo e conservação” com “o objetivo de serem estudadas, restauradas e divulgadas”.

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Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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Rosto do Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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Vaso com Sangue de São Clemente, Mártir.
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Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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Carlos Evaristo examina o Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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Carlos Evaristo e Jorge Gonçalves examinam um dos Simulacra.
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Carlos Evaristo e David Alves Pereira examinam um dos Simulacra.
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Simulacrum do Corpo de Santa Justina, Mártir.

Segundo o Presidente da Direção da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, reconhecido perito em Relíquias Sagradas[1]; “tratam-se sobretudo de Corpos de Santos Mártires, mais concretamente, esqueletos armados, articulados e vestidos, naquilo a que comummente se designa de simulacra, e ainda, algumas colunas e maquinetas relicários provenientes de altares contendo outras Relíquias Insignes (crânios e ossos de grandes dimensões) de Santos”.


[1] Como perito Carlos Evaristo já foi chamado a fazer parte de oito equipas que criaram igual número de novas imagens simulacra para relíquias insignes e corpos de novos Santos da Igreja, no Canadá e nos Estados Unidos da América. Evaristo também deu pareceres na conservação e restauro de mais de quarenta relíquias insignes incluindo muitas destas imagens que guardam os ossos dos Santos ou que mascaram corpos incorruptos ou parcialmente incorruptos. Para além desta especialidade desde 1984 que já examinou mais de 450 corpos incorruptos, de santos ou pessoas com fama de santidade, catalogando os mesmos pelos diversos fenómenos naturais que levaram à incorrupção.

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O trabalho de acondicionamento das relíquias para transporte demorou largas horas.

Segundo o mesmo perito o primeiro grande desafio será descobrir a proveniência destas Relíquias que foram arroladas pelo Estado aquando da implantação da República. Só após esta fase se passará ao restauro das urnas relicários, e especialmente dos simulacra, que com a excepção de um, São Clemente, estão num estado muito avançado de degradação.

Da análise inicial resulta certo que haverá necessidade de recriar de algumas partes que encerravam a armação dos ossos, como as cabeças e máscaras mortuárias. Igualmente a limpeza e substituição de roupagem por tecidos de época se irá revelar uma intervenção delicada. Dado que muitas vezes os rostos, braços e pernas, eram ossos cobertos por máscaras de cera ou papier mâché para assim simularem corpos vestidos com trajes da época, todos estes acessórios terão que ser recriados utilizando técnicas e materiais da época (dos quais felizmente possuímos bastantes em armazém).

Os ossos terão que ser desinfectados, conservados, estudados, colados e reforçados com produtos que existem hoje no mercado para o efeito. Como só duas das urnas relicários possuíam costas; as de São Clemente e Santa Sabina, quase todos os simulacra se encontram muito danificados e os ossos bastante degradados por terem estado 110 anos expostos aos elementos. Alguns serviram mesmo de fonte de alimento para térmitas e grandes roedores que fizeram ninhos, repetidas vezes, nas imagens ao longo de um século e comeram até partes das mesmas, destruindo outras.

Carlos Evaristo: “Existe, também, uma arca relicário completamente vazia, desconhecendo-se o paradeiro do simulacrum e dos ossos. O mais provável é ter sido colocado numa urna para ossadas e guardado ou enterrado nalgum cemitério no tempo da primeira república como já verificámos ter acontecido em alguns casos. Vai ser um trabalho demorado mas muito gratificante de realizar.”

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Pormenor de tecidos de uma imagem Simulacrum.
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Pormenor de tecidos de uma imagem Simulacrum.
Simulacrum do Corpo de um Mártir por identificar.
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Pormenor do Simulacrum do Corpo de Santa Justina, Mártir.
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Simulacrum do Corpo de Santa Sabina, Mártir
em Urna Relicário de madeira policromada e entalhada de estilo D. João V.
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Pormenor do Simulacrum do Corpo de Santa Sabina, Mártir.
Pormenor da inscrição que descreve a proveniência do corpo e a exumação no ano 1756.
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Simulacrum do Corpo de Santa Irene, Mártir.
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David Alves Pereira remove cuidadosamente alguns elementos decorativos da Urna Relicário.

Os lotes da DGPC foram cuidadosamente acondicionados e transportados pelos Confrades do Apostolado de Relíquias[1], e irão ser agora intervencionados por uma equipa especializada da Regalis Lipsanotheca, que já colaborou com os Museus do Vaticano, diversos Santuários Católicos, Postuladores e outras Lipsanothecas Diocesanas.


[1] David Alves Pereira, Joana Evaristo, Jorge Gonçalves, José Gonçalves e Margarida Evaristo, coordenados pelos técnicos especialistas Carlos Evaristo e Fátima Patacho.

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Colunas Relicários.

Carlos Evaristo:”O primeiro passo antes destas relíquias serem colocadas em exposição permanente será um estudo levado a cabo no laboratório e atelier da Regalis Lipsanotheca, em Fátima e no Castelo de Ourém, para ser traçado o plano da conservação, restauro e reautenticação de cada peça.”

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O traslado da Urna Relicário com o Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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O traslado da Urna Relicário com o Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.
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O traslado da Urna Relicário com o Simulacrum do Corpo de São Clemente, Mártir.

Foram necessárias duas viaturas de transporte e um total de oito operários para se realizar a delicada operação de acondicionamento e transporte dos 12 lotes de relíquias de Lisboa para Ourém, um trabalho que foi cuidadosamente preparado com antecedência de meses. A recolha dos lotes realizou-se num fim de semana e durante a noite para não interromper as visitas ao Palácio e com especiais autorizações de circulação durante as mais rigorosas regras do estado de emergência da pandemia do Covid 19.

O agendamento do traslado dos doze lotes foi tratado pelo Director do Palácio Nacional da Ajuda, Dr. José Alberto Ribeiro, que propôs esta solução ao Ministério da Cultura, dando assim destino a estes lotes que há mais de 100 anos se encontravam armazenados no depósito do Estado, sem haver interesse durante esse tempo em os estudar, recuperar ou exibir. Ribeiro reuniu uma equipa de técnicos e funcionários para prestarem todo o apoio necessário à delicada operação de preparação e carregamento dos lotes[1].


[1] A organização desta operação contou também com a intervenção do Relações Publicas da Fundação Oureana, Bruno de Castro, representante da Fundação nas negociações. Para o transporte foi necessária uma apólice de seguro multirriscos especiais e uma força de segurança reforçada.

Os lotes de Relíquias Insignes hoje depositados na Regalis Lipsanotheca foram transportados do depósito do Palácio Nacional da Ajuda em Lisboa para a Ourém no passado dia 31 de Outubro, por coincidência, Véspera da Solenidade de Todos os Santos e um dia por tradição ligado à história do Culto das Relíquias[1].


[1] Foi nessa noite, em 1517, que o monge agostinho alemão, Martinho Lutero, afixou na porta da célebre Capela de Todos os Santos (que albergava uma importante colecção de relíquias do Príncipe de Wittenberg)em Wittenberg, as suas 95 teses contra as indulgências (Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum) um conjunto de protestos contra os abusos na Igreja incluindo os que se verificavam no Culto das Relíquias.

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Selos em lacre numa das Urnas Relicários.
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Selos em lacre numa das Urnas Relicários.

À chegada à Regalis Lipsanotheca todas as peças foram cuidadosamente verificadas para se apurar possíveis danos resultantes do transporte que felizmente não se registaram. Seguidamente, procedeu-se a duas intervenções de desinfeção e de tratamento de madeiras com térmitas, antes da remoção das relíquias para do restauro das urnas, arcas, colunas e outros relicários de suporte.

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A Regalis Lipsanotheca foi construída no estilo de uma Capela de Relíquias do Século XVIII.

Segundo Carlos Evaristo; “Durante trabalhos iniciais já se detetaram indícios de restauros malfeitos em tempos passados talvez para economizar ou atamancar numa época quando as Igrejas tinham poucos recursos para disponibilizar para restauros mais profissionais.”

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Pormenor do Simulacrum do Corpo de Santa Justina, Mártir.
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Pormenor do Simulacrum do Corpo de Santa Sabina, Mártir.

É o caso também de uma urna relicário para um simulacrum de uma mártir que já não existe e vai ser agora recriado. “Em vez do interior ter sido pintado ou retocado com cores originais, foi forrado com um papel de parede creme, dos finais do Século XIX. É o caso também de algumas partes das colunas relicários que foram pintadas de preto quando a tinta original era azul claro.” O azul, Carlos Evaristo garante; “era o que se usava muito à época pra decorar os interiores destas urnas relicários fabricadas em Portugal e até os oratórios. Foi sendo substituído, em restauros dos finais do século XIX, por papel de parede creme ou seda esticada e colada na madeira com uma cola feita de farinha, água e gordura animal que se chamava grude. Levava também vinagre `mistura pare depois não aparecerem manchas de bolores com a humidade.”

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Urna Relicário que havia sido forrada no seu interior e exterior com papel de parede.
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Pormenor da Cartola identificativa na Urna Relicário de Santa Vitória.
Pormenor da pintura azul no interior da Urna Relicário, após remoção do papel de parede.

Carlos Evaristo: “A remoção de camadas de tintas também revelou a alteração no nome de Santa Vitória; de Victória para Vittória e isto talvez na época da reforma ortográfica de 1910 – 1911, ou seja, pouco antes do arrolamento que levou ao depósito destas relíquias no Palácio da Ajuda.”

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Pormenor de relicário com pedaço de paramento ensanguentado de um Mártir do Oriente.

Carlos Evaristo: “É de devolver aos relicários o seu aspeto original, conservando, sempre que seja possível, os materiais originais, e quando isso não é possível, subsisti-los por materiais da época, guardando em arquivo, o que foi removido para estudos posteriores.”

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À chegada todas as peças foram verificadas , não havendo danos de transporte a registrar.
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David Alves Pereira procede à desinfeção e fumigação dos relicários recém chegados.

O ESTUDO DOS SIMULACROS DOS SANTOS

Simulacra Sanctorum é o termo oficial e antigo, em latim, pelo qual a Igreja Católica designa as imagens que simulam os corpos dos Santos para conterem as suas relíquias ou cobrir um corpo incorrupto ou parcialmente incorrupto.

Carlos Evaristo garante que é esse o termo correto, havendo, no entanto, técnicos do restauro que contestam esse termo tendo até inventado um outro: relicário antropomórfico. “Um termo errado dado por pessoas da área da conservação da arte sacra que na verdade desconhecem o Culto Religioso e Litúrgico das Relíquias. O termo relicário antropomórfico pode ser usado com os bustos relicários, relicários braço, relicários mãos, pés, pernas e coxas que guardam relíquias insignes com as figurações dessas partes dos corpos ou até os relicários para órgãos internos mumificados, mas não para os corpos relicários!”

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O Capelão Mor Rev. Padre Carlo Cecchin com a Relíquia Insigne do Dente de Santa Ana.

Nesta defesa do termo Carlos Evaristo é apoiado por vários peritos e colecionadores de relíquias de renome mundial, entre eles o latinista Padre Carlo Cecchin, co-fundador da Regalis Lipsanotheca e Capelão Mor do Apostolado de Relíquias. Cecchin garante que, “simulacrum é singular e simulacra é plural e são esses os termos corretos em latim dados a estes relicários que simulam o corpo humano. Mas há também quem lhes chame de simulacro no singular, e simulacri no plural, mas esses são os termos traduzidos para o italiano e que por vezes aparecem referidos em documentos escritos nessa língua. Já em inglês e português, diz-se simulacro e simulacros ou também simulacrum e simulacra como em Latim.”

As objeções de alguns conservadores é confrontada com as pesquisas de Evaristo que comprovaram definitivamente que o termo “Simulacra Sanctorum” é mesmo o que foi sempre usado oficialmente pela Igreja para descrever imagens que envolvem os restos mortais dos Santos. É o termo próprio, antigo e litúrgico da Igreja que descreve – Imagenes Reliquae Sanctorum – o que significa imagens que simulam o corpo e contêm relíquias de Santos ou representam os corpos sem relíquias ou colocadas sobre as mesmas.

O termo segundo Evaristo, aparece descrito em diversos documentos de autenticação de relíquias, chamados “Autênticas” e que datam dos séculos XVIII e XIX e descrevem relíquias contidas nessas imagens. Estes simulacra são feitos em cera, bronze, barro, gesso, madeira e pasta de papel. Evaristo descobriu que o termo era também oficialmente utilizado pela Sagrada Congregação dos Ritos (SCR) departamento que zelava pelas relíquias e que antecedeu a atual Sagrada Congregação para a Causa dos Santos.

Livros e documentos publicados pela Congregação referem o termo. É o caso de vários volumes publicados em Roma, em 1826, pela SCR que referem o termo em decretos emitidos até 1599 sob o título: “Decreta Authentica Congregationis Sacrorum Rituum Ex Actis Ejusdem, etc.”. Por exemplo, na página 245 do Índice, sob a letra “B” do Volume 7, há mesmo uma nota que reverte para uma outra secção e essa descreve o termo “simulacra” quando refere a um “baldaquinio” : “in quibis circumferuntur imagina simulacra reliquia sanctorum…” «imagens que simulam o corpo do Santo» com relíquias do mesmo.

Segundo o Padre Cecchin: “O baldaquinio em questão é aquelo que é levado em procissão e não um altar com um ciborium por cima (baldaquinio) com quatro colunas. A tradução do texto esclarece que o baldaquinio não deve ser usado em súplicas públicas (procissões) em que são trazidas imagens, simulacra, relíquias de santos, porque é uma dignidade que pertence apenas ao Santissimo Sacramento, e onde existe costume, mesmo às relíquias dos instrumentos da Paixão de N.J.C. assim declarou a Sagrada Congregação dos Ritos.” É a confirmaçãi de que só o Santíssimo Sacramento e as Relíquias da Santa Cruz devem de ser levadas debaixo de um pálio de varas mas não os simulacra ou as outras relíquias.”

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Image may contain: text that says 'INDEX giorum Abusus tollendi (28. per pausatio Processio- SSmi Corporis Christi decen- ornata sint cacremo- quibus ab immemorabili expressa Constitutione/ VII. Pontificeseditae Julias subjectam adno- tatiorem spersorium porrigendum Episcopo lRectore digniore prius visitata ditaria iterum cranda dnotationem sio magis declaratur ultimo Episcopo subjectem respon- obstante contraria consuctu- Antonius Padua utriusque Siciliae ritu dup. class. licet gaudeat Baldachinum deferendum Supplicationibus quibus circumferuntu Imagines Simulacra Reliquiae Sunclorum competit dumtaxat SSio Sacramento, iget consue- tudo servandum Festum utroque Patronus prosi- Passionis declaravit cipalis transferri mam Dominicam vium Festorum celebrari Ita Congre adnoiatio- Decretum in Celaguritana eanianuensis Decretum generale'

Considerado um dos maiores peritos da atualidade em Relíquias, Arqueologia Sacra e Iconografia Sacra, Carlos Evaristo, já dedica mais de 32 anos a estes temas e muitas das suas descobertas inéditas neste campo estão reconhecidas por membros da hierarquia da Igreja Católica responsáveis pelo Culto das Relíquias e dos Santos.

É o caso do Cardeal D. José Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos com quem Evaristo colaborou de perto em vários processos para a Canonização de Santos Portugueses. Realizou vários estudos como o de uma Bula do Papa Bonifácio IX que autenticou assim os ossos de São Nuno de Santa Maria encontrados pelo Arqueólogo Francisco Ferreira em 1996 no túmulo primitivo do Santo Condestável descoberto nas ruínas do Carmo em Lisboa. Foi alias Evaristo que entregou ao Cardeal Patriarca de Lisboa D. José da Cruz Policarpo, as relíquias distribuídas pela Postulação e por isso foi escolhido para portar o relicário com uma dessas relíquias de São Nuno ao Altar Pontifício durante a Cerimónia de Canonização realizada no Vaticano, a 26 de Abril de 2009.

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Carlos Evaristo porta a Relíquia de São Nuno na Cerimónia de Canonização no Vaticano.
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Carlos Evaristo porta a Relíquia de São Nuno na Cerimónia de Canonização no Vaticano.

Carlos Evaristo: “Por isso é que na maior parte dos casos, não pode considerar incorrupção milagrosa. Existem também técnicas de conservação artificiais, pouco conhecidas hoje, como a resinação dos corpos com a aplicação de uma mistura de resina de pinheiro, arsénico, mel e grude. A imersão do corpo em bagaço, o que estancava a putrefação ou a cobertura dos cadáveres com sal, nitrato ou colocação dos mesmos numa câmara, com ou sem fumo, como faziam os índios norte americanos e os aztecas, são outras técnicas que os Europeus importaram para a Europa nos Descobrimentos e aplicaram na preservação dos corpos dos Nobres e do Clero e ainda nas pessoas que morriam com fama de santidade. É algo semelhante ao que se faz ainda com o bacalhau e com os fumados, tais como o presunto. Há técnicas que resultaram em corpos incorruptos mas que não deixam vestígios visíveis e por isso há quem considere algo milagroso.”

Carlos Evaristo examinou o corpo incorrupto “resinado” de D. Lourenço Vicente e recomendou a sua exposição permanente na Capela dos Fundadores na Sé de Braga.
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Carlos Evaristo examinou vários Simulacra de Sacerdotes para a série “Mistérios da Fé”.

O trabalho de Carlos Evaristo com os simulacra e corpos incorruptos de Santos está também documentado em vários estudos e pareceres enviados para Dioceses e para o Vaticano, sendo que algumas das intervenções podem-se ver em documentários e séries Portuguesas, Francesas e Norte-Americanas.

Carlos Evaristo examina o Corpo Incorrupto de um Padre Claretiano natural do pais Basco.
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Carlos Evaristo junto ao Simulacrum de São Vicente de Paulo em Paris.
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Carlos Evaristo junto ao corpo incorrupto de São Torcato, um dos mais antigos do mundo.
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Carlos Evaristo examina um Corpo Incorrupto.

A CATALOGAÇÃO DOS SIMULACROS DOS SANTOS

Dada a abundância de simulacra no mundo e os dados existentes, Carlos Evaristo afirma com certeza que os Papas, desde o Século XVII, ordenaram a exumação e distribuição de mais de 20.000 ossadas completas de mártires que estavam sepultados nas Catacumbas de Roma e para os quais foram criadas um número superior de imagens relicários jacentes em forma de corpos. A razão para o número desproporcionado, segundo Evaristo, tem a ver com a prática da “multiplicação das relíquias” e daí havendo múltiplos corpos simulacra do mesmo Santo no mundo e até no mesmo pais o que criou dúvidas sobre a sua autenticidade e contestação por parte de comunidades religiosas.

A Multiplicação dos Santos e as Relíquias Místicas e Sobrenaturais

Dois testes de ADN (DNA) realizados pela equipa da Regalis Lipsanotheca já comprovam a teoria de Evaristo de que havia um mercado paralelo de Furta Sacra ou o roubo encomendado de relíquias em torno dos ateliers de fabrico de simulacra porque dentro de cada simulacrum devia de ter sido colocado um esqueleto completo de um santo mártir fornecido pelo Vaticano de acordo com os registos, mas de facto isso nem sempre acontecia. Muitos dos simulacra que Evaristo examinou estão incompletos, faltando muitos ossos do esqueleto humano e em alguns casos, não se encontrou osso algum.

Simulacrum de um Santo na forma de esqueleto armado e articulado, vestido e decorado.

Carlos Evaristo:” A roupa colocada no simulacrum é que é a relíquia porque foi previamente vestida ao simulacrum principal do mesmo santo, o que de facto continha suas relíquias ósseas. Depois de retiradas essas vestes eram oferecidas a outras igrejas para serem colocadas noutras imagens simulacra do mesmo santo. A nossa redescoberta desta prática antiga explica a distribuição abundante de vestimenta de santos mártires e até de cabelo dos mesmos, que a serem santos da era Romana, não podiam ser artefactos contemporâneas porque aparentam ser muito mais recentes. É o caso da abundante distribuição de vestidos e cabelo de Santas Filomena e Lúcia que se verifica no Século XIX com emissão de documentos de autenticidade, chamados de Autenticas. Estes documentos atestam que as relíquias são dás referidas Virgens Mártires mas são no entanto, objetos de contacto colocados nas imagens simulacra e por isso relíquias tocadas de terceira classe. Estas, porém, só podiam ser de primeira classe (partes dos corpos dos santos) ou de segunda classe (roupa ou objetos que pertenceram aos santos) como referem os documentos de autenticidade, se a sua natureza for visto no campo místico das subcategorias ou classes de relíquias a que chamo de relíquias místicas ou sobrenaturais. Estas são relíquias resultando de um contacto com um corpo ou simulacrum com ossos ou que resultaram de um milagre ou prodígio como por exemplo uma imagem vestida com peruca de cabelo humano que a Igreja confirmou ter falado com um santo ou que tomou vida como por milagre.”

Os registos mostram que há corpos de muitos mártires com o mesmo nome que foram exumados das catacumbas, mas para Evaristo a multiplicação de imagens dos mesmos mártires com esqueletos incompletos são superiores ao número de corpos exumados e o facto de existirem muitos com o mesmo nome no mesmo pais levou a suspeitar ter havido um mercado negro que retirava ossos de um esqueleto para simulacrum, colocados noutro simulacrum que os ateliers podiam assim vender a outra paróquia que não conseguiam obter um esqueleto inteiro da Santa Sé.

Havia também a partilha de ossos de simulacra entre igrejas, na mesma Diocese e por vezes com outras no mesmo pais. Em 1996, Evaristo descobriu que no caso do simulacrum de São Cândido, Mártir, o primeiro do género a ser exposto nos Estados Unidos da América em 1797 para a criação de um Santuário na Missão Californiana de São Francisco, foram os ossos desse santo, os primeiros a serem fornecidos às paróquias de todo o pais, para confeção de Pedras de Ara que eram Pedras de Altar que obrigatoriamente tinha de conter relíquias de mártires. Outras imagens simulacra do mesmo mártir foram também encontradas em várias paróquias cada uma contendo somente um pequeno fragmento de osso. Testes de ADN (DNA) revelou que eram todos provenientes do simulacrum original da Missão Californiana.

Simulacrum do Corpo de São Cândido, Mártir, venerado na Califórnia, E.U.A. desde 1797.

Como era obrigatório haver relíquias de mártires nos altares, Santuários e Basílicas maiores partilhavam ossos dos seus simulacra com as Igrejas menores ou capelas particulares da nobreza. Estas depois mandavam fazer Pedras de Ara e imagens de corpos. Como estas eram feitas localmente por artistas inexperientes, daí a diferença em estilo e qualidade quando comparados com os exemplares Italianos mais delicados e ricamente ornamentados.

Carlos Evaristo: “Assim se explica vários corpos simulacra dos mesmos Santos Mártires, que ao examinar o conteúdo não possuíam esqueletos inteiros mas só parciais e alguns que até possuíam somente um osso.”

Na Península Ibérica os simulacra de santos com os nomes tais como; Vicente, Clemente, Justina, Victoria e Sabina parecem ser os mais abundantes. Simulacra de São Clementes existiam várias; em Lisboa, no Porto e Braga.

Simulacrum do Corpo de um Mártir Romano.

A imagem simulacrum de São Clemente da Sobreda, por exemplo, foi enviada pelo Papa Pio VI a Jacinto Fernandes Bandeira, 1º Barão de Porto Covo da Bandeira (Viana do Castelo) em 1784, em agradecimento ao apoio que Bandeira deu no envio de Missionários da Sagrada Congregação da Propagação da Fé para Oriente.

Uma Autentica datada a 1893 refere: «vão do dito altar(-mor), sob a mesa e pedra d’ara, está collocada uma uma de madeira bem talhada, com enfeites e dourada e com vidro de cristal em duas peças na frente, a qual contém recostado sobre o lado direito com a cabeça sobre dois coxins de setim agaloados o Esqueleto inteiro do Corpo de S. Clemente Martyr» https://www.academia.edu/7221572/

Ficheiro:Joaquim da Costa Bandeira, Conde de Porto Covo (1860) - José Rodrigues.png
Jacinto Fernandes Bandeira.

Enquanto em Itália os fabricantes de simulacra eram principalmente artistas de cera plástica, em Portugal e em Espanha, a criação destes corpos com relíquias, era trabalho exclusivo de religiosas de clausura ou embalsamadores da Casa Real e dos Arcebispados.

Carlos Evaristo: “É o caso de imagens de culto régio como o simulacrum de Santa Mafalda em Arouca.”

Santa Mafalda ou Matilde, Região de Arouca, Distrito de Aveiro, Portugal –  Corpo Incorruptível | Segunda União News
Imagem Simulacrum de Santa Mafalda em Arouca.
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Carlos Evaristo encontrou pistas da Incorrupção do Corpo no túmulo primitivo da Santa.
Imagem Simulacrum de Santa Mafalda em Arouca que cobre o Corpo Incorrupto.

Carlos Evaristo: “Os exemplares de simulacra mais bonitos foram importados de Itália e têm os rostos cobertos por máscaras de cera ou papier-mache. Eram vestidos de trajes ricamente ornamentadas; os homens quase todos vestidos de soldados Romanos com armadura e as mulheres de Princesas Romanas. Já os exemplares criados em Portugal tentavam imitar o estilo Italiano, algumas bem conseguidas e outras não. Umas tinham vestes ricas e outras mais pobres. O mesmo se pode verificar com as urnas relicários. As Italianas são talhadas a ouro e a portuguesas muitas são em madeira envernizada ou pintada. As imagens mais pobres são mal proporcionados ou têm esqueletos armados e vestidos com as caveiras expostas com perucas feitas de cabelo humano. Estas últimas são de fabrico conventual.”

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Carlos Evaristo examina um Simulacrum com rosto de gesso.
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Carlos Evaristo examina um Simulacrum com rosto de cera.

Em três casos ficou comprovado por ADN que os ossos das três imagens simulacra de Santa Victoria, veneradas nos Estados Unidos, em Portugal e em Espanha, eram provenientes do mesmo corpo. Outro estudo entre duas imagens de São Vicente tiveram semelhantes resultados.

Houve também casos de relíquias de contacto feitas a partir de ossos humanos tocados às relíquias verdadeira. Estes ossos eram estranhamente embutidos com pequenos ossos embrulhados em papel ou pano vermelho, uma prática rara, mas comum em alguns conventos onde o fornecimento de relíquias insignes não conhecia escrúpulo, utilizando-se receitas medievais para multiplicar relíquias por contacto ou embutindo pedaços genuínos em ossos genuínos.

A existência de moldes em ferro para criação de ossos em gesso ou cera, à escala real, comprovam esta técnica que Evaristo defende em várias publicações uma prática que era corrente. Algumas imagens simulacra que Evaristo examinou, como também relicários que continham supostamente relíquias insignes, mas de facto nem continham ossos verdadeiros, mas por sua vez, ossos de gesso ou cera com pequenos fragmentos de uma relíquia genuína embutidos, serviam assim para exagerar a importância do conjunto escultural e atrair peregrinos e devotos aos mosteiros e conventos.

Carlos Evaristo: “É o caso também dos bustos relicários com as supostas cabeças de Santos Pedro e Paulo veneradas por cima do baldaquino do altar mor da Basílica de São João de Laterão em Roma. Quando os relicários medievais foram examinados pela primeira vez na década de 1970 por ordem do Papa Paulo VI, descobriram que só continham pequenos fragmentos dos crânios dos apóstolos e por isso eram relíquias das cabeças e não as cabeças. Esse facto ajudou a confirmar a autenticidade da cabeça de São Pedro redescoberta no Vaticano pois só faltavam pequenos pedaços ao mesmo.”

The Catholic Traveler on Twitter: "Saint John Lateran has an amazing  history, gorgeous art, awesome relics, and even a little crazy. But, my  favorite part…"
Baldaquino com os Bustos Relicários de Ss. Pedro e Paulo na Basílica de São João de Laterão.

Carlos Evaristo denominou de “Era de Relíquias e Relicários Exagerados” esta fase na evolução do Culto das Relíquias na Idade Média que descreve num estudo e parecer sobre “A evolução do uso de Custódias e Relicários na Igreja Católica.” Realizado em 1996 para a exposição dos Museus do Vaticano nos Estados Unidos; “From Saint Peter to John Paul II, the Legacy of the Popes” o estudo foi posteriormente divulgado em Português no livro de Martinho Vicente Rodrigues, publicado pelo Santuário do Santíssimo Milagre de Santarém em 1998.

O Simulacrum de São Padre Pio tem uma máscara de poliuretano com cabelo humano. Foi esculpida a partir de fotos do corpo tiradas aquando do funeral e que cobre a caveira parcialmente incorrupta do Santo. As mãos incorruptas mas enegrecidas porém estão expostas mostrando o aspeto mumificado e tratado com produtos conservantes.

Carlos Evaristo: “Hoje os simulacra voltaram a estar na moda e são muitos os antigos que estão a ser retirados dos sótãos das igrejas e a ser restaurados ou a passar por upgrades. São cada vez mais os simulacra que tinham rostos e mãos de cera, gesso, barro, madeira, metal ou papier mache e que estão sendo agora substituídos por máscaras e luvas feitas de materiais mais modernos e que melhor simulam a pele natural. O latex, silicone e o poliuretano com cabelo humano manualmente inserido estão na moda e foram usadas nos simulacra recentes e bastante realistas de São Padre Pio e do Beato Carlo Acutis.”

Who was Carlo Acutis? A CNA Explainer - WORLD CATHOLIC NEWS
O mais recente Simulacrum da Igreja é o que encerra os ossos do Beato Carlo Acutis.

O recurso a técnicas que reconstroem os rostos com elevada naturalidade e precisão tem levado a que as pessoas erradamente considerem estes corpos de milagrosamente incorruptos.

Mas Carlos Evaristo explica que; “Há muito tempo que a incorrupção é vista como sinónimo de perfeição quando não é verdade são poucos os corpos de Santos que vimos sem máscaras que mantém um aspeto natural e agradável de um ser vivo. Muitos corpos incorruptos tão negros e ressequidos, completamente mumificados e só parcialmente incorruptos com partes do crânio expostas. É o caso dos cadáveres de Santos tais como o Santo Cura de Ars, São Jean Vianney, São Padre Pio, Santa Bernadette, e mais recentemente o Beato Carlo Acutis. São a beleza destas imagens artísticas que custam dezenas de milhares de euros, que vimos e não o que elas encerram que tem um aspeto muito mais macabre.”

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Foto que serviu de modelo para a máscara do Simulacrum que encobre o rosto esquelético.
A polêmica sobre o corpo “incorrupto” do Padre Pio

Na Regalis Lipsanotheca podem-se ver quatro imagens simulacra criadas recentemente pela equipa de peritos liderada por Carlos Evaristo e o Padre Carlo Cecchin. Algumas das máscaras floram realizadas pelo próprio Carlos Evaristo e outras, seguindo as indicações de Evaristo e Cecchin, pela artista Siciliana Stella Ciardo do estúdio Arte Cartapesta, um dos poucos ateliers ainda a fabricarem simulacra e peças para o restauro dos mesmos.

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Simulacrum da Irmã Lúcia na Regalis Lipsanotheca com Relíquias da Vidente de Fátima.
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Simulacrum do Papa Pio XII na Regalis Lipsanotheca com Relíquias do Servo de Deus.
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Carlos Evaristo e o Simulacrum de São Nuno por ele criado com máscara fiel à sua imagem.
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D. Duarte junto ao Simulacrum com a Bula Pontifícia do 10º Aniversário da Canonização.
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Simulacrum de Padre Pio, Patrono do Exercito Azul, na Regalis Lipsanotheca.
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Simulacrum do Padre Pio esculpido a partir de fotografias tiradas aquando do seu funeral.

Carlos Evaristo: “É também importante estudar outras relíquias que por vezes são veneradas juntamente com os simulacra. É o caso das arcas relicários com os ossos e dos vasos relicários supostamente contendo sangue dos mártires e que acompanham muitas vezes os ossos dos mesmos. São artefactos arqueológicos interessantes. Alguns têm mesmo sangue mas outros não o que para nós era um enigma.”

Carlos Evaristo: “Existe também na Alemanha e na Áustria uma versão mais macabra de Simulacra que são esqueletos de santos, armados e articulados com a caveira e os ossos adornadas de joias preciosas e semipreciosas em vez de serem cobertas por máscaras e luvas.”

Cálice de ouro com Sangue de Mártir nas mãos de imagem Simulacrum.

Mas para Evaristo o enigma está desvendado desde que descobriu quando trabalhava no Museu Real do Ontário, no Canadá que “os antigos Egípcios conservavam sangue dos Faraós em frascos canópicos de barro e misturavam o mesmo com oxide de ferro, mel e cera, produzindo assim uma mistura que solidificava mas que depois, podia-se liquefazar facilmente para servir o falecido rei na vida para além da morte e isto desde que fosse agitado, aquecido e o tempo não fosse demasiado frio para evitar que tal milagre ocorresse. Havia um ritual anual em que jarras com esse sangue do falecido Faraó eram depois levadas numa barca pelo Rio Nilo até ao Templo e agitadas e elevadas ao sol para liquefazerem e depois gotas do mesmo sangue deitadas ao Rio para fertilizar os terrenos agrícolas circundantes.”

Evaristo concluiu que “tal como as primeiras técnicas de preservação de corpos embalsamados foram importadas por Cristãos Egípcios para Roma e aplicados na sepultura dos Santos Mártires, também esta honra que era dada aos Faraós de preservar o sangue de forma que pudesse ser ludificado de novo, foi outra honra prestada aos heróis da Fé. Seu Sangue assim voltava a ter vida como se por milagre no dia da sua Festa anual. Não havia aqui nenhuma fraude mas um mistério da ciência que era era tido popularmente como milagre. Isto poderá muito bem ser o caso do Sangue Milagroso de S. Gennaro e de outros mártires venerados na Bahia de Nápoles que se liquefaz mas que nem sempre resulta devido às condições climatéricas e à pressão barométrica, algo que é tido como mau presságio.” Alguns potes de sangue dos mártires analisados pela equipa da Regalis Lipsanotheca revelaram conter vestígios destas composições antigas.

Etiqueta de um dos ateliers mais populares que fabricava Simulacra até finais do Século XIX.

PROJECTO SIMULACRA SANCTORUM

Carlos Evaristo: “O estudo do uso das relíquias na sociedade e particularmente dos simulacra é algo muito importante dado que as relíquias insignes e particularmente os corpos dos santos são também património cultural dos povos dado que muitas destas relíquias que hoje temos em catedrais, igrejas, Lipsanothecae e Museus estão na origem de muitas tradições, lendas leis e a posse das mesmas por Senhores Feudais até ajudaram a justificar para muitos Papas um sinal divino de reconhecimento na criação de reinos, muitos dos países que ainda hoje existem. Daí a importância do estudo e conservação das relíquias e dos simulacra que também existem noutras religiões desde a antiguidade e até em sistemas governamentais ateus o que é o caso dos corpos de líderes e heróis nacionais como Lenin, Mao e Evita Peron. Corpos mantidos com um aspeto perfeito com recurso a técnicas de conservação e mascaras de cera para assim serem idolatrados por gerações futuras.”

Páginas para estudiosos de simulacra já foram criadas no Facebook por José João Loureiro e Carlos Evaristo destinam-se ao estudo e partilha de informações, fotos e outros assuntos que dizem respeito aos corpos simulados de Santos, Mártires e outras figuras Cristãs (Simulacra), existentes e veneradas no Mundo e em Portugal.

Estes dois estudiosos escreveram juntamente com o Professor João Lameira da Universidade do Algarve, “Retábulos Relicários”, o Décimo terceiro volume da Promontoria Monográfica – História da Arte, que documenta muitos simulacra dando a conhecer a história do Culto das Relíquias e o património retabular português. O estudo abrange exemplares desta tipologia específica existentes em igrejas, não só em Portugal continental, Açores e Madeira, mas também em antigos territórios ultramarinos, nomeadamente, no Brasil e em Goa, com datas compreendidas entre o último quartel do século XVI e o século XIX.

RETÁBULOS RELICÁRIOS

https://www.bensculturais.com/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=105&category_id=5&vmcchk=1&option=com_virtuemart&Itemid=248

É ideia de Loureiro, Evaristo e Cecchin de se criar a maior base de dados sobre estes corpos relicários no mundo. As páginas por eles criadas no Facebook são as seguintes; Simulacra Sanctorum – Simulated and Masked Bodies of Saints in Christendom e Simulacra Sanctorum in Lusitania.

https://www.facebook.com/groups/205288253665181

https://www.facebook.com/groups/20576720361614

A Professora Eduarda Vieira da Universidade Católica (Porto)[1] é outra especialista a instalar-se recentemente no campo dos simulacra de santos e é também membro do Apostolado de Relíquias. e tem vindo a orientar outra membro recente do Apostolado que está a especializar-se em restauro de simulacra, a doutoranda Joana do Carmo Palmeirão[2], cujo projecto de investigação incide no estudo e inventário dos corpos dos Santos Mártires que vieram de Roma para Portugal entre os séculos XVII e XIX. O seu interesse surgiu de um estudo feito anteriormente ao simulacrum de Santo Aurélio, Mártir pertencente à Sé Catedral do Porto e que constituiu a sua dissertação de mestrado.


[1] Licenciada em História e especializada em Arqueologia pela Universidade Livre do Porto, Mestrado em Recuperação do Património Arquitetónico pela Universidade de Évora e uma Pós-graduação em Museologia pelas Universidades de Brno (Morávia, República Checa) e Autónoma de Lisboa. É Doutorada em Conservação e Restauro do Património Histórico-Artístico pela Universidade Politécnica de Valência (Espanha).

[2] Licenciada em Artes Plásticas – Ramo Pintura, Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, 2008, licenciatura em Arte – Conservação e Restauro, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto), 2012, Mestre em Conservação e Restauro de Bens Culturais, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto), 2015. Frequenta, desde 2017, o curso de Doutoramento em Conservação e Restauro de Bens Culturais da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto), através de uma bolsa de investigação financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Os registos dos milhares de corpos (ossadas) e relíquias insignes de mártires, removidas das catacumbas e fornecidas às Igrejas do mundo inteiro para fabrico de simulacra ainda existem, embora estejam dispersos. Um registo está nos Arquivos do Monsignor Sagrista localizados nos fundos do Departamento de Manuscritos da Biblioteca Apostólica Vaticana ou o chamado Archivio Apostólico Vaticano.

Segundo a investigação de Joana Palmeirão estes registos dos corpos sagrados exumados e distribuídos pelo Vaticano estão nos volumes Vat. Lat. 14 455 (5 de Janeiro de 1713 a 31 de Dezembro de 1717), 14 456 (1º de Janeiro de 1718-30 Junho 1720), 14 457 (1º julho de 1720-1º Agosto 1727), 14 458 (1º de Junho 1723-1744), 14 459 (20 de Junho, 1730-1757), 14 460 (1751-13 Março 1794), 14 461 (1782-Junho de 1816), 14 462 (1742-19 de Julho de 1894) e 14 463 (17 de Janeiro de 1848-1936). Cópias destes documentos já foram pedidas ao Vaticano pela Fundação Oureana na qualidade de Representação Oficial dos Patronos dos Museus do Vaticano cujo Gabinete para língua Portuguesa está sedeado na Regalis Lipsanotheca.

“Nos Arquivos da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos”, garante Evaristo, “assim como no registo da Sacristia Pontifícia, existem mais registos da distribuição de relíquias até aos nossos dias.” Este Oficio hoje a cargo do Sacristão da Basílica de São Pedro, foi chefiado, durante 40 anos pelo Arcebispo Petrus Canisius Jean van Lierde, O.S.A.. Van Lierde era amigo e Mentor de Carlos Evaristo e aceitou ser o primeiro Patrono do Apostolado de Relíquias que Evaristo fundou com a mulher em 1988. O Arcebispo de origem Belga foi o responsável máximo pelo Culto e distribuição de relíquias entre 1951 e 1991 como Vigário Geral da Cidade do Vaticano. Foi quem mais relíquias e corpos distribui nos nossos tempos e quem forneceu a Evaristo, gratuitamente, as primeiras relíquias da coleção que hoje soma mais de 50, 000. Foi ele que juntamente com o Postulador Geral da Ordem do Carmo, Padre Redemptus Maria Valabek, O.Carm., encorajou Evaristo a fundar um Apostolado de Relíquias, o primeiro na história da Igreja.

Rev Petrus Canisius Jean van Lierde (1907-1995) - Find A Grave Memorial
Arcebispo Petrus Canisius Jean van Lierde, O.S.A., primeiro Patrono do Apostolado de Relíquias, Vigário Geral do Vaticano responsável pelo Culto e distribuição de Relíquias durante 40 anos.

https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR3GHzto32so694p0k3BCCCQSmxTTBiYnmktZVhblH3lRz6KuyB29j26WJE&v=Oudl5CUpzKA&feature=youtu.be

Cópia dos registos das relíquias distribuídas por Van Lierde, juntamente com os registos mais antigos de distribuição de relíquias pelo Vicariato, já foram também pedidas por Carlos Evaristo ao Vaticano na qualidade de elemento representativo do Gabinete do Museus do Vaticano, um departamento que por acaso está subordinado diretamente e é da tutela desse órgão do Governo do Estado Pontifício.

Carlos Evaristo: “Os originais dos registos mais recentes encontram-se ainda na Sacristia da Capela Privada do Papa, na chamada Lipsanotheca Pontifícia do Palácio Apostólico mas os mais antigos já trasladaram para os Arquivos do Custode delle Ss. Reliquie localizados nos fundos do Arquivo do Vicariato de Roma ou no chamado Archivio Storico del Vicariato sob a designação Corpi e Reliquie de Santi Martiri donati. (Corpos e Relíquias de Santos doadas). Compostos por 6 volumes estes registam a distribuição de relíquias insignes e corpos inteiros (esqueletos) entre 1737 e 1850.” (Ref: I, 1737-1783; II, 1784-1785; III, 1787-1800; IV, 1800-1824; V, 1837-1845; VI, 1845-1850).

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Desenho à escala para a construção de uma Urna Relicário para uma imagem Simulacrum.

Existem também registos diocesanos do fornecimento regular de corpos para criação de simulacra por parte de pelo menos duas Dioceses na Alemanha ligadas ao Culto das Onze Mil Virgens Mártires e ainda outros registos de Abadias Suíças e Italianas que forneciam relíquias dos Mártires da Legião de Tebas para criação de simulacra desses soldados Romanos.

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Desenho a pastel para uma Urna Relicário para uma imagem Simulacrum.
Gravura de uma imagem Simulacrum de um Corpo de uma Santa em Urna Relicário.

“Nestes arquivos”, afirma Carlos Evaristo, “encontra-se também correspondência entre os responsáveis das Igrejas que pediam relíquias ao Papa, nomeadamente; Cardeais, Bispos, Reis, Comunidades Religiosas e Nobres. É o caso dos pedidos dirigidos à Santa Sé por D. João V, D. José I, D. Maria I e de alguns Comendadores das Ordens de Cristo que tinham o Patronato de Igrejas e Capelas privadas no Porto e em Lisboa.”

Carlos Evaristo: “Graças a estes arquivos confirmamos por exemplo que as Relíquias que formavam um simulacrum de Santa Concórdia Mártir, depositada por uma Diocese Francesa na nossa Regalis Lipsanotheca após a extinção de um Convento e que permitiu a recriação do mesmo, teve origem no pedido da Princesa Stuart, Arabella, Duquesa Salviati que pediu um corpo (esqueleto) ao Papa Pio IX para uma comunidade de religiosas de São José de Cluny criarem um simulacrum que entretanto foi recriado na nossa Sede. É curioso que esse simulacrum cuja chegada a Senlis foi comemorada com o cunho de uma medalha de bronze hoje no Louvre, não continha as relíquias e ao contrário da maioria dos simulacra permaneceram dentro da urna selada pelo Vaticano tendo sido colocada debaixo da cabeça da imagem como se fosse uma almofada.”

Simulacrum de Santa Concordia sobre caixa com esqueleto completo, chamado de “Corpo”.

Carlos Evaristo: “Encontram-se também por vezes alguns desenhos e detalhes sobre a criação dos simulacra, as plantas arquitetónicas para o fabrico das urnas relicários e o custo dos mesmos à época. Sabemos que durante a administração do Arcebispo van Lierde rondava os 450, 000 Dólares Americanos criar um conjunto destes e por isso só os grandes Santuários ou Basílicas tinham orçamento para tal.”

A COMISSÃO DE GUARDA E APOSTOLADO DE RELÍQUIAS

Carlos Evaristo é também um dos atuais Custode delle Ss. Reliquie (Guardião de Relíquias) e Presidente Fundador do “Commissio Custodum Apostolatus SS. Reliquiarum” (Comissão de Guarda e Apostolado das Relíquias Sagradas), uma entidade Canonicamente Ereta em várias Dioceses com Delegações que integram uma Federação de Guardiões com a faculdade apostólica de autenticar e rá autenticar relíquias.

Outro Membro da Comissão de Relíquias é o Padre Carlo Cecchin, Cofundador da Comissão e da Regalis Lipsanotheca que assumiu o Cargo de Capelão Mor do Apostolado após o falecimento do Capelão Mor anterior; Monsenhor José Geraldes Freire.

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Rev. Padre Carlo Cecchin, Capelão Mor da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado.
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O Padre Carlo Cecchin e Carlos Evaristo com alguns Patronos Reais da Regalis Lipsanotheca.
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Foram muitos os Chefes e Representantes de Casas Reais presentes na reabertura em 2018.
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Carlos Evaristo com D. Manuel António Mendes dos Santos e o Maestro Armando Calado.

PATRONOS IMPERIAIS, REAIS E ECLESIÁSTICOS

São Patronos da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana e do Apostolado de Relíquias muitas figuras conhecidas do mundo Católica mas também Ortodoxo, Anglicano e Copta, tais como Cardeais, Patriarcas, Arcebispos e Bispos, Abades, Religiosos e Religiosas. Alguns dos Patronos são hoje já Santos ou estão a Caminho dos Altares, como é o caso da Santa dos Pobres; Madre Teresa de Calcutá e da Vidente de Fátima, Irmã Lúcia.

É principal Patrono Eclesiástico da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado. o Cardeal D. José Saraiva Martins assim como vários outros Cardeais, Arcebispos, Bispos e Abades. O Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos é o atual Capelão Geral e o Padre Carlo Cecchin o Capelão Mor, mas há também cerca de 50 Capelães e Delegados da organização em muitos países do mundo.

Praticamente todas as Casas Imperiais e Reais Cristãs, reinantes ou não reinantes, já conferiram o seu Patronato à Reglais Lipsanotheca e ao Apostolado de Relíquias que estuda e conserva este património imemorial e isto em memória dos seus antepassados que resgatavam relíquias insignes tendo criado Santuários que se tornaram locais de culto nacional e internacional. É o caso das relíquias de São Vicente Mártir que datam do princípio da reconquista Cristã de Portugal e cuja lenda dourada da chegada do corpo incorrupto à nação, está no símbolo da Cidade de Lisboa. A Regalis Lipsanotheca tem por exemplo um pedaço do braço incorrupto desse mártir com documento de Autentica do século IX da proveniente da coleção do Padre Carlo Cecchin. que teve simulacrum na Capital até ao Terramoto de 1755. Existem porém alegados corpos do mesmo santo, em várias partes do mundo como em Espanha e nos Estados Unidos da América, mas como Evaristo já verificou, a maioria são simulacra que só contêm um osso ou uma parte do corpo incorrupto que se encontrava em Lisboa num simulacrum até ao Terramoto de 1755.

A CRUZADA INTERNACIONAL PARA AS RELÍQUIAS SAGRADAS – ICHR

A ÚLTIMA CRUZADA PARA SALVAR RELIÍQUIAS DO ABANDONO

Fundado em 1988, em Toronto, no Canadá, por Carlos e Margarida Evaristo, o Apostolado de Relíquias Oratório de Santa Ana, transformou-se, a partir de 1996, na International Crusade for Holy Relics (Cruzada Internacional pelas Relíquias Sagradas) juntando-se assim ao Apostolado Saints Alive que Thomas Joseph Serafin, havia fundado na California, EUA, em 1995.

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Desde então este movimento internacional conta com mais de 5,400 membros com coleções de relíquias registadas no apostolado e outras dezenas de milhares de membros devotos das relíquias sagradas que promovem o Culto. Além de zelar pelo futuro das relíquias destas coleções quando os chamados Cavaleiros Guardiões morrem, o apostolado também ajuda na conservação, restauro e reautenticação das mesmas.

Real Confraria de Cavaleiros Guardiões de Relíquias

Parece algo retirado do filme Os Salteadores da Arca Perdida com Indiana Jones ou então saído do Código de Da Vinci mas o Apostolado de Relíquias ICHR é também uma Confraria de Cavaleiros Guardiões Professos (Membros Professos) e Cavaleiros de Oração (Membros Honorários) que procuram e resgatam relíquias abandonadas, enquanto promovem a santificação pessoal dos seus membros através da devoção aos santos e às mesmas. Guardam também relíquias ensinando as normas atuais da Igreja para o Culto e uso destes sacramentais, promovendo assim não só devoção mas também esclarecimento através de exposições, palestras, conferências e publicações.

Categoria, Insígnia e Hábitos de Membros Confrades Guardiões da I.C.H.R.

O Apostolado têm Capelães e Delegados que dão formação em técnicas de conservação e autenticação de relíquias em Itália, no México, nas Filipinas e no Brasil e é o único apostolado que apresentou à Sagrada Congregação para a Causa dos Santos um Protocolo para a Conservação e Reautenticação das Relíquias e para a Arqueologia Sacra, uma metodologia ainda mais rigorosa do que a que a referida Congregação havia publicado e que será matéria de um curso que Carlos Evaristo está a preparar para ser oferecido na Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov (Kiev) na Ucrânia através da qual o Fundador da Regalis Lipsabotheca recebeu recentemente um Douturamento Honoris Causa em grau efetivo com reconhecimento estatal do título que permite ao mesmo lecionar e fazer parte do Conselho Pedagógico dessa faculdade pertença da Igreja Ortodoxa e uma das maiores e mais importantes da Europa e do Mundo.

Este Protocolo que a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos considerou importante e escrita por um Apostolado que reconhece ter tudo um papel meritório na Igreja, encontra-se já implementado por vários Postuladores, Comissões de Relíquias e Lipsanothecae diocesanas e técnicos da conservação e da arqueologia sacra ligadas ao movimento.

Hábitos do Capelão Mor e Capelães da I.C.H.R.

DEPARTAMENTO DE ESTUDO, CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE RELÍQUIAS E RELICÁRIOS DO CENTRO PARA A PESQUISA RELIGIOSA

Outro Departamentos da Fundação Oureana é o que trata do estudo, conservação e restauro de relíquias e relicários para a Regalis Lipsanotheca e que intervêm também nos simulacra. É um projeto já com 20 anos que conta com a colaboração de 12 peritos mundiais do Centro para a Pesquisa Religiosa que inclui arqueólogos, antropólogos, especialistas em sangue e ADN (DNA) e médicos-legistas forenses. O Centro para a Pesquisa Religiosa foi fundado em 2000 por Phillip James Kronzer (.R.I.P.) e passou por vontade do fundado a integrar a Fundação Oureana em 2010 com a incorporação dos bens da Fundação do mesmo nome.

Era intenção desse Americano mais conhecido por “Caçador de Seitas” de formar uma equipa de peritos internacionais para estudarem alegados fenómenos sobrenaturais tais como aparições, milagres, fenómenos paranormais, possessões diabólicas, e a incorrupção dos corpos para assim poder dar pareceres à Igreja.

Prof. Dr. Humberto Nuno de Oliveira.

É Diretor do Cento o Mestre Arqueólogo Professor Dr. Humberto Nuno de Oliveira, Licenciado em História, Pós-Graduado em História Militar, Mestre em Edição e PhD em História, foi docente do ensino superior em diversas instituições durante vinte anos, especialmente na Universidade Lusíada de Lisboa, onde é atualmente, responsável pelos serviços editoriais. Historiador e Investigador sobretudo nos domínios da Heráldica e da Falerística preside, neste último domínio, à Academia Falerística de Portugal. É investigador do Centro Lusíada de Estudos Genealógicos, Heráldicos e Históricos da Universidade Lusíada de Lisboa. Autor de dezenas de artigos científicos em revistas nacionais e estrangeiras, diretor de duas publicações científicas e autor de mais de 20 livro.

Oliveira colabora com Carlos Evaristo há mais de 30 anos e preside hoje ao Conselho de Peritos do Centro que abrangem várias áreas da ciência e que são também membros confrades efetivos ou já falecidos do Apostolado de Relíquias. Entre os nomes mais conhecidos esteve o Patologista Forense e CSI de renome mundial especialista no Santo Sudário, o Professor Dr. Frederick T. Zugibe (R.I.P.), falecido em 2012 e sepultado na Regalis Lipsanotheca. São também membros o Psiquiátrico Forense Professor Dr. James Paul Panderakulam, o especialista em sangue Professor Dr. Benjamin Bing (R.I.P.), dois especialistas em ADN (DNA) de renome mundial; o Professor Dr. Michael Readers e o Professor Dr. José Lorente Acosta que é Presidente da Comissão Cientifica do Centro para a Pesquisa Religiosa desde a morte de Zugibe. São também membros do Centro o Médico Cirurgião Dr. José António da Cunha Coutinho entre outros.

O Centro conta também com dois Peritos em reconstituição facial forense Norte Americanos, de renome mundial, e dois antropólogos; um espanhol e outro norte Italiano que trabalha com a Sagrada Congregação para a Cusa dos Santos nas exumações dos corpos dos candidatos à Santidade. O que é também inédito neste Centro é que todos os Peritos ao serviço do mesmo prestam serviços à Fundação Oureana em regime de voluntariado, não remunerado.

O Capelão Geral D. Manuel António Mendes dos Santos dirige-se aos Patronos e Benfeitores.
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O Patrono Real D. Duarte, Duque de Bragança dá as boas vindas aos outros Patronos.
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O Patrono Eclesiástico e Capelão Geral D. Manuel António Mendes dos Santos.

O Centro conta também com Padres Exorcistas tendo sido o primeiro a juntar-se ao projeto o já falecido Exorcista do Vaticano, o Padre Gabriel Amorth. Outro Perito em fenomenologia paranormal era o falecido Eduardo Jaime Moran (AKA: Professor Karl Miller) que deixou ao Centro da Fundação Oureana todo o espolio e arquivo de documentos e artefactos relativos a um grande exorcismo ocorrido na Califórnia, em 1972.

Foi este Centro que refutou, há vários anos, os estudos de recriação facial de simulacra resultantes de um programa de computador Brasileiro, programa que na opinião do falecido Zugibe e de outros dois especialistas forenses CSI, eram ridículos por obterem resultados em nada fidedignos e todos até semelhantes em aparência. O facto que a maioria dos resultados foram obtidos com recurso a fotos de crânios e não a partir da aplicação de camadas de barro nos próprios crânios ou em modelo 3D dos mesmos foi o bastante para os peritos considerarem os resultados imprecisos. A equipa reconheceu no entanto que embora existam programas de computador que fazem estas reconstituições e até muito precisas, o programa em questão utilizado com os simulacra não é fiável para obter uma vera efigie.

Segundo Carlos Evaristo existem também muitas outras confusões geradas com as imagens post mortum resultantes de simulacra que encerram restos mortais de santos, quer ósseos, quer mumificados. O caso de Santa Bernadette, a Vidente de Lourdes, é o mais conhecido dado que a máscara e luvas de cera feitas por um artista no século XIX após a segunda exumação, cobrem o rosto e as mãos do corpo incorrupto e assim mascaram aparência pouco agradável e algo semelhante a uma passa de uva que é comum com os corpos que passaram por uma mumificação natural própria de uma dessecagem lenta em túmulo de pedra sem contacto com o solo e dentro de uma urna de madeira selada em chumbo. O estudo do simulacrum deste corpo e a sua preservação, foi tema predileto de outro membro do Centro para a Pesquisa Religiosa, o Teólogo e Autor René Laurentin, falecido em 2017.

CONFERÊNCIAS, PALESTRAS E PEREGRINAÇÕES

Através de Delegados nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Espanha e no Brasil, já foram realizadas numerosas Conferencias, Palestras em Fátima e visitas especiais (Peregrinações) de Relíquias Insignes a Basílicas e Paroquias, tais como as de Santo António, em Roma, Santiago, em Compostela e nas Catedrais de Braga, Valência e Notre Dame de Paris.

Desde 1995, que a Fundação Oureana já organizou um total de 4 Conferências Nacionais sobre Relíquias com Exposições e 3 Internacionais com exibição / estreia de documentários complementares. As quatro Conferências Nacionais tiveram lugar em Fátima; em 1995, 2001, 2008 e 2011 e as Conferências Internacionais em Fátima, Valência e na República de São Marino em 2012, 2014 e 2017. Palestras temáticas sobre relíquias específicas foram organizadas em Ourém, em Santiago de Compostela, em Roma, em Paris, em Valência e em Casale Monferrato onde o Apostolado de Relíquias mantém Delegações.

Para 2021 está prevista uma nova Conferência Internacional sobre Relíquias a ser organizada pela Universidade Católica (Porto) e com a Regalis Lipsanotheca a fazer parte da Comissão Científica.

CAMPANHA INTERNACIONAL CONTRA A VENDA, ROUBO E FALSIFICAÇÃO DE RELÌQUIAS E PARA O REGISTO E CATALOGAÇÃO PREVENTATIVA

Outra atividade do Apostolado é o combate à venda de relíquias no ebay e noutras plataformas digitais de vendas na internet e também o combate à falsificação. A implementação de normas que proíbem a venda de restos mortais de seres humanos no ebay já foi uma batalha ganha pelo Apostolado quando o Cofundador da I.C.H.R. o Confrade Thomas Serafin conseguiu forçar a plataforma a mudar a sua política na venda de relíquias. No entanto foi uma vitória de pouca dura pois a proibição é contornada por vendedores, sem escrúpulos, que descrevem os relicários como artefactos e assim ocultando ou mentindo sobre o conteúdo nas descrições publicadas.

No Brasil, através do Confrade Fábio Tucci Farah, Delegado e Vice-diretor da Regalis Lispnsotheca, o Apostolado tenta apresentar uma proposta de lei para proibir a venda de relíquias pois segundo as rubricas da Igreja tal prática é matéria de excomunhão ipso facto assim como a falsificação de relíquias.

Farah está também a levar a cabo a inventariação das relíquias e relicários da Arquidiocese de São Paulo para a criação de uma Lipsanotheca Diocesana ou até nacional. Trabalho semelhante está a ser realizado nas Delegações do Apostolado no México, Estados Unidos e Filipinas.

PRODUÇÕES TELEVISIVAS E PUBLICAÇÕES

Um importante meio para desfazer mitos e divulgar o trabalho com as relíquias que o Apostolado e a Regalis Lipsanotheca desenvolve há mais de 3 décadas é a televisão. Há mais de 25 anos que Carlos Evaristo também participa como Perito, Escritor e Produtor Executivo em documentários, programas especiais e series televisivas sobre relíquias, (produzidas pela RTP, EMI Valentim de Carvalho, Sakarra Productions, Crown Pictures, Paul Perry Productions e Label News) com exibição nos canais europeus e norte americanos; RTP, História, Odisseia, Rai 2, Timeline, National Geographic e RMC Decouverte.

Há vários anos, Evaristo juntou-se ao Professor Frederick T. Zugibe para darem parecer na fase de pré-produção sobre a recriação dos instrumentos da paixão de Jesus para o filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson. Os amigos também deram parecer para dois documentários sobre o Santo Sudário, sendo que o Centro Português de Sindonologia (o estudo do Sudário de Turim) criado por outro grande devoto de relíquias, o Engenheiro Fernando Lagrifa Fernandes, é hoje outro Departamento da Fundação Oureana que se especializa no estudo das relíquias, da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Relíquias Sagradas - Dos tempos bíblicos à era digital - 9786555620412

Carlos Evaristo é autor de mais de 150 livros e publicações muitas das quais são sobre relíquias. Seu nome vem referido como perito em várias publicações sobre o tema e em Catálogos dos Museus do Vaticano. Para além de contribuir para o volume “Retábulos Relicários” da coletânea escrita por Francisco Lameira e José João Loureiro, escreveu com Fabio Tucci Farah (com quem fundou o Real Instituto para a Arqueologia Sacra) o livro “Relíquias Sagradas, dos tempos Bíblicos à era Digital” publicado pela Paulus, editora da Igreja de renome e que conta com o prefácio de vários Cardeais ligado às relíquias.

Live: Relíquias Sagradas – Dos tempos bíblicos à era digital | Paulus  Editora

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-09/livro-reliquias-sagradas-prefacio-dom-odilo-scherer-brasil.html

Estas recentes publicações, juntamente com o Protocolo para as intervenções com Relíquias foram pessoalmente entregues ao Papa Francisco pelo Patrono e Protetor do Apostolado, D. Manuel António Mendes dos Santos.

O ano passado, o Apostolado viu os 32 anos de trabalho com relíquias reconhecido pela a mais alta Congregação que zela pelo seu culto; a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos que através do seu Prefeito, considerou o contributo da organização uma trabalho meritório.

Um exemplar do Protocolo para a intervenção com relíquias preparado e proposto por Carlos Evaristo para servir de guia para todos os que se dedicam à Preparação, Conservação e Reautenticação de Relíquias já goza de Imprimatur e Nihil Obstat.

Graças ao Protocolo entre as Fundações D. Manuel II e Oureana já foram patrocinados através do Gabinete dos Patronos um conjunto de relíquias dos Museus do Vaticano ligadas à história de Portugal, tal como a Mitra de João XXII, o Papa que criou a Ordem de Cristo. Atualmente está a ser patrocinado o restauro de vários relicários e crucifixos.

DEPÓSITO E REPOSITÓRIO SAGRADO DE RELÍQUIAS

O Apostolado de Relíquias tornou-se tão conhecido mundialmente que a sua sede, a Regalis Lipsaotheca, passou a ser um Repositório Sagrado Internacional para Relíquias da Igreja e um Depósito para Relíquias vindas de Museus seculares e dos Estados.

A primeira coleção de centenas de relicários a ser depositada foi proveniente da Lipsanotheca da Ordem Jesuíta de França localizada em Paray le Monial. Foi guardada durante mais de 50 anos pelo Padre Jean Durieu S.J,. até a coleção ser enviada para o Depósito Sagrado de Relíquias da Fundação em 1993. Em 1999 a Fundação recebeu todo o espólio do extinto Museu Mariano em Brooklyn, Nova Iorque que incluiu uma coleção de milhares de relíquias colecionadas pelo Fundador do mesmo Armand James Williamson e também já recebeu dezenas de coleções de relíquias de Lipsanothecas Diocesanas, Conventuais e de particulares.

Existe também na Regalis Lipsanotheca um outro tipo de Repositório de Relíquias, uma espécie de arquivo morto selado que se destina a guardar sem veneração, exposição ou culto relíquias duvidosas, falsas ou cuja autenticidade já não pode ser confirmada e por isso não podem ficar expostas aos fieis de acordo com a regras da Igreja Católica .

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Simulacrum Esquelético armado e articulado, vestido e decorado com joias.

Festa das Sagradas Relíquias

No dia 5 de Novembro, a Igreja Católica celebrava universalmente a Festa das Sagradas Relíquias até à reforma litúrgica do II Concilio Vaticano. Hoje é uma Festa reservada aos locais onde existem coleções insignes de relíquias, o que é o caso da Regalis Lipsanotheca. Depois de se celebrar o Dia de Todos os Santos, a Festa de todas as almas que entraram no Céu, a Igreja homenageia as Santas Relíquias de seus corpos que permanecem na terra, aguardando a gloriosa ressurreição.

Desde os primeiros tempos da Igreja que os santos mistérios eram celebrados nas Catacumbas sobre os túmulos dos mártires, para assim unir o seu sacrifício ao do Salvador Jesus Cristo. Mais tarde, em Roma, basílicas foram erguidas em sua homenagem; vastos relicários que albergaram o túmulo dos mártires mais famosos. Os restos mortais dos que haviam confessado sua fé pelo martírio foram depositados sob o altar-mor, ou confissão das basílicas que lhes foram consagradas; Daí o costume de transferir as relíquias dos mártires, parte essencial da cerimônia de dedicação de uma igreja, bem como de colocar as relíquias dos santos mártires em todos os altares, na cavidade de uma pequena cavidade da ara, chamada de tumba. A Missa da Festa das Sagradas Relíquias celebrada anualmente na Regalis Lipsanotheca é amplamente composta de passagens retiradas da liturgia dos mártires.

Sobre as relíquias e particularmente os corpos e simulacra dos Santos foi afirmado no Santo Concílio de Trento:

“Instrua também os fiéis no sentido de que devem venerar os corpos sagrados dos santos mártires e de outros que vivem com Cristo, que eram membros vivos do próprio Cristo, e templos do Espírito Santo, por meio dos quais devem subir para a vida eterna para para ser glorificado, e pelo qual Deus concede muitos benefícios aos homens; para que sejam absolutamente condenados, como antigamente os condenavam, e agora também condenados pela Igreja, aqueles que afirmam que as relíquias dos santos não devem ser honradas ou veneradas; ou que a adoração que estes e outros monumentos sagrados recebem dos fiéis é em vão; e que as visitas frequentes às capelas dedicadas aos santos para obter o seu auxílio são inúteis ”.

FONTE: The Regalis Lipsanotheca; A Sacred Repository of Holy Relics An Interview with Carlos Evaristo“; The Relics Call – ICHR Newsletter”, Vol III. Nº 1 1/11/2020)

5 de Novembro de 2020

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ARQUEOLOGIA SACRA PARA A IGREJA NÃO SE RESUME APENAS A FATORES HISTÓRICOS

Jornal de Barretos

Por Jornal | 04/01/2019

O que é Arqueologia Sacra e qual a sua importância para a Igreja? | Cléofas
Carlos Evaristo (centro) examina o verdadeiro Santo Graal na Catedral de Valência, Espanha.

Muitos conhecimentos e descobertas sobre a história da Igreja se devem ao trabalho de arqueólogos; mas, o que é realmente a arqueologia sacra e o que a diferencia da convencional?

Em entrevista concedida a ACI Digital, o arqueólogo Carlos Evaristo explicou esta questão e também sublinhou a grande importância da arqueologia sacra para a Igreja, que não se resume apenas a fatores históricos.

“Enquanto a arqueologia convencional busca, em vestígios materiais, a compreensão das culturas e dos modos de vida de diferentes sociedades humanas, do passado e do presente, a arqueologia sacra está voltada, especificamente, para o que a Igreja Católica considera sagrado”, especificou o especialista.

Carlos Evaristo é arqueólogo, historiador, autor e escritor, além de representante do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano para países Lusófonos. Também é Fundador / curador da Real Lipsanotheca, em Portugal, onde, segundo ele, é possível encontrar o maior acervo de relíquias fora do Vaticano. E, para dar suporte a esta missão, criou também o Apostolado para as Relíquias Sagradas e a Cruzada Internacional pelas Relíquias Sagradas (ICHR).

Segundo Evaristo, na arqueologia sacra, “a partir de vestígios sobrenaturais, o especialista descortina o transcendental”. Quais seriam esses vestígios? Conforme pontuou, trata-se dos “lugares santos que testemunharam acontecimentos extraordinários, as relíquias sagradas…”. Entretanto, o especialista assinalou que, “por ser uma ciência, há procedimentos adequados para a pesquisa, como manuseio correto de corpos santos e artefatos sagrados”.

Nesse sentido, resumiu, “entre os deveres de quem se dedica a essa área, está a busca da preservação dos inestimáveis tesouros da Cristandade”.

4 de Janeiro de 2019

FONTE: https://jornaldebarretos.com.br/artigos/arqueologia-sacra-para-igreja-nao-se-resume-apenas-fatores-historicos/

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