Os Membros do Conselho de Curadores e Direcção de ambas as Fundações
No âmbito das Celebrações do Centenário de nascimento de Amália Rodrigues, que já arrancaram no passado dia 23 de Julho, a Fundação Amália Rodrigues criada por testamento da própria, acaba de celebrar um importante Protocolo de Cooperação com as Fundações Histórico Cultural Oureana e D. Manuel II, ambas ligadas à figura da saudosa Fadista.
A assinatura do Protocolo teve lugar na emblemática Sala da Casa Museu Amália Rodrigues na Rua de São Bento número 193, em Lisboa, e reuniu Joaquim Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália, D. Duarte Pio, Duque de Bragança Presidente da Fundação D. Manuel II e Carlos Evaristo, Presidente da Fundação Oureana.
O Protocolo prevê parcerias e patrocínios para a realização urgente de vários projetos que as Fundações parceiras pretendem realizar durante o Centenário, incluindo eventos, exposições, edições, sinalização, recolha e conservação de espólio e a publicação de um Catalogo para o visitante da Casa Museu.
Carlos Evaristo assina o Protocolo
Para D. Duarte, que era amigo pessoal da Fadista e frequentava a casa desde muito jovem acompanhado de sua tia, a Infanta D. Filipa e da Marquesa D. Olga Cadaval, grande Patrona das Artes, “Este Protocolo representa um profundo respeito que sempre tivemos pela Amália e pelo que fez pela Cultura e por Portugal. É o testemunho de uma amizade pessoal que se manteve até ao fim da sua vida e o compromisso de continuar a ajudar a preservar a sua memória.”
Carlos Evaristo que era também amigo pessoal da Fadista recorda que “este Protocolo é oportuno porque não só vem a propósito do Centenário do seu nascimento mas também no abrir do 25º Aniversário da Coroação da Rainha do Fado. A criação da Fundação Oureana e do seu Departamento “Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado” foi criada no dia 12 de Agosto de 1995 tendo como Madrinha Amália Rodrigues que nesse memorável simbolicamente encerrou a sua carreia como cantora tendo sido homenageada e Coroada na 1ª edição do Prémio de Carreira da Fundação na categoria de “Rainha do Fado”. É oportuno recordar que foi nesse dia que foi inspirada a criar uma Fundação para preservar o seu legado que temos obrigação de ajudar a preservar e a perpetuar pelo que representa para Portugal e para tantos emigrantes e estrangeiros no Mundo por onde passou com uma verdadeira Embaixatriz da Cultura Portuguesa.”
Joaquim Vicente Rodrigues pretende com este Protocolo e com toda uma série de projetos apresentados para o Centenário, “ajudar a criar pontes entre organizações e estabelecer normas para salvaguardar o património da qual a Fundação tem responsabilidade de manter perante a memória da testamentária e do mundo de fãs e admiradores que esperam isso. A nova Direção ao assumir este compromisso quer num espírito de total transparência e abertura de colaboração encontrar meios para garantir a continuidade da Fundação e preservação do nome e da imagem como marca e do espólio de recordações que marcaram a vida de Amália Rodrigues”.
John Haffert brinda aos convidados no dia 15 de Agosto de 1971: Hoje, a taça de prata que usou e o traje Medieval que vestiu estão expostos no Museu do Restaurante Medieval.
As celebrações aniversarias dos 25 anos da Fundação Oureana (e do seu Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado) e também dos 50 anos do Restaurante Medieval, tiveram início a 26 de Setembro de 2020 mas culminam este ano com celebrações comemorativas dos 50 anos da estreia do Programa Medieval.
O 2º Gerente da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.; Vasco Sequeira Costa, (no papel de D. Nuno Álvares Pereira) reúne com as primeiras empregadas do Restaurante Medieval para um ensaio geral e sessão fotográfica promocionaldo Programa Medieval e do espetáculo ” Os Sete Espíritos do Castelo” (Castelo de Ourém, Verão de 1970)
Já se passaram 26 anos anos desde que John Haffert criou a Fundação Histórico – Cultura Oureana e 51 anos desde que criou o Restaurante Medieval, mas este ano de 2021, celebra-se os 50 anos da estreia de um Programa Medieval que trouxe mais de 3.5 milhões de turistas ao Castelo de Ourém.
Vasco Sequeira Costa encarna o espírito de D. Nuno Álvares Pereira no Castelo de Ourém no Verão de 1970.
A Rota dos “Sete Castelos de Portugal”
O Programa Medieval; Banquete dos Reis teve várias antestreias ou ensaios gerais com convidados participantes, mas os principais ensaios tiveram lugar na Sexta-feira 13 de Agosto de 1971 e no Sábado, 14 de Agosto de 1971. Estas datas foram especialmente escolhidas por John Haffert por coincidirem com os aniversários da 4ª Aparição de Nossa Senhora em Fátima e a Vitória de D. Nuno em Aljubarrota em 1385.
Decoração primitiva do Salão D. João I do Restaurante Medieval (1971).
O Programa seria oficialmente inaugurado, a 15 de Agosto de 1971, Festa de Nossa Senhora da Assunção, Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950 e a principal Festa Mariana que D. Nuno Álvares Pereira, III Conde de Ourém celebrava de forma especial, sendo ele particular devoto da Virgem Santa Maria sob esta mesma invocação.
Foi assim a maneira que o criador do projecto, John Haffert, encontrou para homenagear Nossa Senhora de Fátima e o Santo Condestável aquém ele chamou de “Percursor de Fátima” na biografia que escreveu ainda antes de vir a Portugal pela primeira vez em 1946. Já o Papa Pio XII, amigo pessoal de Haffert, havia sido quem aprovou o Exército AzulAd Experimentam durante 100 anos.
As empregadas Ourienses do Restaurante Medieval vestem os fatos Medievais distribuídos pelo Gerente Vasco Sequeira Costa na Sede da TAP em Lisboa na manhã do dia 15 de Agosto de 1971.
Vasco Sequeira Costa acompanhado do Presidente da Câmara Municipal de Ourém Professor Mário Albuquerque e sua mulher. Foi Vasco Sequeira Costa de facto o primeiro Gerente da firma Castelos de Portugal. Voltou ao Restaurante Medieval em Agosto do ano de 2000, altura em que foi foi homenageado por ocasião do 30º Aniversário do Programa Medieval.
Parcerias com a TAP e a RTP
O projecto que pretendia principalmente trazer nova vida ao Castelo de Ourém, nasceu de parcerias entre a agência de viagens Fátima Travel, a Castelos de Portugal Turismo Lda., a TAP – Air Portugal, Companhia Portuguesa de Transportes Aéreos e a RTP; Rádio Televisão Portuguesa.
O Gerente Vasco Sequeira Costa, (no papel de D. Nuno Álvares Pereira) com as primeiras empregadas do Restaurante Medieval (Castelo de Ourém, Verão de 1970).
Esta parceria foi sugerida pelo Presidente do Conselho de Ministros, o Professor Marcelo Caetano. Caetano pretendia dar a conhecer aos turistas estrangeiros os sete Castelos no Centro do país; nomeadamente os Castelos de Óbidos, Almourol, Torres Novas, Tomar, Leiria, Porto de Mós e Ourém.
A ideia vinha no seguimento de uma proposta feita anteriormente em 1955 ao Professor António de Oliveira Salazar pelo Fundador e Director do Exército Azul, Apostolado Mundial de Fátima .
As primeiras empregadas do Restaurante Medieval (Castelo de Ourém, Verão de 1970).
O pacote turístico seria vendido internacionalmente pela TAP através de agências de viagens mas também seria promovido pela Fátima Travel, (agência de viagens de John Haffert que estava ao serviço dos 80 milhões de membros do Exército Azul e de outros Apostolados de Fátima fundados pelo mesmo).
As primeiras empregadas do Restaurante Medieval (Castelo de Ourém, Verão de 1970).
O pacote de uma semana em Portugal incluía as passagens aéreas, de ida e volta (com voos a partir de todas as grandes Cidades dos Estados Unidos da América onde a TAP fazia escala). Os transferes entre as casas dos passageiros e os aeroportos eram realizados por táxi ou em carrinha shuttle e todo o transporte terrestre em Portugal, desde a chegada até à partida eram da responsabilidade da firma Castelos de Portugal Turismo Ldª. O alojamento era em Pousadas do Estado com todas as refeições e visitas guiadas incluídas aos monumentos de Lisboa e Fátima e aos sete Castelos já referidos.
O Corte da Fita pelo Secretário de Estado da Informação e Turismo com a bênção da Pedra do Brasão de Armas da firma, (hoje brasão da Fundação Oureana) pelo Bispo de Leiria D. João Pereira Venâncio. Á esquerda, junto ao Secretário de Estado pode-se ver o 3º Gerente da firma Castelos de Portugal Turismo Ld.ª, o Promotor Turístico Rafael Palácios.
O Brasão de pedra benzido a 15 de Agosto de 1971 ainda se pode ver na fachada do Paço Novo dos Cónegos, sede do Restaurante Medieval e da Fundação Oureana.
O programa dos Parceiros Protocolares culminava com a estadia em Fátima dos passageiros no Hotel Domus Pacis pertença do Exército Azul Americano e também fundado por John Haffert. Na véspera do voo de regresso tinha lugar ao jantar um Banquete Medieval de despedida. Este Banquete era servido a rigor no Restaurante Medieval e durante o mesmo eram aclamados e Coroados; o Rei e a Rainha para alegria de todos os membros da corte trajados a rigor.
John Haffert em conversa com o Presidente da TAP e o Bispo de Leiria.
A inauguração do Programa Medieval, a 15 de Agosto de 1971, contou com a presença do Secretário de Estado da Informação e Turismo que veio em Representação Oficial do Presidente do Conselho de Ministros Marcelo Caetano. Acompanhava o mesmo o Presidente da TAP e o Director Geral da RTP; Rádio Televisão Portuguesa. Esta última também parceira do projecto no que tocava à decoração do Restaurante Medieval e à divulgação internacional do programa. Convidados especiais da Igreja incluíam o Bispo de Leiria – Fátima, o Reitor do Santuário, os Párocos de Fátima e Ourém e vários Bispos e arcebispos em representação do Vaticano e do Exército Azul dos Estados Unidos.
As Velas com as cruzes dos Pereiras e da Ordem de São Bento de Avis eram feitas na Casa de Velas Loreto em Lisboa e a loiça de barro fornecida pelas cerâmicas do Juncal. Já os castiçais e as taças Medievais de prata, frequentemente roubadas e por isso se deixaram de usar, eram feitas por artesãos no norte.
Programa do espetáculo Os Sete Espíritos do Castelo traduzido para Inglês, Francês e Alemão.
Os Sete Espíritos do Castelo
Durante o Banquete Medieval tinha lugar um espetáculo audiovisual e teatral denominado Os Sete Espíritos do Castelo. Escrito por John Haffert, o mesmo contava, de forma resumida e com recurso à projeção de slides e figuração em pantomina, as histórias de sete personagens históricas e lendárias do Castelo e Condado Ouriense; D. Afonso Henriques, a Rainha D. Teresa, a Princesa Moura Fátima – Oureana, a Rainha Santa Isabel, D. Pedro e D. Inês de Castro, D. Leonor Teles e o Conde Andeiro, D. Nuno Álvares Pereira e depois de 1974, Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos.
Após o 25 de Abril certos grupos pediam que o Espírito da Rainha Santa Isabel distribuísse cravos vermelhos em vez de rosas aos participantes dos banquetes.
O espetáculo que foi visto por quase quatro milhões de pessoas ainda é recordado por muitos e jamais podia ser alterado de acordo com a vontade de John Haffert expressa nos Estatutos da Fundação que criou em 1995 aquando do 25º Aniversário da inauguração do Programa Medieval. No entanto, em 1998, Carlos Evaristo, numa primeira fase de restruturação do Restaurante Medieval, criou um programa e espetáculo alternativo, aprovado por John Haffert e Amália Rodrigues, e que estreou pelo 30º Aniversário do programa original.
Durante décadas, os fatos dos sete Espíritos do espetáculo do Restaurante Medieval eram emprestados aos empregados da firma para serem usados durante os desfiles e festas de Carnaval.
O novo Programa substituía alguns factos e figuras lendárias, que embora fizessem parte de historias ensinados na escola durante o Estado Novo, vieram a ser retiradas dos livros escolares depois do 25 de Abril de 1974. Tais histórias por vezes faziam algumas pessoas que viam o espetáculo comentarem que os Americanos ensinavam “a história de Portugal aos disparates”.
“Foi o caso da única reclamação que existe no livro de reclamações da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. A única queixa durante todos os anos em que teve actividade”, conta aquele que foi o último Gerente da firma, Carlos Evaristo.
Única reclamação registrada contra o Programa Medieval foi da Cantora Maria Guinot
Carlos Evaristo: “Não foi no meu tempo, mas encontrei uma cópia dessa famosa queixa guardada religiosamente numa moldura. Estava pendurada numa das paredes nas traseiras do palco e está hoje no arquivo da Fundação. O documento tinha sido colocado numa moldura pelo casal Braun como motivo de orgulho Católico segundo a inscrição e isto pelo facto de ter sido a conhecida Cantora do Festival da Eurovisão, Maria Guinot, a escrever a reclamação. Nela, a cantora também protestava o facto de lhe ter sido entregue a si e aos membros do seu grupo, um terço e um escapulário na última cena do espetáculo que relembrava as Aparições de Fátima, cena essa que foi introduzida já pelo casal Braun com duas crianças a fazerem de Jacinta e Francisco a distribuírem estas lembranças no final de cada Banquete. Parece que a cantora tinha vindo ao Restaurante Medieval com um grupo do Partido Comunista ou militantes do CDU os quais ficaram incomodados com as repetidas referências a Fátima e às profecias de Nossa Senhora no Programa de Haffert e particularmente as referências à conversão da Rússia. Por esse motivo a cantora reclamou. O conhecimento desse facto levou-nos a criar um programa alternativo para as pessoas, que tal como a Maria Guinot, podiam ficar ofendidas. É facto que inicialmente o Programa tinha sete cenas mas com a adição da cena de Nossa Senhora de Fátima pelo casal Braun, já eram oito. Quando eu cheguei havia grupos antigos que ainda queriam o programa tradicional mas a maior parte queria o programa novo que já tinha figuras históricas de verdade como D. Afonso, IV Conde de Ourém e D. João IV, entre outras.”
No final dos Banquetes duas crianças faziam o papel dos Pastorinhos Jacinta e Francisco Marto e distribuíam lembranças de Fátima para agrado dos Peregrinos Americanos.
Em 2004, um documentário de 60 minutos intitulado Os Espíritos do Castelo de Ourém foi produzido por Carlos Evaristo e o Padre John Guilbert Mariani para a Crown Pictures. Este filme passou a substituir ambos os programas sendo projectado em várias línguas para os grupos durante os Banquetes Medievais e isto até ao encerramento da firma Restaurante Medieval Oureana Lda., em 2008.
Dom Duarte de Bragança com John Haffert no 1º Aniversário do Programa Medieval (1972).
O documentário contou com a participação de D. Duarte de Bragança, actual Chefe da Casa Real Portuguesa e Conde de Ourém. Realizado em língua inglesa, o documentário passou várias vezes no Canal História dos Estados Unidos da América, depois da sua exibição ter sido descontinuada no Restaurante Medieval.
Dois Pajens tocavam Charamelas dos Torreões do Castelo de Ourém à chegada dos grupos, enquanto um Cavaleiro descia a encosta a cavalo para distribuir programas.
Dois Pajens tocavam as Charamelas dos Torreões do Castelo de Ourém à chegada dos grupos mas na realidade o som era gravado e tocado numa aparelhagem ligada a um megafone no exterior do torreão sul. A partir de 1995 o toque de charamela passou a ser uma actuação ao vivo de Carlos Evaristo que havia tocado trombeta na Orquestra do liceu no Canadá. As bandeiras com o brasão de D. João I nas charamelas eram de facto estandartes antigos da Mocidade Portuguesa que o Capitão Mascarenhas Barreto trouxe da sede desse movimento.
“Fátima Travel” e “Castelos de Portugal Turismo Lda.”
As reservas do pacote turístico Os Sete Castelos de Portugal eram feitas principalmente através da agência de viagens Fátima Travel que John Haffert iniciou como operadora turística em 1946 e oficializou como empresa em 1967. Esta tinha de facto uma cadeia de agências de viagens que formava um grupo com sede em Nova Jersey, Estados Unidos da América. O grupo incluía outras operadoras turísticas de Haffert com programas específicos; a Avé Maria Tours (organizava peregrinações somente a Santuários Marianos), a Romana School (organizava somente peregrinações a Roma e a Santuários Italianos), a Catholic Traveler Holidays (organizava pacotes turísticos espirituais para famílias Católicas), a St. Christopher Tours (organizava viagens a lugares históricos europeus) e a Three to Five Étapes (organizava viagens prolongadas superiores a duas semanas) .
É de referir que durante o tempo em que John Haffert conduziu os empreendimentos turísticos da Fátima Travel (1967 – 1990) e até a empresa ter sido vendida no início da década de 1990, o Programa Medieval trouxe mais de 3.5 milhões de peregrinos a Fátima e ao Castelo de Ourém. A agência de Haffert tornou-se assim reconhecidamente na maior agência de viagens Católica de todos os tempos.
Convite Oficial para a Inauguração do Banquete Medieval, no dia 15 de Agosto de 1971.
As famosas Carrinhas do Restaurante Medieval
Os transportes terrestres do Programa Medieval eram garantidos por uma frota de mini autocarros da marca Mercedes – Benz. Estas viaturas fabricadas na década de 1960, foram compradas em segunda mão, ao Exército por Haffert.
Motoristas com Carta de Pesados Passageiros paga pela firma e uma equipa de Guias especializadas completavam a equipa de funcionários do Restaurante Medieval em Ourém que somava 32 empregados e colaboradores na época áurea do programa.
As Carrinhas foram restauradas em 1995 e decoradas por Carlos Evaristo e Jorge Gonçalves. No ano de 2000 deixaram de servir e foram oferecidas por John Haffert a Raúl Espírito Santo Júlio que afirmava querer restaurar as mesmas para as colocar de novo ao serviço do turismo em Ourém.
O Programa Medieval do Restaurante Medieval era um serviço garantido pela empresa Portuguesa, Castelos de Portugal Turismo Lda., fundada de propósito para o efeito a partir de uma sociedade existente entre a Fátima Travel e John Haffert. Haffert por sua vez era sócio maioritário de ambas as firmas para assim manter a integridade do programa por ele criado.
John Haffert brinda os convidados no Banquete Inaugural do Programa Medieval que estreou-se a 15 de Agosto de 1971. Na fotografia pode-se ver, à esquerda; o Bispo Jerome Hastrich, Capelão do Exército Azul, José Heleno da Estalagem D. Gonçalo e Armando Mendes do Hotel Solar da Marta. À direita; Albino Frazão, dono da Agência de Viagens Verde Pino e o Padre Carlos Querido da Silva, Pároco de Ourém e amigo de longa data de Haffert.
A firma Castelos de Portugal Turismo Lda., dissolvida em 1996 com a criação da Fundação Oureana, teve como primeiro Gerente o Luxemburguês Camile Paul Berg. Berg era compadre de Haffert e Director da Fátima Travel mas faleceu antes da inauguração do Restaurante Medieval em 1970, e por isso nunca exerceu o cargo de Gerente em Ourém.
Foi depois nomeado segundo Gerente da firma por indicação do Secretário de Estado da Informação e Turismo, um empresário de nome Vasco Sequeira Costa, irmão do famoso Pianista José Carlos de Sequeira Costa, mas que só se manteve no cargo até à inauguração.
Seguiram os Gerentes; Rafael Palácios, Anastácio Gonçalves e Joseph Howard Braun (um músico e comediante Americano mais conhecido por “Mister Brown”) que se manteve no cargo durante 28 anos até ser exonerado por John Haffert em 1995, após ter sofrido um AVC que o deixou incapacitado.
O Logotipo da Castelos de Portugal Turismo Lda., hoje Brasão da Fundação Oureana, foi desenhado pelo punho de John Haffert. Incorpora a águia de Ourém coroada de uma Coroa Condal para relembrar o antigo Condado Ouriense e seus Condes. Num escudo ao peito estão colocados os sete Castelos da Bandeira Nacional e do programa criado com a TAP e a RTP. Ao centro; estão duas pombas brancas de Nossa Senhora de Fátima desenhadas em forma de duas mãos postas em oração para assim relembrar o Exército Azul fundado por John Haffert e Monsenhor Harold Colgan em 1947. Estas pombas sustentam uma Cruz branca, a de D. Nuno Alvares Pereira que é suspensa por um fio dependurado em forma de um Coração simbolizado assim o Triunfo do Imaculado Coração de Maria profetizado em Fátima em 1917.
Foi último Gerente da empresa Castelos de Portugal Turismo Lda., Carlos Evaristo, nomeado pelo seu compadre John Haffert. Manteve-se no cargo até 1997, altura em que se extinguiu a firma e foi criada a firma Restaurante Medieval Oureana Lda.
Carlos Evaristo veio do Canadá em 1990 e possuía uma larga experiência no ramo turístico, tendo sido Agente de Viagens na firma de família Coimbra Travel Agency, a primeira agência de viagens Portuguesa em Toronto. Evaristo era também Guia Turístico e Interprete Oficial certificado pelo Consulado Geral de Portugal no tempo do Cônsul Dr. António Tânger Correa. Entre 1990 e 1992 Evaristo organizava Peregrinações a Fátima e a outros Santuários a partir do Canadá e dos Estados Unidos da América e isto para a Fátima Crusader e a Fatima Family Messenger. Estes apostolados haviam sido fundados por Sacerdotes, ex-Capelães do Exército Azul nomeados por John Haffert, que acabaram por abandonar o apostolado para fundarem as suas próprias organizações.
O último Gerente da Castelos de Portugal Turismo Lda., Carlos Evaristo (ao Centro) com parte da equipa de funcionários do Restaurante Medieval (que na altura eram 15 funcionários incluindo cozinheiras, motoristas e um cavaleiro). O grupo foi fotografado em 1995 pelo Fotografo da Casa Manuel Gonçalves (Sardinha). Celebrava-se então o 25º aniversário do Restaurante Medieval. A segunda pessoa da esquerda é a D. Michele Braun, Mestre Organista e mulher do antigo Gerente Joseph Howard Braun.
Em traje Medieval, Margarida Evaristo, a última Sócia – Gerente do Restaurante Medieval Oureana Lda. com parte da sua equipa de empregadas e colaboradoras.
Da Castelos de Portugal Turismo Lda. ficou o nome dado a uma associação criada em 2010 por Carlos Evaristo e John Mathias Haffert para assim servir de Departamento da Fundação Oureana para preservação da memória do Programa e Espetáculo Medieval do Restaurante Medieval.
Augusto de Cassiano Mascarenhas Barreto, o “Capitão Barreto” de John Haffert.
A Contribuição do Capitão Barreto e da RTP
O maior contributo para a criação do Restaurante Medieval e do Programa do mesmo veio de outra figura do Estado Novo, nomeadamente o Professor Augusto Cassiano de Mascarenhas Barreto. Popularmente conhecido por Capitão Barreto por ter sido da Guarda Nacional Republicana, o mesmo era Chefe da Escolta do Presidente da Republica e um historiador que havia sido também Campeão Olímpico de Esgrima e Chefe da Censura da RTP.
Mascarenhas Barreto era também pioneiro nos estudos da teoria do Colombo Português e autor de livros de Fados e de Tauromaquia e juntamente com o artista José Garcês, co-autor de livros de banda desenhada. Foi Director da Torre de Belém e preparou várias exposições com a temática Medieval. Tinha também à sua disposição armazéns de adereços e decorações de produções medievais do Estado Novo, da Mocidade Portuguesa e da RTP. Era também artista tendo pintado as tapeçarias que decoram o Salão D. João I do Restaurante Medieval e desenhado todo o mobiliário Medieval e as vestes Medievais dos empregados e dos sete espíritos do Castelo.
Um Departamento da Fundação Oureana recorda hoje o contributo de Macarenhas Barreto e conserva os diversos estudos e artefactos do génio falecido em 2017.
Augusto Mascarenhas Barreto, John Haffert e Patricia Margaret Haffert fazem de Rei, Rainha e Conde de Ourém durante o Banquete da estreia do novo Programa sete Espíritos do Castelo estreado em 1996 pelo 25º Aniversário do primeiro Programa de Haffert e Barreto.
O Cavaleiro a Cavalo
Outro grande contributo do Capitão Barreto para o Programa Medieval foi o ter ensinado a montar a cavalo o jovem Augusto Pereira Gonçalves (neto de Joaquim Pereira Gonçalves, o homem que havia vendido a John Haffert a maioria dos terrenos e imóveis no Castelo de Ourém). Fê-lo num picadeiro improvisado que criou junto ao Castelo de Ourém. Augusto tornou-se no primeiro Cavaleiro do Programa Medieval do Castelo de Ourém e a uma celebridade para além fronteira.
A mais antiga fotografia de Augusto Pereira Gonçalves, envergando o traje de Cavaleiro Medieval, data dos ensaios de 1970.
O cavalo do Programa Medieval era um de dois que foram adquiridos por Haffert (um branco e um castanho) e que haviam pertencido a toureiros famosos amigos de Mascarenhas Barreto. Estes animais depois de brilharem nas arenas durante anos viveram uma feliz reforma em Ourém onde encantavam os visitantes.
Um dos primeiros Cavaleiros a cavalo com um Pajem e as Damas de Charamelas dão as boas vindas aos visitantes junto aos portões das Cavalariças e Escritório da firma, hoje Sede da Regalis Lipsanotheca e Capela Memorial da Casa de Velório da Fundação o serviço da Junta de Freguesia.
Augusto Pereira Gonçalves a cavalo dá as boas vindas aos visitantes junto às Portas de Santarém do Castelo de Ourém. Fotografia tirada após o 25 de Abril numa altura em que a bandeira de Portugal actual substituía a do Reinado de D. João I nas Charamelas.
É ainda o Cavaleiro de serviço do Programa Medieval e desde 1995, Jorge Manuel Reis Gonçalves, que juntamente com Carlos Evaristo, formavam a última dupla que fazia recepção aos visitantes até 2010.
O Cavaleiro Jorge Gonçalves com o traje vermelho de Conde de Ourém.
Jorge Gonçalves com o traje de D. Nuno Álvares Pereira e Carlos Evaristo com o traje de D. João I davam as boas vindas aos visitantes junto ao Paço do Conde.
Desde 1971 e até 1975, toda a comida servida no Restaurante Medieval era confecionada previamente no Hotel Domus Pacis em Fátima e transportada, sem que ninguém soubesse, nos vagões das carrinhas que transportavam os visitantes a Ourém. A comida era depois aquecido em estufas que havia no local. Mas após a Diocese de Leiria ter ilegalmente ocupado o Hotel do Apostolado Americano, foi criada pelo Gerente Joseph Braun uma cozinha de improviso no Restaurante Medieval que serviu até à remodelação do edifício em 2010.
Os Leitões expostos na Mesa Real e fotografados durante a o Banquete Inaugural
Companhia Aerea “Skystar International Inc.” e “Queen of the World Enterprises”
Com o 25 de Abril de 1974 as parcerias com a TAP e a RTP cessaram. Haffert era tido como uma figura Católica conservadora com a imagem ligada à Igreja e ao antigo regime de Salazar. O mesmo passava-se com Mascarenhas Barreto que viu o registo dos anos em que trabalhou para a RTP destruídos para assim o impedir de receber uma reforma do Estado.
Para dar continuidade ao Programa Medieval, Haffert entrou em parceria, primeiro com a CATUR e depois outras agências de viagens e hotéis em Lisboa e Fátima. Para resolver o problema do transporte em aviões Haffert decidiu comprar dois Boeings; um 707 e um 737 (Baptizados de “Rainha da Paz” e “Rainha do Mudo”) e que passaram a fazer escala, várias vezes por semana, entre Portugal e os Estados Unidos da América, trazendo assim a Fátima e Ourém cerca de 20, 000 visitantes por ano até 1992.
Panfleto da TAP que publicitava o Banquete Medieval no Castelo de Ourém por $28.00
A 8 de Setembro de 1983, Festa do Nascimento de Nossa Senhora, John Haffert escreveu uma carta pessoal ao Presidente dos Estados Unidos da América, Ronald Reagan. Haffert conhecia Reagan pessoalmente desde os dias em que o Presidente era Governador da Califórnia, logo depois de ter sido actor em Hollywood e de ter aparecido e colaborado, várias vezes, nos Programas Católicos da larga audiência na TV e Rádio, produzidos pelos Membros do Exército Azul; o Arcebispo Fulton J. Sheen e o Padre John Peyton. Ambos os religiosos eram grandes amigos de Haffert e devotos e promotores de Fátima e da devoção do Santíssimo Rosário.
Graças ao seu carisma Haffert conseguiu desbloquear o licenciamento dos aviões, em tempo recorde, para que os mesmos continuassem a levar peregrinos a Portugal e a outros destinos, até 1992 quando Haffert vendeu os aviões devido aos ataques terroristas. Passou depois a fretar aeronaves da TAP de outras companhias aéreas para assi, realizar os chamados Voos da Paz que costumavam levar 1200 pessoas a diversos destinos Católicos a rezarem pela conversão da Rússia e a Paz Mundial.
A Recepção inaugural do Programa Sete Castelos teve lugar em 1971 na Sede da TAP Air Portugal com um cocktail servido no Hotel Ritz em Lisboa.
A apresentação do Programa Sete Castelos teve lugar em 1971 na Sede da TAP Air Portugal com um cocktail servido no Hotel Ritz em Lisboa.
O Banquete inaugural do Programa Sete Castelosda TAP (1971).
O Banquete inaugural do Programa Sete Castelosda TAP.
O Banquete inaugural do Programa Sete Castelosda TAP.
O Banquete inaugural do Programa Sete Castelosda TAP.
A Apresentação pelo Presidente da TAP do Programa Sete Castelos.
Segundo os panfletos publicitários da TAP, o preço do programa completo em 1971, com passagens aéreas dos Estados Unidos da América, era de somente $462.00 Dólares Americanos e isto na época baixa. Já na época alta o preço subia para $552.000. O preço do Programa Medieval em Ourém, incluindo transporte entre os Hotéis em Lisboa e o Castelo e o Banquete no Restaurante Medieval era de $28.00 Dólares Americanos ou 450$00 Escudos.
A Região de Turismo Rota do Sol atribuiu a Pinha de Ouro a John Haffert pelo grande número de peregrinos que trouxe à região durante mais de 50 anos.
A Fundação Oureana: o Legado de John Haffert e seu Colaboradores
Foi na Sexta-feira, 11 de Agosto de 1995, que no Escritório Notarial de Ourém, foi lavrada a escritura de constituição da Fundação Oureana, aquela instituição que iria preservar o legado de John Mathias Haffert e do seu Restaurante Medieval. Presentes no acto com Haffert estavam seu compadre e Secretário Carlos Evaristo e o Solicitador Ouriense António Rodrigues Vieira (Bragança) a pessoa que preparou a escritura e os primeiros estatutos.
Presente também estava António Costa, Presidente da Sociedade Filarmónica Ouriense a colectividade que a seguir à Igreja Paroquial de Ourém, seria a maior beneficiária da Fundação à data, e que no mesmo dia recebeu de Haffert, a doação de um terreno para a construcção de uma nova sede.
11 de Agosto de 1995: Escritura de Constituição da Fundação Oureana Na Foto: António Rodrigues Vieira, John Haffert e Carlos Evaristo
No dia seguinte, Sábado, 12 de Agosto de 1995, foi altura de apresentar publicamente a Fundação como legado do grande benemérito Ouriense John Haffert. Seria uma instituição que teria como primeira Madrinha; Amália Rodrigues, homenageado com o título de carreira Rainha do Fado e com a criação do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, o primeiro Departamento da Fundação Oureana dedicado à preservação da memória da Fadista.
John Haffert, D. Duarte de Bragança (atrás de Haffert), o Engº Fernando Lagrifa Fernandes, o Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Dr. David Pereira Catarino, o Chefe da Divisão Sociocultural da Câmara Municipal de Ourém, Dr. José Ferraz, o Presidente da Sociedade Filarmónica Ouriense, António Costa, o Gerente da firma Castelos de Portugal Turismo Lda., Carlos Evaristo e Amália Rodrigues, no dia 12 de Agosto de 1995.
Carlos Evaristo com o Grupo Teatral do Seixo de Mira no 25º Aniversário do Programa Medieval em Agosto de 1996.
Patricia Margaret Haffert, John Haffert e a benfeitora Helen Marie Bergkemp durante o Banquete comemorativo do 30º Aniversário do Restaurante Medieval, realizado a 13 de Maio de 2000. Haffert e Bergkemp queriam doar 8 milhões de dólares para o restauro do Castelo de Ourém para nele se instalar um Museu Medieval vivo. A proposta foi recusada, tal como a ideia que Haffert teve em 1969 de restaurar o Castelo de Ourém para lá se criar um Restaurante e Pousada temática com Programa Medieval e Justas de Cavaleiros a Cavalo.
Para o Presidente da Direcção da Fundação Oureana, Carlos Evaristo; “É importante recordarmos neste aniversário, não só John Haffert mas também todos os que o ajudaram a criar o Programa Medieval do Castelo de Ourém e o manter vivo durante 50 anos para que os milhões de visitantes que o viram ainda guardam agradáveis lembranças do mesmo. Agradecemos também aos funcionários e colaboradores que foram muitos. Contam-se mais de 1,500 ao longo dos anos. Um especial agradecimento aos clientes, Agências de Viagens, Hotéis e Parceiros Protocolares. Em Setembro teremos toda uma série de eventos para celebrar este aniversário dentro das possibilidades da presente Pandemia que estamos a viver. Queremos inaugurar assim que possível o Museu do Restaurante Medieval e reabrir a Adega dos Cavaleiros também fundada por John Haffert há 50 anos e que se encontra fechada desde 2008.”
O edifício do Restaurante Medieval antigo Paço Novo dos Cónegos foi restaurado em 2010 pelo 40º aniversário da sua primeira recuperação.
Decoração do Salão D. João I remodelada pelo 45º Aniversário do Restaurante Medieval.
Fachada do Restaurante Medieval decorada com Pendões Medievais pelo 50º do Programa Medieval.
15 de Agosto de 2021
Textos e Fotos de Arquivo: Fundação Oureana – Todos os Direitos Reservados /Reprodução interdita
The group photographed by Dr. Carlos Evaristo at the Fatima Shrine
Fatima, July 4th, 2014. The Grand Master of the Constantinian Order HRH The Duke of Castro, accompanied by HRH The Duchess of Castro and the two princesses HRH The Duchess of Palermo and HRH The Duchess of Capri, visited Fatima in Portugal and offered prayers to Our Lady of Fatima at the small Chapel of the Apparitions.
The Grand Master and his family also visited the Royal Lipsanotheca and viewed an exhibition of relics of the Foundation Oureana / D. Manuel II presented by Mr. Carlos Evaristo, a leading expert of relics and Chairman of the chapter of the Patrons of the Vatican Museums. Among the exhibits were the relics of the Seers of Fatima, the Sicilian Saints and the major relic of the Blessed Maria Cristina, Queen of Naples, who was beatified in January 2014 by Pope Francis in a ceremony held at the Basilica of Santa Chiara in Naples attended by members of the Neapolitan and Portuguese Royal Families.
The Grand Master and his family were accompanied in pilgrimage to the Altar of Fatima by HRH The Duke of Braganza, HSH Prince Peter von Hohenberg, grandson of Archduke Franz Ferdinand of Austria-Hungary, HSH Princess Marie-Therese von Hohenberg and her husband HE Mr Anthony Bailey, Delegate of the Sacred Military Constantinian Order of Saint George in Great Britain and Ireland and Magistral Delegate for Inter-Religious Relations, HE Dr. Miguel Horta e Costa, Baron of Santa Comba Dão, Delegate of the Sacred Military Constantinian Order of St. George in Portugal, the Marquis of Rio Maior, D. João Saldanha Vicente; Sir Gavyn Arthur, former Lord Mayor of London; Eng. Domingos Patacho of the Royal Association; Dr. José Carlos Ramalho Royal Association of Ribatejo, Dr. Francisco Ramalho, Dr. Alberto Calafato Janelli, Private Secretary to the Duke of Castro and Dr. Carlos Evaristo, who led the visit to the Shrine.
Para recordar o 75º aniversário da coroação de Nossa Senhora de Fátima como rainha do mundo vai ser inaugurada, dia 13 deste mês, às 16h00, no Castelo de Ourém, uma estátua em tamanho real do Papa Pio XII.
O monumento vai ser inaugurado pelo Duque de Bragança, D. Duarte Pio, afilhado de Batismo do Servo de Deus, Papa Pio XII, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
A estátua em bronze daquele que foi chamado de “Papa de Fátima” é obra do Mestre escultor Félix Burriel e oferecida por Moritz Hunzinger, “com o apoio de vários admiradores e defensores do Papa internacionais incluindo um grupo de historiadores e Judeus da Pave the Way Foundation”, refere.
O Livro e Documentário de Paul Perry sobre o quadro da Visão do Inferno em Fátima de Salvador Dalí foi artigo de capa da revista “Villas & Golfe” de Julho de 2017.
A Vila Medieval de Ourém conta desde esta tarde de 13 de maio com um novo monumento dedicado ao Papa Pio XII, numa cerimónia de inauguração que teve a participação do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, e do Duque de Bragança, D. Duarte Pio.
A inauguração do monumento decorreu no dia em que se assinala o 75º aniversário da coroação de Nossa Senhora de Fátima como “Rainha do Mundo” pelo Papa Pio XII, o chamado “Papa de Fátima”. A estátua em bronze é obra do escultor Félix Burriel e oferecida por Moritz Hunzinger, “com o apoio de vários admiradores e defensores do Papa internacionais incluindo um grupo de historiadores e Judeus da Pave the Way Foundation”, numa iniciativa da Fundação Histórico-Cultural Oureana.
Documentos da época desfazem quaisquer dúvidas: Cristóvão Colombo nasceu em 1451, em Génova, filho de Domenico Colombo e de Susanna Fontanarossa
O pretendente ao trono acredita numa teoria segundo a qual o navegador nasceu no Alentejo, como filho bastardo do duque de Beja. Mas a historiografia mais documentada e credível desmente a tese – por completo
D. Duarte de Bragança simpatiza com a teoria de Cristóvão Colombo ser português”, diz à VISÃO Carlos Evaristo, arqueólogo especialista em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval, e presidente da Fundação Oureana. O arqueólogo acrescenta que o pretendente ao trono português, através da Fundação D. Manuel II, a que preside, financia os custos da componente nacional do Projeto Colombo.
Mediante testes de ADN, aquele projeto tenta provar que o navegador era português ou “ibérico”. O epicentro está na universidade de Granada e no professor José Lorente Acosta, que chefia a equipa de investigação que reúne entidades de vários países.
No caso de Portugal, as contribuições são asseguradas pela Fundação Oureana que Carlos Evaristo dirige e, sobretudo, pelo seu Museu de Relíquias, instalado no castelo de Ourém. Recentemente, três cabelos da rainha Santa Isabel, com mais de sete séculos, foram cuidadosamente removidos por José Lorente e Carlos Evaristo de um relicário com uma sua madeixa, “selado em lacre com o sinete do bispo conde de Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré”, diz o arqueólogo. “Este cabelo foi recolhido por esse prelado, na presença do rei D. Miguel I, como o comprova documentação arquivada na ocasião da abertura do túmulo da rainha Santa, para verificação do estado de conservação do seu corpo incorrupto”, acrescenta.
Carlos Evaristo forneceu também a José Lorente outras duas amostras de relíquias, com sangue e ossos de “dois santos portugueses mais contemporâneos de Colombo e que eram membros da Família Real de Avis e de Bragança”. Mas o arqueólogo prefere não identificar publicamente aqueles “dois santos”, porque as relíquias em causa “perderam os selos de autenticidade ao longo dos séculos”, embora acredite que são “genuínas”.
Através da Fundação D. Manuel II, a que preside, D. Duarte de Bragança financia os custos da componente nacional do “Projeto Colombo”
Seja como for, o objetivo mantém-se: descobrir um elo que conduza à confirmação de que Cristóvão Colombo “era, pelo menos, ibérico, se não mesmo português”, através da comparação de marcadores genéticos, com suporte na matéria óssea do navegador (que morreu em Valladolid, a 20 de maio de 1506, aos 55 anos), de um filho e de um irmão, encontrada há anos em Sevilha e cientificamente comprovada.
Carlos Evaristo defende a teoria do investigador Augusto de Mascarenhas Barreto, já falecido, segundo a qual Colombo nasceu em Cuba, no Alentejo, fruto de uma relação extraconjugal do duque de Beja, D. Fernando (segundo filho do rei D. Duarte I), com Isabel Zarco, filha de Gonçalves Zarco, fidalgo da Casa do Infante D. Henrique. Em adulto, diz o arqueólogo, “Colombo serviu como capitão de guerra, uma espécie de agente secreto no que respeita a desviar as atenções do Papa espanhol, Alexandre VI, e dos reis católicos, Isabel de Castela e Fernando II de Aragão, do verdadeiro caminho marítimo para a Índia e da existência do Brasil”.
Problema Bicudo
Por aquela tese, temos um corajoso patriota português. Carlos Evaristo, porém, sofreria uma forte desilusão quando descobriu que o túmulo de D. Fernando, em Beja, estava vazio. O suposto pai de Colombo seria um instrumento genético infalível, na comprovação, ou não, de que o navegador era português. A culpa é do governo de Joaquim Augusto de Aguiar, que em 1834 decretou o fim dos sepultamentos nas igrejas e criou os cemitérios públicos, o que levou à chamada “revolta da Maria da Fonte”. Os restos mortais de D. Fernando, concluiu o arqueólogo, “hão de ter ido parar, por ignorância, a uma vala comum”.
Mas existe um problema bem mais bicudo com a teoria de Augusto de Mascarenhas Barreto: choca de frente com a historiografia adquirida e documentada. Os académicos mais credíveis afirmam que Cristóvão Colombo nasceu em 1451, em Génova, filho de Domenico Colombo e de Susanna Fontanarossa. E que, apesar da forma atribulada como chegou a Portugal, em 1476, salvando-se a nado durante uma das numerosas batalhas do cabo de S. Vicente, por cá se instalou como agente das principais casas comerciais de Génova.
Relicário do século XIX com cabelos da rainha Santa Isabel, de onde foram removidas amostras para comparação genética no “Projeto Colombo”
Com esse estatuto, deslocou-se à Madeira para entrar no negócio do açúcar, então muito rentável. Em 1479, casou-se com Filipa Moniz, filha do segundo matrimónio de Bartolomeu Perestrelo, capitão-donatário de Porto Santo. E, entre Lisboa, o Funchal e Porto Santo, locais onde se sabe que residiu, Colombo adquiriu um conhecimento substancial sobre as navegações portuguesas na costa ocidental africana.
Começou então a conceber o seu plano de navegar em direção ao ocidente, para atingir a Ásia. Em meados da década de 1480, apresentou o seu projeto ao rei D. João II, que o rejeitou. O monarca considerava economicamente mais viável o paulatino avanço português pela costa africana.
Resumindo para encurtar razões, seria ao serviço dos reis católicos de Espanha que, a partir de 1492, Colombo estaria por quatro vezes nas Américas, julgando encontrar-se na Ásia. Ignorava ter descoberto um novo mundo. E, depois, destacou-se por um governo despótico dessas terras e pela escravização dos nativos. Nada que orgulhe ninguém.
Mas Carlos Evaristo, com o apoio de D. Duarte de Bragança, mantém-se na sua: se as amostras que entregou a José Lorente para testes de ADN resultarem inconclusivas, tem outras em reserva para fazer chegar ao especialista em Genética da universidade de Granada. Apetece lembrar um clichê – a esperança é mesmo a última coisa a morrer.
Tendo sido publicado um artigo na revista “Visão” online que dá a entender que D. Duarte, Duque de Bragança tem vindo a apoiar os estudos genéticos sobre o Cristóvão Colombo, vimos por este meio esclarecer o seguinte:
1. Há largas décadas que o Chefe da Casa Real Portuguesa, tem vindo a acompanhar com interesse os estudos sobre este assunto e particularmente as teorias que apresentam que o Navegador possa ter origem Portuguesa.
2. A verdade é que o senhor Dom Duarte nutre uma certa simpatia para com a tese desenvolvida pelo falecido pesquisador Augusto de Mascarenhas Barreto, e particularmente, no que diz respeito ao Colombo ter sido um Agente Secreto de D. João II.
3. Tal interesse, meramente científico, não prossupõe todavia qualquer envolvimento financeiro da parte do Duque de Bragança, sendo que a Fundação D. Manuel II em protocolo com a Câmara Municipal de Cuba e outras entidades: académicas, municipais e eclesiásticas, já prestou homenagem a todos os pesquisadores Portugueses das diversas teorias sobre a origem do Navegador.
4. A Fundação D, Manuel II patrocinou em parte a renovação do Centro de Interpretação Cristóvão Colon em Cuba dedicada à memória de Augusto de Mascarenhas Barreto, a publicação das Actas do Congresso da Associação Cristóvão Colon de Cuba, o estudo e documentário norte americano “Secrets and Mysteries of Christopher Columbus” e o fornecimento de material genético (relíquias de Santos da Casa Real) para realização do estudo de ADN pelo laboratório da Universidade de Granada.
5. Este interesse cientifico e cultural pela verdade histórica é apoiado pelo Duque de Bragança através da Fundação D. Manuel II e do Real Instituto Cristovão Colom fundado por e em memória de Augusto de Mascarenhas Barreto. Este apoio foi reconhecido recentemente pela Faculdade de História da Universidade Nacional Pedagógica Dragomanov de Kiev, Ucrânia que nomeou D. Duarte de Bragança, Patrono e Professor Honorário da mesma faculdade
6. Quem tem acompanhado os resultados obtidos pelo referido laboratório da Universidade de Granada sabe que os estudos já demoliram em parte a tese principal da origem Genovesa através do estudo do ADN de todas as famílias Italianas com apelidos derivados de Colon. É alias graças a estas provas que os estudos actualmente em curso movimentam o interesse e acompanhamento da Comunidade Cientifica Espanhola e da TVE que já descartaram a tese Genovesa. É de lamentar e parece que as Universidades Portuguesas estão alheadas deste processo que poderá vir a revolucionar a história sobre este personagem.
7. Já foi comprovado, por diversos estudos publicados, que a documentação dita “contemporânea” à qual refere o Jornalista, conhecida por “Recollata Colombina” a mesma que tem vindo a ser utilizada, desde o Século XIX, para comprovar que Colombo era Genovês, é falsa! Ficou comprovado que muitos dos documentos recolhidos por uma comissão entre 1892 e 1905 foram adulterados maliciosamente e outros viram a ocultação de datas que tinham e eram posteriores ao Colombo, e por isso não aparecem nos fac-similes reproduzidos como prova dessa tese nos 20 volumes publicados.
O novo Centro de Apoio Escolar e Social também oferece refeições a estudantes
O Centro de Apoio Social de Angolares já está em funcionamento a prestar apoio escolar e social apos membros dessa comunidade São Tomense. O edifício que foi comprado por S.A.R. o Duque de Bragança Dom Duarte Pio, através da Fundação D. Manuel II, foi completamente remodelado e equipado pela Diocese de São Tomé e Príncipe com ajuda de donativos, parte dos quais angariados pela Fundação Oureana através das acções sociais directas da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Confraria do Santo Condestável.
O Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos
BISPO FALA DA SITUAÇÃO ACTUAL DA DIOCESE Falando francamente, o Bispo de São Tomé e Príncipe revelou que a situação econômica da Diocese está no limite.
O Bispo da Diocese num comunicado às Paróquias informou;
“No momento, a Diocese tem à disposição, no BISTP, 13.289,00 Duplos e apenas 475,00 €. Em caixa, tem cerca de 3.000,00 €, 4.000,00 Dólares Americanos e 90.000,00 Dobras. Em Lisboa, tem 83.800,00 € (graças a uma herança deixada por um Padre Madeirense). Em Roma, tem 18.973,28 Dólares Americaos e 19.097,14 € e um pequeno fundo de investimento. Desse dinheiro, 13.494,00 €são para intenções de missa; 23.700,00 €são ofertas para o Novo Lar de Idosos no Príncipe; 15.000,00 €para obras urgentes na Freguesia do Príncipe; 18.000,00 €para o Centro Pastoral do Pantufo; 8.000,00 €para obras na Casa do Campo de Milho; 16.000,00 €são da APARF e para idosos em Santana e Sé, 15.000,00 € para finalização do Jardim de Infância de Ubabudo Praia. (Refiro-me ao dinheiro que foi dado à Diocese para estes projectos específicos, projectos que estão a ser realizados ou ainda não se concretizaram). Ou seja, o dinheiro disponível não é suficiente para os projetos que temos em mãos. É preciso dizer também que só o Seminário nos rende cerca de 40.000,00 €por ano. Em termos de receitas, tivemos o apoio da Santa Sé, cerca de US 25.000,00 Dólares Americanos por ano, mas eles alertam que, devido às dificuldades vividas pela Pandemia do Covid 19 que enfrentamos, talvez tenham que cortar este subsídio. Além disso, tivemos alguns pequenos apoios, mas geralmente dirigidos a projetos específicos e não para a vida da Diocese. Não existe apoio para alimentar o povo da Casa Episcopal, para as viagens que o Bispo tem de fazer, para o Seminário, para os párocos ou para as congregações religiosas… Essa é a foto e o que fazer? Se alguém tiver uma solução milagrosa, agradeço. No entanto, temos que apostar:
• em tornar nossas paróquias comunidades autossustentáveis, • procurar otimizar nossos recursos, • evitar despesas desnecessárias tanto quanto possível (podemos ter que reduzir o uso do carro), • procurar ser pobres com os pobres, • compartilhar as contas das paróquias e nossas obras sem medo, • ser mais solidários …“
D. Duarte com as crianças da Casa dos Pequeninos em São Tomé e Príncipe
Uma das campanhas levadas a cabo pelos Parceiros Protocolares da Fundação para ajudar a Diocese e em particular a Casa dos Pequeninos que é a instituição mais vulnerável é o Projecto de apadrinhamento da alimentação de uma criança durante um ano e que já conta com meia dúzia de benfeitores que contribuem com o valor de 120,00 €.
“Conto com o apoio de todos para enfrentar esta situação e encontrar formas de resolvê-la. Neste ano de São José, que o Santo Patriarca venha em nosso auxílio.” – D. Manuel António Mendes dos Santos
Um estudo que está a ser levado a cabo pelo conhecido perito em relíquias, Carlos Evaristo e iniciado a 30 de Dezembro de 2020 pela Festa da Trasladação do Corpo de São Tiago Maior para a Galiza, pretende passar a pente fino as histórias e lendas Jacobeias da Ibérica para chegar à verdade sobre a chegada de Relíquias Insignes do Apostolo de Cristo, a Braga e Iria Flávia, hoje denominada de Santiago de Compostela.
O trabalho de investigação já levou Evaristo a todos os locais associados a lendas no Culto do Patrono da Hispanidade e complementa e faz parte de um Projecto de estudo muito maior também da autoria do mesmo estudioso e que teve início em Maio deste ano.
Este Projecto visa estudar as Relíquias Insignes da Arquidiocese de Braga que deram origem às contendas entre o Arcebispo Bracarense e o Bispo de Iria Flávia que criou Compostela.
Evaristo que deslocou-se a Braga, Padron e Santiago de Compostela por ocasião da Festa de Reis, pouco depois da abertura da Porta Santa do Xacobeu 2020 / 2021, um Ano Santo que o Papa Francisco prolongou por causa da Pandemia do Covid 19, até 2022, já regressou a estes locais várias vezes com novas pistas encontradas em arquivos que podem pela primeira vez revelar a chegada destas relíquias à península,
O centenário do nascimento de Amália Rodrigues foi oficialmente encerrado com uma Missa celebrada na Capelinha das Aparições em Fátima. Organizada pela Fundação Amália Rodrigues, com o apoio dos seus parceiros Protocolares. Recordou-se durante homilia a grande devoção que a Fadista tinha por Nossa Senhora do Carmo.
A Fundação Amália Rodrigues e os seus parceiros protocolares convidaram, através das redes sociais, todos os fiéis, amigos e admiradores da Fadista a acompanharem a celebração pública da Missa, quer presencialmente na Capelinha das Aparições, ou através da internet pela transmissão no site do Santuário de Fátima.
A Missa que teve lugar em Fátima, na Sexta-feira, 23 de Julho, dia oficial do aniversário da Rainha do Fado, foi o culminar de outras cerimónias que tiveram lugar na manhã, em Lisboa; primeiro na Casa / Museu Amália Rodrigueis e depois no Panteão Nacional, onde houve a deposição de uma coroa de flores no túmulo da Fadista.
Nestes actos memoriais estiveram presentes vários membros da Administração e do Conselho Geral da Fundação Amália Rodrigues e membros da família de Amália. O Presidente da Fundação Amália Rodrigues; Vicente Rodrigues e o sobrinho / afilhado da Fadista, José Manuel Rodrigues; Conselheiro da Fundação, depositaram uma coroa de flores junto ao tumulo.
Vicente Rodrigues e José Manuel Rodrigues colocam uma Coroa de Flores no túmulo de Amália Rodrigues no Panteão Nacional
Já em Fátima, pelas 17:00 horas da tarde, foi celebrada a Missa de encerramento do Centenário do nascimento da Fadista na Capelinha das Aparições, celebrada pelo eterno repouso da alma de Amália. Por ser a oitava da Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo, a Missa Votiva escolhida foi a de Nossa Senhora do Carmo, título da Virgem Santa Maria do qual Amália era muito devota.
Frei Silvino deu as boas vindas a todos antes da Missa na Capelinha das Aparições
Presidida por Frei Silvino Teixeira Filipe, Carmelita Descalço do Convento do Carmo de Viana do Castelo, a Missa contou também com a ajuda do Diácono Permanente António Machado, da Paróquia de São Tiago de Vagos, na Diocese de Aveiro, que era amigo pessoal da Fadista.
Vicente Rodrigues fez a primeira leitura
A Primeira Leitura foi feita por Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália Rodrigues e as Oração dos Fieis lida pela Joana Machado, Investigadora do acervo da Casa Museu, Amália Rodrigues.
Os cânticos da Missa foram interpretados, à capela, pela voz do Capelão do Santuário, Padre João Paulo Quelhas.
Joana Machado durante a leitura da Oração dos Fieis
O Salmo Responsorial cantado pelo Capelão João Paulo Quelhas
David Alves Pereira, Inês Rodrigues e José Manuel, Rodrigues
Presentes na Cerimónia para além do Presidente da Fundação Amália Rodrigues, Vicente Rodrigues, estiveram também outros membros da Fundação; nomeadamente Alexandrina Quaresma e Rui Órfão do Conselho da Administração e a Produtora Musical Maria de Lourdes Carvalho (Blu), amiga pessoal de Amália Rodrigues e Membro do Conselho Geral. O sobrinho / afilhado José Manuel Rodrigues, Conselheiro da Fundação Amália Rodrigues com sua esposa Inês representaram a Família da Fadista e também o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, um Departamento da Fundação Oureana criado pela própria Fadista em 1995 .
Ao fundo na primeira fila, Alexandrina Quaresma e Rui Órfão
Frei Silvino Teixeira Filipe durante a Homília
Na Homília, Frei Silvino Teixeira Filipe relembrou a devoção de Amália por Nossa Senhora do Carmo e a invocação ou oração que recitava sempre antes de subir ao palco. Falou do uso continuado do escapulário pela Fadista e da promessa feita pela Virgem no Monte Carmelo a São Simão Stock.
Frei Silvino Teixeira Filipe na Consagração
Frei Silvino falou também de semelhanças na espiritualidade Carmelita Mariana vividas por São João da Cruz e Amália Rodrigues e como ela, tal como o grande Santo Carmelita, dava graças a Deus pela sua voz. Voz essa que Deus, por Sua vez, usava para sua maior glória.
Disse também o Presidente da Celebração, que Amália era tão devota de Nossa Senhora do Carmo que deve de estar agora a cantar as glórias do Senhor, tal como São João da Cruz.
Os fieis a assistirem à Missa dentro e fora da Capelinha das Aparições
A cerimónia juntou cerca de uma centena de pessoas dentro da Capelinha das Aparições, um número limitado devido às regras de distanciamento da Pandemia da Covid 19 e por esse facto a cerimónia foi transmitida também pelo Santuário na sua página de internet.
Frei Silvino Teixeira Filipe distribui a Sagrada ComunhãoLeonilde Henriques acompanhada de seu irmão
Entre os muitos amigos e fãs da Fadista presentes, esteve também Leonilde Henriques (Lí Lí) que foi Secretária de Amália durante várias décadas.
Ao fundo na segunda fila, Maria de Lourdes Carvalho, acompanhada de sua irmã
A representar a Fundação Histórico – Cultural Oureana estiveram Carlos Evaristo, também ele amigo pessoal de Amália e David Alves Pereira.
José Manuel Rodrigues, António Machado, Frei Silvino e Carlos Evaristo antes da Missa
A todos os presentes foi distribuído uma pagela com uma fotografia da Fadista tirada aquando de uma das suas últimas peregrinações a Fátima, tendo dentro da mesma a oração que Amália recitava antes de subir ao palco. Ainda sobre esta oração popular, Frei Silvino referiu que quando os fados não lhe saiam muito bem, Amália costumava dizer que foi Nossa Senhora que não cantou tão bem. Criou assim uma simbiose de ternura mística com a Mãe do Céu.
José Manuel Rodrigues, Vicente Rodrigues e Carlos Evaristo
As pagelas que também contêm uma fotografia de Amália com um quadro pintado de Nossa Senhora do Carmo, foram editadas pela Fundação D. Manuel II e o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado e o texto elaborado por Carlos Evaristo e António Machado.
José Manuel Rodrigues, Carlos Evaristo e Vicente Rodrigues
Memorial a Amália Rodrigues na Sede da Fundação Oureana / Instituto em Ourém
Depois da Missa ainda teve lugar uma reunião de trabalho em Fátima entre o Presidente da Fundação Amália Rodrigues, o Presidente da Direcção da Fundação Oureana; Carlos Evaristo, e os Directores do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, ( Departamento da Fundação Oureana); José Manuel Rodrigues e Inês Rodrigues, para se discutir alguns projectos em curso e que vão ser realizados em conjunto pelas instituições em Protocolo.
O dia dedicado a Amália Rodrigues terminou para a Fundação Oureana junto ao Memorial à Patrona situado no Largo Memorial Amália Rodrigues da Regalis Lipsanotheca junto ao Castelo de Ourém, onde o Capelão Mór da Fundação e alguns membros da Direcção rezaram pelo Eterno Descanso da Rainha do Fado e acenderam uma vela em sua memória.