No Castelo de Ourém, realizou-se uma cerimónia solene da bênção do busto relicário na presença de D. Duarte Pio de Bragança e dos organizadores do evento.
(Ourém, Portugal). Graças à dedicação e ao empenho organizativo de Angelo Musa, Cavaleiro da Ordem Constantiniana de São Jorge, e do Comandante Arturo Canavacciuolo, da Delegação de Óstia, nasceu a ideia de criar um busto relicário da recém-beatificada Beata Maria Cristina para ser doado à Regalis Lipsanotheca, localizada no Castelo de Ourém, perto de Fátima.
A relíquia, que até então fora zelosamente guardada pelo sacerdote paduano Dom Carlo Cecchin, consiste numa madeixa de cabelo da antiga Rainha das Duas Sicílias, que foi colocada dentro de um busto.
As relações entre as Casas Soberanas de Portugal e das Duas Sicílias foram sempre marcadas pelo mais elevado respeito mútuo, ainda mais confirmado pela troca das mais altas honras. Entre os ilustres convidados presentes no solene rito de promulgação do decreto relativo ao milagre atribuído à Beata, ratificado pelo Papa Francisco, e na anterior assinatura do Acordo de Conciliação e Reconhecimento do Grão-Magistério da Ordem Constantiniana por S.A.R. o Duque de Castro, Don Carlos de Bourbon, e o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio.
O Cavaleiro Angelo Musa organizou o evento da entrega do relicário com o Secretariado Real, por intermédio do Comendador da Ordem Constantiniana Carlos Evaristo que coordenou o evento em Portugal com o apoio de Dom Duarte, que confirmou de imediato a sua presença no evento, informando o custódio da Lipsanotheca no Castelo de Ourém e ao Pároco da Igreja de Nossa Senhora das Misericórdias.
Carlos Evaristo e Angelo Musa
O Convite foi estendido online a todos os Cavaleiros Constantinianos de ambos os ramos. Os dois organizadores e os Cavaleiros Guida de Bolonha e Rimauro de Grosseto também aceitaram patrocinar.
Em representação da Delegação Siciliana estiveram o Comendador Aurelio Badolati e o Cavaleiro Giuseppe Matranga. (Vários Cavaleiros de toda a Itália, impossibilitados de comparecer, mas apoiantes do projeto, ofereceram espontaneamente contribuições financeiras para a iniciativa.)
A imagem foi feita pela artista de Lecce, Ciardo Stella, após os esboços de Carlos Evaristo terem sido aprovados pelo Padre Dom Carlo Cecchin, Capelão Mor da Casa Real Portuguesa que supervisionou com paixão todo o processo canónico.
A 12 de Abril, após a Santa Missa, uma cerimónia solene, com a presença de D. Duarte, levou à inauguração do busto relicário representando a Beata Maria Cristina. Estiveram presentes muitos convidados, entre os quais vários membros da Nobreza Portuguesa e Membros das Ordens da Casa Real de Bragança.
Para realçar ainda mais a solenidade do evento, os Cavaleiros presentes foram agraciados por S.A.R. Dom Duarte com a admissão na Real Confraria do Santo Condestável São Frei D. Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, um santo particularmente venerado em Portugal.
Como Comandante do Exército, D. Nuno salvou a independência da nação aos invasores espanhóis. Mais tarde, como frade Carmelita, viveu na pobreza e em harmonia com o espírito do Evangelho. Foi também o Fundador da Dinastia Bragança, da qual o atual Duque, Dom Duarte, detém a Grã-Mestria por nascimento. O evento concluiu-se com a entrega do Colar da Real Confraria e do diploma correspondente ao Cavaleiro Musa.
A cerimónia religiosa seguiu-se a um almoço de gala presidido por D. Duarte, realizado na sala de receção do Hotel “Domus Pacis” em Fátima.
No final da Peregrinação foram atribuídas lembranças a todos os participantes, tendo sido pessoalmente atribuído a Angelo Musa a Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Consciência de Vila Viçosa pelos serviços prestados à Casa Real Portuguesa.
M.I.F.
12 de Abril de 2014, 1 de Maio de 2014, 14 de Maio de 2014, 21 de Maio de 2014
No dia 26 de Setembro, 150 convidados de 25 países reuniram-se no Castelo de Ourém para celebrar o 30º aniversário da Fundação Oureana e o 55º aniversário do seu emblemático Restaurante Medieval. Entre os presentes nas comemorações deste ano, Patronos da Fundação, encontravam-se Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém, e o seu filho, o Príncipe da Beira.
Estiveram também presentes membros da Real Associação dos Nobres de Espanha, entre os quais Sua Excelência Dom Cristóbal Colón de Carvajal, Duque de Verágua e Grande de Espanha, e Suas Excelências Dom Manuel Pardo de Vera e Dom Manuel Ladrón de Guevara.
Memorial aos Parceiros Protocolares da Fundação
Na Regalis Lipsanotheca, Capela das Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e os três pastorinhos, um memorial que comemora a peregrinação internacional dos Parceiros Protocolares da Fundação a Fátima neste Ano Jubilar.
O Memorial foi patrocinado pelo Bezines Group (LLC) e pela Associação Americana de Cavaleiros e Damas da Casa Real Portuguesa.
Reinauguração da Botica de São João
De seguida, os convidados visitaram o Palácio dos Condes e desceram até à Praça John Haffert, situada às Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João. Esta Botica, reconstruída em 2000, é popularmente associada a São Nuno.
O Legado de John Mathias Haffert
John Mathias Haffert, que faleceu em 2001, é um nome pouco conhecido pelas gerações mais jovens que vivem e visitam Fátima, mas este norte-americano foi uma das figuras que mais contribuiu para a dimensão internacional da cidade religiosa de Fátima. Interessou-se também por Dom Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, natural da região do Médio Tejo, e empenhou-se na recuperação da então decadente vila medieval de Ourém. Do seu legado, a Fundação Oureana e o Exército Azul permanecem no concelho até aos dias de hoje.
A Fundação Histórico – Cultural Oureana, de cariz social, cultural e religioso, foi criada por John Mathias Haffert, a 11 de Agosto de 1995. A Fundação foi criada com a intenção de apresentar a história de Portugal ao mundo à luz da Mensagem de Fátima.
Os seus objetivos incluem a realização de ações sociais e religiosas, bem como a atuação nos domínios da cultura, da ciência e do desporto, e a divulgação dos dois mil anos da história e cultura de Portugal, com especial destaque para o Castelo de Ourém e os eventos religiosos de Fátima.
Monumento a Colombo, Haffert e Mascarenhas Barreto
Após a visita guiada à Botica pelo seu criador, o Sr. Carlos Evaristo, os convidados dirigiram-se para o Restaurante Medieval onde decorreu a inauguração de um Monumento ao navegador e descobridor Cristóvão Colombo, segundo Carlos Evaristo; “um local para homenagear John Haffert e o seu principal colaborador, o Professor Dr. Augusto Mascaranhas Barreto, as duas figuras que, de facto, criaram o Programa Medieval.”
“Foi graças à figura de Cristóvão Colombo”, explicou Evaristo, “que se uniram estes dois grandes homens, e daí a concepção de um memorial a Colombo que reunisse estas duas figuras, mas também homenageasse aqueles que, durante séculos, estudaram os enigmas do navegador e que agora, através do estudo do ADN, pelo menos se concluiu que era de ascendência judaica ibérica e sefardita, e não italiana.”
Para Evaristo, o facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de cinquenta anos, atrair pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval do Castelo de Ourém é algo de extraordinário. Isto remete-nos para os tempos em que o IV Conde de Ourém, Dom Afonso, reunia convidados de toda a Europa que falavam sete línguas. Nesta ocasião estiveram presentes convidados da Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Países Baixos, Hungria, Irlanda e Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia, Suíça e das Américas.
A cerimónia foi presidida por Suas Altezas Reais o Duque de Bragança e o Príncipe da Beira, com a presença do Duque de Verágua, de Sua Excelência Dom Rui Valério, Patriarca de Lisboa, e do Arcebispo Timothy Brogllio, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, entre outras figuras ilustres.
Este monumento ostenta uma rica dedicatória à Real Associação de Hidalgos de España, enquanto parceira de protocolo, com o seu emblema e os nomes dos membros da Associação: Dr. Manuel Pardo de Vera y Díaz, Presidente; Dr. Manuel Ladrón de Guevara y Isasa, Tesoureiro; e Dr. Pier Felice Degli Uberti y Palmero, benemérito.
Jantar de Gala no Restaurante Medieval
Os eventos e celebrações terminaram com um jantar presidido por Sua Excelência Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém, Chefe da Casa Real de Portugal, acompanhado pelo seu filho, Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira.
Visita Guiada e Missa no Santuário de Fátima
As celebrações continuaram no dia seguinte com uma Visita Guiada pelos lugares emblemáticos de Fátima conduzida por Armando Mendes, a participação na Missa oficial no recinto do Santuário de Fátima e um almoço de despedida servido na Domus Pacis.
27 de Setembro de 2025
FONTE:La Gacetilla de HIDALGOS (Revista) Ano LXVII, Verano 2025 – Traduzido da língua Espanhola
FOTOS: Direitos reservados à Real Associação de Hidalgos de España / Associação Americana de Damas e Cavaleiros e Damas da Casa Portuguesa / Fundação Oureana
Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.
O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.
“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.
A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.
“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.
A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.
Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.
O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.
A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.
Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.
A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.
Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.
Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.
Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.
Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.
depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.
A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.
Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.
Vários Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel da Arquidiocese de Évora, Confrades da Real Confraria do Santo Condestável e Membros da Real Guarda de Honra, participaram nas Missas em honra de Nossa Senhora da Conceição celebradas no dia 8 de Dezembro na Igreja de Santo Antão e na Sé de Évora.
Os participantes aproveitaram assim a Indulgência Plenária concedida pela abertura do Jubileu dado pelo Papa Leão XIV pelos 25 anos da Real Irmandade e do Milagre para a Canonização de São Nuno e que foi proclamada durante as celebrações.
A Missa na Sé de Évora foi presidida pelo Senhor Arcebispo de Évora D. Francisco José Senra Coelho, Patrono G.C. das Reais Ordens, Irmandades e Confrarias da Federação que agradeceu a todos a presença e a Guarda de Honra prestada à imagem de Nossa Senhora da Conceição patrona da Arquidiocese.
A Consagração de Portugal à Imaculada Conceição foi um ato solene de D. João IV em 1646, após a Restauração da Independência, que declarou a Virgem Maria como Rainha e Padroeira de Portugal, um gesto que reforçou a identidade nacional e mariana do país, celebrando-se anualmente a 8 de dezembro como feriado nacional. Este ato consolidou a devoção secular portuguesa a Maria, tornando-a uma parte central da identidade e fé do povo português, com a Coroa Real sendo oferecida à Virgem
Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas
Ourém, 7 de dezembro de 2025 – O Papa Leão XIV atendeu o pedido do Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedendo uma Bula de Indulgência Plenária através da Penitenciária Apostólica. O Jubileu assinala o 25.º aniversário do milagre que permitiu a canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, os 25 anos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e os 30 anos da Fundação Histórico-Cultural Oureana e da sua Regalis Lipsanotheca. Terá início a 8 de dezembro de 2025 e prolongar-se-á até 6 de novembro de 2026.
O milagre de Ourém: Na noite de 7 para 8 de dezembro de 2000, Guilhermina de Jesus, Mestre Pasteleira em Ourém, recuperou a visão no olho esquerdo após uma grave queimadura causada por óleo a ferver, sofrida em 29 de setembro desse ano no Castelo de Ourém. A cura surgiu após uma novena ao Beato Nuno, iniciada a 6 de novembro, e ocorreu sem qualquer explicação médica. Investigada pelo Vaticano, foi reconhecida como o milagre decisivo para a canonização pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009 — tornando Nuno Álvares Pereira o oitavo santo português. O caso foi relatado por Carlos Evaristo, filho de Guilhermina e diretor da Fundação Oureana.
Período e condições: Para obter a indulgência plenária, os fiéis devem cumprir as condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa — e visitar um dos locais jubilares designados: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Vila Viçosa), o Mosteiro de Alcobaça (sede espiritual da Ordem de São Miguel desde 1171), a Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, ou as Igrejas Paroquiais de Nossa Senhora da Misericórdia (Ourém) e do Santo Condestável (Lisboa). Os fiéis devem ainda concluir com orações piedosas, incluindo o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Virgem Maria, aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a São Nuno. A indulgência é aplicável às almas do Purgatório. Idosos, doentes e impossibilitados podem obtê-la mediante união espiritual às celebrações, oferecendo os seus sofrimentos a Deus.
Beneficiários: O decreto destina-se aos membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, à Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, à Real Confraria do Santo Condestável, à Fundação Oureana e ao Apostolado das Santas Relíquias, bem como a todos os fiéis que participem nas celebrações jubilares. A graça estende-se igualmente a idosos, doentes e seus cuidadores.
Contexto: Este Jubileu insere-se no Ano Santo 2025, proclamado pelo Papa Francisco através da bula “Spes non confundit” e iniciado a 24 de dezembro de 2024. Após a morte de Francisco em abril de 2025, o cardeal americano Robert Prevost foi eleito Papa a 8 de maio, tomando o nome Leão XIV, e tem dado continuidade às celebrações jubilares. São Nuno de Santa Maria (1360-1431), o Santo Condestável e herói de Aljubarrota, abandonou a glória militar e a riqueza para se fazer frade carmelita em Lisboa. O seu processo de canonização, iniciado logo após a morte, arrastou-se durante séculos até ser concluído graças ao milagre de Ourém.
Sua Santidade o Papa Leão XIV, a pedido do Capelão Geral e Patrono Eclesiástico Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedeu uma Bula de Indulgência Plenária por ocasião do 25º aniversário do milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido na Paróquia de Ourém, a 8 de Dezembro de 2000), pelo 25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e pelo 30º Aniversário da Fundação Oureana / 35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal (Regalis Lipsanotheca).
O Decreto destina-se:
– Aos Membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa;
– Aos Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;
– Aos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;
– Aos Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Santas Relíquias (I.C.H.R. – Regalis Lipsanotheca);
– Aos Fieis presentes nas Celebrações Jubilares;
– Aos Idosos e Doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves;
Concede um JUBILEU de 8 DE DEZEMBRO DE 2025 a 6 DE NOVEMBRO DE 2026
POR OCASIÃO DO
25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;
30º da Fundação Histórico – Cultural Oureana (Fundação Para A Pesquisa Religiosa);
35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal;
25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;
25º Aniversário da Regalis Luipsanotheca.
LOCAIS DESIGNADOS NA PETIÇÃO
Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa; Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Sede Espiritual da Ordem de São Miguel da Ala desde 1171); Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana no Castelo de Ourém (Sede Espiritual da Real Confraria do Santo Condestável, do Apostolado de Relíquias I.C.H.R. e da Federação das Reais irmandades), Igrejas Paroquias de Nossa Senhora da Misericórdia de Ourém e do Santo Condestável em Lisboa e outros lugares de celebração escolhidos pela Cúria da Federação durante o Jubileu.
DECRETO
Prot. N.º 02892/2025-1299/25/1
(Tradução do Latim)
A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, para aumentar a religião e a salvação das almas dos fiéis, em virtude das faculdades que lhe foram concedidas de modo muito especial pelo Santíssimo em Cristo, Pai e Nosso Senhor, Dom LEÃO XIV, Por Divina Providência, Papa, Ministro da nossa Fé e Alegria, Atento ao pedido recentemente feito por Sua Excelência o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., Bispo Emérito da ilha de São Tomé e Príncipe, que voluntariamente intercede pela; Federação dasReais Confrarias e das Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real de Portugal, juntamente com os Irmãos da Federação das Reais Irmandades da Ordem do Arcanjo São Miguel; os Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira; os Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Sagradas Relíquias, Por ocasião das celebrações especiais que se realizarão de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026, em particular os Jubileuspertinentes à referida Federação, pela imensa Misericórdia de Deus e pelos tesouros celestiais da Igreja, Concede graciosamente uma Indulgência Plenária, a ser obtida nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos membros e fiéis cristãos que estejam verdadeiramente penitentes e compelidos pela caridade, a qual poderão também aplicar às almas dos fiéis detidos no Purgatório, por sufrágio, se, unidos de coração aos fins espirituais do Jubileu Ordinário do ano de 2025, visitarem qualquer templo jubilar devidamente determinado em forma de peregrinação e aí participarem devotamente dos ritos jubilares e circunstâncias especiais, como as mencionadas nas cartas de súplica já apresentadas, ou pelo menos, durante um período de tempo adequado, dedicam-se a reflexões piedosas, orações ou outras obras de piedade cristã para glória de Deus e pela paz e harmonia dos povos, dirigem orações piedosas a Deus contra as aberrações de hoje, concluindo com a Oração do Senhor, o Credo da Fé e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, Mãe da Misericórdia, aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.Os idosos, os doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves, poderão obter uma indulgência plenária, tendo concebido a detestação de cada pecado e a intenção de conceder, quando possível, as três condições habituais, se se tiverem unido espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo as suas orações e as suas dores ou os inconvenientes das suas próprias vidas a Deus misericordioso, consolando-se nas suas tribulações. Por conseguinte, para que o acesso ao perdão divino pelas chaves da Igreja seja facilitado para a caridade pastoral, esta Penitenciária solicita encarecidamente que os sacerdotes dotados das faculdades apropriadas para receberem confissões, com espírito pronto, generoso e misericordioso, se apresentem para a celebração da Penitência.
O presente será válido apenas para esta ocasião.
Sem prejuízo de quem agir de outra forma.
Dado em Roma, nas instalações da Penitenciária Apostólica, no dia 8 de Dezembro, na Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, no ano da Encarnação do Senhor de 2005.
A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Real Confraria do Santo Condestável juntaram-se no passado dia 6 de Novembro, no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa, para celebrarem a festa litúrgica de São Frei Nuno de Santa Maria, mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.
O Santuário onde se venera a imagem de Nossa Senhora da Conceição mandada esculpir na Inglaterra pelo próprio Santo Condestável, e onde a Virgem Santa Maria foi proclamada Rainha e Padroeira de Portugal em 1646, recebeu os devotos de São Nuno pelas 18:00 horas para a recitação do terço do rosário.
Meia hora mais tarde, teve início a Missa Solene celebrada pelo Cónego Francisco Couto, Reitor do Santuário e Capelão das Reais Confrarias. Durante a homília, o Padre Couto começou por relembrar que São Nuno “é fundador da Casa Real de Bragança” e “suas virtudes e modelo de vida continuam a inspirar os membros da Confraria que o honra, da Ordem que o louva, dos Escuteiros que o têm como Patrono como também do fiel e so leigo e da Igreja que o faz Santo e o coloca à veneração de todos.”
Excertos da Homilia do Reitor
O Reitor disse ainda que; “hoje temos a graça de ter diante de nós uma pequena relíquia bem como a miraculada, de há 25 anos, que possibilitou a sua canonização e que celebra conosco a nossa Eucaristia hoje.“
“Como é belo quando a Igreja se constroi, quando o coração está aberto a aceitar às maravilhas de Deus! São Nuno é exemplo disso mesmo. Um homem apaixonado por Deus, por Maria e pela Eucaristia. Um homem também apaixonado pelo seu pais, que defendeu os valores da pátria, os valores Cristãos, mas também os valores humanos distribuindo pelos seus amigos a grande parte dos seus bens. Isto manifesta o cuidado por aqueles que o acompanham na vida. Não é igoista nem guarda o seu valor e a sua existência para si proprio. Mas sabe que o que tem e o que é vem de Jesus e é para partilhar com o irmão. É por isso que provavelmente nascem as Ordens, as Confrarias, que nascem os grupos que olham para ele como modelo para que possamos viver na mesma maneiro. Não simplesmente para relembrar uma história, mas para continuar a história em curso…
São Nuno não é simplesmente uma miragem de um homem de outros tempos. É um homem de hoje que precisa que tu e eu o incarnemos. É um homem que bate à porta e pergunta; “Quem tens sido tu?, Como tens vivido o teu ser Cristão? Como tens vivido a tua vida? e Que valor tens dado aos teus bens e aos teus dons? “
“São Nuno foi um homem que de acordo com o evangelho renunciou a todos os bens para se tornar discípulo de Cristo. Ninguém pode ser santo sem a caridade e sem o exercício da caridade. E não é porque Nossa Senhora lhe apareceu, porque Nossa Senhora apareceu a muita gente que não mudaram de vida! Jesus aparece-nos em cada Eucaristia, e nós continuamos sem transformar a nossa própria vida e a nossa própria existência. Sem nos transformarmos naquilo que recebemos. A caridade é o ponto chave do encontro com Deus porque é a coisa que não passa no momento de encontrarmos com o Criador. A Fé e a esperança desaparecerão…”
“Viveu os seus últimos dias de existência arrastando-se pelas ruas pedindo para aqueles que estavam no convento… Quem diria que o homem mais rico de Portugal se tornaria no homem mais rico para Deus? E onde assentamos nós os nossos valores? Que caminho fazemos nós com esses modelos que nos são dados?
“Diz a leitura de hoje; Nós celebramos os louvores dos homens ilustres, São homens gloriosos e poderosos, sim, mas pela caridade, pelo seu amor, pela sua entrega e sobretudo pela sua verdade…”
“Onde e como honramos São Nuno? Na defesa da pátria e dos valores Cristãos. Na Eucaristia, na paixão por Maria, Eis o desafio que São Nuno nos coloca. De seres Santo. É essa a tarefa de cada um de nós pois somos chamados por Deus à Santidade. Sedes Santos como o vosso Pai no Céu é Santo, e sedes perfeito como o vosso Pai no Céu é perfeito, diz o próprio Jesus.
Que São Nuno nos ajude a cuidar daquilo a que fomos chamados. Da Missão da qual Deus nos encarregou. Talves não seja de fazer tantas coisas como o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus que viveu fechada num convento mas é padroeira das missões! Porque a sua vida se tornou na oração e no encontro com a verdade que é Deus. Na sua própria verdade interior. Que São Nuno nos ajude hoje a sermos Santos e a ser Igreja. A cuidarmos dos outros e de nós próprios.”
Presente na cerimónias esteve o busto relicário de São Nuno, o mesmo que foi levado a Roma em 2009 pela Canonização. Também presente esteve um relicário de pé com uma relíquia do Santo Condestável distribuída pela Ordem do Carmo em 1961 e com a qual o Reitor deu a bênção final a todos presentes.
Investidura de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável
Depois da Missa e com os Confrades reunidos diante do Altar de Nossa Senhora do Carmo, realizaram-se as investiduras de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável.
Após benzer os escapulários de Nossa Senhora do Monte Carmelo o Capelão da Real Confraria investiu os três novos confrades com a imposição do escapulário e uma bênção invocativa de Nossa Senhora e de São Nuno.
Investidos como Confrades foram Josephine Nobisso, Eunice Maria Rodrigues Costa e João Paulo da Cruz Teixeira Barradas.
Jantar de Convívio
Seguidamente houve um jantar de convívio servido no refeitório do Seminário de São José.
Para Fernando Pinto, Juiz das Confrarias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição fundadas por São Nuno e sedeadas no Santuário; “Num tempo de encruzilhadas e enormes desafios para a humanidade, que São Nuno de Santa Maria nos inspire, apontando o caminho do Céu, com a força imbatível de Maria, Senhora da Conceição, nossa Mãe e Rainha.”
A Eucaristia Dominical de dia 9 de Novembro terá início pelas 10:00 horas, no Santuário da Padroeira e com transmissão pela TVI.
Texto e Fotos: Real Confraria do Santo Condestável
150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.
Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”
Alto Patronato
As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.
Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.
O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.
Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025
Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.
O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines GroupLLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House.(Ver artigo)
Reinauguração da Botica de São João
Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)
Memorial ao Colombo
Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo, pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”
“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)
Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.
Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.
No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida.
Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha.
Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.
Assinatura de Protocolos
Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.
Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)
A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes.
Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural.
Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.
Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.
Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
Os 700 anos da morte do Rei D. Dinis e a recente abertura do seu túmulo e do túmulo de seu neto no Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas, foram os dois motivos para a Fundação Oureana, em parceria com a Fundação D. Manuel II e a Real Associação de Guardas de Honra, proporem ao Patriarcado de Lisboa e à Câmara Municipal de Odivelas a celebração de uma Missa de Exéquias Fúnebres que teve lugar no dia 4 de Janeiro de 2025.
As comemorações que incluíram um Velório com Guarda de Honra entre outros actos, foram organizadas em colaboração com o Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Odivelas e contou com o apoio da Paróquia do Santíssimo nome de Jesus de Odivelas, contando com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa e do Patriarcado de Lisboa.
Entidades Presentes
Mais de 400 entidades foram convidadas a estarem presentes nas Cerimónias das Exéquias Fúnebres de D. Dinis sendo que àquelas que não poderão por razões de agenda estar na Missa, confirmaram a sua presença ou representação no dia 7, altura em que teve lugar uma Sessão Solene para apresentação do programa de comemorações do 7º centenário com a revelação dos resultados dos trabalhos realizados no túmulo incluindo a reconstituição facial do Rei.
S.A.R. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança, presente em representação da Família Real Portuguesa, juntamente com outros descendentes directos do Monarca, nomeadamente D. Nuno da Câmara Pereira e D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior.
A representar o Município de Odivelas estiveram o Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins; o Presidente da Assembleia Municipal em representação o 2.º Secretário António Boa-Nova; o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Edgar Valles, também Vereador da Cultura e a pessoa que colaborou na organização de todos as celebrações.
Coube ao Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto representar o Senhor Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, enquanto o Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Director Cultural da Marinha, representou o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa e o Tenente-General Manuel Fernando Rafael Martins, Director Histórico-Cultural da Força Aérea o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves.
O Superintendente Luís Elias, Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa esteve presente em representação de do Director Nacional da Policia de Segurança Pública, Superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho e o Intendente Pedro Almeida, Comandante da Divisão Policial de Loures do Comando Metropolitano de Lisboa esteve presente em representação do Director Nacional da Policia de Segurança Pública, Superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho juntamente com o Comandante da Divisão da PSP de Loures-Odivelas, Intendente Pedro Almeida.
O Conselho Diretivo do Património Cultural, IP esteve representando pela Vice-Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP, Doutora Ana Catarina de Sousa, e pelo Vice-Presidente do Conselho Directivo do Património Cultural, IP, Arquiteto Ângelo Silveira.
O Coronel António Marcos de Andrade, Director do Museu Militar de Lisboa, representou o General Cavaleiro Director da Direcção de História e Cultura Militar. Esteve presente também o Senhor Manuel Varges, antigo Presidente da Câmara Municipal de Odivelas e os Vereadores da Câmara Municipal; Ana Isabel Gomes, João António e Susana Santos e a Adjunta Andreia Morgado.
O Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, Nuno Gaudêncio, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Pontinha e Famões, Jorge Nunes, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Ramada e Caneças, Manuel Varela e o Presidente da Junta da União de Freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Rogério Valente Breia também estiveram presentes na cerimónia.
Representantes do Agrupamento de Escutas 69 e Odivelas e o Presidente do Conselho de Administração dos SIMAR de Loures e Odivelas, Nuno Leitão e o Director Municipal da Câmara Municipal de Odivelas, Hernani Boaventura; a Conselheira Municipal para a Igualdade, Hortênsia Mendes; o Dr. José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade da Independência Histórica de Portugal e a Dra. Vera Amatti, em representação do Senador do Brasil, D. Luiz Phillipe de Orleans Bragança, primo do Senhor D. Duarte também marcaram presença.
O Catafalque Régio
Um Catafalque Régio ou Catafalco foi criado para a Missa de Exéquias Fúnebres de D. Dinis. O mesmo foi inspirado em iluminuras medievais e desenhado pelo Comissário das Celebrações aniversárias, o Cônsul Dr. Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana e pelo Mestre Arquitecto Nicolas Descharnes.
Colocado à frente do túmulo do Monarca, era composto por uma coroa decorativa antiga, de bronze envelhecido, colocada sobre uma almofada de veludo vermelho por cima de um suporte de madeira forrado a tecido adamascado preto e dourado bordada com a palavra “Veritas” (verdade) a ouro em letras góticas medievais. De cada lado do Catafalque Régio sobre um tapete fúnebre preto foram colocados dois tocheiros altos, de bronze, com velas que estiveram em câmara ardente durante o Velório, a Guarda de Honra, a Missa de Exéquias Fúnebres e a Cerimónia de Deposição de Coroas de flores.
Velório com Guarda de Honra
Pelas 15 horas, deu-se início ao Velório que teve lugar junto ao Catafalque Régio e que incluiu uma Guarda de Honra com Render da Guarda a cada 10 minutos, cerimónia que se prolongou durante a Missa e Rito Exequial.
O Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto representante do Senhor Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo com S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança
Foi o Senhor Duque de Bragança, Patrono da Real Associação de Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais, a instalar a primeira Guarda de Honra junto ao túmulo de D. Dinis e de seu neto durante o Velório. O Dr. José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto do Ministério da Defesa e membro da Guarda de Honra iniciou a primeira Guarda de Honra com o Comandante Geral Adjunto; Professor Humberto Nuno de Oliveira. Seguiram-se os Comandantes do Comando Geral da Real Guarda de Honra; Carlos Martins Evaristo, David Alves Pereira, João Pedro Teixeira e o Cônsul Carel Heringa, e ainda o Guarda de Honra Cavaleiro RIOASM Fernando Vasconcellos,
Prestaram também serviço como Guardas de Honra durante o evento, membros de Delegações de Confrarias, Irmandades e Damas e Cavaleiros de Ordens e também membros da Ordem de Vitez dos Herois da Ungria e da Legião de Homens de Fronteira Independant Portuguese Command.
Houve representantes da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, canonicamente erecta na Arquidiocese de Lisboa e da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, canonicamente erecta na Diocese de Coimbra. Prestaram uma Guarda de Honra o Arquitecto Nicolas Descharnes, Juiz RIOASM e Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana; os Comendadores Ricardo Louro e Sérgio Fernandes juntamente com a Dama OSMA Maria de Lurdes Antunes de Ascenção Teixeira Fernandes Lopes e o Cavaleiro RIOASM Carlos Mourão em representação da Real Irmandade da Real Ordem do Arcanjo São Miguel, canonicamente erecta na Arquidiocese de Évora; o Dr. Francisco Mendia e vários elementos da Ordem Constantiniana de São Jorge e o Confrade José Alves a representar a Real Confraria do Santo Condestável do Laicado Carmelitano tendo também a seu cargo a transmissão das celebrações e o registo fotográfico de todo o evento na qualidade de Chefe do Departamento de Comunicação da Fundação Oureana.
Membros de Delegações de associações civis também quiseram prestar uma Guarda de Honra, nomeadamente o Prof. João Hipólito, Álvaro Sousa, Antonino Madhail e Victor Graça, a representarem a Associação Real Ordem de São Miguel da Ala. O render da Guarda esteve a cargo dos Comandantes; José Manuel Rodrigues e Inês Rodrigues do Comando Geral da Real Guarda de Honra.
Instituição da Legião D. Dinis da Real Guarda de Honra
Com a anuência do Município e Paróquia de Odivelas foi instituída a Legião ou Comando D. Dinis da Guarda de Honra e nomeado o conterrâneo Rui Silva, (a quem se reconheceu publicamente a ideia e proposta de se realizar estas comemorações centenárias) como 1º Comandante. Foi o próprio Comandante Rui Silva, juntamente com a sua mulher e filha e o Guarda de Honra Luís Rodrigues, os primeiros elementos deste novo comando a prestarem uma Guarda de Honra ao túmulo de D. Dinis durante o velório.
Memória Justificativa do Comissariado
Não estava previsto no programa mas por vontade do Senhor D. Duarte, Chefe da Família Real Portuguesa e Patrono das Fundações D. Manuel II e Oureana, (as principais entidades promotoras e organizadoras do evento); foi lida por Carlos Evaristo, em nome do Comissariado das Comemorações, uma Memória Justificativa para a realização da Missa de exéquias Fúnebres.
Durante a intervenção do Comissário ele relembrou que precisamente “no dia 7 de Janeiro completam-se 700 anos desde a morte d’El Rei D. Dinis”, mas que o Rei Poeta ou Lavrador, como ficou conhecido,” faleceu de facto a um Domingo a seguir à Epifania depois de ter assistido à Missa de Reis. Ao assinalar a sua passagem com esta Guarda de Honra de Velório, a Missa Solene da Epifania, verificou-se a necessidade de encomendar de novo a sua alma e a do seu neto, com uma Missa de Réquiem com Rito Exequial após as recentes intervenções arqueológicas que levaram à abertura dos túmulos e remoção dos restos mortais.”
O Comissariado agradeceu em nome do Senhor D. Duarte e da Família Real a intervenção nos túmulos patrocinada pela Câmara Municipal e supervisada pelo Vice-Presidente e Vereador da Cultura Dr. Edgar Valles, e a abertura do mesmo para se complementar os trabalhos de intervenção no túmulo com estas comemorações aniversárias. “Agradecemos às entidades presentes e àquelas que não estiveram presentes por razões de agenda estar mas que confirmaram a sua presença ou representação para o evento do dia 7.”
Houve também umas palavras de agradecimento e saudação especiais à Domus Pacis do Exército Azul dos Estados Unidos da América que emprestou várias peças decorativas, e alfaias litúrgicas usadas no evento; “ao Prof. Humberto Nuno de Oliveira que veio dar a conhecer um pouco mais acerca do Rei D. Dinis; ao Maestro Armando Calado; à Pianista Ludmilla; e ao Coro de Nossa Senhora da Conceição de Almeirim, por terem vindo abrilhantar esta homenagem”.
Ao Pároco de Odivelas, Padre José Jaworski ,e à Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus, agradeceu-se, “o acolhimento e o perpetuar do nome, da memória e legado de D. Dinis”. Finalmente houve um agradecimento especial pelo Alto Patrocínio conferido ao evento pelo Patriarcado de Lisboa na pessoa do Patriarca D. Rui Valério, também ele Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense.
D. João Vicente Saldanha de Oliveira e Sousa, Marquês de Rio Maior, 23º descendente directo de D. Dinis.
Evaristo desejou “um Bom Ano Santo e Dionisiano a todos”, e informou que; “as comemorações porém não terminam hoje mas continuarão no espírito do Ano Santo, e já no próprio dia 7 o Município de Odivelas, que patrocinou os estudos levados acabo após a abertura do túmulo, irá anunciar o programa alargado.”
Memorial Historiográfico
O Memorial Historiográfico a cargo do Prof. Humberto Nuno de Oliveira deu a conhecer aos presentes algumas facetas pouco conhecidas da vida do Rei D. Dinis que não só fundou a Armada dando início à Era dos Descobrimentos com a plantação do Pinhal do Rei, mas também fundou a Ordem de Cristo que recebeu os bens da extincta Ordem do Templo, introduziu leis justa, promoveu a paz no Reino promovendo a língua portuguesa ao fundar a Universidade de Lisboa para que os documentos régios fossem elaborados por doutores da lei, na capital, em vez de na Universidade de Salamanca, como era costume à época.
O Professor Humberto Nuno de Oliveira
Missa Solene da Epifania com Rito Exequial
A Missa que estava aberta ao público esgotou a lotação da Igreja, com muitas pessoas a assistirem de pé e no pátio exterior. A presidir à Missa da Epifania com Rito Exequial esteve D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico Arquidiocese Castrense tendo como concelebrantes vários sacerdotes e principalmente o Monsenhor António Teixeira, Conselheiro da Nunciatura Apostólica em representação do Senhor Núncio Apostólico, D. Ivo Scapol.
O Dr. António José Baptista
Todo o cerimonial religioso foi conduzido pelo Padre Alberto Gomes, Mestre de Cerimónias da Sé Patriarcal de Lisboa e contou com o apoio do Padre José Jaworski, Pároco da Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas e do Padre Fernando António, Capelão da Real Guarda de Honra que também recitou as orações por alma do Rei e de seu neto no início do Velório.
Depois da Missa teve início o Rito Exequial presidido pelo senhor Patriarca de Lisboa que convidou o Senhor D. Duarte a acompanha-lo na bênção dos túmulos do rei D. Dinis e do Infante seu neto.
Acolitou o Patriarca de Lisboa durante a Missa o Cavaleiro OSMA e Confrade RGH da Legião de Braga, Leonardo Rodrigues, um dos Directores assistentes da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana.
Abrilhantou as celebrações o Coro da Imaculada Conceição de Almeirim dirigido pelo Maestro Armando Calado tendo entoado os seguintes cânticos durante a Missa. Cântico de Entrada; “Levanta-te Jerusalém”, o Kyrie; “Orbis Factor”, o Salmo; “Virão adorar-Vos Senhor, todos os povos, todos os povos da terra”, o Aleluia de Taize, o Cântico do Ofertório; “Jesus Rei admirável”, o Santo de Schubert, o Cordeiro de Deus de Madureira, o Pai Nosso de Carlos Silva, o Câtinco de Comunhão; “Vinde Benditos de meu pai”, o Cântico de Acção de graças; “Ó luz de Deus, ó doce luz”, o Cântico durante o Rito Exequial; “Ave Maris Staela” e o Cântico Final; “Adeste Fidelis”.
Cerimónia de Deposição de Coroas de Flores
Após o Rito Fúnebre, o Funeral Régio concluiu-se com a cerimónia de Deposição de Coroas de flores junto ao túmulo do Monarca. Primeiro a fazê-lo foi o Dr. António José Baptista, Chefe do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjuntoem representação de Sua Ex.ª o Senhor Ministro da Defesa Nacional Nuno Melo, juntamente com o Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Diretor Cultural da Marinha em representação de Sua Excelência Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa.
Seguiu-se a deposição de uma Coroa de flores pelo Dr. Hugo Martins, Presidente da Câmara Municipal de Odivelas acompanhado de S.A.R. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança em representação do Município e do Comissariado das Comemorações.
Finalmente, colocou uma Coroa de flores o Dr. José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade da Independência Histórica de Portugal e o Tenente-General Manuel Fernando Rafael Martins, Director Histórico – Cultural da Força Aérea, em representação Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves.
Leonardo Rodrigues
Presença de Relíquias da Rainha Santa Isabel
A presença de Relíquias da Rainha Santa Isabel na Missa de Exéquias Fúnebres foi um momento histórico.
As relíquias foram colocadas sobre o Altar perto dos restos mortais de D. Dinis e do neto de ambos.
As relíquias que pertencem à colecção da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana no Castelo de Ourém são duas madeixas de cabelo da Rainha Santa, uma colocada num busto relicário, e outra, num relicário de pé.
Estas relíquias estiveram à veneração dos fieis durante o Velório e depois da Missa, enquanto nos Claustros do Mosteiro os convidados tinham uma visita guiada ao espaços museológicos e provavam uma Madre Paula (Vinho) de honra oferecido pela Câmara Municipal de Odivelas.
4 de Janeiro de 2025
Fotografias de José Alves, Carlos Evaristo e C.M. Odivelas
Direitos Reservados: Câmara Municipal de Odivelas e Fundação Histórico – Cultural Oureana
O Castelo de Porto de Mós foi alvo de obras de requalificação, acessibilidade e inclusão e foi inaugurado no passado dia 6 de Abril.
O programa teve início com uma missa de veneração das relíquias de São Nuno de Santa Maria, tendo continuação no Castelo de Porto de Mós, onde foi descerrada a placa que regista este acontecimento.
A Missa foi celebrada pelo Padre Joannes de Oliveira, Capelão da Real Confraria do Santo CondestávelO Coro de Almeirim a cargo do Maestro Armando Calado
Foram, ainda, inauguradas, nesta ocasião, a Sala D. Afonso, IV Conde de Ourém e a exposição permanente “D. Afonso, IV Conde de Ourém, Vulto Ilustre da História de Porto de Mós”.
Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana leu o texto do Protocolo
A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, do Presidente da Fundação Dom Manuel II, Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, do Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, da Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno e do Presidente da Fundação Histórico-Cultural Oureana, Carlos Evaristo.
Este Protocolo tem como finalidade a promoção, divulgação e desenvolvimento de atividades de âmbito cultural e científico e desenvolver o conhecimento, a cooperação, o turismo, o restauro e a manutenção de artefactos históricos ou culturais.
No decorrer da cerimónia teve, ainda, lugar a Assinatura do Protocolo de Cooperação entre o Município de Porto de Mós, a Fundação Dom Manuel II e a Fundação Histórico-Cultural Oureana, no âmbito de uma melhor compreensão da figura de Dom Afonso, IV Conde de Ourém, e do seu papel na história de Porto de Mós e do Castelo, com a criação de uma exposição permanente.
O Duque de Bragança e Conde de Ourém felicitou o Município pelo trabalho de requalificação
Segundo o Presidente da Câmara Municipal, o Castelo de Porto de Mós “é um lugar de aprendizagem, um espaço lúdico de levada dignidade (…) é uma plataforma a partir da qual todo um território se torna tangível e suscetível de ser fruído (…) por isso queremos que o castelo alargue a sua capacidade de se oferecer ao público, através da evolução do projeto sensorial, que o tornará ainda mais acessível”, concluindo que “nem tudo se pode tornar acessível a todos, mas quem tem responsabilidades públicas tem o dever de tentar”.
A visita guiada à exposição foi conduzida pelo Prof. Humberto Nuno de OliveiraDepois das celebrações teve lugar um Jantar Medieval no Paço do Conde
A primeira fase da intervenção deste Monumento Nacional contemplou obras de Manutenção e Requalificação, um investimento de cerca de 250 mil euros, no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro, Portugal 2020, enquadrado no objetivo principal “Revitalizar as Cidades” e que assentou em trabalhos de limpeza, alteração elétrica, melhoria da eficiência energética e reparação de infiltrações.
A segunda fase da intervenção no Castelo destinou-se à adaptação a Monumento Nacional Inclusivo, com a execução de um percurso acessível, financiado pela Linha de Apoio ao Turismo Acessível do Turismo de Portugal.