Monumento ao Papa Pio XII na Vila Medieval de Ourém

Município de Ourém

A Vila Medieval de Ourém conta desde esta tarde de 13 de maio com um novo monumento dedicado ao Papa Pio XII, numa cerimónia de inauguração que teve a participação do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, e do Duque de Bragança, D. Duarte Pio.

A inauguração do monumento decorreu no dia em que se assinala o 75º aniversário da coroação de Nossa Senhora de Fátima como “Rainha do Mundo” pelo Papa Pio XII, o chamado “Papa de Fátima”. A estátua em bronze é obra do escultor Félix Burriel e oferecida por Moritz Hunzinger, “com o apoio de vários admiradores e defensores do Papa internacionais incluindo um grupo de historiadores e Judeus da Pave the Way Foundation”, numa iniciativa da Fundação Histórico-Cultural Oureana.

FONTE: https://www.ourem.pt/monumento-ao-papa-pio-xii-inaugurado-na-vila-medieval-de-ourem/?fbclid=IwAR1waxbBIr1BWfIkrxzMXJthT9JFT-UdsKPT5qD1pxbpI8BAzAM3mq2KToU

13 Maio de 2021

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Já abriu o Centro de Apoio Social de Angolares patrocinado pela Fundação D. Manuel II

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O novo Centro de Apoio Escolar e Social também oferece refeições a estudantes

O Centro de Apoio Social de Angolares já está em funcionamento a prestar apoio escolar e social apos membros dessa comunidade São Tomense. O edifício que foi comprado por S.A.R. o Duque de Bragança Dom Duarte Pio, através da Fundação D. Manuel II, foi completamente remodelado e equipado pela Diocese de São Tomé e Príncipe com ajuda de donativos, parte dos quais angariados pela Fundação Oureana através das acções sociais directas da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Confraria do Santo Condestável.

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O Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos

BISPO FALA DA SITUAÇÃO ACTUAL DA DIOCESE
Falando francamente, o Bispo de São Tomé e Príncipe revelou que a situação econômica da Diocese está no limite.

O Bispo da Diocese num comunicado às Paróquias informou;

“No momento, a Diocese tem à disposição, no BISTP, 13.289,00 Duplos e apenas 475,00 . Em caixa, tem cerca de 3.000,00 , 4.000,00 Dólares Americanos e 90.000,00 Dobras. Em Lisboa, tem 83.800,00 € (graças a uma herança deixada por um Padre Madeirense). Em Roma, tem 18.973,28 Dólares Americaos e 19.097,14 e um pequeno fundo de investimento. Desse dinheiro, 13.494,00 são para intenções de missa; 23.700,00 são ofertas para o Novo Lar de Idosos no Príncipe; 15.000,00 para obras urgentes na Freguesia do Príncipe; 18.000,00 para o Centro Pastoral do Pantufo; 8.000,00 para obras na Casa do Campo de Milho; 16.000,00 são da APARF e para idosos em Santana e Sé, 15.000,00 para finalização do Jardim de Infância de Ubabudo Praia. (Refiro-me ao dinheiro que foi dado à Diocese para estes projectos específicos, projectos que estão a ser realizados ou ainda não se concretizaram). Ou seja, o dinheiro disponível não é suficiente para os projetos que temos em mãos. É preciso dizer também que só o Seminário nos rende cerca de 40.000,00 por ano. Em termos de receitas, tivemos o apoio da Santa Sé, cerca de US 25.000,00 Dólares Americanos por ano, mas eles alertam que, devido às dificuldades vividas pela Pandemia do Covid 19 que enfrentamos, talvez tenham que cortar este subsídio. Além disso, tivemos alguns pequenos apoios, mas geralmente dirigidos a projetos específicos e não para a vida da Diocese. Não existe apoio para alimentar o povo da Casa Episcopal, para as viagens que o Bispo tem de fazer, para o Seminário, para os párocos ou para as congregações religiosas… Essa é a foto e o que fazer? Se alguém tiver uma solução milagrosa, agradeço. No entanto, temos que apostar:

• em tornar nossas paróquias comunidades autossustentáveis,
• procurar otimizar nossos recursos,
• evitar despesas desnecessárias tanto quanto possível (podemos ter que reduzir o uso do carro),
• procurar ser pobres com os pobres,
• compartilhar as contas das paróquias e nossas obras sem medo,
• ser mais solidários …

S.A.R. DOM DUARTE DUQUE DE BRAGANÇA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE. | Ricardo  Farinha
D. Duarte com as crianças da Casa dos Pequeninos em São Tomé e Príncipe

Uma das campanhas levadas a cabo pelos Parceiros Protocolares da Fundação para ajudar a Diocese e em particular a Casa dos Pequeninos que é a instituição mais vulnerável é o Projecto de apadrinhamento da alimentação de uma criança durante um ano e que já conta com meia dúzia de benfeitores que contribuem com o valor de 120,00 €.

Conto com o apoio de todos para enfrentar esta situação e encontrar formas de resolvê-la. Neste ano de São José, que o Santo Patriarca venha em nosso auxílio.” – D. Manuel António Mendes dos Santos

27 de Julho de 2021

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Devoção de Amália Rodrigues por Nossa Senhora do Carmo foi recordada durante Missa na Capelinha das Aparições em Fátima

O centenário do nascimento de Amália Rodrigues foi oficialmente encerrado com uma Missa celebrada na Capelinha das Aparições em Fátima. Organizada pela Fundação Amália Rodrigues, com o apoio dos seus parceiros Protocolares. Recordou-se durante homilia a grande devoção que a Fadista tinha por Nossa Senhora do Carmo.

A Fundação Amália Rodrigues e os seus parceiros protocolares convidaram, através das redes sociais, todos os fiéis, amigos e admiradores da Fadista a acompanharem a celebração pública da Missa, quer presencialmente na Capelinha das Aparições, ou através da internet pela transmissão no site do Santuário de Fátima.

A Missa que teve lugar em Fátima, na Sexta-feira, 23 de Julho, dia oficial do aniversário da Rainha do Fado, foi o culminar de outras cerimónias que tiveram lugar na manhã, em Lisboa; primeiro na Casa / Museu Amália Rodrigueis e depois no Panteão Nacional, onde houve a deposição de uma coroa de flores no túmulo da Fadista.

Nestes actos memoriais estiveram presentes vários membros da Administração e do Conselho Geral da Fundação Amália Rodrigues e membros da família de Amália. O Presidente da Fundação Amália Rodrigues; Vicente Rodrigues e o sobrinho / afilhado da Fadista, José Manuel Rodrigues; Conselheiro da Fundação, depositaram uma coroa de flores junto ao tumulo.

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Vicente Rodrigues e José Manuel Rodrigues colocam uma Coroa de Flores no túmulo de Amália Rodrigues no Panteão Nacional

Já em Fátima, pelas 17:00 horas da tarde, foi celebrada a Missa de encerramento do Centenário do nascimento da Fadista na Capelinha das Aparições, celebrada pelo eterno repouso da alma de Amália. Por ser a oitava da Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo, a Missa Votiva escolhida foi a de Nossa Senhora do Carmo, título da Virgem Santa Maria do qual Amália era muito devota.

Frei Silvino deu as boas vindas a todos antes da Missa na Capelinha das Aparições

Presidida por Frei Silvino Teixeira Filipe, Carmelita Descalço do Convento do Carmo de Viana do Castelo, a Missa contou também com a ajuda do Diácono Permanente António Machado, da Paróquia de São Tiago de Vagos, na Diocese de Aveiro, que era amigo pessoal da Fadista.

Vicente Rodrigues fez a primeira leitura

A Primeira Leitura foi feita por Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália Rodrigues e as Oração dos Fieis lida pela Joana Machado, Investigadora do acervo da Casa Museu, Amália Rodrigues.

Os cânticos da Missa foram interpretados, à capela, pela voz do Capelão do Santuário, Padre João Paulo Quelhas.

Joana Machado durante a leitura da Oração dos Fieis
O Salmo Responsorial cantado pelo Capelão João Paulo Quelhas
David Alves Pereira, Inês Rodrigues e José Manuel, Rodrigues

Presentes na Cerimónia para além do Presidente da Fundação Amália Rodrigues, Vicente Rodrigues, estiveram também outros membros da Fundação; nomeadamente Alexandrina Quaresma e Rui Órfão do Conselho da Administração e a Produtora Musical Maria de Lourdes Carvalho (Blu), amiga pessoal de Amália Rodrigues e Membro do Conselho Geral. O sobrinho / afilhado José Manuel Rodrigues, Conselheiro da Fundação Amália Rodrigues com sua esposa Inês representaram a Família da Fadista e também o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, um Departamento da Fundação Oureana criado pela própria Fadista em 1995 .

Ao fundo na primeira fila, Alexandrina Quaresma e Rui Órfão
Frei Silvino Teixeira Filipe durante a Homília

Na Homília, Frei Silvino Teixeira Filipe relembrou a devoção de Amália por Nossa Senhora do Carmo e a invocação ou oração que recitava sempre antes de subir ao palco. Falou do uso continuado do escapulário pela Fadista e da promessa feita pela Virgem no Monte Carmelo a São Simão Stock.

Frei Silvino Teixeira Filipe na Consagração

Frei Silvino falou também de semelhanças na espiritualidade Carmelita Mariana vividas por São João da Cruz e Amália Rodrigues e como ela, tal como o grande Santo Carmelita, dava graças a Deus pela sua voz. Voz essa que Deus, por Sua vez, usava para sua maior glória.

Disse também o Presidente da Celebração, que Amália era tão devota de Nossa Senhora do Carmo que deve de estar agora a cantar as glórias do Senhor, tal como São João da Cruz.

Os fieis a assistirem à Missa dentro e fora da Capelinha das Aparições

A cerimónia juntou cerca de uma centena de pessoas dentro da Capelinha das Aparições, um número limitado devido às regras de distanciamento da Pandemia da Covid 19 e por esse facto a cerimónia foi transmitida também pelo Santuário na sua página de internet.

Frei Silvino Teixeira Filipe distribui a Sagrada Comunhão
Leonilde Henriques acompanhada de seu irmão

Entre os muitos amigos e fãs da Fadista presentes, esteve também Leonilde Henriques (Lí Lí) que foi Secretária de Amália durante várias décadas.

Ao fundo na segunda fila, Maria de Lourdes Carvalho, acompanhada de sua irmã

A representar a Fundação Histórico – Cultural Oureana estiveram Carlos Evaristo, também ele amigo pessoal de Amália e David Alves Pereira.

José Manuel Rodrigues, António Machado, Frei Silvino e Carlos Evaristo antes da Missa

A todos os presentes foi distribuído uma pagela com uma fotografia da Fadista tirada aquando de uma das suas últimas peregrinações a Fátima, tendo dentro da mesma a oração que Amália recitava antes de subir ao palco. Ainda sobre esta oração popular, Frei Silvino referiu que quando os fados não lhe saiam muito bem, Amália costumava dizer que foi Nossa Senhora que não cantou tão bem. Criou assim uma simbiose de ternura mística com a Mãe do Céu.

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José Manuel Rodrigues, Vicente Rodrigues e Carlos Evaristo

As pagelas que também contêm uma fotografia de Amália com um quadro pintado de Nossa Senhora do Carmo, foram editadas pela Fundação D. Manuel II e o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado e o texto elaborado por Carlos Evaristo e António Machado.

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José Manuel Rodrigues, Carlos Evaristo e Vicente Rodrigues
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Memorial a Amália Rodrigues na Sede da Fundação Oureana / Instituto em Ourém

Depois da Missa ainda teve lugar uma reunião de trabalho em Fátima entre o Presidente da Fundação Amália Rodrigues, o Presidente da Direcção da Fundação Oureana; Carlos Evaristo, e os Directores do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, ( Departamento da Fundação Oureana); José Manuel Rodrigues e Inês Rodrigues, para se discutir alguns projectos em curso e que vão ser realizados em conjunto pelas instituições em Protocolo.

O dia dedicado a Amália Rodrigues terminou para a Fundação Oureana junto ao Memorial à Patrona situado no Largo Memorial Amália Rodrigues da Regalis Lipsanotheca junto ao Castelo de Ourém, onde o Capelão Mór da Fundação e alguns membros da Direcção rezaram pelo Eterno Descanso da Rainha do Fado e acenderam uma vela em sua memória.

23 de Julho de 2021

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Identificada Relíquia recém-descoberta de Mártir do Massacre de Paris de 1871

Escapulário recém identificado do Monsenhor Alexis Auguste Surat.

REGALIS LIPSANOTHECA EM OURÉM GUARDA RELÍQUIA INSIGNE DO MASSACRE DE PARIS DE 1871

A Colecção de Relíquias da Regalis Lipsanotheca guarda entre os objectos históricos mais valiosos do seu acervo, um escapulário ensanguentado do Arquidiácono da Catedral de Notre Dame de París Monsenhor Alexis Auguste Surat, uma relíquia que recorda momentos de terror vividos na capital Francesa durante a insurreição da Comume, um acontecimento trágico ocorrido há precisamente 150 anos.

Napoleão III e o Chanceler Alemão Bismarck após derrota do Exército Francês em 1870

Corria o ano de 1852 e Louis-Napoléon Bonaparte, sobrinho de Napoleão I, foi eleito primeiro Presidente da França. Cumpriu um mandato de 1848 a 1852 e tornou-se depois Imperador dos Franceses entre 1852 a 1870, após tomar o poder pela força em 1851 quando já não podia mais ser reeleito constitucionalmente. Autoproclamou-se Imperador dos Franceses, criando assim o Segundo Império. Foi o último Monarca Francês e com a derrota do Exército Francês e sua captura pela Prússia e seus aliados na Batalha de Sedan, em 1870, começou mais outro período sangrento na França.

Napoleão III havia relutantemente declarado Guerra à Prússia após pressão do público mas sem aliados e com forças militares inferiores, o Exército Francês foi rapidamente derrotado e o Imperador capturado em Sedan. Destronado foi enviado para a Inglaterra onde faleceu no exílio em 1873. Seguidamente foi proclamada a Terceira República em Paris mas com graves conflitos registados logo após eleições conturbadas para a Commune (Câmara Municipal) de Paris.

Desde Março de 1871 que várias associações ligadas ao chamado “Pensamento Livre”; (hoje considerados grupos de esquerda), comemoram o centésimo quadragésimo aniversário da Commune insurrecional de Paris e após os largos meses de cerco e ocupação da Capital Francesa pelos Prussianos, muitos Parisienses desesperados associaram-se ao movimento. A crise política acabaria com uma semana de massacres em 1871.

As Profecias de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré em 1830

Para o fundador da Fundação Oureana, John Mathias Haffert, tudo isto estava profetizado nas Aparições de Nossa Senhora, assunto que Haffert estudou largamente e ao qual dedicou mais de uma centena de livros e artigos. Segundo o fundador do maior movimento apostólico de todos os tempos, o Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima, anos antes dos acontecimentos de Paris de 1871, havia a Virgem Santa Maria aparecido a Santa Catarina Labouré, na capela da Rue du Bac em Paris, e na noite de 18 para 19 de Julho de 1830, anunciado esta revolução nestes termos: “Os tempos são muito ruins, os infortúnios cairão sobre a França: o trono será derrubado, o mundo inteiro será derrubado por infortúnios de todos os tipos. Chegará o momento em que o perigo será grande, acreditaremos que tudo está perdido, aí estarei com você, tenha confiança, você reconhecerá minha visita e a proteção de Deus e o de São Vicente nas duas comunidades. Mas o mesmo não acontece com as outras Comunidades. Haverá vítimas. Haverá muitas vítimas, Monsenhor o Arcebispo morrerá. Minha filha, a Cruz será desprezada, o sangue correrá pelas ruas ”

E quando será isto?”, perguntou Santa Catarina.  A Virgem respondeu: “Daqui a quarenta anos!”

Quarenta anos depois, precisamente em 1871, teve início, a insurreição que culminou nas acções populares mais hostis para com os membros da Igreja Católica desde a Revolução Francesa. O Município de Paris decretou a “separação entre Igreja e Estado” e proibiu a celebração da Missa em hospitais e capelas militares.

Aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré em 1830

Seguidamente, muitos Conventos foram invadidos, saqueados e ocupados e as religiosas de clausura foram humilhadas e molestadas. Constaram-se profanações deliberadas do Santíssimo Sacramento e de relíquias insignes de Santos.

A Commune foi finalmente suprimida pelo Exército Nacional Francês durante “La Semaine Sanglante (A Semana Sangrenta), começando em 21 de Maio de 1871. Entre 6,000 a 7,000 Communards foram confirmados como mortos em batalha ou executados pelas autoridades, embora algumas estimativas não confirmadas, afirmem que morreram 20.000. O facto é que durante essa semana o Arcebispo de Paris, Georges Darboy, e outros membros do Clero e dos forças policiais opostas às ordens do executivo Câmarario foram presos e fuzilados pela Commune para servirem de exemplo.

O terror levado a cabo pela Commune de París contra o clero  começou na Semana Santa, na Terça-Feira, 4 de Abril de 1871, quando Georges Darboy, Arcebispo de Paris, o Abbé Gaspard Deguerry,  Pároco de Madeleine e o Monsenhor Alexis Auguste Surat, Arquidiácono de Notre-Dame e Zelador Guardião das Relíquias da Paixão de Cristo da Catedral, foram feitos reféns e levados para a Prisão de Mazas sendo posteriormente transferidos para a Prisão de la Roquette onde foram fuzilados juntamente com muitos outros Católicos, membros das forças policiais, soldados, políticos de oposição e escritores.

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.Monsenhor Georges Darboy, Arcebispo de Paris

Os relatos de um Padre contemporâneo que sobreviveu aos massacres foram anotados num Diário e dão conta da situação de terror vivida durante esses tempos:

“A consternação está em toda parte, vivemos com medo, estamos indignados; mas não ousamos dizer nada. Quando o Arcebispo compareceu perante os seus juízes, disse-lhes: “Meus filhos”, ao que responderam: “Não somos vossos filhos, mas magistrados!”. 5 de Abril de 1871

“Lemos cartazes horríveis nas ruas, dizendo que devemos saquear igrejas e assassinar padres.” Quinta-feira Santa, 6 de Abril de 1871

“O Município não publica apenas proclamações sanguinárias, também as realiza. Prenderam 200 padres, fecharam várias igrejas, estamos com dificuldade de encontrar uma Missa. Muitas igrejas foram rapidamente transformadas em “Clubes Revolucionários” e tornaram-se palco de cenas terríveis: a bandeira vermelha voa sobre Notre-Dame de Lorette, da qual um Vigário, o Padre Jean-Marie-Noël Sabbatier, está preso; a famosa Louise Michel, (conhecida como a Virgem Vermelha) cuja excitação – beirando a histeria – está no auge, “pontifica” no clube que ela fundou na Igreja de São Bernardo de la Chapelle; Saint-Eustache e Saint-Nicolas des Champs têm sessões todas as noites que relembram as horas mais sombrias do grande terror; na Santíssima Trindade, é um clube onde só se reúnem mulheres que sobem ao púlpito para arrotar horrores, exortar a pilhagem e convocar o massacre de padres… etc.”   Domingo de Páscoa,  9 de Abril de 1871

Louise Michel, conhecida como a Virgem Vermelha
(1830 – 1905) 

Louise Michel: “Os padres, vestidos de burgueses, fogem de Paris e procuram refúgio entre os prussianos, perto dos quais estão mais seguros do que com os Comunas que nada respeitam.” 16 de Abril de 1871

“O Communeux saqueou Notre-Dame des Victoires e realizou todos os tipos de profanação ali. Depois de crimes tão horríveis, não devemos temer que a vingança de Deus caia sobre esta cidade tão culpada.” 17 de Maio de 1871

“Os Communards haviam de fato começado a acender fogueiras em várias partes da capital e a pilhar as lojas e estabelecimentos bancários. O Palácio das Tulherias foi uma das vítimas mais famosas dessa loucura incendiária. Chegados à Basílica de Nossa Senhora das Vitórias arrastaram barris de azeite, maltrataram e prenderam os padres e os fiéis que se opunham a esses sacrilégios, e antes de condenarem a igreja às chamas saquearam-la e profaná-la de forma sistemática.O Tabernáculo foi violado, as Hóstias Condsagradas jogadas no chão e pisadas; a estátua milagrosa da Virgem Santa Maria com o Menino Jesus foi despojada das Coroas oferecidas pelo Papa Beato Pio IX, e sujas com feses humanas; os vasos sagrados que o Padre tentou preservar ocultando-os no cenotáfio de Lully, foram descobertos e seguidamente profanados em bebedeiras que tiveram lugar durante orgias; o relicário simulacra de Santa Aurélie (uma jovem Mártir dos primeiros séculos encontrada nas Catacumbas e cujas relíquias também foram oferecidas à Basílica pelo Beato Pio IX) foi profanado e seus ossos jogados ao acaso pela rua; o túmulo do Santo Abade Desgenettes foi também profanado e a sua cabeça arrancada do corpo, espetada numa baionetla de espingarda e levada em procissão profana por meio de risos e outras blasfêmias…”

Ao saber dessas profanações, Santa Catarina Labouré que havia visto a aparição de Nossa Senhora das Graças quarenta anos antes declarou: “Tocaram em Notre-Dame des Victoires: não irão mais longe! “

“No dia 24 de Maio, Festa de Maria Auxiliadora, após sete dias de profanações e cenas orgiásticas, os federados fugiram ao som do clarim Versalhesa: a Basílica do Imaculado Coração de Maria foi terrivelmente testada, mas escapou em chamas e a estátua milagrosa, apesar das profanações, permaneceu de pé! Depois de dias muito ruins e emoções terríveis, finalmente ficamos um pouco quietos. O canhão não pode mais ser ouvido; mas, infelizmente, agora sabemos toda a terrível verdade e todos os crimes que foram cometidos.” 29 de Maio de 1871

Entre os crimes que cometeram, os Communards mataram “in odio fidei” – por ódio à fé – 31 Servos de Deus Mártires

No dia 24 de Maio de 1871, foi baleado na prisão de La Roquette, cerca das 20h30, o arcebispo de París, Georges Darboy na companhia do Padre Gaspard Deguerry, Pároco da Madeleine, do Padre Jean-Michel Allard, Capelão das Ambulâncias, e dois Jesuítas: o Padre Léon Ducoudray, Reitor da École Sainte-Geneviève e o Padre Alexis Clerc.

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Os restos mortais do Arcebispo Darboy durante as exéquias fúnebres

A 25 de Maio de 1871, foram massacrados ao final da tarde, na rua, perto da Porte d’Italie: os Dominicanos do Colégio de Arcueil. Seu Superior era o Padre Louis-Raphaël Captier que fundou o Colégio. Com ele foram executados outros quatro Padres de sua Ordem: o Padre Thomas Bourard, o Padre Constant Delhorme, o Padre Henri Cottrault e o Padre Pie-Marie Chatagneret e ainda oito leigos que eram seus servos (auxiliares) do Colégio: Louis-Eugène-Antoine Gauquelin (Professor de Matemática), François – Hermand Volant (Supervisor), Aimé Gros (Servo), Antoine Gézelin Marce (Servo), Théodore Catala (Supervisor), François-Sébastien-Siméon Dintroz (Enfermeira), Marie-Joseph Cheminal (Eervo) e Germain-Joseph Petit (Tesoureiro). Todos estes tinham sido detidos no dia 19 de Maio de 1971 e encarcerados no Forte Bicêtre, onde passaram fome e sede e depois no dia 25 de Maio sob o pretexto de os levar de Biceter a outro presídio localizado na Avenue d’Italie, foram massacrados na rua.

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Execução de reféns, Rue Haxo, a 26 de Maio de 1871

A 26 de Maio de 1871, pelas 15:00h, outros quarenta e nove presos foram retirados da Prisão de La Roquette e levados para as alturas de Belleville: Eram 33 Guardas Prisionais Parisienses, 2 Gendarmes (Polícias), 4 Delatores e 10 Clérigos escolhidos ao acaso.

Supervisionados pelos Federados, esses reféns caminharam pela cidade até à Rue Haxo, onde chegam por volta das 17h30h. Apesar da relutância de seus Chefes Militares, cedendo aos gritos de uma multidão de morte, os Federados atiraram à vontade por um quarto de hora sobre os reféns, todos exterminados em frente ao muro alto que era da Rue du Borrégo, no auge do a atual Maison des Jeunes.

Na lista dos eclesiásticos que foram massacrados estão também os Padres Jesuítas; Pierre Olivaint, Reitor da Casa da Rue de Sèvres, Jean Caubert e Anatole de Bengy; os Padres da Congregação dos Sagrados Corações de Picpus, Ladislas Radigue, Polycarpe Tuffier, Marcelino Rouchouze e Frézal Tardieu; um Padre Secular de nome Jean-Marie-Noël Sabattier, Vigário da Igreja de Notre-Dame de Lorette; um Religioso de São Vicente de Paulo de nome Matthieu-Henri Planchat; e o Padre Paul Seigneret, do Seminário de Saint-Sulpice.

A 27 de Maio de 1871, também sofreram o Martírio, o Monsenhor Alexis Auguste Surat, Arquidiácono de Notre-Dame de Paris, que havia sido preso ao mesmo tempo que o Arcebispo Darboy e o Padre Émile-Victor Bécourt, Pároco de Notre-Dame de Bonne Nouvelle.

Finalmente, o Padre Jean-Baptiste Houillon das Missões Estrangeiras de Paris, que tinha da China em licença Médica em 1869, foi massacrado pelos federados no Boulevard Richard Lenoir durante uma transferência de prisioneiros.

Depois de estabelecida a ordem pública e executados os Federados da Commune por sentença do Tribunal Militar do Exército, foi tempo de realizar as exéquias fúnebres das vítimas dos massacres.

Foi nesta altura que foram piedosamente guardas no “Mesnil-Marie” algumas relíquias dos Mártires incluindo cinco envelopes lacrados com os nomes dos cinco Jesuítas martirizados em 24 e 26 de Maio de 1871 e contendo pedaços de suas batinas ensanguentas.

No ano de 1889, um Oratório básico foi construído no local das execuções do 81 Rue Haxo e depois substituído em 1894, por uma Capela de 250 lugares, ampliada novamente quatro anos depois sendo uma igreja, desenhada pelo Arquitecto Julien Barbier,  construída mais tarde no local entre 1936 e 1938 e chamada de Notre-Dame des Otages.

A seguir ao Arcebispo Marcel Darboy, a figura mais conhecida e estimada pelos Parisienses vítima dos massacres foi o Monsenhor Alexis Auguste Surat, Vigário Geral da Diocese de Paris que foi detido nos Paços da Arquidiocese de Paris a 5 de Abril de 1871, em plena Semana Santa e encarcerado no depósito da Prefeitura de Polícia. Em seguida, foi levado para a Prisão de Mazas a 13 de Abril e, em seguida, para La Grande Roquette, a 22 de Maio onde foi finalmente executado a 27 de Maio, durante a Semana Sangrenta, o episódio final da Commune de Paris.

Portrait de Monseigneur Surat (1804–1871), prélat et principier de Saint-Denis. Date de création: 1860–1890. Numéro d’object: CARPH056691.
Um retrato carte-de-visite do Monsenhor Alexis Auguste Surat (1804-1871), popularmente chamado de “Abbé Surat” e que foi Arquidiácono de Nôtre-Dame de Paris
(Colecção da Regalis Lipsanotheca)

O grandioso funeral do Monsenhor Surat, teve lugar na Catedral de Notre Dame e foi documentado na imprensa da época.

A Sepultura deste grande homem da Igreja Parisiense e que foi colaborador de cinco Arcebispos, encontra-se no Coro da Igreja Saint-Pierre de Charenton.

Missa e Exposição do 150º Aniversário do Massacre

No passado Sábado, 5 de Junho de 2021, Monsenhor Guy Marie Alexandre Thomazeau, Arcebispo Emérito de Montpellier, presidiu uma Missa em memória do Monsenhor Surat na Igreja de Saint-Pierre de Charenton, pelo 150º Aniversário do seu Martírio. A celebração foi seguida da inauguração de uma Exposição temporária composta por 10 grandes painéis abundantemente ilustrados com obras de arte e documentos de arquivo relativos ao massacre ou massacres de 1871.

Paris durante a Semana Sangrenta de 1871

Por meio de um retrato documentado do Monsenhor Surat e de uma apresentação dos bispos a quem serviu ao longo de sua vida, os visitantes poderão abordar a trajetória deste homem da Igreja tão zeloso quanto discreto: seu senso de dever, sua dedicação, seu compromisso como Superior da Associação de Jovens Ecônomos de Conflans, em particular.

A exposição irá, evocar também a Congregação das Senhoras do Sagrado Coração (fundada por Madeleine Sophie Barat) à qual o Monsenhor Surat prestou assistência regular.

Ficarão também expostos os laços estreitos, alimentados pelo afeto, que o Monsenhor Surat mantinha com Charenton. Ele testemunhou a transformação da Commune cujo centro passou do Distrito de Conflans para o atual centro da cidade, e até mesmo a encorajou e abençou a primeira pedra da nova Igreja Paroquial a 19 de Agosto de 1857.

Finalmente, antes de viver a história de sua prisão e o drama de sua execução, será relevante, através da exposição mergulhar de volta na cronologia dos factos que levaram à Constituição da Commune de Paris em 1871.

Gravura do Massacre de monsenhor Darboy, Arcebispo de Paris e dos prisioneiro de La Roquette incluindo o Monsenhor Alexis Auguste Surat. Colecção Museu Carnavalet

Dentro da Igreja pode-se ver os elementos patrimoniais também ligados ao Martir: em primeiro lugar, o túmulo de Monsenhor Surat marcado por uma placa de mármore colocada atrás do altar-mor da Igreja de Saint-Pierre, mas também como testemunho comovente de sua prisão, a porta da cela (6ª divisão, cela 53) que ocupou na Prisão de Mazas. Este último foi emprestado para a exposição, de forma muito excepcional, pelo serviço do Arquivo Histórico da Diocese de Paris.

Fotografado por Pierre Petit de Paris.
Uma inscrição com tinta na impressão diz: ‘Surat / fusillé par la Commune” [Surat, fuzilado pela Commune], enquanto outra inscrição na margem inferior diz: “Monsenhor Surat, – baleado durante a Commune”.

Um Guião de visita permite, a partir do mapa presente no interior, circular entre os vários locais emblemáticos da presença do Monsenhor Surat em Charenton. Explicações e ilustrações pontuam cada etapa do percurso. O Guião também oferece algumas referências biográficas e históricas para situar Monsenhor Surat e seu tempo.

As visitas guiadas à Exposição em Junho permitiram aos inscritos descobrirem também vários locais emblemáticos da Cidade ligados à memória do Monsenhor Surat: o local do antigo Castelo de Conflans, a Residência de verão dos Arcebispos de Paris, a Igreja de Conflans, o antigo Cemitério e finalmente, a Igreja de Saint-Pierre onde o Monsenhor Surat, acompanhou ativamente o canteiro de obras. Outras visitas guiadas serão oferecidas como parte dos Dias do Patrimônio Europeu em 18 e 19 de Setembro.

Igreja de Saint Pierre
Túmulo do Monsenhor Surat
Túmulo do Monsenhor Surat
Túmulo do Monsenhor Surat
Missa pelo 150º Aniversário do Martírio do Monsenhor Surat
Missa pelo 150º Aniversário do Martírio do Monsenhor Surat
Missa pelo 150º Aniversário do Martírio do Monsenhor Surat
Exposição na Igreja de Saint Pierre

Relíquia do Monsenhor Surat descoberta na Coleção da Fundação

Acaba de ser descoberta uma preciosa relíquia do Monsenhor Alexis Auguste Surat que havia sido colocada numa chamada “Moldura de Luto” pelos seus amigos e devotos (membros do Instituto da qual era Superior) e que foi recentemente identificada e adquirida para a Regalis Lipsanotheca pelo Perito em Relíquias Carlos Evaristo.

“Trata-se do escapulário , em pano, estampado com uma imagem de Nossa Senhora do Carmo,  que este Mártir usava e tinha no seu corpo quando foi executado em 1871”, garante Evaristo que descobriu que esta relíquia que contêm manchas de suor e sangue da paixão e morte do Monsenhor Alexis Auguste Surat tendo sido removido do seu corpo durante a preparação do cadáver para as exéquias fúnebres.

Segundo o Fundador da Regalis Lipsanotheca, Carlos Evaristo; “Esta relíquia é única. Não se conhece que tenha sido guardada outra do martírio deste grande Clérigo de Paris e Zelador das Relíquias Insignes da Catedral de Notre Dame e por isso temos grande honra em incorporar este artefacto histórico que é uma relíquia insigne na Colecção de Relíquias da Catedral de Notre Dame que já temos.”

O Capelão Mor Padre Carlo Cecchin com a Relíquia do Monsenhor Surat

O Co-Fundador da Colecção,  o Padre Carlo Cecchin, Sacerdote da Arquidiocese de Paris, é o Capelão – Mor da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado, tendo também contribuído significativamente com relíquias insignes da sua colecção pessoal para a Capela / Museu em Ourém da Fundação, acha a descoberta e identificação desta relíquia, e especialmente neste ano em que se comemora os 150 anos do Martírio das vítimas da Comnune de Paris, algo extraordinário. O Padre Cecchin após colocar o relicário no Altar Mór da Regalis Lipsanotheca em Ourém, relembrou o sacrifício destes Cristãos durante a celebração da Missa.

A Short History of the Paris Commune - RLS Geneva
1871: A estátua derrubada de Napoleão I na Place Vendome

Para o Guardião das Relíquias, Carlos Evaristo; “Esta relíquia deve de servir também para relembrar o que aconteceu em Paris na Semana Sangrenta de 1871 e servir de lição. Á semelhança dos massacres que houve com a perseguição de Cristãos na Roma antiga, as guerras e conflitos e até o holocausto Judeu, esta insurreição em Paris relembra a fragilidade da liberdade social e religiosa. É algo que infelizmente se repetiu e se repete mundialmente até aos dias de hoje. Qualquer crise desencadeia episódios desses. Recentemente, vimos com as mortes, pilhagens, destruição e remoção de monumentos públicos que este espírito de arranjar bodes expiatórios para as coisas que correm mal na sociedade, tal como o Covid, a morte de inocentes, etc., e algo recorrente. O que é muito mau é que nem os mortos escapam à fúria! Quando algo corre mal, as pessoas precisam de um bode expiatório e a Igreja Católica e os heróis do passado costumam ter esse papel com consequências muitas vezes sangrentas e fatais para os líderes, religiosos e leigos contemporâneos. Muitas vezes são as crenças, os monumentos religiosos, relíquias, e também as estátuas dos heróis da pátria e figuras históricas homenageados pelos nossos antepassados, que se tornam objectos de ódio, raiva e vingança. Os monumentos substituem os mortos porque já não estão mais cá as pessoas que representam para que pudessem ser torturados. As pessoas podem ter muitos cursos e formações e diplomas para forrarem as paredes, mas se não tiverem cultura e uma sensibilidade cultural e artística, respeito pela história e civismo, ou facilmente tornamo-nos nos tais cegos a seguirem outros cegos que podem até cometer actos violentos contra vitimas inocentes. É preciso conhecer minimamente a história antes de se agir se não cometem-se barbaridades .”  

“Escapulário do nosso muito honrado e digno Padre Superior Mons. Surat”

La Semaine Religieuse de Paris na edição de 17 de Junho de 1871, relatou nas páginas 458 a 462, as exéquias fúnebres do Arcebispo Darboy e do Monsenhor Surat que tiveram lugar da Catedral de Notre Dame.

“Na quarta-feira, 7 de Junho de 1871, a velha Basílica de Notre-Dame ofereceu à cidade de Paris e ao mundo um espetáculo do caráter mais imponente. Religião e país deram as mãos para aumentar seu brilho. No meio da nave, sob um altíssimo catafalco, jazia o corpo de Monsenhor Darboy, fuzilado em La Roquette no dia 24 de Maio anterior, em ódio à religião e à verdadeira liberdade; em torno dele estavam dispostos os caixões de vários padres que, tendo seguido seu bispo até a morte e para a glória do Céu, foram associados a ele nas honras que a França se mostrou ciumenta de render ao Martírio.

O Episcopado Francês, representado por dez de seus membros, o Governo, a Assembleia Nacional, o Exército, a Magistratura, todas as Administrações, uma multidão imensa, se reuniu com essas nobres vítimas para lhes trazer, de certa forma, a homenagem do Pátria Mãe de luto.

No dia seguinte, uma cerimônia que parecia continuar a do dia anterior atraiu novamente a Notre-Dame um extraordinário concurso de Padres e fiéis. Nada havia sido alterado no layout das instalações. Toda a igreja pendurada de negro e adornada com palmeiras, inúmeras tochas que pareciam iluminar a esperança neste recinto de luto, soberbo catafalco erigido no fundo do santuário, a pompa que rodeava o altar durante o santo sacrifício celebrado pelo Cónego Louvrier, o coro ressoando com canções harmoniosas: tudo mostrava esse brilho que os cônegos haviam resolvido conceder honras especiais a uma memória gloriosa e simpática. Essas homenagens foram dirigidas aos restos mortais de Monsenhor Surat, Protonotário Apostólico, Vigário Geral de Paris, Arquidiácono de Notre-Dame, assassinado em La Roquette, no Sábado, 27 de Maio, pelos rebeldes de Paris.

Pareceu aos veneráveis ​​Cônegos que não bastava ter, na véspera, colocado seu caixão perto do do Arcebispo e ter confundido as duas vítimas em homenagens coletivas; quiseram mostrar com uma cerimónia muito especial a estima e o carinho singular com que guardaram a memória daquele que durante muito tempo foi seu colega, depois seu Chéfe e sempre seu amigo. Ao fazê-lo, o Capítulo Metropolitano satisfazia uma necessidade do seu coração, cumprindo o desejo de todo o Clero de Paris e honrando dignamente uma vida que é elogiada, ao que parece, muito bem dizendo que o martírio era digno dele.

Nascido em Paris em 27 de Fevereiro de 1804, o Monsenhor Surat, depois de ter estudado na pequena comunidade, então no Seminário de Saint-Sulpice, foi chamado ao Arcebispado de Paris, onde desempenhou, de 1828 a 1840, as funções de Secretário Privado do Arcebispo de Quélen.

Os modestos deveres reservados ao Padre Surat são delicados o tempo todo; foram especialmente importantes com o ilustre Prelado cujo nome evoca a memória de uma época dolorosa para o Arcebispo de Paris. Mas as dificuldades de mais de um que ele encontrou quase todos os dias não foram não melhor do que a inteligência e o grande coração do jovem Secretário. Ele sofreu as provações de que a vida do Bispo de Quélen foi composta; mas foi agradável para ele suavizá-los, multiplicando as provas de sua afeição e devoção. Seria comovente e instrutivo em mais de uma maneira reconstituir a vida do Padre Surat durante esse tempo.

Nomeado Cônego Honorário dez meses após assumir o Cargo, e Cônego titular em 1838, o Monsenhor Surat deixou a Arquidiocese com a morte do Bispo Quélen e por alguns anos limitou-se a cumprir suas funções como Cônego titular. Mas, em 1844, Monsenhor Affre confiou-lhe a Paróquia de Notre-Dame de Paris, conferindo-lhe a dignidade de Arcipreste. Com o encargo Pastoral, um novo campo de ação se apresentou ao zelo do Padre Surat.

Ele condescendia com o espírito do Ministério Paroquial com ardor temperado com prudência, e com atividade tanto mais eficaz quanto grande moderação a tornava mais constante e duradoura.

Os Arcebispos de Paris, sucedendo-se na Sé, como o Bispo Quélen, pareciam herdar sua estima pelo Padre Surat. O Bispo Sibour pediu-lhe, ou melhor, obrigou sua modéstia a aceitar o título de Vigário-Geral e Arquidiácono de Saint-Denis. Nomeado Arquidiácono de Sainte-Geneviève em 1850, foi confirmado nessas mesmas funções em 1857 pelo Bispo Morlot, e pelo Bispo Darboy em 1863. No final desse mesmo ano, ele sucedeu ao Padre Buquet, nomeado Bispo de Parium e Cônego de Saint-Denis. Em 1867, nosso Santo Padre Pio IX, para homenagear a carreira eclesiástica do Monsenhor Surat, nomeou-o Protonotário Apostólico ad instar participantium.

Este seria o lugar para mostrar ao Monsenhor Surat o homem justo e benevolente no exercício da autoridade eclesiástica. Justiça e benevolência, essas duas qualidades formam o caráter comum que é encontrado em fundo de todos os pensamentos, de todos os actos de Monsenhor Surat; estas duas palavras resumem a sua vida como Vigário Geral: justiça, não na fidelidade para ter uma conta exacta de todos os direitos positivos, o elogio teria pouco valor, mas a justiça escrupulosa que se mantém dona de seu pensamento, nunca obrigue a expressão, pois medo de prejudicar o vizinho, que não desconfia de suas antipatias que raramente conheceu e que não ouviu a expressão, por medo de prejudicar o vizinho, que não desconfiou de si mesma não de suas antipatias que raramente conhece e que nunca ouviu a, mas que adverte contra suas simpatias quando ela se recusa a buscar a inspiração de suas ações.

Benevolência e benevolência em todos os momentos, para todos, para todas as coisas que dizem respeito à glória de Deus, à honra da Igreja, à dignidade do sacerdócio, à vida religiosa da Diocese. Não que o Monsenhor Surat tivesse uma flexibilidade que beira a ausência de caráter, vimos em muitas circunstâncias com que energia fria e inabalável essa alma gentil e condescendente se revestiu, por assim dizer, até o ponto da bonomia. mas havia tal brilho de pensamentos amorosos, que as recusas, passando por seus lábios, perderam o que a auto-estima do peticionário poderia ter achado ofensivo neles. Não há medo de ser contradito: ninguém jamais encontrou nas palavras do Monsenhor Surat nada, nem mesmo censuras, que não estivesse marcado no canto da gentileza Cristã.

Cristã, sim, essa é a palavra de sua vida; todas as virtudes externas são apenas a expressão dela. É na fidelidade às práticas religiosas, numa piedade sincera e fervorosa, numa piedade infantil, que ele extraiu o segredo para imprimir em toda a sua vida um caráter de força serena, de virtude sempre igual a si mesma. Nada foi mais edificante, nada mais comovente do que ver o Venerável Monsenhor Surat, no final de seus dias agitados, buscar e encontrar consolações infalíveis na recitação de seu rosário, prática de piedade à qual, sabemos., Ele nunca falhou .

Quarenta anos passados ​​na administração diocesana desgastaram a saúde e exauriram as forças do venerado e amado prelado. Por dois anos ele se alimentou e confidenciou a seus amigos e colegas pensamentos sobre a aposentadoria. Depois de ter consagrado ao bem dos outros o ardor de sua juventude, a força da maturidade e a experiência de sua velhice, parecia-lhe que havia adquirido o direito de pertencer a si mesmo por um tempo e, sozinho consigo mesmo, de prepare-se para aparecer diante de Deus. Era nas profundezas da Bretanha, numa aldeia onde só seria conhecido de Deus e dos pobres, pensava ele, que iria acolher os restos de uma vida consagrada ao serviço da Igreja. Se este projeto, inspirado pela humildade e pela desconfiança de si mesmo, não encontrou sua realização antes, é porque o Arcebispo, os colegas, os amigos de Monsenhor Surat sempre lhe deram uma oposição afetuosa, mas constante. Quem então teria visto sem pesar a partida de um homem da Arquidiocese e de Paris, com quem todos encontraram luz, força e consolo, alguns um amigo, outros um pai, todos um conselheiro sábio e benevolente?

O próprio Deus decidiu que o Monsenhor Surat não deixaria a Arquidiocese, nem sairia apenas para entrar no Céu pela porta luminosa do Martírio.

O Arcebispo tinha sido preso na Terça-feira Santa, por volta das cinco da tarde, o Monsenhor Surat devia ser preso por volta das onze: só foi preso no dia seguinte, porque seus dois servos, eu ia dizer o seu dois filhos, conseguiram pelos cabelos brancos de seu amado e amado senhor um adiamento de vinte e quatro horas. Ele foi levado embora na Quarta-feira Santa pela manhã. Embora doente e com o coração partido pelas emoções mais pungentes, ele permaneceu ele mesmo, isto é, gentil e calmo para com seus carcereiros ou melhor, seus algozes, que pareciam tocados por um momento. Ao ver um homem velho tão fraco e tão forte . A virtude é tão império que causa sentimentos generosos nos corações onde não haveria espaço para nada humano!

O que Monsenhor Surat sofreu na Conciergerie, depois em Mazas, finalmente em La Roquette; A firmeza e a resignação cristãs que o colocam acima de todas essas provações, seus últimos atos, suas últimas palavras, tudo isso sem dúvida nos será revelado por um de seus companheiros na desgraça e na glória para a edificação de todos. Mas a julgar pelas notas que transmitiu por último a vários de seus amigos, e em particular a seus servos fiéis e devotados, estamos convencidos de que ele pensou, falou, agiu e que morreu como homem, como cristão e como sacerdote . “Tudo na Santa Vontade de Deus, que ele seja abençoado por todos e por todos”, disse ele em sua última carta. Os algozes que admiravam a constância e o frio heroísmo do venerável velho teriam encontrado nestas palavras a explicação de um fenômeno que os causou faça todas as aparências do mistério.

A hora do sacrifício supremo havia chegado para o Monsenhor Surat; foi consumido no sábado, 27 de Maio. Por um momento, o cálice da dor pareceu se afastar do piedoso cativo. A bandeira francesa, que avançou nas mãos vitoriosas dos nossos soldados, parecia trazer esperança e liberdade às vítimas do despotismo da lama. Muitos, de fato, foram salvos; mas o Monsenhor Surat não estava entre esse número. Ele foi preso assim que acreditou que estava perto da libertação, levado de volta à prisão para jovens prisioneiros, rue de la Roquette, e baleado ao longo da parede externa da prisão. Seu corpo horrivelmente desfigurado foi reconhecido na manhã de Segunda-feira por seu criado, Charles Dumoutier, e um Secretário da Arquidiocese, e voltou ao Palácio Arquiepiscopal. Seu caixão, exposto ao lado do corpo do Arcebispo, foi durante oito dias objeto da piedosa veneração dos fiéis. Ele não ficou por um momento sem ser coberto por flores, um símbolo tocante dos sentimentos e arrependimentos imortais que sua memória guardava nos corações.

Essas marcas de afeto e respeito o acompanharam até seu último lar. Transportado para a igreja de Charenton, após o serviço celebrado em Notre-Dame de Paris, o corpo do Monsenhor Surat foi recebido durante toda a viagem com os sentimentos que um pai ou um amigo encontraria ao retornar para sua família, a população de Charenton e de Conflans, a administração municipal e o conselho de fábrica na liderança, haviam assumido a obrigação sincera de comparecer à cerimônia piedosa, triste e consoladora. Graças à delicada e ansiosa ajuda oferecida, ao que parece, pelo comitê de delegados das fábricas de Paris, a igreja de Charenton recebeu uma condecoração digna do falecido e o afeto geral que quarenta anos de dedicação e dedicação lhe renderam. caridade.

Quantas lágrimas foram derramadas em seu túmulo! Quantos panegíricos eloqüentes ressoaram por esta terra fechada de veneráveis ​​e sagrados despojos! Sim, santo, porque eles são de um Mártir. Lágrimas dos pobres que ele resgatou, o gemido de milhares de almas que ele consolou, vocês que o premiaram pelo menos aqui embaixo, o mais belo, o mais desejável dos triunfos.

E agora descanse em paz, piedoso e amado prelado, depois de ter dado à Igreja o seu tempo, a sua força, você deu a ela o seu sangue. Você nos deixou o exemplo de sua vida e o exemplo de sua morte; descanse em paz, sua alma está com Deus nos céus, e sua memória é uma bênção entre os homens.”

FONTE: https://paroisse-charenton.org/

24 de Julho de 2021

Porta da cela (6ª divisão, cela 53) na Prisão de Mazas
onde esteve preso o Monsenhor Surat
Envelopes com Relíquias de fragmentos de roupa dos Mártires de Paris
Documentário
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Nesta ocasião dramática que estamos a viver, do ponto de vista da saúde e crise económica generalizada, é importante que se invoque esta protecção da nossa Rainha

ENTREVISTA/LIDERANÇAS/SÉRGIO CARVALHO 

POSTED ON 18 DE JULHO, 20211

Fotografia do Mestre António Homem Cardoso

No dia 25 de março, comemoraram-se os 375 anos da proclamação e coroação de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Padroeira e Rainha de Portugal. A este propósito fomos entrevistar, Dom Duarte Pio, duque de Bragança, pretendente ao trono de Portugal e chefe da Casa Real Portuguesa, a propósito desta efeméride.

Completaram-se no passado mês de março, dia 25, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora, o 375.º aniversário da proclamação e coroação de Nossa Senhora da Conceição, pelo rei Dom João IV, como padroeira e rainha de Portugal. Como é que o descendente e herdeiro da coroa portuguesa vê tal acontecimento?

Dom Duarte de Bragança (DB) – Em muitas das antigas cidades e vilas portuguesas ainda hoje se encontra afixada a placa da entrada da localidade anunciando esta consagração. Em 1646 a iniciativa foi unanimemente aprovada por todos os deputados às Cortes Gerais, que por sua vez transmitiram as instruções recebidas pelas suas Câmaras Municipais, eleitas pela população. Também votaram os Professores Universitários, os Bispos e Abades. Constituiu-se assim uma legítima representação de todos os Portugueses. Esta iniciativa, tomada no momento em que corríamos o grave risco de ser reconquistados pelo Reino de Espanha, teve um resultado muito feliz, e até hoje nunca mais perdemos a nossa independência.

De cada vez que nós, Portugueses, nos mostramos desleais para com a nossa Rainha, as coisas correm mal. Receio bem que perante algumas das leis recentemente impostas aos Portugueses, a nossa Rainha celeste não consiga impedir estes desastres naturais. Aliás, já uma das Pastorinhas de Fátima nos tinha prevenido que isto iria acontecer se, como nação, não corrigíssemos o nosso comportamento.

Considero que a consagração de Portugal a Nossa Senhora foi uma iniciativa muito oportuna e inteligente dos Portugueses da época, mas implica uma gravíssima responsabilidade da parte da geração actual.

Pensa que foi dado o destaque que merecia ao 375.º aniversário da coroação de Nossa Senhora da Conceição como Rainha de Portugal? Ou acha que a data foi esquecida? Qual o motivo e o que ainda se poderá fazer?

DB – Creio que o destaque dado foi muito tímido e envergonhado, talvez por termos consciência de que os compromissos assumidos nessa altura não estão a ser cumpridos.

Por parte da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa foi tomada em 2019 a iniciativa de pedir a Sua Santidade, o Papa, a concessão de alguma regalia espiritual por ocasião da bicentenário da fundação da Ordem da Imaculada Conceição de Vila Viçosa por Dom João VI, Rei de Portugal, a qual foi concedida por um Decreto com efeitos desde o dia 25 de Março de 2019 até ao fecho solene do Ano Jubilar.

O Papa Francisco teve ainda este ano outro gesto que nos deixou cheios de alegria, ao conceder uma Bula Papal com Indulgência Plenária pelos 850 anos da Instituição da Ordem de S. Miguel da Ala, referindo que o seu Grão-Mestre é o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, afilhado do bem-aventurado Papa Pio XII. Como andam por aí outros sujeitos a afirmar ser “Duque de Bragança” e “Grão-Mestre das Ordens Reais Portuguesas” e como, que eu saiba, nenhum deles é também afilhado do Papa Pio XII, isto esclarece definitivamente algumas pessoas que pudessem estar confundidas.

Este Decreto Pontifício é válido até ao dia 29 de Setembro de 2022. O texto do Decreto Pontifício foi lido pelo Pároco de Alcobaça, em cujo Mosteiro se situava a Chancelaria da Ordem até o Governo Português, autodenominado liberal, em 1835, ter confiscado todos os bens de todos dos conventos e mosteiros para os vender em hasta pública. Desse modo, o Estado liberal destruiu o inestimável trabalho de educação, saúde e assistência social que era desempenhado pelas Ordens Religiosas no território continental e nas Províncias Ultramarinas portuguesas.

Na arquidiocese de Évora houve celebrações no santuário de Vila Viçosa, participou nessas celebrações?

DB – Sim, participei.

O que significou e significa ainda hoje o facto de a coroa de Portugal pertencer a Nossa Senhora?

DB – Significa uma enorme responsabilidade para a Nação Portuguesa! Em muitas ocasiões o pedido de auxílio da Imaculada Conceição foi atendido positivamente. Nesta ocasião dramática que estamos a viver, do ponto de vista da saúde e crise económica generalizada, é importante que se invoque esta protecção da nossa Rainha; que, de resto, o continua a ser, visto não ter havido até hoje nenhuma revogação da consagração de 1646 destituindo a Virgem Maria do seu cargo!

É por essa razão, que nos quadros e retratos oficiais dos reis portugueses, da dinastia de Bragança, eles nunca aparecem coroados?

DB – Sim, é.

Portugal ainda é, verdadeiramente, a Terra de Santa Maria?

DB – Para a maioria dos Portugueses, é. Basta ver que, em condições normais, cerca de quatro milhões de pessoas peregrinam a Fátima todos os anos. Claro que há muitas pessoas que, apesar de peregrinarem, se esquecem dos pedidos feitos por Nossa Senhora em Fátima e das instruções básicas que Jesus Cristo nos deixou… Isso confirma, em meu entender a falta de lógica no comportamento dos Portugueses, mas dá-nos uma esperança de que o nosso Povo continua no fundo fiel à nossa Rainha.

Se a Monarquia Portuguesa for restaurada, Dom Duarte manteria essa designação de Nossa Senhora como rainha de Portugal?

DB – Obviamente que sim.

A Casa Real marca sempre presença em Vila Viçosa, em Fátima, em Braga, aquando de importantes peregrinações e celebrações religiosas de cariz mariano. Que lugar ocupa a devoção mariana no dia-a-dia da Família Real Portuguesa?

DB – Nós esforçamo-nos por cumprir os pedidos feitos pela Virgem Maria, nomeadamente o de rezar o terço em família. Infelizmente nem sempre tem sido possível. Creio que todas as famílias católicas deveríamos organizar a nossa vida de modo a que tal aconteça, mesmo que seja através da internet.

No ano passado, pela primeira vez, em 100 anos, a peregrinação a Fátima de 13 de maio foi celebrada sem a presença de fiéis? Este ano, acha que vai ser diferente ou em que moldes?

DB – Com a experiência que o Santuário de Fátima tem adquirido nesta situação tão difícil e com o facto de já muita gente estar vacinada, creio que será possível no próximo 13 de Maio voltar a peregrinar a Fátima, ainda que com algumas precauções. Tem ficado provado que os fiéis, em todas as Missas, têm dado o melhor exemplo do cumprimento das normas de prevenção do contágio.

Que mensagem deixa aos nossos leitores?

DB – Numa época em que o espírito racionalista e científico pretende por vezes desvalorizar o contributo da fé e da espiritualidade no progresso da Humanidade, cada vez mais, cientistas de todas as religiões aceitam a importância dos valores espirituais. Tenho amigos Muçulmanos que peregrinam a Fátima em oração à Virgem Maria, que o Islão considera a mulher mais santa que está no Paraíso. Também acompanhei o Dalai Lama na sua peregrinação a Fátima, onde foi a meu convite e onde homenageou a Virgem Maria.

Passemos aos nossos amigos a mensagem de que a devoção a Nossa Senhora é da maior importância, mas implica da nossa parte uma atitude de procurar seguir aquilo que Ela nos indicou.

*

Dados biográficos do senhor Dom Duarte:

Fotografia de Homem Cardoso

Dom Duarte Pio de Bragança nasceu em Berna, na Suiça, durante o exílio político da sua Família. Mas nasceu na Embaixada de Portugal, a fim de nascer em território nacional.

Quando a Família Real foi autorizada pela Assembleia Nacional (Parlamento) a regressar a Portugal, começou por viver em Coimbrões, Gaia. Estudou no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, no Colégio Nun´Alvares, da Companhia de Jesus, nas Caldinhas, em Santo Tirso, no Colégio Militar e no Instituto Superior de Agronomia.

Em 1968 concorreu e foi admitido na Força Aérea como Piloto aviador, tendo prestado serviço em Angola. Em 1972 ajudou na organização de uma lista independente, de candidatos angolanos, para esta concorrer à representação Angolana nas eleições à Assembleia Nacional Portuguesa. Em consequência desta iniciativa foi expulso de Angola e de S. Tomé e Príncipe pelo Governo de Marcelo Caetano em 1972.

Em 1974 visitou pela primeira vez o território português de Timor, na que foi a primeira de muitas visitas. Em 2014 o Parlamento Nacional Timorense votou por unanimidade a atribuição da nacionalidade timorense, “pelos altos serviços prestados à Nação” e porque “desde que em 1515 Timor abriu a Portugal, os Reis de Portugal passaram a ser Reis de Timor e, por consequência, a Família Real Portuguesa passou a ser timorense”. (Curiosamente, ao Povo Timorense não foi perguntado se queria deixar de ser Português aquando da Independência. A pergunta feita pelas Nações Unidas era apenas se queriam ou não ser indonésios. Há alguns anos houve uma enorme manifestação em Díli em protesto por não estarem a ser renovados os seus documentos de nacionalidade Portuguesa!)

Em 1995 casou em Lisboa com a Senhora Dona Isabel de Herédia com quem tem três filhos: D. Afonso, D. Maria Francisca e D. Dinis.

De acordo com o testamento da Rainha D. Augusta Victoria, viúva de D. Manuel II, assumiu a presidência da Fundação D. Manuel II, com a qual vem desenvolvendo também muitas actividades nos Países da CPLP.

Entrevista conduzida por Sérgio Carvalho

a Dom Duarte de Bragança, chefe da Casa Real Portuguesa

FONTE: https://religiolook.pt/liderancas/nesta-ocasiao-dramatica-que-estamos-a-viver-do-ponto-de-vista-da-saude-e-crise-economica-generalizada-e-importante-que-se-invoque-esta-proteccao-da-nossa-rainha/

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Real Confraria do Santo Condestável ajuda na angariação de bens e fundos para Cabo Delgado e São Tomé e Príncipe

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O Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos na Casa dos Pequeninos.

A Real Confraria do Santo Condestável, Departamento Sócio-Caritativo das Fundações Oureana e D. Manuel II, que é também um Apostolado Canonicamente Erecto, acaba de concluir mais um conjunto de acções de beneficência social para ajuda às populações de Cabo Delgado/Moçambique e São Tomé e Príncipe.

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Drª Carmo Jardim que lidera a campanha “Todos por Cabo Delgado” da ONG “SIM”

Um das acções tem como objectivo principal a recolha de roupa, calçado e brinquedos para Cabo Delgado e São Tomé e Príncipe onde actualmente existem situações muito difíceis.

Uma tonelada de roupa nova e semi-usada foi enviada para Cabo Delgado. e São Tomé.

A ideia de ajudar Cabo Delgado com a recolha, carregamento e transporte destes bens veio de S.A.R. o Duque de Bragança que quis apoiar a campanha “Todos por Cabo Delgado” da Senhora Drª Carmo Jardim, fundadora e presidente da SIM – Solidariedade Internacional a Moçambique e que tem levado a cabo um o trabalho excecional na angariação de bens para esta acção humanitária.

A recolha de bens foi efetuada ao longo de vários meses em regime de voluntariado, por Confrades Coordenadores da Acção Social da Real Confraria do Santo Condestável; nomeadamente, por várias equipas lideradas pelo Jorge Gonçalves, David Alves Pereira e António e José Manuel Gonçalves.

Carregamento de bens recolhidos por Marília Oliveira e enviados para Cabo Delgado.

Para além dos bens já referidos, houve também recolha de bens móveis para São Tomé e Príncipe, nomeadamente mobílias de quarto, colchões, roupas de cama, utensílios de cozinha e especialmente fraldas descartáveis para as crianças da Casa do Pequeninos e para os idosos acamados dos lares diocesanos.

A recolha de roupas novas e semi-usadas e fraldas junto de lojas e grandes superfícies foi fruto da actividade continuada de há 30 anos da voluntária de acção social Marília Oliveira e seus filhos no Vimieiro, Viseu, que têm vindo a ajudar com campanhas deste género os mais necessitados em todo país e para além-fronteiras.

Os Voluntários Marília Oliveira e Rui Melo na preparação dos bens para Cabo Delgado.

Os colchões, roupas de cama, utensílios de cozinha e móveis foram por sua vez doados pelos Coordenadores Regionais da Real Confraria Dr. Rui Salazar de Lucena e Melo de Santa Comba Dão e o Comendador João Ribeirinhos Leal de Portalegre e Cabeço de Vide.

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Voluntários da SIM – Solidariedade Internacional a Moçambique a distribuíram bens recolhidos pela ONGD na Província de Cabo Delgado.

CAMPANHA “TODOS POR CABO DELGADO”

Já os vários transportes de bens para os armazéns do SIM e para o porto de embarque de contentores em Lisboa, foram patrocinados pela Drª Carmo Jardim , pela Fundação D. Manuel II e a Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala.

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Dom Duarte de Bragança agradeceu por via skype aos Voluntários da Real Confraria.

O transporte marítimo para Cabo Delgado também ficou a cargo da SIM enquanto o carregamento para São Tomé a cargo da Fundação D. Manuel II.

Durante uma reunião do Conselho da Real Confraria do Santo Condestável, que teve lugar na sede da mesma no Castelo de Ourém, no passado dia 1 de Abril, aniversário do falecimento de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, o Condestável-Mor Dom Duarte, Duque de Bragança, por reunião “Skype”, reconheceu a agradeceu os esforços de todos os voluntários e particularmente dos generosos doadores Marília Oliveira e família, Rui Melo e Ribeirinho Leal que têm vindo há largos meses a trabalhar de forma dedicada nesta campanha.

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Casa dos Pequeninos da Diocese de São Tomé e Príncipe.

APELO URGENTE POR AJUDA DA DIOCESE DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Tendo celebrado recentemente as festas dos santos padroeiros; Apóstolo Tomé e a Rainha Isabel de Portugal, o Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos, os Missionários e Cuidadores Voluntários da Diocese de São Tomé e Príncipe, recordaram nas suas orações, todos os benfeitores, vivos e falecidos, que ajudaram e continuam a ajudar a manter em funcionamento as numerosas obras sociais, educacionais e de caridade da Diocese.

“Somos especialmente gratos aos membros de nossas Ordens Canonicamente Erigidas na Diocese, cuja generosidade e esforço em prol dos pobres tem sido incomparável.”

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Crianças da Casa dos Pequeninos em São Tomé.

Segundo D. Manuel Antonio, “a recente pandemia de Covid 19 não só mudou a vida de muitas de nossas famílias, entes queridos, amigos e membros de nossas Ordens, mas também afetou vários aspectos da sociedade em geral, causando inúmeras mortes, condições médicas graves prolongadas, desemprego e ansiedade “. A pressão sobre o orçamento diocesano também foi afectada especialmente com os projetos de caridade, incluindo o orfanato (Casa dos Pequeninos), as casas para idosos , o centro de saúde e o banco de alimentos, todos agora passando por dificuldades pela primeira vez.

“Dado que este ano as doações, subsídios e até mesmo o apoio anual fixo que recebemos e contamos das instituições da Igreja foram muito reduzidos como resultado de uma queda nas doações devido ao cancelamento de eventos conjuntos de angariação de fundos nos EUA, é agora evidente que em breve estaremos lutando para alimentar e sustentar as crianças e idosos sob nossos cuidados.

“Só o orfanato tem uma despesa fixa de 3.000 € por mês e também uma necessidade diária de fraldas descartáveis ​​para crianças!”

Carlos Evaristo com lote de fraldas para crianças e idosos acamados em São Tomé.

Para Carlos Evaristo, Coordenador-Mor da Acção Social da Real Confraria e Director da Fundação Oureana; “Estas acções sociais só são possíveis graças à generosidade de tantos e ao espírito de voluntariado. Estas iniciativas estão a ser organizadas no âmbito do 850º Aniversário da Real Ordem de São Miguel da Ala e dos 20 anos da Real Irmandade da mesma soberana invocação e são só alguns dos projectos em curso de acção directa para beneficiar vítimas da pobreza, do Covid 19 e de conflitos sociais.”

Perante esta grave situação, a Real Confraria do Santo Condestável vem dirigir um apelo especial a todos para que ajudem a apadrinhar uma criança ou um idoso durante um ano ao custo de 10,00 € mensais.

Como de costume, todos os fundos devem de ser enviados diretamente para a Conta Diocesana a cargo da Província Portuguesa da Congregação dos Missionários do Imaculado Coração de Maria, no entanto, os doadores nos Estados Unidos da América, desejando um recibo dedutível de impostos, podem transferir fundos para a conta de ONG Sem Fins Lucrativos R.IS.M.A. 501 3C entrando em contato com a Federação das Reais Irmandades da Ordem de São Miguel da Ala: rismaquisutdeus@gmail.com

NOME DA CONTA: Província Portuguesa da Congregação dos Missionários do Imaculado Coração de Maria Maria – Diocese de São Tomé e Príncipe
BANCO: Novo Banco
FILIAL: Campo Grande, Lisboa, Portugal
BAN: PT50 0007 0000 0037 9803 8892 3
Swift: BESCPTPL

1 de Abril de 2021

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SANTO GRAAL – O cálice usado por Jesus na Última Ceia está na Catedral de Valência

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O perito em Relíquias Carlos Evaristo examina o Santo Graal na Catedral de Valência na companhia do Zelador Don Jaime Sancho Andreu, do Realizador Paul Perry e de Don José Leto Melero Crespo (Vice-Presidente Confradia del Santo Caliz de Valencia.

O Santo Cálice, conhecido desde a tradição medieval como o Santo Graal, é uma das relíquias mais sagradas de sempre e tem inspirado numerosas histórias na literatura e no cinema. Será verdade que esta peça esteve nas mãos de Cristo? Conheça aqui a sua história e onde ainda hoje o contemplar.

A palavra graal deriva provavelmente do Latim gradalis, que significa jarra, recipiente, e refere-se ao cálice de vinho que Jesus usou durante a Última Ceia.

El Santo Cáliz de Valencia | Reliquiosamente

Tanto os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) como São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, mencionam que Jesus usou um cálice na Última Ceia com os seus discípulos: «Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos eles beberam» (Mc., 14,23), e «do mesmo modo, depois da Ceia, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que beberdes dele, fazei-o em memória de Mim”» (1Cor., 12,25-26). Mas as informações sobre o paradeiro desse cálice encontramo-las na famosa Legenda Áurea (Lenda Dourada), uma colectânea sobre a vida e as histórias dos santos, elaborada por volta de 1260 pelo dominicano Tiago de Voragine, e que teve um grande sucesso na Idade Média. Aqui é-nos dito que São Pedro teria levado o Santo Graal para Roma, onde permaneceu por cerca de dois séculos e foi utilizado pelos Papas na liturgia eucarística. Sendo o maior indício disso a oração eucarística primeira (ou cânone romano) em que o sacerdote diz ao consagrar o vinho, referindo-se a Jesus: «Tomou este sagrado cálice em suas santas e adoráveis mãos».

SANTO GRAAL
O Santo Graal – Cálice da Última Ceia de Cristo venerado na Capela da Catedral de Valência,

No ano 258, o 24.° sucessor de Pedro, o Papa Sisto II, recusando ao imperador Valeriano oferecer um sacrifício pagão no templo de Marte, antes de ser martirizado encarregou o diácono Lourenço, tesoureiro da Igreja, de dispor dos tesouros da Igreja como julgasse melhor. Por isso, o diácono Lourenço foi martirizado por não ter entregado ao imperador os bens da Igreja, mas os ter distribuído pelos pobre de Roma. No século seguinte, o imperador Constantino mandou construir um oratório no local da sepultura de São Lourenço que mais tarde veio a tornar-se numa das basílicas papais de Roma. Num dos frescos da basílica, destruído pelos ataques durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, um soldado ajoelhado recebia um cálice das mãos de São Lourenço e outro soldado testemunhava a cena, e ambos teriam recebido a missão de levar a relíquia para um lugar seguro.

A tradição diz que este dois soldados romanos cristãos são os primeiros cavaleiros do Santo Graal e que foram bem sucedidos na missão que lhes foi confiada: levar o Santo Cálice para a casa dos pais de São Lourenço, nos arredores de Huesca, em Espanha, e que Orêncio e Paciência, juntamente com o seu irmão gémeo, se tornaram os guardiães do cálice da Última Ceia.

Historia
O Santo Graal é somente a copa superior do Cálice.

Em 533 a relíquia terá passado para a catedral de Huesca e aí custodiada. Por causa da invasão moura em 711, o Santo Cálice terá sido levado pelo bispo Adalberto para não cair nas mãos dos inimigos da fé cristã, e foi passando por várias igrejas até chegar ao mosteiro de São João da Penha, a cerca de trinta quilómetros de Huelva. Em 1399, o rei Martinho terá exigido a relíquia e em troca ofereceu ao mosteiro um cálice de ouro. O Santo Graal foi assim levado para a capela do palácio de Aljafería, em Saragoça, e duas décadas depois foi levado para a residência real em Barcelona. Afonso V pediu um empréstimo à Igreja para custear as guerras da expansão do reino e deu como garantia a relíquia do Santo Cálice. Impedido de saldar a dívida, o tesouro real, incluindo o Santo Cálice, foi entregue ao cabido da catedral de Valência, em 1437, e o cálice era utilizado apenas na Quinta-feira Santa pelo arcebispo. Em 1809, por causa das invasões napoleónicas, o Santo Cálice teve de ser levado, mas regressou à catedral de Valência. Durante a guerra civil espanhola, em 1936, a catedral de Valência foi saqueada e incendiada, mas a relíquia foi preservada. Esta foi ainda cobiçada pelo regime nazi, mas mais uma vez o Santo Cálice foi escondido e restituído novamente à catedral de Valência, onde ainda hoje se encontra e pode ser visto numa das capelas medievais rebatizada com o nome de Capela do Santo Cálice.

O aspecto que o actual cálice tem não é o original, apenas a copa superior (em ágata polida, de origem oriental e datada entre os anos 100 e 50 antes de Cristo) é considerada aquela usada por Jesus. A base, decorada com duas esmeraldas, dois rubis e 27 pérolas, bem como a haste, o nó central e as duas asas laterais tem um estilo de ourivesaria árabe de Sevilha ou de Córdoba, e são acrescentos posteriores.

O aspecto actual como Cálice despois de adicionada uma base e duas pegas.

Outro itinerário do Santo Graal, diferente do da Lenda Dourada, desde a sala da Última Ceia até à catedral de Valência, é referido por Carlos Evaristo e Fábio Tucci Farah na obra “Relíquias Sagradas” (Paulus Brasil, 2020), tendo por base dois pergaminhos encontrados no Cairo, documentos do Século XI escritos por Al-Qifti, e as pesquisas da especialista Catalina Martin Lloris: «O Santo Graal não teria sido carregado a Roma por São Pedro. Nem enviado secretamente a Huesca por São Lourenço. Ele teria permanecido alguns séculos em Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro, onde seria venerada por Egéria, o Venerável Beda e inúmeros outros peregrinos. E desembarcaria na Península Ibérica pela mediação diplomática do emir de Dénia».

Mas o Santo Graal é muito mais do que história e mistério, é símbolo do maior dom que Cristo deixou à Humanidade: a Eucaristia. Por meio desta, somos regenerados no corpo e na alma, acolhendo Cristo que Se faz alimento para nós. A Eucaristia que é celebrada todos os dias em qualquer parte do mundo é o verdadeiro Santo Graal que produz efeitos de santidade em nós.

João Paulo II e Bento XVI celebraram com o Santo Cálice

João Paulo II presidiu à ordenação sacerdotal de 141 diáconos, em Valência, em 8 de Novembro 1982, mas antes venerou e na Eucaristia usou o Sagrado Cálice.

Na homilia exortou os ordenandos: «Será a Eucaristia vértice do vosso ministério de evangelização, ápice da vossa vocação orante, de glorificação de Deus e de intercessão pelo mundo. E pela comunhão eucarística há de consumar-se dia após dia o vosso sacerdócio».

Juan Pablo II en la Catedral ~ Catedral de Valencia
O Papa São João Paulo II examina o Santo Graal em 1982.
Imágenes de Juan Pablo II en la Catedral de Valencia ~ Catedral de Valencia
O Papa São João Paulo II venera o Santo Graal com um beijo.

Também Bento XVI, em 2006, visitou Valência, celebrou a missa de encerramento do Encontro Mundial das Famílias com o Santo Cálice e na oração do Angelus, no dia 8 de Julho de 2006, referiu que «ao chegar a Valência, quis visitar primeiramente o lugar que representa o centro desta antiquíssima e florescente Igreja particular que me recebe: a sua bela catedral, onde rezei diante do Santíssimo Sacramento e me detive diante da famosa relíquia do Santo Cálice».

Em Fátima, a 13 de Maio de 2000, o Papa São João Paulo II usou uma réplica do Santo Graal durante a celebração da Missa. O Papa Bento XVI também usou o Santo Graal em Valência, durante uma Missa a 8 de Julho de 2006.

JOSÉ CARLOS NUNES

9 de Julho de 2021

Jornal O Clarim

FONTE: Família Cristã / O Clarim (Macau)

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Duque de Bragança recebido com Honras na Universidade Nacional em Kiev, Ucrânia

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D. Duarte de Bragança e o Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko.
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O Patrono da Universidade Preside à Sessão na Aula Magna da Reitoria.
O Prof. Moritz Hunzinger, D. Duarte de Bragança e o Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko

Sua Alteza Real o Duque de Bragança e Conde de Ourém, Presidente da Fundação D. Manuel II e Membro Fundador do Conselho de Curadores da Fundação Oureana, foi recebido hoje com honras na Aula Magna da Reitoria da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Kiev, Ucrânia.

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Dom Duarte Pio de Bragança que é desde 19 de Novembro de 2020, Patrono e Professor de Honra da Faculdade de História da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, foi recebido com honras pelos membros da Reitoria, muitos dos quais ostentaram as insígnias da Ordem de São Miguel da Ala da Casa Real Portuguesa à qual pertencem.

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Alex Tichenko e o Vice-Reitor Prof. Ihor Vetrov saudam o Duque de Bragança à sua chegada.
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Sessão Solene na Aula Magna da Reitoria.

O Grão-Mestre das Ordens Dinásticas que está de visita à Ucrânia para inaugurar a Delegação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, canonicamente reconhecida pela Conferência Episcopal daquele país, aproveitou para visitar a Universidade da qual foi nomeado Patrono,
discursando sobre a historia das relações Luso-Ucranianas na Aula Magna da Reitoria, local onde foi solenemente recebido pelo Magnifico Reitor Andrushchenko Viktor Petrovych, o Vice-Reitor Prof. Ihor Vetrov e vários Ministros da Academia Nacional das Ciências Educacionais da Ucrânia (NAES).

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Edifício histórico da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.


Foi o Presidente da Academia Nacional NAES, Prof. Dr. Vasyl Kremen deu as boas vindas ao Magnífico Patrono da Universidade, D. Duarte de Bragança em nome de toda a comunidade académica.

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O Presidente da Academia Nacional NAES, Prof. Dr. Vasyl Kremen.
Actuação do Coro da Universidade na Aula Magna da Reitoria.

Para o Duque de Bragança foi preparada uma recepção especial que contou com a atuação do Coro Veryovka, considerado um dos melhores da Ucrânia e que interpretou algumas músicas tradicionais ucranianas e depois alguns temas Portugueses e Brasileiros bem conhecidos e isto em homenagem à ascendência Luso-Brasileira do Senhor Dom Duarte.

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Durante o canto do Hino Nacional.
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O Duque de Bragança na revisão do seu discurso com o Prof. Moritz Hunzinger.
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O Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko oferece uma colecção de livros ao ilustre Patrono.

O Chefe da Casa Real Portuguesa chegou na companhia do Professor Moritz Hunzinger e com ele visitou vários departamentos da maior Universidade da Europa tendo depois inaugurado a renovada Galeria dos Professores, Doutores e distintos ex-alunos.

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D. Duarte de Bragança e o Prof. Moritz Hunzinger na Galeria dos Professores e Doutores.
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Antes de partir da Universidade o Senhor D. Duarte recebeu
do Magnifico Reitor da Universidade, uma distinção especial
ao “Mérito Académico”.
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D. Duarte recebeu uma distinção especial ao “Mérito Académico”.

Antes de partir da Universidade o Senhor D. Duarte recebeu do Magnifico Reitor da Universidade, uma distinção especial ao “Mérito Académico”.

A visita de D. Duarte de Bragança a Kiev tem vindo a ser notícia de destaque nos noticiários de televisão e na imprensa nacional.

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30 de Maio de 2021

FONTE: https://npu.edu.ua/novyny/podii/npu-imeni-mp-drahomanova-vidvidav-yoho-korolivska-vysokist-duarte-piu-de-brahansa

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Retrato do Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, adicionado à Galeria de Honra dos Professores, Doutores e famosos ex-alunos da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Kiev, Ucrânia

Galeria dos Professores e Doutores da Universidade

A partir de hoje o retrato do Cônsul Carlos Evaristo, Presidente da Direção da Fundação Oureana, passa a figurar na Galeria dos Professores e Doutores da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Kiev, Ucrânia.

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O Reitor Viktor Petrovych Andrushchenko inaugura a Galeria com os membros da Reitoria.
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O Vice-Reitor Prof. Dr. Ihor Vetrov e o Prof. Dr. Moritz Hunzinger inauguram a Galeria.

A Reitoria que acabou de apresentar hoje a renovada Galeria dos Professores e Doutores da Universidade situada à entrada do edifício principal e histórico da Reitoria quis atualizar a Galeria de Honra dos seus Professores e Doutores com as fotografias daqueles membros do quadro de honra que foram homenageados nos últimos anos com Doutoramentos Honoris Causa pela Universidade e que ao abrigo das leis da Ucrânia podem não só lecionar na faculdade correspondente como usar dos títulos académicos oficialmente como grau efectivo.

Carlos Evaristo recebe o Diploma e as Cartas Patentes legalizadas de Nomeação como Doutor Honoris Causa em Filosofia com Grau Efectivo de Professor para lecionar na faculdade. .

Carlos Evaristo que no passado dia 31 de Agosto de 2020, foi surpreendido com o cofermento de um Doutoramento Honoris Causa em Filosofia com gau efectivo em reconhecimento do seu trabalho de há décadas em vários campos em que é reconhecido especialista, orador e autor, tais como o Culto das Relíquias e a Iconografia Sacra juntou-se ao grupo de outros agraciados que inclui Astronautas Americanos, políticos e filósofos.

Carlos Evaristo recebe o Diploma e as Cartas Patentes legalizadas de Nomeação como Doutor Honoris Causa em Filosofia com Grau Efectivo de Professor para lecionar na faculdade..

O Prof. Moritz Hunzinger que em representação oficial da Reitoria entregou o Doutoramento; diploma, Carta Patente legalizada e a Toga e chapéu de Académico e Professor da Universidade durante uma Sessão Solene que teve lugar no Palácio dos Marqueses de Fronteira a 5 de Dezembro de 2020, foi assistido no acto pelo Magnífico Patrono e Membro de Honra da Faculdade de História da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, de Kiev,, o Prof. D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança, Presidente da Fundação D. Manuel II e Membro Fundador do Conselho de Curadores da Fundação Oureana.

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Seguidamente foi entregue ao Senhor Dom Duarte o chapéu preto de académico com borla azul de Professor da Faculdade de História e Membro de Honra com o Diploma e as respetivas Cartas Patentes Universitárias legalizadas.

Foi a 19 de Novembro de 2020, que o Conselho Académico da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov aprovou a nomeação de Sua Alteza Real Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, Chefe indiscutível da Casa Real de Portugal, como Patrono e Membro de Honra da Faculdade de História da Universidade, distinção que foi entregue pelo Prof. Moritz Hunzinger também a 5 de Dezembro de 2020 durante a Sessão Solene.

Seguidamente foi entregue ao Senhor Dom Duarte o chapéu preto de académico com borla azul de Professor da Faculdade de História e Membro de Honra com o Diploma e as respetivas Cartas Patentes Universitárias legalizadas.

Tal como no passado, em que os Papas, Imperadores e Reis eram os Patronos, e tantas vezes protetores e mecenas das universidades, entendeu esta Universidade Ucraniana, a maior do género na Europa, ao entregar este título de Patrono, que era o mais alto reconhecimento das Universidades, assinalar as qualidades de humanista e estadista e o insigne papel no domínio das relações internacionais, sobretudo na defesa intrínseca da amizade entre os povos e sua história, liberdade e cultura, que o Senhor Dom Duarte vem assumido.

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Dr. Carlos Evaristo, Magnífico Patrono Prof. D. Duarte de Bragança e Prof. Moritz Hunzinger.

Ao atribuir o estatuto de Patrono e Membro de Honra da sua Faculdade de História, a Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov presta ao Chefe da Casa Real Portuguesa o reconhecimento da sua estatura no domínio das relações internacionais e ao seu inquestionável papel na história mundial como representante da Casa Real Portuguesa.

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Prof. Dr. Moritz Hunzinger, o Magnífico Patrono Prof. D. Duarte de Bragança
e o Prof. Dr. Carlos Evaristo.

Durante a apresentação da renovada Galeria pelo Magnifico Reitor da Universidade Andrushchenko Viktor Petrovych, o Professor frisou que: “A Reitoria da Universidade ficou profundamente comovida que Sua Alteza Real tenha aceite a nomeação de Patrono e Membro de Honra da Faculdade de História e aguarda a visita de D. Duarte de Bragança dentro de dias para discursar à assembleia. Em 31 de Agosto de 2020, o nosso Conselho Académico nomeou o Cônsul Carlos Evaristo como Doutor em Filosofia – Honoris Causa – da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, com um grau efetivo de Professor e convite para lecionar e dar aulas na Faculdade num futuro próximo.

Edifícios da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.
Edifícios da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.
Edifícios da Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov.

A Universidade Pedagógica Nacional de Kiev foi fundada há 187 anos e possui seis prédios acadêmicos, biblioteca com 8 salas de leitura, 7 dormitórios, complexo desportivo com piscina, aulas de informática, buffets e refeitórios tendo a sua sede e Reitoria no edifício antigo na Rua Pyrocova, 9 em em Kiev.

A Universidade actualmente tem 36.000 alunos, 4.000 funcionários e é assim de longe, a maior Universidade da Europa.

INSTITUIÇÕES E FACULDADES

Instituto de Educação Humanitária e Técnica
Diretor – Doutor em ciências pedagógicas, Professor Mykola Koretz. O Instituto treina professores de educação profissional e desenho, especialistas em tecnologias da informação, design de interiores, design de moda, gestão de pequenas empresas e transporte automotivo.

Instituto de Filologia Estrangeira
Diretor – Candidato de Ciências Filológicas, Professor Volodymyr Goncharov. Desde 2015 o Instituto é dirigido pelo prof. Alla Zernetska. O Instituto, que foi fundado em 2003, oferece treinamento de especialistas em inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, polonês, russo, japonês, árabe, chinês e turco e literatura, e assim por diante.

Instituto de Informática
Diretor – Doutor em Física e Matemática, Professor Anatoliy Kudin. Os antecedentes históricos do Instituto de Informática remontam ao final dos anos 1950 – início dos anos 1960, quando se iniciou o estudo de elementos da cibernética e noções básicas de programação nas instituições de ensino superior da Ucrânia. Como uma unidade independente, o Instituto foi criado em 2008 como resultado da reorganização do Instituto de Educação Física e Matemática e Informática. Sua principal tarefa é formar professores de ciência da computação e economia.

Instituto de Educação Histórica
Diretor – Doutor em Ciências Históricas, Professor Olexandr Sushko. Nos últimos 30 anos, o Instituto de Educação Histórica forma professores de escolas secundárias, instituições humanitárias especializadas, professores universitários e pesquisadores de instituições acadêmicas e de pesquisa especializadas. A educação neste Instituto permite que os especialistas trabalhem como líderes escolares, trabalhem em arquivos e museus, governo, organizações políticas e sociais e outras instituições educacionais e turísticas.

Instituto de Educação Especial e Psicologia
Diretor – Doutor em Ciências Pedagógicas, Professor Viktor Synyov. O departamento de defectologia é um dos departamentos mais antigos da Universidade – funciona desde 1920. Em 2003 foi fundado em sua base o Instituto de Educação Especial e Psicologia, composto por cinco departamentos: Fonoaudiologia, Psicopedagogia Correcional, Língua de Sinais, Cegueira e Educação , psicologia especial e medicina. O Instituto possui dois centros científico-metodológicos: reabilitação de pessoas com deficiência e educação inclusiva.

Instituto de estudos de graduação, pós-graduação e doutorado
Diretor – Doutor em Filosofia, Professor Saveliev Volodymyr Leonidovych. Como unidade independente, o Instituto foi criado em 2008. É constituído por 4 departamentos: departamento de coordenação da formação de mestres, departamento de pós-graduação, departamento de organização da investigação científica, departamento de organização de conselhos científicos especializados. Em estreita cooperação com divisões específicas de ensino e investigação, o Instituto reúne centros científicos, departamentos, laboratórios científicos e pedagógicos, realiza trabalhos científicos e de coordenação para a formação de mestrandos, doutorandos, formação contínua de professores e pessoal científico-pedagógico, ciência da gestão e investigação trabalhos de departamentos e laboratórios, que fazem parte do Instituto.

Instituto de Artes
Diretor – Herói da Ucrânia, Artista do Povo da Ucrânia, Professor Anatoly Avdievsky. A formação dos alunos é realizada nas seguintes especialidades: arte musical e coreografia. No futuro, o Instituto pretende introduzir novas especialidades, nomeadamente: organizador e psicólogo do lazer musical juvenil, especialista de som em acústica musical, director musical de programas infanto-juvenis na rádio e televisão, director de som, acompanhador, concertista, artista- cantor (solista), intérprete de canções pop e folclóricas, arranjador, gestor musical, organizador de educação musical e afins.

Instituto de Pedagogia e Psicologia
Diretor – Doutor em Ciências Pedagógicas, Professor Volodymyr Bondar. O Instituto forma especialistas nas seguintes especialidades: psicologia aplicada, saúde humana, artes plásticas e educação básica. Para os alunos, há coral, ateliê de literatura, oficinas de pintura, escultura, artes decorativas, museu de história das artes plásticas, exposição permanente de obras de arte dos alunos.

Instituto de reciclagem e aperfeiçoamento de professores
Diretor – Doutor em Ciências Biológicas, Professor Volodymyr Isaenko. O instituto foi criado em junho de 2008 com o objetivo de aprimorar o processo de reciclagem e desenvolvimento de competências para todas as especialidades, que são ministradas na universidade. Esta divisão é a sucessora do corpo docente de reconversão, que existia na universidade desde 1974. O Instituto oferece formação profissional em 11 especialidades e proporciona a oportunidade de obtenção de um segundo ensino superior. Agora, cerca de 1000 alunos estão matriculados no Instituto.

Instituto de Educação Natural e Geográfica e Ecologia
Diretor – Candidato de Ciências Pedagógicas, Professor Vitaly Pokas. As ciências naturais foram estudadas na Universidade desde o início de seu funcionamento com o estatuto de Instituto Pedagógico (1834). A formação intensiva de professores de química, biologia e geografia teve início na década de 1920. Em 1933, foram abertas as divisões biológicas e geográficas, que posteriormente foram reorganizadas como Departamentos de Biologia e Química e Geografia. Em 1972, com base nisso, foi criada uma faculdade de geografia natural. Como uma unidade independente, o Instituto de Educação Natural e Geográfica e Ecologia funciona desde 2003.

Instituto de Politologia e Direito
Diretor – Doutor em Ciências Históricas, Professor Bogdan Andrusyshyn. O treinamento holístico de advogados e cientistas políticos na Universidade começou em 1992, na estrutura da recém-formada faculdade de ciências sociais e humanas. Antes, era realizado no âmbito da faculdade de especialização em história. Em 2005, com base na faculdade de Ciências Sociais e Humanas, foi organizado um Instituto de Politologia e Direito.

Instituto de Desenvolvimento Infantil
Diretor – Candidato da ciência pedagógica Zagarnytska Iryna. A formação de especialistas em pré-escola na Universidade remonta a 1920, ao Frebel Women’s Institute, onde trabalharam professores como I. Sikorsky, S. Rusova, V. Frolov, V. Zenkovsky.

Instituto de Educação Pública
Durante o processo de formação de educadores do departamento de pedagogia da educação pré-escolar do Instituto de Pedagogia e Psicologia, os futuros profissionais assistiram às palestras de M.Leschenko, O.Gribanova, Z.Borisova e outros. Em 2007, este departamento foi reorganizado no Instituto de Desenvolvimento Infantil, que como uma unidade estrutural de pesquisa educacional na Universidade Pedagógica Nacional Drahomanov, visa melhorar o potencial científico e pessoal da educação pré-escolar e da atividade sociocultural na área da infância em Ucrânia, além de garantir o nível de qualidade da formação de especialistas para esta área. O instituto é composto por 3 departamentos: teoria e história da educação pré-escolar, tecnologias de gestão e inovação da educação pré-escolar e arte infantil.

Instituto de Sociologia, Psicologia e Gestão
Diretor – Acadêmico da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, Doutor em Ciências Históricas, Professor Volodymyr Yevtukh. Os estudos de sociologia começaram na Universidade em meados da década de 1990. Como disciplina acadêmica foi formada no Departamento de Ciência Política e Sociologia e na Faculdade de Letras. Em 2007, foi criado na Universidade um Instituto de Sociologia, Psicologia e Gestão, que forma especialistas nas especialidades: sociologia, psicologia, gestão de organizações, gestão administrativa, gestão escolar, pedagogia de escolas superiores e outras. O Instituto é constituído pelos seguintes departamentos: teoria e metodologia da sociologia, teoria e aconselhamento psicológico, gestão e integração europeia, história dos sistemas e tecnologias educacionais e psicologia aplicada e psicoterapia.

Instituto de Serviço e Gestão Social
Diretor – Doutor em Filosofia, Professor Alla Yaroshenko. O instituto tem quatro departamentos: pedagogia social, teoria e tecnologia do serviço social, ramo da psicologia e psicologia da gestão, proteção social e jurídica da população. Para auxiliar professores e alunos, um centro de recursos científicos e metodológicos, um laboratório de “Tecnologias inovadoras de trabalho social e sócio-pedagógico” e “psicologia social da personalidade”, uma escola permanente de voluntariado, dentro da qual funciona o centro de educação e reciclagem de voluntários foram inauguradas funções, centro de treinamento para estudantes de outras universidades, pais, form-masters e Clube de Debate de Estudantes.

Instituto de Filologia Ucraniana
Diretor – Candidato da ciência filológica Anatoly Vysotsky. A formação de professores de língua e literatura ucraniana na universidade é realizada desde a década de 1920. Como uma unidade acadêmica independente, o Instituto funciona desde 2003. Formação de especialistas conduzida nas seguintes especialidades: filologia, edição, língua e literatura ucraniana, edição e edição.

Instituto de Educação Física e Esporte
Diretor – Doutor em Pedagogia, Professor Associado Olexiy Tymoshenko. Os treinamentos no Instituto são realizados nas seguintes especialidades: educação física (futebol, turismo, psicologia prática), saúde humana (educação física adaptativa, preparo físico), esportes (gestão, segurança empresarial). Em 1985, para melhorar a qualidade do processo educacional, foi inaugurado um novo prédio esportivo com área total de 8.400 metros quadrados.

Instituto de Física e Matemática
Diretor – Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, Professor Mykola Pratsyovity. A formação de professores de matemática e física foi realizada desde a fundação do Instituto, primeiro na faculdade da escola, depois – na faculdade de educação social. Como uma subdivisão estrutural, o departamento de física e matemática foi criado em 1934-1935, como uma instituição separada – em 2006.

Instituto de Educação Filosófica e Ciência
Diretor – Doutor em ciência histórica, Professor Ivan Drobot. A formação filosófica dos professores foi realizada desde a fundação do Instituto Pedagógico na estrutura da Universidade São Volodymyr. Foi fornecido por uma série de departamentos filosóficos, dirigidos por estudiosos e professores destacados, em particular, O.Novitsky etc. Na segunda metade do século 20, o Departamento de Filosofia do Instituto Pedagógico e, posteriormente, da universidade foi chefiado por Prof. O.Pavelko, posteriormente – pelo Prof. G.Volynka. Como unidade independente da Universidade, o Instituto foi fundado em 2004. São 8 departamentos que realizam a formação de especialistas nas seguintes especialidades: filosofia, culturologia, design, publicidade e relações públicas.

Corpo Docente Noturno
Diretor – Candidato de Ciências Psicológicas, Professor Associado Shyryaeva Lyudmyla. As origens do ensino noturno na universidade remontam à década de 1960, quando, a partir da faculdade de educação, foi criado um departamento noturno. Desde 1984, o departamento noturno opera como uma unidade administrativa independente. Foi inaugurado devido a uma necessidade urgente de ensino pré-escolar altamente qualificado, ensino fundamental e especialistas em filologia ucraniana.

RESUMO DA HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE

1834 - Instituto Pedagógico - a futura Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov - começou como uma filial da Universidade St. Volodymyr.

1920 - A gestão de escolas secundárias em Kiev decidiu criar, com base na Universidade Kyiv St. Volodymyr e cursos superiores femininos, o Instituto Superior de Educação de Kiev.

1933 - Instituto Pedagógico de Kiev.

1936 - Instituto Pedagógico de Kiev com o nome de A.M.Gorky

1991 - Instituto Dragomanov Pedagógico de Kiev.

1993 - Universidade Estadual Dragomanov de Kiev.

1997 - Universidade Nacional Dragomanov Pedagógica

2015 - A universidade celebrou solenemente o 180º aniversário de sua existência
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(Tradução da Inscrição na Placa)
Carlos Evaristo
(República Portuguesa)

Figura Científica, Política e Cívica
Cônsul Honorário do Brasil em Fátima (Portugal)
Eleito Doutor Honorário a 31 de Agosto de 2020
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ALGUNS NOMES DA GALERIA DE PROFESSORES DE DOUTORES
– Roman Bezsmertniy – Ex-vice-primeiro-ministro da Ucrânia.
– Oksana Bayrak – Famoso Diretor de Cinema Ucraniano.
– Olexandr Reyent – Pesquisador da História da Ucrânia dos Séculos XIX e XX.
– Augusta Goldberg – Primeiro Doutor em Psicologia na Ucrânia.
– Viktor Synyov – Proeminente Cientista Ucraniano na área de Educação Especial, Psicologia Jurídica e Especial.
– Vitali Klitschko – Político e Boxeador Profissional Aposentado. Atual Membro do Parlamento Ucraniano e Líder do Partido Político Aliança Democrática Ucraniana para a Reforma. Campeão Emérito do WBC e Ex-detentor de vários títulos Mundiais. O Primeiro Campeão Mundial de Boxe Profissional a possuir o título de doutor.
– Wladimir Klitschko – Irmão de Vitali, um Boxeador Profissional e Campeão WBA (Super), IBF, WBO, IBO & The Ring Heavyweight.
– Leonid Kravchuk – Ex-Presidente da Ucrânia
– Viktor Yushchenko, – Ex-Presidente da Ucrânia
– Rudolf Schuster,- Ex-Presidente da Eslováquia
– Evhen Bereznyak “Major Vyhr” – Herói da Ucrânia, o salvador da Cracóvia
– Hansjürgen Doss – Ex-Membro do Parlamento Alemão
– Moritz Hunzinger – Especialista mundialmente conhecido em Relações Públicas
– Adalbert H. Lhota – Ex-Cônsul Geral Honorário da Áustria
– Axel Haas – Sócio-Gerente da Arend Prozessautomation
– Alexander Sparinsky – Compositor, Produtor e Musicólogo Ucraniano
– Epifânio – Metropolitano da Ucrânia
– Carlos Evaristo – Arqueólogo, Perito em Relíquias, Iconografia Sacra, Figura Científica, Política e Cívica, Cônsul Honorário do Brasil em Fátima (Portugal)

27 de Maio de 2021

FONTE: https://npu.edu.ua/novyny/podii/npu-imeni-mp-drahomanova-vidvidav-yoho-korolivska-vysokist-duarte-piu-de-brahansa

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RELÍQUIAS DE SANTOS PORTUGUÊSES PODEM DESVENDAR MISTÉRIO DA IDENTIDADE DE COLOMBO

O Presidente da Fundação Oureana Carlos Evaristo, entregou várias amostras de osso, sangue e cabelo de Santos Portugueses para estudo na Universidade de Granada.

Para chegar à identidade de Cristóvão Colombo a equipa do Professor José Lorente Acosta do Laboratório de ADN do Departamento de Medicina Legal, Toxicologia y Antropologia Física da Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, realizou analises entre 2002 e 2004 que comprovaram que os poucos ossos que estão na Catedral de Sevilha são mesmo do Navegador pois comprovou-se que eram do pai de Hernan Colon, também sepultado na Catedral, e de um irmão de Diego Colon que estava sepultado na Cartuxa da mesma cidade.

O Prof. José António Lorente com as caixas contendo três amostras da família Colón.

Uma vez obtido o perfil genético de Colombo procedeu-se à comparação do seu ADN com várias famílias Italianas com as mais diversas variações do apelido, mas foi algo que segundo Lorente “não foi conclusivo dado que não se verificaram ligações com nenhumas das famílias italianas.”

A falta de matéria óssea aliada à pouca que então foi disponibilizada para o projeto cedo se revelou um impedimento pelo facto da tecnologia à época não poder ir mais além, estando-se igualmente a destruir o pouco de matéria óssea que havia. Tal determinou a suspensão do projeto que só agora foi retomado, 16 anos mais tarde, precisamente no dia 20 de Maio, por ocasião do 515º aniversário do falecimento do navegador em 1506.

Para testar as várias teorias procuraram-se ossadas de supostos parentes de Colombo que serão analisadas e comparadas com os marcadores do ADN do navegador, do seu irmão e filho, para se tentar estabelecer uma ligação próxima de parentesco. Porém duas amostras para suporte de duas das teorias portuguesas não foram submetidas para análise pelo laboratório a cargo de Lorente porque segundo os defensores das duas teses, as análises de ADN serão feitas em Portugal e os resultados depois enviados para Granada para comparação.

No entanto, três amostras que podem ser determinantes neste projeto, foram oficialmente entregues no laboratório na passada quarta-feira por Carlos Evaristo, arqueólogo especialista em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval que colabora no projeto Colombo há já vários anos. As relíquias transportadas da Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana no Castelo de Ourém num cofre de metal selado com selos de lacre episcopais, foi aberto no laboratório sendo o conteúdo entregue mediante a assinatura de um auto.

No âmbito da retoma do projecto de estudo do ADN de Cristóvão Colombo, anunciado na passada quarta-feira pela Universidade de Granada, foi organizada pela mesma Universidade, uma Conferência Internacional onde peritos nas várias teorias que existem acerca da nacionalidade do navegador, apresentaram as provas para sustentarem as suas teses.

Na ausência de outras amostras de restos mortais contemporâneos que pudessem sustentar a teoria genovesa, os cientistas voltaram a atenção para as outras teorias, descartando algumas mais distantes e considerando agora aquelas que defendem que Colombo era ibérico como as mais plausíveis.

A Magnifica Reitora, Lorente e o Produtor da Série Documentária para a TVE.

Só os defensores da teoria hoje mais comummente aceite, mas também a mais questionada, a de Colombo ter sido Genovês, é que não se fizeram representar. No entanto houve apresentações por peritos das teorias de Colombo Catalão, Valenciano, Aragonês, Galego, Castelhano, e de três teorias distintas, mas que defendem a sua origem Portuguesa: a de ter sido um corsário, de ascendência nobre, apresentada por Fernando Branco; a de que seria um filho bastardo de uma Infanta D. Isabel, de José Matos e Silva e a de que era filho de um Infante da Casa Real de Avis, do falecido Mascarenhas Barreto apresentada por Carlos Evaristo.

O Professor Lorente dirigindo-se a Carlos Evaristo durante a Conferência de Imprensa.

Evaristo foi convidado especial da Universidade de Granada e da TVE no encontro tendo participado na Conferência de Imprensa Internacional e na Conferência do Projecto Cólon ADN. Durante os três dias em Granada o Presidente da Fundação Oureana apresentou um dossier de provas documentais que sustentam a hipótese do Colombo ser Português mas disse considerar todas as teorias apresentadas na conferência “muito bem fundamentadas embora simpatize mais com a teoria de que Colombo era um membro bastardo da Casa Real Portuguesa”.

O Presidente da Fundação Oureana e Autor que compilou um estudo juntamente com o explorador subaquático Dave Horner sobre os Segredos e Mistérios de Colombo e co-produziram também um documentário com o premiado realizador americano Paul Perry sob o mesmo tema.

No encontro Evaristo apresentou provas e defendeu a teoria do seu falecido amigo e mentor, o pesquisador Augusto de Mascarenhas Barreto, que defendia que Colombo seria filho bastardo de D. Fernando, Duque de Beja e de Isabel Zarco, filha do Navegador João Gonçalves Zarco, nascido na Cuba do Alentejo, tendo como verdadeiro nome Salvador Fernandes Zarco ou Salvador Gonçalves Zarco. Mas considera, “o mais importante é comprovar que o Colombo era ibérico, e não Genovês, algo que o Papa Alexandre VI já havia afirmado ao referir-se ao Almirante como um filho amado das Hispanias na Bula Inter cætera.”

Esta Bula, de 4 de Maio de 1493, estabelecia um meridiano situado a 100 léguas a oeste do arquipélago do Cabo Verde, relativamente ao qual o que estivesse a oeste do meridiano seria Espanhol, e o que estivesse a leste, Português, antecedendo a divisão do Novo Mundo que viria em 1494 a ser acordada em Tordesillhas e que veio a favorecer Portugal na corrida para encontrar o caminho marítimo para a Índia.

Na balança histórica pesa mais o prato das provas de que era português; independentemente das teorias o facto é que todas elas o colocam como ligado à Casa Real, sendo então fundamental, tentar estabelecer a eventual ligação genética obtendo marcadores iguais com Santos da Casa Real.

De qualquer das formas evaristo acredita que Colombo serviu como Capitão de Guerra, uma espécie de Agente Secreto naquilo que diz respeito a desviar as atenções do Papa Borja Espanhol e dos Reis Católicos do verdadeiro caminho marítimo para a Índia e da existência de terras no Brasil e no Canadá, descobertas anteriormente à chegada do Colombo às Américas em 1492 e que seriam perdidas para Castela, tal como haviam sido as Ilhas Canárias, ao abrigo do tratado das Alcáçovas. Por isso estas descobertas só foram reveladas oficialmente depois de D. João II ter garantido mais 370 léguas com o Tratado de Tordesilhas que as abrangeram. É por isso que segundo Evaristo, com as revelações da existência destas terras em 1498 e 1500 Colombo cai na desgraça, foi preso e embora liberto, morreu em relativa obscuridade e com todos os direitos revogados.

Com a finalidade de encontrar provas genéticas que comprovem estas teorias, o perito em relíquias, Carlos Evaristo passou 10 dos 30 anos que já dedica ao estudo de Colombo, à procura de material genético contemporâneo ou anterior ao mesmo, mas sem êxito. Segundo o arqueólogo fundador do Real Instituto de Arqueologia Sacra; “não existem restos mortais na maioria dos túmulos e sepulturas dos supostos pais ou irmãos de Colombo em Portugal, para comparação. Alguns de Reis como D. Manuel I, D. João II e a Princesa Santa Joana são difíceis de abrir sem causar danos ou se gastar muito dinheiro. Os restos mortais em falta, por não haver registos de traslados, crê-se terem sido simplesmente removidos e transferidos para as valas comuns dos cemitérios públicos quando da ordem de despejo de todas as campas nas igrejas depois de 1834, uma ação que levou à chamada revolta da Maria da Fonte.”

Lorente e Evaristo conferem as amostras de osso, sangue e cabelo no Laboratório.

Foi então que o autor pensou em se testarem relíquias de Santos da Casa Real Portuguesa para possível comparação do ADN com os três Colombos; o navegador, o filho e o irmão. A escolha recaiu nas relíquias que Evaristo juntou e guarda na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, local onde está sedeado o Apostolado de Relíquias canonicamente ereto, fundado por ele e pela mulher Margarida, técnica assistente de conservação de relíquias há 33 anos.

“O problema”, segundo Evaristo, “era que há 16 anos, por exemplo, não era possível extrair ADN de cabelo e hoje já é e por isso o Professor Lorente como não queria gastar mais matéria óssea por haver pouca, decidiu sabiamente suspender o estudo até que a tecnologia evoluísse. Agora que já é possível, pediu para que nós submetêssemos as amostras.”

Assim, três cabelos da Rainha Santa Isabel com mas de sete séculos foram cuidadosamente removidos por Lorente e Evaristo de um relicário com uma sua madeixa, selado em lacre com o sinete do Bispo Conde de Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré. Este cabelo havia sido recolhido pelo mesmo prelado na presença do Rei D. Miguel I conforme documentação existente em arquivos quando da abertura do túmulo da Rainha Santa para verificação do estado de conservação do seu corpo incorrupto.

As outras duas amostras de relíquias de Santos fornecidas por Evaristo são mais difíceis de re-autenticar por terem perdido os selos de autenticidade ao longo dos séculos e terem sido removidas de relicários originais antes de terem sido vendidos por particulares. São supostamente sangue e ossos de dois Santos Portugueses que já tinham um grande culto contemporâneo a Colombo e que eram membros da Família Real de Avis e de Bragança. Embora Evaristo acredite que sejam genuínas, caso não se verifique o parentesco entre elas, o mesmo está preparado para pedir outras amostras destes santos e de outros que ainda estão na posse das entidades originais desde o falecimento dos mesmos.

Evaristo entregou também várias amostras de ossos que pensa serem de membros da alta nobreza Portuguesa de comprovada antiguidade contemporânea ao Colombo para comparação.

“Sendo os Santos da Casa Real antepassados comuns ou parentes directos das várias pessoas apresentadas nas diversas teorias Ibéricas como sendo possíveis pais de Colombo, a descobrir-se um elo de ligação poderá esse servir para confirmar que ele era pelo menos ibérico, se não mesmo Português. Uma vez que tudo o que roda em torno da sua vida, desde os escritos às ligações e afirmações feitas por outros à época vão nesse sentido. Até a sentença do Supremo Tribunal Espanhol de 1515 que ratificou uma decisão do Tribunal de Santo Domingo a respeito dos direitos à herança familiar, declarou que o Navegador se chamava Xproval Colomo em 1484 quando chegou de Portugal e que era provavelmente de origem Portuguesa. O mesmo escreveu Paolo Toscanelli em correspondência contemporânea e é o que referem recibos de pagamento da Rainha D. Isabel entre outros escritos existentes. O facto de ser um estrangeiro e ter casado com uma nobre portuguesa, de ter uma Carta de D João II que é um Salvo Conduto entre outros privilégios que só um parente da Família Real teria, tais como se sentar na presença do Rei, de assistir à Missa com ele e de estar a sós com a Rainha e o Príncipe D. Manuel durante vários dias, são todos factos documentados que levaram pessoas a questionar a sua verdadeira identidade e verdadeira missão à época.”

Para já fica de parte a proposta que Carlos Evaristo apresentou a Lorente há já vários anos como sendo a mais concreta para estabelecer uma ligação à Casa Real Portuguesa: a abertura da urna em chumbo do Príncipe D. Miguel da Paz, que Evaristo identificou há vários anos na Capilla Real de Granada. Príncipe que foi primogénito de D. Manuel I e da filha dos Reis Católicos e por isso, segundo a tese de Mascarenhas Barreto, um sobrinho de Colombo.

O Cabido da Sé de Granada porém tem até agora recusado permitir a abertura da urna e mesmo com um método não demasiado invasivo proposto por Evaristo de introduzir uma c
câmara endoscópica com pinça. Afirmaram em carta ser “um momento inoportuno”.

Restos óseos exhumados de la tumba de Cristóbal Colón en la Catedral de Sevilla en el año 2003.
Fragmentos de la urna y los huesos de los restos de Cristóbal Colón recuperados, en la Catedral de Sevilla. Horizontal.

O facto de haver poucos ossos de Colombo em Sevilha, um mero punhado de uma matéria óssea que mais se parece com uma mão cheia de pedras, deve-se, segundo um estudo Carlos Evaristo “à prática religiosa universal em vigor até ao século XIX de deixar uma terça parte do esqueleto no local de sepultamento original quando havia um traslado. Isto para que no caso de se perderem os ossos no transporte ou posteriormente, por outra razão, haver sempre algo para que os anjos no dia do julgamento final pudessem recriar o corpo para o unir à alma e assim o reanimar na ressurreição dos mortos.

Dado que os restos de Colombo estiveram insepultos em Valladolid tendo sido o corpo desmembrado e descarnado segundo o processo Teutónico (a prática de desmembrar e descarnar os corpos para posterior transporte), e depois os mesmos transferidos para o Mosteiro da Cartuxa em Sevilha e daí para Santo Domingo, depois para a ilha de Cuba e de regresso a Sevilha, não é de admirar que a República Dominicana afirme guardar uma boa parte do esqueleto do navegador no chamado farol de Colón em Santo Domingo e de a maior parte ter desaparecido. Pode ser também que os restos que estão lá sejam os de Diogo Colombo ou uma mistura dos dois. Em Valladolid o município procede com escavações no local do antigo Convento de São Francisco, local onde morreu Colombo. Foi já identificado o local preciso do seu primeiro sepultamento ou repouso da caixa com os seus ossos e onde teria sido enterrada, segundo Evaristo, a primeira terça parte dos mesmos.

O historiador Marciel Castro que foi quem teve a ideia em 2002 de se iniciarem estudos genéticos aos restos mortais de Colombo, foi também a pessoa instrumental na localização dos restos mortais do irmão do navegador, de nome Diego, e esteve na origem da ideia para a abertura do túmulo do filho do Navegador; Hernan. Castro foi também quem localizou a capela da primeira sepultura sobrepondo um mapa antigo a um mapa actual.

Maciel Castro, Carlos Evaristo e José António Lorente.

Carlos Evaristo descobriu também que o facto de não se conhecer o verdadeiro nome de Colombo e a sua verdadeira nacionalidade foi o impedimento maior que a Sagrada Congregação dos Ritos teve no século XIX para abrir o processo para a Canonização do navegador, tal como havia sido proposto pelo fundador dos Cavaleiros de Colombo, Padre Michael Mc Givney através do Episcopado Norte Americano.

Para Carlos Evaristo “a identidade de Colombo é uma página da história universal que falta escrever e se não for o Professor Lorente e sua equipa finalmente a escrever esse capítulo final, nunca se poderá pôr fim a um mistério com mais de 500 anos. E mesmo que ele não seja Genovês, ou Espanhol ou Português, o que interessa é a verdade. Isso em nada tira o valor da missão dele ou daqueles dedicados investigadores que perante este mistério forense seguiram pistas válidas baseadas em factos contemporâneos para apresentarem várias teorias. Não é afinal o que fazem sempre todos os investigadores quando há um crime por resolver?”

“Mas é o ADN”, garante o Professor José Lorente Acosta, chefe da equipa de investigação do Projeto ADN Colón da Universidade de Granada, “que será a chave para desvendar o mistério”. Um mistério que Colombo nunca quis revelar em vida, nem mesmo aos filhos.

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TEORIAS APRESENTADAS DURANTE A CONFERÊNCIA

Teoria Valenciana: Colombo tinha uma dupla identidade: “Genovês de nação” e cidadão Valenciano”.

Palestrante: Francesc Albardaner i Llorens, Membro da Sociedade Catalã de Estudos Históricos do I.E.C., Sócio da Instituição Catalã de Genealogia e Heráldica.

Resumo: A pesquisa de Francesc Albardaner situa Cristóbal Colom em Valencia no seio de uma família de judeus convertidos, cujo comércio era tecelões de seda, à qual pertencia sua mãe. Seu pai era um emigrante da Ligúria que chegou a Valência com o clã Gavoto de Savona, que criou empresas de tecelagem de seda e brocado e fábricas de papel em Valência, a partir do ano de 1445 ou pouco antes. O casamento pode ser considerado intra-união, uma ocorrência frequente naquela época. Por ser filho de casal misto, podia apresentar-se tanto como “genovês da nação”, por ser filho de pai genovês, ou como súdito natural da Coroa de Aragão, por ser cidadão de o Reino de Valência. Cristóbal Colom também teve uma formação dual: cristã na esfera pública e judia no claustro familiar. Na verdade, ele foi um criptojudeu que não se interessou em dar a conhecer as suas origens hebraicas nos momentos difíceis da imposição da inquisição castelhana em todos os territórios da Coroa de Aragão. Sua origem judaica sefardita foi um dos principais motivos que o obrigaram a não divulgar sua origem.

Teoria Portuguesa I: Colombo era na verdade um corsário português

Palestrante: Fernando Branco, Professor da Universidade de Lisboa (IST, Instituto de Engenharia) e Membro Honorário da Academia Portuguesa de História

Resumo: A hipótese portuguesa afirma que Cristóvão Colombo se chamava realmente Pedro Ataíde e era um corsário português. O Professor Fernando Branco recolhe no seu livro “Cristóvão Colombo, nobre português” as numerosas coincidências entre a vida do almirante e a de Ataíde, ambas inclusive participaram na guerra de Aragão e na batalha naval do Cabo de S. Vicente. O que se sabe de Pedro Ataíde justifica, como aconteceu com Colombo, sua fuga para Castela em 1485, suas ligações com a nobreza portuguesa em Sevilha e o texto da carta que D. Juan II lhe enviou. Justificaria também, ao regressar da primeira viagem, o seu reconhecimento por João da Castanheira na ilha de Santa Maria e a visita da Rainha de Portugal ao convento da Castanheira. Em 2017, o grupo de investigadores da Universidade de Coimbra e do Instituto Superior Técnico de Lisboa exumou os restos mortais do primo paterno de Pedro Ataíde. Os ossos de António de Athayde, primeiro Conde de Castanheira e primo do corsário português, foram exumados da igreja onde foi sepultado, perto de Lisboa, para extracção do ADN nuclear.

Teoria portuguesa II: Colombo, filho bastardo de Infanta Portuguêsa

Palestrantes: José Mattos e Silva (António Mattos e Silva)

Resumo: Cristóvão Colombo era filho bastardo da Princesa Leonor de Aviz e D. João Menezes da Silva, justamente em período de negociações para o futuro casamento da princesa com o Imperador Frederico III, portanto não poderia ser considerado filho da princesa e foi adotada por um de seus servos. Ambos os pesquisadores fornecem amostras genéticas do suposto ramo paterno e materno.

Teoria de Navarra: Colombo transferiu o topônimo de Ainza para a América

Palestrante: Jose Mari Ercilla, Pesquisador e médico aposentado.

Resumo: Segundo a tese de José Mari Ercilla, Cristóbal Colón nasceu na Baixa Navarra e era portador do antígeno HLA-B27, característico de escapamentos. Todos os personagens importantes da vida de Colombo têm um forte vínculo com Navarra e grande parte do seu vocabulário coincide com o da área dos ultra-portos. O topônimo Ainza era o nome da cidade da Baixa Navarra onde nasceu Cristóvão Colombo (atualmente Ainhice Mongelos). Este nome não existia em outra parte do mundo além da América e após a descoberta deste por Colombo. Um nome que só quem nasceu ali poderia saber porque os Colom, segundo o censo real navarro, habitavam esta localidade com apenas cinco casas.

Teoria de Maiorca: Colombo era o filho secreto do Príncipe de Viana

Palestrante: Gabriel Verd Martorell, Historiador e Presidente da Associação Cultural Cristóbal Colón

Resumo: A teoria da origem maiorquina de Cristóvão Colombo não foi documentada documentalmente até o século passado em que diversos historiadores tentaram mostrar que o descobridor era filho natural de Dom Carlos, Príncipe de Viana (irmão do Rei Fernando el Católico) e o maiorquino Margalida Colom. Ele nasceu em Felanitx, Maiorca, em 1460. Esta teoria foi defendida por historiadores de grande prestígio, como Manuel Lópéz Flores de Sevilha, Irmão Nectário Maria venezuelano e Torcuato Luca de Tena, etc. Colombo durante sua terceira viagem ao Novo Mundo batizou Ilha Margarita na costa da Venezuela em 1498 com o nome da mãe e escreveu-o em maiorquino «Margalida». O grande filólogo espanhol Ramóm Menéndez Pidal mostrou que Colombo “sempre escreveu em latim ou espanhol, nunca em italiano ou genovês, e tampouco os italianismos aparecem em seus escritos”. Em abril de 1492, um importante documento de valor histórico incalculável foi assinado em Santa Fé de Granada, conhecido como “as Capitulações de Santa Fé” e no qual foram estipuladas todas as condições estabelecidas entre o Descobridor e a Coroa, por meio do qual o levaria a cabo o empreendimento da descoberta. No documento citado, Colombo é nomeado almirante, vice-rei e governador geral. Ele também recebe o título de “Don”, que, como nos diz o professor Juan Manzano em uma de suas publicações, “era um título honorário e digno usado por reis e membros de suas famílias”. Os cargos de vice-rei e governador geral aparecem na época do descobrimento na Coroa de Aragão e não na castelhana. São cargos de alta categoria social e até mesmo o de Governador Geral foi reservado para pessoas de sangue real. Outro fato importante a destacar é que Colombo possuía uma cultura extraordinária para sua época. Todos esses dados, junto com outros, defendem a hipótese de que o descobridor não poderia ser o genovês Cristoforo Colombo, tecelão e estalajadeiro.

Teoria Galega: Colombo era de origem Galega

Palestrante: Eduardo Esteban Meruéndano, Presidente da Associação Cristóbal Colón Galego “Celso García de la Riega”

Resumo: A possível origem galega de Cristóbal Colón foi postulada em 1898 como a primeira refutação da origem genovesa, por Celso García de la Riega de Pontevedra. Documentos, toponímia e linguagem foram a base fundamental do suporte de uma teoria conhecida, seguida e difundida por historiadores (Enrique Zas Simó, Constantino de Horta e Pardo), pedagogos (Virgilio Hueso Moreno, Ramón Marcote Miñarzo, Nicolás Espinosa Cordero), acadêmicos (Wenceslao Fernández Flórez, Emilia Pardo Bazán) ou figuras culturais (Ramón María del Valle – Inclán, Torcuato Luca de Tena e Álvarez Ossorio), entre muitos outros. Em 1928, silenciado por pressões políticas devido à iminente celebração da Exposição Ibero-americana de Sevilha.

A recente legitimação dos documentos históricos pelo Instituto do Patrimônio Cultural da Espanha (2013), que contêm os sobrenomes “Colón” e “de Colón”, bem como as Capitulações de Santa Fé, pode colocar a família do navegador em Pontevedra , antes e durante a descoberta.

Teoria Castelhana: Colombo era Castelhano

Palestrante: Alfonso C. Sanz Núñez, Autor do livro “Don Cristóbal Colón. Almirante de Castela “

Resumo: A tese castelhana afirma que Cristóvão Colombo nasceu em Espinosa de Henares (Guadalajara) em 18 de junho de 1435. Ele era neto de Don Diego Hurtado de Mendoza, Almirante de Castela. Sua mãe era Dona Aldonza de Mendoza, Duquesa de Arjona . Ela morreu de parto duplo. No testamento desta Senhora, feito dois dias antes de sua morte, aparece Cristóbal Genovés, a quem ela deixa 13.000 maravedíes. O irmão gêmeo do almirante, Alfón el Doncel, foi assassinado quando tinha cinco anos. Seu tio, o Marquês de Santillana, usurpou sua herança. Os reis concederam-lhe as mesmas prerrogativas que o Almirante de Castela tinha o título de Almirante do Mar Oceano antes do Descobrimento, porque lhe correspondia por linhagem. Os emblemas de seu avô e de sua mãe aparecem no brasão de Colombo.

Teoria portuguesa III: Colombo, um bastardo da Casa Real e Espião ao Serviço do Rei de Portugal.

Palestrante: Carlos Evaristo, Arqueólogo e Historiador, Presidente da Fundação Oureana e do Instituto Cristóvão Colom.

Resumo: A teoria do falecido Autor Professor Augusto Mascarenhas Barreto, defendida por Carlos Evaristo é que Cristóvão Colom não seria Genovês, mas poderia ser filho bastardo de D. Fernando, Duque de Beja e Viseu, e de Isabel Gonçalves Zarco, de ascendência Judia e Genovesa.

O seu nome seria Salvador Fernandes Zarco e seria originário de Cuba, Alentejo. Colom seria um Capitão de Guerra, um Espião como o 007, com licença para matar, ao serviço do Rei João II de Portugal. A missão deste suposto irmão de D. Manuel I era desviar a atenção dos Reis Católicos da verdadeira rota para a Índia, oferecendo-lhes uma rota alternativa. Esse engano permitiu que Portugal negociasse um novo Tratado para ficar com a Índia e com a posse das terras do Brasil e do Canadá já descobertas.

Carlos Evaristo, para além de estudar os túmulos do Duque de Beja e das suas irmãs, todos estranhamente vazios, identificou uma urna de chumbo com os restos mortais do Príncipe Miguel da Paz, filho de D. Manuel I na Cripta da Capela Real de Granada na espera de autorização para abri-lo.

Foram também recolhidas por Evaristo outras relíquias significantes ligadas à Casa Real Portuguesa que serviriam como principais amostras de DNA para finalmente permitirem confirmar, ou não, esta que é a teoria mais antigo do Colombo português.

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Os resultados das análises de ADN serão divulgadas pelo Professor Lorente no dia 12 de Outubro, aniversário da chegada de Colombo às Américas em 1492.

Granada, 19 de Maio de 2021

Real Instituto Cristóvão Colom – Salvador Fernandes Zarco – RAHA

(DEPARTAMENTO DE PESQUISA COLOMBIANA AUGUSTO MASCARENHAS BARRETO DA FUNDAÇÃO OUREANA)

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