A Regalis Lipsanotheca recebeu um grupo de peregrinos muito especial. Vindos da Paróquia de São Vicente de Alfena eram liderados pelo Teólogo e especialista em assuntos religiosos, Dr. Sérgio Carvalho. O grupo visitou o Castelo de Ourém e depois na Regalis Lipsanotheca receberam a Indulgência Plenária concedida pelo Papa Leão XIV pelo 30º aniversário da Fundação Oureana e 25º da sua Capela de Relíquias.
A primeira atividade que o grupo “Alfena aos pês de Maria” realizou foi uma peregrinação a Fátima a 13 de Fevereiro de 2006 pela translação dos restos mortais da Venerável Irmã Lúcia, tendo sido o primeiro grupo registado em visita ao Santuário de Fátima após o desconfinamento da Pandemia da Covid 19.
Altar de Cristo Rei na Regalis Lipsanotheca
Os participantes desta 18ª peregrinação Alfena aos Pés de Maria, que teve lugar nos dias 27 e 28 de Junho, tiveram um fim de semana repleto de oração, fraternidade e esperança, percorrendo a Via-Sacra nos Valinhos, o Calvário Húngaro, as Casas dos Pastorinhos, o Poço do Arneiro e a Igreja Paroquial de Fátima.
O grupo no Calvário Hungaro
No dia 27 de Junho os Peregrinos passaram pelo Santuário de Nossa Senhora da Ortiga e foram depois ao Castelo de Ourém visitar a Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria da Visitação e a Cripta com o túmulo de D. Afonso, IV Conde de Ourém, neto de São Nuno de Santa Maria.
O grupo no Santuário de Nossa Senhora da Ortiga
O Dr. Sérgio Carvalho com os Peregrinos
Carlos Evaristo conduziu a visita guiada aos lugares mais emblemáticos do Castelo de Ourém que incluíram o fontanário, o pelourinho, o antigo hospital (Pousada), as ruínas da Sinagoga e Botica, e as Prisões (Ucharia).
Antes de venerarem as relíquias da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Sérgio Carvalho, à chegada, recitou com todos os presentes as orações para lucrarem da Indulgência Plenária do Jubileu.
O Dr. Sérgio Carvalho lidera o grupo em oração
Seguiu-se uma curta palestra de Carlos Evaristo sobre o Culto das Relíquias Sagradas desde os tempos bíblicos e a história de algumas relíquias insignes que fazem parte da colecção.
Carlos Evaristo durante a palestra ao grupo
Depois da palestra de Carlos Evaristo houve a oportunidade de visitar a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré e de venerar as relíquias e particularmente as de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua Mãe Santíssima, São José, Santa Ana, dos Pastorinhos de Fátima e dos Santos Populares deste mês de Junho; Santos António, João Baptista e Pedro Apóstolo.
O Grupo “Alfena aos Pés de Maria” na réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré
Antes de partirem da Regalis Lipsanotheca, o Apostolado de Relíquias ofereceu uma teca relicário ao Dr. Sergio Carvalho na qual foi colocada uma relíquia de São Carlo Acutis que Carlos Evaristo havia recebido da mãe do jovem Santo em Março deste ano.
Josephine Nobisso ofereceu ao Dr. Sérgio Carvalho um exemplar do seu livro “Retrato do Filho”
O Dr. Carvalho também recebeu um livro autografado em língua portuguesa da Josephine Nobisso, autora premiada de livros infantis Católicos e Membro do Apostolado de Relíquias.
As Visitas Guiadas ao Centro Histórico do Castelo de Ourém, Visitas aos Museus do Complexo Museológico “Sedes Mundi Reginae” e Palestras Temáticas são um serviços gratuito oferecido pela Fundação Oureana aos grupos turísticos e peregrinações mas requerem marcação antecipada através de telefone: 249544808 ou e-mail: fundacaohcoureana@gmail.com
27 de Junho de 2026
FOTOS: Direitos Reservados à Fundação Oureana / Dr. Sérgio Carvalho
No Castelo de Ourém, realizou-se uma cerimónia solene da bênção do busto relicário na presença de D. Duarte Pio de Bragança e dos organizadores do evento.
(Ourém, Portugal). Graças à dedicação e ao empenho organizativo de Angelo Musa, Cavaleiro da Ordem Constantiniana de São Jorge, e do Comandante Arturo Canavacciuolo, da Delegação de Óstia, nasceu a ideia de criar um busto relicário da recém-beatificada Beata Maria Cristina para ser doado à Regalis Lipsanotheca, localizada no Castelo de Ourém, perto de Fátima.
A relíquia, que até então fora zelosamente guardada pelo sacerdote paduano Dom Carlo Cecchin, consiste numa madeixa de cabelo da antiga Rainha das Duas Sicílias, que foi colocada dentro de um busto.
As relações entre as Casas Soberanas de Portugal e das Duas Sicílias foram sempre marcadas pelo mais elevado respeito mútuo, ainda mais confirmado pela troca das mais altas honras. Entre os ilustres convidados presentes no solene rito de promulgação do decreto relativo ao milagre atribuído à Beata, ratificado pelo Papa Francisco, e na anterior assinatura do Acordo de Conciliação e Reconhecimento do Grão-Magistério da Ordem Constantiniana por S.A.R. o Duque de Castro, Don Carlos de Bourbon, e o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio.
O Cavaleiro Angelo Musa organizou o evento da entrega do relicário com o Secretariado Real, por intermédio do Comendador da Ordem Constantiniana Carlos Evaristo que coordenou o evento em Portugal com o apoio de Dom Duarte, que confirmou de imediato a sua presença no evento, informando o custódio da Lipsanotheca no Castelo de Ourém e ao Pároco da Igreja de Nossa Senhora das Misericórdias.
Carlos Evaristo e Angelo Musa
O Convite foi estendido online a todos os Cavaleiros Constantinianos de ambos os ramos. Os dois organizadores e os Cavaleiros Guida de Bolonha e Rimauro de Grosseto também aceitaram patrocinar.
Em representação da Delegação Siciliana estiveram o Comendador Aurelio Badolati e o Cavaleiro Giuseppe Matranga. (Vários Cavaleiros de toda a Itália, impossibilitados de comparecer, mas apoiantes do projeto, ofereceram espontaneamente contribuições financeiras para a iniciativa.)
A imagem foi feita pela artista de Lecce, Ciardo Stella, após os esboços de Carlos Evaristo terem sido aprovados pelo Padre Dom Carlo Cecchin, Capelão Mor da Casa Real Portuguesa que supervisionou com paixão todo o processo canónico.
A 12 de Abril, após a Santa Missa, uma cerimónia solene, com a presença de D. Duarte, levou à inauguração do busto relicário representando a Beata Maria Cristina. Estiveram presentes muitos convidados, entre os quais vários membros da Nobreza Portuguesa e Membros das Ordens da Casa Real de Bragança.
Para realçar ainda mais a solenidade do evento, os Cavaleiros presentes foram agraciados por S.A.R. Dom Duarte com a admissão na Real Confraria do Santo Condestável São Frei D. Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, um santo particularmente venerado em Portugal.
Como Comandante do Exército, D. Nuno salvou a independência da nação aos invasores espanhóis. Mais tarde, como frade Carmelita, viveu na pobreza e em harmonia com o espírito do Evangelho. Foi também o Fundador da Dinastia Bragança, da qual o atual Duque, Dom Duarte, detém a Grã-Mestria por nascimento. O evento concluiu-se com a entrega do Colar da Real Confraria e do diploma correspondente ao Cavaleiro Musa.
A cerimónia religiosa seguiu-se a um almoço de gala presidido por D. Duarte, realizado na sala de receção do Hotel “Domus Pacis” em Fátima.
No final da Peregrinação foram atribuídas lembranças a todos os participantes, tendo sido pessoalmente atribuído a Angelo Musa a Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Consciência de Vila Viçosa pelos serviços prestados à Casa Real Portuguesa.
M.I.F.
12 de Abril de 2014, 1 de Maio de 2014, 14 de Maio de 2014, 21 de Maio de 2014
A Catedral de São Carlos Borromeu, no interior de São Paulo, dá um passo significativo para se tornar centro de referência nacional em sagradas relíquias.
Carlos Evaristo (*)
Nos Atos dos Apóstolos, o evangelista São Lucas revela a importância das sagradas relíquias nos primórdios da Igreja. Por meio de lenços e tecidos que haviam tocado no corpo de Paulo, doentes eram curados e possessos eram exorcizados. Em quase dois milênios, a Igreja se empenhou em preservar, valorizar e autenticar esses tesouros da fé e promover uma reta devoção e uso pelos fiéis como sacramentais. No século XXI, santuários ao redor do mundo com relíquias insignes seguem acolhendo multidões de peregrinos em busca da companhia dos santos, da cura e da conversão, pois onde está a relíquia, o santo ali está para interceder junto a Deus.
Após receber a doação das relíquias da Santa Cruz – entronizadas em setembro de 2023 e colocadas em exposição perpétua -, a Catedral de São Carlos Borromeu, no interior de São Paulo, dá mais um passo significativo na valorização desse importante sacramental. Em um ato chancelado pelo bispo diocesano Dom Luiz Carlos Dias, Fábio Tucci Farah, especialista em arqueologia sacra e perito em relíquias, torna-se o responsável oficial pelo culto diocesano de relíquias sagradas – função que exerce na Arquidiocese de São Paulo desde 2016.
Nos últimos anos, Farah desenvolveu pesquisas pioneiras em arqueologia sacra, algumas destacadas pelo Vatican News, como a redescoberta do real simbolismo da Coroa de Espinhos e os possíveis cálices que Jesus Cristo teria usado na Última Ceia. Em 2018, foi nomeado curador adjunto da Regalis Lipsanotheca, no Castelo de Ourém, perto de Fátima, Portugal, um dos maiores acervos de relíquias do mundo. E publicou, em coautoria comigo, o livro “Relíquias Sagradas – Dos tempos bíblicos à era digital”, que me alegro ser obra de referência na área.
Na Diocese de São Carlos, Farah dedicará especial atenção à Catedral de São Carlos Borromeu, cujo patrono, cardeal e arcebispo de Milão no século XVI, era um ardoroso devoto das sagradas relíquias. Quando a peste assolou a cidade italiana, São Carlos resgatou um dos cravos da Paixão, descoberto por Santa Helena em uma cisterna à leste do Gólgota, e fez procissões com a relíquia, suplicando ao Senhor pelo término daquela tragédia. Quando a peste chegou ao fim, São Carlos cumpriu a promessa de ir em peregrinação até outra importante relíquia, a Santa Sindone (a mortalha de Cristo, mais conhecida por Santo Sudário) – graças ao arcebispo, a santa relíquia da ressureição de Jesus foi trasladada de Chambéry, na França, para Turim, na Itália, onde se encontra até hoje.
Pouco antes de sua Ascensão, Cristo confiou uma missão aos amigos mais próximos: “e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo”. Nos Atos dos Apóstolos, o evangelista Lucas revela a importância das sagradas relíquias nos primórdios da Igreja.
Na Catedral de São Carlos Borromeu, portanto, as relíquias devem ter lugar privilegiado. Por essa razão, um projeto, já em gestação, prevê a criação de uma capela dedicada aos doze apóstolos de Nosso Senhor, com relíquias de todos. Haverá, porém, um espaço dedicado ao décimo terceiro – e um dos pilares da Igreja – São Paulo.
Com essas relíquias, a Catedral de São Carlos Borromeu se tornará um bastião do testemunho da fé apostólica na Terra de Santa Cruz. E, nos próximos anos, o Centro de Relíquias da Diocese de São Carlos poderá se tornar uma importante referência no estudo e na divulgação das sagradas relíquias, esses inestimáveis tesouros de nossa Igreja. Por dirigir os olhos ao futuro, São Carlos ganhou o epíteto de Capital da Tecnologia. A partir dessa iniciativa, a cidade também poderá se tornar um grande centro de devoção das Sagradas Relíquias, erguendo os olhos dos paroquianos e peregrinos à Cidade de Deus.
Fabio Tucci Farah e Carlos Evaristo
(*) Dr. Carlos Evaristo é arqueólogo, historiador, períto em iconografia sacra medieval e relíquias sagradas. Como Custos Reliquiarium é Presidente de várias comissões e gabinetes diocesanos que conservam, regulam e reautenticam as relíquias, promovendo seu culto. Com sua mulher Margarida Evaristo e o Capelão Mor Padre Carlo Cecchin, é fundador do Apostolado para as Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias. É Fundador e Curador da Regalis Lipsanotheca, um repositório de relíquias sagradas que colabora há várias décadas com a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos e Gabinetes de Postuladores, sendo Presidente do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano para paises lusófonos.
O Chefe da Casa Real Portuguesa, D. Duarte Pio de Bragança esteve presente no Mosteiro de Odivelas para conferir a Medalha D. Dinis da Fundação Oureana.
Carlos Evaristo, o Padre Fernando António e D. Duarte acompanhados do Presidente da Câmara e Vereadora da Cultura
A exposição inaugurada hoje divulga, pela primeira vez resultados das investigações arqueológicas e dos estudos interdisciplinares realizados no âmbito das intervenções nos túmulos de D. Dinis e do Infante.
D. Duarte de Bragança de visita à Exposição
A Sessão de entrega da Medalha Rei D. Dinis teve lugar durante a inauguração da Exposição 𝗦𝗲́𝘁𝗶𝗺𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗠𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗼 𝗥𝗲𝗶 𝗗. 𝗗𝗶𝗻𝗶𝘀, promovida pela Câmara Municipal de Odivelas em parceria com a Museus e Monumentos de Portugal, EPE, e patente no Claustro Novo do Mosteiro de Odivelas.
As Intervenções
Profª Ana Catarina Sousa
Na abertura da Sessão, Ana Catarina Sousa, em representação da Património Cultural I.P., falou da importância destes trabalhos realizados no âmbito das celebrações do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis e do apoio dado pelas instituições governamentais aos mesmos.
A Profª Ana Catarina Sousa da Património Cultural I.P.
A Profª Ana Catarina Sousa da Património Cultural I.P.
A Vice-Presidente da Património Cultural I.P. exprimiu também o desejo desta exposição poder percorrer todo a país para maior divulgação e conhecimento destes trabalhos.
O Prof. Alexandre Nobre Pais, Presidente da Museus e Monumentos de Portugal, EPE
O Presidente da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, Alexandre Nobre Pais durante a sua intervenção falou também da importância da conservação e divulgação destes trabalhos e das diversas áreas a serem estudadas durante a intervenção felicitando os peritos que estão a realizar estes estudos.
Intervenção do Prof. Alexandre Nobre Pais, Presidente da Museus e Monumentos de Portugal, EPE
Durante a intervenção do Duque de Bragança
Seguidamente, Sua Alteza Real o Duque de Bragança, foi convidado pelo Presidente da Câmara Municipal de Odivelas Hugo Martins, para dirigir algumas palavras a todos presentes na qualidade de Chefe da Casa Real Portuguesa.
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
Durante a sua intervenção, o Duque de Bragança agradeceu, em nome da Família Real, à Câmara Municipal e a todos os responsáveis das entidades responsáveis “pelo excelente trabalho inédito realizado no túmulo do Rei D. Dinis e na conservação e estudo dos seus restos mortais, da sua espada e do Manto Real.”
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
D. Duarte falou também da importância de se divulgar estes estudos por todo o mundo e das autoridades responsáveis garantirem que depois de conservadas as peças encontradas no túmulo do Rei D. Dinis, como a espada e o manto, que a mesmas voltem para e fiquem expostas em Odivelas por ter sido essa a vontade do Monarca que quis ser sepultado no mosteiro.
Durante a intervenção do Duque de Bragança
A última intervenção institucional coube ao Presidente da Câmara Municipal de Odivelas Hugo Martins, que agradeceu a presença de todos e explicou que os trabalhos realizados no túmulo do Rei D. Dinis iriam ser divulgados em publicação, agradecendo o apoio das entidades governamentais e o trabalho de todos os intervenientes nos estudos multidisciplinares que estão a ser desenvolvidos e que vão ser agora divulgados na exposição.
Hugo Martins, Presidente da Câmara de Odivelas
Antes da Sessão de entrega da Medalha, o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, justificou a edição da mesma como sendo tradição antiga de se mandar fazer uma iluminura ou cunhar uma medalha alusiva às exéquias fúnebres dos Reis e Rainhas. Explicou também ser desejo da Casa Real Portuguesa continuar essa tradição através das Fundações Parceiras; D. Manuel II e Histórico – Cultural Oureana. A concessão da medalha disse Evaristo “é também uma pequena gratificação de reconhecimento da Casa Real a todos os que trabalharam nesta nobre causa.”
Sessão de entrega da Medalha Rei D. Dinis
Carlos Evaristo apresenta a Medalha Rei D. Dinis
A Medalha Comemorativa dos 700 anos da Morte e das Exéquias Fúnebres do Rei D. Dinis, conferida com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, é uma edição das Fundações; Histórico – Cultural Oureana e D. Manuel II e destina-se exclusivamente a distinguir todos os intervenientes nas escavações e estudo do túmulo do Monarca, assim como os membros da Comissão de Honra das Exéquias Fúnebres.
Medalha Rei D. Dinis
A Medalha foi desenhada pelo Colégio Heráldico da Fundação Oureana e executada e patrocinada pelo Delegado da Real Irmandade e Ordem Militar do Arcanjo São Miguel em Malta Dr. Marco Spiteri Binett. Executada e bronze dourado, apresenta numa face a reconstituição do rosto do Rei D. Dinis e na face reversa a espada encontrada no túmulo do Monarca.
Medalha Rei D. Dinis
A entrega da medalha pelo Senhor D. Duarte ao Presidente da Câmara de Odivelas, aos responsáveis da entidades governamentais da tutela do Património Nacional, dos Museus e Monumentos e depois, à Vereadora da Cultura e Turismo Ana Isabel Gomes e todos os intervenientes nos estudos especializados, nas comemorações do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis e na realização das Exéquias Fúnebres.
O Presidente da Câmara de Odivelas foi a primeira entidade a receber a Medalha Rei D. Dinis
O Presidente e Vereadora da Câmara de Odivelas com D. Duarte de Bragança e Carlos Evaristo
As primeiras medalhas comemorativas haviam já sido entregues no passado mês de Maio ao Sr. Patriarca de Lisboa Rui Valério, ao Capelão Padre Fernando António e às pessoas que colaboraram ou patrocinaram na organização das Exéquias Fúnebres do Rei D. Dinis e na Real Guarda de Honra em Janeiro de 2025.
A todos os membros do Executivo da Câmara Municipal de Odivelas a Fundação Oureana concedeu a Medalha do VII Centenário da Morte do Rei D. Dinis e Miniatura da Real Guarda de Honra.
Alguns dos contemplados com a da Medalha Rei D. Dinis
O Duque de Bragança congratula o Presidente da Câmara Municipal de Odivelas
Aos ilustres convidados o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Odivelas fez a entrega de uma coleção de selos comemorativos do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis lançados no passado dia 16 de Abril pelos CTT – Correios de Portugal.
O Presidente da Câmara apresenta a Coleção de Selos
D. Duarte de Bragança e o Padre Fernando António visitam à Exposição
A coleção composta por quatro selos com um valor facial de 0,73 euros, com uma tiragem de 40 mil exemplares cada e ainda por um bloco filatélico com um selo.
A todos os presentes na inauguração da exposição foi oferecido pela Câmara Municipal de Odivelas uma Brochura sobre os diversos projetos e intervenções do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis.
Depois da entrega das medalhas e lembranças foi altura de cada um dos intervenientes das investigações arqueológicas e dos estudos interdisciplinares realizados no âmbito das intervenções nos túmulos de D. Dinis e do Infante explicarem os trabalhos junto dos painéis ilustrados da exposição.
Alexandre Nobre Pais e D. Duarte de Bragança
Durante a visita à exposição foram servidos doces de marmelada, típico de Odivelas acompanhado de vinho “Madre Paula” branco e tinto.
O momento de Convívio
O momento de Convívio
O momento de Convívio
O momento de Convívio
Alexandre Nobre Pais e Carlos Evaristo
A Fundação Oureana esteve representada no evento pelo Presidente da Direção, Carlos Evaristo, e pelo Capelão Padre Fernando António.
O evento terminou com um convite dos responsáveis do Laboratório José de Figueiredo para o Senhor D. Duarte e os representantes da Fundação Oureana visitarem as instalações onde estão a ser realizados os trabalhos de conservação da espada e manto real de D. Dinis.
A Fundação Oureana manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento de Anastácio dos Reis Silva, antigo Gerente do Restaurante Medieval.
“Homem de confiança de John Haffert”, Anastácio trabalhou para o Exército Azul na Domus Pacis em Fátima durante as décadas de 1960 e 1970 tendo viajado aos Estados Unidos da América, por duas vezes, como membro de uma equipa de operários especializados que trabalharam na construção da replica da Capelinha das Aparições de Fátima, replica da Santa Casa de Loreto / Nazaré, e nos muros e revestimento em pedra natural do Santuário do Movimento Apostólico em Nova Jersey, Estados Unidos.
A morte inesperada do Director da Fatima Travel, Camille Paul Berg, pouco antes da abertura oficial ao público do Restaurante Medieval em 1971, levou John Haffert a escolher outra pessoa de confiança para Gerente da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. Foi Anastácio dos Reis Silva o escolhido para gerir o novo empreendimento turístico que levaria mais de 4 milhões de pessoas ao Castelo de Ourém nos seus 55 anos de existência.
Embora a gestão não fosse a sua especialidade, Anastácio manteve-se no cargo de 1974 até 1976 quando o animador americano Joseph Howard Braun o substituiu como Gerente mantendo-se no cargo até 1995.
O seu contributo para o sucesso da Castelos de Portugal Turismo Lda. foi recordado aquando da extinção da firma e tomada de posse do Restaurante pela Fundação Oureana em 1998, e novamente no Jantar de Gala dos 30 anos da Fundação e 55 do Restaurante Medieval Oureana, em Setembro de 2025.
Anastácio que habitava no Casal Novo, Atouguia, Ourém, faleceu no dia 19 de Junho aos 85 anos de idade tendo sido sepultado no dia seguinte no Cemitério de Zambujal apos a celebração de Missa de corpo presente na Igreja Paroquial.
À família enlutada e amigos do falecido a Fundação expressa as mais sinceras condolências, informando que no dia 27 de Setembro uma Missa será celebrada pelo Capelão pelo eterno descanso da sua alma e conforto dos seus familiares.
“Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso, e que a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém.”P.N., A.M. G.P. por sua alma.
19 de Junho de 2026
FOTOS: Direitos Reservados ao Blue Army USA / Fundação Oureana
A celebração do centenário do nascimento da Rainha do Acordeão, foi o motivo do Museu do Santuário de Fátima enviar o acordeão de Eugénia Lima para o espaço museológico “O Recanto” em Rio Maior onde se perpetua o legado da Mestre acordeonista.
O programa do centenário do nascimento de Eugénia Lima, Rainha do Acordeão, celebrado no dia 29 de Março de 2026, foi organizado pelo Instituto Eugénia Lima, Rainha do Acordeão e contou com o alto patrocínio da Casa Real Portuguesa e da Câmara Municipal de Rio Maior.
100 anos – 100 músicas foi o tema escolhido pela organização a cargo de Sérgio Coito, membro fundador do Instituto e do Recanto Eugénia Lima no Restaurante Fortaleza em Rio Maior.
O Programa começou com uma Missa na Igreja Paroquial de Rio Maior pelas 12 horas, celebrada por alma da acordeonista nascida em Castelo Branco, a 26 de Março de 1926, e falecida em Rio Maior, a 4 de Abril de 2014.
Seguidamente foi realizado um Almoço de convívio no Restaurante Fortaleza pelas 13 horas com uma Sessão de Comemoração do Centenário do nascimento da rainha do Acordeão no Recanto Eugénia Lima pelas 15 horas.
O evento comemorativo do centenário da artista contou com a presença de muitas entidades convidadas, músicos e admiradores.
Em representação do Município de Rio Maior estiveram o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Lopes Candoso, da Vereadora da Cultura, Leonor Fragoso, que ajudaou o Presidente do Instituto Eugénia Lima, Rainha do Acordeão, António Coito acompanhado de sua mulher Maria da Conceição, a descerrar uma placa de bronze comemorativa do centenário.
A comemoração teve lugar no complexo hoteleiro Fortaleza, no Alto da Serra, em Rio Maior, por estar lá instalado por vontade da Rainha do Acordeão, o “Recanto Eugénia Lima”, um espaço museológico criado a 29 de Junho de 2013 para guardar o seu espólio.
A Fundação Oureana, Parceira Protocolar do Instituto, fez-se representar oficialmente no evento pelo seu Capelão, o Reverendo Padre Fernando António que leu a seguinte mensagem na abertura da Sessão Solene de Comemoração do Centenário:
MENSAGEMNOS CEM ANOS DO NASCIMENTO DE EUGÉNIA LIMA, RAINHA DO ACORDEÃO
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Na impossibilidade de poder estar hoje convosco, permita-me que vos dirija estas palavras na pessoa do nosso estimado Capelão Padre Fernando António, ele que juntamente com os seus pais, foram amigos pessoas da D. Eugénia Lima.
Permitam também que o Senhor Padre transmita as saudações do nosso Patrono D. Duarte Duque de Bragança.
O centenário do nascimento de Eugénia Lima (1926 – 2014), é altura de prestamos mais uma justa homenagem para recordar a acordeonista prodígio, que foi, e continua a ser, a indiscutível “Rainha do Acordeão” em Portugal e no Mundo.
Nascida em Castelo Branco, a 26 de Março de 1926, a sua vida tornou-se um hino dedicado à música popular e à mestria técnica, elevando o acordeão a patamares de excelência reconhecidos internacionalmente e jamais alcançados nesta modalidade, quer antes, ou depois.
Autora de mais de duas centenas de temas, cem dos quais vão ser interpretados hoje, tem uma discografia que excede as 50 gravações, tanto em seu nome, ou usando outros pseudónimos.
Mas Eugénia Lima, não foi apenas uma intérprete; foi uma mulher pioneira nos direitos das mulheres. Começou por encantar plateias aos quatro anos de idade mas a sua carreira, não se limitou a 80 nos de música tocada, tendo também alcançado grande êxito como compositora, produtora, discográfica, professora de música e campeã de corridas de automóveis.
Pilar da Cultura Portuguesa do Século 20, foi Diplomada pelo Conservatório de Paris, e em Outubro de 1995, investida como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da Republica Dr. Mário Soares, sendo também reconhecida pela Casa Real Portuguesa como Dama da Ordem de São Miguel da Ala e Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Deixou um Legado consagrado nos anais lusitanos do qual faz testemunho este Espaço Museológico “O Recanto Eugénia Lima” por ela criado, e hoje mantido pelo Instituto que tem seu nome.
Merecidamente, seu nome, consta no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis..
Esta grande patriota Portuguesa, devota de Nossa Senhora de Fátima, conseguiu através do seu género musical, o acordeão; atingir o patamar máximo de excelência e fama internacional, um feito somente comparável com Camões, Amália, Eusébio e CR7.
Atribuiu, no entanto, esse dom a Deus, e o seu sucesso, a Nossa Senhora de Fátima, tendo em sinal de gratidão oferecido o seu acordeão como ex voto ao Santuário da Virgem do Rosário, Rainha do Mundo. Foi esse o seu último desejo cumprido pelo seu Confessor Padre Mota, e pelo Sr. António Coito, sua esposa e família.
Hoje, agradecemos profundamente ao Santuário de Nossa Senhora, na pessoa do Senhor Reitor, o Padre Carlos Cabecinhas, e também do Diretor do Museu e Arquivo, o Dr. Marco Daniel Duarte, a presença aqui, entre nós, deste artefato histórico que foi o principal parceiro de carreira da D. Eugénia, o seu acordeão predileto.
Visita hoje este local onde esteve originalmente exposto,. Sabemos que vem, a título, excepcional, vindo acompanhado do Conservador Dr. Carlos Henriques a quem também agradecemos.
É uma agradável surpresa para todos neste evento muito especial e pedimos que agradeça a Nossa Senhora de Fátima a alegria que nos trouxe.
Embora tenha sido reconstruído pelo Mestre Mário Lima com peças mecânicas interiores em alumínio, para jamais desafinar em palco ou requerer grande manutenção, este acordeão é hoje um ex-voto da D. Eugénia, uma relíquia silenciosa de homenagem a Nossa Senhora, símbolo de gratidão e homenagem à Rainha e Padroeira de Portugal, assim proclamada por D. João IV, há precisamente 380 anos.
Agradecemos à família Coito por ter mantido o legado da D. Eugénia vivo, aqui, no Recanto, como também na gestão das suas músicas.
Parabéns pela organização deste evento memorial e obrigado a todos os que ajudaram e participaram neste dia especial e particularmente aos representantes do Município e da Paróquia e também aos acordeonistas.
Finalmente, não podemos deixar de dar graças a Deus por nos ter dado a D. Eugénia Lima, uma alma talentosa, devota e generosa que partilhou esse talento extraordinário com os Portugueses e com o Mundo.
Carlos Evaristo
Produtor Executivo de Eugénia Lima para a Valentim de Carvalho
Conservador do Espaço Museológico “O Recanto Eugénia Lima”
Presidente da Direção da Fundação Histórico – Cultural Oureana
De seguida, Sérgio Coito conduziu todos os presentes a uma visita guiada à exposição temporária comemorativa do centenário “100 anos – 100 músicas” oferecendo depois aos convidados uma pen drive com 100 músicas da autoria de Eugénia Lima.
Pelas 16 horas teve lugar uma Homenagem no Jardim Eugénia Lima em Rio Maior seguido da colocação de uma coroa de flores na campa da artista no Cemitério de Rio Maior.
As celebrações terminaram com a atuação do Mestre Acordeonista Tino Costa e de outros acordeonistas amigos de Eugénia Lima em homenagem a uma das maiores figuras da Música Portuguesa.
No final a Vereadora da Câmara felicitou a organização e o Presidente do Instituto agradeceu a presença de todos visivelmente comovido pela presença do acordeão predileto da artista, que agora faz parte do espólio do Santuário de Fátima, doado pela artista a Nossa Senhora e entregue ao museu pelo próprio à hora da morte da acordeonista, e que a Reitoria e Direção do Museu, a pedido da Direção da Fundação Oureana, autorizou ,a título excepcional, que voltasse à vitrina onde esteve exposto no “Recanto” até 2014 para dar umas horas de alegria aos fãs e admiradores da Rainha do Acordeão.
29 de Março de 2026
FOTOS: Direitos Reservados – Instituto Eugénia Lima, Rainha do Acordeão / Câmara Municipal de Rio Maior / Fundação Oureana
O Município de Alcobaça tem um novo museu dedicado à cerâmica. O edifício e a colecção de Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio, foi oferecido ao Município pelo filho do casal, o Prof. Dr. Jorge Pereira de Sampaio que garante continuar a enriquecer a colecção com mais peças que tem vindo a adquirir.
A Fundação Histórico Cultural Oureana esteve representada por Carlos Evaristo nesta homenagem aos amigos e Beneméritos Alcobacenses; Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio e ao filho Dr. Jorge Pereira de Sampaio.
O evento começou com uma Sessão Solene no auditório da Biblioteca Municipal presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues e que contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura Dr. Alberto Santos.
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio
Um vídeo apresentado sobre a vida e o legado de Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio explicou que a vasta colecção da família que inclui livros, mobiliário, escultura, têxteis e cerâmica, datados do século XIV à atualidade, iniciou-se em 1953, no ano do seu casamento.
Jorge Pereira de Sampaio com sua mãe Maria do Céu Pereira de Sampaio numa reportagem da RTP
O documentário recordou também os dois emblemáticos estabelecimentos que os Pereira de Sampaio tiveram em Alcobaça; o Café Tertúlia e a Galeria Conventual, onde o casal desenvolveu durante décadas importantes eventos culturais na cidade.
Maria do Céu Pereira de Sampaio
Em 2013, após a morte de Luís Pereira de Sampaio, a sua viúva e filho decidem abrir as portas da galeria à cidade de forma gratuita. Surgiu assim o Museu de Cerâmica de Alcobaça que recebeu uma menção honrosa da APOM – Associação Portuguesa de Museologia na categoria de Colecção Visitável.
Dr. Jorge Pereira de Sampaio com o Presidente da República Pro. Marcelo Rebelo de Sousa
Em 2018, a APOM distingui, a título Póstumo, Luís Pereira de Sampaio, como Colecionador do Ano e no ano seguinte o Museu Medeiros e Almeida recebe uma exposição de Cerâmica organizada pelo Dr. Jorge Pereira de Sampaio com o Alto Patrocínio do Presidente da Republica e Comissariado pela Drª Joana Oliva Monteiro.
João Neto, Jorge Pereira de Sampaio, Maria do Céu Pereira de Sampaio e Presidente da República
Em 2022, a colecção de Chitas de Alcobaça da Família Pereira de Sampaio esteve exposta no Museu de la Toile de Jouy, França sendo posteriormente premiada.
A Exposição no Museu de la Toile de Jouy, França
Após o falecimento da Dª Maria do Céu Pereira de Sampaio em 2021, seu filho Dr. Jorge Pereira de Sampaio decide doar à Câmara Municipal de Alcobaça a maior parte do acervo da cerâmica dessa região no total de 2600 peças bem como o espaço físico onde se encontra a o Museu de Cerâmica – Colecção Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio.
Maria do Céu Pereira de Sampaio e Luís Pereira de Sampaio
O Dr. Jorge Pereira e Sampaio e o Presidente da Câmara de Alcobaça
O documentário exibido reuniu testemunhos de muitas entidades e de vários amigos da família, muitos deles presentes ou intervenientes na Sessão e outros, como a Marlise Corsato, Museóloga de São Paulo, no Brasil, que não pôde estar presente, mas envio cumprimentos a todos nesta ocasião.
Maria do Céu Pereira de Sampaio com Marlise Corsato
A Drª Maria José Azevedo Santos, Professora Catedrática Jubilada da Universidade Católica
A Drª Maria José Azevedo Santos, Professora Catedrática Jubilada da Universidade Católica que também aparece no documentário assim como o Presidente da APOM – Associação Portuguesa de Museologia e também o Diretor do Museu da Farmácia em Lisboa e no Porto, Dr. João Neto deram um testemunho amigo da dedicação dos casal Pereira de Sampaio à cultura através do colecionismo.
Dr. João Neto, Presidente da APOM – Associação Portuguesa de Museologia e também o Diretor do Museu da Farmácia em Lisboa e no Porto
Também se registaram mensagens sentidas do Senhor Bispo de Santarém D. José Traquina e do Senhor Duque de Bragança, D. Duarte Pio.
D. Duarte Pio, Duque de Bragança
O registo inclui testemunhos do Dr. José Miguel Júdice, da Fundação Inês de Castro, do Dr. Luís Peres Pereira, Presidente da Associação de Defesa e Valorização do Património de Alcobaça, dos artistas plásticos da Galeria Conventual; Ricardo D’Assis Cordeiro, Nélia Caixinha, e da Curadora da Colecção Pereira de Sampaio, Drª Joana D’Oliva Monteiro.
Joana D’Oliva Monteiro
Carlos Evaristo
O elenco de testemunhos termina com uma mensagem do Presidente da Direção da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, a felicitar a família Pereira de Sampaio no Centenário do nascimento de Luís Pereira de Sampaio.
A Mesa de Honra
Seguidamente, o Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça Hermínio Rodrigues, abriu a Sessão dando as boas-vindas a todas as entidade e convidados presentes dizendo sobre o novo Museu de Cerâmica de Alcobaça, que “(..) Inaugurámos o Museu de Cerâmica de Alcobaça – Coleção Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio, um momento de grande significado para o nosso território e para a afirmação da nossa identidade coletiva.”
O Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça Hermínio Rodrigues
“Quero, em primeiro lugar, felicitar e agradecer a presença de Sua Excelência o Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos, que muito nos honra ao associar-se a este marco tão relevante para Alcobaça e para a valorização da nossa cultura.”
O Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos
“Dirijo também uma palavra muito especial de reconhecimento ao historiador alcobacense Jorge Pereira de Sampaio, um dos maiores promotores do setor da cerâmica a nível nacional, cuja generosidade e dedicação tornaram possível a concretização deste projeto.”
“A cerâmica é, para Alcobaça, muito mais do que uma atividade económica. É património, memória, cultura e futuro. Este museu é, por isso, um espaço que honra o nosso passado e inspira as gerações futuras. Continuaremos, com convicção, a valorizar e a promover uma das mais fortes marcas identitárias do nosso território.”
Prof. Fernando António Baptista Pereira
A primeira intervenção foi do Prof. Fernando António Baptista Pereira, mentor do projeto museológico e que explicou a todos os presentes a origem da ideia, o conceito do Museu e a origem da colecção.
A Drª Ana Paula Rodrigues Malojon
Seguidamente teve a palavra a Drª Ana Paula Rodrigues Malojon que salientou a importância desta colecção de Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio e da dádiva oferecida ao Município e ao mundo pelo filho do casal.
A Drª Ana Paula Rodrigues Malojon
Durante a sua intervenção, o Fundador do Museu, o Dr. Jorge Pereira de Sampaio conteve as emoções ao falar com saudade dos pais, do percurso da família em Alcobaça e da origem da colecção e da sua decisão de deixar a mesma ao Município. Agradeceu a todos quanto contribuíram para a realização deste legado e especialmente do apoio do Presidente da Câmara, do Prof. Fernando Baptista Pereira, da Vereadora da Cultura e da Joana d’ Oliva Monteiro, Curadora da Coleção.
Dr. Jorge Pereira de Sampaio
O Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos
O Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos durante a sua intervenção
Jorrão Memorial
O Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos
O Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos
O Artista com a sua obra
Nuno de Albuquerque Gaspar, João Neto e Carlos Evaristo
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
IImagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
No dia da inauguração do Museu de Cerâmica de Alcobaça – Coleção Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio, houve ainda um cocktail oferecido pela Câmara Municipal no Jardim da Biblioteca Municipal.
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
O mural de cerâmica da entrada, concebido por Silvia Catarina Duarte e o Nelson Franco
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens da Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Da dedicação à arte, à cultura e ao colecionismo nasceu a colecção Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio e o novo Museu da Cerâmica de Alcobaça.
Muitos Parabéns e obrigado ao Dr. Jorge Pereira de Sampaio, ao Município de Alcobaça e ao Senhor Secretário de Estado da Cultura!
Imagens do Cocktail de Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens do Cocktail de Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens do Cocktail de Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens do Cocktail de Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Cocktail de Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
Imagens do Cocktail de Inauguração do Museu da Cerâmica de Alcobaça
GALERIA DE FOTOS DA FAMÌLIA PEREIRA DE SAMPAIO
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio
ODr. Jorge Pereira de Sampaio apresenta a Colecção de Chitas de Alcobaça numa exposição em 2021
Jorge Pereira de Sampaio e o pais, Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio num evento da Ordem de São Miguel da Ala
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio num evento da Ordem de São Miguel da Ala
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio num evento da Ordem de São Miguel da Ala
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio num evento da Ordem de São Miguel da Ala
O Presidente da Republica Prof. Marcelo Rebelo de Sousa cumprimenta Jorge Pereira de Sampaio
O Dr. João Neto, o Dr. Jorge Pereira de Sampaio com sua mãe e o Sr. Presidente da República
A Drª Maria Cavaco Silva com a Dª Maria do Céu Pereira de Sampaio de visita à colecção da família
A Drª Maria Cavaco Silva com Jorge, Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio
O Dr. Jorge Pereira de Sampaio com sua mãe Dª Maria do Céu Pereira de Sampaio.
O Dr. Jorge Pereira de Sampaio mostra uma das peças da Colecção num programa da RTP
O Dr. Jorge Pereira de Sampaio com sua mãe Dª Maria do Céu Pereira de Sampaio
Quem em Alcobaça é que não recorda o sorriso contagiante do saudoso Luís Pereira de Sampaio?
O casal Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio sempre rodeados de amigos e admiradores.
Jorge, Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio estiveram sempre focados na promoção da Cultura
Luís e Maria do Céu Pereira de Sampaio
Jorge e Maria do Céu Pereira de Sampaio com o Senhor Bispo de Santarém
Maria do Céu Pereira de Sampaioem entrevista para a RTP
Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio
Maria do Céu Pereira de Sampaio rodeada de amigas
IN MEMORIUM R.I.P.
13 de Junho de 2026
FOTOS: Direitos Reservados – Câmara Municipal de Alcobaça, Fundação Oureana, Jorge Pereira de Sampaio, Carlos Evaristo, João Neto
A Cruz de Mérito da Real Associação dos Nobres de Espanha visa premiar os extraordinários méritos alcançados por particulares ou instituições na promoção e desenvolvimento de atividades patrióticas, culturais ou de assistência social relacionadas com os objetivos da Real Associação dos Nobres de Espanha, com um espírito constante de exemplificação dos valores da nobreza e do humanismo cristão na sua aplicação.
A Assembleia Geral da Real Associação dos Nobres de Espanha, sob proposta da Direção, aprovou por unanimidade a atribuição da Cruz de Mérito ao Sr. Carlos Evaristo pelo seu excelente trabalho na investigação e divulgação histórica, arqueológica e religiosa, promovendo a colaboração cultural entre instituições portuguesas e espanholas.
O diploma e a medalha foram entregues pelo Presidente da Real Associação, Sr. Manuel Pardo de Vera, ao Sr. Carlos Evaristo no dia 27 de Setembro, durante as cerimónias realizadas na cidade de Ourém, Portugal.
27 de Setembro de 2025
FONTE:La Gacetilla de HIDALGOS (Revista) Ano LXVII, Verano 2025 – Traduzido da língua Espanhola
FOTOS: Direitos reservados à Real Associação de Hidalgos de España / Associação Americana de Damas e Cavaleiros e Damas da Casa Portuguesa / Fundação Oureana
No dia 26 de Setembro, 150 convidados de 25 países reuniram-se no Castelo de Ourém para celebrar o 30º aniversário da Fundação Oureana e o 55º aniversário do seu emblemático Restaurante Medieval. Entre os presentes nas comemorações deste ano, Patronos da Fundação, encontravam-se Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém, e o seu filho, o Príncipe da Beira.
Estiveram também presentes membros da Real Associação dos Nobres de Espanha, entre os quais Sua Excelência Dom Cristóbal Colón de Carvajal, Duque de Verágua e Grande de Espanha, e Suas Excelências Dom Manuel Pardo de Vera e Dom Manuel Ladrón de Guevara.
Memorial aos Parceiros Protocolares da Fundação
Na Regalis Lipsanotheca, Capela das Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e os três pastorinhos, um memorial que comemora a peregrinação internacional dos Parceiros Protocolares da Fundação a Fátima neste Ano Jubilar.
O Memorial foi patrocinado pelo Bezines Group (LLC) e pela Associação Americana de Cavaleiros e Damas da Casa Real Portuguesa.
Reinauguração da Botica de São João
De seguida, os convidados visitaram o Palácio dos Condes e desceram até à Praça John Haffert, situada às Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João. Esta Botica, reconstruída em 2000, é popularmente associada a São Nuno.
O Legado de John Mathias Haffert
John Mathias Haffert, que faleceu em 2001, é um nome pouco conhecido pelas gerações mais jovens que vivem e visitam Fátima, mas este norte-americano foi uma das figuras que mais contribuiu para a dimensão internacional da cidade religiosa de Fátima. Interessou-se também por Dom Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, natural da região do Médio Tejo, e empenhou-se na recuperação da então decadente vila medieval de Ourém. Do seu legado, a Fundação Oureana e o Exército Azul permanecem no concelho até aos dias de hoje.
A Fundação Histórico – Cultural Oureana, de cariz social, cultural e religioso, foi criada por John Mathias Haffert, a 11 de Agosto de 1995. A Fundação foi criada com a intenção de apresentar a história de Portugal ao mundo à luz da Mensagem de Fátima.
Os seus objetivos incluem a realização de ações sociais e religiosas, bem como a atuação nos domínios da cultura, da ciência e do desporto, e a divulgação dos dois mil anos da história e cultura de Portugal, com especial destaque para o Castelo de Ourém e os eventos religiosos de Fátima.
Monumento a Colombo, Haffert e Mascarenhas Barreto
Após a visita guiada à Botica pelo seu criador, o Sr. Carlos Evaristo, os convidados dirigiram-se para o Restaurante Medieval onde decorreu a inauguração de um Monumento ao navegador e descobridor Cristóvão Colombo, segundo Carlos Evaristo; “um local para homenagear John Haffert e o seu principal colaborador, o Professor Dr. Augusto Mascaranhas Barreto, as duas figuras que, de facto, criaram o Programa Medieval.”
“Foi graças à figura de Cristóvão Colombo”, explicou Evaristo, “que se uniram estes dois grandes homens, e daí a concepção de um memorial a Colombo que reunisse estas duas figuras, mas também homenageasse aqueles que, durante séculos, estudaram os enigmas do navegador e que agora, através do estudo do ADN, pelo menos se concluiu que era de ascendência judaica ibérica e sefardita, e não italiana.”
Para Evaristo, o facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de cinquenta anos, atrair pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval do Castelo de Ourém é algo de extraordinário. Isto remete-nos para os tempos em que o IV Conde de Ourém, Dom Afonso, reunia convidados de toda a Europa que falavam sete línguas. Nesta ocasião estiveram presentes convidados da Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Países Baixos, Hungria, Irlanda e Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia, Suíça e das Américas.
A cerimónia foi presidida por Suas Altezas Reais o Duque de Bragança e o Príncipe da Beira, com a presença do Duque de Verágua, de Sua Excelência Dom Rui Valério, Patriarca de Lisboa, e do Arcebispo Timothy Brogllio, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, entre outras figuras ilustres.
Este monumento ostenta uma rica dedicatória à Real Associação de Hidalgos de España, enquanto parceira de protocolo, com o seu emblema e os nomes dos membros da Associação: Dr. Manuel Pardo de Vera y Díaz, Presidente; Dr. Manuel Ladrón de Guevara y Isasa, Tesoureiro; e Dr. Pier Felice Degli Uberti y Palmero, benemérito.
Jantar de Gala no Restaurante Medieval
Os eventos e celebrações terminaram com um jantar presidido por Sua Excelência Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém, Chefe da Casa Real de Portugal, acompanhado pelo seu filho, Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira.
Visita Guiada e Missa no Santuário de Fátima
As celebrações continuaram no dia seguinte com uma Visita Guiada pelos lugares emblemáticos de Fátima conduzida por Armando Mendes, a participação na Missa oficial no recinto do Santuário de Fátima e um almoço de despedida servido na Domus Pacis.
27 de Setembro de 2025
FONTE:La Gacetilla de HIDALGOS (Revista) Ano LXVII, Verano 2025 – Traduzido da língua Espanhola
FOTOS: Direitos reservados à Real Associação de Hidalgos de España / Associação Americana de Damas e Cavaleiros e Damas da Casa Portuguesa / Fundação Oureana
O dia da Festa de Santo António, o Santo Português mais famoso do mundo, foi a data escolhida por Angelo Musa da Associação Italiana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, para organizar a Gala “Juntos pelo Líbano” no Castelo Ducal de Monte San Giovanni Campano, Itália.
Promovida pela Associação Italiana de Damas e Cavaleiros e Damas da Casa Portuguesa com o apoio da Delegação para Itália do Instituto Preste João, a noite de beneficência reuniu representantes diplomáticos, institucionais e membros da realeza e da nobreza para apoiar as comunidades do sul do Líbano, numa das residências históricas mais evocativas do Lácio.
Festa de Santo António reúne Damas e Cavaleiros
Há noites que ficam gravadas na memória, não só pelo esplendor do cenário, mas pelo profundo significado que as anima. Foi o caso da Gala de beneficência “Juntos pelo Líbano”, realizada no Sábado, 13 de Junho de 2026, Festa de Santo António, nos salões do Castelo Ducal de Monte San Giovanni Campano, na província de Frosinone, Itália.
Promovido pela Associação Italiana de Damas e Cavaleiros da Casa Portuguesa, uma associação sócio caritativa originalmente criada nos Estados Unidos da América sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa empenhada na promoção dos valores da paz, da cooperação internacional e na angariação de fundos para projetos de solidariedade social.
Nas palavras do mentor do evento, Angelo Musa, Presidente da Associação Italiana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, Delegado do Instituto Preste João e Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel da Arquidiocese para Serviços Militares dos EUA: “Esta Gala que contou com o apoio do Instituto Preste João e do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa aliou a elegância de um cenário histórico de rara beleza a um objetivo concreto e profundamente humano: angariar fundos para a compra de material e equipamento médico para as comunidades do sul do Líbano. Numa só noite, a beleza tornou-se uma ferramenta para o bem, e o encontro entre pessoas de diferentes origens e culturas transformou-se num gesto partilhado de solidariedade para com aqueles que sofrem.“
Musa que também é Membro Fundador da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel Canonicamente Ereta no Patriarcado Libanês, já anteriormente organizou outras iniciativas para angariação de fundos para o Líbano através dos “Peacemakers”, uma Delegação Italiana da Real Confraria do Santo Condestável.
Para Musa; “De facto, não é frequente que um local repleto de história, um grupo de ilustres convidados e uma causa humanitária se juntem de forma tão natural.”
Mas foi exatamente isso que aconteceu naquela noite da Festa de Santo António, o santo que há séculos une Portugal a Itália e ambos os países ao mundo através do culto ao Luso Italiano mais famoso de todos os tempos.
Nesta noite os antigos salões do castelo acolheram uma reunião de dignitários dos mundos diplomático, institucional e cavalheiresco, todos unidos por um propósito comum. A história daquela noite merece ser contada não em poucas linhas, mas numa narrativa mais ampla, capaz de transmitir a sua atmosfera, os seus protagonistas e, sobretudo, o seu significado.”
Um Cenário Intemporal
Poucos lugares poderiam ter acolhido uma noite dedicada à solidariedade com um poder tão evocativo. O Castelo Ducal de Monte San Giovanni Campano é uma fortaleza medieval com origens no século X, dominada por duas torres, uma pentagonal e outra quadrangular, que ainda hoje vigiam a vila e o vale circundante. As suas muralhas contam uma história que abrange quase um milénio: em 1157, o castelo passou para a posse dos Condes de Aquino, vassalos do Papa Adriano IV, e tornou-se um dos bastiões de uma das famílias mais influentes do sul de Itália na época.
É a esta família e a estas pedras que está ligada uma das páginas mais famosas da história do pensamento. Foi aqui, aliás, por volta de 1244, que o jovem Tomás de Aquino foi impedido pela sua própria família, numa tentativa de o dissuadir da vocação religiosa que tinha abraçado.
O rapaz destinado a tornar-se São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, amigo e contemporâneo de Santo António de Lisboa / Pádua, uma das maiores vozes da filosofia e da teologia de todos os tempos, suportou um teste decisivo da sua juventude dentro dessas mesmas paredes. Caminhar hoje por estas divisões é como respirar a memória de uma firmeza interior que atravessou os séculos e que ainda hoje fala àqueles que acreditam na força das convicções profundas.
A fortaleza, porém, conserva não só a história da fé e do conhecimento, mas também a da arte. No início do século XX, Pietro Mascagni, o célebre compositor, ali se hospedou e deixou como presente o seu precioso fortepiano, que ainda se conserva juntamente com o mobiliário no quarto que lhe é dedicado. Foi precisamente esta sala, repleta de inspiração e memória musical, que acolheu o jantar de gala dessa noite. Há algo de profundamente coerente em tudo isto: a grande arte, o pensamento elevado e os gestos de genuína generosidade surgem da mesma sensibilidade da alma, daquela capacidade de olhar para além de si próprio que une o filósofo, o artista e o benfeitor.
Para Angelo Musa; “Escolher tal local não foi um pormenor organizacional, mas sim uma mensagem. Numa época em que as notícias diárias relatam com demasiada frequência divisões, conflitos e feridas, reunirmo-nos num castelo que testemunhou a passagem da fé, do pensamento e da arte significa reafirmar uma ideia precisa: a civilização de um povo também se mede pela sua capacidade de cuidar dos outros, de preservar a beleza e de a transmitir como um legado vivo. As pedras do Castelo Ducal, testemunhas silenciosas de séculos de história, serviram assim de pano de fundo para um novo capítulo, escrito desta vez num espírito de solidariedade.“
A área envolvente ao castelo também desempenhou o seu papel. O Monte San Giovanni Campano, com a sua aldeia e a paisagem da Ciociaria, preserva a beleza discreta e autêntica do interior do Lácio, feita de história, tradições e vocação natural.
A Elegância de uma Noite
Acolher um evento de renome internacional num cenário como este significava também destacar um património local muitas vezes pouco conhecido, restituindo-o por uma noite ao seu papel de palco para o encontro de culturas distantes. Ao cair da noite, os convidados atravessaram o limiar do castelo e foram envolvidos por uma atmosfera quase suspensa no tempo.
A receção começou com um aperitivo no jardim, por entre uma iluminação suave e conversas cordiais, naquela ligeira e alegre expectativa que precede as grandes ocasiões. À medida que as primeiras sombras se estendiam, os espaços exteriores foram banhados por uma luz dourada, enquanto as primeiras notas musicais acompanhavam a chegada dos convidados, criando um cenário natural de rara harmonia.
A elegância da noite foi marcada por um dress code rigoroso e requintado: traje de gala branco, traje de gala preto ou uniforme de gala com condecorações para os homens e vestidos compridos para as mulheres. As condecorações e insígnias, longe de serem mera ornamentação, contavam histórias de pertença, serviço e compromisso, conferindo à noite o tom solene de aniversários verdadeiramente importantes. Cada detalhe da cerimónia, observado com discrição e leveza, contribuiu para definir um contexto em que a forma não era mera aparência, mas sim respeito: respeito pela ocasião, pelos convidados e pela causa.
Mais do que um jantar, a Gala foi um encontro de mundos. Representantes de instituições, membros do Corpo Diplomático e da Realeza e Nobreza, Damas e Cavaleiros, todos amigos e apoiantes de causas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, encontraram-se lado a lado, unidos, não pelo protocolo, mas por um sentimento comum; a solidariedade social. Existia uma atmosfera especial em que diferentes gerações, papéis e origens se misturavam sem esforço, reconhecendo-se mutuamente numa linguagem de cortesia, moderação e atenção mútua.
Em cada detalhe, desde a disposição das mesas ao design cuidado, era possível sentir a atenção dedicada por Musa e aqueles membros da sua equipa que idealizaram a noite não como uma simples celebração, mas como uma experiência capaz de unir beleza e significado. Afinal, esta é a verdadeira essência de uma noite de gala dedicada à caridade: a consciência de que a elegância nunca é um fim em si mesma, mas pode tornar-se a linguagem através da qual valorizamos uma causa nobre, convidando todos a darem o seu melhor.
Patronos e Convidados de Honra
A noite foi particularmente significativa graças à presença de Patronos Reais e numerosos convidados de honra, figuras do mundo diplomático, institucional, dinástico e cavalheiresco, que vieram testemunhar o seu apoio à causa. A sua participação conferiu à iniciativa um alcance que se estende muito para além das fronteiras locais, inserindo-a numa rede de relações e valores partilhados, e lembrando a todos os presentes que a verdadeira solidariedade pode unir diferentes mundos em torno de um único ideal.
Entre os convidados, a presença de Sua Excelência Carla Jazzar, Embaixadora do Líbano em Itália, foi particularmente comovente. Numa noite dedicada especificamente ao povo libanês, a sua participação representou uma ponte ideal entre a Terra dos Cedros e aqueles que, em Itália, optaram por estender-lhes a mão. A figura de um embaixador, pela sua própria natureza, personifica o vínculo entre nações, o diálogo e a compreensão mútua: vê-la prestigiar um evento de beneficência deu à causa uma dimensão de concretude e proximidade institucional.
Entre os especiais convidados da noite estava o mais antigo membro da Ordem do Arcanjo São Miguel na Itália, o Cavaleiro Grã-Cruz com Colar RISMA Conde Salvatore Olivari de la Moneda, Comendador da Ordem Pontifícia de São Gregório Magno e Chanceler da Ordem Patriarcal de Santo Inácio de Antioquia dos Sírios. Olivari que é Patrono da Real Irmandade Italiana tendo sido fundador da primeira Delegação da Ordem de São Miguel da Ala no mundo em 1983.
Foi o Rei Yuhi VI, Chefe da Casa Real do Ruanda quem presidiu ao evento na qualidade de Membro do Conselho de Regentes do Instituto Preste João, Real e Imperial Conselho de Nobreza Estrangeira e que recebeu da organização o seu retrato oficial a óleo como Membro da Regência do Instituto Preste João em sucessão ao seu tio o Rei Kigeli V do Ruanda.
A presença de uma figura real vinda de uma terra distante lembrou-nos da demanda portuguesa pelo Reino do Preste João e que a solidariedade não conhece fronteiras podendo unir diferentes povos, culturas e histórias num único ideal de fraternidade.
Para o anfitrião da Gala, o Cavaleiro Grã-Cruz com Colar RISMA Angelo Musa, Presidente da Real Associação Italiana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa: “A presença e apoio de Yuhi VI é um sinal eloquente de que a bondade não pertence apenas a uma latitude, mas reúne diversas sensibilidades, capazes de se reconhecerem num compromisso comum para com aqueles que sofrem.”
O responsável pela condução de uma noite que aliou com sucesso o rigor organizacional e o calor humano, demonstrou vivamente a sua capacidade de liderança num compromisso cultivado com dedicação.
Estiveram também presentes na Gala numerosos representantes dos mundos dinástico, cavalheiresco e religioso. Entre eles, Sua Excelência o Grande Oficial, Advogado Alfonso Marini Dettina, Delegado Magistral das Ordens Dinásticas da Casa Real de Saboia; Sua Excelência Vik van Brantegem, Comendador de São Gregório Magno e Chefe das Comunicações da Comissão Real para a Itália da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge. Cada um destes ilustres convidados trouxeram, não só a sua presença especial, mas também o testemunho de tradições que durante séculos, aliaram a honra ao compromisso com os mais vulneráveis.
Segundo Musa; “A coexistência de representantes diplomáticos, de uma casa real, de delegações dinásticas e de ordens de cavalaria e religiosas oferece a imagem de uma comunidade ampla e diversificada, capaz de se unir em torno de um único objetivo.“
“É esta a força das grandes causas: a capacidade de reunir, em torno de uma única mesa, diversas sensibilidades e origens, unidas pelo desejo de transformar o privilégio do encontro num benefício concreto para os mais vulneráveis. Numa época propensa à fragmentação, a imagem de tantos mundos diferentes reunidos sob as abóbadas de um antigo castelo, para um único propósito nobre, serviu como um pequeno e precioso sinal de esperança.”
“A presença de figuras tão proeminentes, além disso, não era meramente formal. Cada autoridade que opta por honrar uma iniciativa de beneficência com a sua participação ajuda a iluminá-la com mais intensidade, atraindo a atenção de um público mais vasto e conferindo à causa uma credibilidade e ressonância que transcendem os limites de uma única noite.”
“É assim também que se mede a generosidade daqueles que, apesar das suas inúmeras responsabilidades, decidem participar: emprestando o seu nome e tempo a uma causa que beneficia aqueles que não têm voz, não a sua própria.”
Uma causa que fala ao Coração: O Líbano e o COSMO
O coração pulsante da noite permaneceu, do início ao fim, o seu propósito de caridade. Os fundos angariados durante o jantar de gala serão utilizados para a compra de material e equipamento médico para apoiar as comunidades do Sul do Líbano, no território da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel do Patriarcado Libanês, uma terra que carrega as cicatrizes de anos difíceis e continua a olhar para o futuro com dignidade e esperança.
Em contextos frágeis, o acesso a ferramentas e material médico essencial pode fazer a diferença entre o abandono e o cuidado, entre a solidão e a presença, entre a resignação e a possibilidade de recomeçar.
Na opinião da Embaixadora; “Falar do Líbano significa falar de um país que, apesar de ter vivido dificuldades extremas, preserva uma extraordinária riqueza humana e cultural e continua a reerguer-se. Transformar uma noite festiva num apoio concreto às suas comunidades significa lembrar que a distância geográfica não pode ser uma distância de coração.”
Cada dispositivo médico que chegue ao sul do Líbano graças a esta iniciativa trará consigo, para além da sua utilidade concreta, a mensagem silenciosa de uma comunidade que optou por não se omitir.
O destinatário dos fornecimentos médicos adquiridos graças aos fundos angariados será o COSMO, Centro de Monitorização Estratégica Oriental, que, através do seu compromisso no terreno, promoveu um projecto concreto de ajuda humanitária, prestando apoio directo às comunidades mais vulneráveis do Líbano.
Os materiais fornecidos ajudarão a fortalecer as intervenções essenciais, melhorando as condições de cuidados e apoiando aqueles que enfrentam situações particularmente difíceis. Não se tratou, portanto, de uma angariação de fundos genérica, mas de um processo definido, com um destinatário e um propósito específicos, marcado pela transparência e pela concretização: duas qualidades que, em todo o trabalho de caridade, fazem a diferença entre as boas intenções e o bem real.
Nesta perspectiva, a noite assumiu o valor de uma ponte entre a Itália e o Líbano, construída não com palavras, mas com gestos. A tradição cavaleiresca, que durante séculos aliou a honra ao compromisso com os mais vulneráveis, encontrou aqui uma das suas expressões mais autênticas: colocar o prestígio, as ligações e a capacidade de reunir pessoas ao serviço dos que não têm voz. A caridade, numa noite como esta, não foi um ato isolado, mas a consequência natural de uma mundividência em que a verdadeira nobreza é aquela que se inclina com amor para com aqueles que sofrem.
Um Mar de Encontros: Itália, Líbano, Portugal e o Ruanda – África e o Mediterrâneo
Durante a sua intervenção Yuhi VI relembrou que; “que a escolha desta Gala se focar no Líbano não é acidental, mas faz parte de uma história de relações ancestrais. A África e o Mediterrâneo sempre proporcionaram um mar de encontros, mesmo antes de ser um mar de fronteiras: uma encruzilhada de povos, crenças e culturas que, durante séculos, interagiram, comercializaram e se enriqueceram mutuamente.”
Para a Embaixadora; “A Itália, Portugal e o Líbano pertencem a este mundo, unidos por uma vocação para a hospitalidade e uma sensibilidade enraizada em milénios de civilização.”
“Estender a mão às comunidades do Sul do Líbano significa, em última análise, reconhecer esta pertença comum e dar uma nova vida a um laço que a geografia e a história já forjaram.”
“A solidariedade, nesta perspectiva, não é um gesto unilateral de quem dá a quem recebe, mas um ato de reciprocidade entre irmãos do mesmo mar.”
A Gala de Beneficência em noite de Santo António que angariou cerca de 5000 € para o Líbano terminou com um espetáculo de fogo de artifício, assumindo assim um significado que transcendeu a mera angariação de fundos, testemunhando uma mundividência fundada no encontro e na cooperação.
D. Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, enviou especiais felicitações a todos presentes na Gala e o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, como Secretário Geral da Federação de São Miguel agradeceu à organização do evento e particularmente ao Delegado Angelo Musa, todo o seu empenho e dedicação à Real Irmandade, ao Instituto e à Fundação que este ano celebram o seu Jubileu.
13 de Junho de 2026 – Castelo de Avalos, Monte San Giovanni Campano (FR), Itália
FONTE: Associação Italiana de Damas e Cavaleiros e Damas da Casa Portuguesa
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