ADN dos Santos está a ser estudado

Santiago de Compostela

A 1ª edição do projeto “ADN da Fé”, capitaneado pelo Dr. Carlos Evaristo, pretende resgatar as raízes da Fé na Península Ibérica a partir da suposta viagem missionária de São Tiago aos “confins da terra”.

A Europa se fez a caminho de Compostela. Essa observação atribuída ao célebre autor alemão Johann Wolfgang von Goethe já foi repetida à exaustão. E raros são os que desconhecem sua origem lendária. Ela teria começado com uma chuva de estrelas no bosque Libredón, no século IX. Surpreendido pelo espetáculo sobrenatural, o ermitão Pelágio alertaria o bispo de Iria Flávia, Dom Teodomiro. O que o religioso teria encontrado naquele bosque mudaria os rumos da civilização ocidental. Em um imponente sepulcro, jaziam os restos mortais de um dos apóstolos mais próximos de Cristo, São Tiago Zebedeu. Dois séculos após a suposta descoberta milagrosa, a história começou a ganhar repercussão por meio do documento Concordia de Antealtares.

A 1ª edição do projeto “ADN da Fé”, capitaneado pelo Dr. Carlos Evaristo, pretende resgatar as raízes da Fé na Península Ibérica a partir da suposta viagem missionária de São Tiago aos “confins da terra”. A equipe multidisciplinar conta com peritos nas mais diversas áreas: antropologia, arqueologia sacra, pesquisa documental, análise de DNA e datação por carbono-14. O terreno da investigação, porém, não é a antiga Iria Flávia, rebatizada de Santiago de Compostela e promovida a santuário apostólico, mas sua rival na Idade Média. Uma tradição largamente difundida na época afirmava que o apóstolo havia evangelizado a Península Ibérica, porém, seu centro principal de atuação era Bracara Augusta, posteriormente rebatizada de Braga, e seus arredores. Na antiga capital do Reino de Galiza, São Tiago teria fundado a primeira igreja cristã da Hispania, considerada a primaz até os dias de hoje, e nomeado, como bispo, o amigo e discípulo Pedro de Rates. No claustro da catedral de Braga, há um significativo vestígio dessa tradição: uma arca em pedra lavrada com a identificação dos restos mortais de São Pedro de Rates. Todas as suas relíquias, entretanto, foram trasladadas – boa parte para uma arca de madeira atualmente custodiada na Sé. 

A publicidade sobre a descoberta milagrosa do túmulo de São Tiago causou uma corrida ao seu alegado túmulo. Pessoas de todos os rincões do mundo peregrinavam até a casa do Apóstolo. E o enorme fluxo de peregrinos acabou forjando a Europa. Lembra-se da citação atribuída a Goethe? Antes desse fenômeno, porém, Iria Flávia estava sob a jurisdição da Sé de Braga, onde havia um importante santuário com relíquias insignes. Em busca de curas milagrosas, multidões acorriam até lá. A suposta descoberta de Teodomiro mudou o rumo da história. Alçada a arquidiocese e santuário apostólico, Santiago de Compostela começou a disputar com Braga a atenção dos peregrinos, uma disputa repleta de tramas ardilosas e furtos fantásticos, conhecidos como furta sacra ou pio latrocínio. Um personagem-chave foi o bispo Dom Diego Gelmírez. No século XI, o religioso se aliou à Dona Urraca, rainha de Castela e Leão, para esvaziar Braga e suas paróquias de seus mais importantes tesouros, incluindo relíquias de papas e antigos mártires da Igreja. O objetivo era trasladar essas joias medievais ao novo santuário compostelano. Eram relíquias verdadeiras? O simples fato de um bispo ter reunido um exército para invadir Portugal em busca delas é, por si só, um atestado de autenticidade. Se pairasse qualquer dúvida a respeito disso, o bispo poderia ter inventado relíquias, prática bem comum na época. Em 1992, parte dessas relíquias furtadas foi devolvida a Braga por ordem do atual arcebispo de Santiago de Compostela, Dom Julián Barrio Barrio.

Pela primeira vez na história, esse patrimônio religioso e histórico está sendo minuciosamente analisado pela equipe liderada por Carlos Evaristo, perito em relíquias, arqueologia sacra e iconografia sacra medieval. A primeira fase do projeto “ADN da Fé”, batizada de “Relíquias Insignes da Sé de Braga e do Caminho de Santiago de Compostela”, consistiu na identificação de todas as relíquias de Braga custodiadas na Sé e em outras paróquias da arquidiocese. Muitas estavam em condições precárias de armazenamento, misturadas a elementos inusitados. O primeiro passo foi examinar as relíquias insignes e colocá-las em invólucros de linho puro, benzidos pelo pároco da Sé, o cônego Manuel Joaquim Costa, e selados com fita e lacre, conforme preza a tradição da Igreja. Na investigação dessas relíquias antigas, uma pergunta fundamental deve ser respondida. Elas realmente pertencem aos alegados santos, aos eleitos de Cristo, ou foram “inventadas” (descobertas, na acepção medieval do termo)? 

Na Idade Média era comum produzir relíquias místicas, ou seja, réplicas em escala com pequenos fragmentos de relíquias reais. Havia também ossos que não passavam de relíquias de contato. Quando uma relíquia insigne era destruída ou roubada de um importante local de culto, havia uma relíquia representativa de substituição. Ela poderia ser de outro santo ou simplesmente uma escultura em madeira ou papel machê, incrustrada com uma relíquia menor. Algumas vezes, elaborava-se ainda uma pasta de ossos e terra do sepulcro. Réplicas místicas ou de substituição foram uma prática corrente. Um exemplo tradicional são as várias cabeças de São João Batista. Elas não passam de fragmentos do crânio em relicários no formato de cabeça ou caveira.

O estudo preliminar das relíquias de Braga já revelou o recurso a essas práticas medievais e romanas de substituição e reconstrução de relíquias insignes com uso de ouro, prata, cerâmica, madeira, gesso, cera e papel machê. A utilização dessas técnicas indica claramente que as relíquias de Braga haviam sido roubadas, destruídas ou parcialmente danificadas. O fato de muitas estarem carbonizadas e com partes reconstruídas – em madeira, gesso e papel machê pintado na cor de osso – comprova que sobreviveram ao fogo, resultante de acidente ou de alguma intervenção bélica de Dom Diego Gelmírez no processo de pilhagem. Há outra explicação plausível para o uso dessa técnica: as relíquias podem ter estado primeiramente em relicários de madeira destruídos por insetos. Em uma espécie de dedetização medieval, eles foram chamuscados pelo fogo, danificando também as relíquias. Vestígios de cola antiga e fragmentos de pergaminho com nomes de santos em ossos ajudam a corroborar essa hipótese.

Carlos Evaristo entrega a José António Lorente Acosta a primeira recolha de relíquias insignes para análises ADN.

A investigação inicial, porém, é incapaz de dar uma resposta definitiva sobre essas importantes relíquias. Para ajudar a desvendar o mistério, é preciso recorrer a métodos científicos confiáveis, como a investigação do DNA dos restos mortais e a datação por carbono-14. Nisso consiste a segunda etapa do projeto “DNA da Fé”. Foram retiradas amostras de cerca de duas dúzias de ossadas de santos, todas encaminhadas ao Dr. José António Lorente Acosta, professor de genética, médico-legista forense e presidente da comissão médica desse projeto. Em seu laboratório GENYO, na Universidade de Granada, o Dr. Lorente Acosta foi o responsável pela identificação dos restos mortais de célebres personagens históricas como Cervantes e Cristóvão Colombo. Segundo Lorente Acosta: “O material escolhido para a análise de relíquias deve ser constituído por dentes e fragmentos dos esqueletos, fragmentos com uma maior densidade óssea. Se não tiver cáries, os dentes são a parte do corpo que melhor guardam o DNA. O mesmo se passa com os ossos densos, pois o núcleo fica pouco exposto, e, portanto, menos propício à contaminação”. Pela primeira vez na história, uma tecnologia revolucionária no estudo do DNA será colocada a serviço da Igreja católica. Trata-se da NGS (New Generation Sequencer). É apenas o início de um projeto mais amplo para a criação de um Banco Internacional do DNA de santos, com o objetivo de auxiliar a Igreja na investigação da vida dos eleitos de Deus, bem como na reautenticação de relíquias. Essa base de dados já conta com amostras genéticas de diversos santos e beatos portugueses. É a gênese de novas edições do projeto “ADN da Fé”.

A investigação das relíquias dos santos bracarenses entra agora em sua quarta fase. O cônego José Paulo Leite Abreu, deão da Sé de Braga, perito em arte sacra e conservação e autoridade eclesiástica responsável pelo projeto desde o início, enfatiza a importância ímpar desse trabalho para a Igreja. Segundo o vigário-geral: “Precisamos saber a verdade acerca de alguns santos e suas relíquias insignes ligadas à história da fundação das dioceses de Braga e Santiago de Compostela e ao início da peregrinação jacobeia. Temos de confirmar se algumas figuras são históricas ou lendárias? Um exemplo significativo: São Pedro de Rates existiu? Ele foi realmente o primeiro bispo de Braga? Talvez seja finalmente possível encontrar a resposta por meio da investigação dessas relíquias que custodiamos na Sé desde a Idade Média”.

Enquanto as análises são processadas pela equipe, o grande enigma da peregrinação jacobeia paira no horizonte dessa investigação. Para desvendá-lo, devemos lançar um novo olhar para a Idade Média. Embora Dom Diego Gelmírez alardeasse que as relíquias de São Tiago Maior estivessem no santuário compostelano, Dom Maurício Burdino afirmou que elas haviam sido custodiadas primeiramente em Braga. Quando Dom Gelmírez começou a distribuir relíquias da mandíbula e dos dentes de São Tiago Maior, Burdino alegou que a maior parte do corpo do apóstolo ainda permanecia em Braga. Segundo alguns historiadores, o arcebispo de Braga havia adquirido o crânio de São Tiago Menor – e promovido o mal-entendido de que poderia ser o de Zebedeu. E também havia colocado para veneração pública os ossos de outro São Tiago, o Interciso, sem revelar plenamente sua identidade. Fazia parte do seu jogo na disputa de poder com Dom Gelmírez e na batalha para conquistar mais peregrinos. Todas as relíquias dos santos homônimos acabariam em Santiago de Compostela pelas mãos de Dom Gelmírez, incluindo o crânio de São Tiago Menor. Outra importante questão deve ser respondida pela equipe de investigação: Essas relíquias pertencem a santos homônimos ou constituem partes dispersas da ossada de um único santo, com fragmentos insignes ainda em Jerusalém, Braga e Pistoia?

Atualmente, a maior parte das alegadas relíquias de São Tiago Maior estão encerradas na arca-relicário de prata na cripta abaixo do altar-mor da catedral de Santiago de Compostela. E há uma interdição papal que impede sua abertura. No acervo da Regalis Lipsanotheca, no castelo de Ourém, e na coleção de relíquias de um arcebispo medieval de Braga, porém, existem peças fundamentais desse quebra-cabeça. Tratam-se de alegadas relíquias insignes de São Tiago Maior doadas por arcebispos de Santiago de Compostela a figuras históricas portuguesas dos séculos XV e XVI. São as mais antigas relíquias documentadas antes da maior parte dos ossos ter sido ocultada – e perdida – na época das invasões do corsário inglês sir Francis Drake. Ela seria redescoberta e reautenticada apenas no século XIX sob o papado de Leão XIII. 

Juntamente com amostras de relíquias de São Tiago Alfeu e São Tiago Interciso, essas históricas e alegadas relíquias de São Tiago Maior, custodiadas em Portugal, já foram encaminhadas ao Dr. Lorente Acosta. Em breve, o laboratório GENYO, na Universidade de Granada, poderá oferecer respostas a esses enigmas milenares. E provar se o DNA da Fé da Península Ibérica está realmente enraizado nas relíquias de um dos apóstolos mais próximos de Cristo. Independentemente das respostas, uma coisa é certa: Braga e Santiago de Compostela tornaram-se autênticas herdeiras de São Tiago Maior e nunca deixaram de zelar pela Boa-Nova que o Apóstolo teria carregado até aqueles “confins da terra”. 

O Cónego José Paulo Leite de Abreu e Carlos Evaristo apresentam o Projeto “Relíquias Insignes da Sé de Braga e do Caminho de Santiago de Compostela.

25 de Janeiro de 2022

Carlos Evaristo é arqueólogo, historiador e curador de várias comissões diocesanas para a reautenticação relíquias. Com sua mulher Margarida Evaristo, é fundador do Apostolado pelas Relíquias Sagradas e da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias. Curador da Regalis Lipsanotheca, colabora há várias décadas com a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos e Gabinetes de Postuladores, sendo Presidente do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano para paises lusófonos e diretor do projeto “ADN da Fé”.

Fábio Tucci Farah é jornalista e perito em relíquias da Arquidiocese de São Paulo. Curador adjunto da Regalis Lipsanotheca, ele desenvolve diversas pesquisas com Carlos Evaristo e é membro da equipe de arqueologia sacra do projeto “ADN da Fé” e chefe da equipe editorial e de pesquisa.

FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2022-01/o-dna-da-fe-da-peninsula-iberica.html?fbclid=IwAR0Cxk_hysKFjMnVRzH4RxNVS7gtZrKn-hj1ol1SL4cCBxCSgwc9IIp47YA

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Família Real Portuguesa visitou Exposição no Palácio Nacional da Ajuda

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança, visitou a exposição temporária “D. Maria II. De Princesa Brasileira a Rainha de Portugal (1819 – 1853)”, acompanhado de sua mulher D. Isabel, dos filhos e dos primos.

A visita guiada à exposição patente na Galeria de Pintura Rei D. Luís I do Palácio da Ajuda, foi conduzida pelo Dr. José Alberto Ribeiro, Director do Monumento, que explicou aos Duques de Bragança e seus filhos D. Afonso, Príncipe da Beira e D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, a história das peças expostas que incluem a Coroa Real, o Ceptro e o Trono mandados fazer para a Coroação da Rainha D. Maria II.

É de recordar que as Fundações D. Manuel II e Oureana mantêm Protocolos com o Palácio Nacional da Ajuda para conservação, consulta e divulgação de património.   

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27 de Outubro de 2021

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Real Confraria e Real Guarda de Honra celebram Festa do seu Patrono na Igreja do Santo Condestável em Lisboa

Mural do Altar Mor da Igreja

A Real Confraria do Santo Condestável juntamente com a Real Guarda de Honra, voltaram a celebrar a Festa do seu patrono na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com investiduras de novos Confrades, Missa Solene com Veneração de Relíquia Insigne e um Jantar de Convívio / Capítulo Geral.

Alguns Membros do Conselho da Real Confraria com os novos Confrades e elementos da Real Guarda de Honra

A Festa litúrgica de São Nuno de Santa Maria celebrada pela Real Confraria do Santo Condestável e a Real Guarda de Honra, teve lugar na Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, Lisboa, com início às 18:30 Horas, altura em que se realizaram as Investiduras de novos Confrades na Cripta da Igreja junto ao túmulo de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

A cerimónia este ano foi presidida por Sua Alteza Real Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, Condestável-Mor Honorário e Patrono em representação de seu pai, Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, que não pode estar presente por se encontrar, à mesma hora, a assistir à Missa de Exéquias Fúnebres de Sua Exª Rev.ma D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau, Timor Leste que teve lugar no Mosteiro dos Jerónimos.

Presentes este ano nas cerimónias estiveram os Condestáveis Fundadores José António e Maria Antonieta da Cunha Coutinho juntamente Maria Margarida Evaristo, o Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira, e o Alcaide para Ourém e Coordenador da Acção Social “Peacemakers” David Alves Pereira. No total participaram 35 Confrades e uma Delegação de 6 elementos da Real Guarda de Honra, comandados nesta ocasião pela Comandante em Exercício, Dama Guarda de Honra Maria Filomena de Castro.

Investiduras de Novos Confrades e Promoções

Os Confrades investidos nesta ocasião foram Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, José Tomé Chasqueira Boavida, Nuno Ricardo Gonçalves Pereira Candeias e D. António Albuquerque de Sousa Lara admitido no grau de Alcaide.

Os Confrades estrangeiros honorários admitidos nesta ocasião foram dois espanhóis: o Alferes de Navio José Luis Barceló e sua mulher Maria del Pilar Vicente, Cavaleiro e Dama Honorários da Casa Real Portuguesa e ainda um Irlandês; William Smyth.

Foi promovido a Alcaide o Confrade Mário Neves, que tem sido incansável na promoção do Culto de São Nuno e igualmente promovido a Alcaide e Adjunto do Condestável-Mor para Lisboa, o Confrade João Pedro Antunes de Ascensão Teixeira, que tal como sua irmã, Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, foi baptizado naquela igreja onde se encontra o túmulo oficial de São Nuno.

Todos os novos Confrades foram dispensados da imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo pelo facto de já terem sido investidos há vários anos com o mesmo por um Sacerdote.

No uso da palavra o Condestável-Mór Fundador Carlos Evaristo informou que este ano o Revº. Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. Capelão Mór Fundador da Real Confraria e Vice-Postulador Emérito, não pode estar presente pelo facto de ter sido recentemente internado no hospital devido a uma intoxicação alimentar. Carlos Evaristo recordou que foram também investidos este ano como Confrades Professos; Leonardo Pereira Rodrigues, Hernani Luis de Carvalho e Rui Salazar de Lucena e Mello e como Confrades estrangeiros, Professos e Honorários; Simon Andrew Robert Appleby-Wintle, Thomas Joseph Serafin, André Ladislau Olegario Jaross, Eugénio Emiliano Arciuszkiewicz, Anton Tkachuk, Eugenio Magnarin, Franco Vassallo de Ferrari di Brignano e Fernando Diago de la Presentación.

José António da Cunha Coutinho, D. Afonso de Bragança, Carlos Evaristo, Mário Neves e David Alves Pereira
A Promoção a Alcaide do Confrade Mário Neves
O momento da Investidura do Alcaide D. António de Sousa Lara
O Alcaide Mário Neves agradece a promoção
A imposição do Hábito ao Alcaide D. António de Sousa Lara
Alferes de Navio José Luis Barceló
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A imposição do Hábito ao Alferes de Navio José Luis Barceló
A Imposição do Hábito à Confradesa Maria de Lurdes pela Dama Condestável Fundadora Margarida Evaristo
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes

A Investidura da Confradesa Maria del Pilar Vicente
A Imposição do Habito ao Confrade José Tomé Chasqueira Boavida pelo Alcaide David Pereira
O Confrade José Tomé Chasqueira Boavida cumprimenta o Condestável-Mor Fundador Carlos Evaristo
O Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira preside ao Capítulo Geral com o Adjunto, Alcaide João Pedro Teixeira e o Alcaide e Coordenador da Acção Social David Alves Pereira

Missa Solene presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa

Durante a homilia D. Manuel Clemente relembrou como o Santo Condestável antes das batalhas se preocupava se o inimigo teria comida suficiente e enviava mantimentos caso não tivessem, algo que mostrava a humanidade e generosidade de São Nuno como Comandante.

Depois da Comunhão foi colocada uma Coroa de Flores junto ao túmulo de São Nuno localizado debaixo do altar-mor e recitada uma oração, composta pelo Infante D. Pedro, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

Depois do Coro ter cantado o Hino do Santo Condestável, terminada a Missa, foi dada a bênção final por D. Manuel Clemente e depois, ficou exposta no altar para veneração, a Relíquia Insigne do fémur de São Nuno, oferecida à Paróquia há 70 anos pelo então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

Início do Cortejo litúrgico
O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa relembra o 70º Aniversário da Igreja do Santo Condestável
Sua Alteza Real o Príncipe da Beira D. Afonso de Bragança
Os Membros do Conselho da Real Confraria e Maria Castro, a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
Os Membros do Conselho da Real Confraria e a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
O Coro da Paróquia
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
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Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
O Cardeal Patriarca de Lisboa invoca o Santo Condestável durante a Oração
A Relíquia Insigne do Fémur de São Nuno de Santa Maria
Carlos Evaristo venera a Relíquia Insigne do Santo Condestável

Jantar de Convívio

Após a solene celebração litúrgica em honra de São Nuno de Santa Maria, seguiu-se um jantar de confraternização e o Capítulo Geral dos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável e dos Membros da Real Guarda de Honra. Presidiu à Sessão o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Condestável-Mor acompanhado de seu filho, o Príncipe da Beira o Senhor Dom Afonso de Bragança.

Presentes este ano em representação da Delegação Norte Americana da Real Confraria, estiveram os Confrades James e Jean Dudek que há mais de 20 anos promovem a devoção a São Nuno nos Estados Unidos da América no contexto da Mensagem de Fátima.

Agradecimentos Especiais

Antes de terminar o Capítulo Geral o Chefe da Casa Real Portuguesa deu as boas vindas aos novos confrades e agradeceu a presença de todos e particularmente os que vieram de longe. Agradeceu também à organização na pessoa do Alcaide João Pedro Teixeira, que organizou o protocolo da Missa e o jantar, e ao Confrade Armando Mendes que há mais de 30 anos colabora com o Apostolado de São Nuno e das Sagradas Relíquias.

No uso da palavra, Carlos Evaristo agradeceu a presença de todos os Confrades e relembrou os que não podiam estar presente e ainda os que faleceram recentemente. Agradeceu também a Filomena Maria Castro e aos membros da Real Guarda de Honra que deram brilho à homenagem a São Nuno e à Igreja do Santo Condestável no dia do seu 70º Aniversário.

Carlos Evaristo anunciou o encerramento do Centro de São Nuno da Real Confraria em Fátima, que durante muitos anos foi mantido pelos Confrades Brenda e Martin Cleary. O Centro não só acolhia peregrinos devotos em Fátima como também ajudava a angariar fundos para as obras sociais da Diocese de São Tomé e Príncipe. Carlos Evaristo agradeceu também a presença de Mário Pontes, José Manuel e Inês Rodrigues, sobrinhos da saudosa fadista Amália Rodrigues, que foi grande devota do Santo Condestável e à Delegação de Évora da Real Confraria e Real Guarda de Honra chefiada por Ricardo Maria Louro. Presente também esteve Roman von Ruppe, o Confrade responsável em Portugal pela obra social, Mary’s Meals.

Seguidamente o Senhor D. Afonso de Bragança investiu o Revº Padre Mário Cabral de Timor Leste como Capelão Honorário da Real Confraria do Santo Condestável e nomeou o Confrade William Smyth como Organista da Real Confraria e da Real Lipsanotheca.

A Festa de São Nuno terminou com a entrega de um donativo extraordinário de 100.00€ para a Obra do Caldeirão pela Confradessa Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes e a oferta do livro “O Exército e Nuno Álvares Pereira” pelo Alcaide Mário Neves, destinado à Biblioteca Condestabriana.

O Alferes José Barceló também entregou uma Relíquia Insigne de um lenço ensanguentado de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes de Orleans y Borbón, adquirida pela Fundação Oureana para a Real Lipsanotheca em Ourém. A Relíquia que chegou acompanhada de Madrid pelos Alferes e sua mulher era da Rainha de Espanha parente do Senhor D. Duarte de Bragança que morreu com fama de Santidade em Madrid, a 26 de Junho de 1878.

Carlos Evaristo e D. Afonso de Bragança agradeceram a Maria de Castro por ter representado o Comando Geral
D. Duarte de Bragança em conversa com membros da Família Mendes e o Confrade William Smyth
O Alferes José Barceló entrega uma Relíquia Insigne de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes

6 de Novembro de 2021

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Fundações ajudam Real Confraria do Santo Condestável com patrocínio de transporte de bens para Apoio Social em Portugal e em África

A Real Confraria do Santo Condestável, um Apostolado Canonicamente erecto no espírito do laicado Carmelitano tem vindo, desde 1996, a servir de Departamento Socio-Caritativo das Fundações Oureana e D. Manuel II. A mesma organização acaba de realizar mais uma série de acções socias em antecipação da Festa do seu Patrono, São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

O Coordenador de Acção Social David Alves Pereira com o carregamento de bens entregue em Évora

Teve início no mês de Outubro, Mês dedicado a Nossa Senhora do Rosário, mais uma série de campanhas para angariação e entrega de bens aos mais carenciados, tanto em Portugal como em África. Os bens resultam de um esforço nacional levado a cabo por parte da Coordenação Norte da Real Confraria e da Associação Mãos Unidas com Maria em Fátima para a recolha de roupas e outros bens de primeira necessidade para os pobres.

O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto

Foi o Coordenador Social da Real Confraria do Santo Condestável; Jorge Manuel Reis Gonçalves, juntamente com seus irmãos voluntários; os Confrades António e José Gonçalves, que procederam, por quatro vezes, à recolha e transporte em camião TIR, de toda uma série de bens usados recolhidos e também doados pessoalmente pelo Coordenador Regional Norte da Real Confraria; Rui Salazar de Lucena e Mello.

Dom Duarte de Bragança e a Drª Carmo Jardim no armazém da ONG – SIM, a 26 de Agosto de 2021

Seguidamente, foi preparado pela prima do Coordenador Rui Mello, a Coordenadora Marília Oliveira, o recheio de outro contentor de bens usados transportados pela ONG -“SIM” da Drª Carmo Jardim.

O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto

Um quinto carregamento de bens foi descarregado, há duas semanas, nos portos de contentores de Lisboa e Setúbal, tendo na altura, o Coordenador Geral e Condestável-Mor da Real Confraria, Carlos Evaristo, e sua mulher, a Confradesa Margarida Evaristo, acompanhado o processo em representação das Fundações D. Manuel II e Oureana que patrocinaram a recolha, transporte e logística dos voluntários.

O Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Irmãos voluntários.

A Associação Mãos Unidas com Maria, cuja Fundadora e Presidente é a dedicadíssima Confradesa Florinda Marques, também recolheu e preparou um outro carregamento de roupas de inverno para homem, mulher e criança, mantas e roupas de cama, assim como outros bens essenciais para crianças e também brinquedos. Estes bens porém, estão destinados aos mais desfavorecidos da Arquidiocese de Évora. Foi graças à pareceria de colaboração social existente com a Real Confraria do Santo Condestável que foi patrocinado e coordenado a entrega de hoje.

O Coordenador David Alves Pereira com o Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Veneráveis Irmãos voluntários

O material carregado em Fátima pela Florinda Marques e o Coordenador Social David Alves Pereira, que actuando na qualidade de Alcaide da Real Confraria do Santo Condestável e Comandante Geral Adjunto da Real Guarda de Honra, quis pessoalmente patrocinar todas as despesas de transporte em nome das organizações que representa.

A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria

Já em Évora foram Veneráveis Irmãos Voluntários da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora que receberam o carregamento que seguidamente irão entregar em parte às Casa Religiosas e à Santa Casa da Misericórdia de Évora. Estes bens, em grande parte, roupas, sapatos, mantas e brinquedos, serão distribuídos, por ocasião da Festa do Santo Condestável, pelos pobres e mais desfavorecidos da Arquidiocese incluindo famílias de migrantes.

A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria

Durante uma reunião com Coordenadores a semana passada em Sesimbra, o Condestável Mor da Real Confraria e Comandante Geral da Real Guarda de Honra, Carlos Evaristo, disse: “Estes bens enviados para Angola e Moçambique vão complementar um carregamento, já entregue, em Agosto, à ONG – SIM, pois o Sr. D. Duarte de Bragança, através da Real Confraria e das Fundações D. Manuel II e Oureana, quis ajudar as vítimas de Cabo Delegado, os pobres em Angola e São Tomé e Príncipe mas também pretende ajudar os mais necessitados em Cabo Verde e os refugiados da Síria, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal.”

Carlos Evaristo
Presidente da Direcção da Fundação Oureana

Para Carlos Evaristo; “É muito bom ver a Real Confraria e anteriormente, os Peacemakers, organização que criamos há 25 anos com o falecido John Haffert e posteriormente que desenvolveram actividades no estrangeiro com a ajuda dos falecidos Phillip Kronzer e o Capelão Padre John Mariani e isto sob a orientação do Vice-Postulador da Causa do Beato Nuno, o Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. e do Bispo de São Tomé e Príncipe D. Manuel António Mendes dos Santos. Hoje, são associações de fieis que servem de departamentos de acção social das Fundações e com grandes papeis activos na Igreja no campo da acção social, tanto em Portugal com em África. Importante também são as parcerias estabelecidas com organizações homólogas pois ninguém por si só consegue fazer o que se faz em conjunto. Fazemos isto em nome e em memória de São Nuno que com a sua Confraria e um Caldeirão, iniciou este trabalho social de recolha de alimentos e bens para os pobres de Lisboa a partir do Carmo em Lisboa. É ele o verdadeiro fundador da acção social em Portugal muito antes da Rainha D. Leonor e das Misericórdias que hoje têm um papel tão importante na sociedade. É igualmente importante a coordenação de trabalho de limpeza, desinfecção e preparação dos bens doados pelas pessoas voluntárias dedicadas tais como a equipa da Drª Carmo Jardim, a Florinda Marques, a Marília Oliveira e o Rui Mello. Mas igualmente importante é o trabalho dos voluntários no carregamento e transporte e aqui são as Fundações e as ONG que patrocinam as despesas, incluindo o envio de contentores. Agora esperamos poder ajudar com o envio de outro que queremos ainda patrocinar este mês para Cabo Verde e com bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria que incluem mobiliário e material escolar.” !”

Este ano a Festa de São Nuno de Santa Maria e o Capítulo Geral da Real Confraria do Santos Condestável, tem lugar na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com Investiduras a iniciarem pelas 18:30 Horas, seguido depois de Missa Solene e Jantar de Convívio dos Confrades.

Os Confrades; Ricardo Louro e David Pereira
Logo da Associação Mãos Unidas com Maria
Peacemakers, Obra de Acção Social da Real Confraria do Santo Condestável

30 de Outubro de 2021

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Fundação Oureana Apresenta Livro sobre a Vida, Obra e Legado de D. Afonso, IV Conde de Ourém

A Fundação Histórico – Cultural Oureana apresentou hoje, pelo aniversário do falecimento do Primogénito da Casa Real e Ducal de Bragança, o livro D. Afonso, IV Conde de Ourém, I Marquês de Valença e Senhor de Porto de Mós (1402 – 1460) da autoria de Carlos Evaristo e Humberto Nuno de Oliveira.
O livro conta a história do maior vulto da história de Ourém e baseia-se nos textos, documentos e ilustrações publicadas pelos autores para a Sala Memorial de Interpretação inaugurada no Castelo de Porto de Mós e dedicada à Vida, Obra de Legado do IV Conde de Ourém.

Os 20 capítulos são ricamente ilustrados e tratam da biografia de D. Afonso, dos seus títulos, brasões e empresa, as suas construcções e legado pessoal, a sua colecção de relíquias, o seu túmulo e as representações artísticas do mesmo.

A primeira edição do livro é limitada a uma tiragem de 500 exemplares numerados que serão oferecidos aos Patronos e Benfeitores da Fundação pela Festa do 50º Aniversário do Programa Medieval do Restaurante Medieval.

A Festa que terá lugar no dia 24 de Setembro de 2021 conta com um programa cultural que será divulgado oportunamente e que inclui exposições, publicações e concertos.

Segundo os autores do livro e da Sala Memorial do Castelo de Porto de Mós, a Fundação Oureana está também disposta a patrocinar um Centro de Interpretação no Castelo de Ourém ou uma Sala Memorial à semelhança daquela que foi inaugurada em Porto de Mós aquando da reabertura desse monumento, a 6 de Abril de 2019, após obras de requalificação.

Para Carlos Evaristo “é importante o visitante conhecer não só a história do Castelo mas também do homem que mais contribuiu para o desenvolvimento do mesmo.”

O dia 29 de Agosto, aniversário do falecimento do IV Conde de Ourém, foi o dia escolhido para a apresentação da obra que é editada pelo Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém e patrocinada pelas Fundações D. Manuel II e Batalha de Aljubarrota.

29 de Agosto de 2021

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Grand Master of Constantinian Order visits Fatima, Portugal

The group photographed by Dr. Carlos Evaristo at the Fatima Shrine

Fatima, July 4th, 2014. The Grand Master of the Constantinian Order HRH The Duke of Castro, accompanied by HRH The Duchess of Castro and the two princesses HRH The Duchess of Palermo and HRH The Duchess of Capri, visited Fatima in Portugal and offered prayers to Our Lady of Fatima at the small Chapel of the Apparitions.

The Grand Master and his family also visited the Royal Lipsanotheca and viewed an exhibition of relics of the Foundation Oureana / D. Manuel II presented by Mr. Carlos Evaristo, a leading expert of relics and Chairman of the chapter of the Patrons of the Vatican Museums. Among the exhibits were the relics of the Seers of Fatima, the Sicilian Saints and the major relic of the Blessed Maria Cristina, Queen of Naples, who was beatified in January 2014 by Pope Francis in a ceremony held at the Basilica of Santa Chiara in Naples attended by members of the Neapolitan and Portuguese Royal Families.

The Grand Master and his family were accompanied in pilgrimage to the Altar of Fatima by HRH The Duke of Braganza, HSH Prince Peter von Hohenberg, grandson of Archduke Franz Ferdinand of Austria-Hungary, HSH Princess Marie-Therese von Hohenberg and her husband HE Mr Anthony Bailey, Delegate of the Sacred Military Constantinian Order of Saint George in Great Britain and Ireland and Magistral Delegate for Inter-Religious Relations, HE Dr. Miguel Horta e Costa, Baron of Santa Comba Dão, Delegate of the Sacred Military Constantinian Order of St. George in Portugal, the Marquis of Rio Maior, D. João Saldanha Vicente; Sir Gavyn Arthur, former Lord Mayor of London; Eng. Domingos Patacho of the Royal Association; Dr. José Carlos Ramalho Royal Association of Ribatejo, Dr. Francisco Ramalho, Dr. Alberto Calafato Janelli, Private Secretary to the Duke of Castro and Dr. Carlos Evaristo, who led the visit to the Shrine.

FONTE: https://www.constantinian.org.uk/grand-master-constantinian-order-visits-fatima-portugal/

4 de Julho de 2014

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Fátima: Monumento ao Papa Pio XII vai ser inaugurado no Castelo de Ourém

Fotografia do Monumento em fase de Construção

Para recordar o 75º aniversário da coroação de Nossa Senhora de Fátima como rainha do mundo vai ser inaugurada, dia 13 deste mês, às 16h00, no Castelo de Ourém, uma estátua em tamanho real do Papa Pio XII.

O monumento vai ser inaugurado pelo Duque de Bragança, D. Duarte Pio, afilhado de Batismo do Servo de Deus, Papa Pio XII, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

A estátua em bronze daquele que foi chamado de “Papa de Fátima” é obra do Mestre escultor Félix Burriel e oferecida por Moritz Hunzinger, “com o apoio de vários admiradores e defensores do Papa internacionais incluindo um grupo de historiadores e Judeus da Pave the Way Foundation”, refere.

LFS

FONTE: https://agencia.ecclesia.pt/portal/evento/fatima-monumento-ao-papa-pio-xii-vai-ser-inaugurado-no-castelo-de-ourem/

12 de Maio de 2021

Agência ECCLESIA

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D. Duarte de Bragança financia investigação genética que tenta provar que Cristóvão Colombo era Português

Documentos da época desfazem quaisquer dúvidas: Cristóvão Colombo nasceu em 1451, em Génova, filho de Domenico Colombo e de Susanna Fontanarossa

O pretendente ao trono acredita numa teoria segundo a qual o navegador nasceu no Alentejo, como filho bastardo do duque de Beja. Mas a historiografia mais documentada e credível desmente a tese – por completo

D. Duarte de Bragança simpatiza com a teoria de Cristóvão Colombo ser português”, diz à VISÃO Carlos Evaristo, arqueólogo especialista em relíquias sagradas e iconografia sacra medieval, e presidente da Fundação Oureana. O arqueólogo acrescenta que o pretendente ao trono português, através da Fundação D. Manuel II, a que preside, financia os custos da componente nacional do Projeto Colombo

Mediante testes de ADN, aquele projeto tenta provar que o navegador era português ou “ibérico”. O epicentro está na universidade de Granada e no professor José Lorente Acosta, que chefia a equipa de investigação que reúne entidades de vários países.

No caso de Portugal, as contribuições são asseguradas pela Fundação Oureana que Carlos Evaristo dirige e, sobretudo, pelo seu Museu de Relíquias, instalado no castelo de Ourém. Recentemente, três cabelos da rainha Santa Isabel, com mais de sete séculos, foram cuidadosamente removidos por José Lorente e Carlos Evaristo de um relicário com uma sua madeixa, “selado em lacre com o sinete do bispo conde de Coimbra D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré”, diz o arqueólogo. “Este cabelo foi recolhido por esse prelado, na presença do rei D. Miguel I, como o comprova documentação arquivada na ocasião da abertura do túmulo da rainha Santa, para verificação do estado de conservação do seu corpo incorrupto”, acrescenta.

Carlos Evaristo forneceu também a José Lorente outras duas amostras de relíquias, com sangue e ossos de “dois santos portugueses mais contemporâneos de Colombo e que eram membros da Família Real de Avis e de Bragança”. Mas o arqueólogo prefere não identificar publicamente aqueles “dois santos”, porque as relíquias em causa “perderam os selos de autenticidade ao longo dos séculos”, embora acredite que são “genuínas”.

Através da Fundação D. Manuel II, a que preside, D. Duarte de Bragança financia os custos da componente nacional do “Projeto Colombo”

Seja como for, o objetivo mantém-se: descobrir um elo que conduza à confirmação de que Cristóvão Colombo “era, pelo menos, ibérico, se não mesmo português”, através da comparação de marcadores genéticos, com suporte na matéria óssea do navegador (que morreu em Valladolid, a 20 de maio de 1506, aos 55 anos), de um filho e de um irmão, encontrada há anos em Sevilha e cientificamente comprovada.

Carlos Evaristo defende a teoria do investigador Augusto de Mascarenhas Barreto, já falecido, segundo a qual Colombo nasceu em Cuba, no Alentejo, fruto de uma relação extraconjugal do duque de Beja, D. Fernando (segundo filho do rei D. Duarte I), com Isabel Zarco, filha de Gonçalves Zarco, fidalgo da Casa do Infante D. Henrique. Em adulto, diz o arqueólogo, “Colombo serviu como capitão de guerra, uma espécie de agente secreto no que respeita a desviar as atenções do Papa espanhol, Alexandre VI, e dos reis católicos, Isabel de Castela e Fernando II de Aragão, do verdadeiro caminho marítimo para a Índia e da existência do Brasil”.

Problema Bicudo

Por aquela tese, temos um corajoso patriota português. Carlos Evaristo, porém, sofreria uma forte desilusão quando descobriu que o túmulo de D. Fernando, em Beja, estava vazio. O suposto pai de Colombo seria um instrumento genético infalível, na comprovação, ou não, de que o navegador era português. A culpa é do governo de Joaquim Augusto de Aguiar, que em 1834 decretou o fim dos sepultamentos nas igrejas e criou os cemitérios públicos, o que levou à chamada “revolta da Maria da Fonte”. Os restos mortais de D. Fernando, concluiu o arqueólogo, “hão de ter ido parar, por ignorância, a uma vala comum”.

Mas existe um problema bem mais bicudo com a teoria de Augusto de Mascarenhas Barreto: choca de frente com a historiografia adquirida e documentada. Os académicos mais credíveis afirmam que Cristóvão Colombo nasceu em 1451, em Génova, filho de Domenico Colombo e de Susanna Fontanarossa. E que, apesar da forma atribulada como chegou a Portugal, em 1476, salvando-se a nado durante uma das numerosas batalhas do cabo de S. Vicente, por cá se instalou como agente das principais casas comerciais de Génova.

Relicário do século XIX com cabelos da rainha Santa Isabel, de onde foram removidas amostras para comparação genética no “Projeto Colombo”

Com esse estatuto, deslocou-se à Madeira para entrar no negócio do açúcar, então muito rentável. Em 1479, casou-se com Filipa Moniz, filha do segundo matrimónio de Bartolomeu Perestrelo, capitão-donatário de Porto Santo. E, entre Lisboa, o Funchal e Porto Santo, locais onde se sabe que residiu, Colombo adquiriu um conhecimento substancial sobre as navegações portuguesas na costa ocidental africana.

Começou então a conceber o seu plano de navegar em direção ao ocidente, para atingir a Ásia. Em meados da década de 1480, apresentou o seu projeto ao rei D. João II, que o rejeitou. O monarca considerava economicamente mais viável o paulatino avanço português pela costa africana.

Resumindo para encurtar razões, seria ao serviço dos reis católicos de Espanha que, a partir de 1492, Colombo estaria por quatro vezes nas Américas, julgando encontrar-se na Ásia. Ignorava ter descoberto um novo mundo. E, depois, destacou-se por um governo despótico dessas terras e pela escravização dos nativos. Nada que orgulhe ninguém.

Mas Carlos Evaristo, com o apoio de D. Duarte de Bragança, mantém-se na sua: se as amostras que entregou a José Lorente para testes de ADN resultarem inconclusivas, tem outras em reserva para fazer chegar ao especialista em Genética da universidade de Granada. Apetece lembrar um clichê – a esperança é mesmo a última coisa a morrer.

FONTE: https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2021-06-27-d-duarte-de-braganca-financia-investigacao-genetica-que-tenta-provar-que-cristovao-colombo-era-portugues/?fbclid=IwAR3FdK3IilLKIexXORkPsG4nudqih3bv0__NTZRT_JSxDsyTzYL0pOe-xiQ

Visão

27 de Junho de 2021

ESCLARECIMENTO

Tendo sido publicado um artigo na revista “Visão” online que dá a entender que D. Duarte, Duque de Bragança tem vindo a apoiar os estudos genéticos sobre o Cristóvão Colombo, vimos por este meio esclarecer o seguinte:

1. Há largas décadas que o Chefe da Casa Real Portuguesa, tem vindo a acompanhar com interesse os estudos sobre este assunto e particularmente as teorias que apresentam que o Navegador possa ter origem Portuguesa.

2. A verdade é que o senhor Dom Duarte nutre uma certa simpatia para com a tese desenvolvida pelo falecido pesquisador Augusto de Mascarenhas Barreto, e particularmente, no que diz respeito ao Colombo ter sido um Agente Secreto de D. João II.

3. Tal interesse, meramente científico, não prossupõe todavia qualquer envolvimento financeiro da parte do Duque de Bragança, sendo que a Fundação D. Manuel II em protocolo com a Câmara Municipal de Cuba e outras entidades: académicas, municipais e eclesiásticas, já prestou homenagem a todos os pesquisadores Portugueses das diversas teorias sobre a origem do Navegador.

4. A Fundação D, Manuel II patrocinou em parte a renovação do Centro de Interpretação Cristóvão Colon em Cuba dedicada à memória de Augusto de Mascarenhas Barreto, a  publicação das Actas do Congresso da Associação Cristóvão Colon de Cuba, o estudo e documentário norte americano “Secrets and Mysteries of Christopher Columbus” e o fornecimento de material genético (relíquias de Santos da Casa Real) para realização do estudo de ADN pelo laboratório da Universidade de Granada.

5.  Este interesse cientifico e cultural pela verdade histórica é apoiado pelo Duque de Bragança através da Fundação D. Manuel II e do Real Instituto Cristovão Colom fundado por e em memória de Augusto de Mascarenhas Barreto. Este apoio foi reconhecido recentemente pela Faculdade de História da Universidade Nacional Pedagógica Dragomanov de Kiev, Ucrânia que nomeou D. Duarte de Bragança, Patrono e Professor Honorário da mesma faculdade

6. Quem tem acompanhado os resultados obtidos pelo referido laboratório da Universidade de Granada sabe que os estudos já demoliram em parte a tese principal da origem Genovesa através do estudo do ADN de todas as famílias Italianas com apelidos derivados de Colon. É alias graças a estas provas que os estudos actualmente em curso movimentam o interesse e acompanhamento da Comunidade Cientifica Espanhola e da TVE que já descartaram a tese Genovesa. É de lamentar e parece que as Universidades Portuguesas estão alheadas deste processo que poderá vir a revolucionar a história sobre este personagem.

7. Já foi comprovado, por diversos estudos publicados, que a documentação dita “contemporânea” à qual refere o Jornalista, conhecida por “Recollata Colombina” a mesma que tem vindo a ser utilizada, desde o Século XIX, para comprovar que Colombo era Genovês, é falsa! Ficou comprovado que muitos dos documentos recolhidos por uma comissão entre 1892 e 1905 foram adulterados maliciosamente e outros viram a ocultação de datas que tinham e eram posteriores ao Colombo, e por isso não aparecem nos fac-similes reproduzidos como prova dessa tese nos 20 volumes publicados.

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Já abriu o Centro de Apoio Social de Angolares patrocinado pela Fundação D. Manuel II

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O novo Centro de Apoio Escolar e Social também oferece refeições a estudantes

O Centro de Apoio Social de Angolares já está em funcionamento a prestar apoio escolar e social apos membros dessa comunidade São Tomense. O edifício que foi comprado por S.A.R. o Duque de Bragança Dom Duarte Pio, através da Fundação D. Manuel II, foi completamente remodelado e equipado pela Diocese de São Tomé e Príncipe com ajuda de donativos, parte dos quais angariados pela Fundação Oureana através das acções sociais directas da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Confraria do Santo Condestável.

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O Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos

BISPO FALA DA SITUAÇÃO ACTUAL DA DIOCESE
Falando francamente, o Bispo de São Tomé e Príncipe revelou que a situação econômica da Diocese está no limite.

O Bispo da Diocese num comunicado às Paróquias informou;

“No momento, a Diocese tem à disposição, no BISTP, 13.289,00 Duplos e apenas 475,00 . Em caixa, tem cerca de 3.000,00 , 4.000,00 Dólares Americanos e 90.000,00 Dobras. Em Lisboa, tem 83.800,00 € (graças a uma herança deixada por um Padre Madeirense). Em Roma, tem 18.973,28 Dólares Americaos e 19.097,14 e um pequeno fundo de investimento. Desse dinheiro, 13.494,00 são para intenções de missa; 23.700,00 são ofertas para o Novo Lar de Idosos no Príncipe; 15.000,00 para obras urgentes na Freguesia do Príncipe; 18.000,00 para o Centro Pastoral do Pantufo; 8.000,00 para obras na Casa do Campo de Milho; 16.000,00 são da APARF e para idosos em Santana e Sé, 15.000,00 para finalização do Jardim de Infância de Ubabudo Praia. (Refiro-me ao dinheiro que foi dado à Diocese para estes projectos específicos, projectos que estão a ser realizados ou ainda não se concretizaram). Ou seja, o dinheiro disponível não é suficiente para os projetos que temos em mãos. É preciso dizer também que só o Seminário nos rende cerca de 40.000,00 por ano. Em termos de receitas, tivemos o apoio da Santa Sé, cerca de US 25.000,00 Dólares Americanos por ano, mas eles alertam que, devido às dificuldades vividas pela Pandemia do Covid 19 que enfrentamos, talvez tenham que cortar este subsídio. Além disso, tivemos alguns pequenos apoios, mas geralmente dirigidos a projetos específicos e não para a vida da Diocese. Não existe apoio para alimentar o povo da Casa Episcopal, para as viagens que o Bispo tem de fazer, para o Seminário, para os párocos ou para as congregações religiosas… Essa é a foto e o que fazer? Se alguém tiver uma solução milagrosa, agradeço. No entanto, temos que apostar:

• em tornar nossas paróquias comunidades autossustentáveis,
• procurar otimizar nossos recursos,
• evitar despesas desnecessárias tanto quanto possível (podemos ter que reduzir o uso do carro),
• procurar ser pobres com os pobres,
• compartilhar as contas das paróquias e nossas obras sem medo,
• ser mais solidários …

S.A.R. DOM DUARTE DUQUE DE BRAGANÇA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE. | Ricardo  Farinha
D. Duarte com as crianças da Casa dos Pequeninos em São Tomé e Príncipe

Uma das campanhas levadas a cabo pelos Parceiros Protocolares da Fundação para ajudar a Diocese e em particular a Casa dos Pequeninos que é a instituição mais vulnerável é o Projecto de apadrinhamento da alimentação de uma criança durante um ano e que já conta com meia dúzia de benfeitores que contribuem com o valor de 120,00 €.

Conto com o apoio de todos para enfrentar esta situação e encontrar formas de resolvê-la. Neste ano de São José, que o Santo Patriarca venha em nosso auxílio.” – D. Manuel António Mendes dos Santos

27 de Julho de 2021

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Devoção de Amália Rodrigues por Nossa Senhora do Carmo foi recordada durante Missa na Capelinha das Aparições em Fátima

O centenário do nascimento de Amália Rodrigues foi oficialmente encerrado com uma Missa celebrada na Capelinha das Aparições em Fátima. Organizada pela Fundação Amália Rodrigues, com o apoio dos seus parceiros Protocolares. Recordou-se durante homilia a grande devoção que a Fadista tinha por Nossa Senhora do Carmo.

A Fundação Amália Rodrigues e os seus parceiros protocolares convidaram, através das redes sociais, todos os fiéis, amigos e admiradores da Fadista a acompanharem a celebração pública da Missa, quer presencialmente na Capelinha das Aparições, ou através da internet pela transmissão no site do Santuário de Fátima.

A Missa que teve lugar em Fátima, na Sexta-feira, 23 de Julho, dia oficial do aniversário da Rainha do Fado, foi o culminar de outras cerimónias que tiveram lugar na manhã, em Lisboa; primeiro na Casa / Museu Amália Rodrigueis e depois no Panteão Nacional, onde houve a deposição de uma coroa de flores no túmulo da Fadista.

Nestes actos memoriais estiveram presentes vários membros da Administração e do Conselho Geral da Fundação Amália Rodrigues e membros da família de Amália. O Presidente da Fundação Amália Rodrigues; Vicente Rodrigues e o sobrinho / afilhado da Fadista, José Manuel Rodrigues; Conselheiro da Fundação, depositaram uma coroa de flores junto ao tumulo.

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Vicente Rodrigues e José Manuel Rodrigues colocam uma Coroa de Flores no túmulo de Amália Rodrigues no Panteão Nacional

Já em Fátima, pelas 17:00 horas da tarde, foi celebrada a Missa de encerramento do Centenário do nascimento da Fadista na Capelinha das Aparições, celebrada pelo eterno repouso da alma de Amália. Por ser a oitava da Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo, a Missa Votiva escolhida foi a de Nossa Senhora do Carmo, título da Virgem Santa Maria do qual Amália era muito devota.

Frei Silvino deu as boas vindas a todos antes da Missa na Capelinha das Aparições

Presidida por Frei Silvino Teixeira Filipe, Carmelita Descalço do Convento do Carmo de Viana do Castelo, a Missa contou também com a ajuda do Diácono Permanente António Machado, da Paróquia de São Tiago de Vagos, na Diocese de Aveiro, que era amigo pessoal da Fadista.

Vicente Rodrigues fez a primeira leitura

A Primeira Leitura foi feita por Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália Rodrigues e as Oração dos Fieis lida pela Joana Machado, Investigadora do acervo da Casa Museu, Amália Rodrigues.

Os cânticos da Missa foram interpretados, à capela, pela voz do Capelão do Santuário, Padre João Paulo Quelhas.

Joana Machado durante a leitura da Oração dos Fieis
O Salmo Responsorial cantado pelo Capelão João Paulo Quelhas
David Alves Pereira, Inês Rodrigues e José Manuel, Rodrigues

Presentes na Cerimónia para além do Presidente da Fundação Amália Rodrigues, Vicente Rodrigues, estiveram também outros membros da Fundação; nomeadamente Alexandrina Quaresma e Rui Órfão do Conselho da Administração e a Produtora Musical Maria de Lourdes Carvalho (Blu), amiga pessoal de Amália Rodrigues e Membro do Conselho Geral. O sobrinho / afilhado José Manuel Rodrigues, Conselheiro da Fundação Amália Rodrigues com sua esposa Inês representaram a Família da Fadista e também o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, um Departamento da Fundação Oureana criado pela própria Fadista em 1995 .

Ao fundo na primeira fila, Alexandrina Quaresma e Rui Órfão
Frei Silvino Teixeira Filipe durante a Homília

Na Homília, Frei Silvino Teixeira Filipe relembrou a devoção de Amália por Nossa Senhora do Carmo e a invocação ou oração que recitava sempre antes de subir ao palco. Falou do uso continuado do escapulário pela Fadista e da promessa feita pela Virgem no Monte Carmelo a São Simão Stock.

Frei Silvino Teixeira Filipe na Consagração

Frei Silvino falou também de semelhanças na espiritualidade Carmelita Mariana vividas por São João da Cruz e Amália Rodrigues e como ela, tal como o grande Santo Carmelita, dava graças a Deus pela sua voz. Voz essa que Deus, por Sua vez, usava para sua maior glória.

Disse também o Presidente da Celebração, que Amália era tão devota de Nossa Senhora do Carmo que deve de estar agora a cantar as glórias do Senhor, tal como São João da Cruz.

Os fieis a assistirem à Missa dentro e fora da Capelinha das Aparições

A cerimónia juntou cerca de uma centena de pessoas dentro da Capelinha das Aparições, um número limitado devido às regras de distanciamento da Pandemia da Covid 19 e por esse facto a cerimónia foi transmitida também pelo Santuário na sua página de internet.

Frei Silvino Teixeira Filipe distribui a Sagrada Comunhão
Leonilde Henriques acompanhada de seu irmão

Entre os muitos amigos e fãs da Fadista presentes, esteve também Leonilde Henriques (Lí Lí) que foi Secretária de Amália durante várias décadas.

Ao fundo na segunda fila, Maria de Lourdes Carvalho, acompanhada de sua irmã

A representar a Fundação Histórico – Cultural Oureana estiveram Carlos Evaristo, também ele amigo pessoal de Amália e David Alves Pereira.

José Manuel Rodrigues, António Machado, Frei Silvino e Carlos Evaristo antes da Missa

A todos os presentes foi distribuído uma pagela com uma fotografia da Fadista tirada aquando de uma das suas últimas peregrinações a Fátima, tendo dentro da mesma a oração que Amália recitava antes de subir ao palco. Ainda sobre esta oração popular, Frei Silvino referiu que quando os fados não lhe saiam muito bem, Amália costumava dizer que foi Nossa Senhora que não cantou tão bem. Criou assim uma simbiose de ternura mística com a Mãe do Céu.

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José Manuel Rodrigues, Vicente Rodrigues e Carlos Evaristo

As pagelas que também contêm uma fotografia de Amália com um quadro pintado de Nossa Senhora do Carmo, foram editadas pela Fundação D. Manuel II e o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado e o texto elaborado por Carlos Evaristo e António Machado.

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José Manuel Rodrigues, Carlos Evaristo e Vicente Rodrigues
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Memorial a Amália Rodrigues na Sede da Fundação Oureana / Instituto em Ourém

Depois da Missa ainda teve lugar uma reunião de trabalho em Fátima entre o Presidente da Fundação Amália Rodrigues, o Presidente da Direcção da Fundação Oureana; Carlos Evaristo, e os Directores do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, ( Departamento da Fundação Oureana); José Manuel Rodrigues e Inês Rodrigues, para se discutir alguns projectos em curso e que vão ser realizados em conjunto pelas instituições em Protocolo.

O dia dedicado a Amália Rodrigues terminou para a Fundação Oureana junto ao Memorial à Patrona situado no Largo Memorial Amália Rodrigues da Regalis Lipsanotheca junto ao Castelo de Ourém, onde o Capelão Mór da Fundação e alguns membros da Direcção rezaram pelo Eterno Descanso da Rainha do Fado e acenderam uma vela em sua memória.

23 de Julho de 2021

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