No Castelo de Ourém, realizou-se uma cerimónia solene da bênção do busto relicário na presença de D. Duarte Pio de Bragança e dos organizadores do evento.
(Ourém, Portugal). Graças à dedicação e ao empenho organizativo de Angelo Musa, Cavaleiro da Ordem Constantiniana de São Jorge, e do Comandante Arturo Canavacciuolo, da Delegação de Óstia, nasceu a ideia de criar um busto relicário da recém-beatificada Beata Maria Cristina para ser doado à Regalis Lipsanotheca, localizada no Castelo de Ourém, perto de Fátima.
A relíquia, que até então fora zelosamente guardada pelo sacerdote paduano Dom Carlo Cecchin, consiste numa madeixa de cabelo da antiga Rainha das Duas Sicílias, que foi colocada dentro de um busto.
As relações entre as Casas Soberanas de Portugal e das Duas Sicílias foram sempre marcadas pelo mais elevado respeito mútuo, ainda mais confirmado pela troca das mais altas honras. Entre os ilustres convidados presentes no solene rito de promulgação do decreto relativo ao milagre atribuído à Beata, ratificado pelo Papa Francisco, e na anterior assinatura do Acordo de Conciliação e Reconhecimento do Grão-Magistério da Ordem Constantiniana por S.A.R. o Duque de Castro, Don Carlos de Bourbon, e o Duque de Bragança, Dom Duarte Pio.
O Cavaleiro Angelo Musa organizou o evento da entrega do relicário com o Secretariado Real, por intermédio do Comendador da Ordem Constantiniana Carlos Evaristo que coordenou o evento em Portugal com o apoio de Dom Duarte, que confirmou de imediato a sua presença no evento, informando o custódio da Lipsanotheca no Castelo de Ourém e ao Pároco da Igreja de Nossa Senhora das Misericórdias.
Carlos Evaristo e Angelo Musa
O Convite foi estendido online a todos os Cavaleiros Constantinianos de ambos os ramos. Os dois organizadores e os Cavaleiros Guida de Bolonha e Rimauro de Grosseto também aceitaram patrocinar.
Em representação da Delegação Siciliana estiveram o Comendador Aurelio Badolati e o Cavaleiro Giuseppe Matranga. (Vários Cavaleiros de toda a Itália, impossibilitados de comparecer, mas apoiantes do projeto, ofereceram espontaneamente contribuições financeiras para a iniciativa.)
A imagem foi feita pela artista de Lecce, Ciardo Stella, após os esboços de Carlos Evaristo terem sido aprovados pelo Padre Dom Carlo Cecchin, Capelão Mor da Casa Real Portuguesa que supervisionou com paixão todo o processo canónico.
A 12 de Abril, após a Santa Missa, uma cerimónia solene, com a presença de D. Duarte, levou à inauguração do busto relicário representando a Beata Maria Cristina. Estiveram presentes muitos convidados, entre os quais vários membros da Nobreza Portuguesa e Membros das Ordens da Casa Real de Bragança.
Para realçar ainda mais a solenidade do evento, os Cavaleiros presentes foram agraciados por S.A.R. Dom Duarte com a admissão na Real Confraria do Santo Condestável São Frei D. Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, um santo particularmente venerado em Portugal.
Como Comandante do Exército, D. Nuno salvou a independência da nação aos invasores espanhóis. Mais tarde, como frade Carmelita, viveu na pobreza e em harmonia com o espírito do Evangelho. Foi também o Fundador da Dinastia Bragança, da qual o atual Duque, Dom Duarte, detém a Grã-Mestria por nascimento. O evento concluiu-se com a entrega do Colar da Real Confraria e do diploma correspondente ao Cavaleiro Musa.
A cerimónia religiosa seguiu-se a um almoço de gala presidido por D. Duarte, realizado na sala de receção do Hotel “Domus Pacis” em Fátima.
No final da Peregrinação foram atribuídas lembranças a todos os participantes, tendo sido pessoalmente atribuído a Angelo Musa a Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Consciência de Vila Viçosa pelos serviços prestados à Casa Real Portuguesa.
M.I.F.
12 de Abril de 2014, 1 de Maio de 2014, 14 de Maio de 2014, 21 de Maio de 2014
O Chefe da Casa Real Portuguesa, D. Duarte Pio de Bragança esteve presente no Mosteiro de Odivelas para conferir a Medalha D. Dinis da Fundação Oureana.
Carlos Evaristo, o Padre Fernando António e D. Duarte acompanhados do Presidente da Câmara e Vereadora da Cultura
A exposição inaugurada hoje divulga, pela primeira vez resultados das investigações arqueológicas e dos estudos interdisciplinares realizados no âmbito das intervenções nos túmulos de D. Dinis e do Infante.
D. Duarte de Bragança de visita à Exposição
A Sessão de entrega da Medalha Rei D. Dinis teve lugar durante a inauguração da Exposição 𝗦𝗲́𝘁𝗶𝗺𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗠𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗼 𝗥𝗲𝗶 𝗗. 𝗗𝗶𝗻𝗶𝘀, promovida pela Câmara Municipal de Odivelas em parceria com a Museus e Monumentos de Portugal, EPE, e patente no Claustro Novo do Mosteiro de Odivelas.
As Intervenções
Profª Ana Catarina Sousa
Na abertura da Sessão, Ana Catarina Sousa, em representação da Património Cultural I.P., falou da importância destes trabalhos realizados no âmbito das celebrações do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis e do apoio dado pelas instituições governamentais aos mesmos.
A Profª Ana Catarina Sousa da Património Cultural I.P.
A Profª Ana Catarina Sousa da Património Cultural I.P.
A Vice-Presidente da Património Cultural I.P. exprimiu também o desejo desta exposição poder percorrer todo a país para maior divulgação e conhecimento destes trabalhos.
O Prof. Alexandre Nobre Pais, Presidente da Museus e Monumentos de Portugal, EPE
O Presidente da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, Alexandre Nobre Pais durante a sua intervenção falou também da importância da conservação e divulgação destes trabalhos e das diversas áreas a serem estudadas durante a intervenção felicitando os peritos que estão a realizar estes estudos.
Intervenção do Prof. Alexandre Nobre Pais, Presidente da Museus e Monumentos de Portugal, EPE
Durante a intervenção do Duque de Bragança
Seguidamente, Sua Alteza Real o Duque de Bragança, foi convidado pelo Presidente da Câmara Municipal de Odivelas Hugo Martins, para dirigir algumas palavras a todos presentes na qualidade de Chefe da Casa Real Portuguesa.
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
Durante a sua intervenção, o Duque de Bragança agradeceu, em nome da Família Real, à Câmara Municipal e a todos os responsáveis das entidades responsáveis “pelo excelente trabalho inédito realizado no túmulo do Rei D. Dinis e na conservação e estudo dos seus restos mortais, da sua espada e do Manto Real.”
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
O Duque de Bragança durante a sua intervenção
D. Duarte falou também da importância de se divulgar estes estudos por todo o mundo e das autoridades responsáveis garantirem que depois de conservadas as peças encontradas no túmulo do Rei D. Dinis, como a espada e o manto, que a mesmas voltem para e fiquem expostas em Odivelas por ter sido essa a vontade do Monarca que quis ser sepultado no mosteiro.
Durante a intervenção do Duque de Bragança
A última intervenção institucional coube ao Presidente da Câmara Municipal de Odivelas Hugo Martins, que agradeceu a presença de todos e explicou que os trabalhos realizados no túmulo do Rei D. Dinis iriam ser divulgados em publicação, agradecendo o apoio das entidades governamentais e o trabalho de todos os intervenientes nos estudos multidisciplinares que estão a ser desenvolvidos e que vão ser agora divulgados na exposição.
Hugo Martins, Presidente da Câmara de Odivelas
Antes da Sessão de entrega da Medalha, o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, justificou a edição da mesma como sendo tradição antiga de se mandar fazer uma iluminura ou cunhar uma medalha alusiva às exéquias fúnebres dos Reis e Rainhas. Explicou também ser desejo da Casa Real Portuguesa continuar essa tradição através das Fundações Parceiras; D. Manuel II e Histórico – Cultural Oureana. A concessão da medalha disse Evaristo “é também uma pequena gratificação de reconhecimento da Casa Real a todos os que trabalharam nesta nobre causa.”
Sessão de entrega da Medalha Rei D. Dinis
Carlos Evaristo apresenta a Medalha Rei D. Dinis
A Medalha Comemorativa dos 700 anos da Morte e das Exéquias Fúnebres do Rei D. Dinis, conferida com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, é uma edição das Fundações; Histórico – Cultural Oureana e D. Manuel II e destina-se exclusivamente a distinguir todos os intervenientes nas escavações e estudo do túmulo do Monarca, assim como os membros da Comissão de Honra das Exéquias Fúnebres.
Medalha Rei D. Dinis
A Medalha foi desenhada pelo Colégio Heráldico da Fundação Oureana e executada e patrocinada pelo Delegado da Real Irmandade e Ordem Militar do Arcanjo São Miguel em Malta Dr. Marco Spiteri Binett. Executada e bronze dourado, apresenta numa face a reconstituição do rosto do Rei D. Dinis e na face reversa a espada encontrada no túmulo do Monarca.
Medalha Rei D. Dinis
A entrega da medalha pelo Senhor D. Duarte ao Presidente da Câmara de Odivelas, aos responsáveis da entidades governamentais da tutela do Património Nacional, dos Museus e Monumentos e depois, à Vereadora da Cultura e Turismo Ana Isabel Gomes e todos os intervenientes nos estudos especializados, nas comemorações do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis e na realização das Exéquias Fúnebres.
O Presidente da Câmara de Odivelas foi a primeira entidade a receber a Medalha Rei D. Dinis
O Presidente e Vereadora da Câmara de Odivelas com D. Duarte de Bragança e Carlos Evaristo
As primeiras medalhas comemorativas haviam já sido entregues no passado mês de Maio ao Sr. Patriarca de Lisboa Rui Valério, ao Capelão Padre Fernando António e às pessoas que colaboraram ou patrocinaram na organização das Exéquias Fúnebres do Rei D. Dinis e na Real Guarda de Honra em Janeiro de 2025.
A todos os membros do Executivo da Câmara Municipal de Odivelas a Fundação Oureana concedeu a Medalha do VII Centenário da Morte do Rei D. Dinis e Miniatura da Real Guarda de Honra.
Alguns dos contemplados com a da Medalha Rei D. Dinis
O Duque de Bragança congratula o Presidente da Câmara Municipal de Odivelas
Aos ilustres convidados o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Odivelas fez a entrega de uma coleção de selos comemorativos do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis lançados no passado dia 16 de Abril pelos CTT – Correios de Portugal.
O Presidente da Câmara apresenta a Coleção de Selos
D. Duarte de Bragança e o Padre Fernando António visitam à Exposição
A coleção composta por quatro selos com um valor facial de 0,73 euros, com uma tiragem de 40 mil exemplares cada e ainda por um bloco filatélico com um selo.
A todos os presentes na inauguração da exposição foi oferecido pela Câmara Municipal de Odivelas uma Brochura sobre os diversos projetos e intervenções do VII Centenário da morte do Rei D. Dinis.
Depois da entrega das medalhas e lembranças foi altura de cada um dos intervenientes das investigações arqueológicas e dos estudos interdisciplinares realizados no âmbito das intervenções nos túmulos de D. Dinis e do Infante explicarem os trabalhos junto dos painéis ilustrados da exposição.
Alexandre Nobre Pais e D. Duarte de Bragança
Durante a visita à exposição foram servidos doces de marmelada, típico de Odivelas acompanhado de vinho “Madre Paula” branco e tinto.
O momento de Convívio
O momento de Convívio
O momento de Convívio
O momento de Convívio
Alexandre Nobre Pais e Carlos Evaristo
A Fundação Oureana esteve representada no evento pelo Presidente da Direção, Carlos Evaristo, e pelo Capelão Padre Fernando António.
O evento terminou com um convite dos responsáveis do Laboratório José de Figueiredo para o Senhor D. Duarte e os representantes da Fundação Oureana visitarem as instalações onde estão a ser realizados os trabalhos de conservação da espada e manto real de D. Dinis.
Bispo Donal McKeown recebe a Relíquia de Liam Stewart
O Bispo de Derry, Irlanda do Norte, (Reino Unido), recebeu no dia 27 de Maio, uma relíquia da Santa Cruz oferecida pela Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.
A relíquia foi entregue pessoalmente a Liam Stewart, Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e Representante do Apostolado das Relíquias na Irlanda do Norte.
Sua Excelência Reverendíssima Donal McKeown, que desejava uma relíquia do Santo Lenho para veneração na Diocese, recebeu da I.C.H.R. e do Apostolado para as Relíquias Sagradas, uma custódia relicário dourada na qual foi colocada uma teca com a relíquia. Foi também entregue uma autêntica (documento de autenticidade) emoldurada.
Liam Stewart, acompanhado de Martin McFadden, Delegado da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e Representante do Apostolado das Relíquias na Irlanda.
Liam Stewart foi quem fez o pedido ao Apostolado de Relíquias em nome do Bispo de Derry tendo recebido a relíquia e a autêntica, no passado dia 23 de Maio em Alcobaça, das mãos de D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de Carlos Evaristo, na qualidade de representantes das Fundações Oureana e D. Manuel II; entidades Parceiras Protocolares Custódias da Regalis Lipsanotheca.
Bispo Donal McKeown
A teca contendo lascas de madeira da Santíssima Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e que foi colocada numa custódia relicário cruciforme dourada, fazia parte do acervo-depósito de relíquias sagradas da Regalis Lipsanotheca e foi escolhida para doação à Diocese de Derry por ter um especial significado.
O Fundador do Apostolado e Custos Reliquiarium, Carlos Evaristo, um perito e guardião de relíquias, explicou que: “a relíquia escolhida foi adquirida e autenticada em 2014, no mesmo ano em que o Bispo McKeown foi nomeado Bispo eleito de Derry pelo Papa Francisco, a 25 de Fevereiro, tendo sido empossado a 6 de Abril do mesmo ano na Catedral de Santo Eugénio, em Derry.“
O Bispo McKeown que apresentou a sua demissão a 12 de Abril de 2025, após o seu 75º aniversário, de acordo com o Direito Canónico que exige que todos os bispos apresentem a sua renúncia ao Papa ao atingirem essa idade, aguarda agora a nomeação do seu sucessor, mantendo-se no cargo de Bispo Interino.
A entrega desta relíquia à Diocese neste Ano Jubilar 2025 – 2026 em que o Apostolado de Relíquias celebra 35 anos em Portugal, a Fundação Oureana 30 anos e a Regalis Lipsanotheca 25 anos, une assim o apostolado ao Bispo que celebra seus 75 anos e os anos de episcopado desde a sua nomeação.
Fotos: Direitos Reservados à Fundação Histórico – Cultural Oureana / Federação de Reais Irmandades do Arcanjo São Miguel / Regalis Lipsanotheca / Diocese de Derry, Irlanda
Todos os anos celebra-se o Dia Internacional do Chá, a 21 de Maio, data do aniversário do Casamento entre o Rei Carlos II da Inglaterra e a Rainha D. Catarina de Bragança. Este ano a London Tea Exchange e a Global Fair Pay Charter em parceria com a Fundação Oureana quiseram celebrar o “Legado da Rainha Catarina de Bragança” em Alcobaça, com uma conferência, provas de chás, um jantar de Gala e a assinatura de um Protocolo de colaboração.
Conferência de Isabel Stilwell
A celebração em Alcobaça do Dia Internacional do Chá começou com uma palestra da escritora e jornalista Isabel Stilwell sobre quem foi de facto esta Infanta de Portugal da Casa de Bragança que se tornou numa das rainhas mais destacadas na história da Inglaterra.
A autora consagrada que se destaca como uma das vozes mais populares no género de romance histórico e que é autora do romance histórico sobre D. Catarina de Bragança aceitou o convite da organização do evento para dar uma conferência na Biblioteca Municipal de Alcobaça e que contou com a presença de D. Afonso, Príncipe da Beira.
Aos presentes na Conferência, Stilwell explicou como uma Infanta, “nascida em Vila Viçosa como filha mais nova de um duque, tornou-se Princesa de Portugal, aquando da Restauração da Independência e única princesa portuguesa a tornar-se rainha de Inglaterra. No entanto, D. Catarina de Bragança nunca esqueceu o seu país e fez questão de voltar para Portugal quando enviuvou. Regressou em 1693, alguns anos depois da morte de Carlos II, e mandou construir o Palácio da Bemposta na zona conhecida como Paço da Rainha onde está a Academia Militar.
Sobre o seu “Best Seller” “Catarina de Bragança”, publicado em 2008, Stilwell revelou que a decisão de escrever sobre D. Catarina,
“começou por um desafio feito pelo então Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, mais tarde Cardeal Patriarca de Lisboa, e um fabuloso historiador”.
No final da conferência, houve a oportunidade para os participantes fazerem perguntas à autora e também para lhe pedirem autógrafos.
Prova de Chás
Como já é costumo no Dia Internacional do Chá, o Xeque Aliur Rahman OBE, CEO da London Tea Exchange, empresa de importação e exportação de chá fundada originalmente pela Rainha Catarina de Bragança, organizou uma Prova de Chás em Alcobaça, numa cerimónia que reuniu cerca de 100 convidados, e entre eles, D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, e vários Príncipes de países asiáticos reconhecidos pela colheita de chá.
A prova incluiu chás premium do mundo, com foco em chás de origem única, misturas clássicas, Wellness e coleções festivas, incluindo opções raras como o Royal Yellow Tea e sabores criativos como Chocolate & Coconut.
A Coleção Real e de Chás Raros inclui o Premium Royal Yellow Tea (raro, notas de papaia e especiarias), Premium Shangri La (chá branco com aroma floral) e Premium Emperor’s Green (chá verde do Imperador com notas de mel). A Coleção Wellness (Bem-estar) está focada em saúde e relaxamento, com opções como Premium Chamomile (camomila) e Premium Moroccan Mint (hortelã refrescante). Já na Coleção Festiva e Gourmet, destacam-se o Premium Chocolate & Coconut (chá preto com chocolate belga e coco) e o Premium Orange and Cinnamon (chá preto com laranja e canela). Os Clássicos inclui misturas de Darjeeling, Assam e chás fumados.
Exposição Temporária: Catarina de Bragança; O Legado
A seguir à Prova de Chás teve lugar na antiga Biblioteca do Mosteiro de Alcobaça, a inauguração da exposição “Catarina de Bragança; O Legado” organizada pela Fundação Oureana e que contou com uma explicação do Presidente da Direção Carlos Evaristo.
Evaristo revelou a todos os presentes vários aspetos inéditos da Infanta Portuguesa e depois agradeceu à Autora Isabel Stilwell pela conferência que deu e pelo livro que dedicou a Catarina de Bragança.
A exposição, segundo Evaristo, reuniu uma coleção de gravuras contemporâneas que traçam os principais momentos e identificam pessoas que marcaram a vida da Rainha, tais como os pais; D. João IV e D. Maria de Gusmão, o seu Confessor e o seu marido, o monarca inglês.
Duas gravuras na exposição, explicou Evaristo, representam o cortejo de chegada da Infanta para os seus dois casamentos, em Portugal, por procuração, a 13 de Maio de 1662 e presencialmente em Portsmouth a 21 de Maio do mesmo ano.
Mas talvez os dois documentos mais interessantes da exposição são o Contrato de Casamento; com os acordos entre os Reinos de Portugal e Inglaterra; e o Testamento da Rainha, um documento legal através do qual a D. Catarina deixou avultadas somas de dinheiro para libertar escravos e cativos.
A exposição foi patrocinada pela Fundação D. Manuel II e as gravuras e imagem em bronze escolhidas para a exposição pelo Maestro Armando Calado, Director do Departamento Artístico e Cultural da Fundação Oureana e cedidas pela Quinta da Bacalhoa, sendo parte da magnifica e vasta Colecção de objetos da Rainha D. Catarina de Bragança dessa instituição.
Seguidamente o Presidente da Câmara de Alcobaça Hermínio Rodrigues deu as boas vindas aos mais de 100 convidados do evento e agradeceu à organização ter escolhido o Município para a realização do evento.
Jantar de Gala da London Tea Exchange
O Jantar de Gala anual organizado pela London Tea Exchange reuniu mais de 100 convidados vindos de vários países. O evento realizou-se na antiga Biblioteca do Mosteiro de Alcobaça que hoje faz parte do complexo turístico Montebelo Historic Hotel. O Jantar teve início com um brinde oferecido pelo Xeque Aliur Rahman à Familia Real Portuguesa.
A seleção da ementa, tipicamente portuguesa, mas que incluiu um prato de carne halal para os convidados muçulmanos, assim como a belíssima decoração da sala, ficou a cargo do Maestro Armando Calado, representante da London Tea Exchange para Portugal e países lusófonos.
Relatório da Global Fair Pay Charter
Durante o jantar foi apresentado pelo Xeque Aliur Rahman OBE, o Relatório da Global Fair Pay Charter, uma Carta de Princípios de compromisso internacional criado pelo Xeque e cujo objetivo principal é erradicar a pobreza extrema através da promoção de salários justos e condições de vida dignas para trabalhadores em todo o mundo, com especial foco inicial nas comunidades agrícolas e nas plantações de chá.
O documentário projetado na sala mostrou como este projeto, lançado oficialmente em Londres, já abrangeu mais de 35 milhões de trabalhadores de trabalhadores do chá desde a sua criação.
Houve várias intervenções sobre o trabalho desenvolvido pela organização incluindo os Duques de Bragança, o Príncipe da Beira e Asif Nisar Bajwa, Embaixador para Portugal da Fair Pay Charter entre outros.
A Carta funciona como uma guia de 8 princípios que incentiva governos e empresas a reformarem práticas corporativas, garantindo uma remuneração justa, erradicando o trabalho infantil e escravo, e combatendo a desigualdade.
A iniciativa conta com o alto patrocínio de instituições globais, incluindo a UNITAR (o instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa) e a Secretária-geral da Commonwealth, e em Portugal o projeto tem o alto patrocínio da Casa Real Portuguesa.
Com testemunhos recolhidos de todo o mundo este vídeo relatório incluiu também imagens da viagem recente dos Duques de Bragança e Príncipe da Beira, às plantações de chá no Bangladesh onde foi inaugurada por D. Duarte de Bragança uma aldeia modelo para os operários da apanha de Chá.
Antes de terminar a Gala, foi celebrado entre a Fundação Histórico-Cultural Oureana (Fundação para a Investigação Religiosa) e o London Tea Exchange Group Limited, um Protocolo de Cooperação que tem por objeto a implementação de um conjunto de ações que visam valorizar, conservar, estudar e divulgar o Património Histórico e Cultural e promover o Turismo, e em particular, desenvolver ações relacionadas com o estudo, a investigação e a divulgação da história da produção, cultivo e tradição do Chá, iniciada pela Rainha D. Catarina de Bragança após seu casamento com o Rei Carlos II de Inglaterra em 1662.
Ambas as partes comprometem-se a cooperar na execução de projectos destinados à salvaguarda e divulgação do objeto descrito, e de ceder ou receber da outra, objetos históricos, a título de empréstimo ou doação permanente, para exposições permanentes, temporárias ou comemorativas.
A colaboração e as iniciativas a desenvolver no âmbito do Protocolo serão apresentadas e estudadas, caso a caso, no âmbito de projetos e na salvaguarda e divulgação de eventos, exposições, publicações, palestras, conferências e edições. O presente Protocolo de Cooperação entrará em vigor a partir da data da sua assinatura.
Lançamento do Chá “Bragança” em memória da Rainha Catarina
A seguir à assinatura do Protocolo houve várias intervenções e testemunhos e a entrega ao Xeque Aliur pelo Duque de Bragança do primeiro exemplar da nova Medalha Comemorativa dos 700 anos da morte do Rei D. Dinis, uma edição limitada, não comercializada, das Fundações Oureana e D. Manuel II.
Depois da sobremesa foi apresentado e servido o novo chá do London Tea Exchange que terá o nome da família Bragança em homenagem à Rainha D. Catarina fundadora da companhia de importação e exportação. Um saco deste novo chá foi oferecido pelo Xeque Aliur a todos os membros da Família Real como também a todos os presentes no evento.
Missa de Réquiem por alma de D. Catarina de Bragança
No dia seguinte teve lugar no Mosteiro de São Vicente de Fora, uma Missa de Réquiem por alma de D. Catarina de Bragança celebrada por D. Alexandre Palma, Bispo Auxiliar de Lisboa e que foi concelebrada pelo Cónego Jorge Dias.
Depois da Missa foi colocada uma coroa de flores no tumulo da Rainha D. Catarina de Bragança localizado no Panteão da Família Real.
Concerto de Homenagem
As celebrações terminaram com um Concerto oferecido em homenagem à Rainha D. Catarina de Bragança que teve lugar na Igreja no Mosteiro de São Vicente de Fora. Destacaram-se os cantores Ana Cosme, Soprano; Ana Serôdio Mezzo-Soprano, Carlos Monteiro, Tenor; Ricardo Panela, Barítono; Armando Calado, Barítono; acompanhados pelo Pianista Francisco Sassetti.
Os organizadores do evento prometem outras iniciativas para o ano em Portugal promovendo a Fair Pay Charter e divulgando mais aspetos da vida pouco conhecida da Rainha D. Catarina de Bragança.
FOTOS: Global Fair Pay Charter / Fundação Oureana / Carlos Evaristo / Armando Calado / Angelo Musa
Um Protocolo de colaboração entre a Real Associação dos Hidalgos de Espanha e a Fundação Histórico – Cultural de Oureana foi formalizado por ocasião da celebração do Capítulo Geral Internacional da Ordem do Arcanjo São Miguel, que decorreu no Castelo de Ourém e em Alcobaça, Portugal de 26 a 28 de Setembro de 2025.
Os objetivos da Fundação Oureana passam pela investigação cultural e religiosa, com departamentos que incluem um Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, uma Biblioteca e um Colégio Heráldico, e possui uma importante coleção documental de arte histórica, artística, arqueológica e sacra, relacionada com a história e as tradições da Igreja Católica, da realeza e da nobreza europeia.
As atividades de colaboração previamente desenvolvidas abrangem todas as áreas que ambas as instituições consideram úteis para os respetivos interesses e objetivos, através de atividades acordadas que foram objeto de protocolos específicos, para além deste documento, que agora é assinado.
Este acordo foi assinado em Ourém, sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, pelo Presidente Emérito do Conselho de Curadores da Fundação Oureana e Patrono Don Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança, e pelo Presidente da Direção da Fundação, Dr. Carlos Evaristo, e em nome da Real Associação de Hidalgos de Espanha, pelo seu Presidente, o Senhor Don Manuel Pardo de Vera y Diaz com referendo do Primeiro Vice-Presidente, o Excelentíssimo Senhor Don Cristóbal Colón de Carvajal y Gorosábel, Duque de Veragua e Grande da Espanha.
FONTE: (Tradução) Revista HIDALGOS DE ESPAÑA Verano 2025 AÑO LXVII Nº 583 Páginas 42 e 43
Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.
O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.
“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.
A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.
“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.
A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.
Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.
O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.
A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.
Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.
A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.
Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.
Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.
Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.
Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.
depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.
A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.
Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.
Os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira percorrem a rota dos chás por vários países do Oriente em antecipação da assinatura do Protocolo rainha D. Catarina de Bragança, um Protocolo que vai ser celebrado entre a London Tea Exchange e as Fundações Oureana e D. Manuel II.
O Protocolo pretende estudar e promover a história, tradição e cultura do chá desde que foi introduzido na sociedade Portuguesa e o papel que tem tido no mundo após sua introdução na Corte Inglesa aquando da chegada da Infanta D. Catarina de Bragança a Plymouth a 13 de Maio de 1661 para o seu casamento com o Rei Carlos II de Inglaterra.
A primeira etapa da viagem dos membros da Família Real Portuguesa e Comitiva pelo Oriente passou pelo Dubai onde foram recebidos pelo anfitrião Sheikh Aliur Rahman OBE dono da London Tea Exchange.
Na companhia de várias entidades e membros da realeza dos países de acolhimento; Os Senhores D. Duarte, D. Isabel e D. Afonso de Bragança puderam participar em diversas cerimónias de apresentação e degustação de chás tradicionais e raros, alguns deles custando um milhão de euros por quilo!
As primeiras provas de Chás produzidos pelo London Tea Exchange tiveram lugar no passado dia 6, Festa de São Nuno, (Fundador da Casa de Bragança) no Salão Nobre do famoso Raffles, um hotel de luxo histórico no Dubai, que tem vindo a acolher a realeza há mais de 150 anos.
A London Tea Exchange foi fundada pelo Rei Carlos II de Inglaterra, marido da Rainha D. Catarina de Bragança, a Infanta Portuguesa que introduziu o costume da hora do chá nesse reino e que a partir de Londres se espalhou para todo o mundo.
Chamava-se então o London Tea Auction pois os primeiros chás eram raros, produzidos e exportados do Oriente exclusivamente pelos portugueses e depois leiloados.
Durante a visita o Senhor Duque de Bragança na qualidade de Grão-Mestre Nato das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa, reconheceu alguns feitos extraordinários a algumas pessoas ligadas a este projeto do chã condecorando-os “motu proprio” com a Ordem do Arcanjo São Miguel.
As várias recepções organizadas pelo London Tea Exchange em conjunto com as autoridades locais organizaram para acolhimento dos Patronos e membros desta especial comitiva, demonstrações de danças e músicas tradicionais como também degustação das iguarias regionais.
As danças tradicionais apresentadas são uma forma de expressão cultural e que misturam várias influências do Médio Oriente e da Índia.
Algumas mostras da música têm um papel cultural e religioso nestas regiões e foram interpretadas por cantores, coros e grupos de recriação tradicional.
O Sheik Aliur adquiriu a antiquíssima Casa de Chás London Tea Auction, que renomeou de London Tea Exchange.
A London Tea Exchange hoje oferece uma das mais amplas seleções de chás premium de origem única do mundo. A mesma mantem relações de longa data com cada propriedade produtora de chá e desenvolve uma cooperação de confiança que se estende por mais de uma década. O amplo portfólio de mais de 300 variedades de chás premium e raros é proveniente diretamente de vinte países diferentes e inclui alguns dos chás mais raros do mundo, muitos dos quais são exclusivos da London Tea Exchange. Muitos destes chás são extremamente raros e cobiçados por apreciadores de chá de todo o planeta.
A London Tea Exchange é uma marca eticamente responsável que obtém todos os chás seguindo princípios de comércio justos, garantindo que todos os jardins de chá dos quais fornecem os produtos ofereçam boas condições de trabalho, salários justos e apoiem a comunidade local de alguma forma. Todas as embalagens fos seus produtos são recicláveis ou biodegradáveis e, sempre que possível, evitam o transporte aéreo de produtos para minimizar a pegada de carbono. Pelo seu trabalho em prol de um mundo melhor o Sheik foi condecorado com a Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II.
Segundo o Director do Departamento Cultural da Fundação Oureana, Armando Calado, “esta viagem dos Duques de Bragança e do Príncipe da Beira pelo Oriente pretende relembrar a importância que o chá teve e tem na sociedade e a diferença que faz na vida de tantas pessoas e também o quão importante foi o papel da Rainha D. Catarina de Bragança na sua divulgação.”
A viagem pelo mundo dos chás seguiu para o Dubai e depois para a Índia e o Bangladesh, países onde o Sheik levou a comitiva a conhecer as diversas plantações e centros de confecção de Chá da sua empresa e onde foi implementado o “International Fair Pay Charter” da Fundação London Tea Exchange uma Carta de Princípios assinada com o apoio das Nações Unidas e que conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa em memória da Rainha D. Catarina de Bragança.
O programa da visita também consistiu em reunir com vários grupos de investimento, em conversações com o mesmo propósito de sensibilizar os empresários da indústria do Chá a pagarem um preço justo aos trabalhadores que trabalham nos campos de cultivo e centros de produção de chá.
Na Universidade Daffodi, cujo Reitor é Embaixador de Sylhet, o local em que os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira estiveram, a comitiva pôde visitar algumas as obras sociais realizadas em escolas como a Guardians (organização ligada à Fundação CAP- Community Against Povery) e a própria Universidade de Daffodil onde foi criada uma bolsa de estudos com o nome do Senhor Duque de Bragança.
A viagem pela Rota dos Chás continuará com viagens futuras por outros países ligados ao mundo do Chá e isto após a cerimónia em Portugal de apresentação do Protocolo Rainha D. Catarina de Bragança com assinatura prevista para Janeiro de 2026 por ocasião do tradicional Jantar ou Almoço de Reis.
13 de Novembro de 2025
TEXTO E FOTOS: Fundação Histórico – Cultural Oureana / Armando Calado / London Tea Exchange
Rainha D. Catarina de Bragança ( Vila Viçosa, 25 de Novembro de 1638 – Lisboa, 31 de Dezembro de 1705)
D. Catarina de Bragança provocou uma autêntica revolução na vida social, implantando na Corte novos hábitos, alguns dos quais que ainda se mantêm actualmente.
O “chá das 5” foi um costume que levou de Portugal para terras britânicas. Deste modo, muitos são os que pensam, erradamente, que é uma tradição tipicamente britânica. O consumo de laranjas, o uso do garfo para comer, a introdução da saia curta (na época, era pouco acima do tornozelo) e o hábito de vestir roupa masculina para montar a cavalo também foram costumes levados para Inglaterra pela portuguesa. Por fim, foi pela sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra.
Face a isto, ainda hoje é amplamente reconhecida, admirada e homenageada, ao ponto de a sua popularidade ter-se estendido até aos Estados Unidos, onde um dos bairros de Nova Iorque foi baptizado com o nome “Queens”, em sua memória.
No Parque Tejo, em Lisboa, existe uma estátua da Rainha D. Catarina de Bragança que é uma réplica de outra construída nos EUA pela Associação Friends of Queen Catherine, construída pela pintora e escultura norte-americana Audrey Flack.
150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.
Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”
Alto Patronato
As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.
Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.
O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.
Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025
Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.
O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines GroupLLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House.(Ver artigo)
Reinauguração da Botica de São João
Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)
Memorial ao Colombo
Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo, pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”
“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)
Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.
Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.
No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida.
Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha.
Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.
Assinatura de Protocolos
Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.
Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)
A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes.
Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural.
Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.
Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.
Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.
D. Duarte, Duque de Bragança esteve presente na Sessão Solene da Global Fair Pay Charter, realizada no Palacete dos Condes de Monte Real, em Lisboa no dia 16 de Maio.
O evento foi organizado por Emily Lip Sing Kou, Embaixatriz da Fundação em Portugal para a Cultura e a Arte. Seguiu-se um almoço de gala que deu as boas vindas ao fundador da Fair Pay Charter, o Xeque Aliur Rahman OBE e ao Duque de Bragança, Patrono da Fundação Oureana e Presidente da Fundação D. Manuel II.
Para além do fundador da Carta e Fundação para o Salário Justo foram condecorados com a Ordem do Arcanjo São Miguel, a Secretária e a Embaixatriz da organização que visa melhorar os salários e as condições dos trabalhadores no mundo e particularmente, os operários das plantações de chá.
A ideia de trazer a Carta para Portugal foi do Embaixador da organização, Asif Bajwa também presente na Sessão Solene que é o Embaixador desta causa para Portugal.
A FAIR PAY CHARTER
A Fair Pay Charter ou Carta de Salário Justo é um referencia internacional, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, e que pretende envolver instituições públicas, do setor privado e da sociedade civil num esforço conjunto e global para promover um modelo de desenvolvimento mais coeso e equitativo.
Lançada em Maio de 2024 como um esforço conjunto entre o Instituto das Nações Unidas para a Formação e Investigação e a London Tea Exchange a Carta tem como objectivo educar os consumidores, construir relações com os países produtores de chá e envolver-se com as ONG internacionais para implementar soluções a longo prazo.
Criada pelo Xeque Aliur Rahman OBE, Presidente Executivo da London Tea Exchange e um importante comerciante de chás de luxo com uma das maiores coleções de chás raros do mundo, uma posição que o elevou a consultor de clientes de alto perfil em todo o mundo e à expansão do London Tea Exchange, hoje um nome muito respeitado no mercado global do chá que, particularmente, continua a tradição da realeza desde a sua introdução na Inglaterra pela Rainha Catarina de Bragança aquando do seu casamento com o Rei Carlos II em 1662.
A Carta assenta em princípios simples, como a eliminação do trabalho infantil e o fornecimento de salários dignos, conceitos de justiça que o Duque de Bragança, referiu serem diretrizes divinas proclamadas tanto na Bíblia e no Alcorão como em várias encíclicas dos Papas desde Leão XIII.
Contrasta a Carta com o comércio justo, referindo que, embora o comércio justo seja benéfico, nem sempre garante salários justos aos trabalhadores. A experiência do Xeque Aliur ao visitar plantações de chá desde 1999 levou-o a criar um programa de remuneração justa, que evoluiu para a Carta que ajuda os consumidores a identificar produtos feitos com práticas de pagamento justas, algo que ele quer que seja alargado para outros sectores.
Estudos mostram que os consumidores estão dispostos a pagar uma pequena quantia a mais para garantir que os trabalhadores recebem salários justos, e, desde o lançamento da Carta milhões de pessoas já receberam aumentos salariais em vários países com muitos outros a quererem ser signatários não só na indústria do chá.
A ONU está também a considerar transformar a Carta de Remuneração Justa numa nova meta de desenvolvimento sustentável para todas as industrias até 2030. É de referir que somente na industria de chá trabalham aproximadamente 120 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo o salário médio antes da criação da Carta para a Renumeração Justa inferior a um dólar por dia. A Fair Pay Charter é uma organização sem fins lucrativos, que assume agora a tarefa de monitorizar os aumentos salariais nos países protocolares.
Ao investir o Xeque Aliur com o grau de cavaleiro honorário na Ordem do Arcanjo São Miguel, o Duque de Bragança reconheceu não só a sua luta internacional pela remuneração justa dos trabalhadores e fim do trabalho escravo e infantil como também a sua dedicação à filantropia. Homenageado com vários prémios, incluindo o OBE; Order of the British Empire atribuído pela Rainha Isabel II de Inglaterra, o Xeque Aliur é, desde 2023, Embaixador das Nações Unidas para os Salários Justos, continuando assim a sua missão de tornar os salários justos um padrão global.
OS PRINCÍPIOS DA CARTA
Preâmbulo:
Nós, abaixo assinados, estamos empenhados nesta Carta de Salário Justo na promoção da justiça, igualdade e equidade dentro da Força de Trabalho Global.
Nós, reconhecemos o contributo indispensável dos trabalhadores de todo o mundo. Afirmamos que todos devem ser recompensados de forma justa pelos seus esforços, pois é através do seu trabalho que as indústrias prosperam e podem continuar a fazê-lo. Reconhecemos também a necessidade de um ambiente empresarial sustentável e, por isso, alinhamos esta Carta com a Carta das Nações Unidas.
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:
Concordamos em utilizar os nossos melhores esforços e apoiar a compra de produtos acreditados pelo Fair Pay para o nosso negócio e qualquer atividades/eventos/outras oportunidades de envolvimento relacionadas com o negócio em apoio e de acordo com o nosso compromisso com esta Carta.
Artigo N.º 1 – Remuneração Justa
Estamos empenhados em apoiar a capacitação de todos os trabalhadores das indústrias globais para que recebam uma remuneração justa e garantam um nível de vida digno para todos.
As estruturas salariais devem reflectir a competência, o esforço e a responsabilidade exigidos em cada função, e a igualdade de trabalho deve justificar a igualdade de remuneração.
independentemente do género, etnia, religião, credo, nacionalidade ou idade.
Artigo N.º 2 – Compromisso de Salário Mínimo
Comprometemo-nos a apoiar a implementação de um salário digno para todos os trabalhadores da indústria, que cubra não só as suas necessidades básicas, mas também lhes permita a eles e às suas famílias
desfrutar de um nível de vida decente e respeitável. Isto inclui o acesso a alimentos, água, habitação, educação, cuidados de saúde, transportes, vestuário e
outras necessidades essenciais, incluindo a provisão para eventos inesperados, proporcionando-lhes um futuro sustentável.
Artigo N.º 3 – Revisão Cíclica dos Salários
Entendemos que a Fair Pay Foundation apoiará ativamente os governos e as indústrias na discussão e na formulação das melhores práticas e na revisão cíclica
salários para garantir que os ajustamentos são feitos de acordo com os aumentos do custo de vida, da inflação e de outros factores económicos relevantes. Estamos comprometidos com
transparência nestas revisões e a partilha de conhecimentos em função das mesmas como factor primordial e fundamental desta Carta.
Artigo N.º 4 – Igualdade de Oportunidades
Estamos empenhados em proporcionar oportunidades iguais a todos os trabalhadores, evitando qualquer discriminação com base no género, raça, religião,
ou deficiência. Todos os trabalhadores terão igual acesso a benefícios, formação e promoções, bem como a todos os recursos a eles associados.
Artigo 5.º – Liberdade de Associação
Reconhecemos e respeitamos o direito de todos os trabalhadores de formarem e aderirem a sindicatos da sua escolha, de negociarem colectivamente e de se reunirem pacificamente.
bem como em atividades relacionadas com a melhoria das suas condições de trabalho.
Artigo N.º 6 – Saúde e Segurança
Estamos empenhados em garantir um ambiente de trabalho e de vida seguro e saudável, que obedeça às normas locais e internacionais.
A saúde e a segurança dos trabalhadores da indústria global são de extrema importância para nós e estão dentro desta Carta.
Artigo N.º 7 – Trabalho Infantil e Trabalho Forçado
Rejeitamos inequivocamente todas as formas de trabalho infantil e de trabalho forçado. Apoiaremos os rigorosos padrões estabelecidos pela Organização Internacional do Trabalho em relação
a idade mínima para o emprego e a proibição do trabalho forçado. Concordamos em utilizar os nossos melhores esforços para abraçar a partilha de conhecimento e de medidas desenvolvido pela Fair Pay Foundation.
Artigo N.º 8 – Sustentabilidade Ambiental
Estamos empenhados em práticas sustentáveis que reduzem o nosso impacto ambiental e protegem o planeta para as gerações futuras. Estas práticas incluirão a responsabilidade
utilização de recursos e eliminação de resíduos, proteção da biodiversidade e métodos agrícolas e industriais sustentáveis. Apoiaremos as práticas desenvolvidas pela Fair Pay Charter sobre a utilização de energia renovável, conservação da água e todas as outras medidas que apoiam e promovem indústrias mais sustentáveis.
ACTUAÇÃO DE ARMANDO CALADO E HOMENAGEM AO DUQUE DE BRAGANÇA
À semelhança de outras Sessões Solenes organizadas ou apoiadas pelas Fundações Oureana e D. Manuel II, esta Sessão Solene contou também com uma actuação do cantor; Mestre Armando Calado, Director do Departamento Artístico e Cultural da Fundação Oureana.
Querendo homenagear o Duque de Bragança que celebra 80 anos de vida e 30 de Casamento, o Xeque Aliur terminou a Sessão Solene com a apresentação a D. Duarte de uma edição especial do chá mais raro do mundo oferecido dentro de uma escultura dourada inspirada num ovo de Fabergé.
O Chefe da Casa Real agradeceu a prenda afirmando que, de facto, à semelhança da Rainha Catarina de Bragança também é um apaixonado por chás.
Antes de partirem todos os presentes poderão provar o chá mais caro do mundo que custa somente 1.3 milhões de Euros o quilo!
MUNICÍPIO DE SANTARÉM ASSINA CARTA
Depois da Sessão Solene em Lisboa foi a vez do Município de Santarém acolher, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Cerimónia de assinatura da Fair Pay Charter, assumindo assim o compromisso com os princípios éticos fundamentais da justiça remuneratória, da igualdade de oportunidades, da sustentabilidade ambiental e da dignidade no trabalho.
Para o Presidente da Câmara Dr. João Teixeira Leite: “O Município de Santarém não pode deixar de associar-se a esta iniciativa, que reconhece a dignidade do trabalho, valoriza o papel dos territórios na promoção da justiça social e assume a necessidade de um compromisso conjunto entre instituições públicas, setor privado e sociedade civil na construção de um futuro mais equilibrado e coeso.”
FOTOS: Global Fair Pay Charter / Armando Calado / Fundação Oureana
O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria de Herédia e Bragança, esteve em Aveiro para participar na Festa anual de Santa Joana Princesa, tendo sido investido Mordomo– Mor da Real Irmandade da mesma soberana invocação, uma distinção honorífica criada para os Príncipes Reais em 1877.
O programa da Festa começou às 9.15 horas, do dia 2 de Maio na Igreja de Jesus, hoje Museu de Aveiro, onde teve lugar o compromisso de três “Cavaleiros” e seis “Aias” e a Investidura de dez “Irmãos Tradicionais” e cinco “Irmãos de Carreira”.
D. João Evangelista de Lima Vidal
Investidos também foram três “Irmãos Honorários”, todos a título póstumo, nomeadamente; o Arcebispo-Bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal, a quem, segundo a instituição, «se deve o reacender do Culto a Santa Joana Princesa em Aveiro na época contemporânea»;
António Gomes da Rocha Madahil
António Gomes da Rocha Madahil, que se distinguiu como «o mais importante investigador Joanino no século XX»; e Manuel da Costa Freitas (“Necas do Museu”), «extraordinário devoto de Santa Joana, a quem a Irmandade e o Museu de Aveiro muito devem».
A Real Irmandade tem também as categorias de Cavaleiros, Infantes, Escudeiros, Açafatas, Leais Conselheiros, Damas e Donzelas este ano volta a ter um Mordomo-Mor na pessoa de D. Afonso de Santa Maria de Bragança, Príncipe da Beira.
Na intervenção de acolhimento o Provedor da Real Irmandade, o Dr. Nuno Gonçalo da Paula explicou que a investidura do Príncipe da Beira, como Mordomo, vem no seguimento da presença de vários reis, príncipes, infantes e parentes da família real que se tornaram membros desta Real Irmandade, uma Irmandade que continua a ser agraciada com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.
Para Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, e Irmão de Honra da Real Irmandade de Santa Joana Princesa; “não há dúvida que esta é uma das Irmandades mais importantes e mais queridas de Portugal e que se dedica, desde o Século XIX, a zelar e difundir o Culto à Infanta Santa Joana depois da extinção das Ordens Religiosas”.
Foi em 1905, precisamente há 120 anos, que outro Príncipe Real, D. Luiz Filipe de Bragança, Príncipe da Beira, era investido como Mordomo., ele que viria a sofrer o martírio, tal com seu pai, o Rei D. Carlos, no trágico dia 1 de Fevereiro de 1908.
Para Evaristo, Perito em iconografia sacra e Relíquias; “as armas da Real Irmandade, que foram as de Santa Joana Princesa, estão bipartidas com o escudo de Infanta da Casa Real, as Armas de Portugal, e a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, simbolizando assim, uma missão de vida a defender os valores Cristãos de Portugal até à morte, oferecendo o sofrimento pessoal pela conversão dos pecadores, tal como pediu Nossa Senhora em Fátima.”
Consciente desse compromisso com a pátria e com a Real Irmandade da qual foram Juízes Perpétuos os Reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II e à qual pertencem os Senhores Duques de Bragança e a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, aceitou por devoção particular para com a Santa Joana Princesa, o título de Mordomo da Real Irmandade tendo sido investido com Manto, Insígnias e Vara pelo Senhor Bispo de Aveiro D. António Manuel Moiteiro Ramos.
Juntamente com o Príncipe da Beira foram investidos como Irmãos, Cavaleiros e Aias de Santa Joana Princesa vários outros devotos e ainda alguns benfeitores da Real Irmandade a título póstumo.
Palavras de Sua Alteza Real D. Afonso, Príncipe da Beira, depois de ser investido como Mordomo da Real Irmandade de Santa Joana Princesa:
“Caríssimo Senhor Bispo,
Caríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro,
Caríssimo Senhor Provedor da Real Irmandade, Irmãos e devotos da Infanta Santa Joana Princesa,
É com enorme honra e alegria que me junto a todos vós na celebração das Festas de Santa Joana, aceitando com humildade o cargo de Mordomo da Real Irmandade.
A presença da Família Real em Aveiro remonta ao século 15, com a vinda da Princesa Santa Joana para o Mosteiro, e mantém-se viva na fé dos que aqui a invocam.
Quero também agradecer à Diocese, à Irmandade e ao Município pelo seu empenho na preservação do culto, do mosteiro, do túmulo e das relíquias de Santa Joana.
Termino por dizer que a partir de hoje, assumo igualmente o compromisso, na qualidade de Mordomo da Real Irmandade, com o firme propósito de promover e divulgar o legado de Santa Joana entre os portugueses e especialmente entre os mais jovens.
Muito obrigado.”
D. Afonso de Bragança
No fim das investiduras formou-se um Cortejo Litúrgico para acompanhar as imagens da Infanta Santa e de São Domingos, Patrono do Mosteiro, para a Sé-Catedral de Aveiro, local onde D. António Manuel celebrou a Missa Solene da Festa com mais de uma dúzia de sacerdotes a concelebrar incluindo o Postulador da Causa de Santa Joana.
Durante a homilia o Bispo de Aveiro relatou a experiência de vida do novo Papa Leão XIV vida repleta de valores que parecem espelhar as virtudes vividas pela Padroeira de Aveiro cuja Canonização se espera para breve. D. António Manuel disse ainda que o modelo de santidade de Santa Joana merece Culto Universal e não só no local onde viveu, como é próprio dos Santos com o estatuto de Beato.
Depois da Santa Missa o cortejo litúrgico seguiu até ao túmulo da Beata no Claustro do antigo Mosteiro das religiosas Dominicanas onde o clero entoou o hino de Santa Joana.
Foi depois oferecido ao Príncipe da Beira acompanhado do Presidente da Fundação Oureana, uma especial visita guiada pelo Coordenador da CDBCIA, Dr. Eduardo Domingues e o Coordenador da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja, o Revº Padre Gustavo André da Silva Fernandes.
A primeira parte da visita foi ao antigo Mosteiro Dominicano onde se podem contemplar as muitas obras de arte sacra, algumas do tempo da Santa Joana, e ainda, o seu magnífico túmulo.
Depois, no Museu Municipal foram explicadas muitas peças da colecção do antigo mosteiro e ainda, os belíssimos relicários.
Segou-se uma visita à exposição “A Escrita de um Ícone” organizada pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja de Aveiro (CDBCIA).
Na exposição são apresentadas cerca de meia centena de peças que abarcam um arco temporal de séculos e ajudam a compreender como a tradição da escrita de ícones (ou seja, a pintura) se difundiu pela Europa.
Segundo Eduardo Domingues esta arte nobre, teológica e espiritual ainda tem, na atualidade, os seus cultores. A exposição dá a conhecer a pintura altamente simbólica dos ícones, e apresenta uma colecção distribuída por três núcleos; as representações de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos.
Neste tipo de pintura caraterizada pela abordagem simbólica, pela esquematização formal e pela ênfase colocada na espiritualidade
Para Eduardo Domingues; “Esta exposição permite aos aveirenses, crentes e não crentes, uma aproximação ao sagrado, dando a conhecer o seu simbolismo e a tradição, não só pelo seu aspeto pictórico, mas também por todo o tempo de preparação espiritual e dos materiais utilizados, relação que se funde entre o escritor e a obra.”
No final da visita à exposição os responsáveis pela mesma oferecerem aos convidados exemplares da revista INVENIRE.
A visita guiada terminou com uma visita a recém restaurada Sé-Catedral de Aveiro que também guarda muitos tesouros centenários da Igreja e da presença da Ordem de Pregadores.
À Delegação da Casa Real também foram oferecidos pelo Provedor da Real Irmandade livros sobre a Real Irmandade de Santa Joana Princesa e o Culto de Santa Joana Princesa em Aveiro da autoria de Amaro Neves e de Nuno Gonçalo da Paula.
Já pela tarde, e depois do almoço, teve lugar às 16 horas, a Magna Procissão de Santa Joana Princesa com as imagens da Santa e suas Relíquias Insignes a percorrerem as ruas da Cidade de Aveiro, desde a Sé até ao Mosteiro.
Numa das varas do pálio, a chamada “Vara do Rei” esteve o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira cumprindo assim tradição dos Mordomos Régios antecessores da Real Irmandade.
Em moldes idênticos aos de anos anteriores, a procissão em honra de Santa Joana atraiu uma verdadeira multidão à cidade de Aveiro passando pela Rua Batalhão Caçadores Dez, Rua Nascimento Leitão, Rua de Coimbra, Praça Humberto Delgado, Rua de José Estêvão, Largo da Apresentação, Praça 14 de Julho, Rua Domingos Carrancho, Praças Melo Freitas e Humberto Delgado, Rua Clube dos Galitos, Rua Belém do Pará, Rua Gustavo Ferreira Pinto Basto, Praça Marquês de Pombal, Avenida de Santa Joana, e recolhendo depois à Igreja de Jesus – Museu de Aveiro.
12 de Maio de 2025
Texto e Fotos: Fundação Oureana e Real Irmandade de Santa Joana Princesa