Fundação Oureana celebra Protocolo com o Museu Atkinson e colabora na Exposição “Universo Dali”

A Fundação Oureana celebrou mais uma parceria de colaboração Cultural e desta vez com o Museu Atkinson da HILODI – Historic Lodges and Discoveries S.A.. Situado no fabuloso complexo turístico WOW – World of Wine em Vila Nova de Gaia, o Museu é um espaço de exposição moderno instalado numa antiga Quinta Vinicola.

Carlos Evaristo, Marta Bravo, Nicolas Descharnes, Adriana Esteves, Adrian Bridge, Miguel Tralach e Tiago Feijó

O Protocolo que visa parcerias na organização e promoção de exposições, eventos culturais, promoção turística e edição de obras literárias, foi assinado por Carlos Evaristo e Nicolas Descharnes em representação da Direção e Conselho de Curadores da Fundação Oureana e por Adrian Bridge e Rui de Almeida Sousa Magalhães em representação da HILODI, sendo testemunhas; Adriana Esteves, Margarida Evaristo e Bernardo Marquez.

A Exposição “Dali Universe”

A Exposição “Dali Universe” ou “Universo Dali” apresentará os principais marcos da vida e carreira do artista.

Nicolas Descharnes durante a visita guiada

A exposição que reúne um acervo diversificado de obras, incluindo desenhos, esboços, pinturas, esculturas e obras comerciais e publicitárias.

A magnifica Exposição que traça de forma cronológica com peças, artefactos e textos ilustrativos, todo o percurso artístico de Dali, desde a sua infância à sua morte, é complementada por centenas de fotos da autoria de Robert Descharnes.

Adrian Bridge e Tiago Feijó examinam uma das obras pouco conhecidas de Salvador Dali na Exposição

Um dos destaques é a seleção de fotografias tiradas por Robert Descharnes, fotógrafo francês e amigo de Dalí, entre 1955 e 1985, que oferecem um raro vislumbre da vida pessoal do artista, em momentos íntimos e no seu ambiente familiar.

A famosa bengala de Dali com a qual negociou com John Haffert o preço da pintura A Visão do inferno em Fátima (1962) “30 mil Dólares do tamanho da minha bengala. 15 mil metade do tamanho!”

São Curadores desta mostra extraordinária de trabalhos do Mestre Pintor Surrealista; Tiago Feijó e Miquel Tralach, Coordenador da Exposição, Pere Vehi, Designer; João Gomes, a Comissária da Exposição; Adriana Esteves e a Coordenadora; Marta Bravo.

Tiago Feijó, Adrian Bridge, Nicolas Descharnes e Carlos Evaristo na Sala Dali e Fátima

O primeiro fruto desta parceria foi a cedência para a Exposição “Universo Dali” organizada pelo Museu Atkinson de peças e arte artefactos que remontam ao fundador da Fundação Oureana, John Haffert, e à encomenda da obra “A Visão do Inferno em Fátima” realizada por Salvador Dali em 1962.

A Fundação para além de ceder para a Exposição a réplica mais fiel da obra “Visão do Inferno”, também forneceu textos e fotografias inéditas e um desenho oferecido por Dali a John Haffert em 1962.

Outras obras de Salvador Dali depositadas na Regalis Lipsanotheca, tal como a escultura em bronze “O Cristo de São João da Cruz” oferecido por Glen Harte da Galeria de Arte no Hawaii, também foram emprestadas para a exposição inaugurada no Museu Atkinson a 18 de Junho e que estará patente até 31 de Outubro, reunindo 350 peças, a maior colecção de obras de arte do artista jamais reunidas numa exposição em Portugal.

1959 – 1989: A Conversão Secreta de Dalí

Dalí, bebia da fonte espiritual e mística de sua mãe, Católica piedosa e ao mesmo tempo mergulhava no mundo profano de seu pai, um advogado Catalão.  Foi dessa mistura que nasceu o surrealismo especial do Mestre, estilo que manteve até à sua reconversão em 1960…

A sua arte Cristã era principalmente de inspiração bíblica e cenas da vida dos Santos com recriações recorrentes de obras dos grandes Mestres. Outras imagens recorrentes eram o desenho do Cristo de S. João da Cruz, a lenda de S. Agostinho e a saga de Don Quixote que simbolizavam o seu nobre espírito Cristão e a busca pela compreensão da sua crença enquanto vagabundo enamorado da beleza da vida e da sua Dulcineia; Gala… 

Porém sua arte sacra respeitosamente profanada ou salpicada de erotismo, era vista como sacrílega para os católicos mais conservadores…

Era o caso da Mãe de Deus, a quem ele representava na sua pureza imaculada por Gala, mulher e musa. Isto até 1959, ano em que foi contactado pelo Exército Azul, para pintar a Visão do Inferno em Fátima, primeira parte do Segredo que o mundo acreditava seria revelando em 1960…

Mas o encontro com a Vidente de Fátima, levaria Dali a  destruir as primeiras versões da obra para mergulhar numa busca mais profunda pela redenção, caminho que tomou entre 1959 e 1962 e durante o qual pintou imagens de Nossa Senhora sem rosto, emergindo depois a retratar sua conversão na cena infernal em que pela primeira vez dá o  rosto de sua mãe, à Mãe de Deus…

Casa-se Catolicamente e dedica os últimos 40 anos da sua vida a atos de piedade, triplicando a sua arte cristã, mas mantendo porém a fachada pública de marca; do génio excêntrico e irreverente

Morre em 1984 aos 89 anos, na Festa do Casamento da Virgem e São José.

Carlos Evaristo – Perito em Iconografia Sacra

Outro contributo da Fundação está patente na Sala junto à Capela do Espaço Museológico Atkinson (antiga Quinta) que conta a história do reencontro de Dali com a sua Fé Cristã, algo que ocorreu após John Haffert ter encomendado a obra sobre a parte do Segredo de Fátima então conhecida.

Carlos Evaristo e a Comissária da Exposição Adriana Esteves

O Catalogo da Exposição

Carlos Evaristo na abertura da Exposição falou da espiritualidade de Salvador Dali e da sua conversão

Um Cocktail de inauguração da Exposição oferecido pela WOW teve lugar antes da visita guiada ao Museu e das intervenções de Nicolas Descharnes, Carlos Evaristo e Adrian Bridge.

Adrian Bridge dá as boas vindas aos convidados e agradece a parceria com Descharnes & Descharnes e Fundação Oureana
Rui de Almeida Sousa Magalhães
Bernardo Marquez

A inauguração daquela que já é considerada a melhor exposição de Salvador Dali jamais realizada em Portugal, terminou com a assinatura do Protocolo entre a Fundação Oureana e o Museu Atkinson, ama parceria cultural que já tem outras exposições, publicações e eventos em estudo.

A foto oficial com Nicolas Descharnes, Adrian Bridge e Carlos Evaristo após a assinatura do Protocolo.

18 de Junho de 2024

Fonte: Museu Atkinson

https://www.wow.pt/en/agenda/everyday-events/dali-universe

Fotos: Museu Atkinson / Fundação Oureana

https://www.facebook.com/wowporto/videos/483453687473430/

Share

Sessão Solene do STUDIUM (Academia de Casale e del Monferrato) contou com Palestras sobre Relíquias Sagradas e anuncio dos Prêmios FIDES 2024 pelo 120º aniversário do nascimento do Rei Umberto II de Itália

No dia 24 de Maio de 2024 teve lugar no Salão Nobre da Academia Filarmônica de Casale Monferrato, Itália, a Sessão Solene anual do Studium, Academia de Casale e del Monferrato, uma instituição cultural fundada em 1476.

O evento começou com a saudação especial do Presidente do Senado Acadêmico S.A.S. O Príncipe D. Maurizio Gonzaga do Vodice di Vescovato, que seguidamente pediu uma intervenção à Dra. Maria Loredana Pinotti, Condessa de Cavagliá sobre o relatório das actividades do ano letivo de 2023.

STUDIUM – Uma Academia com 500 anos de História

Durante a sua intervenção a Cônsul Honorária de Portugal na República de San Marino quis lembrar que “Esta instituição há mais de 500 anos que está reservada para o que de melhor existe entre os grandes nomes da sibile humana a nível internacional, algo que também foi comprovado em Outubro de 2023, na cerimónia que teve lugar em Genebra, onde o Dr. José Ramos Horta, Presidente da República de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, recebeu das mãos de Federico Riboldi, Presidente da Câmara do Cidade de Casale Monferrato, o Diploma de Senador Acadêmico, o que aumenta o número de Prêmios Nobel e Chefes de Estado que compõem a nossa instituição”.

Presidente Ramos Horta Homenageado

A cerimônia de entrega ao Dr. Ramos Horta ocorreu em Genebra por ali estar localizado o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que desde 1985 é membro do Studium na categoria de Senador Acadêmico. Presente na cerimónia esteve o Duque de Bragança, D. Duarte Pio de Bragança, na qualidade de Patrono da inbstituição.

A Condessa de Cavagliá também destacou que “2024 será igualmente significativo para a relevante contribuição cultural que está sendo implementada com diversas conferências na Itália.”

Falecida Escritora e Poetisa Teresa Corinna Ubertis fala através de Inteligência Artificial

Além disso, no dia 12 de Outubro de 2024, em Casale Monferrato, terá lugar uma Conferência dedicada a Teresah (Teresa Corinna Ubertis), escritora e poetisa infantil, por ocasião do 150º aniversário de seu nascimento e do 60º aniversário de sua morte.

Seguidamente a falecida Poetisa falou sobre si a todos presentes através de um programa de inteligência artificial apresentado pelo Dr. Pier Felice degli Uberti, Conde de Cavagliá.

Durante a anunciada conferência haverá também intervenções dedicadas a temas atuais no contexto das Ciências Documentais da História e ainda uma palestra sobre a usurpação do sobrenome, a partir de um exemplo multissecular relativo às falsificações e imitações do sobrenome Gonzaga e da Ordem do Redentor.

Espera-se ainda a participação organizacional de Conferências a nível nacional em Mântua, Roma, Messina e Boston.

Depois foi altura do Príncipe D. Maurizio Gonzaga da Vodice di Vescovato, apresentar uma Palestra sobre ​​“Testemunhos em Praga de uma Relíquia Mantovana de São Longino”. Trata-se de uma Relíquia Insigne do Sangue de Cristo venerada em Mantua que um antepassado da Casa Ducal dos Gonzaga doou ao Imperado Carlos III no Século XV e que fazia parte do Tesouro Imperial de Relíquias em Praga.

EDIÇÃO 2024 DA MEDALHA DO SANTO SUDÁRIO REI UMBERTO II DE SAVOIA
CONFERIDA POR MÉRITO NA PROMOÇÃO DA DEVOÇÃO, DA CIÊNCIA E DA PESQUISA
(NUMISMA PRO DEVOTIONE ET SCIENTIA S.M. REGIS HUMBERTI II SABAUDIAE)

Concedida sob o Alto Patrocínio das Casas Reais de Itália e Portugal

O Príncipe D. Maurício que conta com São Luís Gonzaga entre os Santos da família, convidou depois o Dr. Carlos Evaristo, perito em Relíquias Sagradas e Custos Reliquiarum para comentar sobre a Relíquia do Sangue de Cristo sobre a qual escreveu largamente no seu estudo sobre as Relíquias do Relicário do IV Conde de Ourém.

O Cônsul Carlos Evaristo falou também da Santa Síndone (relíquia vulgarmente conhecida como Santo Sudário) e que foi relíquia insigne da colecção de relíquias da Casa de Saboia doada por testamento pelo Rei Umberto II ao Papa João Paulo II.

Durante a Palestra, o Presidente da Direcção e Cofundador da Fundação Oureana, anunciou que o Prémio para a Sindonologia criado em memória de Umberto II vai este ano ser atribuído de novo em Fátima no dia 27 de Setembro por ocasião do 120º aniversário do nascimento do último Rei de Itália.

Segundo o Perito em Relíquias; “muitos sabem que o rei Humberto II de Saboia passou os anos de exílio na Vila Itália em Portugal mas o que muitos não sabem é que em Portugal dedicou muito trabalho à conservação e ao estudo do Santo Sudário no que ficou definido como Sindonologia. Após a doação da Sagrada Relíquia ao Papa após a morte de Umberto II, a Santa Sindone tornou-se propriedade, não da Igreja como instituição, mas do Papa vivente como Vigário de Cristo na Terra!”

“Foi alias em Portugal, onde o Rei renovou os laços familiares muito estreitos que existem entre as Famílias Reais de Saboia e Bragança que remontam ao tempo do primeiro Rei de Portugal que casou-se com uma princesa de Saboia”.

O Historiador Luso – Canadiano lembrou também o casamento da Princesa Portuguesa Infanta D. Beatriz, filha do Rei D. Manuel I (Emanuele I) com o Duque Carlos III de Saboia e que “foi ela quem introduziu a tradição da exibição pública do Santo Sudário por ocasião dos casamentos reais, o último dos quais foi o do Rei Umberto II.

Evaristo discursou perante um quadro a óleo de Umberto II trazido da Regalis Lipeanotheca da Fundação Oureana e que retrata o último Rei de Itália como um jovem coronel ostentando um relicário pessoal com um pedaço do Santo Sudário por debaixo da Fixa da Grã-Cruz da Ordem da Anunciata e colocado sobre uma bandeira do Reino de Itália que era hasteada na Vila Itália, residência oficial da família real Italiana em Portugal.

“Para Portugal foram trazidos os exemplares mais antigos (cópias) da Santa Relíquia da mortalha de Cristo e isto por Princesas da Casa de Saboia que casaram com Reis Portugueses. Desde a Rainha de
Portugal, Mafalda di Savoia até à Rainha D. Maria Pia de Saboia, falecida no exílio em Turim na sequência da revolução de 1910. Foi ela quem mais difundiu a devoção ao Santo Sudário por todo Portugal e venerou um exemplar do Relíquia
(cópia) em sua capela particular no Palácio Nacional da Ajuda.”

“Foi em Portugal que foram guardados os últimos exemplares do Sudário “Extractum Ex Originalis” um deles do Rei Carlo Alberto que viveu no exílio no Porto e as cópias de duas princesas da Saboia que se tornaram rainhas do Portugal.”

O Vigário das Ordens da Casa Real de Saboia em Portugal explicou aos presentes que em 2000, o Prêmio Umberto II para Promoção e Pesquisa sobre o Santo Sudário foi proposto pelo Chefe da Casa Real Portuguesa e em 2005 a ideia aprovada pelo Príncipe Vittorio Emanuele di Savoia.

Atribuído pela primeira vez por ocasião do 30º Aniversário da doação do Santo Sudário de Turim por S.M. o Rei Umberto II de Itália a S.S. o Papa São João Paulo II, o NUMISMA PRO DEVOTIONE ET SCIENTIA S.M. REGIS HUMBERTI II SABAUDIAE é concedido pela FIDES – Federação Internacional de Estudos Sindinológicos tendo sido apresentado pela primeira vez pelo Príncipe Emanuele Filiberto e D. Duarte de Bragança em Fátima em 2013.

No fim da Palestra o Dr. Evaristo anunciou que a próxima edição do Prémio Umberto II terá lugar em Fátima, no dia 28 de Setembro de 2024, aquando de uma Conferência sobre as Relíquias Sagradas.

Novas Admissões de Académicos no STUDIUM

As admissões de novos acadêmicos ao Studium têm sido seguidas com a novidade que permite a admissão de campeões ao nível esportivo internacional como aconteceu com Simone Campedelli, Piloto de Rally com 20 anos de experiência.

Campedelli adicionou aos seus palmares o título de Campeão Italiano de Rally Asfalto 2023 (título conquistado também em 2022 sendo 9 os seus títulos de Campeão Italiano de Rally.

Já em 2007 recebeu o prestigioso Capacete Dourado Autosprint que o torna famoso internacionalmente, tanto que em 2024 ele está disputando o Campeonato Italiano de Rally no topo da classificação.

Com ele foi recebida como Académica do STUDIUM a sua companheira de vida Tania Canton, que ostenta 4 títulos de Campeã Italiana de Rally, e a Placa Florio em 2019.

Segue-se a recepção de Paola Vivaldi, que há vários anos estuda com atitude científica a atividade literária de Teresah, Corinna Teresa Ubertis (1874-1964), autora com Filippo Tommaso Marinetti do Futurismo, amiga de Gabriele D’Annunzio, Aldo Palazzeschi, Eugenio Montale e até Giacomo Puccini cuja produção poética servirá de inspiração para o primeiro ato de Bohemian. Hoje a Academia de Cultura Bernardino Cervis organiza com cadência bienal o Concurso Teresah, e outro reservado a alunos do ensino secundário.

Por fim, enriqueceram as fileiras dos acadêmicos, o docente universitário, advogado e financista internacional Carlos Mack, e o professor Germano Catanzaro.

Ao contrário de quase todos estes tipos de instituições culturais, o Studium não exige aos seus membros taxas de admissão ou taxas anuais de associação.

No final da Sessão Solene Carlos Evaristo e Nicolas Descharnes em representação da Direcção e Conselho de Curadores da Fundação Oureana apresentaram ao Príncipe D. Maurício Gonzaga um exemplar do Livro: “The Untold Story of the Holy Shroud” da autoria de Carlos Evaristo e que reúne 30 anos de estudos inéditos sobre a história desconhecida do Santo Sudário de Turim, relíquia insigne da Casa de Saboia.

(Fotos: STUDIUM / Fundação Oureana)

FONTE: Istituto Italiano per la Storia di Famiglia

24 de Maio de 2024

Share

Livro sobre Relicário de D. Afonso, IV Conde de Ourém, apresentado pelo Autor durante Congresso Internacional de Nobreza em Madrid

D. Duarte de Bragança

O livro “O Relicário de D. Afonso, IV Conde de Ourém – A Coleção de Relíquias Insignes da Casa de Bragança” da autoria de Carlos Evaristo, foi apresentado ao público pela primeira vez durante o IV Congresso Internacional de Nobreza realizado em Madrid pela Real Asociación de Hidalgos de España de 9 a 11 de Maio de 2024.

O Príncipe Maurício Gonzaga

O livro que divulga o estudo inédito de Carlos Evaristo​ sobre a coleção de relíquias insignes do primogénito da Casa de Bragança foi apresentado primeiramente ao Duque de Bragança e Conde de Ourém, D. Duarte Pio de Bragança pelo Autor que no dia 9 de Maio o deu a conhecer ao público durante a Palestra que deu sobre a “Devoção às Relíquias Sagradas dos Nobres da Casa de Bragança e outras Casas Reais da Europa Medieval”.

D. Pedro de Bourbon com os Condes de Cavagliá
Carlos Evaristo

O Congresso contou com a participação do Infante D. Pedro de Bourbon, do Príncipe Leka da Albânia e do Príncipe Maurício Gonzaga dei Vodici e Vescovato, cada um dos quais receberam um exemplar especial da obra.

Share

Entrevista com “Paul Perry” Realizador da Crown Pictures / Fundação Oureana

Meet Paul Perry, Book Author and Documentary Filmmaker

We had the good fortune of connecting with Paul Perry and we’ve shared our conversation below:

Hi Paul, can you walk us through the thought-process of starting your business?
How did you begin your career as a writer? When I was 18 years old I had the fortune of writing a story that was good enough to sell to a newspaper. It was a story about a travelling magic show that appeared at the Arizona state fair. Entertainers would blow massive fireballs by spraying lighter fluid from their mouths on to a lighted match, or use mirrors and costumes to evolve into wild animals before our very eyes. It was very low-grade entertainment, but the story I wrote was good enough to publish. When I was paid $50 by the newspaper I switched my career choice from marine biology to writing. If I could make money, travel and get a byline why wouldn’t I choose writing as a profession? As Hunter S. Thompson (Fear and Loathing in Las Vegas) declared to me later in my life, “writing is a ticket to ride. Hell Paul, who doesn’t want that?”

 

Can you open up a bit about your work and career? We’re big fans and we’d love for our community to learn more about your work.
Over the years I have written numerous books about a variety of things, 23 books to be exacts. Maybe even 25 books. I’m not totally sure. For instance, while editing a running magazine funded by the Nike shoe company, I went to China to cover their first international marathon. I assigned Ken Kesey of One Flew Over the Cuckoo’s Nest fame to write the story about this event, and through that venture Kesey and I became friends, so much so that he authorized me to write a photo documentary about his wild LSD days with the Grateful Dead and a motley crew known as the Merry Pranksters. My work on this running magazine led me to contact Dr. Hunter S. Thompson, the creator and king of Gonzo journalism and author of Fear and Loathing in Las Vegas. Before long I asked if he would cover the Honolulu Marathon and to my surprise he said yes. At that point he was extremely unreliable, not having published anything in eight years yet taking advance payments from magazines to do so. So when his favorite illustrator Ralph Steadman offered to go along as an artist and personal motivator, I took him up on the offer and turned certain failure into a massive success, packing the magazine with Ralph’s sharp and satirical art and Hunter’s acerbic verbiage.


I took notes of the time I spent with Hunter over the next few years, and eventually wrote an unauthorized biography of Dr. Gonzo. To say he was not happy about the book is an understatement. He threatened me with death and dismemberment for writing a biography of him without asking but in the end his animas melted and renewed his old habit of making frequent three a.m. calls to talk about politics, the good old days, and what a bastard I was to write something about him that was unauthorized. He even agreed to write an introduction to On The Bus, my photo documentary about Kesey and the Merry Pranksters that ran next to a foreword by Jerry Garcia of the Grateful Dead.
Throughout the years I have followed an almost schizophrenic mixture of interests, writing books about health (I became the Executive Editor of American Health magazine, so why not?), books about the paranormal (mainly near-death experiences which have earned me five New York Times bestsellers), a book about the Whydah, the only pirate ship in the world to be excavated, followed by an expedition with explorer Barry Clifford to Madagascar where we found Captain Kidd’s flagship. The finding of Kidd’s ship was enormous news in the archaeology community and a big hit with the national media.
Shortly after the Captain Kidd find, 9/11 happened. I had planned to go to Egypt to follow the Holy Family Trail, the route believed to have been followed by Jesus and his family in their escape from King Herod of Israel. I decided to override my concerns about going to the middle East so soon after 9/11 and went alone despite the perceived danger. There I found no danger just a warm welcome from the Egyptians, who seemed to be as aggrieved by 9/11 as Americans were. I followed the lengthy route of the Holy Family from the border with Israel to the middle of Egypt and wrote the book Jesus in Egypt. Less than a year later when the book came out I found myself back in Egypt making a documentary film about the trail. That movie has run at least 25 times on American TV and is now available on Amazon Prime as Jesus in Egypt.

So is this where the filmmaker part of your bio comes in?
Well, sort of. Several years before turning my book Jesus in Egypt into a movie, I became interested in the art work of Fritz Scholder, a native American artist famed for a style of art entitled “Super Indian,” consisting of colorful, powerful and imposing Indian braves. Fritz was as colorful as his work. Sometimes that meant literally. For example he’d wear the paint smeared shirts he wore while painting to the supermarket , looking so stylish that strangers would offer substantial amounts of money to buy the shirt right off his back. His attitude toward life can be he summed up in one quote, “I believe in everything because there are too many possibilities not to.“

I suggested doing a documentary about him and he jumped at the chance. We raised the amount of money necessary from his collectors and then travelled to his favorite haunts – Santa Fe, New York, and Paris – knitting it all together with scenes of him working in his Scottsdale, Arizona studio. For the fine narration of Pulitzer Prize winner N. Scott Momaday, Fritz traded a painting.

The film ran on the Public Broadcasting System under the title Painting the Paradox. It was like a Fritz painting, a strange and somewhat abstract piece of work, and the network was thrilled to air it. If you want a copy of that video, contact me at:  pperry87@cox.net

My interest in filmmaking has expanded. In between writing books, I have written and directed a number of documentaries on a variety subjects. These are available on Amazon Prime and other streamers:

Afterlife, a documentary about near death experiences, told largely through the eyes of those who have nearly died and come back to tell stories of out of body events, meeting with dead relatives, seeing magnificent being of Light, and other glimpses of eternity. To add scientific heft to a mystical subject were deep interviews with Raymond Moody, MD, the researcher who named and defined the near-death experience, and Jeffrey Long, MD, one of the founders of The Near-Death Research Foundation. The film was primarily shot in New Orleans, the city treated to a near-death experience by hurricane Katrina.

Dali’s Fatima Secret, a true story of Salvador Dali’s painting of the vision of Hell, one of the horrific visions seen by the three shepherd children in Fatima, Portugal. The Fatima visions were and remain earth-changing event for Catholics. It was also a life-changing event for the great surrealist himself. He went from being an atheist to a true believer as result of this painting. We interviewed Amanda Lear, Dali’s girlfriend, as well as Robert Descharnes, Dali’s late and great photographer for 40 years. Dali’s Fatima Secret can be seen on Amazon Prime, Tubi and other streamers. The story itself can be read in the book I wrote of the same name. As a side-note, I was knighted for this film by his highness the Duke of Braganza of Portugal and made the official filmmaker of the Portuguese Royal House.

Secrets & Mysteries of Christopher Columbus is a film that challenges the history of the controversial explorer. And I mean it really challenges his history, questioning where he was born, his parentage, his relation to royalty, even his religions. All of this was done with the stealthy examination of his DNA by Jose Lorente, former FBI and now head of the CSI department at Granada University of Spain and interviews with descendants of kings and explorers, including those of King John of Portugal, Vasco da Gama and even Christopher Columbus. I only agreed to do this film because a Vatical relic expert, Carlos Evaristo, kept using the secret history of Columbus to make the point that “all that we read in history books is not true.” We followed his lead and he was probably correct.

So what’s next on your agenda?
I have a new book out right now from Simon & Schuster/Beyond Words, PROOF OF LIFE AFTER LIFE: 7 Reasons to Believe There Is an Afterlife. It is the sixth book I have written with Raymond Moody, MD, PhD, the researcher who named and defined the near-death experience. This book explores shared death experiences, which do indeed prove that consciousness survives one’s bodily death. I know Proof is a big word, so trust me when I say we have the research and case studies to earn that title.

And yes, I am beginning production on a movie about this book as well, my second about near-death experiences since Afterlife. There is tremendous interest in the subject of death, largely, I suspect, because of the pandemic and the millions of loved ones lost to that terrible disease. I venture a guess that hardly a day goes by when we don’t think about death and that age old question: What happens when we die? But whatever the reason for their interest, people are beginning to see that life is like money: No matter how much they have, they are always wondering where it goes and will they get more. Death is one of mankind’s most persistent concerns, and those who research it through near-death experiences are reaching some important conclusions.

There is tremendous interest in the subject of near-death experiences these days, that’s for sure. Do you have any other plans for that subject area?
I do. Over the years my co-authors and I have been able to reacquire the right to our books from our publishers. Now I have assembled a half dozen of those books and started a publishing company, www.glimpsesofeternity.com.  This is a highly-specialized publishing company that deals with afterlife subjects. Right now this company deals with the classic authors in the field, including Raymond Moody, MD, PhD, Melvin Morse, MD, Dannion Brinkley and others. But I am interested in bringing more books on this subject to market. There are many great writers out there on this subject and I would love to hear from them. Contact me through www.paulperryproductions.com . 

Who else deserves some credit and recognition?
A lot of people deserve credit because no one becomes successful alone. First on my list is my wife, Darlene Bennett-Perry, who is truly a North Star. My agent and longtime friend Nat Sobel deserves credit for his guidance, my publishers Michele Ashtiani Cohn and Richard Cohn at Beyond Words/Simon & Schuster for taking my books under their wings. And on and on. There is a long list of people who have been helpful in my life because for each of us it takes a village. 

Website: https://paulperryproductions.com/

Facebook: https://paulperryproductions.com/books/

Other: https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Perry_(author)

Image Credits
Paul Perry Marlin Darrah Carlos Casimiro

6 de Novembro de 2023

FONTE: https://shoutoutla.com/meet-paul-perry-meet-paul-perry-book-author-and-documentary-filmmaker/

Share

Estado-Maior-General das Forças Armadas Celebra Festa de São Nuno no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa

(Foto: Fundação Oureana)

As Celebrações em honra de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Condestável do Reino, III Conde de Ourém e Fundador da Casa Real e Ducal de Bragança, foram organizadas, pelo segundo ano consecutivo, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, tendo como convidado especial, S.A.R. Dom Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, Condestável-Mor Honorário da Real Confraria do Santo Condestável, que também esteve m representação do Conselho de Curadores das Fundações Oureana e D. Manuel II.

(Foto: Fundação Oureana)

As Celebrações em honra do Patrono das Forças Armadas, tiveram lugar durante 5 e 6 de Novembro e contaram com uma representação da Real Confraria do Santo Condestável / Fundação Oureana e a presença já habitual do Busto – Relicário de São Nuno da Regalis Lipsanotheca em Ourém, presente na Missa Solene celebrada por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense.

(Fotos: Fundação Oureana)

O programa das celebrações deste ano incluíram uma Palestra, um Concerto, uma Parada Militar, concluindo com um almoço oferecido aos convidados pelo General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Nunes da Fonseca.

A Missa da Festa de São Nuno de Santa Maria foi celebrada no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa por D. Rui Valério.

Foi no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, que no dia 5 de Novembro pelas 10:30 da manhã foi celebrada a Missa da Festa do Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria, Patrono das Forças Armadas de Portugal.

As comemorações foram organizadas pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas com o apoio do Município de Vila Viçosa, da Fundação Casa de Bragança, do Santuário da Padroeira e do Seminário São José.

(Foto: Fundação Oureana)

“A Missa Solene foi um momento de reverência a São Nuno de Santa Maria, uma figura histórica importante de Portugal. Esta celebração religiosa foi uma oportunidade para destacar o legado e a devoção a São Nuno de Santa Maria, que desempenhou um papel significativo na história militar e religiosa de Portugal.”

“No Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa, estiveram presentes; o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca; Dom Duarte Pio de Bragança, todo o executivo Municipal liderado pelo Presidente Dr. Inácio Esperança entre outras entidades civis e militares que desejaram prestar homenagem a São Nuno de Santa Maria”.

“As comemorações demonstram a importância da história e da cultura de Portugal, bem como a ligação entre as Forças Armadas e a Fé. A preservação das tradições e valores nacionais é fundamental para manter viva a herança de figuras como São Nuno de Santa Maria, que continuam a ser uma fonte de inspiração para o povo Português.”

D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Administrador Apostólico da Arquidiocese Castrense salientou os valores espirituais e o espírito de sacrifício de São Nuno e também a sua devoção à Virgem Santíssima, cuja imagem em Vila Viçosa mandou fazer na Inglaterra aquando do restauro do Santuário no Século XV. D. Nuno era o Chefe de Estado Maior no seu tempo e a segunda pessoa mais poderosa do Reino a seguir ao Rei.

(Fotos: Rádio Campanário)

A Eucaristia presidida por D. Rui Valério, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, teve transmissão directa na RTP1 e foi também transmitida pela Rádio Campanário de Évora.

O Presidente da Câmara Municipal e Patriarca de Lisboa (Foto: Fundação Oureana)
Carlos Evaristo com D. Rui Valério

Ao final da tarde, o Historiador do Exército e Membro da Real Confraria do Santo Condestável, Coronel Américo Henriques, lecionou na Igreja de Santo Agostinho, uma Palestra de evocação de D. Nuno Álvares Pereira, seguida do Concerto da Banda Sinfónica do Exército com a participação da Soprano Carla Martins.

(Foto: Fundação Oureana)
(Foto: Fundação Oureana)
(Foto: Rádio Campanário)
(Foto: Rádio Campanário)
(Foto: Rádio Campanário)
“As comemorações anuais de São Nuno de Santa Maria vão manter-se em Vila Viçosa”, disse o General Nunes da Fonseca (Foto: Forças Armadas)

Vila Viçosa é, desde 2022, por decisão do antigo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, (Membro Alcaide da Real Confraria do Santo Condestável) o local escolhido para as cerimónias oficiais das Comemorações evocativas anuais do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria, por ocasião da sua Festa Litúrgica; 6 de Novembro.

Carlos Evaristo, Condestável Mor Co-Fundador da Real Confraria do Santo Condestável; O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca, o Duque de Bragança, D. Duarte de Bragança e o Presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança. (Foto: Fundação Oureana)

Organizadas pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, com o apoio do Município de Vila Viçosa, da Fundação da Casa de Bragança e do Seminário São José, as comemorações deste ano terminaram na segunda-feira dia 6, com uma Parada e Cerimónia Militar, no Terreiro do Paço, cerimónia esta presidida pelo General José Nunes da Fonseca, Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

(Foto: Fundação Oureana)
Carlos e Margarida Evaristo com o Padre António Marques dos Santos de 92 anos, Capelão Honorário da Real Confraria do Santo Condestável.

(Foto: Forças Armadas)

Ao final da tarde, o Coronel Américo Henriques deu uma Palestra de evocação de D. Nuno Álvares Pereira, seguida do Concerto da Banda Sinfónica do Exército com a participação da Soprano Carla Martins.

A Real Confraria reconheceu o mérito da Zeladora da Imagem de São Nuno durante 30 anos.
(Foto: Forças Armadas)
(Foto: Forças Armadas)
(Foto: Forças Armadas)

“Decorreu no Terreiro do Paço de Vila Viçosa, na manhã do dia 6 de Novembro, a Cerimónia Militar de homenagem ao Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Presidida pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca, a cerimónia teve como momentos marcantes a entoação do Hino Nacional pelas Forças em Parada, em conjunto com 140 crianças do agrupamento de escolas de Vila Viçosa, seguindo-se a Cerimónia de Homenagem aos Mortos, e, a encerrar, a Condecoração de um Antigo Combatente.”

(Foto: Forças Armadas)

As comemorações de homenagem a D. Nuno Álvares Pereira, Patrono do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) foram da organização do Estado-Maior-General das Forças Armadas, e tiveram o apoio do Município de Vila Viçosa, da Fundação da Casa de Bragança, do Santuário da Padroeira e do Seminário São José.

(Foto: Forças Armadas)
(Foto: Forças Armadas)

Após a Cerimónia, o General Nunes da Fonseca, em declarações aos jornalistas, fez o balanço das comemorações deste ano de 2023 começando por dizer que “as forças Armadas estão muito satisfeitas pela forma como decorreram as cerimónias.”

Ainda assim, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas considera quem melhor poderá avaliar o sucesso destas comemorações “serão os Calipolenses e as pessoas que decidiram associar-se a estas cerimónias.”

Na sua opinião, sublinha “creio que foram bem sucedidas; é uma extensão e uma ampliação do que o ano passado foi realizado e estamos todos satisfeitos.”

Interpretando o sentimento do Povo e dos Calipolenses sinto que este acontecimento está bem conseguido” realçou o General que assegura ainda que estas comemorações, nos próximos anos, se irão manter em Vila Viçosa.

A este propósito, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas sublinha “é uma tradição que passa a estar inscrita no nosso calendário anual.”

(Foto: Fundação Oureana)

Sobre São Nuno de Santa Maria, o General Nunes da Fonseca evidenciou tratar-se de “um homem muito inspirador , um Herói Nacional e um grande militar e também um homem de fé, um elemento fundamental da nossa história militar e da nossa portugalidade; viveu do Séc. XIV para o Séc. XV mas perdurará para sempre.”

6 de Novembro de 2023

TEXTOS: Fundação Oureana, Augusta Serrano e Forças Armadas Portuguesas

FONTES: https://www.radiocampanario.com/santuario-da-imaculada-concecao-em-vila-vicosa-celebra-missa-em-homenagem-a-sao-nuno-de-santa-maria-veja-fotos/

#ForcasArmadasPortuguesas

Share

Fundação Oureana recordou em Gibraltar nos 80 anos da morte do General Władysław Sikorski, Primeiro-Ministro da Polônia

Tenente-General Władysław Sikorski Primeiro-Ministro da Polónia
1881 – 1943

O dia 4 de Julho de 2023 assinalou os 80 anos desde a trágica morte, por acidente de aviação em Gibraltar, do Tenente-General Władysław Sikorski, Primeiro-Ministro da Polónia.

O Co-autor da vitória sobre o Exército Vermelho, em 1920, e Primeiro-Ministro da Segunda República Polaca, morreu quando o avião em que viajava, caiu no mar, perto do Rochedo de Gibraltar.

Sikorski era também Comandante Supremo das Forças Armadas Polacas durante a Segunda Guerra Mundial e Chefe do Governo Polaco no Exílio.

As comemorações do 80º Aniversário da morte do General Sikorski deslocou a Gibraltar, uma Delegação Polaca liderada pelo Presidente do Instituto da Memória Nacional, Dr. Karol Nawrocki e que reuniu membros do Gabinete para Veteranos e Vítimas da Opressão.

Em Maio de 1943, o General Sikorski partiu para inspecionar as tropas Polacas no Médio Oriente e na viagem de regresso, a 4 de Julho, pouco depois de descolar do aeroporto de Gibraltar, o avião em que viajava caiu no mar. Todos a bordo, excepto o piloto checo, morreram, incluíndo a filha do General, Zofia Leśniowska.

Uma Santa Missa por alma das vítimas dessa tragédia, teve lugar pela manhã do dia 4 de Julho, na Catedral Católica de Santa Maria Coroada de Gibraltar tendo sido celebrada por Padres Polacos, Caplães do Exército e concelebrada por membros do clero local.

A Missa contou com a presença do Bispo Diocesano D. Carmelo Zammit e das entidades governamentais locais e representativas de Sua Majestade o Rei Carlos III.

Após a Missa, houve no Farol de Europa Point um Serviço Memorial de homenagem ao General Sikoprski e aos que o acompanharam na trágica viagem.

O Serviço Memorial teve lugar junto ao Monumento em memória das vítimas dessa tragédia em Gibraltar.

Presidentes de várias organizações de Veteranos, assim como as autoridades de Gibraltar e Representantes do Consulado Polaco no Reino Unido, colocaram flores no Monumento e seguidamente discursaram.

Durante a Cerimónia, o Chefe do Gabinete para Veteranos de Guerra e Vítimas da Opressão, Jan Józef Kasprzyk, leu uma carta do Presidente da República da Polónia, Andrzej Duda.

“A história da última missão do General Władysław Sikorski é o culminar do dramático destino da Polónia e dos Polacos durante a Segunda Guerra Mundial. A nossa nação, embora sofrendo, travou uma luta desigual contra os poderosos agressores por todos os meios – militares e diplomáticos – até ao fim. Em ambas as arenas, o General Sikorski desempenhou um papel único. Foi um notável comandante e diplomata que, renunciando ao seu próprio conforto e assumindo riscos pessoais, serviu com firmeza a Pátria e sacrificou a sua vida por ela. E por isso a República da Polónia irá sempre honrá-lo como um herói nacional”, escreveu o Presidente da Polónia na carta que foi lida.

“Independentemente das emoções políticas da primeira metade do Século XX, hoje, de uma perspectiva histórica, todos sabemos que estamos a prestar homenagem a uma das figuras-chave da história polaca do século XX“; disse o Dr. Karol Nawrocki, durante a sua intervenção.

“A nação Polaca sempre defende aqueles que serviram a Polónia e quer enterrá-los com dignidade. Prova também que para nós a história não é apenas um registo do passado, mas é uma questão de vida social, mesmo 80 anos após a morte do General Władysław Sikorski”; acrescentou o Presidente do IPN.

As circunstâncias da morte do General Władysław Sikorski ainda são controversas. A aeronave – Liberator II AL523, na qual o General voltava de uma inspeção do Exército Polonês no Leste, caiu no mar às 23h07. A filha do General e os seus colegas, incluindo o Chefe do Estado-Maior do Comandante-em-Chefe Tadeusz Klimecki, também morreram na catástrofe.

O Relatório do Comitê Britânico que investigou o acidente em 1943 concluiu; “A causa do desastre foi o travamento dos controles do elevador.”

O corpo do General Sikorski foi transportado para Inglaterra a bordo do destróier ORP “Orkan”.

Cerimónias Fúnebres foram realizadas no dia 15 de Julho de 1943, na Catedral de Westminster com a participação de representantes das autoridades Polacas e Britânicas, incluindo o Primeiro-Ministro Winston Churchill.

O General Sikorski foi condecorado postumamente com a Ordem da Águia Branca da Polónia e após o funeral oficial em Londres, o corpo foi enterrado no Cemitério dos Aviadores Polacos em Newark, perto de Nottingham.

O Conselho de Ministros da República da Polónia decidiu que o seu corpo seria sepultado posteriormente no Castelo Real de Wawel, em Cracóvia, e assim sendo, a 17 de Setembro de 1993, seus restos mortais foram exumados e trasladados para a Cripta da Catedral de São Leonardo de Wawel, Cracóvia, Polónia.

Tem havido muita especulação de que a morte do General Sikorski possa ter sido o resultado de uma Conspiração Soviética, Britânica, Nazi ou até Polaca. Alguns defensores de teorias de conspiração alegam que o desastre foi consequência de um assassinato e pediram uma investigação.

Em Novembro de 2008, como parte da investigação do IPN, o corpo do General Sikorski foi de novo exumado e os seus restos mortais examinados por peritos forenses Polacos que concluíram que Sikorski morreu devido a lesões em muitos órgãos, típicas de vítimas de desastres de aviação.

Como parte das cerimónias memoriais, no dia 4 de Julho de 2023, pelas 23h07, hora da tragédia occorida em Gibraltar em 1943, quando o avião afundou no mar, rosas foram atridas ao mar por todos presentes e, no dia seguinte, a Delegação do IPN, depositou flores nos túmulos dos mortos na queda do Liberator II AL523, no Cemitério da Frente Norte.

A Fundação Histórico – Cultural Oureana fez-se respresentar nos Serviços Memoriais por Carlos e Margarida Evaristo que assitiram à Missa em que foi relembrado o General e Heroí Polaco da II Guerra Mundial.

O papel de Sikorski contra o Nazismo e a sua devoção a Nossa Senhora de Częstochowa, a chamada “Mãe Negra da Polónia”, foi tema de uma Palestra dada pelo Historiador, Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, que, junto ao Memorial ao General na Catedral de Gibraltar que inclui uma pintura da Rainha e Padroeira da Polónia, também falou da devoção à Virgem Negra do Papa São João Paulo II, dos Fundadores da Fundação Oureana; John e Patrícia Haffert e do Padre Edwin Anthony Carmel Gordon, Capelão da Regalis Lipsanotheca, que era natural de Gibraltar e que faleceu e está sepultado em Fátima.

Em Gibraltar existem várias comunidades lusófonas; Portugueses, Brasileiros, e também Portugueses de Goa, muitos dos quais assistiram à Palestra.

Há 10 anos que a Fundação Oureana leva a cabo um Projecto de Pesquisa em Gibraltar; o chamado “Gibraltar Research Protocol”, que, segundo Carlos Evaristo, estuda não só achados arquelológicos, como também a história do rochedo, do Culto de Nossa Senhora da Europa, as ligaçóes históricas de Comércio e Correspondência com Portugal e o papel que Gibraltar teve na história da partida para o Exílio do Rei D. Manuel II e o contributo importante para a devoção Mariana na Peninsula Ibérica.

4 de Julho de 2023

Fontes: https://www.surinenglish.com/gibraltar/gibraltar-commemorates-80th-anniversary-the-death-general-20230707173835-nt.html

Fotos: Sur English / Fundação Oureana / Gibraltar Chronicle

Share

Concluídos trabalhos de reparação e conservação na estátua em bronze do Monumento ao Papa Pio XII na Regalis Lipsanotheca.

O dia do Conde de Ourém, 29 de Agosto, aniversário da morte de D. Afonso, IV Conde de Ourém, foi assinalado este ano com a conclusão de trabalhos de reparação, restauro e conservação na estátua em bronze do Monumento ao Papa Pio XII na Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana.

A inauguração do Monumento decorreu a 13 de Maio de 2021, dia em que se assinalava o 75º Aniversário da Coroação de Nossa Senhora de Fátima como “Rainha do Mundo” pelo Papa Pio XII, o chamado “Papa de Fátima”.

Os trabalhos efectuados incluíram limpeza e reparação de fendas no metal, o tratamento do bronze e pintura com uma película protectora.

A estátua em bronze do Monumento é obra do Mestre Escultor Espanhol Félix Burriel e foi oferecida à Fundação Oureana pelo Prof. Moritz Hunzinger.

O Monumento desenhado por Carlos Evaristo e Nicolas Descharnes foi construído com o apoio de vários admiradores e defensores do Papa internacionais, incluindo um grupo de historiadores Judeus da “Pave the Way Foundation”, numa iniciativa da Fundação Histórico-Cultural Oureana.

Imagens do antes e depois

Todos os trabalhos de conservação e manutenção em curso no Património da Fundação são realizados por uma equipa especializada chefiada pelo Conservador e Arqueólogo Carlos Evaristo. O Departamento de Conservação e Restauro está a cargo do Técnico de Restauro e Parceiro Protocolar da O.S.I.C. Jorge Gonçalves.

31 de Agosto de 2023

Share

Fundação Oureana celebra Protocolo com o Carmelo de Coimbra para apoio ao Arquivo Irmã Lúcia

Com data de 25 de Março de 2023, aniversário da entrada da Vidente de Fátima no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, foi celebrado entre a Fundação Histórico-Cultural Oureana e o Carmelo de Coimbra / Memorial e Arquivo Irmã Lúcia, o Protocolo Irmã Lúcia de apoio ao Arquivo que irá divulgar e estudar a vida e obra, e preservar o espólio e escritos, da última testemunha das Aparições de Nossa Senhora do Rosário em Fátima.

Protocolo Patrocina Compra de Equipamentos e Mobiliário para o Arquivo Irmã Lúcia

No documento assinado pela Prioresa do Carmelo de Coimbra; Irmã Ana Sofia Maria e da Trindade OCD em representação da Comunidade Carmelita de Coimbra; por Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente Vitalício da Direcção da Fundação Histórico Cultural Oureana (A Fundação para a Pesquisa Religiosa) e testemunhado por Carlos Miguel Leal Mendes Cardoso, membro do Grupo de Trabalho do Arquivo Irmã Lúcia e pela Técnica de Conservação de Relíquias Responsável e Co-Fundadora da Regalis Lipsanotheca e Apostolado de Relíquias I.C.H.R. (International Crusade for Holy Relics), Margarida Evaristo; ambas as partes comprometem-se a cooperar para a prossecução de projectos, que visem a salvaguarda e a difusão da missão, obra e legado da Irmã Lúcia, recorrendo a Fundação criada pelo grande Apóstolo de Fátima, John Mathias Haffert, aos Benfeitores Subsidiários e Parceiros Protocolares da O.C.I.C. (Ourém Castle Information Centre Protocol Partners) para a angariação de fundos para realizar estes projectos.

Constitui objecto deste Protocolo de Cooperação a realização de um conjunto de acções que visam apoiar o Carmelo de Coimbra na conservação do espólio, mormente com a aquisição de mobiliário especializado e equipamentos electrónicos e informáticos.

Através do Protocolo Irmã Lúcia, a Fundação irá ainda colaborar na conservação do património, na realização de exposições permanentes, temporárias, temáticas ou aniversárias, e ainda, na edição de publicações e material de divulgação e que inclui desde já, a tradução para língua inglesa da Memoriae, publicação periódica do Memorial e Arquivo Irmã Lúcia, assim como demais publicações necessárias ao funcionamento e divulgação do Memorial e Arquivo Irmã Lúcia.

Conservação de Património e Cedência de Relíquias das Aparições e dos Pastorinhos para Exposições

Carlos Miguel L.M. Cardoso

A Fundação Oureana também cederá da vasta colecção de relíquias da Regalis Lipsanotheca, relíquias genuinas das Aparições de 1917 e dos Videntes de Fátima, entre outros objectos; históricos e manuscritos da Vidente, a título de empréstimo para figurarem em Exposições permanentes, temporárias e aniversárias no Memorial e Arquivo da Irmã Lúcia ou para uso em publicações de estudo.

Exposições, palestras, conferências e edições de outros trabalhos esporádicos promocionais estão a ser projectados de acordo com o Protocolo Irmã Lúcia com o objectivo de dar a conhecer a vida e obra da Vidente de Fátima e Carmelita e para a promoção de turismo religioso com o incentivo de atrair peregrinos e estudiosos de Fátima ao Memorial Irmã Lúcia para apoio do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra e sua Comunidade.

“Justificação é a longa Historia de Colaboração na Divulgação da Mensagem de Fátima”

Na justificação apresentada por Carlos Evaristo em Assembleia Geral da Fundação Oureana, a 6 de Janeiro de 2023 e aprovada a 19 de Março, o Presidente da Direcção considerou que “a Irmã Lúcia, foi amiga e colaboradora de John Mathias Haffert, Fundador da Fundação Oureana, sendo por isso considerada Co-Fundadora do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima, Fundado em 1947 por John Mathias Haffert e pelo Monsenhor Harold Colgan e hoje conhecido por Apostolado Mundial de Fátima, e que tal como a Madre Teresa de Calcutá, a Vidente de Fátima era devota das Sagradas Relíquias. Foi, não só Benfeitora do Exército Azul, mas também Madrinha e Benfeitora do Apostolado de Relíquias Sagradas I.C.H.R. Por isso a maior justificação para este Protocolo é a longa história de colaboração na Divulgação da Mensagem de Fátima. “

Carlos Evaristo, a Prioresa Irmã Ana Sofia Maria e da Trindade OCD e Margarida Evaristo

O Apostolado Internacional de Relíquias fundado em 1988 está sedeado desde 2000, na Regalis Lipsanotheca (Capela / Museu de Relíquias) da Fundação Oureana no Castelo de Ourém, onde existe a Colecção Irmã Lúcia composta por Relíquias, artefactos e documentos históricos relacionados com a Vidente de Fátima, os Pastorinhos e as Aparições.

Recorda-se que o Presidente da Direcção da Fundação Oureana, serviu de intérprete e tradutor para a Irmã Lúcia, durante a visita ao Carmelo de Coimbra, de vários Cardeais e outras entidades da Igreja Católica e a editora da Fundação Oureana, a Regina Mundi Press, já publicou, a título gratuito, e com o patrocínio da Fundação D. Manuel II, várias obras da autoria da Irmã Lúcia, incluindo a versão, em língua inglesa, da Biografia; A Pathway under the gaze of Mary, da autoria do Carmelo de Coimbra e uma edição do Exército Azul Americano (Apostolado Mundial de Fátima).

Em 2001, o Co-Fundador da Fundação Oureana, a Fundação para a Pesquisa Religiosa, Phillip James Kronzer, havia patrocinado obras de restauro do muro exterior e da fachada do Convento de Santa Teresa e seguidamente, a Fundação promoveu, no Carmelo, uma palestra sobre o Santo Sudário com o título; A Paixão de Cristo e Barbet Revisto, apresentada pelo Presidente do Centro para a Pesquisa Religiosa da Fundação, o Prof. Dr. Frederick T. Zugibe, entretanto falecido.

D. Duarte de Bragança, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação e amigo de longa data de John Haffert e da Irmã Lúcia, considerou que “a Fundação como tem por objecto, de acordo com os seus Estatutos; a prossecução de acções de ordem social e religioso e foi criada para que se possa demonstrar os dois mil anos de história e Cultura de Portugal, com especial realce para o Castelo de Ourém e acontecimentos religiosos de Fátima, que tornaram Fátima na Capital Mundial Mariana, pode por isso, desenvolver actividades em lugares com laços religiosos e históricos. Assim sendo, justifica-se o Protocolo com o Carmelo de Coimbra que herdou o espólio pessoal, arquivo documental e relíquias da falecida Vidente de Fátima Irmã Lúcia, a mesma que foi nossa amiga, amiga e colaboradora de John Haffert e Madrinha da Fundação.”

Exposição no Memorial Irmã Lúcia

Para Carlos Evaristo “foi muito o que a comunidade Carmelita já conseguiu fazer praticamente sozinha, tendo construído de raiz um espaço museológico denominado Memorial Irmã Lúcia, as instalações do Arquivo Irmã Lúcia e a edição da biografia oficial da Vidente “Um Caminho sob o olhar de Maria” e ainda, a publicação “Memoriae”. Agora assumimos a responsabilidade de ajudar as Irmãs a concretizar estes e outros projectos futuros para divulgar a vida e obra da Irmã Lúcia e salvaguardar, conservar e estudar o seu espólio, para perpetuar o seu legado pela Paz do Mundo e Salvação das Almas na continuação do grande apostolado que iniciou e manteve durante décadas no silêncio e anonimato do Carmelo. Humildemente assumimos a nossa obrigação de apoiar esta obra com uma profunda gratidão à Irmã Lúcia por todo o que ela fez e deixou como legado.”

Prémio Irmã Lúcia

Simulacrum da Irmã Lúcia na Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana

Já em 1995, a Fundação Oureana, na pessoa do seu Fundador, John Haffert, institui o Prémio Irmã Lúcia para reconhecer o trabalho de pessoas, ou instituições, no Apostolado de Fátima, prémio esse que é entregue com um busto da Vidente. O primeiro exemplar do busto, da autoria do artista Fatimense Abílio Oliveira, foi oferecido à Irmã Lúcia por Haffert e Evaristo, num encontro que teve lugar no Carmelo, em Coimbra, pelo 50º aniversário da entrada da Vidente de Fátima para o Carmelo. Através do Protocolo Irmã Lúcia as atribuições futuras do Prémio serão entregues conjuntamente pela Fundação e o Carmelo de Coimbra.

Vista Exterior do Edifício do Arquivo Irmã Lúcia
Os dois blocos de 20 Estantes Compactas do Arquivo já instaladas no Arquivo Irmã Lúcia

Concluído o Patrocínio das Estantes Compactas para o Arquivo

Na primeira fase do Protocolo, já concluída, a tradução para a língua inglesa da primeira edição da publicação Memoriae que vai agora ser impressa e distribuída exclusivamente pelo Exército Azul (E.U.A.) em acordo já assumido por David Carollo, Presidente do referido apostolado e membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana.

Dave Carollo com a Prioresa Irmã Ana Sofia, o Bispo Joseph Perry e Carlos Evaristo

A Fundação também já conseguiu angariar o patrocínio total para as 20 estantes compactas para Arquivo e Reserva Museológica já instaladas no novo edifício do Arquivo Irmã Lúcia. “

É importante explicar”, segundo Carlos Evaristo, “que todos os fundos angariados vieram directamente da conta dos parceiros protocolares norte americanos para a conta do Carmelo de Coimbra.”

Numa reunião com a Madre Prioresa do Carmelo, Carlos e Margarida Evaristo apresentaram o Tenente Coronel Stephen Michael Cortes-Besinaiz, o Parceiro Protocolar Coordenador do Projecto nos Estados Unidos, juntamente com o recém-falecido Vice-Coordenador, Coronel John Thoma e o Secretário e Contabilista Hung Quoc Nguyen.

Concluída a Tradução para língua Inglêsa da revista “Memoriae”

Stephen Besinaiz, Pedro Renato Ferreira, António Ponces de Carvalho, a Prioresa Irmã Ana Sofia, Carlos Evaristo, Hung Nguyen e John Thoma

Para além dos Benfeitores e Voluntários já referidos, são Parceiros Protocolares do Projecto os Mecenas; Theodore Howard Jacobsen, Christopher, Andrew Campbell Martins St. Victor-de Pinho, Michael David Witter, Scott Wallace Stucky, Will Roseman e Darryl Blatzer.

Stephen Besinaiz, Hung Nguyen e a Prioresa Irmã Ana Sofia com o Relicário agora exposto contendo Sangue da Irmã Lúcia

Patrocínio de Relicários para Conservação de Relíquias Insignes

Durante as visitas ao Carmelo de Coimbra de Delegações dos Executivos do Exército Azul, da Fundação Oureana e dos Representantes dos Parceiros Protocolares O.C.I.C. dos E.U.A., foi oferecido às Irmãs Carmelitas de Coimbra um conjunto de Relicários preparados por Carlos e Margarida Evaristo para conservação e veneração das Relíquias Insignes da Irmã Lúcia de Primeira Classe da Comunidade, tendo na ocasião, António Ponces de Carvalho, da Escola Superior de Educação João de Deus, se comprometido com o apoio técnico escpecializado para os vários projectos e Pedro Renato Ferreira, assumido o patrocínio da segurança dos edifícios e a digitalização de alguns dos fundos do arquivo da Vidente de Fátima, trabalhos que serão efectuados por fases, por uma equipa especializada dirigida pelo Grupo de Trabalho do Arquivo Irmã Lúcia, criado pelo Carmelo de Coimbra para esse efeito, com o acompanhamento de José João Loureiro, Membro do referido Grupo.

29 de Abril de 2023

Fotos: Arquivo Irmã Lúcia / Arquivo Fundação Oureana

A Prioresa Irmã Ana Sofia com Carlos Evaristo no Memorial da Irmã Lúcia
Share

Fundação Oureana deu Parecer sobre Reliquias e Ritual da Coroação

A Coroação do Rei Carlos III

A Inglaterra vai hoje reviver um dos rituais mais antigos da história da Europa Cristã, a Sagração e Coração do novo Monarca, neste caso o de Carlos III, Rei da Grã Bretanha e do Reino Unido. Consultamos Carlos Evaristo*, especialista em relíquias e em rituais de coroação para saber mais a cerca destas tradições pouco conhecidas.

Por Humberto Nuno de Oliveira

Carlos III com a Regalia de Príncipe de Gales

O RITUAL DA COROAÇÃO
De acordo com Carlos Evaristo, “É irónico que a Inglaterra seja um país que deixou a obediência Católica no Reinado de Henrique VIII, se tenha tornado numa Monarquica Constituicional no tempo do Rei Carlos
II, mas que seja hoje o único Reino no mundo que ainda segue um Ritual Católico Medieval para a Coroação dos seus Monarcas. Ritual pleno de simbolismo e mistério com recurso a Relíquias, Santos óleos e toda a Regália (Jóias da Coroa), num modelo instituído pelo Rei São Luís IX da França e pelo Imperador Carlos Magno, tradições Católicas que tecnicamente deviam de ter sido abolidas quando da
reforma cismática que fez dos Soberanos Inglêses, Chefes Supremos da Igreja Católica dita Anglicana”.

“O Ritual da Coroação remonta a tradições bíblicas, da Coroação e Unção dos Reis David e Salomão, Santos Reis de Israel e antepassados de Cristo na Realeza Sacerdotal do Antigo Testamento. É esse o
Direito Sagrado a Reinar que hoje só os Reis de Inglaterra ainda revindicam com todo este Ritual que envolve a Sagração do Monarca com Santos Óleos enquanto está ocultado debaixo do Pálio, a Investidura com camisa de ouro e Manto de arminho, a colocação do anel de estado no dedo anelar direito e o uso de umas pulseiras de ouro.

A Bênção e Entronização sob Trono com uma Relíquia e a Coroação com Coroa, segue-se a colocação nas mãos, da Orbe e dos Ceptros. O toque nas esporas de ouro e o elevar da espada representa que o Monarca deverá ser Defensor da Fé Cristã e o Grã-Mestre das Ordens de Cavalaria e Chefe e Fons Honorum de toda a Nobreza com poder para armar Cavaleiros e conferir títulos. No entanto mudanças ao Ritual da Coroação foram feitas pelo Rei Carlos III que fazem com que a cerimónia que demorava cinco horas, fosse agora reduzida para hora e meia.”

Carlos III foi coroado Príncipe de Gales, em 1969, por sua mãe, Isabel II

Atentemos, pois, nas partes deste complexo ritual.
I. A Apresentração e Aclamação
Esta é a primeira parte do Ritual que apresenta o Rei aos quatro cantos da Igreja, que representam os
quatro cantos do Reino. Os arautos tocam trombetas e gritam: “Eis o vosso mui Nobre Servo Principe…”,
ao que respondem os presente com gritos de: “ Viva o Rei!”.

II. A Unção e o Toque Real
A unção é a parte mais misteriosa e sagrada do Ritual da Coroação. Realizada pelo Arcebispo de Cantuária, de modo oculto, por baixo de um pálio suportado tradicionalmente por Cavaleiros da Ordem
da Jarrateira, tradição que Carlos III alterou ao escolher outros Nobres para segurar as varas. O Rei é ungido com Santos óleos, na fronte, no peito e nas palmas das mãos e assim sagrado com o tradicional Poder Sacerdotal; “o Toque Real” para abençoar, curar e absolver pecados. Óleo ainda hoje preparado e benzido no Santo Sepulcro de Jerusalém por um Bispo Anglicano para assim simbolizar a Realeza Davidica e Solomónica de Cristo que será transmitida espiritualmente ao
Monarca por via do Espírito Santo.

III. A Entronização e Coroação na Cadeira de Santo Eduardo e a Pedra de Scone ou do Destino

Depois de vestido com o Manto de Arminho, as Braceletes de ouro (que representam a força de Sansão)e outras Insígnias como o anel, o Monarca é Coroado com a Coroa de Santo Eduardo, na Cadeira de Santo Eduardo, o chamado Trono do Confessor, debaixo da qual é colocada a Pedra da Coroação ou de Scone, simbolizando o Destino, uma pedra com duas argolas em ferro que a tradição diz ser a Relíquia da Almofada do Profeta Jacó.

A Pedra de Scone pesa 125 quilos e veio da Terra Santa durante as Cruzadas. Faz parte da Regália dos Reis da Escócia, hoje parte do Reino Unido.

Foi levada para a Inglaterra há séculos, sendo usada pelos Monarcas da Grã Bretanha e Reino Unido quando das Coroações.

A mesma relíquia foi devolvida pela Rainha
Isabel II ao Castelo de Ediburgo, na Escócia, em 1996, após os Escoceses a terem roubado da Catedral de Westminster, em sinal de protesto contra a sua permanência em Londres.

Usada pela última vez em 1953, esta Relíquia foi enviada para Londres na passada quinta feira dia 27 de Abril, após uma Cerimónia de Trasladação presidida pelo Lord Lyon da Escócia e seus asistentes; Carrick e Falkland, Guardiães das Insígnias desse Reino e da Pedra de Scone, a Relíquia mais preciosa do Reino Unido.

Lord Lyon da Escócia com Carrick e Falkland

Antes da partida para Londres a pedra foi analisada por um grupo de estudiosos. Uma análise com luzes
infra-vermelhas revelou algumas inscrições antias que poderão revelar a sua origem e verdadeira
natureza. O Professor Mark Hall do Museu de Perth e a Professora Sally Foster do Departamento de
Património e Conservação da Universidade de Sterling fazem parte do grupo de estudo e revelaram
haver o que parecem ser cruzes romanas gravadas na pedra e vestígios de gesso policromado.

Num parecer enviado para o grupo que estuda a pedra, o Perito em Relíquias, Carlos Evaristo, afirma que “todos os sucessores dos Reis e Bispos que participaram nas Cruzadas, quando da queda do Reino Latino de Jerusalém, nomeadamente os Monarcas de França, de Espanha e do Sacro Império, passaram a intitular-se Reis de Jerusalém e faziam-se coroar sob caixas de terra ou pedras trazidas da Terra Santa incorporadas em Tronos e Cadeirões”. Este modelo de cadeira-relicário medieval foi criado por Carlos Magno e pensava-se que dele emanava o poder Davídico e Salomónico para governar, direitos sagrados simbolizados na pedra trazida da Terra Santa.

Na Regalis Lipsanotheca, uma Capela de Relíquias de estílo medieval que Carlos Evaristo criou no
Castelo de Ourém, no ano 2000, e que conta com o Alto Patrocínio da maior parte das Casas Reais da
Europa, que existe entre a colecção de milhares de relíquias que pertenceram a Reis e Imperadores,
uma raríssima Cadeira de Coroação do Século XVI que ainda conserva por baixo uma pedra reivindicada
como sendo do Muro do Templo de Jerusalém. Refere Evaristo, “Hoje apenas os Monarcas da Grã-Bretanha e de Espanha ainda se dizem «Rei de Jerusalém», embora apenas os Reis da Inglaterra sejam coroados numa Cadeira de Coroação ou Trono de Sabedoria com Relíquia.

O Lord Lyon com a Pedra de Scone antes da sua recolocação na Cadeira da Coroação

Uma análise feita à Pedra da Cadeira de Coroação que existe na Colecção da Regalis Lipsanotheca no castelo de Ourém revelou que a mesma é composta de uma típo de granito azulado proveniente do Sul de Israel.

A Regália do Reino da Escôcia


Para Evaristo, “Se a Pedra de Scone, não é da muralha do Templo de Jerusalém, do Santo Sepulcro ou do
Monte do Calvário, então poderá ser mesmo, como a tradição diz, uma pedra da Igreja que assinala o local onde o Profeta Jacó teve o sonho de anjos a acenderem e a descerem do céu por via de uma escadaria dourada. Os vestígios de gesso policromado na pedra e as cruzes gravadas certamente por peregrinos, poderão defender essa ideia pois há uma semelhança com as pedras da Santa Casa de Nazaré que os Senhores Feudais trouxeram para a Europa para criarem réplicas da casa à escala real”.

O Ritual da Coroação Inglês que foi usado pelo Rei Filipe I em Tomar “Era nestas Cadeiras”, que segundo Evaristo, “eram Coroados ou Entronizados, não só Reis, mas também os Bispos, Duques e Grão-Mestres de Ordens de Cavalaria como a Ordem dos Templários, e mais tarde, a sucessora que foi a Ordem de Cristo. Entre outros títulos ques estes senhores apresentavam estava também o de «Rei e Senhor de Jerusalém». Esta foi uma prática que se manteve viva muito antes da queda do Reino Latino de Jerusalém. Provinha de uma tradição muito mais antiga de colocar relíquias nos tronos, algo iniciado pelo Imperador Carlos Magno, depois copiado na Capela de Relíquias da Sainte Chapelle pelo seu descendente São Luis IX Rei da França e seguidamente pelos Senhores Feudais de toda a Europa incluíndo os Monarcas Ingleses. Esta prática está retratada na cena do falso juramento de Harold na famosa Tapecaria de Bayeux”. “Os Portugueses viviam muito esta tradição e criaram no Convento de Cristo em Tomar uma Réplica do Santo Sepulcro, como seria à época, completo com Relíquias vindas da Terra Santa colocadas em altares e em Relicários por cima dos arcos da Charola. Foi nessa Charola que o primeiro Rei Filipe da Dinastia Filipina repetiu este Ritual quando se fez Sagrar e Coroar Rei de Portugal em 1580. Mais tarde ofereceu para o Convento um Relicário precioso com um Espinho Sagrado da Coroa de Espinhos de Cristo e que está hoje no Tesouro da Sé de Lisboa.

Os elementos da Regália
A Regália, como se chama o conjunto de Jóias da Coroa: a Coroa ou Coroas, a Orbe, os Ceptros e outras
Insígnias usadas na Coroação dos Monarcas, é algo cujo desenho e simbolismo histórico é exclusivo a
cada Reino. A Regália Inglêsa, que incorporava peças dos tempos dos Reis Anglo-Saxónicos, foi destruída
em 1649 depois da execução do Rei Carlos I e a Proclamação da República Inglêsa, mas já durante a
década de 1620, dificuldades financeiras levaram Carlos I a leiloar muitos tesouros da Jewel House na
Torre de Londres, embora ele não tenha vendido as principais peças.


Desentendimentos com o Parlamento, cedo se transformaram em Guerra Civil e, depois de 1642, os oponentes do Rei avidamente tomaram posse das Jóias da Coroa. Após a execução de Carlos I no mesmo ano, todas as peças de ouro da Regália foram vendidas para financiar o novo governo, enquanto as insígnias da Coroação de Santo Eduardo, os símbolos da Monarquia, como instituição sagrada, foram
derretidos na Casa da Moeda para se cunhar moeda. Foi o ourives real Robert Vyner quem foi encarregado de criar novas peças para a Regália usada na
Coroação do Rei Carlos II em 1661 e são essas as peças em uso até hoje.

As primeiras descrições sobreviventes de uma coroação Inglesa datam de antes de 1000 a.C. e incluiam
o uso de coroas, anéis e ceptros, que tal como em todos os Reinos da Europa, eram confeccionados de
novo para uso exclusivo de cada Monarca. Foi após o Reinado de Santo Eduardo, o Confessor ,que surgiu
a tradição de haver uma única colecção de Regália Sagrada.

Cem anos após sua morte, Eduardo foi declarado Santo, e os objetos relacionados a ele passaram a ser “Relíquias Sagradas”. A Coroa do Santo que foi usada na Coroação de Henrique III em 1220 foi depois cuidadosamente usada para uso pelos futuros Monarcas. Esta coroa foi depois acompanhada por uma série de outras Coroas menores incluindo uma de duas hastes e uma colher de ouro para Unção do Monarca.

Coroação de Carlos II em 1661

As peças antigas que sobrevivem foram usadas em todas as Coroações durante mais de 500 anos e as
outras foram foram recriados para a Coroação de Carlos II em 1661.


A Colher e a Ampula de Unção
Para Carlos Evaristo “é irónico que o único item da Regália Medieval a sobreviver fosse a Colher da
Unção conhecida também por Colher da Coroação e que data do século XII”.

É nela que se deita um pouco de óleo benzido em Jerusalém que o Arcebispo toma no seu polegar direito para ungir o Monarca.

A ampula feita em forma do Espírito Santo relembra a Unção do Rei David, o Crisma Sagrado e a Lenda da Pomba Milagrosa de São Tomás Beckett.
A cabeça da águia é removível, havendo uma abertura no bico para derramar o óleo. O seu estilo é baseado numa peça anterior que recordava uma lenda do século XIV em que a Virgem Santa Maria teria aparecido a São Tomás Beckett e presenteado-o com uma águia dourada e um frasco de óleo para ungir os futuros Reis de Inglaterra.

Segundo Carlos Evaristo “a lenda baseia-se noutra mais antiga, contada acerca da Coroação do Rei Clovis da França pelo Arcebispo de Reims, São Remígio, no ano de 496. De facto havia uma ampula de vidro em forma de pomba que se enchia milagrosamente com óleo (líquido turvo) antes da Coroação de cada Rei (ou não). Na realidade, uma espécie de desumidificador natural, criado por monges na Idade Média, e que absorvia a humidade na Catedral de Reims para espanto dos fieis”.

O óleo da ampola é derramado na Colher de Unção no momento mais sagrado da Coroação. O Ritual de Unção remonta ao Livro dos Reis do Antigo Testamento, onde é descrita a unção de Salomão como Rei por Zadoc o Sacerdote.

A Coroa de Santo Eduardo
A Coroa de Santo Eduardo é a coroa usada no momento da Coroação. A que existe hoje foi mandada fazer em 1661 para substitutir a que foi derretida em 1649. A original era do Século XI, e pertenceu, tal como o Trono e Cruz-Bastão ao mesmo Rei Santo Eduardo, o Confessor, aquele que foi o último rei Anglo-Saxónico de Inglaterra.


A Coroa foi criada por Robert Vyner segue o padrão original da Coroa de Santo Eduardo, daí o seu nome. Pesa 2,07 kg e é decorada com rubis, ametistas e safiras. Tem quatro cruzes páteas e quatro flores-de-lis e dois arcos.

É composta por uma moldura de ouro maciço cravejada de rubis, ametistas, safiras, granadas, topázios e turmalinas e por dentro tem um barrete de veludo roxo com uma faixa de arminho que representa o antigo barrete de “Defensor da Fé” dado pelos Papas na Idade Média aos Monarcas que recebiam o título de “Dux Pontífício”.

(Imperadores Hapsburgos, o Rei D. Manuel I de Portugal e até do Rei Henrique VIII antes de cismar)


As Coroas forradas de veludo “Carmesim Português”
No estudo que Carlos Evaristo fez sobre as tradições da Coroação, descobriu que o uso de um forro de
veludo nas Coroas Europeias foi algo que nasceu do uso combinado da Coroa do Monarca com o Barrete
Cardinalício (Vermelho) ou o Barrete de Dux Pontifício (Roxo) que o Rei Carlos II de Inglaterra uniu de
forma permanente em 1661. Foi um estilo que posteriormente a sua viúva, a Rainha Catarina de
Bragança, trouxe para Portugal.

Coroa mandada fazer por D. João VI

O Barrete Cardinalício era símbolo da Sagração e Unção dos Reis que os colocava em grau de
equivalência aos Cardeais como Príncipes da Igreja. Esse Barrete chamado de “Cap of Maintenance” ou Chapéu da Manutenção (Saberdoria) ainda é levado em Procissão durante as Coroações e chama-se o “Chapéu de Sabedoria” sendo que a cor ficou conhecida por “Portuguese Crimson” ou “Carmesim Português”, isto porque foi a partir de Portugal que a tradição de se forrar as coroas de veludo passou para todas as Coroas dos Monarcas Católicos da Europa.

Cap of Maintenance

A Coroa Imperial e a ligação Portuguêsa
Uma das peças da Regália Inglesa quetem ligação a Portugal é o chamado Rubi do Principe Negro, um
espinélio que é uma das jóias mais antigas da Coroa e que está hoje incorporada na Coroa de Estado ou
Coroa Imperial do Reino Unido.

Esta é uma jóia com uma história que remonta a meados do século XIV quando Pedro de Castela, chamado “O Cruel” ou “O Justo”, a adquiriu ao conquistar Sevilha. Foi retirada ao cadaver de Abū Sa’īd, Príncipe de Granada. É um rubi grande e irregular espinélio cabochão vermelho pesando 170 quilates (34 g) e que estaria incorporado num Colar de Regente usado por esse Principe.


Pedro de Castela, filho da Princesa D. Maria e por isso neto do Rei D. Afonso IV de Portugal, refugiou-se em Portugal quando em 1366 rompeu a guerra civil com seu meio irmão D. Henrique de Trastâmara. O
monarca que trouxe com ele as Jóias da Coroa foi recebido pelo seu tio, D. Pedro I a quem prometeu este magnífico rubi caso o ajudasse com um exército contra o ursurpador.

Mas o Rei de Portugal recusou-se ajudá-lo e Pedro de Castela aliou-se então ao Príncipe Negro, filho de Eduardo III de Inglaterra. A revolta do Príncipe Henrique foi reprimida com sucesso e depois da vitória o Príncipe Negro exigiu o rubi em troca dos serviços que havia prestado.

Mas o Rei recusou e só mais tarde, quando o Príncipe Negro voltou de Inglaterra para levar as duas filhas do Rei; Dona Constânça de Castela e Dona Isabel de Castela, para contrairem casamento com os dois irmãos do Rei, é que o
Príncipe Inglês terá levado o rubi amaldiçoado como dote, embora o mesmo tenha desaparecido dos registros históricos até 1415.

Para Carlos Evaristo esse é o ano em que a Rainha Filipa de Lencastre faleceu e por isso o mesmo acha que pode por isso ter sido oferecido à mesma pelo pai, João de Gand, Duque de Lencastre e sua mulher a Infanta D. Constânça de Castela, quando do casamento com o Rei de Portugal D. João I em 1387 e depois devolvida à Coroa Inglesa por testamento.

Casamento de D. João I com Filipa de Lencastre

A jóia que diz ter sido amaldiçoada pelo Príncipe de Sevilha, ficou com a Família Real Inglesa que a usou em colares e jóias até ao Século XIX, até que no reinado da Rainha Vitória, foi incorporado na cruz pátea
acima do diamante Cullinan II na frente da Coroa do Estado Imperial do Reino Unido.

A Coroa do Estado Imperial actual, foi porém refeita para a Coroação do Rei Jorge VI em 1937, substituindo a Coroa anteriormente feita para a Rainha Vitória. A Coroa é cravejada com 2.868 diamantes, além de várias jóias famosas como a Safira de Santo Eduardo, que dizem ter sido usada num anel por Eduardo, o Confessor. A Coroa também inclui o diamante Cullinan II, a segunda maior pedra cortada do grande Diamante Cullinan que antes de ter sido partido era o maior diamante jamais descoberto.

A Coroa do Estado Imperial é usada pelo Monarca quando deixa a Abadia de Westminster na Carruagem
de Ouro após a Coroação. Ao ser Coroado com a Coroa de Estado Imperial, hoje também conhecida por
Coroa do Commonwealth, o Monarca inglês dispensa ser coroado com a Coroas dos outros Reinos do
qual também é Monarca; como é o caso da Escócia, Irlanda do Norte e Gales e ainda de outros Domínios
como o Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Gibraltar que não possuem Regalia própria.

Jorge VI foi o último Rei a usar o chamado “Cap of Maintenance” após a Unção


Outras Coroas
Houve outras Coroas pessoais mandadas fazer pelos Reis e Rainhas de Inglaterra e algumas das que
sobrevivem são adornos extravagantes.

A mais extravagante de todas era a Coroa de Diamantes do Rei Jorge IV feita especialmente para a Coroação do pai da Rainha Vitória em 1821.

Jorge IV com a sua Coroa de Diamantes

Ornada com 12.314 diamantes, alguns provenientes de minas do Brasil Português, a Coroa fazia o Rei
parecer um “lindo pássaro do leste” pois era de desenho russo e baseada na Coroa de Diamantes dos
Czares. Uma inovadora moldura de ouro e prata foi criada por Philip Liebart da Bridge & Rundell e
projectada para ser quase invisível. Sob a mesma estava um barrete de veludo azul- escuro em vez de
carmesim Português ou roxo imperial.

Houve porém um adiamento à Coroação de Jorge IV devido a um julgamento a que esteve submetida a
esposa, a Rainha Carolina. O Rei que no final não teve dinheiro para pagar a Coroa teve de alugar pedras preciosas para a poder usar na Coroação e depois fazer-se representar com ela ao lado num quadro a
óleo oficial. A conta final para o aluguer de pedras para usar na coroa foi de £ 24,425.00.

Isabel II foi Coroada em 1953

Após a sua Coroação, o Rei mostrou-se relutante em desfazer-se da sua nova Coroa e pressionou o
governo a comprá-la para que ele a pudesse usar na abertura solene anual do Parlamento. Mas como
era muito cara, a Coroa foi desmantelada em 1823. O Rei Jorge como recordação comprou o modelo da
armação em bronze pelo modesto preço de £ 38, que hoje se encontra na torre de Londres com uma
inscrição ao lado onde se pode ler “Armação da rica Coroa Imperial de diamantes com a qual Sua
Santíssima Majestade o Rei Jorge IV foi Coroado a 19 de Julho de 1821″.

A armação da Coroa passou para a família Amherst que a emprestou ao Museu de Londres entre 1933 e 1985 altura em que foi a leilão tendo sido comprada em 1987 por Jefri Bolkiah, Príncipe de Brunei.

O novo dono apresentou ao Reino Unido um pedido de exportaçãoda armação para os Estados Unidos, pedido esse que foi negado durante uma análise do Comité de Revisão da Exportação de Obras de Arte.
Adquirido pela Crown Trust, a armação faz parte da Royal Collection da Torre de Londres.

Diamantes no valor de £ 2 milhões foram emprestados pela De Beers e são exibidos ao lado da armação para dar aos
visitantes uma ideia de como teria sido originalmente a peça mais extravagante que alguma vez existiu na Regália Inglesa.

Quando da Coroação do Rei Jorge V descobriu-se que algumas das pedras preciosas das Coroas do
Reino eram feitas de vidro de cor lapidado e não eram jóias verdadeiras. Estas pedras falsas foram
substituidas por verdadeiras por Jorge IV.

O Orbe
O Orbe é uma bola de ouro encimada por uma cruz, que representa o poder temporal do Soberano que
proveniente de Cristo Rei. Simboliza o Mundo Cristão com uma Cruz montada sobre o globo terrestre.
As faixas de jóias que o dividem em três secções representam os três Continentes conhecidos na época
Medieval.

Montado com cachos de esmeraldas, rubis e safiras rodeados por diamantes rosa e fileiras únicas de pérolas. Uma cruz no topo é cravejada com diamantes em talhe rosa, com uma safira no centro de umlado e uma esmeralda no outro e com pérolas nos ângulos e no final de cada braço.

O Orbe é benzido no Altar onde permanece até ao momento da Coroação em que é colocada na mão direita do Monarca que é assim investido com o Símbolos da Soberania Divina de Cristo Rei.

Os Ceptros
Os Ceptros representam os poderes do Rei; Temporal e Espiritual. O Cepto principal da Regália é o do Soberano e tem uma Cruz que tem sido usada desde 1661 em todas as Coroações. Contêm o magnífico diamante Cullinan I, o maior diamante lapidado incolor do mundo colocado em 1911 pelo Joalheiro Real Garrard que teve de reforçar a peça para suportar peso.

O Ceptro encimado pela Pomba, simbolizando o Espírito Santo e também foi criado para Carlos II. representa o papel espiritual do Soberano como Chefe da Igreja Anglicana e por isso é também conhecida como “ Vara de Equidade” ou “Cepto da Misericórdia”.

Um terceiro Ceptro da Regália foi criado para uso exclusivo das Rainhas Consorte.

Os Armilares ou Pulseiras da Força de Sansão
Os Armilares são pulseiras de ouro usadas pela primeira vez em Coroações Inglesas no século XII. No
século XVII, os Armilares deixaram de ser usados pelo Monarca, que passou somente a tocá-las na
Coroação.

Mas um novo par de pulseiras foi criado para a Coroação de Carlos II, em 1661 e têm 4 cm de largura, 7 cm de diâmetro com champlevé esmaltados na superfície com rosas, cardos e harpas (os símbolos
nacionais da Inglaterra, Escócia e Irlanda), bem como flores-de-lis.

Para a Coroação de Isabel II, em 1953, a tradição medieval foi revivida e um novo conjunto de pulseiras
de ouro liso em 22 quilates forradas com veludo carmesim português, foi apresentado à Rainha em
nome de vários governos da Commonwealth. Cada pulseira é equipada com uma dobradiça invisível e
um fecho em forma de Rosa Tudor. A marca inclui um pequeno retrato da Rainha, que continuou a usar
estes armilares ao deixar a Abadia, podendo ser vista usando-os também mais tarde, juntamente com a
Coroa do Estado Imperial e o Anel de Soberana, na sua aparição na sacada do Palácio de Buckingham.
Não se sabe se o Rei Carlos III vai tocar ou usar Armilares.


A Espada de Estado
Existem várias Espadas de Estado na Regália da Coroação de Inglaterra e estas refletem o papel do
Monarca como Defensor da Fé e Chefe das Forças Armadas; a Espada da Misericórdia (também
conhecida como Curtana), a Espada da Justiça Espiritual e a Espada da Justiça Temporal. Foram fornecidas na época de Jaime I entre 1610 e 1620, por um membro da Worshipful Company of Cutlers, usando lâminas criadas na década de 1580 pelos cuteleiros Italianos Giandonato e Andrea Ferrara.


Foram depositadas com as Insígnias de Santo Eduardo na Abadia de Westminister por Carlos II. A Espada
de Estado de duas mãos, feita em 1678, simboliza a autoridade do Soberano e também é carregada
perante o Monarca nas Aberturas Estatais do Parlamento.

A Espada de Estado Irlandesa é do século XVII e foi mantida pelo Lord Lieutenant of Ireland (um vice-rei) antes da independência da Irlanda do Reino Unido em 1922. Está exposta na Jewel House desde 1959.

O cabo tem a forma de um leão e um unicórnio e é decorada com uma harpa celta. Cada novo vice-rei era investido com a espada no Castelo de Dublin, onde geralmente ficava nos braços de um trono, representando o rei ou a rainha em sua ausência.

Foi carregado em procissão na frente dos Monarcas durante suas visitas oficiais a Dublin. Em Junho de 1921, a espada esteve presente na abertura oficial do Parlamento da Irlanda do Norte por Jorge V.

A espada foi exibida no Castelo de Dublin em 2018 como parte da exposição ‘Making Majesty’, sendo a primeira vez que esteve na Irlanda em 95 anos.

As Esporas de São Jorge
As Esporas que existem hoje foram também feitas para Carlos II e são de ouro maciço, ricamente
gravadas com padrões florais e pergaminhos. Têm tiras de veludo carmesim português bordadas em
ouro. Ambos os pescoços terminam com uma Rosa Tudor com uma ponta no centro.

São símbolo da Cavalaria e denotam o papel do Soberano como Chefe das Forças Armadas e Grão Mestre das Ordens e com o poder de Investir Cavaleiros. Sabe-se que Esporas de ouro foram usadas pela primeira vez em 1189 na Coroação de Ricardo I, embora seja provável que tenham sido introduzidas por Henrique, o Jovem Rei, em 1170, e esse elemento do
Ritual foi provavelmente inspirado na Cerimónia de Investidura dos Cavaleiros.

Um par de esporas douradas, de meados do século XIV, foi adicionado às Joias de Santo Eduardo na Abadia de Westminster em 1399, e usadas em todas as Coroações até sua destruição em 1649.
Historicamente, as esporas eram presas às botas de um Monarca, mas desde a Restauração que elas são
simplesmente roçadas nos calcanhares dos Soberanos ou mostradas às Rainhas.

No túmulo recém aberto do Rei D. Dínis, em Odivelas, o esqueleto do Monarca foi encontrado com
vestígios de esporas que terão sido sepultadas com ele.

O Bastão Relicário oferecido a Catarina de Bragança por Carlos II e Relíquia para um novo Bastão –
Relicário oferecida pelo Papa Francisco ao Rei Carlos III

A tradição de Sagrar os Monarcas e de os abençoar com Relíquias foi algo que se perdeu na Inglaterra
depois do Cisma de Henrique VIII e no resto da Europa com a abolição dos monarcas absolutos. A
reforma de Cromwell e a implementação da Monarquia Constituicional no Século XVII destruiu a maior
parte das Relíquias no Reino Unido e acabou com o uso da Cruz Bastão do Monarca contendo Relíquias.
Mas o Papa Francisco veio agora mudar tudo isso ao oferecer ao Rei Carlos III para a sua Coroação, dois
pedaços da Relíquia do Santo Lenho, a Relíquia da Madeira da Cruz de Jesus Cristo, uma Relíquia Insigne
trazida para Roma pela Imperatriz Mãe Santa Helena para adornar a Regália Imperial de seu filho
Constantino, o primeiro Imperador Cristão.

Carlos Evaristo é perito nessa história e conhece bem as Relíquias da Colecção Imperial de Relíquias guardada na Basílica Romana da Santa Cruz “em” Jerusalém, (assim chamada por estar construída sobre toneladas de terra do Monte do Calvário trazida pela Imperatriz). Evaristo vê neste gesto de Francisco, que passou despercebido a muitos, algo de extraordinário pois restaura na Monarquia Inglesa algo de
Sagrado que foi perdido com o protesto de Henrique VIII e nunca mais retomado após a implantação da República Inglêsa. O uso pelo Monarca de uma Cruz-Relicário Processional ou Bastão-Relicário era algo semelhante ao uso das Cruzes Processionais e Báculos pelo Papa e os Bispos.

Estas cruzes tinham nelas uma relíquia com que o Rei conduzia espiritualmente o seu rebanho “Católico” para Cristo, o Bom Pastor. A chamada Cruz de Santo Eduardo, o Bastão – Relicário em uso desde os tempos dos primeiros Reis Anglo-Saxónicos Cristãos foi supostamente oferecido pelo 1º Arcebispo de Cantuária mas perdido pelo Rei Ricardo, Coração de Leão, quando esse foi capturado e mantido refém durante as Cruzadas.


Foi depois substituído pelo Bastão – Relicário de Santo Tomás Beckett, o Arcebispo de Cantuária, morto
em 1170 por soldados do Rei Henrique II, que ao ouvirem o Monarca dizer em tom de lamento; “quem é
que me livra deste bispo medonho?” trataram de o assasinar.

Para relembrar aos Monarcas Inglêses essa tragédia, a Relíquia do Báculo ensanguentado do Arcebispo Mártir foi revestido de prata e passou a ser a Cruz-Bastão dos Reis do Reino Unido. Usada a última vez na Coroação do Rei Carlos I a relíquia foi depois oferecida por Carlos II à sua mulher, a Rainha Catarina de Bragança, que a levou consigo para Portugal depois de ficar viúva. Está hoje na Colecção do Paço Ducal de Vila Viçosa.
Existe um outro Bastão o Chamado Saint Edward’s Staff que é uma bengala de ouro cerimonial de 1,4
metros de comprimento (4,6 pés) feita para Carlos II usar em 1661. Não tem relíquia e é de um modelo
simples com uma cruz no topo e uma lança de aço na parte inferior.

É uma cópia da longa vara mencionada na lista de placas e joias reais destruídas em 1649, embora a versão pré-Interregno fosse um Bastão-Relicário de ouro e prata encimada por uma pomba e contendo uma relíquia que era colocada no Altar durante a Coroação.

A Relíquia agora oferecida pelo Papa já foi colocada por ordem do Rei Carlos III numa cruz de prata Celta oferecida em 2021 por Francisco e agora transformada pelos Ourives Reais numa nova Cruz-Bastão, o primeiro Relicário a ser usado por um Monarca em mais de 400 anos.

Outras Insígnias Reais usadas na Coroação

Durante o serviço de Coroação, o novo Soberano é também apresentado com vários ornamentos que
simbolizam a natureza espiritual da realeza. Estes incluem mantos, um anel, maços de guerra (chegou a
haver 16 maços mas hoje só sobrevivem 13), trombetas de aclamação e outras coroas e ceptros
menores que se destinam a ser utilizados pelas Rainhas Mãe, Consortes e pelo Príncipe de Gales e
Príncipes de Sangue Real.


A Copa ou Cálice da Fortaleza
É costume o novo Monarca oferecer para a Abadia de Westminister em sinal de agradecimento pela sua
Coroação, um conjunto de Cálice e Patena para culto Eucarístico. Esta tradição Europeia segundo Carlos Evaristo era baseada na Lenda do Santo Graal, o Cálice da última Ceia de Cristo que ficou popularizado no Culto Graalico do Conto Medieval do Rei Artur. Segundo uma lenda Medieval esta Relíquia terá sido levada para Inglaterra por São José de Arimateia e guardada na Abadia de Glastonbury onde os Reis de Inglaterra iam beber do mesmo para receberem a Sabedoria Salomónica. Mas tudo isso é lenda pois o único Graal reconhecido pela Igreja Católica como tal é o Cálice da Catedral de Valência que fazia parte das joias da Coroa dos Reis de Aragão.

Carlos Evaristo examina o Santo Cálice de Valência

O Santo Calíce de Valência incorpora uma copa de pedra do Século I que um estudo arqueológico identificou como sendo um copo pascal judaíco e que pode muito bem ter sido usado por Cristo antes de ter sido transformado num Cálice ornamentado pelo Sultão do Egipto na Idade Média. É durante a Coroação dos Reis de Inglaterra que os Cálices, Patenas e Pratos Litúrgicos anteriormente oferecidos à Abadia de Westminister por Monarcas antecessores, são exibidos no Altar para relembrar a Realeza Sacerdotal de Malquisedec, Rei de Salem e Sacerdote de El Elyon referido no Antigo Testamento. Outro Santo invocado é Zadoc cujo Arcebispo simboliza durante a cerimónia. Zadoc era o Sacerdote que ungiu David e Salomão tal como relembra letra da Música do mesmo nome composta por Jorge Handel para a Coroação do Rei Jorge II em 1727, e que será cantada na Coroação de Carlos III.

A REGÁLIA DA RAINHA CAMILA
Quanto à Rainha Consorte Camila sabemos que o título confirmado pela Rainha Isabel II para a esposa
do futuro Rei por ordem do mesmo deixará de ser usado após a Coroação pois quer Carlos III que seja
Rainha de facto.

Camila vai ser também coroada com uma Coroa que pertenceu à Rainha Maria, mulher de Jorge V e que
foi modificada com a colocação dos Diamantes Cullinan III, IV e V, pedaços menores dos Diamantes Cullinan I e II que estão na Regália do Rei e que Isabel II mandou transformar em pendentes de alfinete.

A modificação da Coroa deve-se ao facto de que o Palácio de Buckingham confirmou em Fevereiro que o diamante Koh-i-Noor não faria parte da Coroação do Rei Carlos e da Rainha Camilla.


O grande diamante foi dado à Rainha Vitória em 1849 como condição do Tratado de Lahore, que encerrou a primeira Guerra Anglo-Sikh, mas acredita-se que a jóia tenha vindo da Índia, e muitos indianos consideram a pedra como um pedaço de sua história nacional, roubado durante o reinado do
Império Britânico. A Rainha Camila também terá direito a orbe, ceptro e ao uso de dois mantos reais; o primeiro aquele nque foi usado por Isabel II durante a Coroação, e depois, outro feito propositadamente para a Rainha Camila desfilar.

Humberto Nuno de Oliveira

6 de Maio de 2023

Fotos: Arquivo Lyon Court, RTP, Arquivo Fundação Oureana e Arquivo Royal Collection Trust

*Carlos Evaristo, é Presidente da Direcção Vitalício da Fundação Oureana. Nasceu junto de um Castelo em London (Ontário) e reside hoje no Castelo de Ourém. É Comentador da RTP e CNN e Perito em Iconografia Sacra Medieval. Súbdito de Sua Majestade, conhece bem todo o ritual e tudo o que a Coroação simboliza. Nobre Escocês com o título de Barão Bailio de Plean. Foi o primeiro, e até hoje, o único Súbdito de Sua Majestade, de nacionalidade Luso-Canadiana, a poder usar Brasão de Armas e Bandeira em Flâmula e ainda um padrão pessoal de Tartã; honras concedidas em 2020, pela Rainha Isabel II através do seu Lord Lyon, Rei de Armas da Escócia. Evaristo é quem legalmente substitui o Barão de Plean nesse Condado aquando da sua ausência. George Way, Barão de Plean é Membro da Corte do Lord Lyon da Escócia e tem o título de “Carrick” sendo um dos três Guardiões da Regália de Carlos III como Rei da Escócia, Jóias que incluem a “Pedra da Coroação” colocada no Trono ou Cadeirão de Santo Eduardo, a peça mais importante de todo o Ritual da Coroação.

Poderá rever na RTP Play a explicação feita por Carlos Evaristo sobre o tema da Regalia da Coroação. Ver Programa “Praça da Alegria” transmitido a 4 de Abril de 2023.

Share