Presidente da Conferência Episcopal Americana inaugura Memorial da Peregrinação Jubilar da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima e do Centenário das Aparições em Pontevedra

Foi por motivo da Peregrinação da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel a Fátima, que o Arcebispo Castrense dos Estados Unidos da América e Presidente da Conferência Episcopal D. Timothy Broglio se deslocou ao Castelo de Ourém para benzer um Memorial que assinala, tanto a visita a Portugal pelo Ano Santo Jubilar dos Confrades da Real Irmandade, como também o 25º aniversário da mesma Real Irmandade e ainda o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Pontevedra, Espanha.

O Memorial composto por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com os três Pastorinhos fica localizado no Largo de entrada para a Regalis Lipsanotheca / Casa de Velório, edifício que este ano também celebra o 25º aniversário da sua dedicação como Capela – Museu das Relíquias.

“Este ano assinala-se o 30º aniversário da Fundação Oureana e 35º Aniversário do Apostolado das Sagradas Relíquias; Oratório de Santa Ana em Portugal”; explicou Carlos Evaristo, Co-Fundador e Presidente da Direção da Fundação Oureana cuja mãe Guilhermina De Jesus Costa celebra 25 anos do Milagre que obteve e que foi reconhecido para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

A Regalis Lipsanotheca com a sua réplica da Santa Casa de Loreto foi inaugurada por John Haffert a 13 de Maio do Ano Santo Jubilar 2000, e serve desde então de sede da Cruzada Internacional pelas Sagradas Relíquias criada em 1997 por Carlos e Margarida Evaristo com o fundador do Apostolado das Relíquias “Saints Alive”, Thomas Serafin.

A Regalis Lipsanotheca foi benzida pelo Cardeal Ricardo Vidal e a cerimónia contou com dezenas de Bispos e Padres que participaram numa peregrinação de 1000 peregrinos, o último chamado “Voó da Paz” organizado por Hafferet antes de falecer.

“Este local”, segundo Evaristo, “tornou-se casa, não só da nossa colecção de relíquias sagradas, mas também das colecções de vários outros benfeitores, o mais significativo dos quais é o do nosso Co-Fundador e Presidente do Conselho da Fundação / Capelão Mor; Padre Carlo Cecchin.

A Regalis Lipsanotheca serve também de Casa de Velório e de sede espiritual do Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa e representação em Portugal de muitas outras organizações e Parceiros Protocolares da Fundação.

Conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. Duque de Bragança e Conde de Ourém D. Duarte Pio e de outras Casas Imperiais e Reais Europeias, Africanas e Americanas.

O edifício evoca uma igreja medieval no local onde existiu em tempos a Igreja (românica) de São Pedro, demolida pelo IV Conde de Ourém e substituída por uma Ermida dedicada a São José para onde, após o terramoto de 1755, foi trazida a magnífica colecção de relíquias da Casa de Bragança (o Relicário do IV Conde) e o Santíssimo Sacramento, que se mantiveram lá até à reconstrução da Real e Insigne Sé-Colegiada.

A Ermida que tinha religiosas reclusas manteve-se de pé até às Lutas Liberais de 1834. O edifício atual já com mais de 55 anos serviu inicialmente de cavalariças e garagens e mais tarde escritório da firma Castelos de Portugal Turismo Lda.

Desde a sua transformação em 1999 em Capela-Museu de Relíquias da Fundação, o edifício não só recebe mais de 20.000 peregrinos por ano, sendo hoje conhecido como um Repositório de Relíquias Sagradas de renome mundial, albergando importantes coleções de relíquias, como aquelas que Museus da Igreja e do Estado decidiram aqui depositar para salvaguarda e preservação.

A colecção é hoje importante como objecto de estudo para projectos especiais de doutoramento e complemento ao projecto Corpi Sancti, em protocolo com a Universidade de Coimbra.

Provisoriamente localizada em Fátima durante 10 anos, a coleção, que está hoje de volta a Ourém, é composta por mais de 50.000 relíquias e vários corpos inteiros de santos em simulacra. Durante 15 anos o edifício foi restaurado com remodelações de altares e decoração patrocinadas por famílias cujos nomes estão gravados nos frisos votivos. Estes memoriais, juntamente com os cenotáfios de Amália Rodrigues, Roberto Leal e dos fundadores, são homenagens duradouras aos Parceiros Protocolares que ajudaram a tornar a obra possível.

Sob o patrocínio de muitas Casas Reais representadas em Ourém no ano de 2019 procedeu-se à reinauguração que incluiu a criação de um cemitério privado e columbário para cinzas dos fundadores, capelães, beneméritos, parceiros protocolares e Cavaleiros e Damas da Federação RISMA.

Antes da bênção do novo Memorial, o Arcebispo Broglio visitou o interior da Regalis Lipsanotheca e a Santa Casa para venerar as muitas Relíquias. Depois, já no exterior, benzeu uma imagem do Santo Condestável Patrono dos Militares, que vai ser oferecida à Capela do Caneiro.

Seguidamente recordou os vários fundadores e benfeitores falecidos e entre eles, John e Patrícia Margaret Haffert, Phillip James Kronzer e o Professor Dr. Frederick Zugibe, Presidente do Centro de Investigação Religiosa da Fundação. Seguiu-se a homenagem fúnebre aos Capelães Mores e Capelães, falecidos entre os quais Monsenhor José Geráldes Freire e o Padre John Guilbert Mariani.

depois foram relembrados os falecidos membros das Ordens; Damas e Cavaleiros, e particularmente o recém falecido Juiz John Michael Thoma, responsável ​​por congregar todos os oficiais americanos ali reunidos. Como sinal de lembrança foi deixada uma rosa vermelha junto a cada sepultura.

A Regalis Lipsanotheca é hoje conhecida, não só como o maior Repositório de Relíquias Sagradas
fora do Vaticano, mas também como um Centro de Estudos sobre a História, Culto e reautenticação de Relíquias Sagradas e restauro de relicários e simulacra. Nela também está sedeada a representação em Portugal do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano entre outras associações Católicas de fieis.

Ajudou o Arcebispo Broglio a descerrar a lápide do Memorial que estava coberta por uma Bandeira das Forças Militares Norte Americanas, o Presidente do Conselho da Fundação Padre Carlo Cecchin e o Juiz da Real Irmandade Coronel Stpehen Besinaiz também ele Presidente da Bezines Group LLCD, que juntamente com a Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa patrocinou o mesmo.

26 de Setembro de 2025

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Fundação Oureana celebra Jubileu do 30º aniversário e 25º Aniversário da 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal

Fundação Histórico – Cultural Oureana

A festa de Nossa Senhora de Loreto e 100º da Aparição de Nossa Senhora em Pontevedra à Vidente de Fátima Irmã Lúcia, foi a data escolhida pela Fundação Oureana para iniciar as celebrações do Jubileu concedido pelo Papa Leão XIV pela 30º aniversário da sua criação e 25º aniversário da construção da Regalis Lipsanotheca e a 1ª réplica da Santa Casa de Loreto em Portugal.

Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do interior da Regalis Lipsanotheca

Foi também motivo da concessão de um Jubileu, o 25º aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido no edifício do Restaurante Medieva da Fundação), o 35º aniversário do Apostolado de Relíquias em Portugal, o 25º aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e o 25º aniversário da Regalis Lipsanotheca (Capela de relíquias que contém a réplica da Santa Casa de Loreto – Nazaré).

Réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém vista do exterior da Regalis Lipsanotheca

O Jubileu pedido pelo Patrono Protetor e Capelão Geral da Fundação; Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos confere uma Indulgência Plenária em vários lugares ligados aos aniversários incluindo a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Misericórdias em Ourém. O Jubileu estende-se de 8 de Dezembro de 2025 (Aniversário do Milagre atribuído a São Nuno) a 6 de Novembro de 2026 (Festa litúrgica do Santo Condestável).

Altar da réplica da Santa Casa de Loreto no Castelo de Ourém

Missa Jubilar Indulgenciada

As celebrações do inicio do Jubileu principiaram com uma Missa Jubilar Indulgenciada celebrada pelo Capelão da Fundação, Padre Fernando António, e que teve lugar na Regalis Lipsanotheca, o repositório de relíquias sagradas que tem a réplica da Santa Casa de Loreto / Nazaré, que foi designada de “Capela Jubilar”.

Assistiram à Santa Missa para além dos membros da Direção da Fundação Oureana, os pais do Capelão, colaboradores da Fundação e também amigos do falecido fundador John Haffert, incluindo a conhecida autora de livros Católicos de crianças; Josephine Nobisso.

Durante a Santa Missa, o Capelão da Fundação relembrou os presentes o papel que tiveram os Fundadores; John e Patrícia Haffert na criação do Exército Azul, da Fundação Oureana e a devoção que nutriam por Nossa Senhora que os levou também a criarem réplicas da Santa Casa; a primeira nos Estados Unidos da América no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Exército Azul em Washington New Jersey e a primeira em Portugal, na Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém.

Depois da veneração de Relíquias Insignes da Sagrada Família e da pedra da Santa Casa de Loreto, o Capelão da Fundação recitou a Litania de Nossa Senhora de Loreto terminando a Missa Indulgenciada com a bênção de todos presentes com as referidas relíquias. Para ambas as réplicas da Santa Casa, (a de New Jersey e a de Ourém), John Haffert consegui obter do Santuário Pontifício da Santa Casa, em Itália, relíquias insignes de pedras da verdadeira Santa Casa, parte das quais, foram pulverizadas e colocadas no revestimento das paredes para tornar assim as réplicas relíquias autênticas da Santa Casa à escala.

Das muitas réplicas da Santa Casa que existem no mundo, a maioria na Itália, só as duas construídas por John Haffert têm estas características; uma pedra da verdadeira Santa Casa, e uma parte da pedra pulverizada no revestimento das suas paredes.

A replica da Santa Casa de Loreto (parte da Regalis Lipsanotheca – capela de relíquias) foi o primeiro local em Portugal a ter relíquias da Santa Casa de Loreto e da Sagrada Família à veneração em Portugal.

Interior da Santa Casa em Loreto

A Santa Casa e a Lenda Dourada da Trasladação para Loreto

Reza a tradição que a casa de pedra que se venera em Loreto, Itália, hoje revestida de mármore ricamente ornamentada no seu exterior, foi, de fato, a casa que existia em Nazaré onde Santa Ana e São Joaquim criaram a Virgem Santa Maria, e onde, mais tarde, a Mãe de Deus, criou Nosso Senhor Jesus Cristo com a ajuda de São José.

Aquela que é a maior relíquia do mundo é hoje parte central do Santuário Pontifício da Santa Casa de Loreto como é formalmente conhecido. Localizado na região de Marche, na Itália, a uma curta distância da praia de Porto Recanati, a Santa Casa está instalada na Basílica da Santa Casa, construída entre 1469 e 1587.

Constituída por três paredes que, segundo a antiga e consagrada tradição, estariam de frente à chamada “Gruta da Anunciação” onde a Virgem Santa Maria nasceu, viveu e recebeu a Anunciação do Arcanjo São Gabriel. A gruta foi também o local, onde mais tarde, São José instalou a sua oficina de carpinteira e onde tradicionalmente o protetor de Jesus e Maria morreu.

Estudo arqueológico de reconstituição mostra como a Casa em Loreto fazia parte da Gruta da Anunciação em Nazaré

A Santa Casa foi indiscutivelmente transportada, de Nazaré para o Loreto tendo chegado no dia 10 de Dezembro do ano de 1294. De acordo com a Lenda Dourada e a pia devoção popular, a mesma foi transportada por anjos. No entanto, após estudos arqueológicos e filológicos mais recentes, e considerando o edifício, os registos e o estudo da iconografia sacra antiga, acredita-se agora que a casa foi levada da Terra Santa para a Itália por meios humanos – por navio – com a ajuda dos anjos, mas neste caso os “Angeli”, uma poderosa família Bizantina cujo apelido literalmente quer dizer “Anjos”.

Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém que ilustra a história

A família “Angelo” (Anjo) ou “Angeli” (Anjos) governaram o chamado Despotado do Epiro, um de vários pequeno estados feudais que surgiram após a queda do Império Bizantino de Constantinopla e do Reino Latino de Jerusalém. O Despotado do Epiro era na realidade um Estado Grego autónomo cujos chefes reclamavam alguns títulos como “Rei de Jerusalém” ou “Governador e Protetor da Palestina”. 

Em 1291 antes da perca do Reino Latino de Jerusalém, Nicephorus I Angelos Comnenos (Despota do Epiro entre 1271 e 1297) decidiu desmantelar a Santa Casa em Nazaré para a salvaguardar dos Saracenos e doou depois as “pedras sagradas da Casa de Nossa Senhora” como dote aquando do casamento da sua filha com Filipe I de Anjou.

Pintura na Santa Casa de Loreto em Ourém com as lendas da Santa Casa

O carregamento das pedras da Santa Casa e outros objetos sagrados (relíquias da Sagrada Família) constam do Chartularium Culisanense um documento que relata a carga do navio que transportou as relíquias em 1294 até Veneza, seguindo a rota dos navios dos Cruzados com paragem na Croácia onde existe a tradição que a Santa Casa foi venerada pela população local.

Os “Angeli” (anjos) na Lenda Dourada passaram assim a simbolizar na arte e na tradição a poderosa família Bizantina que literalmente salvou a Santa Casa, embora a iconografia posteriormente interpretada atribuiu a trasladação a uma intervenção divina, criando assim a Lenda Dourada do transporte angélico.

Um estudo realizado em 1997, pelo reconhecido perito mundial em relíquias, Presidente da Direção e Co-Fundador da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, comprovou que «o termo náutico medieval para “navegar” era de facto “voar” pois acreditava-se que o firmamento dividia “os Céus de cima dos Céus de baixo” ou as águas de cima (chamadas de Céu) das águas de baixo (chamado de mares). Assim sendo, quando os ventos sopravam e enchiam as velas dos navios dizia-se que “os barcos “voavam pelos Céus”». Segundo Evaristo, “esse termo para descrever a navegação à vela era de uso comum na Europa até a criação dos navios a vapor.” “Nem Ithamar (Margarida), filha de Nicephorus, nem seu marido, Filipe I de Anjou, se interessaram muito por desalfandegar um carregamento de pedras em Veneza e especialmente se a taxa alfandegária atribuída à carga seria calculada pelo peso! Foram de fato dois netos do casal que mais tarde lutaram pela posse das pedras sagradas já na época áurea das relíquias. O vencedor dessa luta, sendo dono de um terreno com um bosque de loureiros (Loreto) reconstruiu nele a Santa Casa supostamente com uma planta enviada pelo seu bisavô Nicephorus. O histórico feito da família ficou imortalizado para sempre nas representações alegóricas dos Anjos (Angeli) a acompanharem a Santa Casa pelos céus enquanto um navio cruzado transportava a mesma por mar.”

Testes realizados às pedras da Santa Casa na década de 1990, assim como um estudo da Igreja da gruta da Anunciação onde ficava situada a Casa em Nazaré, confirmaram que as pedras da casa em Loreto são de origem Palestiniana. As mesmas correspondem aos materiais e às técnicas de cinzelagem manual daquela região e época sendo que a dimensão da casa reconstruída na Itália, corresponde aos alicerces originais que tinha nas ruínas das fundações na Terra Santa.

Comprovou-se assim através das escavações arqueológicas que a Santa Casa é de fato genuína tendo sido constituída por duas partes: uma gruta, ainda conservada na Basílica da Anunciação em Nazaré, e uma casa frontal à superfície, com três paredes de pedra, as pedras que foram transportadas para o Loreto. Confirmou-se também que a parte da casa encostada à gruta não possuía parede própria.

A Santa Casa tal como foi reconstruída em Loreto

Em Loreto, as três paredes reconstruídas com as pedras da casa da Virgem Maria em Nazaré foram colocadas numa via pública que ligava Recanati ao porto, com uma quarta parede construída com pedras locais. Contudo as estrutura foi recriada sem fundações adequadas e de imediato foi alvo de um extraordinário cuidado de conservação, próprio de uma preciosa relíquia. Primeiro, no final do Século XIII, foi reforçada com alvenaria para criar uma fundação; depois, foi sustentada por contra-arcos no lado norte; e, finalmente, no início do Século XIV, foi cercada por uma parede de tijolos (chamada “Recanatesi”) em toda a sua largura e altura.

Estes dados da construção foram devidamente verificados durante escavações arqueológicas realizadas no subsolo da Casa Santa em 1962/65, altura em que foi descoberto o que restava de velas de pano de um navio Cruzado e moedas cunhadas por Nicephorus I Angeli Comnenos do Epiro assim como outras do tempo da aquisição pelos Anjou e a sua reconstrução em Loreto.

Maquete original do revestimento em mármore colocado nas paredes exteriores da Santa Casa

Também de acordo com as escavações arqueológicas, as três paredes da Casa Santa encaixam perfeitamente no perímetro da Gruta da Nazaré, que é a parte restante da casa de Maria. Além disso, as pedras com que foi construída não são originárias do território de Recanati, mas são típicas da tradição construtiva palestiniana do tempo de Cristo. Isto atesta a autenticidade da relíquia.

O revestimento em mármore da Casa Santa foi desenhado por Donato Bramante, a pedido do Papa Júlio II. Mais tarde o Papa Leão X confiou a obra a Andrea Sansovino, a quem sucederam depois Raniero Nerucci e Antonio da Sangallo, o Jovem.

Júlio II

A cidade de Loreto floresceu desde a chegada da Casa Santa. Antes, não havia nada naquele monte. A ilustre relíquia atraiu muitos peregrinos em busca de graça e bênçãos. Os peregrinos doentes eram os primeiros a ser levados à Santa Casa, pedindo a cura dos seus corpos e espíritos.

A devoção à Santa Casa espalhou-se primeiro pelas regiões de Marche, depois para além das fronteiras, até todo o mundo católico. Existem muitos lugares dedicados à Virgem do Loreto, e muitos são reproduções fiéis da Santa Casa, alguns com revestimento de mármore. Por exemplo, na Europa, há um em Praga, enquanto na Ásia, outro está em Taiwan.

Leão X

A imagem de Nossa Senhora que hoje pode ser admirada em Loreto é de 1922, pois a anterior perdeu-se num incêndio que ocorreu na Casa Santa em 1921. A Virgem de Loreto foi proclamada padroeira universal de todos os viajantes aéreos pelo Papa Bento XV a 24 de Março de 1920.

Em 2020, pelo centenário do Santuário e o Ano do Jubileu Lauretano concedido pelo Papa Francisco, foi recordado este vínculo especial que existe entre a Virgem de Loreto e toda a aviação civil e militar.

As duas réplicas da Santa Casa de Loreto criadas por John Haffert

A primeira réplica da Santa Casa nos Estados Unidos da América foi construída por John Haffert a partir da planta da Casa original em Loreto, com as mesmas dimensões: 4 m x 9,5 m. A mesma foi construída por pedreiros vindos de Fátima que usaram pedra nativa de Washington, Nova Jersey.

Por cima da porta de entrada encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, uma réplica da original da Casa Santa em Loreto, coroada por São João XXIII. A réplica da imagem foi enviada como presente pelo Cardeal D. Aurélio Sabbatini, juntamente com um lustre em forma de estrela que permaneceu suspenso sobre a Casa Santa de Loreto na grande cúpula da basílica, durante 100 anos. Muitos grandes santos e figuras santas estiveram sob o lustre em oração, incluindo Santa Teresa de Lisieux, São João Bosco e São Maximiliano Kolbe.

Uma pedra proveniente da Santa Casa de Loreto oferecida ao Exército Azul pelo Arcebispo Sabbatini de Loreto a pedido do Arcebispo Loris Capovilla, antigo secretário pessoal de São João XXIII chegou numa caixa de prata forrada com veludo azul medindo 10 cm de largura por 1,2 cm de espessura.

Um pequeno pedaço da pedra foi colocado na 1ª pedra da casa e o restante pulverizado e o pó fino distribuído nas paredes com a argamassa. Assim, a casa onde viveu a Sagrada Família ficou verdadeiramente a fazer parte das paredes da Santa Casa dos EUA, tornando a réplica numa relíquia à escala.

O Santuário da Capela da chamada Holy House USA é também um Lipsanotheca (Capela de Relíquias). Para além das paredes estarem revestidas com pó da relíquia da pedra, uma parede contém um altar com uma representação em tamanho Real da Visão da Santíssima Trindade que a Irmã Lúcia teve no Convento das Irmãs Doroteias em Tuy, Espanha, a 13 de Junho de 1929.

O altar da Santa Casa nos EUA também é também uma relíquia pois é metade do altar original da capela do Convento onde ocorreu a Visão de Tuy e sobre o qual segundo a Irmã Lúcia fluíram como água as palavras “Graça” e “Misericórdia”. John Haffert comprou o altar às Irmãs Doroteias e dividiu o mesmo, colocando a outra metade, assim como as colunas decorativas com arcos da capela, no Oratório Relicário que construiu em Pontevedra na casa das aparições que agora comemoram 100 anos e que Haffert adquiriu para sede o Exército Azul Espanhol.

A Santa Casa de Nova Jersey também guarda outras relíquias; fragmentos do Santo Lenho, do Véu de Nossa Senhora, do Manto de São José, assim como relíquias de Santa Ana, Maria Goretti, Luís de Montfort, Therese de Lisieux, Bernardo de Claraval, Pedro Julian Eymard e relíquias dos Pastorinhos de Fátima Santos Francisco e Jacinta Marto.

A capela nos Estados Unidos guarda também o maior pedaço da azinheira das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E

ste pedaço foi recolhido pela mãe da Irmã Lúcia e após a sua morte oferecido ao Padre Luís Gonzaga de Oliveira, que dormia com a relíquia debaixo do seu colchão.

Pouco antes de falecer ofereceu a mesma a John Haffert que a levou a 15 de Outubro de 1949, para a capela do Instituto Avé Maria em Nova Jersey que ele fundou.

A Casa Santa construída por John Haffert foi dedicada no dia 22 de Agosto de 1973, Festa da Realeza de Maria, pelo Bispo George W. Ahr, da Diocese de Trenton. É hoje um local de culto para o povo de Deus nas américas, sendo uma das principais atrações religiosas do Santuário do Exército Azul.

O Santuário do Exército Azul foi construído em 1978 e é composto por 60 hectares de terreno doados por John Haffert.

É um local de peregrinação, oração e devoção ao Imaculado Coração de Maria, bem como a sede do Apostolado Mundial de Fátima dos Estados Unidos.

O teto do Santuário forma um manto castanho, representando a proteção de Nossa Senhora e lembrando-nos o escapulário castanho. Tem um desenho simples, construído com oito secções que formam uma estrela de oito pontas, cinco representando os mistérios do Rosário e três representando as crianças de Fátima.

A estrutura central tem 40 metros de altura, coroada por uma cúpula de 12 estrelas. A sua cúpula representa o mundo e serve de base a uma estátua de bronze de 7,3 metros do Imaculado Coração de Maria acolhendo todos de braços abertos.

Em 1997, pelo do 80º aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, após um Jantar com todos Reitores dos Santuários Marianos patrocinado pela Fundação Oureana no seu Restaurante Medieval, Carlos Evaristo anunciou que John Haffert havia decidido pedir uma pedra da Santa Casa de Loreto para servir de 1ª pedra para um complexo museológico dedicado a Nossa Senhora Rainha do Mundo, obra que o mesmo pretendia inaugurar no Ano Santo 2000.

A 20 de Outubro de 1997 o então Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Loreto, Frei Angelico Violini OFM, concedeu o pedido de uma pedra da Santa Casa que foi entregue pessoalmente a John Haffert no Santuário Italiano aquando de uma peregrinação de 1000 peregrinos por si liderada a todos os Santuários Marianos.

Posteriormente transportada para o Castelo de Ourém e entregue a Carlos Evaristo que a colocou num relicário desenhado por si e esculpida pelo artista Fatimense Abílio Oliveira.

Com esta primeira pedra, Haffert, no ano seguinte, deu início à criação dos vários espaços museológicos do complexo Sedes Mundi Reginae benzidos e inaugurados a 13 de Maio de 2000.

A réplica da Santa Casa em Ourém, a primeira em Portugal, foi desenhada por Carlos Evaristo tendo como base a planta fornecida a John Haffert em 1970. À semelhança da capela americana, a capela portuguesa tornou-se parte central da Regalis Lipsanotheca, (um repositório de relíquias sagradas) tendo também um altar embutido com uma relíquia do altar da Visão de Tuy e imagens da Virgem de Loreto e de Nossa Senhora de Fátima da Aparição em Pontevedra.

Painéis pintados do Altar da Sagrada Família na réplica da Santa Casa em Ourém

Por coincidência ou talvez providência divina, duas medalhas devocionais antigas alusivas à trasladação da Santa Casa, uma do Século XV e outra do século XVIII, foram encontradas no local da construção da réplica aquando da colocação da parte pulverizada da pedra na massa para o revestimento das paredes pelo então Capelão da Fundação Padre Carlos Querido da Silva.

Apesar de haver há séculos uma Igreja de Nossa Senhora de Loreto (popularmente chamada de “Igreja dos Italianos”) em Lisboa, e da mesma ter uma imagem muito antiga réplica da original em Itália que foi destruída por um fogo, a Igreja não é nem tem uma réplica da Santa Casa propriamente dita.

A 8 de Agosto de 2004, a Regalis Lipsanotheca em Ourém recebeu a visita de D. Angelo Comastri, Arcebispo de Loreto, juntamente com o Delegado Oficial da Terra Santa Padre Giuseppe Nazzaro e Roberto Stefanelli, Oficial do Secretariado.

Peregrinação ao Santuário da Santa Casa em Loreto

Em antecipação do início do Jubileu concedido pelo Santo Padre Papa Leão XIV à Fundação Oureana, o Presidente da Direção, Carlos Evaristo, viajou até Loreto, na Itália, para visitar a Basílica Pontifícia da Santa Casa tendo sido recebido pelo amigo de longa data Roberto Stefanelli.

Armas do Arcebispo D. Angelo Comastri

Depois de uma visita guiada ao Museu e Tesouro do Santuário, Evaristo foi conduzido à Sala das oferendas onde lhe foi mostrado pelo anfitrião as lembranças oferecidas a Nossa Senhora de Loreto pelo Fundador da Fundação Oureana e seu compadre, John Haffert e pelo Exército Azul americano e ainda a medalha da Santa Cada levada lua pelos astronautas americanos e uma pedra trazida da superfície lunar e oferecida pelo Presidente Americano.

Depois foi altura de visitar a Santa Casa onde Evaristo pôde venerar a relíquia da tigela do Menino Jesus entre várias relíquias como a de São Luís IX Rei da França, primo dos Angeli e de São Carlo Acutis. À saída da Santa Casa venera-se a grade feita das barras da Prisão que guardou os prisioneiros da Batalha de Lepanto oferecidas ao Santuário.

Carlos Evaristo e Roberto Stefanelli junto ao Ponta Missal oferecido pelos Príncipes Japoneses

No Santuário estão expostas centenas de peças históricas, de arte sacra e ofertas de Papas e visitas ilustres, incluindo as prendas dos primeiros Príncipes Japoneses trazidos ao Papa pelos Missionários Portugueses, Evaristo.

Interior da Santa Casa em Loreto

Na Capela Americana do Santuário pode-se ver um vitral com os Santos Americanos e o mural pintado a óleo que reveste as paredes com personagens Católicas da história dos Estados Unidos e que inclui, o Presidente John F. Kennedy, o Governador Ronald Reagan, o Arcebispo Fulton Sheen, os primeiros astronautas que foram à lua e os fundadores do Exército Azul; John Mathias Haffert e Monsenhor Harold Colgan.

Antes de partir de Loreto, Carlos Evaristo ainda teve oportunidade de cumprimentar o grande arqueólogo e historiador da Santa Casa, Frei Giuseppe Santarelli a quem se deve muito do que se conhece hoje sobre esta preciosa relíquia.

Carlos Evaristo e Frei Giuseppe Santarelli
Carlos Evaristo despede-se de Roberto Stefanelli

Nas palavras do Santo Padre, «a Santa Casa de Loreto (assim como as suas réplicas) recorda o local onde a Virgem Santa Maria nasceu e viveu como mulher, esposa e mãe e por isso, representa um lar para cada família que ali encontra apoio, conforto e esperança nas dificuldades entre estas três paredes. Dentro destas paredes, Maria disse o seu “Sim” a Deus, um “Sim” forte e corajoso, que é um exemplo de vida para o peregrino: a capacidade de dizer sim quando chamado, seja ao matrimónio, à consagração ou mesmo ao compromisso social e ao bem comum.»

10 de Dezembro de 2025

Texto e Fotos: Fundação Oureana / Santuário de Loreto – Direitos Reservados

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Fundação Oureana recebe Relíquia de São Carlo Acutis para a sua Capela (Regalis Lipsanotheca)

A Arquidiocese de Assis concedeu uma relíquia de primeira classe (cinco cabelos) de São Carlo Acutis, à Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico – Cultural Oureana.

Dada a importância “sacra” que têm as relíquias de primeira classe, a relíquia do mais jovem Santo da Igreja teve de ser pessoalmente recolhida no Santuário della Spogliazione em Assis, Itália, por não ser permitido expedir relíquias de primeira classe pelo correio ou enviar por transportadora.

Exposição de Milagres Eucarísticos criada pelo Jovem Santo

Foi o Fundador do Apostolado de Relíquias Sagradas e da Regalis Lipsanotheca, o Dr. Carlos Evaristo, que foi pessoalmente incumbido pelo Conselho de Curadores da Fundação a ir recolher a Sagrada Relíquia ao Santuário onde se encontra o corpo do santo. Evaristo conheceu pessoalmente Acutis em Abril do ano de 2006, depois do jovem ter contactado a Fundação por e-mail para pedir informações sobre o Santíssimo Milagre de Santarém para um projeto / exposição sobre Milagres Eucarísticos que estava a preparar.

Carlo Acutis, nascido a 3 de Maio de 1991, e então com apenas 15 anos de idade, viajou até Portugal com um amigo e encontrou-se brevemente com Evaristo, que havia criado e Curador do espaço museológico do Santuário que lhe deu alguns livros e uma medalha cunhada em 1997 pela Medalhistica Lusatenas, partilhando também com o jovem alguns dados inéditos para o seu projeto tais como a data precisa do primeiro milagre eucarístico ocorrido em Santarém; 16 de Fevereiro de 1247.

A exposição sobre os Milagres Eucarísticos criada por Carlo Acutis já deu a volta ao mundo e está editada em livro. Atualmente está patente no Salão anexo ao Santuário que guarda seu corpo e é composta por painéis de lona tipo “mupi”, impressos com o seu trabalho, havendo dois deles dedicados aos Milagres Eucarísticos em Portugal; um sobre a Comunhão Milagrosa do Anjo de Portugal dada aos Pastorinhos de Fátima em 1917 e outro sobre o Santíssimo Milagre de Santarém que reproduz fotografias e documentação fornecida ao jovem Santo pela Fundação e a Reitoria do Santuário aquando da visita em 2006, apenas seis meses antes de vir a falecer de uma leucemia fulminante, a 12 de Outubro de 2006.

Simulacrum de São Carlo Acutis não é o seu Corpo Incorrupto

Depois da entrega da Relíquia, Carlos Evaristo foi rezar diante do altar que conserva os restos mortais de São Carlo Acutis exumados da sepultura em 2019 e expostos num Simulacrum que recria o seu corpo no momento da morte.

A beleza da máscara que cobre a cabeça do santo, à semelhança da máscara que cobre a caveira de São Padre Pio, é feita de silicone com milhares de cabelos individualmente inseridos na cabeça a fim de dar um aspecto real. As luvas de silicone que cobrem as mãos dessecadas e descoloridas pela decomposição completam o aspecto realístico deste Simulacrum cujo aspeto já levou muita gente a circular erradamente na internet a falsa notícia de que o corpo do Santo está incorrupto.

Esses boatos infundados da incorrupção do corpo de São Carlo Acutis surgiram após o Arcebispo de Assis-Nocera-Umbria-Gualdo-Tadino, D. Domenico Sorrentino, ter dito a 1 de Outubro de 2020, por ocasião da primeira exibição pública do corpo; “Hoje Carlo regressa de certa forma visível, com a beleza da sua presença entre os anjos e santos”.

As suas palavras foram mal interpretadas e levaram o Prelado a esclarecer num comunicado no dia seguinte que: “Não é verdade que o corpo de São Carlos foi encontrado incorrupto! Na altura da exumação no cemitério de Assis, que teve lugar a 23 de Janeiro de 2019, tendo em vista a transferência para o Santuário, foi encontrado no estado normal de transformação. Devido ao seu estado de decomposição, e como o sepultamento não durou muitos anos, o corpo, embora transformado, mas com as várias partes ainda em seu estado anatômico, foi tratado com as técnicas de conservação e integração geralmente utilizadas para expor com dignidade, para a veneração dos fiéis, os corpos dos beatos e santos. Uma operação realizada com arte e amor, a reconstrução facial com máscara de silicone foi particularmente bem-sucedida. Com cuidado especial, foi possível recuperar a preciosa relíquia do coração, que atualmente está exposta na Catedral de São Rufino em Assis.”

Oratório de São Carlo Acutis na Basilica de São Rufino em Assis que guarda o Coração do jovem.

Já na Abadia de São Pedro, também em Assis, pode-se venerar outra relíquia insigne do Pericárdio (tecido que envolve o coração) de São Carlo Acutis.

A 1 hora e 45 minutos de distância de Assis, na Basílica de Nossa Senhora em Loreto, pode-se venerar outra relíquia de São Carlo Acutis de igual natureza à que foi concedida à Regalis Lipsanotheca e que é muito venerada pelos peregrinos da Santa Casa que lá se venera.

Veneração de Relíquia por D. Duarte de Bragança em San Marino

A primeira veneração pública da relíquia concedida Fundação Oureana teve lugar na Igreja do Mosteiro de São Francisco na República de San Marino onde o Dr. Carlos Evaristo se encontrou com o Patrono da Fundação S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança e com S.A.R. D. Dinis, Duque do Porto para promover a exposição da mesma durante a Adoração do Santíssimo Sacramento que antecedeu a uma Missa de Ação de Graças.

A Missa foi celebrada pelo Rev.do Don Marco Mazzanti, SdB Reitor da Basílica de San Marino que no final deu a bênção com a relíquia e a deu a venerar a todos os presentes.

Encontro com a Madre Maria Gloria Rivas

Seguidamente, o Reitor e os membros da comitiva Portuguesa foram convidados pelas Monjas da Adoração Perpétua a tomarem um chá no claustro onde também ofereceram produtos naturais confeccionados pelas mesmas e livros da autoria da Madre Maria Gloria Rivas que muito agradeceu terem trazido a relíquia de São Carlo Acutis à Igreja pois a própria havia conhecido o Santo em vida quando morava em Milão tendo mesmo inspirado o jovem a iniciar o projeto sobre os Santuários de Milagres Eucarísticos começando por Portugal e o Santíssimo Milagre de Santarém.

Veneração da Relíquia na Regalis Lipsanotheca

Já em Portugal, a relíquia de São Carlo Acutis, foi recebida pelos membros da Fundação e venerada após uma Missa de Ação de Graças celebrada no primeiro Domingo de Advento pelo Capelão Padre Vitor Sousa, tendo sido posteriormente colocada no Altar dos Santos Patronos da Regalis Lipsanotheca e do Apostolado das Relíquias no armário relicário localizado por detrás de um painel a óleo pintado pela autoria de Zinaida Loghin.

A imagem do painel reproduz a fotografia do jovem tirada em Santarém aquando da sua visita e encontro com o Presidente da Fundação Oureana em 2006.

A teca com a relíquia de São Carlos Acutis está exposta num relicário patrocinado pelo Prof. Moritz Hunzinger e oferecido à Regalis Lipsanotheca.

ORAÇÃO A SÃO CARLO ACUTIS

Ó Deus, nosso Pai,
Obrigado por nos teres dado Carlo,
modelo de vida para os jovens, e mensagem
de amor para todos. Tu fizeste com que
se apaixonasse pelo teu Filho Jesus, fazendo
da Eucaristia a sua “rodovia para o Céu”.
Tu lhe deste Maria, como mãe amadíssima,
e fizeste dele com o Rosário um cantor
da sua ternura. Aceita a sua oração por nós.
Olha especialmente para os pobres,
que ele amou e socorreu.
[Concede também a mim, pela sua intercessão,
a graça de que eu preciso…]
E torna plena a nossa alegria,
colocando Carlo entre os santos
da tua igreja universal, para que o seu sorriso
resplandeça ainda para nós
para a glória do teu nome.

Amen

Pater, Ave, Gloria

Imprimatur + Domenico Sorrentino
Bispo de Assis Nocera Umbra Gualdo Tadino Foligno

Fotos: Fundação Oureana

30 de Novembro de 2025

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Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas

Papa Leão XIV concede Jubileu extraordinário a organizações católicas portuguesas

Ourém, 7 de dezembro de 2025 – O Papa Leão XIV atendeu o pedido do Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedendo uma Bula de Indulgência Plenária através da Penitenciária Apostólica. O Jubileu assinala o 25.º aniversário do milagre que permitiu a canonização de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, os 25 anos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e os 30 anos da Fundação Histórico-Cultural Oureana e da sua Regalis Lipsanotheca. Terá início a 8 de dezembro de 2025 e prolongar-se-á até 6 de novembro de 2026.

O milagre de Ourém: Na noite de 7 para 8 de dezembro de 2000, Guilhermina de Jesus, Mestre Pasteleira em Ourém, recuperou a visão no olho esquerdo após uma grave queimadura causada por óleo a ferver, sofrida em 29 de setembro desse ano no Castelo de Ourém. A cura surgiu após uma novena ao Beato Nuno, iniciada a 6 de novembro, e ocorreu sem qualquer explicação médica. Investigada pelo Vaticano, foi reconhecida como o milagre decisivo para a canonização pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009 — tornando Nuno Álvares Pereira o oitavo santo português. O caso foi relatado por Carlos Evaristo, filho de Guilhermina e diretor da Fundação Oureana.

Período e condições: Para obter a indulgência plenária, os fiéis devem cumprir as condições habituais — confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa — e visitar um dos locais jubilares designados: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Vila Viçosa), o Mosteiro de Alcobaça (sede espiritual da Ordem de São Miguel desde 1171), a Regalis Lipsanotheca no Castelo de Ourém, ou as Igrejas Paroquiais de Nossa Senhora da Misericórdia (Ourém) e do Santo Condestável (Lisboa). Os fiéis devem ainda concluir com orações piedosas, incluindo o Pai-Nosso, o Credo e invocações à Virgem Maria, aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, e a São Nuno. A indulgência é aplicável às almas do Purgatório. Idosos, doentes e impossibilitados podem obtê-la mediante união espiritual às celebrações, oferecendo os seus sofrimentos a Deus.

Beneficiários: O decreto destina-se aos membros da Federação de Reais Irmandades e Ordens Dinásticas sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, à Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, à Real Confraria do Santo Condestável, à Fundação Oureana e ao Apostolado das Santas Relíquias, bem como a todos os fiéis que participem nas celebrações jubilares. A graça estende-se igualmente a idosos, doentes e seus cuidadores.

Contexto: Este Jubileu insere-se no Ano Santo 2025, proclamado pelo Papa Francisco através da bula “Spes non confundit” e iniciado a 24 de dezembro de 2024. Após a morte de Francisco em abril de 2025, o cardeal americano Robert Prevost foi eleito Papa a 8 de maio, tomando o nome Leão XIV, e tem dado continuidade às celebrações jubilares. São Nuno de Santa Maria (1360-1431), o Santo Condestável e herói de Aljubarrota, abandonou a glória militar e a riqueza para se fazer frade carmelita em Lisboa. O seu processo de canonização, iniciado logo após a morte, arrastou-se durante séculos até ser concluído graças ao milagre de Ourém.

7 de Dezembro de 2025

FONTE: Real Beira Litoral

https://www.pontoradar.com/artigos/papa-leao-xiv-concede-jubileu-extraordinario-a-organizacoes-catolicas-portuguesas/?fbclid=IwY2xjawOi_vxleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeKux_GiPuCHIm3xoyRMMgx6RS1M5QLylERDEy_sA5hhN06vHR4EKApGv5Cy8_aem_szPcKF9F2ACXXY732bICRA

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Papa Leão XIV concede Jubileu pelo 25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Nuno, o 25º Aniversário da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel e o 30º Aniversário da Fundação Oureana e sua Regalis Lipsanotheca

Sua Santidade o Papa Leão XIV, a pedido do Capelão Geral e Patrono Eclesiástico Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos CMF, concedeu uma Bula de Indulgência Plenária por ocasião do 25º aniversário do milagre para a Canonização de São Nuno (ocorrido na Paróquia de Ourém, a 8 de Dezembro de 2000), pelo 25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel e pelo 30º Aniversário da Fundação Oureana / 35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal (Regalis Lipsanotheca).

O Decreto destina-se:

– Aos Membros da Federação de Reais Irmandades Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa;

– Aos Irmãos da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;

– Aos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;

– Aos Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Santas Relíquias (I.C.H.R. – Regalis Lipsanotheca);

– Aos Fieis presentes nas Celebrações Jubilares;

– Aos Idosos e Doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves;

Concede um JUBILEU de 8 DE DEZEMBRO DE 2025 a 6 DE NOVEMBRO DE 2026

POR OCASIÃO DO

25º Aniversário do Milagre para a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira;

30º da Fundação Histórico – Cultural Oureana  (Fundação Para A Pesquisa Religiosa);

35º Aniversário do Apostolado de Relíquias Sagradas em Portugal;

25º Aniversário da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel;

25º Aniversário da Regalis Luipsanotheca.

LOCAIS DESIGNADOS NA PETIÇÃO

Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa; Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (Sede Espiritual da Ordem de São Miguel da Ala desde 1171); Regalis Lipsanotheca da Fundação Histórico-Cultural Oureana no Castelo de Ourém (Sede Espiritual da Real Confraria do Santo Condestável, do Apostolado de Relíquias I.C.H.R. e da Federação das Reais irmandades), Igrejas Paroquias de Nossa Senhora da Misericórdia de Ourém e do Santo Condestável em Lisboa e outros lugares de celebração escolhidos pela Cúria da Federação durante o Jubileu.

DECRETO

Prot. N.º 02892/2025-1299/25/1

(Tradução do Latim)

A PENITENCIARIA APOSTÓLICA, para aumentar a religião e a salvação das almas dos fiéis, em virtude das faculdades que lhe foram concedidas de modo muito especial pelo Santíssimo em Cristo, Pai e Nosso Senhor, Dom LEÃO XIV, Por Divina Providência, Papa, Ministro da nossa Fé e Alegria, Atento ao pedido recentemente feito por Sua Excelência o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., Bispo Emérito da ilha de São Tomé e Príncipe, que voluntariamente intercede pela; Federação das Reais Confrarias e das Ordens Dinásticas Sob o Alto Patrocínio da Casa Real de Portugal, juntamente com os Irmãos da Federação das Reais Irmandades da Ordem do Arcanjo São Miguel; os Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira; os Membros da Fundação Histórico – Cultural Oureana e do Apostolado das Sagradas Relíquias, Por ocasião das celebrações especiais que se realizarão de 8 de Dezembro de 2025 a 6 de Novembro de 2026, em particular os Jubileus pertinentes à referida Federação, pela imensa Misericórdia de Deus e pelos tesouros celestiais da Igreja,  Concede graciosamente uma Indulgência Plenária, a ser obtida nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos membros e fiéis cristãos que estejam verdadeiramente penitentes e compelidos pela caridade, a qual poderão também aplicar às almas dos fiéis detidos no Purgatório, por sufrágio, se, unidos de coração aos fins espirituais do Jubileu Ordinário do ano de 2025, visitarem qualquer templo jubilar devidamente determinado em forma de peregrinação e aí participarem devotamente dos ritos jubilares e circunstâncias especiais, como as mencionadas nas cartas de súplica já apresentadas, ou pelo menos, durante um período de tempo adequado, dedicam-se a reflexões piedosas, orações ou outras obras de piedade cristã para glória de Deus e pela paz e harmonia dos povos, dirigem orações piedosas a Deus contra as aberrações de hoje, concluindo com a Oração do Senhor, o Credo da Fé e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, Mãe da Misericórdia, aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira. Os idosos, os doentes, bem como aqueles que cuidam deles e todos aqueles que não podem sair de casa por motivos graves, poderão obter uma indulgência plenária, tendo concebido a detestação de cada pecado e a intenção de conceder, quando possível, as três condições habituais, se se tiverem unido espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo as suas orações e as suas dores ou os inconvenientes das suas próprias vidas a Deus misericordioso, consolando-se nas suas tribulações. Por conseguinte, para que o acesso ao perdão divino pelas chaves da Igreja seja facilitado para a caridade pastoral, esta Penitenciária solicita encarecidamente que os sacerdotes dotados das faculdades apropriadas para receberem confissões, com espírito pronto, generoso e misericordioso, se apresentem para a celebração da Penitência.

O presente será válido apenas para esta ocasião.

Sem prejuízo de quem agir de outra forma.

Dado em Roma, nas instalações da Penitenciária Apostólica, no dia 8 de Dezembro, na Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, no ano da Encarnação do Senhor de 2005.

Por ordem do Emmi

+ Christophorus Forephus Nytiel

Bispo Tit. Velicuri, Regente

Oficial

7 de Dezembro de 2025

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CONFRARIAS CELEBRAM FESTA DE SÃO NUNO NO SANTUÁRIO DA PADROEIRA EM VILA VIÇOSA

A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Real Confraria do Santo Condestável juntaram-se no passado dia 6 de Novembro, no Santuário da Padroeira em Vila Viçosa, para celebrarem a festa litúrgica de São Frei Nuno de Santa Maria, mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.

O Santuário onde se venera a imagem de Nossa Senhora da Conceição mandada esculpir na Inglaterra pelo próprio Santo Condestável, e onde a Virgem Santa Maria foi proclamada Rainha e Padroeira de Portugal em 1646, recebeu os devotos de São Nuno pelas 18:00 horas para a recitação do terço do rosário.

 Meia hora mais tarde, teve início a Missa Solene celebrada pelo Cónego Francisco Couto, Reitor do Santuário e Capelão das Reais Confrarias. Durante a homília, o Padre  Couto começou por relembrar que São Nuno “é fundador da Casa Real de Bragança” e “suas virtudes e modelo de vida continuam a inspirar os membros da Confraria que o honra, da Ordem que o louva, dos Escuteiros  que o têm como Patrono como também do fiel e so leigo e da Igreja que o faz Santo e o coloca à veneração de todos.”

Excertos da Homilia do Reitor

O Reitor disse ainda que; “hoje temos a graça de ter diante de nós uma pequena relíquia bem como a miraculada, de há 25 anos, que possibilitou a sua canonização e que celebra conosco a nossa Eucaristia hoje.“

“Como é belo quando a Igreja se constroi, quando o coração está aberto a aceitar às maravilhas de Deus!  São Nuno é exemplo disso mesmo. Um homem apaixonado por Deus, por Maria e pela Eucaristia. Um homem também apaixonado pelo seu pais, que defendeu os valores da pátria, os valores Cristãos, mas também os valores humanos distribuindo pelos seus amigos a grande parte dos seus bens. Isto manifesta o cuidado por aqueles que o acompanham na vida. Não é igoista nem guarda o seu valor e a sua existência para si proprio. Mas sabe que o que tem e o que é vem de Jesus e é para partilhar com o irmão. É por isso que provavelmente nascem as Ordens, as Confrarias, que nascem os grupos que olham para ele como modelo para que possamos viver na mesma maneiro. Não simplesmente para relembrar uma história, mas para continuar a história em curso…

São Nuno não é simplesmente uma miragem de um homem de outros tempos. É um homem de hoje que precisa que tu e eu o incarnemos. É um homem que bate à porta e pergunta; “Quem tens sido tu?, Como tens vivido o teu ser Cristão? Como tens vivido a tua vida? e Que valor tens dado aos teus bens e aos teus dons? “

 “São Nuno foi um homem que de acordo com o evangelho renunciou a todos os bens para se tornar discípulo de Cristo. Ninguém pode ser santo sem a caridade e sem o exercício da caridade. E não é porque Nossa Senhora lhe apareceu, porque Nossa Senhora apareceu a muita gente que não mudaram de vida! Jesus aparece-nos em cada Eucaristia, e nós continuamos sem transformar a nossa própria vida e a nossa própria existência. Sem nos transformarmos naquilo que recebemos. A caridade é o ponto chave do encontro com Deus porque é a coisa que não passa no momento de encontrarmos com o Criador. A Fé e a esperança desaparecerão…”

“Viveu os seus últimos dias de existência arrastando-se pelas ruas pedindo para aqueles que estavam no convento… Quem diria que o homem mais rico de Portugal se tornaria no homem mais rico para Deus? E onde assentamos nós os nossos valores? Que caminho fazemos nós com esses modelos que nos são dados?

“Diz a leitura de hoje; Nós celebramos os louvores dos homens ilustres, São homens gloriosos e poderosos, sim, mas pela caridade, pelo seu amor, pela sua entrega e sobretudo pela sua verdade…”

“Onde e como honramos São Nuno? Na defesa da pátria e dos valores Cristãos. Na Eucaristia, na paixão por Maria, Eis o desafio que São Nuno nos coloca. De seres Santo. É essa a tarefa de cada um de nós pois somos chamados por Deus à Santidade. Sedes Santos como o vosso Pai no Céu é Santo, e sedes perfeito como o vosso Pai no Céu é perfeito,  diz o próprio Jesus.

Que São Nuno nos ajude a cuidar daquilo a que fomos chamados. Da Missão da qual Deus nos encarregou. Talves não seja de fazer tantas coisas como o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus que viveu fechada num convento mas é padroeira das missões! Porque a sua vida se tornou na oração e no encontro com a verdade que é Deus. Na sua própria verdade interior. Que São Nuno nos ajude hoje a sermos Santos e a ser Igreja. A cuidarmos dos outros e de nós próprios.”

Presente na cerimónias esteve o busto relicário de São Nuno, o mesmo que foi levado a Roma em 2009 pela Canonização. Também presente esteve um relicário de pé com uma relíquia do Santo Condestável distribuída pela Ordem do Carmo em 1961 e com a qual o Reitor deu a bênção final a todos presentes.

Investidura de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável

Depois da Missa e com os Confrades reunidos diante do Altar de Nossa Senhora do Carmo, realizaram-se as investiduras de novos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável.

Após benzer os escapulários de Nossa Senhora do Monte Carmelo o Capelão da Real Confraria investiu os três novos confrades com a imposição do escapulário e uma bênção invocativa de Nossa Senhora e de São Nuno.

Investidos como Confrades foram Josephine Nobisso, Eunice Maria Rodrigues Costa e João Paulo da Cruz Teixeira Barradas.

Jantar de Convívio

Seguidamente houve um jantar de convívio servido no refeitório do Seminário de São José.

Para Fernando Pinto, Juiz das Confrarias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição fundadas por São Nuno e  sedeadas no Santuário; “Num tempo de encruzilhadas e enormes desafios para a humanidade, que São Nuno de Santa Maria nos inspire, apontando o caminho do Céu, com a força imbatível de Maria, Senhora da Conceição, nossa Mãe e Rainha.”

A Eucaristia Dominical de dia 9 de Novembro terá início pelas 10:00 horas, no Santuário da Padroeira e com transmissão pela TVI. 

Texto e Fotos: Real Confraria do Santo Condestável

6 de Novembro de 2025

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Fundação Oureana celebra 30 anos da sua criação e 55 anos do “Restaurante Medieval” com 150 convidados vindos de 25 países

150 convidados vindos de 25 países congregaram no Castelo de Ourém, no passado dia 26 de Setembro, para celebrarem os 30 anos da Fundação Oureana e os 55 anos do seu icónico Restaurante Medieval.

Segundo o Presidente da Direção e Cofundador, Dr. Carlos Evaristo; “Como as celebrações dos 25 e 50 anos do Restaurante Medieval, em 1995 e 2020, realizadas em parceria com a Câmara Municipal, tiveram concertos gratuitos para o público com vários artistas de renome, exposições e sardinhada, decidiu-se que os festejos deste ano fossem de carácter mais privado e por convite para se poder congregar a grande família de Patronos, Benfeitores, Subsidiários e Parceiros Protocolares.”

Alto Patronato

As celebrações deste ano contaram com a presença, não só do Patrono de longa data da Fundação; D. Duarte, Duque de Bragança e Conde de Ourém, mas também de seu filho; D. Afonso, Príncipe da Beira e de Don Cristóbal Colón XX, Duque de Verágua e Grande de Espanha (descendente directo do Navegador Colombo). O Duque de Verágua esteve acompanhado de Don Manuel Pardo de Vera e Don Manuel Ladrón De Guevara e Isasa, sendo os três Nobres, os representantes Real Asociación de Hidalgos de España.

Tal como na inauguração do Programa Medieval em 1970, estiveram também presentes nos festejos, vários Prelados e membros do clero; Capelães honorários da Fundação vindos de várias partes do mundo.

O Patrono Arcebispo Castrense D. Timothy Broglio, Presidente da Conferência Episcopal Norte Americana, por sua vez convidou seu amigo, o Senhor Patriarca de Lisboa D. Rui Valério, natural de Ourém a estar também presente nesse dia.

Memorial à Peregrinação do Ano Santo Jubilar 2025

Na Regalis Lipsanotheca, Capela de Relíquias da Fundação, o Arcebispo Castrense benzeu um memorial com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e dos trés Pastorinhos, um memorial comemorativo da Peregrinação Internacional dos Parceiros Protocolares a Fátima neste Ano Santo Jubilar.

O Memorial da peregrinação foi patrocinado pela Bezines Group LLC e a American Association of Knights and Dames of the Portuguese Royal House. (Ver artigo)

Reinauguração da Botica de São João

Seguidamente, os convidados subiram até ao Paço dos Condes, descendo logo depois para o Largo John Haffert, localizado nas Portas de Santarém, onde foi reinaugurada a Botica de São João, uma farmácia reconstruída em 2000 cuja fundação é popularmente atribuída a São Nuno. (Ver artigo)

Memorial ao Colombo

Depois da visita guiada à botica pelo criador do mesmo; Carlos Evaristo, os convidados foram encaminhados para o Restaurante Medieval onde logo se inaugurou um Memorial ao Colombo que segundo Carlos Evaristo,  pretende; “homenagear meu compadre John Haffert e o seu principal colaborador; o Prof. Dr. Augusto Mascarenhas Barreto, as duas figuras que de facto criaram o Programa Medieval.”

“Foi graças à figura do Colombo”, explicou Evaristo, “que se juntaram estes dois grande homens. Daí a ideia da criação de um Memorial ao Colombo que juntasse estas duas figuras mas que também se prestasse homenagem àqueles que durante séculos estudaram os enigmas do Navegador uma vez que agora através do estudo do ADN, pelo menos já se concluiu que o mesmo era Ibérico e Judeu Sefardita e não Italiano.” (Ver artigo)

Para Evaristo “O facto de John Haffert ter conseguido, durante mais de 50 anos, trazer pessoas de todo o mundo a Fátima e ao Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, é algo extraordinário. Faz relembrar os tempos em que o IV Conde de Ourém, D. Afonso, congregava no seu Paço convidados vindos de toda a Europa, falando-se sete línguas”.

Deste vez sentaram-se ao Banquete dos Reis convidados da Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Macau, Malta, México, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Ucrânia, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.

No Salão foi especialmente exposto para esta ocasião um conjunto de artefatos relacionados com John Haffert e Barreto, e entre eles, o prémio em cobre em forma de pinha atribuído pela Zona de Turismo Rota do Sol em 1979 oferecido à Fundação pelo Presidente do Exército Azul dos EUA Dave Carollo e a sua placa de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a primeira e única Ordem que recebeu em vida. 

Também exposto estavam livros e objetos de Mascarenhas Barreto como um dos seus celebres cachimbos e um chapéu oferecidos pelo seu filho Paulo Barreto presente no evento com a esposa, irmão, cunhada e sobrinha. 

Sete manequins espalhados pelo salão foram vestidos com os fatos dos chamados Espíritos do Castelo, um programa de teatro que durante 50 anos foi visto no Restaurante Medieval por cerca de 4 milhões de pessoas. Esses fatos., tal como a mobília e decorações do salão, incluindo as tapeçarias e armas foram desenhados pelo punho de Mascarenhas Barreto um dos diretores da RTP à época.

Assinatura de Protocolos

Já no final das celebrações teve lugar uma Sessão Solene em que foi celebrado mais dois protocolos de colaboração; um entre a Fundação e a Real Asociación de Hidálgos de Espanha e o outro entre a Fundação e o Grupo Bezines LLCD.

Seguiu-se depois a entrega de várias distinções em nome de diversas associações e entre elas, condecorações de mérito entregues pelo Senhor Arcebispo Broglio, pelo Senhor D. Duarte e o Senhor D. Afonso de Bragança, pelo Don Manuel Pardo de la Vera e por João Teixeira. (Ver artigo)

A noite terminou com um reconhimento por parte do Executivo da Fundação de duas pessoas que tiveram presentes no Banquete Inaugural há 55 anos, nomeadamente; o Sr. Augusto Pereira Gonçalves, membro dos corpos diretivos da Fundação e Armando Mendes. 

Augusto Gonçalves tornou-se no primeiro funcionário da firma Castelos de Portugal Turismo Lda. , o Cavaleiro treinado por Mascarenhas Barreto e Armando Mendes tinha 17 anos quando foi convidado a participar no Banquete Inaugural. 

Numa foto deste dia histórico exposta no Salão pode-se ver John Haffert erguendo uma taça num brinde, tendo à direita o Senhor Albino Frazão, bancário e fundador da Agencia Verde Pino e  seguidamente Mendes foi ter sido o Hotel de Fatima, da sua família, que forneceu o catering daquele histórico banquete.

Antes de terminar o Banquete o Padre Don Carlo Cecchin, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação agradeceu a presença de todos e especialmente dos Patronos Reais, Ducais e Episcopais e depois deu a todos a sua bênção.

Durante o evento todo o trabalho oficial de recolha de imagens esteve a cargo de José Alves, Director de Comunicação da Fundação Histórico – Cultural Oureana.

26 de Setembro de 2025

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Pintura oferecida pelo Duque de Bragança e Real Irmandade à Abadia de Casamari, é testemunho de Fé e Coragem do Artista

A Abadia Cisterciense de Casamari, sede espiritual na Itália da Real Irmandade do Arcanjo São Miguel, recebeu hoje, uma tela representando a “Deposição da Cruz”. A obra doada ao Mosteiro histórico em nome de Sua Alteza Real Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, e da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel será um legado do artista plástico que luta desde a infância contra uma doença incapacitante.

O quadro a óleo oferecido à Comunidade de Monges é da autoria do artista plástico e membro da Ordem Dinástica; Michael Lemma, que diz se ter inspirado na famosa representação do tema do Mestre Caravaggio.

A vida do jovem Michael Lemma é marcada por uma longa doença enfrentada desde a infância. São 28 anos de sofrimento, hospitalizações, operações e tratamentos oncológicos, dores que Michael soube transformar em arte e testemunho de fé.

Com os seus desenhos, levou conforto a muitas crianças doentes, criando retratos e distribuindo sorrisos. Hoje, apesar da doença , é Ministro Extraordinário da Eucaristia e desempenha o seu serviço levando a comunhão aos doentes no hospital e em suas casas.

A cerimónia de entrega da obra foi realizada esta manhã na esplêndida Abadia de Casamari.

Na placa comemorativa da entrega consta para além do título da obra e nome do artista, o facto de que foi doada ao mosteiro por Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa e Grão-Mestre das Ordens Dinásticas.

Em representação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel Arcanjo, esteve o Delegado Cav. Grã-Cruz com Colar da RISMA Dr. Angelo Musa, recebido pelo Abade de Casamari, Reverendíssimo Padre Loreto Camilli, Capelão-Mor da Real Irmandade para Itália, e pelo Padre Pierdomenico Volpi, Capelão e Guia Espiritual da mesma Irmandade. Presente para o acto de entrega estiveram alguns irmãos e membros da Real Irmandade e Ordem de São Miguel Arcanjo.

Durante a cerimónia foi lida pelo Delegado RISMA uma mensagem oficial enviada por D. Duarte, que quis com este gesto manifestar profunda gratidão ao Abade pelo acolhimento reservado aos membros da Real Irmandade e pela disponibilidade para os receber regularmente em oração no interior da histórica Abadia. A mensagem incidiu também sobre a importância simbólica da obra doada, como sinal de devoção, arte e esperança. “Com grande alegria – escreveu Dom Duarte – entrego-vos, como homenagem à presença da vossa comunidade, a obra dedicada a Caravaggio ‘Deposição da Cruz’, criada pelo artista irmão Michael Lemma. Agradeço do fundo do coração a Michael por este presente, que escolhi deixar à Abadia, certo de que enriquecerá a devoção e a experiência espiritual dos muitos visitantes e peregrinos que honram Casamari com a sua presença.”

“A sua história – continua o Duque de Bragança – é uma luz: a doença, ao tirar tanto, dá tanto moralmente. Um apelo a viver cada dia com consciência, humildade e esperança, deixando uma promessa de vida no coração de quem encontramos.”

A Abadia de Casamari, lugar de oração, espiritualidade e arte, acolhe agora esta preciosa obra como sinal tangível de uma profunda união entre a fé, a beleza e o testemunho cristão. A Comunidade Monástica Cisterciense acolheu a tela que ficará em permanência, tornando-a visível aos fiéis, peregrinos e amantes da arte sacra.

27 de Junho de 2025

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Príncipe da Beira investido “Mordomo-Mor” da Real Irmandade de Santa Joana Princesa em Aveiro

O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria de Herédia e Bragança, esteve em Aveiro para participar na Festa anual de Santa Joana Princesa, tendo sido investido Mordomo – Mor da Real Irmandade da mesma soberana invocação, uma distinção honorífica criada para os Príncipes Reais em 1877.

O programa da Festa começou às 9.15 horas, do dia 2 de Maio na Igreja de Jesus, hoje Museu de Aveiro, onde teve lugar o compromisso de três “Cavaleiros” e seis “Aias” e a Investidura de dez “Irmãos Tradicionais” e cinco “Irmãos de Carreira”.

D. João Evangelista de Lima Vidal

Investidos também foram três “Irmãos Honorários”, todos a título póstumo, nomeadamente; o Arcebispo-Bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal, a quem, segundo a instituição, «se deve o reacender do Culto a Santa Joana Princesa em Aveiro na época contemporânea»;

António Gomes da Rocha Madahil

António Gomes da Rocha Madahil, que se distinguiu como «o mais importante investigador Joanino no século XX»; e Manuel da Costa Freitas (“Necas do Museu”), «extraordinário devoto de Santa Joana, a quem a Irmandade e o Museu de Avei­ro muito devem».

A Real Irmandade tem também as categorias de Cavaleiros, Infantes, Escudeiros, Açafatas, Leais Conselheiros, Damas e Donzelas este ano volta a ter um Mordomo-Mor na pessoa de D. Afonso de Santa Maria de Bragança, Príncipe da Beira.

Na intervenção de acolhimento o Provedor da Real Irmandade, o Dr. Nuno Gonçalo da Paula explicou que a investidura do Príncipe da Beira, como Mordomo, vem no seguimento da presença de vários reis, príncipes, infantes e parentes da família real que se tornaram membros desta Real Irmandade, uma Irmandade que continua a ser agraciada com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa.

Para Carlos Evaristo, Presidente da Direcção da Fundação Oureana, e Irmão de Honra da Real Irmandade de Santa Joana Princesa; “não há dúvida que esta é uma das Irmandades mais importantes e mais queridas de Portugal e que se dedica, desde o Século XIX, a zelar e difundir o Culto à Infanta Santa Joana depois da extinção das Ordens Religiosas”.

Foi em 1905, precisamente há 120 anos, que outro Príncipe Real, D. Luiz Filipe de Bragança, Príncipe da Beira, era investido como Mordomo., ele que viria a sofrer o martírio, tal com seu pai, o Rei D. Carlos, no trágico dia 1 de Fevereiro de 1908.

Para Evaristo, Perito em iconografia sacra e Relíquias; “as armas da Real Irmandade, que foram as de Santa Joana Princesa, estão bipartidas com o escudo de Infanta da Casa Real, as Armas de Portugal, e a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, simbolizando assim, uma missão de vida a defender os valores Cristãos de Portugal até à morte, oferecendo o sofrimento pessoal pela conversão dos pecadores, tal como pediu Nossa Senhora em Fátima.”

Consciente desse compromisso com a pátria e com a Real Irmandade da qual foram Juízes Perpétuos os Reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II e à qual pertencem os Senhores Duques de Bragança e a Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, aceitou por devoção particular para com a Santa Joana Princesa, o título de Mordomo da Real Irmandade tendo sido investido com Manto, Insígnias e Vara pelo Senhor Bispo de Aveiro D. António Manuel Moiteiro Ramos.

Juntamente com o Príncipe da Beira foram investidos como Irmãos, Cavaleiros e Aias de Santa Joana Princesa vários outros devotos e ainda alguns benfeitores da Real Irmandade a título póstumo.

Palavras de Sua Alteza Real D. Afonso, Príncipe da Beira, depois de ser investido como Mordomo da Real Irmandade de Santa Joana Princesa:

“Caríssimo Senhor Bispo,

Caríssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro,

Caríssimo Senhor Provedor da Real Irmandade, Irmãos e devotos da Infanta Santa Joana Princesa,

É com enorme honra e alegria que me junto a todos vós na celebração das Festas de Santa Joana, aceitando com humildade o cargo de Mordomo da Real Irmandade.

A presença da Família Real em Aveiro remonta ao século 15, com a vinda da Princesa Santa Joana para o Mosteiro, e mantém-se viva na fé dos que aqui a invocam.

Quero também agradecer à Diocese, à Irmandade e ao Município pelo seu empenho na preservação do culto, do mosteiro, do túmulo e das relíquias de Santa Joana.

Termino por dizer que a partir de hoje, assumo igualmente o compromisso, na qualidade de Mordomo da Real Irmandade, com o firme propósito de promover e divulgar o legado de Santa Joana entre os portugueses e especialmente entre os mais jovens.

Muito obrigado.”

D. Afonso de Bragança

No fim das investiduras formou-se um Cortejo Litúrgico para acompanhar as imagens da Infanta Santa e de São Domingos, Patrono do Mosteiro, para a Sé-Catedral de Aveiro, local onde D. António Manuel celebrou a Missa Solene da Festa com mais de uma dúzia de sacerdotes a concelebrar incluindo o Postulador da Causa de Santa Joana.

Durante a homilia o Bispo de Aveiro relatou a experiência de vida do novo Papa Leão XIV vida repleta de valores que parecem espelhar as virtudes vividas pela Padroeira de Aveiro cuja Canonização se espera para breve. D. António Manuel disse ainda que o modelo de santidade de Santa Joana merece Culto Universal e não só no local onde viveu, como é próprio dos Santos com o estatuto de Beato.

Depois da Santa Missa o cortejo litúrgico seguiu até ao túmulo da Beata no Claustro do antigo Mosteiro das religiosas Dominicanas onde o clero entoou o hino de Santa Joana.

Foi depois oferecido ao Príncipe da Beira acompanhado do Presidente da Fundação Oureana, uma especial visita guiada pelo Coordenador da CDBCIA, Dr. Eduardo Domingues e o Coordenador da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja, o Revº Padre Gustavo André da Silva Fernandes.

A primeira parte da visita foi ao antigo Mosteiro Dominicano onde se podem contemplar as muitas obras de arte sacra, algumas do tempo da Santa Joana, e ainda, o seu magnífico túmulo.

Depois, no Museu Municipal foram explicadas muitas peças da colecção do antigo mosteiro e ainda, os belíssimos relicários.

Segou-se uma visita à exposição “A Escrita de um Ícone” organizada pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja de Aveiro (CDBCIA).

Na exposição são apresentadas cerca de meia centena de peças que abarcam um arco temporal de séculos e ajudam a compreender como a tradição da escrita de ícones (ou seja, a pintura) se difundiu pela Europa.

Segundo Eduardo Domingues esta arte nobre, teológica e espiritual ainda tem, na atualidade, os seus cultores. A exposição dá a conhecer a pintura altamente simbólica dos ícones, e apresenta uma colecção distribuída por três núcleos; as representações de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos.

Neste tipo de pintura caraterizada pela abordagem simbólica, pela esquematização formal e pela ênfase colocada na espiritualidade

Para Eduardo Domingues; “Esta exposição permite aos aveirenses, crentes e não crentes, uma aproximação ao sagrado, dando a conhecer o seu simbolismo e a tradição, não só pelo seu aspeto pictórico, mas também por todo o tempo de preparação espiritual e dos materiais utilizados, relação que se funde entre o escritor e a obra.”

No final da visita à exposição os responsáveis pela mesma oferecerem aos convidados exemplares da revista INVENIRE.

A visita guiada terminou com uma visita a recém restaurada Sé-Catedral de Aveiro que também guarda muitos tesouros centenários da Igreja e da presença da Ordem de Pregadores.

À Delegação da Casa Real também foram oferecidos pelo Provedor da Real Irmandade livros sobre a Real Irmandade de Santa Joana Princesa e o Culto de Santa Joana Princesa em Aveiro da autoria de Amaro Neves e de Nuno Gonçalo da Paula.

Já pela tarde, e depois do almoço, teve lugar às 16 horas, a Magna Procissão de Santa Joana Princesa com as imagens da Santa e suas Relíquias Insignes a percorrerem as ruas da Cidade de Aveiro, desde a Sé até ao Mosteiro.

Numa das varas do pálio, a chamada “Vara do Rei” esteve o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira cumprindo assim tradição dos Mordomos Régios antecessores da Real Irmandade.

Em moldes idênticos aos de anos anteriores, a procissão em honra de Santa Joana atraiu uma verdadeira multidão à cidade de Aveiro passando pela Rua Batalhão Caçadores Dez, Rua Nascimen­to Leitão, Rua de Coimbra, Pra­ça Humberto Delgado, Rua de José Estêvão, Largo da Apresentação, Praça 14 de Julho, Rua Domingos Carrancho, Praças Melo Frei­tas e Humberto Delgado, Rua Clu­be dos Galitos, Rua Belém do Pará, Rua Gusta­vo Ferreira Pinto Basto, Praça Marquês de Pombal, Avenida de Santa Joa­na, e recolhendo depois à Igre­ja de Jesus – Museu de Aveiro.

12 de Maio de 2025

Texto e Fotos: Fundação Oureana e Real Irmandade de Santa Joana Princesa

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Protocolo assinado “visa o culto de Nossa Senhora e recuperar este Santuário que tanto necessita”, diz Juiz da Régia Confraria

Durante a Peregrinação das Ordens Dinásticas, que decorreu no passado sábado 28 de setembro, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa, teve lugar também a assinatura de um protocolo entre a Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição e a as Fundações Oureana e D. Manuel II.

Aos microfones da  Rádio Campanário, presente na cerimónia, Fernando Pinto (Juiz da Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição) explica que “este protocolo visa recuperar algumas das partes deste edifício que tanto necessitam”.

Fernando Pinto relembra que “na minha tomada de posso referi que tentaríamos que os mecenas viessem ter connosco”, acrescentando que “basicamente é o que está a acontecer, das conversas que já tivemos espero que outros donativos venham, tornando assim possível recuperar todo este património”.

“Procuramos um entendimento em relação ao culto de Nossa Senhora”
Fernando Pinto

O Juiz explica então que o protocolo “assinado entre a Régia, a Real e as Fundações Oureana e D. Manuel II visa criar um entendimento em relação ao culto de Nossa Senhora, e requalificar” o Santuário da Padroeira de Portugal.

Fernando Pinto considera que “futuramente existirão outros protocolos com outros fins”, lembrando que “hoje foram entregues cerca de 2 mil euros de donativo”.

Relativamente a esta missão que abraçou recentemente, Fernando Pinto diz-nos que “temos vindo a transmitir aquilo que realmente é necessário fazer por este Santuário”, justificando de seguida que “o importante é mante-lo e não permitir que se degrade mais”.

30 de Setembro de 2019

Fonte: https://www.radiocampanario.com/protocolo/

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