MUNICÍPIO DE OURÉM E FUNDAÇÃO OUREANA RENOVAM PROTOCOLO 25 ANOS DEPOIS DA ASSINATURA DO PRIMEIRO ACORDO DE PARCERIA E COOPERAÇÃO

João Moura, Dom Duarte de Bragança, Luís Albuquerque e Carlos Evaristo

O Município de Ourém e a Fundação Histórico-Cultural Oureana renovaram Protocolo de acordo de parceria e cooperação, numa cerimónia formal realizada no Auditório Cultural dos Paços do Concelho.

O documento foi assinado por Luís Miguel Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, e Carlos Evaristo, Presidente do Conselho Executivo da Fundação, precisamente no ano em que se celebra o 25.º aniversário desde a assinatura do primeiro acordo de cooperação entre Município e Fundação Oureana.

Utilizada na cerimónia foi a mesma toalha amarela de John Haffert que cobria a Mesa onde foi assinado o 1º Protocolo em 1995.

12 de Agosto de 1995

Testemunharam o acto o Presidente da Assembleia Municipal João Moura e o Duque de Bragança e Conde de Ourém.

https://www.facebook.com/soutariatv/videos/645310816397621/
Video de José Alves – Soutaria TV

26 de Setembro de 2020

FOTOS: Município de Ourém

FONTE: https://www.facebook.com/municipiodeourem/posts/4585061408234356

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Medalhistica Lusatenas cria Medalha Comemorativa “Amália Rodrigues, Rainha do Fado” a ser atribuída como Prémio das Fundações Oureana e D. Manuel II.

António Ribeiro da Medalhística Lusatenas

A Fundação Oureana deliberou mandar cunhar uma medalha em bronze para assinalar as comemorações deste ano, nomeadamente o 25º Aniversário da sua criação, o 25º do seu Instituto Amália Rodrigues Rainha do Fado e o 100º do Nascimento da sua Madrinha.

A Medalhística escolhida para execução deste trabalho foi mais uma vez a reconhecida firma Lusatenas com Sede em Coimbra e com quem a Fundação já realizou vários trabalhos ao longo dos anos.

A firma que é conhecida por primar pela qualidade medalhística foi criada há quase 50 anos pelo falecido Mestre Fernando Simões Ribeiro e é continuada hoje pelo filho, António Ribeiro.

A Medalha Comemorativa desenhada por Carlos Evaristo, tem uma forma rectangular invulgar para medalhas de bronze e de uma face apresenta o logótipo da Fundação Amália Rodrigues à qual se presta homenagem na pessoa da falecida Madrinha da Fundação, com seu rosto estilizado, o autografo e a referência ao Centenário.

António Ribeiro da Medalhística Lusatenas

No verso está reproduzido o brasão de armas da Fundação Oureana e o logo do seu Departamento “Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado” que comemoram 25 anos e ainda o logo da Fundação D Manuel II que na pessoa de D. Duarte de Bragança, conde de Ourém, confere o Alto Patrocínio à Medalha cuja tiragem está limitada a 100 exemplares.

Dom Duarte de Bragança com a 1ª Medalha

A Medalha Amália Rodrigues, Rainha do Fado será conferida somente a 100 pessoas sob forma de prémio de mérito durante o Centenário do Nascimento da saudosa Fadista e no âmbito do aniversário da Fundação e seu Instituto.

A Medalha uma vez atribuída virá acompanhada de um diploma no qual se pode ler:

A Fundação Histórico – Cultural Oureana Atravès do Departamento “Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado” em Comemoração do 25.o Aniversário da sua instituição e no Centenário de Nascimento da sua Madrinha, Por este meio institui, em Parceria com a Fundação D. Manuel II a Medalha Comemorativa “Amália Rodrigues, Rainha do Fado”
Que será Conferida a ________________________ Em Reconhecimento de Mérito, Contribuição para o Enriquecimento da Cultura Portuguesa
e Divulgação e Preservação da Memória e Feitos de Amália da Piedade Rodrigues.”

A primeira Medalha será conferida à Fundação Amália Rodrigues.

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Questões Nacionais: FALECEU FERNANDO RIBEIRO – UM DOS NOSSOS.
O Falecido Mestre Fernando Simões Ribeiro , Fundador da Lusatenas

26 de Setembro de 2020

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Príncipes da Hungria visitam Fátima e Ourém pelo 100º da Ordem de Vitez

Teve lugar no dia 26 de Setembro de 2020 a Peregrinação ao Santuário de Fátima da Ordem de Vitéz (Vitézi Rend em Húngaro), uma Ordem de Mérito Húngara fundada em 1920 e que foi concedida como honra Estatal entre 1920 a 1944, sendo hoje uma Ordem de Mérito conferida Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Húngara.

A Peregrinação que assinala os 100 anos da criação da Ordem de Vitez teve também como objectivo a criação de uma nova Delegação, dedicada a Santo Estêvão e que se destina a para membros Ibéricos ou ligados às Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa.

Liderada pelo Capitão Geral da Ordem S.A.I.R. o Arquiduque da Austria Joseph Károly acompahnado de sua mulher a Arquiduesa e Princesa Margarete, a Peregrinação teve início às 9:30 horas com a Recitação do Santíssimo Rosário à Bem-Aventurada Virgem Maria na Via-Sacra Hungria até ao Calvário, onde, pelas 10:00 horas houve a Bênção da Bandeira da nova Delegação e as Insígnias dos Membros com Prestação de Juramento.

A Investidura de novos membros da Vitézi Rend foi feita com a imposição de uma espada no ombro de cada candidato pelo Capitão General que pronunciava o nome de cada Cavaleiro seguido das palavras: “In Hoc Signo Vinces”

A espada usada nesta cerimónia foi uma réplica da espada de Corte de D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável e III Conde de Ourém da qual também é descendente o Arquiduque.

Já no interior da Capela de Santo Estêvão onde só foi permitida a entrada da Chefia local da Ordem, teve lugar uma Oração do Centenário de Consagração a Nossa Senhora de Fátima recitada pelo Capitão Geral em nome de todos os membros seguido de uma Oração a Santo Estêvão, Rei da Hungria pela protecção da Nação e dos Povos Húngaros recitada pelo Protector Eclesiástico que presidiu às cerimónias, Sua Exª Revmaª o Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos.

Pelas 10:30 horas teve lugar a Consagração dos Cavaleiros a São Miguel Arcanjo seguido da visita dos Príncipes à Loca do Cabeço, local das Aparições do Anjo de Portugal e da Paz em 1916.

A Avé Maria foi cantada pelo Cantor de Opera Suíço Bruno von Nunlist cujo avô foi Comandante da Guarda Suiça Pontifícia durante o Pontificado de três Papas.

(Fotos e Video: José Alves – Soutaria TV)

Peregrinação e Investiduras da Delegação de Santo Estêvão em Fátima

Investitures held at King Saint Stephen's Hungarian Chapel in Valinhos, Aljustrel, Fátima, Portugal. (Video Courtesy José Alves)

Publicado por Ordem de Vitéz ou Vitézi Rend – Delegação Santo Estevão, Fátima, Portugal em Quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O último acto religioso da Peregrinação no local ligado ao povo Húngaro foi a Recitação do Ângelus e visita aos Valinhos com oração pelo para repouso das Almas de todos os Capitães-Gerais e Membros falecidos.

Já no Castelo de Ourém, pelas 11:30 horas decorreu uma Missa Solene de Acção de Graças com S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança, Conde de Ourém também a assistir.

https://www.facebook.com/soutariatv/videos/770012037170461
(Video: José Alves – Soutaria TV)

Ao 12:30 teve lugar um Banquete de Gala no Restaurante Medieval da Fundação Oureana com o Corte de um bolo aniversário decorado com as Armas da Ordem de Vitez.

The Ceremony of the cutting of the Vitezi Rend 100th Anniversary Cake. (Video by Staff Photographer José Alves)

HRH the Duke of Bragança leads the cheer "Viva a Hungria"" at the Ceremony of the cutting of the Vitezi Rend 100th Anniversary Cake. (Video by Staff Photographer José Alves)

Publicado por Ordem de Vitéz ou Vitézi Rend – Delegação Santo Estevão, Fátima, Portugal em Sexta-feira, 2 de outubro de 2020
(Video: José Alves – Soutaria TV)

Foi o Duque de Bragança que ofereceu o brinde com o grito “Viva a Hungria!”

A última etapa da Peregrinação da Ordem de Vitez ocorreu já pelas 15:30 horas com orações e bênção do túmulo do Padre John Guilbert Mariani que era Membro da Ordem de Vitez.

Houve orações também pelo repouso das almas de Suas Altezas Imperiais e Reais os Arquiduques Joseph Árpád e Maria Aloisia, os saudosos Príncipes da Hungria que viviam em Cascais, eram presença frequente em Fátima, e Patronos da Regalis Lipsanotheca.

O descerrar de uma Placa comemorativa e colocação da Bandeira da Delegação junto ao Altar da Delegação com a imagem de Santo Estêvão na Regalis Lipsanotheca da Fundação Oureana foi o último acto da Peregrinação.

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Já a entrega das Cartas Patentes e de Insígnia da Ordem teve lugar numa cerimónia conjunta com a Ordem de São Miguel da Ala, em Alcobaça, no dia seguinte.

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,Os Príncipes Josef Karl e Margarete ainda passaram por Fátima mais uma vez antes de partirem de regresso à Áustria. Desta vez vieram na companhia de um filho e de um sobrinho, tendo reunido também na ocasião com o Staff Captain Carlos Evaristo. Suas Altezas Imperiais e Reais visitaram o Santuário de Fátima onde acenderam velas, assistiram à Santa Missa e à recitação do Santo Rosário.

A Ordem de Vitez acaba assim de se tornar no Parceiro Protocolar mais recente da Fundação Oureana e parte do grupo “Ourém Castle Information Centre Protocol Partners” que já conta com quatro Fundações e mais de uma centena de Associações.

(Fotos: José Alves, Bruno von Nunlist, Angelo Musa and Carlos Evaristo)

Comando da Nova Delegação

H.R.H. Dom Duarte Duque de Bragança
Honorário Torzskapitány (Capitão)

D. Manuel António Mendes dos Santos Patrono Eclesiástico

Rev. Carlo Cecchin
Director Espiritual

Dr. Carlos Evaristo
Szék Kapitány (Capitão de Assento)

Prof. Dr. Humberto Nuno de Oliveira
Virezi Hadnagy (Tenente Vitez)

Dr. Juan Fernando de Castro Valle
Virezi Hadnagy (Tenente Vitez)

FONTE: https://www.facebook.com/Ordem-de-Vit%C3%A9z-ou-Vit%C3%A9zi-Rend-Delega%C3%A7%C3%A3o-Santo-Estev%C3%A3o-F%C3%A1tima-Portugal-103562721518517/?view_public_for=103562721518517

26 de Setembro de 2020

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Fundação publica estudo inédito sobre Colecção de Relíquias do IV Conde de Ourém no 575º Aniversário da Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria da Misericórdia de Ourém e 8º Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Ourém

Carlos Evaristo com o Relicário do IV Conde de Ourém após recolocação das Relíquias

Foi a 22 de Setembro de 1445 que D. Afonso, IV Conde de Ourém, recebeu do Papa Eugénio IV um Breve Papal que encarregava o Primogénito da Casa de Bragança, neto de D. João I e do Santo Condestável, de “reunir todos os benefícios das quatro paróquias da Vila de Ourém, (Santa Maria, São Pedro, São João e São Tiago) e criar, com eles, uma Colegiada no sítio onde existia a antiga Igreja de Santa Maria, mandada edificar por D. Afonso Henriques”.

Aquela Igreja que passaria a ser conhecida como “Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria da Misericórdia de Ourém” era segundo Carlos Evaristo, Perito em iconografia Sacra Medieval e Relíquias Sagradas, “dedicada à Visitação de Maria Santíssima a sua prima Santa Isabel, numa invocação Italiana que o IV Conde de Ourém popularizou em Portugal”.

Igreja de Nossa Senhora da Visitação (Matriz de Ourém e Antiga Colegiada) |  e-cultura
Antiga Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria da Visitação de Ourém

Foi assim sido criada uma Colegiada de Cónegos Seculares, que em vez de prestarem obediência a um Bispo, serviam o poderoso Conde, que mais tarde se tornou Marquês de Valença. Estes Padres atendiam o Conde nas suas devoções particulares, ficando assim a Igreja um bem privado do seu Condado com a dignidade de Sé. Aproveitando a mão de obra destacada para Ourém para remodelar o Castelo de Ourém e erguer um magnífico Palácio ou Paço Condal, (um verdadeiro arranha céus para a época com cinco pisos!), o IV Conde de Ourém mandou também remodelar a Igreja de Santa Maria em Ourém e o Castelo de Porto de Mós de quem também era Senhor, tudo no estilo daqueles Palácios Senhoriais que havia visto em Florença e Ferrara.

Ourém | Castelo vai ter passadiço, museu e nova paisagem (c/vídeo) | Médio  Tejo
Paço e Torreões do Castelo de Ourém manados edificar pelo IV Conde de Ourém

Para garantir que jamais fosse esquecido, D. Afonso de Ourém ou Afonso de Portugal, como também era conhecido, instalou na Sé-Colegiada (que haveria de receber os títulos de “Real e Insigne” já no tempo do Marquês de Pombal, pouco antes de ser parcialmente destruída com o Terramoto de 1 de Novembro de 1755), uma fabulosa Colecção de Relíquias que o Primogénito da Casa de Bragança foi adquirindo junto dos responsáveis pelos principais Santuários de Relíquias Europeus e por onde passou a caminho e de regresso das suas embaixadas; a Roma, a Santiago de Compostela, a Basileia, a Bruges e aquando da uma suposta Peregrinação à Terra Santa.

Relicário do IV Conde de Ourém no MNAA

Para esta colecção o IV Conde de Ourém mandou criar um magnífico Relicário, obra prima da ourivesaria Portuguesa do Século XV, que segundo Carlos Evaristo, “simboliza toda os feitos deste poderoso e influente membro da Corte do Rei D. Afonso V”.

D. Afonso de Ourém instalou o seu Relicário na Sé-Colegiada, numa Capela de Relíquias que criou onde hoje existe a Capela de Santo António. La introduziu o Culto às Santas Relíquias em Ourém, à semelhança do que os grandes senhores à época faziam para serem relembrados perpétuamente.

Na Cripta da Igreja foi mais tarde construída a Cripta Sepulcral do Fundador, uma réplica da Sinagoga de Tomar, para onde seu irmão D. Fernando, II Duque de Bragança e V Conde de Ourém, juntamente com D. Afonso de Portugal, Bispo de Évora (filho bastardo do IV Conde de Ourém) mandaram trasladar os restos mortais da Igreja de Nossa Senhora dos Olivais em Tomar, sepultando o mesmo num magnífico túmulo esculpido com a sua verdadeira imagem jacente.

Cripta e Túmulo do IV Conde de Ourém - Junta Freguesia Nª Sª das  Misericórdias
Túmulo de D. Afonso, IV Conde de Ourém na Cripta da Sé-Colegiada

O Relicário sobreviveu ao Terramoto de 1755 e juntamente com o Santíssimo Sacramento foi levado para a Ermida de São José (local onde actualmente se encontra a Regalis Lipsanotheca – Capela de Relíquias da Fundação Oureana) e ali permaneceu até que a Sé – Colegiada foi re-construída.

Os Cónegos da Sé-Colegiada conseguiram resgatar o Relicário das mãos dos Franceses aquando das Invasões pagando o preço do peso da prata, mas infelizmente foi devolvido já sem a cruz do seu zimbório que era cravejada de pedras preciosas.

Depois com a Implantação da República, o Relicário foi parar ao Museu Nacional de Arte Antiga através da lei do arrolamento dos bens da Igreja tendo sido nessa altura separada do seu conteúdo sagrado (a Colecção de Relíquias) cujo paradeiro era desconhecido desde 1914.

Em 1995, o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo, reconhecido perito internacional em Relíquias Sagradas e Arte Sacra e Consultor dos Museus do Vaticano, descobriu a Colecção de Relíquias perdida do IV Conde de Ourém numa caixa de papelão, guardada no sótão da Casa Paroquial.

Depois de identificadas e estudadas, estas relíquias insignes foram conservadas por Carlos Evaristo e registadas como Tesouro da Diocese de Leiria -Fátima mas não antes de serem primeiro re-autenticadas pelo Pároco Padre Carlos Querido da Silva, (2º Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Oureana), após um estudo de Carlos Evaristo que mereceu Parecer favorável da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano.

Cartaz das Comemorações e Exposição organizadas pela Fundação Oureana em 1995

As Relíquias da Colecção de D. Afonso de Ourém foram seguidamente exibidas pela primeira vez desde 1910, numa exposição temporária de relíquias religiosas que teve lugar na Galeria Municipal no Centro Histórico de Ourém. A importante exposição foi inaugurada a 23 de Setembro de 1995 pelos 550 anos da fundação da Sé-Colegiada.

A Colecção foi depois objecto de um estudo aprofundado de 15 anos e nesse tempo estiveram expostas à veneração dos fieis numa caixa de vidro situada na Capela da Regalis Lipsanotheca (Santuário de Relíquias) da Fundação Oureana, juntamente com a caixa de prata contendo o casco da cabeça de Santa Teresa de Ourém (que este ano celebra 800 anos do seu nascimento) e o Relicário Processional do Santo Lenho e do Leite da Virgem (Contendo lascas da Santa Cruz e calcário da gruta do Leite que o IV Conde de Ourém havia supostamente trazido de Belém).

Relíquias da Colecção do IV Conde de Ourém e parte da Cabeça de Santa Teresa de Ourém.

Alias foi esta relíquia controversa da colecção do IV Conde de Ourém, pouco estudada até agora, que levou a acusações por parte de alguns organizadores de grupos Americanos de que a Fundação teria relíquias falsas do “Leite da Virgem” em exposição na sua Regalis Lipsanotheca. Carlos Evaristo esclarece que “o facto é que as relíquias do Leite da Virgem eram nada mais, nada menos, do que pedras de um calcário que descobrimos que absorve o arsénico no vinho quando esmagadas em pó e por isso era algo tido como milagroso e abundantemente importado pelos Nobres na Idade Média sendo venerado em relicários e usado como anti-veneno”.

A Fundação Oureana ficou com a guarda desta Colecção Relíquias Insignes através de um Protocolo e Auto de Depósito com um acordo assinado com a Paróquia, que não só providenciava um local seguro para as mesmas, como também um seguro multi-riscos que previa a Paróquia como beneficiária. Para além de zelar pelas Relíquias e estudar e conservar as mesmas, a Fundação assumia o compromisso de doar anualmente à Paróquia a quantia de 1,500 Euros de donativo para ajuda de manutenção da Igreja Paroquial. Cumpriu essa acordo durante 15 anos e em contra-partida a Fundação podia expor as relíquias em segurança no seu museu de onde saiam somente para uso nas Celebrações Paroquiais.”

Em 2001, a Direcção Geral do Património e a Direcção do Museu Nacional de Arte Antiga, com o Alto Patrocínio da Presidência da República, permitiram que Carlos Evaristo efectuasse um estudo inédito que recolocou a Colecção de Relíquias por ele encontradas em 1995, no Relicário original que se encontra exposto na Sala de Ourivesaria do Museu Nacional de Arte Antiga.

A Recolocação das Relíquias originais no Relicário do IV Conde foi uma intervenção de Carlos Evaristo que demorou sete horas.

A intervenção demorou sete horas e veio revelar erros graves de interpretação e identificação das Relíquias e que se encontravam publicados desde 1918 em edições do Museu Nacional de Arte Antiga e que continuam a ser difundidos largamente por vários historiadores.

Custódia de Belén no MNAA

Para Leonor d’Orey, Conservadora de Ourivesaria do Museu Nacional de Arte Antiga, entretanto falecida mas entrevistada em vídeo em 2001, “A recolocação das relíquias por Carlos Evaristo, foi algo importantíssimo e comprovou não só que as relíquias são as mesmas que foram fotografadas nos finais do Século XIX, como também o relicário foi criado para se formar com relíquias uma adoração dos Santos em torno das Relíquias de Cristo Nosso Senhor e Maria Santíssima colocadas no topo do zimbório, num arranjo que Evaristo revelou ser semelhante aos das figuras na Custódia de Belém.”

Carlos Evaristo na tarefa de colocação das Relíquias no Relicário do IV Conde de Ourém

É sonho de Carlos Evaristo “realizar uma exposição em Ourém com o Relicário do IV Conde de Ourém que está no Museu Nacional de Arte Antiga mas com as Relíquias recolocadas no mesmo. Melhor ainda seria se o Relicário voltasse para Ourém para poder ficar permanentemente exposto na Sé -Colegiada em segurança, algo que a Fundação Oureana estaria disposta a patrocinar,”

O Relicário do IV Conde de Ourém fotografado nó Século XIX ainda com as Relíquias Insignes da colecção de D. Afonso.

“No entanto, hoje desconhece-se em que condição de conservação e de segurança as relíquias se encontram.”

O Presidente da Fundação Oureana esclarece que: “É de lamentar que o Protocolo de Cooperação e Auto de Depósito celebrado entre a Fundação Oureana e a Paróquia em 1995, foi renunciado pela Fundação e todas as Relíquias devolvidas à Paróquia mediante um Auto de entrega assinado, e isto depois de um mal entendido que surgiu por ignorância de várias pessoas da Comissão Fabriqueira logo após a morte do Pároco Revº Padre Carlos Querido da Silva. O desconhecimento levou à circulação de boatos de que essas Relíquias haviam sido roubadas ou vendidas à Fundação ou pela mesma. Foram acusações graves infundadas que não podíamos tolerar e embora o Bispo Diocesano tenha ordenando um esclarecimento público por parte do Administrador Paroquial à época, e que teve lugar, desde então, a Fundação deixou de ter a Paróquia como principal beneficiária, e isto por decisão da viuvá do Sr. John Haffert, embora a mesma ainda possa contribuir pontualmente para necessidades especificas ou angariar fundos para a mesma. Infelizmente a Santa Ignorância continua a ser a Santa com o maior culto hoje à face da terra prejudicando por vezes os planos e relações!”

O estudo inédito das Relíquias do IV Conde de Ourém vai ser agora publicado pela Fundação Oureana através da sua Editora Regina Mundi Press. A história das mesmas será também contada num Documentário norte americano da série “Relic Kingdoms” produzido por Paul Perry Productions em associação com a Produtora da Fundação “Crown Pictures”.

(FOTOS: Arquivo da Fundação Oureana – Reprodução Interdita)

BIBLIOGRAFIA:

Quadros da História de Ourém, A Jóia da Coroa Portuguesa (Português)
AUTOR: Carlos Evaristo
APRESENTAÇÃO: SAR Dom Duarte de Bragança
PREFÁCIO: John Mathias Haffert
(Copyright 2000)
PÁGINAS: 656 Pgs, Ilustrado

No photo description available.

Os Condes de Ourém (Português)
AUTOR: Carlos Evaristo
PREFÁCIO: Dom Duarte de Bragança, Conde de Ourém
(Copyright 2003, 2006)
PÁGINAS: 272 Pgs, Ilustrado

No photo description available.

22 de Setembro de 2020

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Mensagens Recebidas dos EUA por ocasião do 25º Aniversário da Fundação Oureana e 50º do Restaurante Medieval.

Dom Duarte e Dom Manuel António Mendes dos Santos com Patricia Haffert e Dave Carollo.

A viuvá de John Haffert, Patrícia Margaret Haffert, Co-Fundadora que foi Vice-Presidente do Conselho de Curadores de 1995 até 2010, enviou uma Mensagem ao Executivo da Fundação por ocasião do 25º Aniversário da Fundação Oureana e do 50º do Restaurante Medieval.

A Mensagem foi lida por Sua Alteza Real o Duque de Bragança e Conde de Ourém, Dom Duarte Pio de Bragança:

(TRADUÇÃO)

Quero saudar a todos e agradecer por homenagearem meu falecido marido. O John tinha um grande amor por Portugal e sentia que ensinar a história de Portugal era muito importante para a promoção da Mensagem de Fátima, que estava no fundo do seu coração.

Sempre sentiu que São Nuno era um grande modelo para quem tem devoção a Nossa Senhora de Fátima.

Estou feliz que o trabalho que ele iniciou está sendo realizado.

Envio as minhas saudações a Sua Alteza Real D. Duarte e a todos os membros da Fundação que continuam esta missão.

Patricia Margaret Haffert

(Texto Original) “I want to greet all of you and thank you for honoring my late husband. John had a great love for Portugal and felt that teaching people the history of Portugal was very important in the promotion of the Fatima message, which was deep in his heart. He always felt that St. Nuno was a great role model for those who have devotion to Our Lady of Fatima. I am happy that the work which he started is being carried on. I send my greetings to HRH Don Duarte and all members of the Foundation who carry on this mission.”

D. Duarte de Bragança, Dave Carollo e D. Manuel António Mendes dos Santos junto à sepultura de John Haffert.

Dave Carollo, Membro o Conselho de Curadores e Presidente do Exército Azul Americano, impedido de viajar para fora dos Estados Unidos devido às restrições da Pandemia do Covid 19, também enviou uma mensagem, lida por Carlos Evaristo ao Executivo da Fundação e ao grupo de convidados reunidos na Domus Pacis em Fátima na véspera das celebrações aniversarias.

(TRADUÇÃO)

Quero aproveitar esta oportunidade para cumprimentar todos vocês aqui hoje. Lamento não poder estar aqui pessoalmente, mas a difícil situação da viagem tornou isso impossível. Viajei pela primeira vez a Portugal e a Fátima há 38 anos atrás. Durante essa Peregrinação, participei num jantar no Castelo de Ourém. O programa apresentado naquela noite permitiu-me compreender melhor a história deste país. Como membro de longa data do Exército Azul, voltei muitas vezes a Fátima e fiz uma visita ao Castelo parte da maioria das viagens. O legado de São Nuno e a cultura sempre foram bem apresentados aos peregrinos de língua inglesa.

Como Director Executivo do Apostolado Mundial de Fátima / Exército Azul durante estes anos, tenho a honra de continuar o legado do nosso Co-Fundador John Haffert, tanto na promoção da Mensagem de Fátima para o Mundo como como membro do Fundação Oureana, que ele fundou. A Fundação e o Restaurante são declarações de seu legado. Agradeço o vosso apoio ao nosso Hotel Domus Pacis. O Sr. Haffert teve a visão de levar Fátima às pessoas e de trazer pessoas a Fátima. Ele conseguiu isso construindo a Domus Pacis, bem como o Santuário do Exército Azul em Nova Jersey.

Estou ansioso para voltar em breve e estar mais uma vez com todos vocês. Obrigado”.

Dave Carollo

(Texto Original) “I want to take this opportunity to greet all of you here today. I am sorry that I cannot be there in person, but the difficult travel situation made it impossible. I first travelled to Portugal and Fatima 38 years ago. During that pilgrimage I attended a dinner at the Castle of Ourem. The program presented that evening gave me a  better understanding of the history of this country. As a long time member of the Blue Army I returned often to Fatima, and made a visit to the castle a part of most trips. The legacy of St. Nuno and the culture have always been well presented to English speaking pilgrims. As the Executive Director of the World Apostolate of Fatima/ The Blue Army for these years I am honored to carry on the legacy of our co-founder John Haffert, both in the promotion of the Fatima message to the world and as a member of the Oureana Foundation, which he founded. The foundation and the restaurant are statements of his legacy.  I thank you for your support of our hotel Domus Pacis.  Mr. Haffert had a vision to bring Fatima to people and to bring people to Fatima. He accomplished this by building Domus as well as the Blue Army Shrine in New Jersey.  I look forward to returning soon and being once again with all of you. Thank you”.

25 de Setembro de 2020

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Fundações preparam Programa de Eventos Comemorativos para 2020/2021 em Parceria com o Município de Ourém

Há vários meses que o Executivo da Fundação Oureana, em parceria com a Presidência e Secretaria -Geral das Fundações D. Manuel II e Amália Rodrigues têm vindo a reunir com o Executivo da Câmara Municipal de Ourém e da Assembleia Municipal para a elaboração de uma série de celebrações que marcam o 25º Aniversário da Fundação Oureana e do seu Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, o 50º do Restaurante Medieval Oureana e o 100º do Nascimento de Amália Rodrigues, Madrinha da Fundação Oureana.

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Para além de uma Gala (Concerto) de Homenagem à Rainha do Fado que reúne um grande nome de artistas de renome internacional, a Fundação Oureana vai também promover a Exposição “Viva a Rainha do Fado!” que irá complementar a Exposição da Fundação Amália Rodrigues intitulada “Benvinda Sejas Amália”.

A partir de 26 de Setembro e até 10 de Outubro, ficarão também expostas, na Sede da fundação Oureana e na Galeria da Assembleia Municipal, vários objectos e artefactos pessoais da Rainha do Fado ligados às suas muitas passagens por Fátima e por Ourém organizadas por Carlos Evaristo e a Fundação Oureana desde 1978 e até 1998. Entre os objectos que poderão ser vistos estão a Coroa e Ceptro de Amália Rodrigues e a roupa que usou a 12 de Agosto de 1995 quando recebeu o Prémio de Carreira “Rainha do Fado” entregue pela Fundação.

Carlos Evaristo, Maria de Lourdes De Carvalho, Joaquim Vicente Rodrigues e José Manuel Rodrigues com as vestes e objectos usados por Amália Rodrigues há 25 anos em Ourém.

Foram várias as reuniões tidas desde Fevereiro com elementos das três Fundações parcerias, representantes da Câmara Municipal de Ourém, Artistas Músicos, a Delegação de Saúde e Protecção Civil para garantir a realização dos eventos com toda a segurança para os participantes durante esta Pandemia do Covid 19 que vivemos.

Para os eventos públicos foram elaborados pela Organização, e Aprovados pelas autoridades competentes, nada menos do que 4 Planos de Contingência sendo que aos participantes nos almoços e jantares comemorativos do evento do dia 26 de Setembro que ficarão limitados a dois grupos de 42 serão exigidos Testes ao Covid 19 realizados nas últimas 48 horas anteriores ao evento com resultados negativos.

Este

Este novo Website com Blogue, a inauguração de vários Monumentos Comemorativos, a Celebração de Protocolos de Colaboração (com entidades Governamentais, autárquicas, e Instituições ligadas à Conservação do Património, à Cultura e à Igreja) e o lançamento de uma Medalha Comemorativa, de Publicações, Estudos Inéditos, Palestras e Documentários para a Televisão são só algumas das actividades em Agenda que farão parte das Comemorações Aniversarias e que serão realizadas pelo Executivo da Fundação Oureana entre 12 de Agosto deste ano e 12 de Agosto de 2021.

Convidados especiais que farão parte destas Comemorações que assinalam estes aniversários e também os 575 anos da instituição da Real e Insigne Sé Colegiada de Santa Maria da Misericórdia de Ourém criada por D. Afonso, IV Conde de Ourém, Primogénito da Casa de Bragança. e os 800 anos do Nascimento de Santa Teresa de Ourém, incluem um leque de artistas de renome nacional e mundial, Patronos da Fundação Oureana e S.A.I.R. os Arquiduques da Áustria e Príncipes da Hungria Josef Karl e Magarete, primos de S.A.R. Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém, também eles descendentes do Santo Condestável São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, III Conde de Ourém.

(Fotos: Câmara Municipal de Ourém e Fundação Oureana)

FONTE: https://radiohertz.pt/ourem-concelho-associa-se-as-celebracoes-do-centenario-do-nascimento-de-amalia-rodrigues/?fbclid=IwAR3tzgZhkEBH_WHrDXDnayZF8liQbOTRjYpv-29FUdmubV4RXss2OYcnKZo

RÁDIO HERTZ – TOMAR

OURÉM – Concelho associa-se às celebrações do centenário do nascimento de Amália Rodrigues

RÁDIO HERTZ – TOMAR 16:21 – 20 Fevereiro 2020

Elementos da Fundação Oureana em Protocolo com a Fundação Amália Rodrigues e a Fundação D. Manuel II, reuniram no Edifício Sede do Município de Ourém com o Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque e a Vereadora responsável pelo pelouro da Cultura, Isabel Costa, a fim de se preparar uma série de celebrações no Concelho de Ourém, a serem integradas ao programa oficial do centenário do nascimento da saudosa Fadista, efeméride que se celebra neste ano de 2020. Amália Rodrigues, Madrinha da Fundação Oureana, foi homenageada em 1995, com o prémio de Carreira “Rainha do Fado”, e nessa ocasião foi criado o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, da Fundação Oureana que este ano celebra 25 anos da sua existência e 50 do seu emblemático Restaurante Medieval. www.cm-ourem.pt

(Comunicado à Imprensa do Director do Departamento de Relações Públicas e de Comunicação Social da Fundação Oureana: Bruno de Castro)

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Fundação Oureana recorda Roberto Leal no 1º Aniversário da sua partida

Pintura a óleo da autoria de Zinaida Loghin

Passou-se um ano desde a partida inesperada de António Joaquim Fernandes, o Cantor, Compositor e Actor Luso-Brasileiro mais conhecido pelo nome artístico “Roberto Leal”.

A Fundação Histórico – Cultural Oureana porém não esquece o seu Patrono e preparou uma série de homenagens para o dia 15 de Setembro que incluíram uma Missa, a inauguração de um Monumento Cenotáfio e a criação do Instituto Roberto Leal, Rei da Música Luso-Brasileira.

Foi a Fundação Oureana, em parceria com a Câmara Municipal de Ourém e a Fundação D. Manuel II, que em 2001 aquando dos 30 anos de Carreira do Cantor, nascido em Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros, a 27 de Novembro de 1951, que distinguiu o mesmo com o prémio de Carreira “Rei da Música Luso-Brasileira”.

Veja aqui o Vídeo:

https://www.fundacaooureana.pt/wp-content/uploads/2020/10/video-1601798794-2.mp4

https://www.facebook.com/FundacaoHistoricoCulturalOureana/videos/335187537583738
(Video de José Alves – Soutaria TV)

Depois, juntamente com a Câmara Municipal e a Fundação Phillip James Kronzer para a Pesquisa Religiosa. homenageou o Cantor como “Embaixador dos Emigrantes” com um Concerto em Ourém e uma Sardinhada para 10, 000 pessoas. Há cinco anos pelos 45 anos de Carreira as Fundações e o Município o distinguiram de novo o Cantor pelos 45 anos de carreira num concerto com o Cantor Clemente (Manuel Clemente Azevedo), Rei da Música Ligeira Portuguesa.

O Monumento em mármore preto, com relevo gravado a ouro com o rosto estilizado do cantor foi desenhado por Nicolas Descharnes e Carlos Evaristo e executado pela firma Ramila Mármores. O Monumento foi Benzido pelo Capelão da Fundação Oureana; o Padre João Maria Rodrigues, o mesmo Sacerdote que havia celebrado em Fátima a 1ª Missa por alma de António Joaquim Fernandes no dia do seu falecimento, e depois, a Missa do 7º Dia.

O Monumento (que foi coberto com uma Bandeira Brasileira a pedido dos Familiares para assim recordar que a viuvá do Cantor, Márcia Leal, juntamente com seus amigo e fã que estavam à mesma hora, em São Paulo, a assistirem também a uma Santa Missa de 1º Aniversário do falecimento), foi descerrado por dois filhos de Roberto Leal; o Rodrigo e a Manoela e pela neta mais nova Bianca juntamente com o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo.

Para além de ser um Memorial, o Monumento que fica nas traseiras da Regalis Lipsanotheca, localizado logo abaixo do Paço dos Condes de Ourém e ao lado da Casa de Velório da Fundação, é também um Cenotáfio (um memorial fúnebre erguido para homenagear uma pessoa cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido).

Neste caso o corpo de Roberto Leal ficou sepultado no Cemitério de Congonhas, na Cidade de São Paulo onde faleceu a 15 de Setembro de 2019 aos 67 anos de idade, mas no Cenotáfio também foi colocada uma relíquia do Cantor, uma parte de uma toalha de rosto onde o Cantor, em 2001, limpou o sangue que jorrava de um pequeno corte que sofreu num dedo durante um Concerto em Guimarães. A toalha ensanguentada que se conservava no Arquivo da Fundação Oureana está agora numa urna que será colocada num sarcófago memorial que fará parte do conjunto Memorial / Cenotáfio, sendo que parte da mesma já está integrada no Monumento.

Presente nas comemorações, em representação oficial do Executivo da Câmara Municipal de Ourém, esteve Sandra Nunes, Vereadora da Cultura em Exercício que apresentou cumprimentos a todos presentes em nome do Presidente da Câmara Luís Albuquerque e do Presidente da Assembleia Municipal João Moura, salientando o grande contributo para a Cultura Portuguesa de Roberto Leal e o seu apreço pessoal pela música do Cantor.

A Missa por alma do falecido e seus familiares seguiu à inauguração do Monumento e reuniu somente 10 pessoas para além do Celebrante, o Comandante do Comando da Real Guarda de Honra de Ourém David Alves Pereira, 3 Membros do Executivo da Fundação e do Restaurante Medieval e José Alves em Representação da Real Confraria do Santo Condestável à qual pertencia também o Cantor como Confrade. Devido às regras de Contingência próprias da Pandemia do Covid 19 e que entraram em vigor no dia 15 de Setembro, não foi possível publicitar antecipadamente a cerimónia para não se juntar uma multidão.

Depois da Missa, foi altura de Carlos Evaristo, já na qualidade de Cônsul Honorário do Brasil em Fátima (Ourém) recordar as palavras do Senhor Embaixador lidas por Evaristo aquando da Missa de 7º Dia, tendo esse primeiro acto oficial como Cônsul. “uma intervenção que foi uma mistura de honra e desgosto” uma vez que o Presidente da Fundação Oureana era amigo de largas décadas do Cantor que conheceu no Canadá na década de 1970. Com ele Evaristo partilhou muitos momentos familiares e entre eles a a Festa do Baptismo da primeira neta de Roberto Leal, a Mayra, que Evaristo e a mulher tiveram a honra de organizar no Restaurante Medieval da Fundação.

Durante a homilia o Padre João Maria Rodrigues falou do bom exemplo Cristão; de Fé, Esperança e Caridade, que marcaram a vida Roberto Leal e o seu exemplo de uma coragem heróica perante a dor e o sofrimento. Falou também do legado do Cantor que para além da música é o seu exemplo de Fé, de sua extrema humildade e bondade, uma vida vivida na Santidade.

O Canto Litúrgico esteve a cargo do Maestro Armando Calado que optou por um reportório clássico próprio das cerimónias fúnebres. O Cantor lírico também interpretou um tema Mariano recordando a grande devoção de Roberto Leal à Virgem Santa Maria, sob a invocação de Senhora de Fátima e de Senhora da Aparecida.

Foi junto de uma imagem da Padroeira do Brasil apresentada por Roberto Leal aquando do encerramento do V Centenário do Descobrimento do Brasil, que teve lugar em Ourém em 2001, que o dia de homenagens ao Cantor Luso-Brasileiro que vendeu mais do que 17 Milhões de álbuns e ganhou 30 Discos de Ouro e 5 de Platina, que foi assinada a Acta que cria como Departamento da Fundação o “Instituto Roberto Leal, Rei da Música Luso-Brasileira” para assim perpetuar a obra, feitos e legado do Cantor que há duas décadas se apaixonou por Ourém considerando que nenhuma outra terra lhe havia dado tanto valor e o homenageou assim.

Rodrigo Leal que fica como Director Vitalício do Instituto agora criado, tem já planos para se criar uma série de memoriais ao pai de quem era também seu Produtor, há várias décadas.

Para já, o Príncipe da Musica Luso-Brasileira, Rodrigo Leal prometeu voltar a Ourém dia 26 de Setembro para assim cumprir a promessa de seu falecido pai de actuar num Concerto Memorial dedicado a Amália Rodrigues, por ocasião do Centenário de nascimento da Cantora.

Para a Família Fernandes (Leal) a Fundação Oureana, a Câmara Municipal e a Fundação D. Manuel II foram sempre entidades amigas e muito queridas de Roberto Leal e que continuam a mostrar o amor e dedicação à memória do Rei da Música Luso-Brasileira.

(Fotos: José Alves e Carlos Evaristo)

15 de Setembro de 2020

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INSTITUTO AMÁLIA RODRIGUES RAINHA DO FADO (DA FUNDAÇÃO OUREANA) PRESENTE NAS CELEBRAÇÕES DOS 100 ANOS DO NASCIMENTO DA SUA MADRINHA

O sobrinho da Fadista: José Manuel Rodrigues, o Presidente da Fundação Amália Rodrigues: Joaquim Vicente Rodrigues e o Presidente da Direcção da Fundação Oureana: Carlos Evaristo em conversa com o Sr. Presidente da República Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

No dia do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, muitas foram as iniciativas e as homenagens à ‘Voz de Portugal’. As cerimónias oficiais arrancaram durante a manhã com uma missa por alma da saudosa fadista celebrada na Igreja de São Vicente de Fora. A Igreja do Padroeiro da cidade de Lisboa, que foi antigo lugar de culto da Família Real Portuguesa e Panteão da Dinastia de Bragança, foi o local apropriado para a homenagem à Rainha do Fado, sepultada no Panteão Nacional.

Pelas 9:30, foi Joaquim Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália Rodrigues que deu as palavras de boas vindas aos familiares e amigos da fadista, elementos da Fundação e representantes das demais entidades e parceiros protocolares. O Presidente da Fundação referiu que a celebração era humilde tal como a Fadista era e gostava que fossem as coisas.

Foi com o Fado ‘Foi Deus’ a servir de cântico de entrada que os músicos Pedro Marques (guitarra portuguesa), Lelo Nogueira (viola baixo) e Tony Queiroz (viola) deram início à cerimónia religiosa presidida pelo Padre Joaquim Daniel Vieira Loureiro que relembrou aos fiéis os espírito de caridade de Amália Rodrigues. Duas versões da ‘Ave-maria’ que haviam sido cantadas pela Amália, interpretadas pelos músicos, serviram de cânticos de Ofertório e de Comunhão, seguindo depois o Fado ‘Amália’ que serviu de Acão de Graças.

No Panteão Nacional, pelas 11 horas, teve lugar a cerimónia de lançamento da emissão dos selos comemorativa do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, emitidos pelos CTT – Correios de Portugal. A esta cerimónia presidiu o Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva e contou também com intervenções dos Directores dos CTT e do Departamento de Filatelia. Para o Secretário de Estado, o facto de Amália continuar a inspirar uma nova geração de fadistas é a prova de que a mesma jamais será esquecida. Já o Presidente da Fundação Amália Rodrigues viu nesta emissão de selos algo que ficará para a história.

A emissão filatélica é composta por dois selos, um com o valor facial de 0,53 euros e outro com o valor facial de 0,86 euros, com uma tiragem de 100.000 exemplares cada; e um bloco filatélico com um selo, no valor de 2,00 euros e uma tiragem de 35.000 exemplares. O ‘design’ esteve a cargo de AF Atelier. Um dos selos mostra um balandrau de cores fortes da colecção da Fundação Amália Rodrigues e, como fundo, tem Amália no Brejão na década de 1980; o outro selo mostra um xaile negro e “colorido com design inovador”, tendo como fundo Amália num concerto na década de 1980. O selo do bloco filatélico tem, “do lado esquerdo, Amália num concerto em Cartago, na Tunísia, em 1972; no centro, Amália no programa de rádio ‘Comboio das Seis e Meia’, em 1952; e, à direita, Amália no jardim da sua casa na Rua de São Bento”, em Lisboa, na década de 1990; o fundo do bloco é o vestido que foi usado pela artista numa digressão ao Japão, na década de 1980.

Entre os numerosos convidados recebidos por Isabel Melo, diretora do Panteão estiveram D. Duarte de Bragança, José Manuel Rodrigues, sobrinho da Fadista e sua mulher, amigos e fãs da Rainha do Fado que seguidamente prestaram honras a Amália junto do seu túmulo.

As homenagens no Panteão contaram ainda com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que depois de cumprimentar todos os presentes à chegada deslocou-se ao túmulo de Amália onde colocou uma rosa branca sobre o sarcófago.

Antes de partir cumprimentou José Manuel Rodrigues e falou-lhe dos encontros que teve com Amália Rodrigues e depois felicitou o Presidente da Fundação Amália Rodrigues pelo trabalho que a nova administração tem levado a cabo e pelo fato da Fundação ter celebrado um Protocolo com o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado da Fundação Oureana no Castelo de Ourém, também criado pela fadista e que este ano celebra 25 anos.

As cerimónias da manhã terminaram na Casa Museu, sede da Fundação Amália Rodrigues, com a apresentação de um vídeo produzido pelo Instituto e as Fundações D. Manuel II e Oureana de um fado da autoria de Carlos Evaristo.

O Hino que é um fado composto e escrito no ano de 1995, pelo 75º Aniversário de Amália, foi apresentado à fadista que naquela altura pediu para o mesmo ficar guardado para uma homenagem póstuma “numa altura em que ela já cá não estivesse”.

Dom Duarte de Bragança, Conde de Ourém, Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana e Presidente da Fundação D. Manuel II em conversa com o Presidente da República.

Carlos Evaristo, amigo da fadista, estava em 1991, a tratar da produção do último álbum de Amália, composto quase inteiramente por temas religiosos e um poema musicado de Fernando Pessoa, quando, de repente, e devido a uma doença, a diva ficou sem poder voltar a cantar. Desses ensaios resta uma gravação inédita da oração a Nossa Senhora do Carmo que a fadista recitava sempre antes de entrar em palco e que havia sido ensinada pela avó. O Hino do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues, Rainha do Fado agora apresentado em ecrã interativo na sede da Fundação Amália é interpretado pelo próprio Carlos Evaristo acompanhado do guitarrista Jorge Gonçalves, mas tal como referiu o amigo de Amália na apresentação, a versão oficial em DVD será gravada por um elenco de artistas de renome internacional, a anunciar, acompanhados por músicos que tocavam com a fadista. Infelizmente devido à Pandemia a produção não se conseguiu realizar a tempo, mas ficará pronta para o fecho das celebrações centenárias a 6 de Outubro de 2021, aniversário do falecimento de Amália Rodrigues.

O Hino na explicação do autor é composto a partir de vários tons dos Fados mais conhecidos de Amália a fim de entrar facilmente no ouvido. O último verso foi, segundo o autor, escrito no dia do falecimento da Rainha do Fado em 1999. Já durante a tarde, foi a vez da Assembleia da República marcar a efeméride com a aprovação de uma saudação pelo centenário do nascimento da fadista Amália Rodrigues, apresentado pelo presidente da Assembleia da República. Ouviu-se, na sala de sessões, o fado ‘Com Que Voz’, momento que culminou com aplausos de pé dos deputados presentes. À noite, a antiga residência de férias da fadista, no Brejão, concelho de Odemira, acolheu um memorável concerto “Bem-Vinda Sejas Amália”, com direção musical de Jorge Fernando, ex-músico da diva, e a componente artística coordenada pelo fadista e apresentador José Gonçalez.

O elenco foi constituído por Jorge Fernando, Ricardo Ribeiro, Katia Guerreiro, José Gonçalez, Marco Rodrigues, Fábia Rebordão, Filipa Cardoso e Sara Correia. “Bem-vinda sejas Amália” é também o título de uma exposição itinerante que está a percorrer o país e que estará patente em Lisboa, no terminal de cruzeiros de St.ª Apolónia, durante o festival Santa Casa Alfama, nos dias 02 e 03 de outubro. Amália Rodrigues foi oficialmente registada em 23 de julho de 1920. As celebrações do centenário do nascimento da fadista, falecida em 1999, prosseguem até ao final do ano e em 2021 promovidas por diversas entidades.

Texto e fotografias: Carlos Casimiro

Hino Centenário Do Nascimento de Amália Rodrigues, Rainha Do Fado

Música e Letra: Carlos Evaristo

Nasceu triste e pobre, mas com uma riqueza na voz…

Nem com isso ficou, pois partilhou, com todos nós.

Foi Primeira-dama, Embaixatriz e Princesa.

Mas para o Fado foi Rainha Portuguesa!

REFRÃO: Amália nasceu, nasceu para o Fado.

Com ele viveu, foi mãe, esposa e mana.

E Deus a escolheu, para ser Alma Lusitana.

E Deus a escolheu, para ser Alma Lusitana!

Continuou as viagens de Vasco da Gama.

E no Mundo foi uma Odisseia Lusitana.

Deu vida e voz aos quadros de Malhoa.*

E encarnou, nos versos, de Camões a Pessoa.

REFRÃO: Amália, viveu, viveu para o Fado.

Severa eterna de um amor arrojado.

E hoje aqui, recordamos com Saudade.

Ai Amália, sua vida foi um Fado!

REFRÃO: Amália… Amália morreu, mas vive o Fado.

A Virgem lhe deu, esse lugar sagrado. E hoje aqui…

Rezo por si… e recordo com Saudade…

Ai, Ai, Ai! Ai… Amália, hoje, seu nome, que dizer Fado! *

(“Deu vida e voz às telas de Malhoa” na versão original de 1995)

https://www.youtube.com/watch?v=4fJAlv7s10c&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2gEK4h1_Mx-ouRQkrAxKeAID-oYLZbneg53dOgi7DGNToKzsTN45MbDaE

FONTE: https://www.mundoportugues.pt/varias-iniciativas-marcaram-o-dia-do-centenario-de-nascimento-de-amalia/?fbclid=IwAR2DHHXiubfuQmgvwKSchPC9NphjAqSbtuCwlDipteoizyy7xSkdO9LceCM

23 de Julho de 2020

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In Memorium – Padre John Guilbert Mariani R.I.P.

John Guilbert Mariani, SOLT, adormeceu pacificamente no dia 26 de Junho de 2020, no Hospital de Santo Andre, em Leiria, Portugal, mas sua presença permanece em nossos corações.

O Padre Mariani será lembrado como um homem profundamente único, de extraordinário optimismo, com um talento e poder para transformar seus sonhos em realidade.

Nascido em Palo Alto, Califórnia, a 11 de Setembro de 1947, era filho de Paul Andrew Mariani e Mary Frances Guilbert Mariani, sendo o terceiro de sete filhos. Foi criado na zona rural de Cupertino e Los Altos, California. A história de sua vida requer conforto com complexidade. Sua família era formada por agricultores e educadores que se expandiram para o mundo dos negócios, mas John era sua própria entidade única – “uma combinação de Noel Coward e o Grande Gatsby”. Suas paixões eram Arte, Música e Teologia. Ele floresceu em seus empreendimentos em design de interiores e consultoria de arte histórica. Ele podia tocar de ouvido qualquer música solicitada e o fazia com todo o gosto quando e onde um piano estava presente.

Seus estudos incluíram treino paroquial desde a idade elementar até a universidade, com estudos estendidos em Maryland, Paris, Londres e Roma (onde estudo o latim). Expandiu a sua educação e talentos através de suas extensas viagens pela América do Sul, a Rússia, a Europa de Leste , a Ásia e com estadias no exterior na Austrália, Bali, Inglaterra, França e Portugal.

Durante este tempo John Mariani foi casado Católicamente com Elizabeth Mariani, seu casamento tendo sido declarado nulo por ter querido sempre seguir uma vocação sacerdotal.

(“citações” são contribuições coletivas de familiares e amigos …)

John era um homem dinâmico e arrojado, o “brinde da sociedade de São Francisco nos anos 70 e 80 antes de espalhar sua magia por Paris e outros lugares distantes”. Na década de 90″, o homem da moda tornou-se o homem do tecido”, quando se tornou um Sacerdote devotado e dedicado na Sociedade da Santíssima Trindade (SOLT), compartilhando o Amor de Deus.

Antes e depois de ser ordenado, quando o Padre John entrava na sala, – “as luzes se acendiam, a banda começava com a música e um turbilhão de brincadeiras, humor e histórias ultrajantes se desenrolava”. Seu “carisma maior que a vida” permitiu-lhe usar seus dons para tocar muitas vidas de maneiras profundas. Depois de vários curtos ministérios nos Estados Unidos, (Skid Row, Texas) o Padre John foi transferido para Inglaterra e depois para Fátima, Portugal, para devotar a sua vida aos peregrinos. Foi incardinado na Diocese de São Tomé e Príncipe após sua aposentadoria, ele continuou seu ministério hospedando peregrinos internacionais de Fátima em sua amada Casa Alta Royal Lodge. Com sua alma intrépida, ele poderia manter um espaço gentil e compassivo para qualquer peregrino em sua jornada. O Padre John aprendeu a servir a Deus da melhor maneira possível, dados seus talentos e dons. Seus muitos amigos em todas as esferas da vida, estendendo-se por todo o mundo, foram tocados por sua gentileza, paixão e sua “Joie de Vivre”. Sua vida foi bem vivida e desfrutada ao máximo.

Enquanto reflectimos sobre a vida do Padre John, vemos um homem para todas as estações – um clássico de todos os tempos – que deixa connosco lições nas quais podemos crescer.

E se na humanidade de John Mariani ele deixou lições não aprendidas, então talvez caiba a nós que o amamos pegar a vela que ele deixou e carregá-la adiante.

John Guilbert Mariani era Membro das Ordens de Malta, Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, São Miguel da Ala, São Maurício e Lázaro, Constantiniana de São Jorge, etc. Foi membro Fundador do Instituto Preste João e da Real Guarda de Honra. Era também Capelão Mor Adjunto da Casa Real Portuguêsa.

O Padre John deixa seus irmãos David (Arlene), Mark (Melody), Richard (Jeanne) e as irmãs Linda e Marialisa Delmare (John). Sua vida continuará a surpreender seus 12 primos restantes, 34 sobrinhas e sobrinhos e 62 grandes e afilhados. Já havia falecido seus pais e irmão, Paul Mariani III.

As Exequias Fúnebres do Padre Mariani tiveram lugar na Regalis Lipsanothyeca da Fundação Oureana, no dia 29 de Junho com a Santa Missa celebrada pelo seu amigo, Padre José Joannes Oliveira.

Valentina Kowalska, Padre José Oliveira e Carlos Evaristo no Crematório de Leiria.
Padre José Joannes Oliveira.
Padres Joannes e Rogério com Valentina Kowalska.

Os enterros foram realizados; numa cerimónia privada em Davis, Califórnia, no dia 11 de Setembro de 2020 e em simultâneo na Regalis Lipsanotheca onde se encontra o Altar da Família Mariani e o túmulo. Presidiu ao sepultamento o Padre João Maria Rodrigues.

Comandante Guarda de Honra David Pereira com as cinzas do Padre John Guilbert Mariani
O Padre João Maria Rodrigues preside à Missa de Sepultamento.

Convidamos todos a celebrar sua vida e compartilhar suas reflexões em suas páginas do Facebook “John Mariani” e “Casa Alta Royal Lodge”.

O Padre Mariani foi Capelão e Membro Emérito da Direcção da Fundação Oureana tendo sido Capelão do Exército Azul na Domus Pacis em Fátima. Posteriormente tornou-se responsável pela Casa Alta Royal Lodge no Castelo de Ourém. Estava incardinado na Diocese de São Tomé e Príncipe.

À família enlutada a Direcção, Conselho de Curadores e Conselho Jurídico-Fiscal da Fundação enviam as mais sentidas condolências.

“Abrace o amor: seja corajoso e aceite a nobre busca para abrir seu coração e bom humor para a próxima aventura e para todo e qualquer espírito que aguarda seu convite. Abrace a vida: seja uma fonte de sinergia – conduza com um sorriso e uma piscadela e, acima de tudo, ALEGRIA! Em um mundo que insiste na eficiência ordenada de uma marcha 4/4, encontre o deleite em uma valsa.Abrace Deus: Busque Sua Graça nas bênçãos da Beleza atemporal, aproveite a inspiração transcendente de milagres momentâneo e sempre dance com o Divino.

NOTA DA FAMÍLIA:

“Lembro-me de ter conhecido John, apenas uma vez… ele entrou na sala vestido com elegância, e me lembro de segurar a respiração enquanto esperava que ele dissesse alguma coisa. Ele sem dúvida o fez, embora eu não me lembre do que ele disse, mas eu sabia que estava na presença de alguém especial – diferente em espécie de todas as pessoas que eu já conheci ou provavelmente conheceria. ” Esse era o nosso John! – Linda Mariani (Irmã)

Durante 20 anos, o Padre Mariani foi abençoado com a devoção de um anjo da guarda fiel e terreno, a empregada Valentina Kowalska. Os irmãos de John sugerem e agradecem o apoio a Valentina com uma contribuição para o Fundo Memorial do Rev. John Guilbert Mariani para padres aposentados e seus cuidadores. Contribuições: lindamariani@gmail.com. Cheques à ordem de: Linda Jane Mariani. Enviar para: Christine Gieseke, 500 Crocker Drive, Vacaville, CA 95688, EUA.

Obit do Padre John Guilbert Mariani pelo Desenhador Heráldico Mathieu Chaine

11 de Setembro de 2020

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