Fundação Oureana recorda Roberto Leal no 1º Aniversário da sua partida

Pintura a óleo da autoria de Zinaida Loghin

Passou-se um ano desde a partida inesperada de António Joaquim Fernandes, o Cantor, Compositor e Actor Luso-Brasileiro mais conhecido pelo nome artístico “Roberto Leal”.

A Fundação Histórico – Cultural Oureana porém não esquece o seu Patrono e preparou uma série de homenagens para o dia 15 de Setembro que incluíram uma Missa, a inauguração de um Monumento Cenotáfio e a criação do Instituto Roberto Leal, Rei da Música Luso-Brasileira.

Foi a Fundação Oureana, em parceria com a Câmara Municipal de Ourém e a Fundação D. Manuel II, que em 2001 aquando dos 30 anos de Carreira do Cantor, nascido em Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros, a 27 de Novembro de 1951, que distinguiu o mesmo com o prémio de Carreira “Rei da Música Luso-Brasileira”.

Veja aqui o Vídeo:

http://www.fundacaooureana.pt/wp-content/uploads/2020/10/video-1601798794-2.mp4

https://www.facebook.com/FundacaoHistoricoCulturalOureana/videos/335187537583738
(Video de José Alves – Soutaria TV)

Depois, juntamente com a Câmara Municipal e a Fundação Phillip James Kronzer para a Pesquisa Religiosa. homenageou o Cantor como “Embaixador dos Emigrantes” com um Concerto em Ourém e uma Sardinhada para 10, 000 pessoas. Há cinco anos pelos 45 anos de Carreira as Fundações e o Município o distinguiram de novo o Cantor pelos 45 anos de carreira num concerto com o Cantor Clemente (Manuel Clemente Azevedo), Rei da Música Ligeira Portuguesa.

O Monumento em mármore preto, com relevo gravado a ouro com o rosto estilizado do cantor foi desenhado por Nicolas Descharnes e Carlos Evaristo e executado pela firma Ramila Mármores. O Monumento foi Benzido pelo Capelão da Fundação Oureana; o Padre João Maria Rodrigues, o mesmo Sacerdote que havia celebrado em Fátima a 1ª Missa por alma de António Joaquim Fernandes no dia do seu falecimento, e depois, a Missa do 7º Dia.

O Monumento (que foi coberto com uma Bandeira Brasileira a pedido dos Familiares para assim recordar que a viuvá do Cantor, Márcia Leal, juntamente com seus amigo e fã que estavam à mesma hora, em São Paulo, a assistirem também a uma Santa Missa de 1º Aniversário do falecimento), foi descerrado por dois filhos de Roberto Leal; o Rodrigo e a Manoela e pela neta mais nova Bianca juntamente com o Presidente da Fundação Oureana, Carlos Evaristo.

Para além de ser um Memorial, o Monumento que fica nas traseiras da Regalis Lipsanotheca, localizado logo abaixo do Paço dos Condes de Ourém e ao lado da Casa de Velório da Fundação, é também um Cenotáfio (um memorial fúnebre erguido para homenagear uma pessoa cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido).

Neste caso o corpo de Roberto Leal ficou sepultado no Cemitério de Congonhas, na Cidade de São Paulo onde faleceu a 15 de Setembro de 2019 aos 67 anos de idade, mas no Cenotáfio também foi colocada uma relíquia do Cantor, uma parte de uma toalha de rosto onde o Cantor, em 2001, limpou o sangue que jorrava de um pequeno corte que sofreu num dedo durante um Concerto em Guimarães. A toalha ensanguentada que se conservava no Arquivo da Fundação Oureana está agora numa urna que será colocada num sarcófago memorial que fará parte do conjunto Memorial / Cenotáfio, sendo que parte da mesma já está integrada no Monumento.

Presente nas comemorações, em representação oficial do Executivo da Câmara Municipal de Ourém, esteve Sandra Nunes, Vereadora da Cultura em Exercício que apresentou cumprimentos a todos presentes em nome do Presidente da Câmara Luís Albuquerque e do Presidente da Assembleia Municipal João Moura, salientando o grande contributo para a Cultura Portuguesa de Roberto Leal e o seu apreço pessoal pela música do Cantor.

A Missa por alma do falecido e seus familiares seguiu à inauguração do Monumento e reuniu somente 10 pessoas para além do Celebrante, o Comandante do Comando da Real Guarda de Honra de Ourém David Alves Pereira, 3 Membros do Executivo da Fundação e do Restaurante Medieval e José Alves em Representação da Real Confraria do Santo Condestável à qual pertencia também o Cantor como Confrade. Devido às regras de Contingência próprias da Pandemia do Covid 19 e que entraram em vigor no dia 15 de Setembro, não foi possível publicitar antecipadamente a cerimónia para não se juntar uma multidão.

Depois da Missa, foi altura de Carlos Evaristo, já na qualidade de Cônsul Honorário do Brasil em Fátima (Ourém) recordar as palavras do Senhor Embaixador lidas por Evaristo aquando da Missa de 7º Dia, tendo esse primeiro acto oficial como Cônsul. “uma intervenção que foi uma mistura de honra e desgosto” uma vez que o Presidente da Fundação Oureana era amigo de largas décadas do Cantor que conheceu no Canadá na década de 1970. Com ele Evaristo partilhou muitos momentos familiares e entre eles a a Festa do Baptismo da primeira neta de Roberto Leal, a Mayra, que Evaristo e a mulher tiveram a honra de organizar no Restaurante Medieval da Fundação.

Durante a homilia o Padre João Maria Rodrigues falou do bom exemplo Cristão; de Fé, Esperança e Caridade, que marcaram a vida Roberto Leal e o seu exemplo de uma coragem heróica perante a dor e o sofrimento. Falou também do legado do Cantor que para além da música é o seu exemplo de Fé, de sua extrema humildade e bondade, uma vida vivida na Santidade.

O Canto Litúrgico esteve a cargo do Maestro Armando Calado que optou por um reportório clássico próprio das cerimónias fúnebres. O Cantor lírico também interpretou um tema Mariano recordando a grande devoção de Roberto Leal à Virgem Santa Maria, sob a invocação de Senhora de Fátima e de Senhora da Aparecida.

Foi junto de uma imagem da Padroeira do Brasil apresentada por Roberto Leal aquando do encerramento do V Centenário do Descobrimento do Brasil, que teve lugar em Ourém em 2001, que o dia de homenagens ao Cantor Luso-Brasileiro que vendeu mais do que 17 Milhões de álbuns e ganhou 30 Discos de Ouro e 5 de Platina, que foi assinada a Acta que cria como Departamento da Fundação o “Instituto Roberto Leal, Rei da Música Luso-Brasileira” para assim perpetuar a obra, feitos e legado do Cantor que há duas décadas se apaixonou por Ourém considerando que nenhuma outra terra lhe havia dado tanto valor e o homenageou assim.

Rodrigo Leal que fica como Director Vitalício do Instituto agora criado, tem já planos para se criar uma série de memoriais ao pai de quem era também seu Produtor, há várias décadas.

Para já, o Príncipe da Musica Luso-Brasileira, Rodrigo Leal prometeu voltar a Ourém dia 26 de Setembro para assim cumprir a promessa de seu falecido pai de actuar num Concerto Memorial dedicado a Amália Rodrigues, por ocasião do Centenário de nascimento da Cantora.

Para a Família Fernandes (Leal) a Fundação Oureana, a Câmara Municipal e a Fundação D. Manuel II foram sempre entidades amigas e muito queridas de Roberto Leal e que continuam a mostrar o amor e dedicação à memória do Rei da Música Luso-Brasileira.

(Fotos: José Alves e Carlos Evaristo)

15 de Setembro de 2020

INSTITUTO AMÁLIA RODRIGUES RAINHA DO FADO (DA FUNDAÇÃO OUREANA) PRESENTE NAS CELEBRAÇÕES DOS 100 ANOS DO NASCIMENTO DA SUA MADRINHA

O sobrinho da Fadista: José Manuel Rodrigues, o Presidente da Fundação Amália Rodrigues: Joaquim Vicente Rodrigues e o Presidente da Direcção da Fundação Oureana: Carlos Evaristo em conversa com o Sr. Presidente da República Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

No dia do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, muitas foram as iniciativas e as homenagens à ‘Voz de Portugal’. As cerimónias oficiais arrancaram durante a manhã com uma missa por alma da saudosa fadista celebrada na Igreja de São Vicente de Fora. A Igreja do Padroeiro da cidade de Lisboa, que foi antigo lugar de culto da Família Real Portuguesa e Panteão da Dinastia de Bragança, foi o local apropriado para a homenagem à Rainha do Fado, sepultada no Panteão Nacional.

Pelas 9:30, foi Joaquim Vicente Rodrigues, Presidente da Fundação Amália Rodrigues que deu as palavras de boas vindas aos familiares e amigos da fadista, elementos da Fundação e representantes das demais entidades e parceiros protocolares. O Presidente da Fundação referiu que a celebração era humilde tal como a Fadista era e gostava que fossem as coisas.

Foi com o Fado ‘Foi Deus’ a servir de cântico de entrada que os músicos Pedro Marques (guitarra portuguesa), Lelo Nogueira (viola baixo) e Tony Queiroz (viola) deram início à cerimónia religiosa presidida pelo Padre Joaquim Daniel Vieira Loureiro que relembrou aos fiéis os espírito de caridade de Amália Rodrigues. Duas versões da ‘Ave-maria’ que haviam sido cantadas pela Amália, interpretadas pelos músicos, serviram de cânticos de Ofertório e de Comunhão, seguindo depois o Fado ‘Amália’ que serviu de Acão de Graças.

No Panteão Nacional, pelas 11 horas, teve lugar a cerimónia de lançamento da emissão dos selos comemorativa do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, emitidos pelos CTT – Correios de Portugal. A esta cerimónia presidiu o Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva e contou também com intervenções dos Directores dos CTT e do Departamento de Filatelia. Para o Secretário de Estado, o facto de Amália continuar a inspirar uma nova geração de fadistas é a prova de que a mesma jamais será esquecida. Já o Presidente da Fundação Amália Rodrigues viu nesta emissão de selos algo que ficará para a história.

A emissão filatélica é composta por dois selos, um com o valor facial de 0,53 euros e outro com o valor facial de 0,86 euros, com uma tiragem de 100.000 exemplares cada; e um bloco filatélico com um selo, no valor de 2,00 euros e uma tiragem de 35.000 exemplares. O ‘design’ esteve a cargo de AF Atelier. Um dos selos mostra um balandrau de cores fortes da colecção da Fundação Amália Rodrigues e, como fundo, tem Amália no Brejão na década de 1980; o outro selo mostra um xaile negro e “colorido com design inovador”, tendo como fundo Amália num concerto na década de 1980. O selo do bloco filatélico tem, “do lado esquerdo, Amália num concerto em Cartago, na Tunísia, em 1972; no centro, Amália no programa de rádio ‘Comboio das Seis e Meia’, em 1952; e, à direita, Amália no jardim da sua casa na Rua de São Bento”, em Lisboa, na década de 1990; o fundo do bloco é o vestido que foi usado pela artista numa digressão ao Japão, na década de 1980.

Entre os numerosos convidados recebidos por Isabel Melo, diretora do Panteão estiveram D. Duarte de Bragança, José Manuel Rodrigues, sobrinho da Fadista e sua mulher, amigos e fãs da Rainha do Fado que seguidamente prestaram honras a Amália junto do seu túmulo.

As homenagens no Panteão contaram ainda com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que depois de cumprimentar todos os presentes à chegada deslocou-se ao túmulo de Amália onde colocou uma rosa branca sobre o sarcófago.

Antes de partir cumprimentou José Manuel Rodrigues e falou-lhe dos encontros que teve com Amália Rodrigues e depois felicitou o Presidente da Fundação Amália Rodrigues pelo trabalho que a nova administração tem levado a cabo e pelo fato da Fundação ter celebrado um Protocolo com o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado da Fundação Oureana no Castelo de Ourém, também criado pela fadista e que este ano celebra 25 anos.

As cerimónias da manhã terminaram na Casa Museu, sede da Fundação Amália Rodrigues, com a apresentação de um vídeo produzido pelo Instituto e as Fundações D. Manuel II e Oureana de um fado da autoria de Carlos Evaristo.

O Hino que é um fado composto e escrito no ano de 1995, pelo 75º Aniversário de Amália, foi apresentado à fadista que naquela altura pediu para o mesmo ficar guardado para uma homenagem póstuma “numa altura em que ela já cá não estivesse”.

Dom Duarte de Bragança, Conde de Ourém, Membro do Conselho de Curadores da Fundação Oureana e Presidente da Fundação D. Manuel II em conversa com o Presidente da República.

Carlos Evaristo, amigo da fadista, estava em 1991, a tratar da produção do último álbum de Amália, composto quase inteiramente por temas religiosos e um poema musicado de Fernando Pessoa, quando, de repente, e devido a uma doença, a diva ficou sem poder voltar a cantar. Desses ensaios resta uma gravação inédita da oração a Nossa Senhora do Carmo que a fadista recitava sempre antes de entrar em palco e que havia sido ensinada pela avó. O Hino do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues, Rainha do Fado agora apresentado em ecrã interativo na sede da Fundação Amália é interpretado pelo próprio Carlos Evaristo acompanhado do guitarrista Jorge Gonçalves, mas tal como referiu o amigo de Amália na apresentação, a versão oficial em DVD será gravada por um elenco de artistas de renome internacional, a anunciar, acompanhados por músicos que tocavam com a fadista. Infelizmente devido à Pandemia a produção não se conseguiu realizar a tempo, mas ficará pronta para o fecho das celebrações centenárias a 6 de Outubro de 2021, aniversário do falecimento de Amália Rodrigues.

O Hino na explicação do autor é composto a partir de vários tons dos Fados mais conhecidos de Amália a fim de entrar facilmente no ouvido. O último verso foi, segundo o autor, escrito no dia do falecimento da Rainha do Fado em 1999. Já durante a tarde, foi a vez da Assembleia da República marcar a efeméride com a aprovação de uma saudação pelo centenário do nascimento da fadista Amália Rodrigues, apresentado pelo presidente da Assembleia da República. Ouviu-se, na sala de sessões, o fado ‘Com Que Voz’, momento que culminou com aplausos de pé dos deputados presentes. À noite, a antiga residência de férias da fadista, no Brejão, concelho de Odemira, acolheu um memorável concerto “Bem-Vinda Sejas Amália”, com direção musical de Jorge Fernando, ex-músico da diva, e a componente artística coordenada pelo fadista e apresentador José Gonçalez.

O elenco foi constituído por Jorge Fernando, Ricardo Ribeiro, Katia Guerreiro, José Gonçalez, Marco Rodrigues, Fábia Rebordão, Filipa Cardoso e Sara Correia. “Bem-vinda sejas Amália” é também o título de uma exposição itinerante que está a percorrer o país e que estará patente em Lisboa, no terminal de cruzeiros de St.ª Apolónia, durante o festival Santa Casa Alfama, nos dias 02 e 03 de outubro. Amália Rodrigues foi oficialmente registada em 23 de julho de 1920. As celebrações do centenário do nascimento da fadista, falecida em 1999, prosseguem até ao final do ano e em 2021 promovidas por diversas entidades.

Texto e fotografias: Carlos Casimiro

Hino Centenário Do Nascimento de Amália Rodrigues, Rainha Do Fado

Música e Letra: Carlos Evaristo

Nasceu triste e pobre, mas com uma riqueza na voz…

Nem com isso ficou, pois partilhou, com todos nós.

Foi Primeira-dama, Embaixatriz e Princesa.

Mas para o Fado foi Rainha Portuguesa!

REFRÃO: Amália nasceu, nasceu para o Fado.

Com ele viveu, foi mãe, esposa e mana.

E Deus a escolheu, para ser Alma Lusitana.

E Deus a escolheu, para ser Alma Lusitana!

Continuou as viagens de Vasco da Gama.

E no Mundo foi uma Odisseia Lusitana.

Deu vida e voz aos quadros de Malhoa.*

E encarnou, nos versos, de Camões a Pessoa.

REFRÃO: Amália, viveu, viveu para o Fado.

Severa eterna de um amor arrojado.

E hoje aqui, recordamos com Saudade.

Ai Amália, sua vida foi um Fado!

REFRÃO: Amália… Amália morreu, mas vive o Fado.

A Virgem lhe deu, esse lugar sagrado. E hoje aqui…

Rezo por si… e recordo com Saudade…

Ai, Ai, Ai! Ai… Amália, hoje, seu nome, que dizer Fado! *

(“Deu vida e voz às telas de Malhoa” na versão original de 1995)

https://www.youtube.com/watch?v=4fJAlv7s10c&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2gEK4h1_Mx-ouRQkrAxKeAID-oYLZbneg53dOgi7DGNToKzsTN45MbDaE

FONTE: https://www.mundoportugues.pt/varias-iniciativas-marcaram-o-dia-do-centenario-de-nascimento-de-amalia/?fbclid=IwAR2DHHXiubfuQmgvwKSchPC9NphjAqSbtuCwlDipteoizyy7xSkdO9LceCM

23 de Julho de 2020

In Memorium – Padre John Guilbert Mariani R.I.P.

John Guilbert Mariani, SOLT, adormeceu pacificamente no dia 26 de Junho de 2020, no Hospital de Santo Andre, em Leiria, Portugal, mas sua presença permanece em nossos corações.

O Padre Mariani será lembrado como um homem profundamente único, de extraordinário optimismo, com um talento e poder para transformar seus sonhos em realidade.

Nascido em Palo Alto, Califórnia, a 11 de Setembro de 1947, era filho de Paul Andrew Mariani e Mary Frances Guilbert Mariani, sendo o terceiro de sete filhos. Foi criado na zona rural de Cupertino e Los Altos, California. A história de sua vida requer conforto com complexidade. Sua família era formada por agricultores e educadores que se expandiram para o mundo dos negócios, mas John era sua própria entidade única – “uma combinação de Noel Coward e o Grande Gatsby”. Suas paixões eram Arte, Música e Teologia. Ele floresceu em seus empreendimentos em design de interiores e consultoria de arte histórica. Ele podia tocar de ouvido qualquer música solicitada e o fazia com todo o gosto quando e onde um piano estava presente.

Seus estudos incluíram treino paroquial desde a idade elementar até a universidade, com estudos estendidos em Maryland, Paris, Londres e Roma (onde estudo o latim). Expandiu a sua educação e talentos através de suas extensas viagens pela América do Sul, a Rússia, a Europa de Leste , a Ásia e com estadias no exterior na Austrália, Bali, Inglaterra, França e Portugal.

Durante este tempo John Mariani foi casado Católicamente com Elizabeth Mariani, seu casamento tendo sido declarado nulo por ter querido sempre seguir uma vocação sacerdotal.

(“citações” são contribuições coletivas de familiares e amigos …)

John era um homem dinâmico e arrojado, o “brinde da sociedade de São Francisco nos anos 70 e 80 antes de espalhar sua magia por Paris e outros lugares distantes”. Na década de 90″, o homem da moda tornou-se o homem do tecido”, quando se tornou um Sacerdote devotado e dedicado na Sociedade da Santíssima Trindade (SOLT), compartilhando o Amor de Deus.

Antes e depois de ser ordenado, quando o Padre John entrava na sala, – “as luzes se acendiam, a banda começava com a música e um turbilhão de brincadeiras, humor e histórias ultrajantes se desenrolava”. Seu “carisma maior que a vida” permitiu-lhe usar seus dons para tocar muitas vidas de maneiras profundas. Depois de vários curtos ministérios nos Estados Unidos, (Skid Row, Texas) o Padre John foi transferido para Inglaterra e depois para Fátima, Portugal, para devotar a sua vida aos peregrinos. Foi incardinado na Diocese de São Tomé e Príncipe após sua aposentadoria, ele continuou seu ministério hospedando peregrinos internacionais de Fátima em sua amada Casa Alta Royal Lodge. Com sua alma intrépida, ele poderia manter um espaço gentil e compassivo para qualquer peregrino em sua jornada. O Padre John aprendeu a servir a Deus da melhor maneira possível, dados seus talentos e dons. Seus muitos amigos em todas as esferas da vida, estendendo-se por todo o mundo, foram tocados por sua gentileza, paixão e sua “Joie de Vivre”. Sua vida foi bem vivida e desfrutada ao máximo.

Enquanto reflectimos sobre a vida do Padre John, vemos um homem para todas as estações – um clássico de todos os tempos – que deixa connosco lições nas quais podemos crescer.

E se na humanidade de John Mariani ele deixou lições não aprendidas, então talvez caiba a nós que o amamos pegar a vela que ele deixou e carregá-la adiante.

John Guilbert Mariani era Membro das Ordens de Malta, Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, São Miguel da Ala, São Maurício e Lázaro, Constantiniana de São Jorge, etc. Foi membro Fundador do Instituto Preste João e da Real Guarda de Honra. Era também Capelão Mor Adjunto da Casa Real Portuguêsa.

O Padre John deixa seus irmãos David (Arlene), Mark (Melody), Richard (Jeanne) e as irmãs Linda e Marialisa Delmare (John). Sua vida continuará a surpreender seus 12 primos restantes, 34 sobrinhas e sobrinhos e 62 grandes e afilhados. Já havia falecido seus pais e irmão, Paul Mariani III.

As Exequias Fúnebres do Padre Mariani tiveram lugar na Regalis Lipsanothyeca da Fundação Oureana, no dia 29 de Junho com a Santa Missa celebrada pelo seu amigo, Padre José Joannes Oliveira.

Valentina Kowalska, Padre José Oliveira e Carlos Evaristo no Crematório de Leiria.
Padre José Joannes Oliveira.
Padres Joannes e Rogério com Valentina Kowalska.

Os enterros foram realizados; numa cerimónia privada em Davis, Califórnia, no dia 11 de Setembro de 2020 e em simultâneo na Regalis Lipsanotheca onde se encontra o Altar da Família Mariani e o túmulo. Presidiu ao sepultamento o Padre João Maria Rodrigues.

Comandante Guarda de Honra David Pereira com as cinzas do Padre John Guilbert Mariani
O Padre João Maria Rodrigues preside à Missa de Sepultamento.

Convidamos todos a celebrar sua vida e compartilhar suas reflexões em suas páginas do Facebook “John Mariani” e “Casa Alta Royal Lodge”.

O Padre Mariani foi Capelão e Membro Emérito da Direcção da Fundação Oureana tendo sido Capelão do Exército Azul na Domus Pacis em Fátima. Posteriormente tornou-se responsável pela Casa Alta Royal Lodge no Castelo de Ourém. Estava incardinado na Diocese de São Tomé e Príncipe.

À família enlutada a Direcção, Conselho de Curadores e Conselho Jurídico-Fiscal da Fundação enviam as mais sentidas condolências.

“Abrace o amor: seja corajoso e aceite a nobre busca para abrir seu coração e bom humor para a próxima aventura e para todo e qualquer espírito que aguarda seu convite. Abrace a vida: seja uma fonte de sinergia – conduza com um sorriso e uma piscadela e, acima de tudo, ALEGRIA! Em um mundo que insiste na eficiência ordenada de uma marcha 4/4, encontre o deleite em uma valsa.Abrace Deus: Busque Sua Graça nas bênçãos da Beleza atemporal, aproveite a inspiração transcendente de milagres momentâneo e sempre dance com o Divino.

NOTA DA FAMÍLIA:

“Lembro-me de ter conhecido John, apenas uma vez… ele entrou na sala vestido com elegância, e me lembro de segurar a respiração enquanto esperava que ele dissesse alguma coisa. Ele sem dúvida o fez, embora eu não me lembre do que ele disse, mas eu sabia que estava na presença de alguém especial – diferente em espécie de todas as pessoas que eu já conheci ou provavelmente conheceria. ” Esse era o nosso John! – Linda Mariani (Irmã)

Durante 20 anos, o Padre Mariani foi abençoado com a devoção de um anjo da guarda fiel e terreno, a empregada Valentina Kowalska. Os irmãos de John sugerem e agradecem o apoio a Valentina com uma contribuição para o Fundo Memorial do Rev. John Guilbert Mariani para padres aposentados e seus cuidadores. Contribuições: lindamariani@gmail.com. Cheques à ordem de: Linda Jane Mariani. Enviar para: Christine Gieseke, 500 Crocker Drive, Vacaville, CA 95688, EUA.

Obit do Padre John Guilbert Mariani pelo Desenhador Heráldico Mathieu Chaine

11 de Setembro de 2020

MEMBROS DA FUNDAÇÃO OUREANA RECEBIDOS EM AUDIÊNCIA PELO BISPO DE LEIRIA – FÁTIMA E VICE-REITOR DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA PELOS 25 ANOS DA INSTITUIÇÃO

O Padre Carlo Cecchin, Capelão Mor, Carlos Evaristo, Presidente do Concelho Executivo e António Agostinho dos Santos Pereira, Presidente do Conselho Jurídico-Fiscal, em representação da Fundação Oureana, foram recebidos em audiência privada por Sua Eminência o Cardeal D. António Marto, Bispo de Leiria – Fátima e pelo Vice-Reitor do Santuário Padre Vítor Manuel Leitão Coutinho.na Reitoria do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Durante a audiência que durou cerca de meia hora os membros da Fundação criada por John Haffert há 25 anos, explicaram a acção e o papel que a instituição tem tido, no pais e no estrangeiro, em prol da Cultura, da História e do Culto de Fátima e dos Santos e isto através de exposições, publicações, eventos e produções documentarias.

Os membros da Fundação falaram também das obras culturais e sócio-caritativas que a Fundação tem vindo a realizar e que está a levar a cabo actualmente com o Restauraste Medieval (que celebra 50 anos), a Regalis Lipsanotheca, e outras acções importantes a favor dos pobres da Diocese de São Tomé e Príncipe realizadas através da Real Confraria do Santo Condestável em pareceria com os vários parceiros protocolares, tais como a Fundação D. Manuel II.

O Cardeal Marto que recebeu de Carlos Evaristo uma colecção completa de todas as edições da Fundação para a Biblioteca do Paço Episcopal, entregou aos presentes um Terço Oficial do Santuário, depois de agradecer e felicitar a Fundação pelo seu 25º aniversário. Sua eminência também disse ter conhecimento de muitas das actividades da Fundação e ainda o trabalho meritório que a mesma tem levado a cabo em prol de diversas causas daquela Diocese Africana.

O Padre Caro Cecchin aproveitou a ocasião para exprimir a sua devoção a Nossa Senhora de Fátima que disse ser algo manifesto no legado de John Haffert, Fundador do Exército Azul e da Fundação, e com culto vivo na Arquidiocese de Paris onde exerce o ministério sacerdotal.

Antes de partir o Padre Cecchin entregou ao Bispo Diocesano, um donativo anónimo de 70, 000 Euros para o Santuário recebido de um casal de devotos de Nossa Senhora de Fátima em França.

11 de Agosto de 2020

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FUNDAÇÃO OUREANA CELEBRA 25 ANOS

A Fundação Histórico – Cultural Oureana foi fundada a 11 de Agosto de 1995 pelo benemérito americano John Mathias Haffert. É também conhecida por Fundação Fátima – Oureana ou simplesmente por Fundação Oureana (A Fundação para a Pesquisa Religiosa).

John Mathias Haffert (1915 – 2000) Fundador da Fundação Oureana

Queria o fundador do Exército Azul, o maior movimento apostólico Católico de Fátima, deixar um legado no Castelo de Ourém que demonstrasse a história de Portugal culminando no acontecimento de Fátima, as duas grandes paixões daquele que Pio XII considerou ser “o maior Apóstolo de Fátima de todos os tempos, depois da Irmã Lúcia” e “o melhor homem do mundo”.

John Haffert com Monsenhor Harold Colgan, D. João Pereira Venâncio e João Paulo II

Haffert chegou a Portugal na década de 1940, logo após a II Guerra Mundial, para escrever a primeira biografia em língua inglesa de D. Nuno Àlvares Pereira. Foi o facto do Santo Condestável ter sido III Conde de Ourém que levou o americano às terras do antigo Condado Ouriense, tendo testemunhado em Fátima um milagre de uma paraplégica, considerado o maior milagre em Fátima após 1917, que o convenceu a fundar o Movimento de Compromissos com a ajuda da Vidente de Fátima, Irmã Lúcia, de quem se tornou amigo.

Juntou-se a Haffert, um padre americano, de nome Monsenhor Harold Colgan, que havia fundado um movimento paroquial de Fátima, denominando “Exército Azul”, e assim nasceu o Apostolado Mundial de Fátima que popularmente ficou conhecido por Exército Azul após o carismático Arcebispo Norte-americano Fulton Sheen, apresentador de um dos maiores programas religiosos de televisão das décadas de 1950 e 60 ter dito; “contra o exército vermelho de moscovo, o exército azul de Fátima!”

Ao Comando do Apostolado durante 50 anos, Haffert teve um programa de televisão semanal onde chegou a entrevistar John F. Kennedy, escreveu mais de 200 livros e fundou várias revistas, tornou o movimento no maior na história da Igreja Católica com 80 milhóes de membros na época aurea. Levou também Fátima aos quatro cantos do mundo ao patrocionar duas imagens da Virgem Peregrina, esculpidas pelo Mestre José Ferreira Thedim, uma que ofereceu ao Santuário de Fátima e outra que ele próprio levou a viajar pelo mundo durante 5 décadas. Em Nova Orleans em 1972 a imagem passou vários dias a derramar lágrimas que uma equipa de cientistas ligados à NASA considerou serem de origem inexplicável e humanas.

Haffert fundou em 1947 o primeiro grande Hotel moderno de Fátima, a Domus Pacis e depois aquela que foi a maior Agéncia de Viagem de todos os tempos, a Fátima Travel que trouxe a Portugal durante 50 anos, quer directamente nos seus dois Boeing 737, ou através de outros apóstolos satelites que inspirou, cerca de 30 milhóes de peregrinos. 3.5 Milhóes dos quais levou a visitarem os 7 Castelos de Portugal da zona centro, projecto criado pelo Historiador e Colaborador de Haffert, Augusto de Mascarenhas Barreto em pareceria com a TAP e a RTP.

Hotel Domus Pacis, Fátima criado por John Haffert e pertença do Exército Azul, E.U.A.

Em 1970, com os empresários de turismo Camile Paul Berg, Rafael Palácios e Maria de Freitas, secretário de D. João Pereira Venàncio, Bispo de Leiria e Presidente do Exército Azul, fundou a Castelo de Portugal de Turísmo Lda. Agência de Viagens Portuguesa com transportes e guias de turísmo.

Mas a joia da coroa de Fátima foi para John Haffert, as suas aquisições no Castelo de Ourém onde criou o famoso Restaurante Medieval com um programa inteiramente criado e adreços desenhados por Augusto de Mascarenhas Barreto. Este restaurante comemora 50 anos deatividade desde a sua abertura.

O Restaurante Medieval no Castelo de Ourém, Fundado por John Haffert em 1970.

Foi no 25º aniversário do mais famoso Restaurante de Portugal que Haffert decidiu homenagear D. João Pereira Venâncio e Amália Rodrigues e criar uma fundação para preservar o seu legado e dar continuidade ao “Programa Medieval”que encantou quase 4 milhões de visitantes desde 1970.

Era dia de Santa Filomena, Santa Martir Romana de quem era devoto São João Maria Vianney (outro Santo de quem John Haffert era devoto) que o americano apelidado de “Mister Fátima” decidiu criar a Fundação Oureana. Ao seu lado, nesse dia para testemunharem o ato, estavam o seu compadre Carlos Evaristo que nomeou Presidente da Direcção, o solicitador António Rodrigues Vieira que preparou os Estatutos, o Conservador Adjunto António Vieira Costa e Manuel Gonçalves, filho do Ouriense aquem o americano havia comprado cerca de metade da antiga Vila Medieval que integrou no património da fundação juntamente com o Restaurante Medieval. Foi também inspirado pelo facto de D. Nuno Álvares Pereira ter acampado com as suas tropas em Ourém a 11 de Agosto de 1385 que John Haffert escolheu esse dia para criar a fundação.

Hoje o património da Fundação inclui jardins, museus e espaços de convivio e laser. Ao Município doou o Jardim D. João Pereira Venâncio, o mais fotografado pelos turistas e ao Estado ofereceu os edifícios que englobam hoje a Pousada Conde de Ourém.

Apresentou a Fundação a Portugal e ao Mundo no dia 12 de Agosto de 1995, contando com o Alto Patrocínio do Conde de Ourém, D. Duarte Pio de Bragança, amigo de longa data de Haffert e que hoje faz parte do Conselho de Curadores da Fundação e tendo como Madrinha, Amália Rodrigues que nesse dia homeangeou com o título de Rainha do Fado com que encerrou sua carreira artistica. No mesmo dia Haffert e Amália criaram o Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado como o primeiro departamento da Fundação criado para difundir o Legado da Fadista que decidiu, mais tarde, a exemplo de Haffert, a quem chamava carinhosamente de “Offered” pelo muito que ofereceu a Portugal e ao Mundo, fundar a sua própria Fundação tendo como modelo os Estatutos da Oureana.

John Haffert criou a Fundação Oureana e o Departamento “Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado no 25º Aniversário do Restaurante Medieval.

Outros patronos da instituição foram a Irmã Lúcia, a Madre Teresa de Calcutá e Roberto Leal. Este último, juntamente com o cantor Emanuel e Elvis Presley, receberam o prémio de carreira da fundação mas já depois da morte de Haffert que teve lugar a 31 de Outubro de 2000, véspera de Todos os Santos.

A Fundação Oureana toma o seu nome da figura lendária Ouriense de uma Princesa Moura encantada chamada “Fátima” tida como tendo sido Senhora do Castelo de Ourém após o seu casamento com o Cavaleiro Cristão Dom Gonçalo Hermingues. Ao converter-se ao Cristianismo terá tomado o nome de “Aureana” ou “Oureana” que deriva de Santa Aurea e deixando seus nomes nos topònimos de “Fátima” e “Ourem”. É esta figura lendária que personifica as duas cidades do Concelho Ouriense e que simboliza a missão Histórica e Cultural da Fundação Fátima – Oureana.

Em 1962, a pedido de John Haffert, o Pintor Surrealista Salvador Dalí incluiu a imagem de Fátima – Oureana vestida de branco e a erguer uma cruz na mão enquanto caminha do Castelo de Ourém na pintura da Visão do Inferno em Fátima. Sua imagem também faz parte do tableaux de figuras do teatro em pantomima que conta as lendas dos Espíritos do Castelo de Ourém durante o Programa Medieval “Banquete dos Reis” iniciado no Restaurante Medieval Oureana da Fundação em 1970 e visto por mais de 3.5 milhões de visitantes.

O Brasão de Armas da Fundação Oureana foi concebido em 1969 por John Mathias Haffert e o desenho original executado a tinta por Augusto de Mascarenhas Barreto. Foi oficialmente reconhecido em 1973 por Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém na qualidade de Chefe da Casa Real Portuguesa e até 1995, passou a ser usado pela firma “Castelos de Portugal Turismo Lda.”

Com o fim de actividade da firma Castelos de Portugal Turísmo Lda. este Brasão de Armas foi confirmado à Fundação Histórico – Cultural Oureana, a 12 de Agosto de 1995, por Motu Próprio de Sua Alteza Real Dom Duarte de Bragança, actual Conde de Ourém, na sua qualidade de Chefe da Casa Real Portuguesa.

A versão actual do Brasão de Armas da Fundação Histórico – Cultural Oureana é da autoria do Desenhador Heráldico Mathieu Chaine.

A fundação tem como Protectores eclesiásticos o Bispo Dom Manuel António Mendes dos Santos, o Cardeal Dom José Sariava Martins e tem como Capelães o Padre Carlo Cecchin e enteriormente os Padres John Mariani, Carlos Querido da Silva e o Monsenhor José Geráldes Freire.

A Fundação tem um departamento cultural e turístico, um departamento artistico, musical e desportivo, apoiando vários apostolados, associações e institutos religiosos para além da Sociedade Filarmónica Ouriense, a Paróquia local e angaria fundos para várias obras de beneficência através da Real Confraria do Santo Condestável e a Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV conde de Ourém.

A Fundação já realizou dezenas de produções televisivas, documentários e filmes e editou mais de 150 obras, pesquisas, estudos e pareceres especializados com o apoio do Gabinete dos Museus do Vaticano.

Mantém um arquivo / biblioteca com milhares de documentos e ediçóes raras e ainda a Regalis Lipsanotheca a maior colecção de relíquias a seguir ao Vaticano e especializada no restauro e autenticação de reliquias dos Santos, apostolado fundado por Carlos & Margarida Evaristo, Thomas Serafin e o Padre Carlo Cecchin.

A Fundação mantém a Exposição Nacional do Santo Condestável através de protocolo celebrado com a Fundação da Batalha de Aljubarrota – CIBA e o Museu Mariano Memorial Armand James Williamson – Marian Museum.

De outros protocolos também celebrados com fundações homólogas tais como a Fundação D. Manuel II e a Fundação Amália Rodrigues e também museus e municípios têm resultado mais de 50 exposições em sitos como a Bibioteca Nacional e outros lugares emblemáticos e o apoio à conservação e restauro de monumentos nacionais.

A Fundação também, mantém a Casa de Velório da Freguesia e angaria fundos directamente para várias causas incluindo os pobres e orfãos da Diocese de São Tomé e Principe. Também já atribuiu prémios, bolsas de estudo e patrocìnios de vários restauros.

A Fundação Oureana convidou o Dalai Lama a visitar Portugal pela primeira vez e vir a Fátima rezar pela Paz e organizou também conferências, colóquios e seminários internacionais.

A Fundação mantém também delegações em várias partes do mundo e é chamada com frequência a fazer-se representar em eventos e cerimónias oficiais Portuguesas e estrangeiras incluindo a Canonização de São Frei Nuno de Santa Maria cujo processo a mesma promoveu e apoiou.

11 de Agosto de 2020

FONTE: https://www.mundoportugues.pt/fundacao-oureana-celebra-25-anos/?fbclid=IwAR3AaFjzYaMv1KroLpXDk2xGMGn-KcHQa6H34ob6qpIS6E2bPw9VcQzx8d4

AMBULÂNCIA ENVIADA PARA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE COM MATERIAL MÉDICO, ESCOLAR E LITÚRGICO

Em vésperas da Fundação Oureana comemorar 25 anos, foi enviada uma ambulância para a Diocese de São Tomé e Príncipe carregada com 26 sacos de roupa, 29 pastas de arquivo escolar, 18 caixas de loiças diversas, 56 livros escolares, 2 caixas de embalagens de algodão, 7 caixas de unidades de compressas, 130 unidades de panos cirúrgicos, 3 caixas de pensos rápidos, 5 caixas de luvas cirúrgicas, 1 caixa de fio de sutura, 11 unidades de cateter, 3 kits de ambulatório, 6 caixas de ligaduras, 2 caixas de máscaras, 9 vitrais de igreja e 4 cadeiras de rodas.

Os nossos especiais agradecimentos a Fundação D. Manuel II, à firma Amilcar Reis, à família de David Alves Pereira, à Florinda Marques de Mãos Unidas com Maria, a Angelo Musa da Real Academia Sancti Ambrosii Martyris,, a Nicolas Descharnes, a Kevin Couling, a Marek Varela, a Stephen Besinaiz e à RISMA: Real Irmandade da Ordem de são Miguel da Ala, à Real Confraria do Santo Condestável / Real Guarda de Honra.

A entrega formal ao Sr. Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos, Patrono da Fundação Oureana, foi feita no passado dia 10 de Janeiro por Carlos Evaristo e David Pereira em nome das 4 entidades patrocinadoras; a Real Academia Sancti Ambosii Martyris, a Fundação Oureana, a Fundação D. Manuel II e a Real Confraria do Santo Condestável.

9 de Agosto de 2020

David Pereira, D. Manuel António Mendes dos Santos e Carlos Evaristo

Ambulância Equipada com material médico e escolar

O Restauro da Ambulância foi patrocinado pela Fundação D. Manuel II e a firma Amilcar Reis de Fátima.

OUREANA

A Fundação Oureana

(Para a Pesquisa Religiosa)

A Fundação Histórico – Cultural Oureana, também conhecida por Fundação Fátima – Oureana ou Fundação Oureana, toma o seu nome de uma figura lendária Ouriense, a Princesa Moura encantada, Fátima, Senhora do Castelo de Ourém, que após a sua conversão ao Cristianismo e casamento com o Cavaleiro Cristão Dom Gonçalo Hermingues, tomou o nome de “Aureana” ou “Oureana”, nomes estes que segundo a lenda estão na origem dos topónimos de “Ourem” e “Fátima”. É esta figura lendária que personifica as duas cidades do Concelho Ouriense e que simboliza a sua História e Cultura.

A Lenda da Princesa Fátima-Oureana

Fátima a quem teria sido dado o nome da filha do Profeta Moamé, foi na imaginação de alguns Cronistas e na tradição oral, uma jovem e bela Princesa Moura, filha única do Emir de Alcazar (Alcaçer do Sal), que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija. Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, o Templário Dom Gonçalo Hermingues, o “Traga-Mouros”, Cavaleiro -Poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre. Rapidamente o coração do Cavaleiro Cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a Princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de São João, (foi pela Festa de São Martinho ou de Sáo Tiago, segunda outras versões da lenda) preparou uma cilada de amor. No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. Mas de repente, os Cristãos liderados pelo “Traga-Mouros” saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo. Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos Cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Dom Gonçalo Hermingues pediu ao Rei D. Afonso Henriques licença para se casar com a Princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse. A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a Princesa, já com o nome Cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém. Foi Fátima – Oureana a figura mascote escolhida pelo Fundador da Fundação que toma seu nome, John Mathias Haffert, por ser ela que segundo o mesmo, melhor simbolizava e personificava a história do Concelho de Ourém. Em 1962 a pedido de Haffert, o Pintor Surrealista Salvador Dalí incluiu a imagem de Fátima – Oureana vestida de branco e a erguer uma cruz na mão enquanto encaminhava do Castelo de Ourém para a Visão do Inferno em Fátima. Sua imagem também fazia parte do tableaux de figuras do teatro em pantomina que contava as lendas dos 7 Espíritos do Castelo de Ourém durante o Programa Medieval iniciado no Restaurante da Fundação em 1970.