Fundações ajudam Real Confraria do Santo Condestável com patrocínio de transporte de bens para Apoio Social em Portugal e em África

A Real Confraria do Santo Condestável, um Apostolado Canonicamente erecto no espírito do laicado Carmelitano tem vindo, desde 1996, a servir de Departamento Socio-Caritativo das Fundações Oureana e D. Manuel II. A mesma organização acaba de realizar mais uma série de acções socias em antecipação da Festa do seu Patrono, São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

O Coordenador de Acção Social David Alves Pereira com o carregamento de bens entregue em Évora

Teve início no mês de Outubro, Mês dedicado a Nossa Senhora do Rosário, mais uma série de campanhas para angariação e entrega de bens aos mais carenciados, tanto em Portugal como em África. Os bens resultam de um esforço nacional levado a cabo por parte da Coordenação Norte da Real Confraria e da Associação Mãos Unidas com Maria em Fátima para a recolha de roupas e outros bens de primeira necessidade para os pobres.

O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto

Foi o Coordenador Social da Real Confraria do Santo Condestável; Jorge Manuel Reis Gonçalves, juntamente com seus irmãos voluntários; os Confrades António e José Gonçalves, que procederam, por quatro vezes, à recolha e transporte em camião TIR, de toda uma série de bens usados recolhidos e também doados pessoalmente pelo Coordenador Regional Norte da Real Confraria; Rui Salazar de Lucena e Mello.

Dom Duarte de Bragança e a Drª Carmo Jardim no armazém da ONG – SIM, a 26 de Agosto de 2021

Seguidamente, foi preparado pela prima do Coordenador Rui Mello, a Coordenadora Marília Oliveira, o recheio de outro contentor de bens usados transportados pela ONG -“SIM” da Drª Carmo Jardim.

O Duque de Bragança em trabalho de voluntariado na Sede da ONG – “SIM”, no passado mês de Agosto

Um quinto carregamento de bens foi descarregado, há duas semanas, nos portos de contentores de Lisboa e Setúbal, tendo na altura, o Coordenador Geral e Condestável-Mor da Real Confraria, Carlos Evaristo, e sua mulher, a Confradesa Margarida Evaristo, acompanhado o processo em representação das Fundações D. Manuel II e Oureana que patrocinaram a recolha, transporte e logística dos voluntários.

O Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Irmãos voluntários.

A Associação Mãos Unidas com Maria, cuja Fundadora e Presidente é a dedicadíssima Confradesa Florinda Marques, também recolheu e preparou um outro carregamento de roupas de inverno para homem, mulher e criança, mantas e roupas de cama, assim como outros bens essenciais para crianças e também brinquedos. Estes bens porém, estão destinados aos mais desfavorecidos da Arquidiocese de Évora. Foi graças à pareceria de colaboração social existente com a Real Confraria do Santo Condestável que foi patrocinado e coordenado a entrega de hoje.

O Coordenador David Alves Pereira com o Juiz da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, Ricardo Louro, acompanhado dos Veneráveis Irmãos voluntários

O material carregado em Fátima pela Florinda Marques e o Coordenador Social David Alves Pereira, que actuando na qualidade de Alcaide da Real Confraria do Santo Condestável e Comandante Geral Adjunto da Real Guarda de Honra, quis pessoalmente patrocinar todas as despesas de transporte em nome das organizações que representa.

A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria

Já em Évora foram Veneráveis Irmãos Voluntários da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora que receberam o carregamento que seguidamente irão entregar em parte às Casa Religiosas e à Santa Casa da Misericórdia de Évora. Estes bens, em grande parte, roupas, sapatos, mantas e brinquedos, serão distribuídos, por ocasião da Festa do Santo Condestável, pelos pobres e mais desfavorecidos da Arquidiocese incluindo famílias de migrantes.

A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria
A recepção em Evora dos bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria

Durante uma reunião com Coordenadores a semana passada em Sesimbra, o Condestável Mor da Real Confraria e Comandante Geral da Real Guarda de Honra, Carlos Evaristo, disse: “Estes bens enviados para Angola e Moçambique vão complementar um carregamento, já entregue, em Agosto, à ONG – SIM, pois o Sr. D. Duarte de Bragança, através da Real Confraria e das Fundações D. Manuel II e Oureana, quis ajudar as vítimas de Cabo Delegado, os pobres em Angola e São Tomé e Príncipe mas também pretende ajudar os mais necessitados em Cabo Verde e os refugiados da Síria, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal.”

Carlos Evaristo
Presidente da Direcção da Fundação Oureana

Para Carlos Evaristo; “É muito bom ver a Real Confraria e anteriormente, os Peacemakers, organização que criamos há 25 anos com o falecido John Haffert e posteriormente que desenvolveram actividades no estrangeiro com a ajuda dos falecidos Phillip Kronzer e o Capelão Padre John Mariani e isto sob a orientação do Vice-Postulador da Causa do Beato Nuno, o Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. e do Bispo de São Tomé e Príncipe D. Manuel António Mendes dos Santos. Hoje, são associações de fieis que servem de departamentos de acção social das Fundações e com grandes papeis activos na Igreja no campo da acção social, tanto em Portugal com em África. Importante também são as parcerias estabelecidas com organizações homólogas pois ninguém por si só consegue fazer o que se faz em conjunto. Fazemos isto em nome e em memória de São Nuno que com a sua Confraria e um Caldeirão, iniciou este trabalho social de recolha de alimentos e bens para os pobres de Lisboa a partir do Carmo em Lisboa. É ele o verdadeiro fundador da acção social em Portugal muito antes da Rainha D. Leonor e das Misericórdias que hoje têm um papel tão importante na sociedade. É igualmente importante a coordenação de trabalho de limpeza, desinfecção e preparação dos bens doados pelas pessoas voluntárias dedicadas tais como a equipa da Drª Carmo Jardim, a Florinda Marques, a Marília Oliveira e o Rui Mello. Mas igualmente importante é o trabalho dos voluntários no carregamento e transporte e aqui são as Fundações e as ONG que patrocinam as despesas, incluindo o envio de contentores. Agora esperamos poder ajudar com o envio de outro que queremos ainda patrocinar este mês para Cabo Verde e com bens recolhidos pela Associação Mãos Unidas com Maria que incluem mobiliário e material escolar.” !”

Este ano a Festa de São Nuno de Santa Maria e o Capítulo Geral da Real Confraria do Santos Condestável, tem lugar na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com Investiduras a iniciarem pelas 18:30 Horas, seguido depois de Missa Solene e Jantar de Convívio dos Confrades.

Os Confrades; Ricardo Louro e David Pereira
Logo da Associação Mãos Unidas com Maria
Peacemakers, Obra de Acção Social da Real Confraria do Santo Condestável

30 de Outubro de 2021

SANTO GRAAL – O cálice usado por Jesus na Última Ceia está na Catedral de Valência

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O perito em Relíquias Carlos Evaristo examina o Santo Graal na Catedral de Valência na companhia do Zelador Don Jaime Sancho Andreu, do Realizador Paul Perry e de Don José Leto Melero Crespo (Vice-Presidente Confradia del Santo Caliz de Valencia.

O Santo Cálice, conhecido desde a tradição medieval como o Santo Graal, é uma das relíquias mais sagradas de sempre e tem inspirado numerosas histórias na literatura e no cinema. Será verdade que esta peça esteve nas mãos de Cristo? Conheça aqui a sua história e onde ainda hoje o contemplar.

A palavra graal deriva provavelmente do Latim gradalis, que significa jarra, recipiente, e refere-se ao cálice de vinho que Jesus usou durante a Última Ceia.

El Santo Cáliz de Valencia | Reliquiosamente

Tanto os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) como São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, mencionam que Jesus usou um cálice na Última Ceia com os seus discípulos: «Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos eles beberam» (Mc., 14,23), e «do mesmo modo, depois da Ceia, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que beberdes dele, fazei-o em memória de Mim”» (1Cor., 12,25-26). Mas as informações sobre o paradeiro desse cálice encontramo-las na famosa Legenda Áurea (Lenda Dourada), uma colectânea sobre a vida e as histórias dos santos, elaborada por volta de 1260 pelo dominicano Tiago de Voragine, e que teve um grande sucesso na Idade Média. Aqui é-nos dito que São Pedro teria levado o Santo Graal para Roma, onde permaneceu por cerca de dois séculos e foi utilizado pelos Papas na liturgia eucarística. Sendo o maior indício disso a oração eucarística primeira (ou cânone romano) em que o sacerdote diz ao consagrar o vinho, referindo-se a Jesus: «Tomou este sagrado cálice em suas santas e adoráveis mãos».

SANTO GRAAL
O Santo Graal – Cálice da Última Ceia de Cristo venerado na Capela da Catedral de Valência,

No ano 258, o 24.° sucessor de Pedro, o Papa Sisto II, recusando ao imperador Valeriano oferecer um sacrifício pagão no templo de Marte, antes de ser martirizado encarregou o diácono Lourenço, tesoureiro da Igreja, de dispor dos tesouros da Igreja como julgasse melhor. Por isso, o diácono Lourenço foi martirizado por não ter entregado ao imperador os bens da Igreja, mas os ter distribuído pelos pobre de Roma. No século seguinte, o imperador Constantino mandou construir um oratório no local da sepultura de São Lourenço que mais tarde veio a tornar-se numa das basílicas papais de Roma. Num dos frescos da basílica, destruído pelos ataques durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, um soldado ajoelhado recebia um cálice das mãos de São Lourenço e outro soldado testemunhava a cena, e ambos teriam recebido a missão de levar a relíquia para um lugar seguro.

A tradição diz que este dois soldados romanos cristãos são os primeiros cavaleiros do Santo Graal e que foram bem sucedidos na missão que lhes foi confiada: levar o Santo Cálice para a casa dos pais de São Lourenço, nos arredores de Huesca, em Espanha, e que Orêncio e Paciência, juntamente com o seu irmão gémeo, se tornaram os guardiães do cálice da Última Ceia.

Historia
O Santo Graal é somente a copa superior do Cálice.

Em 533 a relíquia terá passado para a catedral de Huesca e aí custodiada. Por causa da invasão moura em 711, o Santo Cálice terá sido levado pelo bispo Adalberto para não cair nas mãos dos inimigos da fé cristã, e foi passando por várias igrejas até chegar ao mosteiro de São João da Penha, a cerca de trinta quilómetros de Huelva. Em 1399, o rei Martinho terá exigido a relíquia e em troca ofereceu ao mosteiro um cálice de ouro. O Santo Graal foi assim levado para a capela do palácio de Aljafería, em Saragoça, e duas décadas depois foi levado para a residência real em Barcelona. Afonso V pediu um empréstimo à Igreja para custear as guerras da expansão do reino e deu como garantia a relíquia do Santo Cálice. Impedido de saldar a dívida, o tesouro real, incluindo o Santo Cálice, foi entregue ao cabido da catedral de Valência, em 1437, e o cálice era utilizado apenas na Quinta-feira Santa pelo arcebispo. Em 1809, por causa das invasões napoleónicas, o Santo Cálice teve de ser levado, mas regressou à catedral de Valência. Durante a guerra civil espanhola, em 1936, a catedral de Valência foi saqueada e incendiada, mas a relíquia foi preservada. Esta foi ainda cobiçada pelo regime nazi, mas mais uma vez o Santo Cálice foi escondido e restituído novamente à catedral de Valência, onde ainda hoje se encontra e pode ser visto numa das capelas medievais rebatizada com o nome de Capela do Santo Cálice.

O aspecto que o actual cálice tem não é o original, apenas a copa superior (em ágata polida, de origem oriental e datada entre os anos 100 e 50 antes de Cristo) é considerada aquela usada por Jesus. A base, decorada com duas esmeraldas, dois rubis e 27 pérolas, bem como a haste, o nó central e as duas asas laterais tem um estilo de ourivesaria árabe de Sevilha ou de Córdoba, e são acrescentos posteriores.

O aspecto actual como Cálice despois de adicionada uma base e duas pegas.

Outro itinerário do Santo Graal, diferente do da Lenda Dourada, desde a sala da Última Ceia até à catedral de Valência, é referido por Carlos Evaristo e Fábio Tucci Farah na obra “Relíquias Sagradas” (Paulus Brasil, 2020), tendo por base dois pergaminhos encontrados no Cairo, documentos do Século XI escritos por Al-Qifti, e as pesquisas da especialista Catalina Martin Lloris: «O Santo Graal não teria sido carregado a Roma por São Pedro. Nem enviado secretamente a Huesca por São Lourenço. Ele teria permanecido alguns séculos em Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro, onde seria venerada por Egéria, o Venerável Beda e inúmeros outros peregrinos. E desembarcaria na Península Ibérica pela mediação diplomática do emir de Dénia».

Mas o Santo Graal é muito mais do que história e mistério, é símbolo do maior dom que Cristo deixou à Humanidade: a Eucaristia. Por meio desta, somos regenerados no corpo e na alma, acolhendo Cristo que Se faz alimento para nós. A Eucaristia que é celebrada todos os dias em qualquer parte do mundo é o verdadeiro Santo Graal que produz efeitos de santidade em nós.

João Paulo II e Bento XVI celebraram com o Santo Cálice

João Paulo II presidiu à ordenação sacerdotal de 141 diáconos, em Valência, em 8 de Novembro 1982, mas antes venerou e na Eucaristia usou o Sagrado Cálice.

Na homilia exortou os ordenandos: «Será a Eucaristia vértice do vosso ministério de evangelização, ápice da vossa vocação orante, de glorificação de Deus e de intercessão pelo mundo. E pela comunhão eucarística há de consumar-se dia após dia o vosso sacerdócio».

Juan Pablo II en la Catedral ~ Catedral de Valencia
O Papa São João Paulo II examina o Santo Graal em 1982.
Imágenes de Juan Pablo II en la Catedral de Valencia ~ Catedral de Valencia
O Papa São João Paulo II venera o Santo Graal com um beijo.

Também Bento XVI, em 2006, visitou Valência, celebrou a missa de encerramento do Encontro Mundial das Famílias com o Santo Cálice e na oração do Angelus, no dia 8 de Julho de 2006, referiu que «ao chegar a Valência, quis visitar primeiramente o lugar que representa o centro desta antiquíssima e florescente Igreja particular que me recebe: a sua bela catedral, onde rezei diante do Santíssimo Sacramento e me detive diante da famosa relíquia do Santo Cálice».

Em Fátima, a 13 de Maio de 2000, o Papa São João Paulo II usou uma réplica do Santo Graal durante a celebração da Missa. O Papa Bento XVI também usou o Santo Graal em Valência, durante uma Missa a 8 de Julho de 2006.

JOSÉ CARLOS NUNES

9 de Julho de 2021

Jornal O Clarim

FONTE: Família Cristã / O Clarim (Macau)

Duque de Bragança celebrou Jubileu da Ordem de São Miguel da Ala em Quieve, Ucrânia e inaugurou Delegação da Real Irmandade

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O Grão-Mestre Nato da Ordem de São Miguel da Ala, Dom Duarte Pio, Duque de Bragança esteve em Quieve, Ucrânia nos passados dias 27 a 30 de Maio de 2021 a fim de inaugurar a mais recente Delegação da Real Irmandade.

O Duque de Bragança à chegada à Paróquia do Capelão da Delegação.

Canonicamente Erecta pelo Bispo de São Tomé e Príncipe, esta Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, (uma de oito que fazem parte da Federação) e através das quais são admitidos membros Professos (Católicos) e Honorários (Não Católicos) na Ordem da mesma Soberana Invocação, abriu uma nova Delegação Ucraniana tendo recebido o “Nihil Obstat” e “Imprimatur” de todos os Bispos da Conferência Episcopal Católica da Ucrânia que também aceitaram pertencer à Ordem como Capelães e conferir o seu Patronato à Associação de Fiéis que este ano comemora 20 anos.

D. Duarte de Bragança entrega cópia do Decreto do Papa Francisco ao novo Capelão.

A nova Delegação goza também da aprovação e registo no Governo para assim poder operar com a sua antiga dupla espiritualidade, de Ordem “Monástica” e “Militar”, natureza essa vinda da Ordem medieval fundada por D. Afonso Henriques e cujo cariz foi reconhecido e vem referido no Decreto Pontifício do Ano Jubilar 2021 – 2022 emitido pelo Papa Francisco nos 850 anos da Ordem de São Miguel da Ala.

À chegada a Quieve, na Quinta-feira dia 27 de Maio, Sua Alteza Real, o Duque de Bragança, foi conduzido à Catedral Católica de São Miguel onde foi feita a Proclamação da Delegação do Ano Jubilar da Ordem de São Miguel da Ala, pelo seu Capelão. Seguidamente foram lidas as Indulgências levadas pelo Grão-Mestre em nome do Capelão Geral, o Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos, a serem lucradas também na Ucrânia, nos dias festivos do Arcanjo, tal como foi Decretado por Sua Santidade o Papa Francisco.

Sua Alteza Real com os novos Capelães.
O Grão-Mestre cumprimenta o primeiro Cavaleiro da Delegação Ucraniana.
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O Duque de Bragança investe os membros da Mesa da Delegação.

Ainda antes do jantar privado de recepção e boas vindas ao Grão-Mestre oferecido pela Mesa da Delegação, D. Duarte de Bragança investiu os membros da Mesa da Delegação que é chefiada pelo Delegado Dr. Oleg Jaross, um dedicado membro da Ordem de longa data.

O Duque de Bragança com os primeiros Capelães e Cavaleiros da Ordem na Ucrânia.
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O Duque de Bragança com Delegado e os membros da Mesa da nova Delegação.

Na Sexta-feira, dia 28 de Maio, foi a vez do Duque de Bragança ser recebido oficialmente pelos representantes da Conferência Episcopal Católica da Ucrânia na Catedral de Santo Alexandre em Quieve.

O Duque de Bragança é recebido pela Delegação da Conferência Episcopal.
O Duque de Bragança em conversa com os membros da Delegação da Conferência Episcopal.
O Duque de Bragança recebe um ícone pintado de São Miguel Arcanjo.
O Duque de Bragança admira o ícone de São Miguel Arcanjo oferecido pelos Bispos.
O Grão-Mestre entrega aos Delegados da Conferência Episcopal os diplomas da Real Irmandade a serem entregues aos Bispos Ucranianos em cerimónia privada no dia seguinte.

O Grão-Mestre da Ordem de São Miguel da Ala, agradeceu o ícone e seguidamente entregou aos Delegados da Conferência Episcopal, os Diplomas para Nûncio Apostólico e todos os Bispos da Conferência Episcopal Ucraniana que aceitaram pertencer à Ordem e Real Irmandade como Membros Capelães Grã-Cruzes e Patronos. Os Bispos seriam investidos numa cerimónia privada no dia seguinte na presença do Grão-Mestre.

D. Duarte conversa através de interprete com vários Bispos Ucranianos após as Investiduras.

Ainda antes do almoço, teve lugar uma visita de D. Duarte à cidade de Quieve, seguida de uma recepção oferecida por altas dignidades civis e eclesiásticas a que se seguiu um almoço de convívio.

Entre as 17:00 e 19:00 horas, realizou-se a Investidura Oficial na Ordem dos Bispos da Conferência Episcopal da Igreja Católica pelo Chefe da Casa Real, seguido de um jantar de gala em homenagem ao Grão-Mestre com a presença de autoridades Eclesiásticas e de Estado.

Imagem de São Miguel na Igreja Ortodoxa.
D. Duarte visitou a Igreja de São Migue a convite da comunidade Ortodoxa.

Durante a visita, o Duque de Bragança, a convite da comunidade Ortodoxa deslocou-se também à Igreja Ortodoxa de São Miguel.

No Sábado, 29 de Maio, o Senhor D. Duarte visitou a Catedral de Santa Maria de Quieve, onde pelas 12:00 horas assistiu à Missa Solene do Capítulo da Delegação da Real Irmandade de São Miguel da Ala com as Investiduras de Patronos e novos Membros Confrades da Delegação R.I.S.M.A. e também procedeu à condecoração de Altos Dignitários, Damas e Cavaleiros R.O.S.M.A.

O Duque de Bragança à entrada para a Catedral.
O Duque de Bragança investe o Deão da Catedral durante a Missa de Investiduras.

Durante a Missa, o Delegado R.I.S.M.A. relembrou a todos presentes que a Celebração do Jubileu de São Miguel coincide com o 700º Aniversário da Ereção da Diocese de São Miguel Arcanjo de Quieve-Zhytomyr e o 30º Aniversário da Restauração da Igreja Católica na Ucrânia após a sua proibição durante a ocupação Soviética.

As Insígnias da Ordem de São Miguel da Ala registradas para uso dos membros da Delegação Ucraniana relembram o Xacobeu 2021 – 2021 com a concha dos Peregrinos de Santiago de Compostela.
O Deão da Catedral e membros da Mesa assistiram o Grão-Mestre durante as Investiduras.

Depois da Missa, pelas 13:00 horas, celebrou-se um almoço de gala e convívio do Capítulo da Delegação, seguido de um passeio turístico pela cidade com a visita do Grão-Mestre à Igreja e Mosteiro entregue pela Diocese à Delegação R.I.S.M.A. para servir de Igreja e Sede da mesma e o Mosteiro para o complemento monástico e militar da Ordem na Ucrânia.

A reconstrução da Igreja e obras de readaptação do Mosteiro e residências agora entregues à Delegação, será um projecto patrocinado em parte pela R.I.S.M.A. com o apoio de militares R.I.S.M.A. ucranianos e de vários países que queiram apoiar a obra Diocesana.

O Duque de Bragança de visita às obras na Sede da Delegação.

A reconstrução da Igreja e Mosteiro agora entregues à Delegação, será um projecto patrocinado com o apoio de militares R.I.S.M.A. Ucranianos e de vários países que queiram apoiar a obra.

A vista do telhado da Sede da Delegação com a zona residência vizinha em construção.

Quanto à ala castrense da Ordem, o Duque de Bragança foi informado de um Protocolo que vai ser assinado entre a Diocese, a Delegação R.I.S.M.A. e várias Arquidioceses Militares para apadrinharem a iniciativa que pretende integrar a ala monástica contemplativa e os militares na zona residencial na Real Irmandade para a santificação pessoal dos mesmos, invocando São Miguel como Protector das Forças Armadas e da Cidade e Diocese de Quieve.

Portão principal de entrada para o complexo Monástico e Militar da Sede da R.I.S.M.A..

O dia bastante preenchido terminou com um jantar privado do Grão-Mestre com os novos membros da Mesa da Delegação e alguns benfeitores.

Entrada para o complexo Monástico da Sede da R.I.S.M.A..

Finalmente no Domingo, dia 30 de Maio, antes de regressar a Portugal, o Duque de Bragança visitou oficialmente a Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, Quieve, Ucrânia onde foi recebido na qualidade de Professor Honorário e Patrono da Faculdade de História, conforme consta de um artigo anteriormente publicado neste Site.

D. Duarte antes da visita à Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov de Quieve.
Dom Duarte de Bragança na Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, Quieve, Ucrânia

30 de Maio de 2021

A Real Ordem de São Miguel da Ala no Jubileu dos 850 anos da sua fundação

A Peregrinação Aniversaria deste ano contou com a presença de cerca de 350 Confrades nos três dias de eventos.

No fim-de-semana de 24 a 26 de Setembro de 2021, S.A.R., o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Grão-Mestre Nato das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa presidiu às celebrações da Real Ordem de São Miguel da Ala, a qual este ano celebra o Jubileu dos 850 anos da sua fundação e 20º aniversário da Real Irmandade da mesma soberana invocação.

Os eventos tiveram lugar em Fátima, Ourém, Braga e Santiago de Compostela onde a Missa Solene na Catedral foi celebrada por Sua Exª. Revmª, o Arcebispo de Santiago, D. Julián Barrio Barrio e concelebrada pelo Capelão Geral R.I.S.M.A., Sua Exª. Revmª D. Manuel António Mendes dos Santos e meia dúzia de Capelães da Ordem.

D. Duarte de Bragança com o Colar R.I.S.M.A

Fundada por D. Afonso Henriques após a tomada de Santarém aos Mouros, a Ordem Portuguesa mais antiga foi reconhecida oficialmente por Bula do Papa Alexandre III e foi criada com Cavaleiros da Ordem de S. Tiago de Espada Espanhola que auxiliaram o primeiro Rei de Portugal aquando da tomada de Santarém aos Mouros em 1147. Os referidos Cavaleiros, juntamente com a Ordem de Cister invocaram S. Miguel Arcanjo durante esse conflito, tendo visto nos céus de dia e de noite aquilo que afirmavam ser a asa flamejante do Príncipe das milícias celestes.

Aparição da Asa de São Miguel em 1147 pelo Mestre Henrique Mourato.

Um estudo levado a cabo em 1997 por Carlos Evaristo, pesquisador da Fundação Oureana, veio a confirmar que nesse mesmo ano foi visto nos céus, desde Março até Maio o cometa Halley, que já aquando da batalha de Hastings foi avistado e ligado à figura de São Miguel. A Ordem que passou a ter dois ramos de obediência era uma das várias Ordens menores do Reino sob a chefia do Abade de Cister de Alcobaça, e mais tarde de Santa Maria Osera, na Galiza. Desde então as insígnias da Ordem ostentam a espada de São Tiago com um sol de raios e uma asa vermelha ao centro, representando o cometa, e duas flores de lis na lâmina representando as duas obediências cistercienses.

A Ordem de São Miguel da Ala fundiu-se com o culto do Anjo-Custódio de São Miguel no tempo de El Rei D. João I, o qual obrigou os Padres Dominicanos no Mosteiro da Batalha a celebrarem diariamente o ofício do Anjo Custódio de Portugal, que já antes a Rainha Santa Isabel e seu pai, o Rei de Aragão, invocavam como Anjo da Paz durante a consagração dos seus Cavaleiros.

El-Rei D. Manuel I, para exaltar o culto do Anjo-custódio S. Miguel, conseguiu obter do Papa uma festa anual ao Anjo-Custódio, que só era superada em pompa pela festa do Santíssimo Sacramento. A Ordem teve um papel importante durante as batalhas, protegendo a pessoa do Rei durante os conflitos e assistindo, depois, com donativos as viúvas e órfãos dos Cavaleiros mortos em combate.

São Miguel da Ala e as Ordens das Casas Reais Portuguesa e Italiana no Século XVII. Pintura em Turim, Itália.

Depois da partida da Família Real para Brasil, no princípio do século XIX, a Ordem suspendeu as suas actividades. Foi depois reactivada, já como Ordem dinástica, por El-Rei D. Miguel I no exílio. A partir do Vaticano a Ordem conheceu nova actividade que incluía apoio secreto aos seus Cavaleiros em Portugal.

Foram Grão-Mestres Natos da Ordem todos os Reis de Portugal até D. Miguel I e depois dele todos os Chefes da Casa Real portuguesa até à actualidade.

Porém, na década de 1980 foi criada por alguns Cavaleiros, condecorados por S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança, uma associação civil denominada Real Ordem de São Miguel d´Ala. Mas ao fim de uma década de actividade decidiu o Chefe da Casa Real Portuguesa voltar a submeter as Ordens Dinásticas à Jurisdição Canónica da Santa Madre Igreja, criando assim a Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, que é hoje o único complemento social activo para os Cavaleiros, Irmãos professos e honorários, desta Ordem.

É de lamentar que alguns antigos membros da associação civil, alguns dos quais até haviam pedido demissão ainda na década de oitenta, tenham na década de noventa depois reactivado, sem legitimidade, a extinta associação, registando abusivamente como marca patente os antigos símbolos da Ordem, que por terem mais de 800 anos nem podiam ser registados!

Seguidamente introduziram toda uma série de procedimentos jurídicos contra o Chefe da Casa Real Portuguesa e contra a Real Irmandade por uso abusivo dos símbolos. No entanto, após 15 anos de batalha jurídica, ficou comprovado em Sede de Justiça, por não pagarem as suas dívidas que desde a sua Erecção Canónica, somente as Dioceses da Igreja Católica, com as Reais Irmandades da mesma soberana invocação, beneficiaram inteiramente, de todas as receitas e donativos provenientes da actividade da Ordem e das referidas Reais Irmandades. Os mesmos perderam o recurso no Tribunal da Relação de Lisboa, relativo às marcas que indevidamente usavam e acabaram por ser anuladas e foram condenados em tribunal a pagarem uma indemnização de mais de 5.000 euros à Fundação Dom Manuel II.

Hoje as Reais Irmandades de oito Dioceses fazem parte de uma Federação Internacional que incluem a Arquidiocese de Santiago de Compostela, a Arquidiocese Militar das Forças Armadas os Estados Unidos da América e a Diocese de São Tomé e Príncipe, a qual recebe apoio anual para as diversas obras de caridade a seu cargo, particularmente o Orfanato Casa dos Pequeninos, a qual muito tem saído prejudicada com as constantes despesas legais incorridas pelos processos jurídicos.

D. Manuel dos Santos

É hoje Capelão Geral da Real Ordem e das Reais Irmandades o Senhor Dom Manuel António Mendes dos Santos, Bispo de São Tomé e Príncipe. A Real Ordem conta com a participação de mais alguns Bispos, entre os quais se destaca o Senhor Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho. É Capelão-Mor de cerca de uma centena de Capelães, o Reverendo Padre Carlo Cecchin.

A 8 de Maio de 2021, Sua Santidade o Papa Francisco achou por bem conferir um ano Jubilar à Real Ordem de São Miguel da Ala e Suas Reais Irmandades através de dois Decretos Pontifícios, nos quais é reconhecida a continuidade da Ordem desde a sua Fundação até aos nossos dias como Ordem Dinástica, Militar e Monástica.

É reconhecida também de forma inquestionável por parte de Sua Santidade a Chefia da Casa Real Portuguesa e a Grã-Mestria das três Ordens Dinásticas Portuguesas, a saber, a Real Ordem de São Miguel da Ala, a Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e a Real Ordem da Rainha Santa Isabel.

Estas três Ordens estão hoje Canonicamente Erectas como Associações de Fiéis, fazendo universalmente parte da Igreja Católica. É um estatuto especial, de que só a antiga Ordem Teutónica hoje goza.

A abertura do Ano Jubilar teve lugar no Mosteiro de Alcobaça no passado dia 8 de Maio de 2021 e estendeu-se à Arquidiocese Militar de Washington, EUA, passando por Kiev, na Ucrânia, onde também existe uma Real Irmandade de São Miguel da Ala Monástica e Militar. A Festa de São Miguel este Ano celebrou-se, em Setembro, com uma Peregrinação Internacional a Fátima, Braga e a Santiago de Compostela.

D. Duarte de Bragança em Oração.

O evento, que, juntou duas centenas de Damas e Cavaleiros, foi presidido por S.A.R., o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, e este ano teve por tema os 75 anos da Coroação de Nossa Senhora de Fátima como Rainha do Mundo pelo Papa Pio XII, Padrinho de Baptismo de Sua Alteza Real, e o Jacobeu de 2021 de Santiago de Compostela.

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Participaram nas celebrações desta Peregrinação vários Cardeais, Bispos e Patronos Reais, entre os quais o Príncipe Alberto Thurn und Taxis, o Arquiduque Joseph Karl da Hungria, vários Príncipes Alemães, Brasileiros, Franceses e Italianos e o Rei do Ruanda.

O Ano Jubilar estende-se por vontade da Santa Sé até 29 de Setembro de 2022 com actividades agendadas na Croácia, Rússia, Brasil, Hungria, Alemanha, França, Itália, Espanha, Ucrânia e EUA.

Em Coimbra, Braga e Santiago de Compostela haverá um Capítulo Geral de 6 a 8 de Maio de 2022 e a Peregrinação de encerramento do Ano Jubilar será de 23 a 25 de Setembro de 2022.

Armas da Federação R.I.S.M.A. ao Centro ladeadas das insígnias da R.O.S.M.A. e de algumas Reais Irmandades.

FONTE: (Revista) Correio Real, Nº 24, Novembro 2021, Páginas 32 e 33

FOTOS: Direitos de Autor Michael Hesemann

29 de Setembro de 2021

Embaixadora de Portugal na Suécia recebeu em Audiência a Delegação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala

O Capelão Geral e Patrono Eclesiástico da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala, Dom Manuel António Mendes dos Santos acompanhado do Delegado Sueco da R.I.S.M.A. Magnus Carlsson foram recebidos oficialmente em Audiência por Sua Excelência Sara Martins, Embaixadora de Portugal na Suécia.

Sua Excelência Sara Martins, Embaixadora de Portugal na Suécia.

Durante a Audiência que durou cerca de meia hora, a Delegação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala apresentou Cumprimentos à Embaixadora e seu marido em nome da Federação R.I.S.M.A. e informou os mesmos do importante trabalho de apoio às Missões Portuguesas e aos pobres da Diocese de São Tomé e Príncipe que os membros da Ordem e Real Irmandade de São Miguel da Ala na Suécia têm vindo a levar a cabo, ao longo dos anos e recentemente, com a ajuda à aquisição de uma carrinha para transporte dos órfãos da Casa dos Pequeninos.

O Delegado R.I.S.M.A. falou da homenagem prestada à memória do antigo Cônsul Português António José da Silva Loureira, Visconde de Sotto Maior, a pessoa que restaurou o Cemitério Católico de Estocolmo no Século XIX às suas custas e falou ainda da visita do Senhor Bispo à Comunidade Lusófona com celebração de Missa de primeiro Domingo do Advento em língua Portuguesa..

A Embaixadora agradeceu a visita e felicitou os membros da Delegação “pelas importantes iniciativas de apoio aos menos favorecidos e que honram o bom nome de Portugal” e relembrou que “Portugal e a Suécia têm uma história longa de relações amigáveis e de cooperação”. 

Sara Martins, Embaixadora de Portugal na Suécia e sua marido recebem a Delegação Sueca da RI.S.M.A.

29 de Novembro de 2021

Delegação Sueca da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala recorda Embaixador António José da Silva Loureiro e entrega 2,500€ para Orfanato da Diocese de São Tomé e Príncipe

A Mesa da Delegação R.I.S.M.A. da Suécia com o Capelão Geral junto à sepultura do Visconde de Sotto Maior.

O Bispo de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel António Mendes dos Santos, Capelão Geral da Real Irmandade de São Miguel da Ala e Patrono Episcopal da Real Ordem de São Miguel da Ala, está de visita à Delegação Sueca da Real Irmandade de São Miguel da Ala.

Jan Ola Axelsson deu uma palestra aos membros da Real Irmandade sobre o papel do Visconde de Sotto Maior.

Ontem D. Manuel António Mendes dos Santos visitou o Cemitério Católico de Estocolmo restaurado em 1838 pelo Embaixador Português António José da Silva Loureiro, Visconde de Sotto Maior.

O Delegado e membros da Real Irmandade escutam a palestra sobre o papel do Visconde de Sotto Maior.

Depois da visita guiada ao cemitério conduzida pelo Sacristão da Capela do Cemitério, Jan Ola Axelsson, foi colocada uma Coroa de flores e uma vela a arder na sepultura do saudoso Embaixador. Seguidamente houve uma palestra dada por Axelsson aos Confrades da Real Irmandade sobre o papel importantíssimo que teve este Embaixador Português junto da comunidade Católica local.

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Seguidamente foi celebrada uma Missa em Latim pelo Senhor Bispo por alma do Visconde de Sotto Maior e durante a qual foram promovidos vários Confrades.

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Das reuniões, almoços e jantares com o Senhor Bispo de São Tomé resultaram valiosos contactos com entidades Católicas dispostas a ajudarem os pobres da Diocese.

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O almoço com o Cardeal de Estocolmo foi particularmente produtivo e no final do mesmo, o Senhor D. Manuel António, a pedido dos Confrades e para agrado de todos, cantou Fado durante meia hora.

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A visita à Delegação revelou um desejo profundo dos Confrades Suecos para que todas as celebrações, peregrinações e convívios de Irmãos das Reais Irmandades, tenham um cariz ainda mais religioso com novenas, retiros e vigílias a serem organizadas antes das Missas de Investidura.

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Querem também os Irmãos Suecos que o espírito de renovação nas Ordens de Cavalaria que está a ser levado a cabo na Ordem de Malta por vontade de Sua Santidade o Papa Francisco, seja também adoptado por todas as Ordens Dinásticas e particularmente as que têm Reais Irmandades Canonicamente Erectas e isto para que o uso de condecorações e vestes faustosas por parte de Confrades nos eventos de gala das Ordens Católicas, deixem de parecer uma feira de vaidades que escandaliza os pobres que os mesmos confrades devem de ajudar.

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O Bispo de São Tomé agradeceu o empenho em nome do Grão-Mestre Dom Duarte de Bragança e agradeceu também a generosidade de todos os membros da Delegação que têm sido incansáveis na angariação de fundos para os pobres da Diocese de São Tomé e Príncipe. Antes de encerrar a sessão os Confrades ainda propuseram que fosse obrigatório que todas as Reais Irmandades Diocesanas da Federação ajudassem os pobres da Diocese com uma percentagem das colheitas de fundos e peditórios extraordinários em todos os seus eventos.

Hoje, durante a Missa celebrada em Português pelo Senhor Bispo de São Tomé e Príncipe, o mesmo recordou o importante papel que a Ordem teve ao longo dos séculos em dar apoio às viúvas e órfãos e que é uma obra que continua através da Real Irmandade sob o Alto Patrocínio do Grão-Mestre da Ordem D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança.

A comunidade Portuguesa emigrante em Estocolmo ficou particularmente feliz por receber a visita de um Bispo Português que lhes tocou o coração com a mensagem de esperança do Advento.

Antes de partir o Delegado da Real Irmandade Magnus Carlsson surpreendeu D. Manuel António com o anuncio de um depósito adicional de 2,500 € na conta da Diocese para apoio continuado à Casa dos Pequeninos. É de recordar que a Delegação este ano já fez várias contribuições incluindo um donativo de 4,800 € para a compra da carrinha nova que serve o orfanato.

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Dom Manuel António Mendes dos Santos celebrou o 1º Domingo do Advento com a Comunidade Portuguesa.

28 de Novembro de 2021

Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala – 13ª Gala para Angariação de Fundos a favor da Arquidiocese para Serviços Militares dos E.U.A.

A Mesa da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala da Arquidiocese para os Serviços Militares dos Estados Unidos da América, participou na 13º Gala para Angariação de Fundos a favor da Arquidiocese à qual pertence a antiga Ordem Dinástica Canonicamente Erecta por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Arcebispo Timothy Broglio.

Nguyen com um dos Seminaristas presentes, o Coronel Boswell, o Arcebispo Broglio, o casal Pinho e o casal Besinaiz

O Coronel Stephen Besinaiz, Juiz da Real Irmandade e também Compadre de Sua Alteza Real o Duque de Bragança, juntamente com sua mulher, Teri Besinaiz, receberam no jantar de Gala; Christopher Andrew Martins Saint Victor-de Pinho e sua mulher Jennifer Wilson Sinclair Saint Victor-de Pinho investidos pelo Senhor Arcebispo em nome do Grã-Mestre como Cavaleiro e Dama da Ordem de São Miguel da Ala. A Ordem está a celebrar um Ano Jubilar proclamado pelo Papa Francisco pelos 850 anos da sua criação e a 13 de Maio de 2022 irá organizar o Capítulo Americano da Real Irmandade Castrense no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Nova Jersey criado pelo Fundador da Fundação Oureana, John Mathias Haffert.

O Chefe de Relações Públicas da Real Irmandade, Peter Hung Quoc Nguyen e o Vogal da Mesa Coronel William Boswell, brindara, o Senhor Arcebispo da Diocese Castrense, os Bispos, Capelães e seminaristas presentes agradecendo o seu ministério a favor dos militares e prometendo que a Real Irmandade de São Miguel da Ala que com a Ereção Canónica na Arquidiocese para Serviços Militares, voltou a ser uma Ordem Militar e Monástica como era na Idade Média, irá continuar a apoiar a Missão que presta serviço religioso e Capelania aos Militares Americanos destacados em todo o Mundo e ajuda ao veteranos de guerra.

O Juiz e membros da Mesa da Real Irmandade com ao casal Pinho, investidos como Cavaleiro e Dama e um dos Bispos
O Coronel Besinaiz com o Cavaleiro Christopher Pinho e Peter Nguyen junto à estátua de São João Paulo II

O evento que já vai na sua 13ª edição costuma angariar um mínimo de 5,000 Euros cada ano. Este ano a Gala teve lugar no dia 20 de Novembro no Centro João Paulo II em Washington, DC e reuniu cerca de uma centena de membros militares.

O Coronel Steve Besinaiz que apresentou cumprimentos a todos presentes em nome de Sua Alteza Real D. Duarte de Bragança, anunciou que a Real Irmandade que celebra este ano 20 anos de existência vai continuar a apoiar também as outras Reais Irmandades da Federação e particularmente as da Diocese de São Tomé e Príncipe e de Kiev, na Ucrânia, também ela Militar e Monástica.

As Reais Irmandades de São Miguel da Ala são hoje o braço social activo da Ordem Dinástica reconhecidas por sete Dioceses e com mais de 2500 membros.

20 de Novembro de 2021

O Coronel Besinaiz com Peter Nguyen junto à estátua de São João Paulo II

Delegação da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala na Suécia celebra Ano Jubilar com programa para angariação de fundos para a Diocese de São Tomé e Príncipe

D. Manuel António Mendes dos Santos

Está de visita oficial à Delegação da Real Irmandade de São Miguel da Ala na Suécia, Sua Excelência Reverendíssima o Capelão Geral Bispo D. Manuel António Mendes dos Santos C.M.F.

O Programa para a visita à Suécia do Senhor Bispo por ocasião da Celebração do Ano Jubilar da Real Ordem de São Miguel da Ala, inicia-se na Quinta-feira, dia 25 de Novembro com uma Recepção no aeroporto de Arlanda seguido de um encontro de convívio com Jantar de boas-vindas oferecido pela Comunidade Jesuíta de Estocolmo

Na Sexta-feira, dia 26 de Novembro, pelas 10:00 horas da manhã haverá um encontro do Senhor Bispo com o Dr. George Joseph, Diretor Executivo da Caritas na Suécia e seguidamente, pelas 11:30 horas, terá lugar uma Entrevista a D. Manuel António pelo Redator-Chefe da Katolsk Magasin (revista Católica da Suécia). O Senhor Bispo falará sobre a situação actual vivida em São Tomé e Príncipe e a actividade que tem vindo a ser desenvolvida pela Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala e particularmente pela Delegação da Suécia. para ajuda humanitária aos pobres e crianças da Casa dos Pequeninos.

Pelas 13:00 horas o Senhor D. Manuel António irá visitar a Universidade de Uppsala e também à Universidade de Estudos Africanos, uma acto que conta com uma valiosa contribuição do Comendador Daniel Stattin.

Às 18:00 horas, haverá uma Missa celebrada na Igreja de Santa Eugénia em Estocolmo e às 18:30 horas terá lugar uma Sessão Aberta com o Senhor Bispo e uma entrevista relacionada com o seu trabalho missionário e a situação vivida actualmente em São Tomé e Príncipe.

No Sábado, dia 27 de Novembro, logo pelas 09:30 horas haverá uma Visita Guiada em Português na Cidade Velha de Estocolmo conduzida pelo Cavaleiro Miguel de Paula. Às 14:00 horas o Senhor Bispo irá celebrar a Santa Missa Capitular em latim para os irmãos e irmãs da Real Irmandade da Ordem de São Miguel da Ala. O Capítulo terá lugar na Capela de Sankt Josefs no Cemitério Católico, perto de Haga Norra.

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Depois da Missa terá lugar a colocação de uma Coroa de Flores com Guarda de Honra, um acto memorial comemorativo da acção do Embaixador António José da Silva Loureiro que em 1838 foi a primeira pessoa a tomar a iniciativa de recuperar o cemitério dos Católicos. O acto memorial termina com uma Palestra sobre a história do Catolicismo na Suécia e outra sobre a História do Cemitério dadas por Jan Ola Axelsson.

Uma Jantar de Angariação de Fundos terá lugar pelas 18:00 horas com a presença de Sua Eminência o Cardeal Anders Arborelius, Bispo de Estocolmo, a Diocese que conferiu o Imprimatur e Nihil Obstat aos Estatutos da R.I.S.M.A.

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O Delegado RISMA Grã-Cruz Magnus Carlsson junto ao túmulo do penúltimo Rei de Portugal

No Domingo, dia 28 de Novembro, pelas 15:00 horas da tarde, haverá a Celebração da Santa Missa pelo Senhor D. Manuel António em língua Portuguesa. a Missa terá lugar na Paróquia de Marie Bebådelse församling, Linnégatan.

Pelas 18:00 horas, haverá um Jantar na casa do Delegado RISMA Magnus Carlsson e sua mulher Giovanna Carlsson com a participação da Delegação RISMA com síntese e discussão sobre o caminho a seguir no futuro.

Na Segunda-feira, dia 29 de Novembro, pelas 9:30 horas haverá uma Encontro do Senhor Bispo com o Embaixador de Portugal na Suécia Sua Excelência Sara Martins na Embaixada de Portugal em Drottningatan.

Os Membros da Delegação RISMA despedem-se do Senhor Bispo no aeroporto pelas 19:00 horas.

A visita de D. Manuel António Mendes dos Santos conta com o apoio das Fundações D. Manuel II e Oureana.

25 de Novembro de 2021

Presidente da Guiné-Bissau aprova proposta do Departamento Heráldico da Fundação Oureana para a Criação das Três Ordens de Estado

O Presidente da República da Guiné-Bissau, General de Exército Umaro Sissoco Embaló no acto da Nomeação

Acaba de ser aprovado pela Presidência da República da Guiné-Bissau, o projecto para a criação das três Ordens de Estado, que teve origem num Projecto concebido em 24 de Setembro de 2017, pelo Colégio Heráldico da Fundação Oureana, para a instituição na Guiné-Bissau das suas Ordens Honoríficas, uma Chancelaria das Ordens e um Colégio Heráldico Nacional.

O Chanceler-Mor das Ordens General Malam Ca

O Presidente da República da Guiné-Bissau, General de Exército Umaro Sissoco Embaló que assinou o Decreto para a criação das três Ordens de Estado, nomeou Chanceler-Mor das mesmas, o General Malam Camará.

A ideia para a criação das Ordens foi proposta pelo Conselheiro da Presidência da República da Guiné-Bissau, Manuel Beninger Simões, Presidente da Fundação Meninos do Bissauzinho que partilha a autoria do projecto com o Heraldista Chefe Carlos Evaristo, o perito que concebeu a natureza e orgânica para a concessão das ordens e o ordenamento heráldico. Os desenhos são do Desenhador Heráldico Mathieu Chaine, do Colégio Heráldico da Fundação e o projecto oferecido gratuitamente ao Governo da Guiné-Bissau.

O projecto de proposta, assim como a minuta para o Decreto Presidencial foram preparados pelo Colégio Heráldico da Fundação, tendo por base a orgânica das Ordens Honoríficas da República Portuguesa, prevendo a criação pelo Presidente da República da Guiné-Bissau, das seguintes Ordens, baseando os nomes e insígnias das Ordens no lema e símbolos do Ordenamento Heráldico e da Divisa Nacional:

O Chanceler-Mor das Ordens General Malam Camará

ORDEM DA UNIDADE

ORDEM DA LUTA

ORDEM DO PROGRESSO

Na Minuta do Decreto pode-se ler que: “Pela Vontade do Povo, o Presidente da República da Guiné-Bissau, reconhecendo que a nossa Bem Amada e Gloriosa Pátria, ao contrário das outras Nações, até este momento não possuía Ordens Honoríficas de Estado para o Chefe da Nação, em nome do seu Povo, e a bem da Nação, poder Reconhecer, Galardoar ou Distinguir, em vida ou a título póstumo, os Cidadãos, e as Organizações e Entidades, Nacionais ou Estrangeiras, que se notabilizem por Méritos, pessoais ou colectivos, por Feitos Militares, Heroicos ou Cívicos, por Actos Excepcionais ou por Serviços Relevantes prestados ao País“, por meio deste Decreto cria as Ordens Honoríficas de Estado que por sugestão da comissão autora do Projecto que de acordo com o Chefe da Comissão autora do Projecto, Carlos Evaristo, “baseamos no Lema e Símbolos do Brasão da Divisa Nacional.”

Ordens que “servirão para serem perpetuamente outorgadas pelo Chefe de Estado em Pleno Exercício das suas Funções e Cargo” e que serão respectivamente de carácter: “Nacional, Militar e de Mérito Civil, a cada uma correspondendo finalidades e insígnias específicas, consagradas no Decreto e orgânica de gestão e concessão agora aprovado.

De harmonia com os usos internacionais, as Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau podem ser atribuídas a cidadãos estrangeiros, como membros honorários de qualquer grau. Também os corpos militarizados, as unidades ou estabelecimentos militares podem ser declarados membros honorários de qualquer das Ordens, sem indicação de Grau, tal como as localidades, as colectividades e instituições que sejam pessoas colectivas de direito público ou de utilidade pública há, pelo menos, vinte e cinco anos.

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O Presidente da República da Guiné-Bissau, General de Exército Umaro Sissoco Embaló

Estas três Ordens que “servirão para serem perpetuamente outorgadas pelo Chefe de Estado em
Pleno Exercício das suas Funções e Cargo”
serão respectivamente de carácter: “Nacional, Militar e de Mérito Civil e a
cada uma correspondem finalidades e Insígnias específicas, consagradas no Decreto e orgânica de Gestão e Concessão agora aprovado.

Como Grão – Mestre das três Ordens de Estado, o Presidente da República da Guiné-Bissau usará, enquanto exerce funções de Chefe de Estado, a Banda das Três Ordens e o Grande Colar das Três Ordens, insígnias desenhadas pelo Desenhador Heráldico Francês; Mathieu Chaine do Departamento Heráldico da Fundação.

“De harmonia com os usos internacionais, as Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau podem ser atribuídas a cidadãos estrangeiros, como membros honorários de qualquer grau, não se lhes aplicando as condições da sua concessão a cidadãos nacionais.

Os corpos militarizados e as unidades ou estabelecimentos militares podem ser declarados membros honorários de qualquer das Ordens, sem indicação de Grau, tal como as localidades, as colectividades e instituições que sejam pessoas colectivas de direito público ou de utilidade pública há, pelo menos, vinte e cinco anos.

AS NORMAS DE CONCESSÃO PROPOSTAS

A Concessão de qualquer grau das Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau é da Exclusiva Competência do Senhor Presidente da República como Grão-Mestre das Ordens. A Competência referida no número anterior pode ser exercida “Motu Proprio” por iniciativa própria do Senhor Presidente da República ou por Proposta do Senhor Presidente da Assembleia da República ou do Senhor Primeiro-Ministro.

O grau de Grande-Colar destina-se principalmente a agraciar Chefes de Estado podendo, ainda ser concedido, por Decreto do Senhor Presidente da República, antigos Chefes de Estado e a pessoas cujos feitos, de natureza extraordinária e especial relevância para a Guiné-Bissau, os tornem merecedores dessa distinção.


PROPOSTAS PARA CONCESSÃO DE ORDENS HONORÍFICAS

O Presidente da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro podem propor a concessão dos graus de qualquer Ordem a Cidadãos Nacionais ou Estrangeiros, sendo que a iniciativa das Propostas apresentadas pelo Primeiro-Ministro podem partir de qualquer dos Ministros.

A iniciativa das propostas de concessão da Ordem Militar da Luta é reservada ao Ministro da Defesa Nacional, ouvido o Senhor Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas ou os Senhores Chefes dos Estados-Maiores do Exército, da Armada ou da Força Aérea, consoante o ramo a que pertença o agraciado, sendo formalizada pelo Senhor Primeiro-Ministro.

Os Conselheiros das Ordens podem propor a concessão de qualquer grau das respectivas Ordens, por iniciativa de qualquer dos seus membros ou no termo da apreciação  das solicitações de agraciamento formuladas por quaisquer cidadãos ou entidades.

A Concessão de qualquer condecoração a Cidadãos Estrangeiros, quando não seja da iniciativa do Senhor Presidente da República ou por proposta do Presidente da Assembleia da República ou do Primeiro-Ministro, é precedida de Minuta de Informação do Ministro Responsável pelos Negócios Estrangeiros.


FORMA E CONTEÚDO DAS PROPOSTAS E RESERVA DO DIREITO DE ACESSO

As Propostas de Concessão de qualquer grau das Ordens Honoríficas da República da Guiné-Bissau devem ser devidamente fundamentadas e Assinadas pela Entidade Proponente.

Os Fundamentos exigidos para a Concessão do Título de Membro Honorário de uma Ordem
a Localidades, Colectividades e Instituições devem ser provados pela Entidade Proponente, em
documentação anexa à Proposta, quando não constituam factos notórios.

É especialmente Obrigado ao Dever de Sigilo quem aceder, no exercício e por causa das suas
funções, à documentação referida nos números anteriores.

FORMA DO ACTO DE CONCESSÃO

A Concessão reveste a forma de Alvará, a publicar, integralmente ou por extracto, no Diário
do Governo.

Concedida a Condecoração, a Chancelaria das Ordens emite o correspondente Diploma e
Carta Patente, assinada pelo Chanceler da respectiva Ordem e autenticado com o Selo Branco
da Chancelaria.

Os Diplomas respeitantes ao grau de Grande-Colar são sempre assinados pelo Senhor Presidente da
República.

FORMA DE NVESTIDURA

A Investidura consiste na Imposição das Insígnias ao Agraciado por quem Presidir ao Acto Cerimonial.

A Investidura de Cidadãos Nacionais é precedida da Assinatura do Compromisso de Honra de Observância da Constituição e da Lei e de respeito pela Disciplina própria das Ordens Honoríficas Nacionais.

A “Investidura Solene” é assim designada quando o Senhor Presidente da República como Grão-Mestre das Ordens determinar no Despacho de Concessão.

Na “Investidura Solene”, a Imposição de Insígnias é precedida da Leitura do Alvará de
Concessão e do Toque e ou Canto do Híno Nacional.

A “Investidura Solene” tem lugar em Acto presidido pelo Senhor Presidente da República.

O Senhor Presidente da República pode Delegar no Senhor Presidente da Assembleia da
República ou ao Senhor Primeiro-Ministro a Imposição de Insígnias, nomeadamente em
Agraciamentos resultantes de Proposta dos mesmos.

O Senhor Presidente da República pode ainda, por expressa Delegação sua, encarregar da
Imposição das Insígnias os Chanceleres das respectivas Ordens, os Membros do Governo, os
Representantes da República nas Regiões Autónomas, em Actos a realizar nelas, os Chefes de
Estado-Maior ou os Embaixadores ou Consuls nos Países onde a Cerimónia ocorra.

A Solenidade da Investidura pode ser Simplificada em circunstâncias especiais.

PREVILÉGIOS DOS AGRACIADOS

As Unidades, Estabelecimentos Militares, Corpos Militarizados, Localidades, Colectividades e Instituições agraciadas usam sobre o laço da Bandeira de Desfile ou Estandarte Oficial outro laço de fitas da cor da Ordem, franjadas de ouro, tendo pendente numa das pontas o respectivo distintivo, não devendo os Laços das Condecorações ser usados cumulativamente com quaisquer adornos ou com outras insígnias.

Todos os membros das Ordens podem usar as Insígnias da Ordem Honorífica nas ocasiões apropriadas e também usarem as mesmas nos Escudos, Brasões de Armas ou Selos afixados em documentos que os identifiquem.

CHANCELARIA DAS ORDENS

As Unidades, Estabelecimentos Militares, Corpos Militarizados, Localidades, Colectividades e Instituições agraciadas usam sobre o laço da Bandeira de Desfile ou Estandarte Oficial outro laço de fitas da cor da Ordem, franjadas de ouro, tendo pendente numa das pontas o respectivo distintivo, não devendo os Laços das Condecorações ser usados cumulativamente com quaisquer adornos ou com outras insígnias.

Todos os membros das Ordens podem usar as Insígnias da Ordem Honorífica nas ocasiões apropriadas e também usarem as mesmas nos Escudos, Brasões de Armas ou Selos afixados em documentos que os identifiquem.


PROPOSTA DA CRIAÇÃO DE UM COLÉGIO HERÁLDICO PARA DESENHO, REGISTO E USO DE BRASÕES DE ARMAS

A fim de se poder desenhar, conceder e registar armas institucionais para repartições públicas, ministérios, corpos militares, municípios, etc. e ainda para poder conferir armas particulares a membros das Ordens que podem ostentar nos mesmos ou em selos as insígnias da(s) Ordem(s) Honorífica(s) com que foram agraciados foi também proposto ao Presidente da República da Guiné-Bissau, a criação de um Colégio Heráldico Estatal composto por um Heraldista Chefe, um Heraldista Assistente, um Desenhador Heráldico e três Conselheiros Heráldicos. Tarefas para as quais o Colégio Heráldico da Fundação Oureana disponibilizou a sua assesoria.



ORGÂNICA DAS TRÊS ORDENS PROPOSTAS À PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA A 24 DE SETEMEBRO DE 2017

A ORDEM DA UNIDADE

O distintivo da Ordem da Unidade é uma estrela de nove pontas de esmalte vermelho perfilada de ouro, carregada, ao centro, de um círculo de vermelho com uma vieira de ouro, tudo envolvido por uma bordadura de esmalte verde filetada de ouro, com a legenda “Ordem da Unidade”, em letras maiúsculas de ouro.

É a mais alta condecoração da República da Guiné-Bissau e será atribuída pelo Presidente da República nos seguintes graus:

a) Grande-Colar; é o mais alto grau da Ordem sendo concedido exclusivamente a Chefes de Estado Estrangeiros durante visitas de Estado ou actos protocolares, podendo ainda ser concedido a antigos Chefes de Estado ou a pessoas cujos feitos, de natureza extraordinária perpétua ou de especial relevância internacional para a Guiné-Bissau, os tornem merecedores dessa Alta Distinção;

b) Grã-Cruz; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por altos serviços pontualmente prestados à Pátria ou que foram prestados de forma continuada, ao longo dos anos e por feitos muito extraordinários em prol da Guiné-Bissau, de elevado relevo e importância nacional, como os realizados por Primeiro Ministros e líderes políticos ou religiosos que tenham desempenhado um papel importante para a Unidade Nacional, após cumprimento de mandato, cargo ou no fim de carreira política;

c) Grande-Oficial; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos extraordinários prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau ou actos de alto relevo e importância nacional no campo da governação, como os que são exercidos por Ministros do Governo que tenham desempenhado um papel importante para a Unidade Nacional e isto após cumprimento de mandato, cargo ou no fim de carreira política;

d) Comendador; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau actos de relevo e importância no campo da diplomacia estrangeira reservando-se este grau particularmente para distinguir Embaixadores que tenham desempenhado um papel importante para as Relações Internacionais no cumprimento de mandato ou em fim de carreira diplomática;

e) Oficial; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau ou actos de importância no campo da diplomacia e cidadania reservando-se este grau particularmente para distinguir cônsules que tenham desempenhado um papel importante para a representação consular no cumprimento de mandato ou em fim de carreira consular;

f) Cavaleiro ou Dama; pode ser concedida a qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, por serviços ou feitos prestados ou realizados em prol da Guiné-Bissau no país ou fora dele, tais como em Comunidades Emigrantes;

A ORDEM DA LUTA

O distintivo da Ordem da Luta é uma é uma estrela de cinco pontas de esmalte negro perfilada de ouro, carregada, ao centro, de um círculo de ouro com a legenda “Luta”, em letras maiúsculas de vermelho, tudo envolvido por uma bordadura de esmalte vermelho filetada de ouro, com a legenda “República da Guiné-Bissau”, em letras maiúsculas de negro.

Representando o luto nacional e perpetuo de homenagem devida aos soldados mortos em combate e o sangue dos filhos da pátria.

É a mais alta condecoração da República da Guiné-Bissau e será atribuída pelo Presidente da República, como Chefe Supremo das Forças Armadas, para reconhecer altos serviços militares a oficiais das Forças Armadas, da Polícia e similares, tais como a Unidades, Órgãos, Estabelecimentos e Corpos Militares, e ainda os Soldados da Paz, tais como Bombeiros, Paramédicos, etc nos seguintes graus:

A Ordem da Luta pode ser também atribuída por Actos Heróicos praticados por Soldados em prol da Pátria ou do próximo, sendo condições gerais necessárias, no seu conjunto, para atribuição de qualquer grau da Ordem da Luta as seguintes:

a) Ter prestado, pelo menos, sete anos de Serviço Militar a contar da data da graduação ou promoção a Oficial;

b) Ter no decurso da carreira militar revelado elevados atributos morais e profissionais, manifestados através de uma irrepreensível conduta, reconhecidas qualidades cívicas e virtudes militares;

c) Ter prestado serviços altamente meritórios, reconhecidamente relevantes e distintos e que tenham contribuído para o Prestígio Militar das Forças Armadas ou da Polícia, etc., com especial relevância para os serviços prestados em campanha ou com risco de vida.

O Critério para a Concessão de cada grau da Ordem da Luta, baseia-se nomeadamente na Condecoração prévia com graus inferiores na mesma Ordem. Aos vários graus da Ordem da Luta, pertencem as honras militares correspondentes aos seguintes postos, se os condecorados não tiverem outras superiores:

a) Chefe de Estado Maior do Exército (em exercício de funções): Grande Colar;

b) Generais: Grã-Cruz;

c) Coronéis: Grande-Oficial;

d) Tenentes-coronéis: Comendador;

e) Majores: Oficial;

f) Alferes: Cavaleiro ou Dama;

Aos Militares Condecorados com a Ordem da Luta é permitido o uso das Insígnias respectivas, em passeio, com qualquer uniforme.

A ORDEM DO PROGRESSO

O distintivo da Ordem do Progresso são dois ramos de oliveira vitoriosos entrelaçadas de esmalte verde, unidos na base por um anel de ouro, carregados, ao centro, com o mapa do território da Guiné-Bissau esmaltado com as cores da Bandeira Nacional.

A Ordem do Progresso será atribuída em reconhecimento de serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização e do progresso na agricultura, na tecnologia, na ciência e na indústria, etc. ou também em prol da dignificação da pessoa humana, de causas humanitárias e da causa da liberdade. Pode ainda distinguir quem houver prestado serviços relevantes à Pátria, no país ou no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura nacional ou por dar maior conhecimento da Guiné-Bissau, da sua história, cultura, música, arte e valores no mundo. 

A Ordem do Progresso pode galardoar actos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da colectividade com o grau de Companheiro.

O Presidente da República da Guiné-Bissau pode ainda reconhecer com a Medalha de Mérito da Ordem do Progresso os altos serviços prestados à causa da educação e do ensino tendo assim o objectivo de reconhecer o Mérito Civil, manifestado no exercício de funções públicas ou privadas, em especial na área social, educacional e no meio empresarial.

Os graus de concessão desta Ordem são iguais as anteriores com excepção do grau da medalha de Mérito que nas demais não existe.

IGUALMENTE PROPOSTA A CONSAGRAÇÃO DE ARMAS, BANDEIRA E HINO NACIONAL DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

A Proposta do Colégio Heráldico da Fundação Oureana incluía a ideia de consagrar no Decreto Presidencial; o Brasão de Armas da Guiné-Bissau, a Bandeira Nacional e o Hino Nacional, já consignados no Artigo 22º nr.º 1 da Constituição da República da Guiné-Bissau.

O Brasão de Armas da Guiné-Bissau

As Armas da República da Guiné-Bissau consistem em duas palmas de esmalte verde, avivadas de ouro, dispostas em círculo, unidas pela base, onde assenta uma vieira amarela, alegoria à localização do país na costa Oeste de África, e ligadas por um listel de esmalte vermelho, filetado de negro, em que se inscreve o lema «UNIDADE LUTA PROGRESSO», em letras maiúsculas negras. Encimando a extremidade superior das palmas uma estrela negra de cinco pontas, simbolizando o Pan-Africano e frequentemente referenciada como a “Estrela Negra de África”.

A Bandeira Nacional da Guiné-Bissau

A bandeira da Guiné-Bissau é composta por uma faixa vertical de vermelho e duas faixas horizontais de amarelo e verde. No centro da faixa vermelha está uma estrela preta de cinco pontas.

O Hino Nacional da Guiné-Bissau

O Hino Nacional foi escrito por Amílcar Cabral e a música composta por Xiao He.

Esta é a Nossa Pátria Bem Amada
Sol, suor, o verde e o mar,
Séculos de dor e esperança;
Esta é a terra dos nossos avós!
Fruto das nossas mãos,
Da flôr do nosso sangue:
Esta é a nossa pátria amada.
Viva a pátria gloriosa!
Floriu nos céus a bandeira da luta.
Avante, contra o jugo estrangeiro!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso! Paz e o progresso!
Ramos do mesmo tronco,
Olhos na mesma luz:
Esta é a força da nossa união!
Cantem o mar e a terra
A madrugada e o sol
Que a nossa luta fecundou.

O Ministro da Defesa da Guiné-Bissau, General Sandji Fati e Manuel Beniger Simões com o Decreto e o Projecto das Ordens

O COLÉGIO HERÁLDICO DO DEPARTAMENTO HERÁLDICO DA FUNDAÇÃO OUREANA

O Departamento Heráldico da Fundação Oureana, foi criado em 2000 por Carlos Evaristo e está sedeado no Centro de Estudos das Ordens Dinásticas da Casa Real Portuguesa localizado no Castelo de Ourém, inaugurado em 1996 por John Mathias Haffert e D. Duarte Pio de Bragança. O Departamento da Fundação é um órgão com Colégio Heráldico que dá pareceres e trata da elaboração gratuita de projectos de Brasões de Armas e Condecorações tanto para entidades públicas como privadas, assim como para Casas Dinásticas e pessoas individuais.

Os pareceres, estudos e projectos, são depois propostos à consideração, para aprovação e registo de Conselhos Heráldicos de Estado, Reis d’Armas de Reinos, Heraldistas e Departamentos Heráldicos Municipais e de Estado, com legítimo Fons Honorum Legal para concederem autorização, para criar Brasões e Ordens Honoríficas e Implementar e Regular o uso das mesmas. O Colégio Heráldico também dá pareceres às Casa Reais e Dinásticas através de outro Departamento da Fundação; o Instituto Preste João, Real e Imperial Conselho de Nobreza Estrangeira, que também tem uma Associação do mesmo nome, criada pela Fundação Oureana em 2003 e hoje reconhecida mundialmente como único órgão reconhecido para registo das Honras, Ordens e Mercês conferidas por Casas Reais e Imperiais extra europeias, não reinantes.

É de referir que embora haja quem assuma o uso de armas pessoais ou associações e heraldistas privados que produzem Cartas de Armas, a verdade é que, legalmente nenhuma organização ou pessoa, a não ser parte de um órgão de Estado com poderes para o efeito, ou entidade com Fons Honorum; Pontifício, Diocesano ou Dinástico de uma Casa Real, pode validamente atribuir, registar e regular armas para uso individual, familiar ou institucional.

O Departamento Heráldico da Fundação já teve vários Heraldistas Chefes no Conselho Heráldico e entre eles: Carl Lindgren (2000 – 2003), David Ashley Pritchard (2003 – 2005), Carlos Evaristo (2005 – ) e Humberto Nuno de Oliveira (2019 – ). Foram Desenhadores Heráldicos do Conselho; Clyde William Webb (2000 – 2005), Hernani Marques de Carvalho (2005) Padre John Guilbbert Mariani (2005 – 2015) e actualmente Mathieu Chaine (2015 – ) e Humberto Nuno de Oliveira (2019 – ), especialista em Falerística, Heráldica e Protocolo de Estado.

Acaba de ser aprovado pela Presidência da República da Guiné-Bissau, o projecto para a criação das três Ordens de Estado, que teve origem num projecto concebido em 24 de Setembro de 2017, pelo Colégio Heráldico da Fundação Oureana, para a instituição na Guiné-Bissau das suas Ordens Honoríficas, uma Chancelaria das Ordens e um Colégio Heráldico Nacional.
O Desenhador Heráldico Mathieu Chaine

Também fazem parte do Conselho Heráldico, para além dos membros já supra referidos; os seguintes Conselheiros; Pier Felice degli Uerti, Presidente da I.C.O.C., especialista mundial em Ordens e Casas Reais; Manuel Beninger Simões, Conselheiro Diplomático e especialista em relações Diplomáticas; Kevin Couling, especialista em Heráldica e Ordens; e os Advogados especialistas nestas matérias: António Agostinho dos Santos Pereira, Jorge Costa Rosa e Luis Roberto Lorenzato di Ivrea, Deputado Federal na Itália. São Secretários do Departamento; David Alves Pereira e Bruno de Castro.

Até hoje, o Departamento Heráldico da Fundação já preparou e apresentou gratuitamente e a pedido de entidades Governamentais, Episcopais Diocesanas ou Chefes de Casas Reais Dinásticas, não reinantes, mais de 35 projectos para a criação de Condecorações de Mérito e Ordens, um dos quais acaba de ser aprovados e implementados pelos Governos da República da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe. Outros três estão actualmente em apreciação por parte de Governos estrangeiros.

O Departamento Heráldico também desenhou gratuitamente mais de 150 Brasões de Armas para indivíduos, entidades, particulares e instituições sendo que alguns foram posteriormente usados na elaboração de Cartas Oficiais de Concessão de Armas e Cartas de Reconhecimento de Armas.

O Colégio Heráldico da Fundação já preparou também Brasões de Armas que foram posteriormente aprovados e conferidos pela Corte do Lord Lyon, o Rei d’armas da Escócia e o recém-criado Gabinete do Heraldista de Estado da República de Malta.

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O Departamento desenhou também as Insígnias da Real Guarda de Honra, da Real Confraria do Santo Condestável, do Instituto Amália Rodrigues, Rainha do Fado, novas Insígnias da Ordem de São Miguel da Ala e da Real Irmandade da mesma soberana Invocação e o Brasão da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora e as Armas da Regalis Lipsanotheca e o Instituto Preste João entre muitas outras organizações. Também criou Brasões de Armas, Insígnias de Ordens e Condecorações Diocesanas, e entre elas, o Brasão Episcopal do Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos e o logotipo da CEAST; Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe.

FONTE: https://www.facebook.com/watch/?v=1027078351416498&extid=WA-UNK-UNK-UNK-IOS_GK0T-GK1C&ref=sharing

13 de Novembro de 2021

Faleceu Frá Matthew Festing, Príncipe Grão-Mestre Emérito da Soberana Ordem de Malta, Patrono da Real Confraria do Santo Condestável e da Regalis Lipsanotheca

R.I.P.
Frá Matthew Festing
(1949 – 2021)

É com triste pesar que a Fundação Histórico – Cultural Oureana recebe a notícia do falecimento de Frá Matthew Festing, Príncipe Grão-Mestre Emérito da Soberana Ordem de Malta.

O falecimento de Frá Matthew de 71 anos de idade, foi comunicado pelo Grande Magistério da Ordem de Malta em Roma, como tendo ocorrido, hoje, Sexta-Feira, 12 de Novembro.

Festing, foi o 79º Grão-Mestre da Soberana Ordem de Malta, e era, desde 22 de Setembro de 2009, Patrono Fundador e Condestável-Mor Honorário da Real Confraria do Santo Condestável. Era também Patrono Honorário do Museu da Fundação; Regalis Lipsanotheca e Botica de São João / ambos os edifícios fazendo parte da Exposição Nacional do Santo Condestável da Fundação Oureana.

Numa carta dirigida à Real Confraria em 2009 informava: “Ficarei muito contente em ser Patrono Honorário do vosso Museu.”

Festing era grande devoto das Santas Relíquias mas também de São Nuno de Santa Maria tendo assistido à Missa de Canonização, a 26 de Abril de 2009, na Praça de São Pedro no Vaticano, altura em que havia solicitado à Real Confraria, uma relíquia e imagem do Santo Condestável para uso devocional na Capela no Palácio do Grande Magistério em Roma. A relíquia e imagem, oferecidas e enviadas pelos Confrades Fundadores da Real Confraria, Carlos Evaristo e José António Alves Cunha Coutinho, foram entronizadas pelo Príncipe Grão-Mestre, na referida capela, pela Festa de São João Baptista, aniversário do nascimento de D. Nuno Àlvares Pereira.

Sobre a relíquia de São Nuno escreveu: “A Ordem de Malta tem muita honra em receber uma relíquia de São Nuno (…) E obviamente iriamos ficar encantados de a ter e muito a iremos estimar.”

O Príncipe Frá Matthew Festing com os Confrades Fundadores; Carlos Evaristo e Vítor Portugal dos Santos

Frá Matthew escrevia com regularidade, e durante muitos anos, para a Real Confraria. Sua última carta como Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de Malta, por coincidência, está datada do mesmo dia de sua abdicação.

Festing havia participado no último dia 4 de Novembro, em Malta, na Profissão de Votos Solenes de Frá Francis Vassallo, na Concatedral de São João de la Valette, mas após a cerimônia, sentiu-se mal e foi levado ao hospital onde ficou internado ao se verificar que o seu estado de saúde era considerado grave. No dia 6 de Novembro, Festa de São Nuno, foram enviados votos de rápidas melhoras e orações pelas suas rápidas melhoras por parte da Real Confraria.

Frá Matthew cumprimenta o Celebrante na Missa que teve lugar no passado dia 4 de Novembro

Frá Marco Luzzago, atual Lugar-Tenente do Grão-Mestre, pediu orações pela alma de Frá Matthew Festing que nasceu em 1949, em Northumberland, na Inglaterra. Filho de Robert Matthew Festing, era descendente de Sir Adrian Fortescue, Cavaleiro de Malta que morreu Mártir, em1539.

Matthew Festing estudou História na Universidade de Cambridge e era especialista em Arte. Também serviu os Granadeiros, foi Coronel do Exército Britânico e recebeu da Rainha Elizabeth II, o título de Oficial da Ordem do Império Britânico.

Frei Matthew Festing ingressou na Soberana Ordem de Malta no ano de 1977 onde Professou Solenemente os votos em 1991, tornando-se no primeiro membro da Ordem a ter o título de Grão-Prior de Inglaterra após 450 anos. Em 2008, foi Eleito Príncipe e 79º Grão-Mestre da soberana Ordem de Malta e permaneceu no cargo até à sua renúncia, a pedido do Papa, em Janeiro de 2017.

O Papa Francisco com o Príncipe Matthew Festing em 2017

Durante os anos que passou à frente da Ordem de Malta, visitou todos os Continentes para conhecer com detalhes o trabalho da Ordem além de reforçar laços Diplomáticos com todos os países. Foi o principal promotor das peregrinações anuais da Ordem de Malta aos Santuários Marianos, de Fátima e Lourdes, onde se encarregava pessoalmente de acolher os peregrinos com deficiências.

Rogamos a todos os Capelães e Confrades da Real Confraria que rezem para que Deus conceda o Eterno descanso ao nosso querido Patrono para assim gozar de paz na Pátria Celeste na companhia de São Frei Nuno Nuno de Santa Maria que também foi Prior da Ordem de São João em Portugal.

Um Missa por alma de Frá Matthew Festing será mandada celebrar pela Real Confraria em data a anunciar.

12 de Novembro de 2021

Família Real Portuguesa visitou Exposição no Palácio Nacional da Ajuda

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança, visitou a exposição temporária “D. Maria II. De Princesa Brasileira a Rainha de Portugal (1819 – 1853)”, acompanhado de sua mulher D. Isabel, dos filhos e dos primos.

A visita guiada à exposição patente na Galeria de Pintura Rei D. Luís I do Palácio da Ajuda, foi conduzida pelo Dr. José Alberto Ribeiro, Director do Monumento, que explicou aos Duques de Bragança e seus filhos D. Afonso, Príncipe da Beira e D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra, a história das peças expostas que incluem a Coroa Real, o Ceptro e o Trono mandados fazer para a Coroação da Rainha D. Maria II.

É de recordar que as Fundações D. Manuel II e Oureana mantêm Protocolos com o Palácio Nacional da Ajuda para conservação, consulta e divulgação de património.   

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27 de Outubro de 2021

Real Confraria e Real Guarda de Honra celebram Festa do seu Patrono na Igreja do Santo Condestável em Lisboa

Mural do Altar Mor da Igreja

A Real Confraria do Santo Condestável juntamente com a Real Guarda de Honra, voltaram a celebrar a Festa do seu patrono na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, com investiduras de novos Confrades, Missa Solene com Veneração de Relíquia Insigne e um Jantar de Convívio / Capítulo Geral.

Alguns Membros do Conselho da Real Confraria com os novos Confrades e elementos da Real Guarda de Honra

A Festa litúrgica de São Nuno de Santa Maria celebrada pela Real Confraria do Santo Condestável e a Real Guarda de Honra, teve lugar na Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, Lisboa, com início às 18:30 Horas, altura em que se realizaram as Investiduras de novos Confrades na Cripta da Igreja junto ao túmulo de São Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

A cerimónia este ano foi presidida por Sua Alteza Real Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, Condestável-Mor Honorário e Patrono em representação de seu pai, Sua Alteza Real Dom Duarte Pio de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, que não pode estar presente por se encontrar, à mesma hora, a assistir à Missa de Exéquias Fúnebres de Sua Exª Rev.ma D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau, Timor Leste que teve lugar no Mosteiro dos Jerónimos.

Presentes este ano nas cerimónias estiveram os Condestáveis Fundadores José António e Maria Antonieta da Cunha Coutinho juntamente Maria Margarida Evaristo, o Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira, e o Alcaide para Ourém e Coordenador da Acção Social “Peacemakers” David Alves Pereira. No total participaram 35 Confrades e uma Delegação de 6 elementos da Real Guarda de Honra, comandados nesta ocasião pela Comandante em Exercício, Dama Guarda de Honra Maria Filomena de Castro.

Investiduras de Novos Confrades e Promoções

Os Confrades investidos nesta ocasião foram Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, José Tomé Chasqueira Boavida, Nuno Ricardo Gonçalves Pereira Candeias e D. António Albuquerque de Sousa Lara admitido no grau de Alcaide.

Os Confrades estrangeiros honorários admitidos nesta ocasião foram dois espanhóis: o Alferes de Navio José Luis Barceló e sua mulher Maria del Pilar Vicente, Cavaleiro e Dama Honorários da Casa Real Portuguesa e ainda um Irlandês; William Smyth.

Foi promovido a Alcaide o Confrade Mário Neves, que tem sido incansável na promoção do Culto de São Nuno e igualmente promovido a Alcaide e Adjunto do Condestável-Mor para Lisboa, o Confrade João Pedro Antunes de Ascensão Teixeira, que tal como sua irmã, Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes, foi baptizado naquela igreja onde se encontra o túmulo oficial de São Nuno.

Todos os novos Confrades foram dispensados da imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo pelo facto de já terem sido investidos há vários anos com o mesmo por um Sacerdote.

No uso da palavra o Condestável-Mór Fundador Carlos Evaristo informou que este ano o Revº. Padre Francisco Rodrigues, O. Carm. Capelão Mór Fundador da Real Confraria e Vice-Postulador Emérito, não pode estar presente pelo facto de ter sido recentemente internado no hospital devido a uma intoxicação alimentar. Carlos Evaristo recordou que foram também investidos este ano como Confrades Professos; Leonardo Pereira Rodrigues, Hernani Luis de Carvalho e Rui Salazar de Lucena e Mello e como Confrades estrangeiros, Professos e Honorários; Simon Andrew Robert Appleby-Wintle, Thomas Joseph Serafin, André Ladislau Olegario Jaross, Eugénio Emiliano Arciuszkiewicz, Anton Tkachuk, Eugenio Magnarin, Franco Vassallo de Ferrari di Brignano e Fernando Diago de la Presentación.

José António da Cunha Coutinho, D. Afonso de Bragança, Carlos Evaristo, Mário Neves e David Alves Pereira
A Promoção a Alcaide do Confrade Mário Neves
O momento da Investidura do Alcaide D. António de Sousa Lara
O Alcaide Mário Neves agradece a promoção
A imposição do Hábito ao Alcaide D. António de Sousa Lara
Alferes de Navio José Luis Barceló
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A imposição do Hábito ao Alferes de Navio José Luis Barceló
A Imposição do Hábito à Confradesa Maria de Lurdes pela Dama Condestável Fundadora Margarida Evaristo
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes
A Investidura de Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes

A Investidura da Confradesa Maria del Pilar Vicente
A Imposição do Habito ao Confrade José Tomé Chasqueira Boavida pelo Alcaide David Pereira
O Confrade José Tomé Chasqueira Boavida cumprimenta o Condestável-Mor Fundador Carlos Evaristo
O Condestável-Mor para Lisboa, Humberto Nuno de Oliveira preside ao Capítulo Geral com o Adjunto, Alcaide João Pedro Teixeira e o Alcaide e Coordenador da Acção Social David Alves Pereira

Missa Solene presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa

Durante a homilia D. Manuel Clemente relembrou como o Santo Condestável antes das batalhas se preocupava se o inimigo teria comida suficiente e enviava mantimentos caso não tivessem, algo que mostrava a humanidade e generosidade de São Nuno como Comandante.

Depois da Comunhão foi colocada uma Coroa de Flores junto ao túmulo de São Nuno localizado debaixo do altar-mor e recitada uma oração, composta pelo Infante D. Pedro, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

Depois do Coro ter cantado o Hino do Santo Condestável, terminada a Missa, foi dada a bênção final por D. Manuel Clemente e depois, ficou exposta no altar para veneração, a Relíquia Insigne do fémur de São Nuno, oferecida à Paróquia há 70 anos pelo então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

Início do Cortejo litúrgico
O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa relembra o 70º Aniversário da Igreja do Santo Condestável
Sua Alteza Real o Príncipe da Beira D. Afonso de Bragança
Os Membros do Conselho da Real Confraria e Maria Castro, a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
Os Membros do Conselho da Real Confraria e a Comandante em Exercício da Real Guarda de Honra
O Coro da Paróquia
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
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Duas jovens colocaram uma Coroa de Flores junto ao Túmulo do Santo Condestável
O Cardeal Patriarca de Lisboa invoca o Santo Condestável durante a Oração
A Relíquia Insigne do Fémur de São Nuno de Santa Maria
Carlos Evaristo venera a Relíquia Insigne do Santo Condestável

Jantar de Convívio

Após a solene celebração litúrgica em honra de São Nuno de Santa Maria, seguiu-se um jantar de confraternização e o Capítulo Geral dos Confrades da Real Confraria do Santo Condestável e dos Membros da Real Guarda de Honra. Presidiu à Sessão o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, Condestável-Mor acompanhado de seu filho, o Príncipe da Beira o Senhor Dom Afonso de Bragança.

Presentes este ano em representação da Delegação Norte Americana da Real Confraria, estiveram os Confrades James e Jean Dudek que há mais de 20 anos promovem a devoção a São Nuno nos Estados Unidos da América no contexto da Mensagem de Fátima.

Agradecimentos Especiais

Antes de terminar o Capítulo Geral o Chefe da Casa Real Portuguesa deu as boas vindas aos novos confrades e agradeceu a presença de todos e particularmente os que vieram de longe. Agradeceu também à organização na pessoa do Alcaide João Pedro Teixeira, que organizou o protocolo da Missa e o jantar, e ao Confrade Armando Mendes que há mais de 30 anos colabora com o Apostolado de São Nuno e das Sagradas Relíquias.

No uso da palavra, Carlos Evaristo agradeceu a presença de todos os Confrades e relembrou os que não podiam estar presente e ainda os que faleceram recentemente. Agradeceu também a Filomena Maria Castro e aos membros da Real Guarda de Honra que deram brilho à homenagem a São Nuno e à Igreja do Santo Condestável no dia do seu 70º Aniversário.

Carlos Evaristo anunciou o encerramento do Centro de São Nuno da Real Confraria em Fátima, que durante muitos anos foi mantido pelos Confrades Brenda e Martin Cleary. O Centro não só acolhia peregrinos devotos em Fátima como também ajudava a angariar fundos para as obras sociais da Diocese de São Tomé e Príncipe. Carlos Evaristo agradeceu também a presença de Mário Pontes, José Manuel e Inês Rodrigues, sobrinhos da saudosa fadista Amália Rodrigues, que foi grande devota do Santo Condestável e à Delegação de Évora da Real Confraria e Real Guarda de Honra chefiada por Ricardo Maria Louro. Presente também esteve Roman von Ruppe, o Confrade responsável em Portugal pela obra social, Mary’s Meals.

Seguidamente o Senhor D. Afonso de Bragança investiu o Revº Padre Mário Cabral de Timor Leste como Capelão Honorário da Real Confraria do Santo Condestável e nomeou o Confrade William Smyth como Organista da Real Confraria e da Real Lipsanotheca.

A Festa de São Nuno terminou com a entrega de um donativo extraordinário de 100.00€ para a Obra do Caldeirão pela Confradessa Maria de Lurdes Antunes de Ascensão Teixeira Fernandes Lopes e a oferta do livro “O Exército e Nuno Álvares Pereira” pelo Alcaide Mário Neves, destinado à Biblioteca Condestabriana.

O Alferes José Barceló também entregou uma Relíquia Insigne de um lenço ensanguentado de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes de Orleans y Borbón, adquirida pela Fundação Oureana para a Real Lipsanotheca em Ourém. A Relíquia que chegou acompanhada de Madrid pelos Alferes e sua mulher era da Rainha de Espanha parente do Senhor D. Duarte de Bragança que morreu com fama de Santidade em Madrid, a 26 de Junho de 1878.

Carlos Evaristo e D. Afonso de Bragança agradeceram a Maria de Castro por ter representado o Comando Geral
D. Duarte de Bragança em conversa com membros da Família Mendes e o Confrade William Smyth
O Alferes José Barceló entrega uma Relíquia Insigne de Sua Majestade a Rainha Maria de las Mercedes

6 de Novembro de 2021